2017/07/20

O futuro em ciência, tecnologia e inovação. Carta IEDI, edição 775 | Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI)


Info: IEDI

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«Sumário


»O relatório Science, Technology and Innovation Outlook, divulgado no final de 2016 pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), analisa as implicações de várias megatendências para os sistemas de Ciência, Tecnologia e Inovação (C,T&I) e apresenta projeções para os desenvolvimentos nos próximos 10 a 15 anos.

»As megatendências são mudanças sociais, econômicas, políticas, ambientais e tecnológicas, em larga escala, as quais, embora se formem lentamente, operam profunda transformação e influência duradoura em inúmeras atividades humanas, processos e percepções. São exemplos o crescimento populacional mundial e a urbanização, o envelhecimento das sociedades em várias partes do mundo, o aquecimento do planeta e a elevação do nível do mar ou acidez dos oceanos, o aprofundamento da globalização, crescente dinâmica de digitalização, big data e bioengenharia.

»De acordo com o estudo, o envelhecimento da população, a mudança climática, os desafios na área de saúde e a crescente digitalização, entre outros fatores, devem moldar as agendas futuras de pesquisa e desenvolvimento (P&D) e o escopo e a escala da demanda futura de inovação. O rápido desenvolvimento econômico nas economias emergentes, ao lado das atividades transfronteiriças das multinacionais e da fragmentação adicional das cadeias globais de valor, deverá, igualmente, favorecer uma ampla distribuição das atividades de C,T&I em todo o planeta.

»De um lado, a concorrência global por talentos e recursos provavelmente deve se intensificar, bem como a produção e a difusão de novos conhecimentos. De outro lado, entretanto, as atividades de C,T&I poderão se defrontar com fortes restrições financeiras em razão de um possível crescimento insuficiente das economias desenvolvidas e emergentes, o que poderá comprometer o papel dessas atividades no enfrentamento de desafios futuros.

»A OCDE destaca que os desenvolvimentos futuros em C,T&I podem acelerar, intensificar ou mesmo inverter a dinâmica das megatendências, com potencial para oferecer soluções aos desafios enfrentados pelas sociedades. Avanços tecnológicos em diferentes áreas podem contribuir, por exemplo, para o aprofundamento adicional da globalização, para o crescimento da renda, para a redução das emissões de gás carbônico, para melhoria das condições de saúde e elevação da expectativa de vida.

»No que se refere ao futuro tecnológico, foram mapeadas as tendências de desenvolvimento de dez tecnologias emergentes: internet das coisas; análise de big data; inteligência artificial; neurotecnologias; nano e microssatélites; nanotecnologias; manufatura aditiva (impressão 3D); tecnologias avançadas de estocagem de energia; biologia sintética; blockchain. Estas aparecem como as tecnologias promissoras e com maior potencial disruptivo, impactando inúmeros campos de aplicação, muitos deles ainda não previstos.

»As tecnologias de ponta não são isentas de riscos e de incertezas e suscitam, todavia, inúmeras questões éticas e legais, que como ressaltam os pesquisadores da OCDE, precisam ser avaliadas logo no início da pesquisa e desenvolvimento. Os desenvolvimentos em robótica e em inteligência artificial geram, por exemplo, preocupação sobre os empregos futuros, enquanto a internet das coisas e análise de big data, a impressão em 3D, a biologia sintética e a neurociência suscitam dúvidas, respectivamente, quanto à segurança e à privacidade, à pirataria da propriedade intelectual, à biossegurança e à dignidade humana.

»Esses riscos e incertezas requerem uma governança antecipatória da mudança tecnológica, que inclui avaliação dos benefícios e custos e uma ativa formatação dos caminhos futuros desenvolvimento e exploração. Igualmente, sem uma ampla difusão das inovações e da aquisição de conhecimento e habilidades, os avanços tecnológicos poderão exacerbar as desigualdades econômicas e sociais. Os governos terão que enfrentar o desafio de administrar as rendas de inovação, mediante a política de concorrência, e de requalificar a mão-de-obra, através da educação.»





2017/07/19

Brasil 2035, cenários para o desenvolvimento | ASSECOR (Associação Nacional dos Servidores da Carreira de Planejamento e Orçamento) (@assecor) e IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) (@ipeaonline)


Info: IPEA

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Sumário


Aprensentação IPEA

Aprensentação ASSECOR

Prefácio

Agradecimentos

Capítulo 1 Introdução


PARTE I – OS CENÁRIOS E SUA ANÁLISE PRELIMINAR

Capítulo 2 Cenário Vai levando

Capítulo 3 Cenário Crescer é o lema

Capítulo 4 Cenário Novo pacto social

Capítulo 5 Cenário Construção

Capítulo 6 Análise dos cenários


PARTE II – METODOLOGIA, SEMENTES E CONDICIONANTES DE FUTURO

Capítulo 7 Metodologia utilizada para a construção dos cenários

Capítulo 8 Panorama internacional: um mundo em transformação até 2035

Capítulo 9 Dimensão social

Capítulo 10 Dimensão econômica

Capítulo 11 Dimensão territorial

Capítulo 12 Dimensão político-institucional

Capítulo 13 Condicionantes do futuro

Capítulo 14 Delphi e impactos cruzados


PARTE III – AS CENAS

Capítulo 15 Cenas – Paz, defesa e segurança internacional

Capítulo 16 Cenas – Financiamento de longo prazo

Capítulo 17 Cenas – Bioeconomia: moldando o futuro

Capítulo 18 Cenas – Energia

Capítulo 19 Cenas – TICs: perspectivas até 2035

Capítulo 20 Cenas – Previdência

Capítulo 21 Cenas – Saúde no Brasil em 2035


PARTE IV – Considerações finais e Apêndices

Capítulo 22 Considerações finais

Apêndices




«Que caminho o Brasil poderá trilhar até 2035 para que tenhamos um país desenvolvido, com uma sociedade mais livre, justa e solidária em 2100? Essa foi a pergunta que orientou a condução do Projeto Brasil 2035, que teve como objetivo principal construir cenários para o Brasil que servissem de subsídio para o debate e a formulação de estratégias de longo prazo para o país, tendo 2035 como horizonte temporal.

»Apesar de muitos desejarem ou mesmo acreditarem em previsões, não é possível saber o que realmente vai acontecer, principalmente quando tratamos de horizontes temporais distantes. Tendências podem ser rompidas e eventos inusitados podem emergir e nos surpreender. Logo, olha-se para o futuro com o objetivo de iluminar as decisões do presente, para decidir que apostas devemos fazer agora para a construção do futuro desejado à luz das possibilidades que ele nos apresenta a partir do hoje.

»Tais reflexões, no entanto, devem sempre considerar que o futuro é múltiplo e incerto e muda a todo instante.

»É fundamental termos consciência de que somos construtores do futuro, seja por termos uma estratégia definida ou por não a termos e, portanto, fazermos parte da estratégia de terceiros.

»O que aconteceria se mudássemos o sistema presidencialista no Brasil? Que saltos poderíamos dar com a ajuda das tecnologias de informação e comunicação? O que seria necessário? A bioeconomia será a nova fronteira para a competência agrícola brasileira? É possível reverter problemas como segurança pública, qualidade da educação, altas taxas de juros e um sistema tributário e legal que penaliza o processo produtivo? Quando seremos capazes de superar a fragmentação da sociedade brasileira?

»Essas são algumas das questões levantadas, analisadas e debatidas durante o Projeto Brasil 2035; e que são apresentadas neste livro por meio das estórias contadas nos cenários fictícios Vai levando, Crescer é o lema, Novo pacto social e Construção.

»As respostas a essas perguntas passam pela necessidade de se pensar o longo prazo e fazer escolhas. Espera-se promover, a partir dos subsídios elucidados nessa publicação, um debate sobre essas escolhas prioritárias.»





2017/07/18

Indústria, inovação e infraestrutura: Construir infraestruturas resilientes, promover a industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação. Documento temático sobre o ODS 9 | ONU Brasil (@ONUBrasil)


Info: ONU Brasil

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«Dados e fatos importantes sobre o ODS 9 no Brasil


»O ODS 9 apresenta três áreas estruturantes que constituem elementos essenciais da área de “Prosperidade” da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável: infraestruturas resilientes, industrialização inclusiva e sustentável e o avanço tecnológico.

»Do ponto de vista econômico, o fato que tem permeado o cenário nacional é a significativa recessão que viveu o país até o início de 2017. Em 2016, observou-se uma queda acentuada no Produto Interno Bruto de −3,6% com amplos efeitos como aumento das taxas de desemprego e fechamento de empresas. O PIB per capita caiu 9,1%, e o investimento agregado, medido pela Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), caiu 10,2%.

»A recessão reduz o espaço fiscal do governo com a redução da arrecadação, limitando sua capacidade de investimento em áreas essenciais. Para o setor público consolidado, a atual meta de déficit para 2018 é de 1,8% do (PIB). Investimentos em infraestrutura que são, sobretudo, realizados pelo setor público em áreas como transporte, energia, habitação, telecomunicações, água e saneamento, tiveram uma ampla redução. Para o setor industrial, o PIB industrial sofreu reduções seguidas de −1,5%, em 2014, −6,3%, em 2015 e −3,8% em 2016, somando uma grande queda na demanda. Em geral, o setor industrial nacional tem o mercado interno como seu principal mercado consumidor e somente alguns setores são capazes de exportar de forma competitiva.

»Neste sentido, a crise gerou o fechamento de fábricas e o cancelamento de investimentos em novos ciclos de investimento, reduzindo a sua capacidade de incorporar novas tecnologias e processos produtivos mais limpos no longo prazo que possam promover uma industrialização mais sustentável. Muitas fábricas, atualmente, operam com taxas de capacidade ociosa elevada, de aproximadamente 20%.

»A produtividade média do setor não acompanhou maiores avanços de outros países. O setor industrial acumulou um crescimento da produtividade média de 1,2%, sendo que o custo real do trabalho aumentou em 2,2%.

»Na área de infraestrutura, o ODS 9 visa a desenvolver infraestrutura de qualidade, confiável, sustentável, resiliente, com acesso equitativo e a preços acessíveis (Meta 9.1); facilitar o desenvolvimento de infraestrutura em países em desenvolvimento (Meta 9.a); e aumentar o acesso às tecnologias de informação e comunicação - TICs (Meta 9.c).

»O Brasil apresentou alguns avanços na área de infraestrutura, especialmente ligados ao aumento da demanda por serviços da população, mas que poderia ter sido acompanhado por uma elevação mais contundente no investimento. Entre 2000 e 2015, o transporte aéreo de passageiros triplicou, mas o de carga caiu 14%. O trânsito de contêineres quadruplicou, mas a avaliação da qualidade da infraestrutura portuária permaneceu em 2,7/7,0. Apesar do transporte ferroviário de carga ter aumentado em 74%, a extensão da malha ferroviária permaneceu em 30.000 km. Houve um aumento na proporção da malha pavimentada rodoviária de 8,9% para 13,5%, mas a extensão existente permaneceu estável, em 1,6 milhão de km.

»Na área da infraestrutura de TICs houve um aumento expressivo no setor. O número de linhas celulares para cada 100 habitantes cresceu exponencialmente (13 para 127), bem como o de usuários de internet (3 para 60) e assinaturas de banda larga (0,06 para 12). O número de servidores de internet com criptografia por milhão de habitantes aumentou de 6 para 77, enquanto o número de linhas fixas per capita aumentou 20%. Entretanto, permanecem lacunas significativas na infraestrutura de transportes e TICs. O Banco Mundial estima que seria necessário investir 7,5% do PIB ao longo de 20 anos para trazer a infraestrutura de telefonia, geração elétrica e rodoviária do Brasil ao patamar da Coréia do Sul.

»Do ponto de vista da indústria, o ODS 9 visa à promoção da industrialização inclusiva e sustentável por meio do aumento significativo da participação da indústria no setor de emprego e o PIB (Meta 9.2); do aumento do acesso das pequenas indústrias e outras empresas, particularmente em países em desenvolvimento, aos serviços financeiros (Meta 9.3); e reabilitação das indústrias para torná-las sustentáveis, com eficiência aumentada no uso de recursos e maior adoção de tecnologias e processos industriais limpos e ambientalmente corretos (Meta 9.4).

»No caso do Brasil, a indústria é central para o tecido econômico do país, especialmente nas regiões mais populosas que concentram empregos que têm o maior valor agregado. Apesar disso, a indústria nacional passa por gradual processo de redução da participação da indústria de transformação, com a drástica redução na quantidade de indústrias e empregos.

»O ODS 9 ressalta, ainda, a relevância do papel que é desempenhado pelas pequenas e médias empresas (PMES) e a necessidade de fomento ao setor com linhas de financiamento específicas. De acordo com dados do SEBRAE nacional, pequenos negócios na economia brasileira representam 27% do Produto Interno Bruto, 52% dos empregos com carteira assinada, 40% dos salários pagos e 8,9 milhões de micro e pequenas empresas. Além disso, no período recessivo enfrentado pelo Brasil até 2017, as PMEs funcionam como “colchão de amortecimento” para muitos trabalhadores que perderam o emprego e acabam estruturando pequenos negócios, normalmente em setores de serviços, como alimentação.

»O ODS 9 ainda aponta para a importância que deve ser dada para o fortalecimento da pesquisa científica como base para a melhoria das capacidades tecnológicas dos setores industriais. Para tanto, indica a necessidade do fomento à inovação, que pode ser medida pela quantidade de pesquisadores envolvidos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) e pelo volume agregado de investimentos públicos e privados destinados à área. Dados de 2013 indicam que a despesa em pesquisa e desenvolvimento como proporção do PIB no Brasil é de 1,24% e que a quantidade de pesquisadores por milhão de habitantes, em 2010, era de 698.»





2017/07/17

Megatendências Mundiais 2030. O que entidades e personalidades internacionais pensam sobre o futuro do mundo? Contribuição para um debate de longo prazo para o Brasil | Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) @ipeaonline


Info: IPEA @ipeaonline

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SUMÁRIO


APRESENTAÇÃO

PREFÁCIO

INTRODUÇÃO

CAPÍTULO 1 POPULAÇÃO E SOCIEDADE

CAPÍTULO 2 GEOPOLÍTICA

CAPÍTULO 3 CIÊNCIA E TECNOLOGIA

CAPÍTULO 4 ECONOMIA

5 MEIO AMBIENTE

CONSIDERAÇÕES FINAIS

REFERÊNCIAS

NOTAS BIOGRÁFICAS



APRESENTAÇÃO

«Se o passado pertence à história, o futuro pertence à estratégia. O futuro não é “dado”, mas construído. Não é um conjunto predeterminado de eventos e de situações irreversíveis, mas uma construção coletiva e imprevisível, moldada por diversas variáveis, atores, tendências e vetores da economia, da política, da tecnologia, da psicologia social e da natureza, entre tantos fatores. Visto com otimismo ou pessimismo, com apreensão ou esperança, o futuro projeta fortalezas e fraquezas em um contexto de oportunidades e de ameaças. É fundamental ter consciência das tendências atuais, das incertezas, das estratégias dos principais atores, enfim, de todas as sementes de futuro para construir visões a respeito do futuro que ajudem a fazer as apostas estratégicas corretas, corrigindo fraquezas para enfrentar ameaças e investindo nas fortalezas para aproveitar plenamente as oportunidades. A falta de visão de futuro e de pensamento estratégico pode se tornar um gargalo ao desenvolvimento.

»O Ipea possui como atribuição fornecer suporte técnico e institucional às ações governamentais para a formulação e a reformulação de políticas públicas e de programas brasileiros de desenvolvimento, considerando a situação presente e as possibilidades de futuro, assim como a preparação de políticas públicas e de ações de governo.

»Nessa perspectiva, a fim de investigar e de divulgar as “possibilidades de futuro”, o Ipea apresenta este livro, no qual as ideias resumidas traduzem o pensamento de várias entidades e personalidades internacionais, mas não necessariamente representam a posição deste instituto. Seu objetivo é, simplesmente, revisar a literatura produzida pelos principais atores internacionais – públicos e privados –, a fim de conhecer o que formadores da opinião global pensam sobre o futuro do mundo. Tendo isso em mente e no cumprimento de sua missão institucional, o Ipea contribui para o planejamento estratégico de longo prazo com informações sobre o futuro produzidas pelas mais prestigiosas entidades e personalidades mundiais com competência na matéria, para auxiliar suas congêneres brasileiras na elaboração de diretrizes de longo prazo.

»Dessa forma, esta obra, intitulada Megatendências mundiais 2030: o que entidades e personalidades internacionais pensam sobre o futuro do mundo? tem por objetivo apresentar à sociedade brasileira, em particular aos planejadores e aos executores de políticas públicas, um conjunto de megatendências e de sementes de futuro nas áreas de população e sociedade, de geopolítica, de ciência e tecnologia (C&T), de economia e de meio ambiente.

»Esta publicação é um convite à reflexão sobre os desafios e as oportunidades para o Brasil. Se desejar ocupar um lugar melhor no mundo, o país não pode deixar de conhecer e de acompanhar as tendências e as trajetórias dos diversos campos do conhecimento, a fim de tomar decisões acertadas que permitam concretizar as aspirações de sua sociedade. Espera-se que este livro estimule o aprofundamento de uma cultura e de uma prática de pensamento estratégico e de planejamento de longo prazo em diversas instâncias do país.


»Jessé Souza
Presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
»





2017/07/14

Inovar é criar valor. 22 casos de inovação em micro, pequenas, médias e grandes empresas | Confederação Nacional da Indústria (CNI) @CNI_br


Info: Confederação Nacional da Indústria (CNI)

Documento (pdf):

Inovar é criar valor. 22 casos de inovação em micro, pequenas, médias e grandes empresas

Confederação Nacional da Indústria (CNI) @CNI_br, Serviço Social da Indústria (SESI) @SESI_br, Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) @SENAInacional, Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) @sebrae.

Brasília, CNI, 2017.




Video-resumo



Estes 22 casos:

Uma pequena amostra do que se passa no universo inovador na indústria brasileira, mostram a força da inovação e servem de fomento para prosseguirmos em nossa cruzada por um ambiente cada vez mais propício à competitividade do país.

Altave

Artecola

Brasil Ozônio

Cervejaria Insana

Ciser

Cliever

Elekeiroz

Embraco

Intelie

Livre

L´Oreal

Mahle

Nanovetores

Neovech

Nexxto

Preamar

Precon

Prosumir

Rhodia Solvay

Sunew

Tecvix

WaveTech



Apresentação

A indústria direciona o desenvolvimento tecnológico das atividades econômicas, com soluções que materializam os avanços do conhecimento científico e constroem novos modelos para os negócios. Entretanto, os desafios que a setor vem enfrentando no país, desde a concorrência externa até os problemas internos, impactam negativamente a produtividade industrial, fragilizando as bases da sua competitividade e o seu papel de motor da economia. Diante desse quadro de dificuldades crescentes, as mensagens trazidas por esta publicação, produzida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), representam um duplo sinal de esperança.

As 22 inovações descritas consubstanciam todo um processo de revigoramento da indústria brasileira, por meio de métodos, tecnologias e modelos de negócios inovadores, que reforçam a competitividade de suas empresas, e promovem seu reposicionamento nos mercados. Essas inovações também indicam um sucesso importante dos propósitos da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI): a incorporação da inovação no centro da estratégia corporativa.

Há, no livro, exemplos de inovações para inspirar empresas que desejam abrir novos caminhos para seu desenvolvimento. Há, também, exemplos para micro, pequenos, médios e grandes negócios; para companhias nacionais e subsidiárias de multinacionais; e outros baseados em desenvolvimento tecnológico próprio e no aproveitamento oportuno dos conhecimentos disponíveis.

Enfim, informações úteis e valiosas para todos os tipos e tamanhos de empresas, que disponham de recursos generosos ou limitados. Existem dois elementos fundamentais comuns a todos os casos retratados. O primeiro consiste na determinação da empresa para modificar, com algum grau de ousadia, sua inserção nos mercados.

Essa ousadia traduz-se cada vez mais em bases muito sólidas, com equipes mais estruturadas e métodos mais organizados, que identificam e reduzem possíveis riscos. O segundo elemento é a importância crescente dos ecossistemas brasileiros de inovação e da própria institucionalidade brasileira para a inovação: em todos os casos, sem nenhuma exceção, a inovação está inserida em um conjunto de relacionamentos externos, mais facilitadores e menos dificultadores das inovações.

Os leitores interessados em avaliar o papel da MEI no aprimoramento do ambiente brasileiro de inovação encontrarão, nesta publicação, dados que alimentam a reflexão e promovem a difusão do conhecimento sobre a evolução desse ecossistema.

Todos aqueles que queiram se incorporar a esse grande esforço nacional em prol da inovação, da indústria e do desenvolvimento, e que almejam, por meio dele, reforçar a competitividade do setor e promover seu fortalecimento, também vão encontrar, aqui, informações e conhecimentos valiosos. A inovação conta com vocês. Boa leitura a todos.


Robson Braga de Andrade (Presidente da CNI) e Guilherme Afif Domingos (Diretor-Presidente do Sebrae)