2014/12/29

«Newsletter L&I» (n.º 36, 2014-12-29)



Produção de alimentos (Brasil)

Ribeirinhos do Amazonas iniciam produção de alimentos agroecológicos em Reserva de Desenvolvimento Sustentável Piagaçu-Purus (RDS-PP) [web] [intro]

Palma ganha espaço na economia da Paraíba [web] [intro]

Feliz Natal!

Rio Grande do Norte será referência em ostreicultura até 2016 [web] [intro]



Combater o desperdício de alimentos (Portugal, África lusófona)

O combate ao desperdício de alimentos está na ordem do dia [web] [intro]

Movimento 2020 ensina a combater o desperdício alimentar este Natal [web] [intro]

Feliz Natal!

Combater o desperdício alimentar [web] [intro]



Apicultura

Innovadoras colmenas evitan que la miel se contamine [web] [intro]

Consorcio de Desarrollo Tecnológico Apícola [web] [intro]

¡Feliz Navidad!

Proceso de participación para la Reserva de la Biosfera de La Rioja 2014-2023 [web] [intro]



Papier journal

Coup dur pour l'industrie du recyclage au Québec [web] [intro]

Les gros consommateurs de papier dans la mire de Greenpeace [web] [intro]

Joyeux Noël!

Valorail pour optimiser la collecte des vieux papiers [web] [intro]



Cloud

Raining innovation from the cloud [web] [intro]

How Shifting to the Cloud Can Unlock Innovation for Food and Farming [web] [intro]

Merry Christmas!

Building a Cloud Foundation for Innovation [web] [intro]





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2014/12/26

Rio Grande do Norte será referência em ostreicultura até 2016





Observador
Cleonildo Mello

BRASIL

«Em dois anos, o Rio Grande do Norte deve elevar a curva de produção de ostras nativas em cativeiro e se tornar o principal fornecedor de sementes da espécie brasiliana (popularmente conhecida como ostra de mangue) para os estados nordestinos. A meta é chegar a 2016 produzindo 180 milhões de sementes por ano. Esse banco visa abastecer áreas produtoras na região, principalmente em Alagoas, Paraíba e Sergipe, além do RN. A produção de ostra no litoral potiguar apresentava-se em declínio devido à atividade extrativista da espécie nos estuários, mas foram identificadas pelo menos 13 áreas com potencial real para alavancar o cultivo do molusco em cativeiro.

»Os esforços para tornar o estado uma referência na área de ostreicultura fazem parte dos objetivos do AquiNordeste, um projeto estruturante desenvolvido pelo Sebrae que, desde o ano passado, tem traçado um panorama da aquicultura em todos os estados da região e apresentado tecnologias e inovações para a aumentar a produtividade de espécies aquáticas. .../...»





2014/12/24

Palma ganha espaço na economia da Paraíba





Paraiba Total

BRASIL

«A esperança para o produtor rural do Sertão salvar o rebanho e complementar a renda durante a seca pode estar na própria região, a mais árida da Paraíba. A palma forrageira, vegetal utilizado por muitos sertanejos para a complementação alimentar dos rebanhos já faz parte do cenário de estiagem há muito tempo, mas o cultivo sem orientações pode não ser eficaz nem para salvar o gado. Na região do município sertanejo de Catolé do Rocha, cerca de 40 produtores vêm sendo beneficiados com orientações de um projeto da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) que pode transformar a capacidade econômica daquela região.

»Coordenado pelo professor Alcides Almeida Ferreira, que leciona no Campus 4 da UEPB, em Catolé do Rocha, o Núcleo de Difusão da Cultura da Palma conta com cerca de 15 integrantes, entre estudantes, professores e técnicos que têm como objetivo mostrar aos produtores através de treinamentos, que a palma forrageira possui propriedades importantes que fazem dela uma matéria-prima ideal para a fabricação de sucos, picolés, sorvetes e até cosméticos como xampus e batons. .../...»





2014/12/23

Ribeirinhos do Amazonas iniciam produção de alimentos agroecológicos em Reserva de Desenvolvimento Sustentável Piagaçu-Purus (RDS-PP)





globo.com

BRASIL

«Nas comunidades ribeirinhas da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Piagaçu-Purus (RDS-PP), diversas mudanças foram realizadas na alimentação dos moradores. Cerca de 100 comunitários participaram de cursos sobre agricultura agroflorestal focada no potencial dos ribeirinhos para produção de alimentos agroecológicos. O objetivo é melhorar a qualidade de vida do grupo devido ao consumo de alimentos saudáveis e incentivar geração de renda pela venda dos produtos.

»Os cursos são realizados desde 2013 pelo Instituto Piagaçu (IPi), por meio do projeto Peixes da Floresta. Ao todo, foram feitos três módulos nas comunidades de Uixi, Cuiuanã, Caua e Itapuru, que fazem parte da RDS-PP. Uma das preocupações é evitar perder plantações para pragas de maneira correta. Sobre o tema, o agricultor José Rodrigues, integrante da Associação dos Produtores Orgânicos do Amazonas (APOAM) e técnico em agroecologia do Museu da Amazônia (MUSA), ministrou oficina sobre biofertilizantes e defensivos agrícolas naturais. .../...»





2014/12/22

«Newsletter L&I» (n.º 35, 2014-12-22)



Pescadores (Brasil)

Pescadores terão carteirinha com chip para inibir fraudes no setor [web] [intro]

Skarp S60 é um “cevador com controle remoto” [web] [intro]

Ministério da Pesca lança Sinpesq, sistema de gestão integrada [web] [intro]

Programa de Apoio ao Desenvolvimento da Aquicultura e Pesca - FNE Aquipesca [web] [intro]



Doenças tropicais (Portugal, África lusófona)

Gulbenkian junta esforços e cientistas para conseguir apoios nas doenças tropicais [web] [intro]

3º Congresso Nacional de Medicina Tropical [web] [intro]

À procura de consenso na prevenção de doenças tropicais [web] [intro]

Equipa de cientistas portugueses descobre bactérias benéficas que protegem contra malária [web] [intro]



Productos pesqueros sostenibles

Clearwater Seafoods Recibe Premio a la Innovación Rabobank [web] [intro]

Nuevas soluciones tecnológicas para la los productos pesqueros (CONSERVAPESCA) [web] [intro]

Bahía Blanca, primer puerto pesquero artesanal de Perú, beneficiará a 1,600 pescadores artesanales [web] [intro]

Los consumidores españoles quieren productos del mar sostenibles [web] [intro]



Vêtements

Des Vêtements Anti-Ebola De Argaman (Israël) Avec Ultrasons [web] [intro]

Pops by BewellConnect®, la nouvelle technologie innovante de communication destinée aux objets connectés [web] [intro]

Des vêtements sans fil [web] [intro]

Mode et sécurité: Norton lance un jean antivirus [web] [intro]



Fuel cell technology

UNM jointly developed fuel cells win innovation award [web] [intro]

BMW Will Unveil Hydrogen Fuel Cell Technology, Additional i Services, at 2015 Detroit Auto Show [web] [intro]

Capturing Carbon as a Byproduct of Running a Fuel Cell [web] [intro]

Graphene discovery may revolutionise fuel-cell technology [web] [intro]





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2014/12/19

Programa de Apoio ao Desenvolvimento da Aquicultura e Pesca - FNE Aquipesca





Banco do Nordeste

BRASIL

«Objetivo

»Promover o desenvolvimento da aquicultura e pesca através do fortalecimento e modernização da infraestrutura produtiva, uso sustentável dos recursos pesqueiros e preservação do meio ambiente.

»O Que o Programa Financia

»Implantação, ampliação, modernização e reforma de empreendimentos de aquicultura e pesca, mediante o financiamento de todos os itens (investimentos fixos e semifixos) necessários à viabilização econômica dos empreendimentos, inclusive os destinados à produção de insumos, beneficiamento, preparação, comercialização e armazenamento da produção.

»Público-Alvo

»Pessoas físicas ou jurídicas, inclusive empresários registrados na junta comercial, cooperativas de produtores (em créditos diretamente aos cooperados ou na modalidade "à própria") e associações de produtores (em créditos diretamente aos associados). .../...»





2014/12/18

Ministério da Pesca lança Sinpesq, sistema de gestão integrada





Portal Brasil

BRASIL

«O Sinpesq vai reunir dados de todos os programas e ações de registro, controle e monitoramento. As informações servirão de base para o aprimoramento da Política Nacional de Pesca e Aquicultura.

»“Esse sistema irá aperfeiçoar a operacionalização do Registro Geral da Atividade Pesqueira, promover o Desembarque Legal, a rastreabilidade do pescado, subsidiar a estatística pesqueira e monitorar o exercício da pesca e aquicultura”, afirma o ministro Eduardo Lopes.

»A padronização e interconexão dos sistemas informatizados do Sinpesq serão integradas com sistemas do governo federal, ampliando não só o conhecimento do cenário da atividade pesqueira no país como redobrando a checagem na concessão de benefícios como o seguro-desemprego do pescador e o acesso a linhas de crédito. .../...»





2014/12/17

Skarp S60 é um “cevador com controle remoto”





Revista Pesca & Companhia

BRASIL

«O mercado de pesca europeu costuma inovar com produtos muito úteis. E um destes lançamentos vai ser apresentado entre fevereiro e março de 2015. Trata-se do Skarp S60. Nada mais é que um barquinho de controle remoto, capaz de espalhar a ceva nos pontos distantes. E que aqui na Pesca & Companhia já ganhou o apelido de “cevador com controle remoto”.

»Desenvolvido pela fabricante holandesa Yaris Sports, o barquinho de 7,5 kg foi criado para largar as iscas de forma silenciosa e precisa na distância desejada pelo pescador. O alcance é de 400 a 600 metros. Chama a atenção o fato de conseguir percorrer 100 metros em um minuto. Ele pode transportar até 2,5 kg de ceva.

»Uma boa sugestão para os importadores brasileiros. Afinal, tanto para pesca nos rios, como nas lagoas e nos pesque-pagues, pode ser um importante e moderno aliado. .../...»





2014/12/16

Pescadores terão carteirinha com chip para inibir fraudes no setor





Empresa Brasil de Comunicação - EBC
Alana Gandra

BRASIL

«A partir de 1º de janeiro de 2015, todo cidadão brasileiro que der entrada no pedido de Registro Geral de Atividade Pesqueira terá de fazer um curso de qualificação de 80 horas para poder receber carteira de pescador. Portaria com esse objetivo será assinada amanhã (16), em Brasília, pelo ministro da Pesca e Aquicultura, Eduardo Lopes. A portaria será publicada no Diário Oficial da União de quarta-feira (17).

»O ministro Eduardo Lopes disse hoje (15) à Agência Brasil que a medida faz parte do projeto Sistema Nacional de Informações da Pesca e Aquicultura, cujo objetivo é tornar o setor mais ágil, seguro e, acima de tudo, bem monitorado. O ministro explicou que até o momento não era exigida nenhuma qualificação do pescador. A portaria será, conforme indicou, o “primeiro passo desse novo monitoramento da pesca”.

»Eduardo Lopes disse que ao mesmo tempo que dificulta a obtenção da carteira, a medida afasta os falsos pescadores. Serão assinados convênios com as colônias de pescadores e com o Ministério da Educação para os cursos de qualificação. .../...»





2014/12/14

«Newsletter L&I» (n.º 34, 2014-12-15)



Fitoterapia (Brasil)

Seminário discute implantação de hortos de plantas medicinais [web] [intro]

Empresas espanholas visitam a Funed em busca de parcerias na área de biotecnologia [web] [intro]

Plantas da Caatinga podem revolucionar indústria farmacêutica e de cosméticos [web] [intro]

Fitoterápicos: o que é e quais são os benefícios [web] [intro]



Sustentabilidade (Portugal, África lusófona)

Green Project Awards Portugal – Quem somos [web] [intro]

Novos motores de crescimento que estimulem a criação de riqueza, ao mesmo tempo que promovem a inclusão social e a sustentabilidade ambiental: é este o desafio do futuro [web] [intro]

Ideias de Origem Portuguesa chamadas à Fundação Calouste Gulbenkian [web] [intro]

A Universidade de Lisboa é novo parceiro europeu na vida saudável e envelhecimento activo [web] [intro]



Infancia

Un informe de UNICEF afirma que la innovación puede impulsar el cambio para los niños más desfavorecidos [web] [intro]

Más de 1.500 alumnos de primaria comienzan en enero un programa educativo pionero para aprender salud ambiental en la escuela [web] [intro]

Contenidos de calidad para la infancia y la adolescencia en los medios nacionales uruguayos [web] [intro]

América Latina falla en educación temprana e innovación [web] [intro]



Métiers

Le 59e Salon des métiers d'art de Montréal: ludique et innovateur [web] [intro]

Transformons nos façons de s’organiser et de travailler ensemble pour susciter de l’innovation dans les cœurs de métiers [web] [intro]

Le bois, un matériau vivant, des métiers innovants [web] [intro]

Salon des métiers d'art: les créateurs d’ici, innovateurs de demain [web] [intro]



Democracy

Social innovation and the challenge of democracy in Europe [web] [intro]

President of the Federal Republic of Nigeria Goodluck Jonathan said democracy should be strengthened by robust debates, innovative ideas and patriotism [web] [intro]

Booker, King: Don't destroy the open Internet [web] [intro]

Remarks at the 20th Anniversary of the Summit of the Americas [web] [intro]





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2014/12/12

Fitoterápicos: o que é e quais são os benefícios





Clínica Terapêutica Viva

BRASIL

«O nome ainda não é tão comum na boca no povo, mas cresce a cada dia o número de adeptos dos medicamentos fitoterápicos. A fitoterapia, do grego phyton ('vegetal') e therapeia ('tratamento'), consiste no uso de qualquer forma vegetal com finalidade terapêutica ou medicamentosa. Mas não pense que por ser de origem vegetal seu uso restringe aos chás ou sucos. Com pesquisas detalhadas e obrigatoriedade de registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os medicamentos fitoterápicos passam por testes clínicos.

»“Com uma planta medicinal como a erva cidreira você pode fazer um chá para amenizar as tensões, já um fitoterápico é um medicamento com dosagem padronizada e estudos de liberação, absorção, toxicidade e efetividade comprovados a nível cientifico”, explica Rodrigo Lucarini, biomédico e farmacêutico doutorando em Química Biológica, responsável pelo Laboratório de Desenvolvimento Fármaco-Científico do Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (CPDI) da Clínica Viva. .../...»





2014/12/11

Plantas da Caatinga podem revolucionar indústria farmacêutica e de cosméticos





Insa - Instituto Nacional do Semiárido
Rodeildo Clemente

BRASIL

«Rede de pesquisadores gerenciada pelo Insa une esforços para estudar propriedades medicinais, terapêuticas e aromáticas das plantas da região semiárida brasileira.

»O dia amanhece no Parque Nacional do Catimbau, Unidade de Conservação com cerca de 62 mil hectares, localizada no semiárido de Pernambuco. A Vila do Catimbau, com seus pouco mais de 2 mil moradores, recepciona um grupo de professores e estudantes de pós-graduação vindos de Recife (PE). Os visitantes vêm ao encontro da sabedoria popular sobre as plantas da Caatinga.

»Único bioma exclusivamente brasileiro a Caatinga se constitui em uma região natural ainda muito pouco estudada. Até mesmo a Constituição Federal a exclui da sua lista de patrimônios naturais em seu artigo 225. Mas os moradores da região conhecem cada planta com potencial medicinal, por meio da tradição oral das culturas locais. É esse conhecimento que os pesquisadores querem catalogar para depois estudarem cientificamente as utilizações da atividade biológica dessa vegetação.

»Várias plantas endêmicas, próprias da região semiárida, como Aroeira, Coroa-de-frade, Jatobá, Jucá e Mororó, além de tantas outras, abrem novas possibilidades para os profissionais que procuram solução para alguns problemas humanos nas propriedades químicas das plantas. .../...»





2014/12/10

Empresas espanholas visitam a Funed em busca de parcerias na área de biotecnologia





FUNED - Fundação Ezequiel Dias

BRASIL

«Empresas espanholas visitam a Funed em busca de parcerias na área de biotecnologiaA implantação de diagnóstico molecular para câncer hereditário poderá ser a primeira parceria entre a Fundação Ezequiel Dias (Funed) com uma empresa da Espanha: a AC-GEN. A empresa visitou a sede da Funed esta semana (02/12), juntamente com outras empresas espanholas da área de biotecnologia, que também sinalizaram futuras parcerias. A missão delas no Brasil, especialmente em Minas Gerais, foi realizada pela AMBIOTEC – Associação Mineira de Empresas de Biotecnologia e ASEBIO – Asociación Española de Bioempresas – e teve como objetivo a troca de informações, experiências e identificação de parcerias para cooperação técnica e transferência de tecnologia nas áreas de diagnóstico de doenças e ensaios de vigilância sanitária.

»De acordo com o presidente da Funed, a Instituição é referência nas ações de vigilância em saúde, com serviços de diagnósticos e de análises laboratoriais reconhecidos até mesmo internacionalmente, e já está inserida no contexto da biotecnologia do país, com desenvolvimento de pesquisas científicas nessa área e de medicamentos biológicos, de alta complexidade industrial. “Este ano, regulamentamos a Lei da Inovação no âmbito da Funed e cada vez mais em busca de parcerias para transformar conhecimentos em produtos e resultados efetivos para os cidadãos. Esse tipo de parceria é muito bem-vinda”, disse o Presidente.

»A visita na Funed foi dividida em dois momentos: inicialmente, os representantes visitaram os laboratórios do Instituto Octávio Magalhães (IOM) e da Diretoria de Pesquisa e Desenvolvimento (DPD); na sequencia, houve uma palestra sobre Regulação Sanitária no SUS, ministrada por Maria Goretti, da Secretaria Estadual de Saúde.

»A Diretora de Pesquisa e Desenvolvimento da Funed, Esther Margarida Bastos disse ter ficado orgulhosa em ver a satisfação dos visitantes em ver os trabalhos desenvolvidos na instituição. “Eles ficaram impressionados com os estudos que são realizados na Fundação envolvendo a biodiversidade brasileira, como produtos de abelhas, venenos de serpentes e plantas medicinais”, relata.. .../...»





2014/12/09

Seminário discute implantação de hortos de plantas medicinais





Governo do Estado do Ceará

BRASIL

«A Casa de José de Alencar (Avenida Washington Soares, 6055 - Messejana), recebe nesta terça-feira (09), das 08 horas às 17 horas, o I Seminário de Arranjos Produtivos Locais de Plantas Medicinais no Estado do Ceará, promovido pelo Núcleo de Fitoterapia (Nufito), da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa). O seminário vai divulgar o Guia de Procedimentos Operacionais Padrão para as Farmácias Vivas e discutir a implantação de hortos polos de plantas medicinais nas macrorregiões de saúde na forma de Arranjos Produtivos Locais. São 150 vagas para o seminário e as inscrições estão abertas e devem ser feitas pelos telefones (85) 3101 4364 ou 3101 4187.

»O Projeto Farmácias Vivas, idealizado pelo professor Abreu Matos em 1983, consta de plantas medicinais com eficácia e segurança terapêuticas comprovadas. O projeto deu origem, em 1997, ao Programa Estadual de Fitoterapia, que se transformou no atual Nufito. O Núcleo distribui 16 tipos de medicamentos fitoterápicos para hospitais e unidades da rede estadual de saúde e mantém além do Horto a Oficina Farmacêutica para preparação de fitoterápicos. .../...»





2014/12/08

«Newsletter L&I» (n.º 33, 2014-12-08)



Inovativos (Brasil)

O Brasil que não se vê, muito maior do que o Brasil que se vê [web] [intro]

Falta de infraestrutura para inovar torna Brasil o país da inovação zero [web] [intro]

Empreendedores do InovAtiva conquistam investidores e parcerias [web] [intro]

As 12 características das pessoas altamente criativas [web] [intro]



Inovação tecnológica (Portugal, África lusófona)

Ubitricity busca solução para carregar carros elétricos [web] [intro]

A Destruição de Modelos Económicos e Os Países Lusófonos [web] [intro]

Murade Murargy: «Governos têm de adotar medidas para facilitar fluxo de bens e serviços nos países da CPLP» [web] [intro]

Há 11 professores portugueses entre os mais inovadores do mundo, diz a Microsoft [web] [intro]



Innovación empresarial

Empresas buscan innovar ante lento avance económico [web] [intro]

5 elementos de una franquicia exitosa [web] [intro]

En Sandwich Qubano, «el secreto es la innovación». La cadena de comidas rápidas
está cumpliendo 35 años y acelera
su expansión internacional [web] [intro]

Manuel Romero: «La rentabilidad del enoturismo es aún una asignatura pendiente para
muchas bodegas» [web] [intro]



Innovation sportive

Paris veut devenir championne du monde de l’innovation sportive [web] [intro]

Le sport comme facteur d’innovation et de croissance économique [web] [intro]

Soirée de gala chez Decathlon: L'innovation awards [web] [intro]

Doha, «capitale mondiale du sport»? [web] [intro]



Hybrid cloud

How the enterprise can embrace hybrid cloud [web] [intro]

A Good Hybrid Cloud Case Study--Asheville Shows How Hybrid Should Be Done [web] [intro]

Your hybrid cloud environment is a dog, but what kind? [web] [intro]

What to consider when negotiating a hybrid cloud SLA [web] [intro]





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2014/12/05

As 12 características das pessoas altamente criativas





Administradores.com
Ernesto Artur

BRASIL

«Pessoas criativas têm várias características e qualidades específicas que as diferenciam bastante de indivíduos menos criativos. Certamente, o tipo e o grau de criatividade variam de um indivíduo para outro, e nem todas as pessoas criativas possuem uniformemente, e no mesmo nível, todas as características aqui enumeradas, mas todas têm facilidade de lidar com esses métodos e ideias por ser parte integrante de suas habilidades cotidianas. Além do que, conhecendo essas características e desenvolvendo-os conscientemente, todos nós acabaremos incorporando automaticamente esses atributos e habilidades às nossas competências profissionais e pessoais.


»1. Abertura para o inconsciente

»Nosso cérebro pulsa e emite vibrações contínua e regularmente. É composto por cerca de 100 bilhões de células nervosas chamadas neurônios, que emitem pequenas correntes eletromagnéticas, as ondas cerebrais, as quais se alteram de acordo com nosso estado de consciência. O eletroencefalograma detecta perfeitamente essas ondas que são medidas em ciclos por segundos (CPS), ou Hertz.

»Existem quatro categorias de ondas cerebrais: Beta, Alfa, Teta e Delta. Quanto mais alta a ciclagem por segundo, mais despertos estamos; é o estado Beta (13 a 40 CPS). Ciclagens mais baixas evidenciam estados menos ativos de consciência. O Alfa (8 a 12 CPS) é uma onda cerebral mais lenta, estável e rítmica.

»É o nível do estado mental de serenidade, paz e quietude. Ocorre durante o relaxamento induzido em estado de vigília – quando fechamos os olhos - e, também, quando praticamos visualização criativa, meditação e técnicas de auto-sugestão. A criatividade é fortemente despertada no nível Alfa porque, no estado de quietude por ele provocado, pensamentos e imagens antes impedidos de aflorarem por causa da agitação mental do estado Beta, ficam liberados e emergem até o nível consciente. É aquela ideia ou palpite que surge repentinamente e que dá certo; é o “eureca, achei!”; é o insight. .../...»





2014/12/04

Empreendedores do InovAtiva conquistam investidores e parcerias





Portal Brasil

BRASIL

«Depois de seis meses de capacitação online e eventos presenciais, o InovAtiva Brasil 2014, programa de capacitação e conexão para startups coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), chega ao final com uma boa notícia aos vinte empreendedores mais bem colocados: eles foram convidados pelo Senai Nacional para o Grand Prix Senai de Inovação, que acontece de 1º a 4 de dezembro em São Paulo.

»No evento, participarão de rodadas de negócios com grandes empresas e poderão interagir com pesquisadores dos laboratórios e institutos de inovação da entidade.

»O anúncio aconteceu ao término da terceira fase do programa durante a Conferência Nacional da Anjos do Brasil. No evento, 72 empreendedores finalistas apresentaram seus negócios a bancas formadas por investidores-anjo, gerentes de fundos de investimento e executivos de grandes empresas como Natura, Braskem, Embraer, Oracle e CI&T. .../...»





2014/12/03

Falta de infraestrutura para inovar torna Brasil o país da inovação zero





Jornal da Globo
Renata Ribeiro

BRASIL

«Na primeira reportagem da série Startups, o Jornal da Globo mostrou que a vida de uma startup começa com a venda da ideia e a conquista de investimento.

»A empresa da Cristina Cho, a Hello Universe, conseguiu e recebeu R$ 100 mil para começar um negócio. Com dinheiro na mão e uma ideia promissora, o que poderia dar errado?

»Em 2013, visitamos a Cristina. Ela tem muitos amigos e familiares que não falam nem entendem português. É comum Cristina receber ligações de "desespero". Incontáveis vezes ela serviu de tradutora por telefone.

»Foi dessa prática que nasceu a ideia de negócio: um serviço telefônico com tradutores de várias línguas à disposição, uma central para qual basta ligar e pedir a ajuda de alguém para traduzir qualquer coisa. E a startup começou na garagem da casa da Cristina mesmo.

»Ideia boa, potencial melhor ainda. Em maio de 2013, a equipe estava de olho nos turistas da Copa do Mundo. Gente que poderia precisar de muita ajuda para se virar no Brasil.

»Faltava pouco mais de um ano e a Copa chegou, trouxe 1 milhão de estrangeiros. Enquanto eles passeavam pelas ruas brasileiras, a equipe ainda corria para lançar o serviço.

»Reencontramos a Cristina em junho de 2014. Era o dia de estreia do aplicativo HelloUniverse, como foi batizado. Quase duas semanas depois de o Mundial começar, o que causou tanto atraso?

»“Problemas com infraestrutura primeiro e, segundo, a velocidade do desenvolvimento. Não que não tenhamos profissionais competentes aqui no Brasil. Nós temos, mas o problema era velocidade”, conta Cristina Cho, sócia da Hello Universe.

»“Nós não temos no Brasil uma formação em escala de profissionais para fazer tecnologia de ponta. A gente tem alguns setores, mas nós não temos em escala como tem, por exemplo, na Coreia, no Vale do Silício ou em Israel. Então, infelizmente a gente está um pouquinho atrás desses países”, diz Geraldo Carbone, investidor de startups.

»Mas esse é só um dos problemas brasileiros. Investidores costumam dizer que as startups estão no Vale da Morte. Nove em cada dez morrem antes de crescer e virar uma empresa adulta. E isso é porque não basta conseguir o dinheiro e identificar uma oportunidade. Para que o esforço não seja em vão, é preciso criar um produto que faça a diferença para os consumidores.

»Na Alemanha, 14,7% das novas empresas estão lançando um produto ou serviço completamente inovador, que ninguém conhece. Na China, são 16,7%. Nos EUA, 18,3%. Agora atenção para o número brasileiro: de tudo o que criamos aqui, 0% é completamente novo. Somos o país da inovação zero.

»“Sem inovação você não consegue estabelecer uma competitividade, principalmente na competitividade global. O Brasil hoje muitas vezes se sustenta nos seus negócios, nas suas empresas, através das famosas barreiras alfandegárias e barreiras tributárias. A gente não pode mais pensar em sobreviver dessa forma. A gente tem que pensar que a gente está em um mundo globalizado e as empresas têm que ser aptas a competir em qualquer lugar do mundo”, afirma Cassio Spina, fundador da Anjos do Brasil.

»A mesma pesquisa aponta alguns fatores que limitam a inovação no Brasil. Em um grupo de mais de 80 especialistas consultados no país, 80,2% apontam as atuais políticas governamentais (burocracia e sistema tributário, por exemplo) como uma restrição ao empreendedorismo.

»44% por cento indicam a falta de apoio financeiro e quase 41% citam a falta de educação e capacitação dos próprios empreendedores.

»“A gente acaba inovando pouco, quando a gente fala de inovação em escala global, e sendo mais copiadores do que inovadores”, afirma Geraldo Carbone, investidor de startups.

»Para sobreviver, a equipe da Cristina teve de dar um jeito. Viajou até a Coreia do Sul, um país onde se respira tecnologia e que tem a maior velocidade de internet do mundo, oito vezes mais rápida do que a do Brasil. Coube a uma equipe de jovens coreanos desenvolver o aplicativo da startup.

»“O que demoraria aqui no Brasil dois anos no mínimo, porque é uma solução complexa, lá a gente conseguiu terminar em duas semanas”, conta Cristina Cho.

»Pelo aplicativo, o cliente se cadastra e escolhe a língua para qual precisa de tradução. O programa faz uma ligação para o tradutor e o cliente paga por minuto de serviço usado. A próxima etapa é começar a vender. Será que dá para ganhar dinheiro com isso? “Tenho medo que vai explodir muito, até arrepiei”, diz Bruno Koo, sócio da Hello Universe.»





2014/12/02

O Brasil que não se vê, muito maior do que o Brasil que se vê





EXAME.com
José Luiz Tejon Megido

BRASIL

«Guarabira , interior da Paraíba. Lá encontro o José Marcílio, gerente do Sebrae da região há 14 anos. E o que vocês estão fazendo aqui Marcílio, pergunto? Muitas coisas.

»E logo começo a ver e a aprender com esse Brasil que não se vê, que não aparece nas manchetes dos maiores jornais, e nos minutos nobres do Jornal Nacional. Fico sabendo de um frigorifico de aves, que exporta, e que integra centenas de pequenos produtores da região desse interior. Guaraves, o nome.

»Logo adiante identifico a Guaramóveis, outra empresa inovadora na arte dos móveis. Um pouco mais e conheço a melhor cachaça orgânica do mundo a Serra Limpa, onde o sr. Antônio Virgulino dá um show de talento, competência, qualidade e humanismo, e já teve seu produto até abençoado pelo Papa e tem os melhores selos de certificação do mundo.

»Mas a diversidade da riqueza segue também nas artes, onde os artistas Thiago e Rogério interpretam teatro, músicas do folclore, relembram Jackson do Pandeiro e cantam as coisas do Quilombo dos Crioulos.

»Porém as coisas seguem, falamos da economia criativa. Quilombolas, cooperativa de mulheres que mudaram suas vidas e de toda a região, e de suas famílias, atuam inovando com produtos. Não faziam nada, com a decadência dos engenhos da região no passado, plantavam e colhiam só bananas. Agora criam doces, snacks e diversificam para flores. Criaram na região um polo produtor de flores no Nordeste.

»Pilões Paraíba, lá a gente encontra artesanato, flores de fibra de banana, doceria, teatro, arte, e belas artes. O trabalho com a alma artífice, vencendo o abandono, ou o que poderia ser simplesmente vitimização.

»Quando andamos pelo Brasil, e prestamos atenção em cada uma de suas cidades, vamos encontrar sempre algo digno, inventivo, próspero. Pessoas inteligentes, empreendedoras, boas e humanas.

»Esse Brasil que não se vê é muito maior do que o Brasil que se vê. Ele está ainda anônimo, quieto e submisso ao ambiente ultrapassado e já em velório, do jogo de ego de políticos. Isso sim, é o que ainda mais se vê, quando penetramos nesse interiorzão brasileiro. Porém, essa brasileirada que faz com valor, e a gente não vê, vai começar a aparecer, e irá ter uma voz maior por meio de novas formulações políticas e públicas, com partidos novos ou mesmo com a extinção do modelo partidário, por inanição e desoxigenação total.

»José Marcílio e sua esposa Adriana, com sua equipe e pessoal guerreiro da região, valentes e exemplos vivos de grandes cabeças de líderes.»





2014/12/01

«Newsletter L&I» (n.º 32, 2014-12-01)



Emprego (Brasil)

Steve Jobs não conseguiria emprego na Apple de hoje, diz cofundador Steve Wozniak [web] [intro]

Movido pelo “espírito de garagem” [web] [intro]

Reforma de Marconi quer Estado mais útil pra sociedade. Cerebraço é mais inteligente do que bundaço [web] [intro]

2º dia do Congresso Facesp é marcado por homenagem a associações e apresentação do Empresômetro pelo ministro Afif [web] [intro]



Emprego (Portugal, África lusófona)

Melhores condições, melhores empregos e crescimento [web] [intro]

Oportunidades de financiamento para empresas [web] [intro]

O primeiro-ministro chinês Li Keqiang quer criação de empregos e inovações via internet [web] [intro]

O LIDE Angola, Grupo de Líderes Empresariais, realiza um debate com tema Crescimento Económico, Protecção Social e Combate à Pobreza [web] [intro]



Empleo

Un tipo de dirección muy diferente [web] [intro]

El difícil salto para dejar de ser start up... ¿y ser un Google o un Facebook? [web] [intro]

Innovar sí, pero con mucho «sentidiño» [web] [intro]

Para la creación de puestos de trabajo, el XIII Foro de Ciudades por el Empleo apuesta por la cultura, el talento, la innovación y la creatividad [web] [intro]



Emploi

Réquisitoire de le gourou de la nouvelle économie Takeshi Natsuno contre les entreprises manufacturières [web] [intro]

"Emploi store", simulateur de droits sociaux... quand l’administration se met au numérique [web] [intro]

GES 2014/ Ali Bongo Ondimba: «Mettre les femmes et les jeunes au cœur du développement» [web] [intro]

Lutte contre le chômage et le sous-emploi: Sommet mondial des services publics d’emploi (SPE) à Paris [web] [intro]



Employment

Doing away with human employees is not the answer, but redistributing them [web] [intro]

How young entrepreneurs are innovating in agriculture (Agriculture 2.0) [web] [intro]

A Major Long-Term Change In The Labor Market Is Bad News For The US Economy [web] [intro]

EU Programme for Employment and Social Innovation (EaSI) [web] [intro]





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4.0 Internacional








2014/11/28

2º dia do Congresso Facesp é marcado por homenagem a associações e apresentação do Empresômetro pelo ministro Afif





Maxpress (Maxetron – Serviços de Tecnologia e Informações)

BRASIL

«O segundo dia do Congresso da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), em Águas de Lindoia, foi marcado pela palestra do ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos, e pelas homenagens a associações comerciais. Ao todo, foram 1.200 credenciamentos para os dois dias de Congresso.

»Guilherme Afif falou sobre ações do Ministério, norteadas pelo lema “pensar simples”. Entre elas está a ampliação do Simples, aprovada por unanimidade pelo Congresso neste ano. Afif aproveitou o encontro com integrantes das ACs e empresários para mostrar o recém-lançado Empresômetro. A ferramenta mostra estatísticas relativas a abertura e fechamento das micro e pequenas empresas e do Simples Nacional, exibidas em tempo real, detalhadas por cidade, estado e atividade econômica.

»O ministro ressaltou seus laços com as entidades. “As associações comerciais são a base da minha vida. Toda a minha carreira , tudo o que aprendi em termos de vida pública, eu devo a todos vocês, a essa convivência magnífica desde 1976”, disse. O palestrante também frisou a importância das MPEs: “Não existe politica pública de geração de emprego e renda autossustentável. O Brasil está convencido de que quem sustenta o emprego e a renda são as pequenas empresas”. .../...»





2014/11/27

Reforma de Marconi quer Estado mais útil pra sociedade. Cerebraço é mais inteligente do que bundaço





Jornal Opção
Editorial

BRASIL

«Reforma administrativa tem como objetivo tornar o Estado mais barato para a sociedade e possibilitar que o governo tenha recursos para melhorar serviços e a qualidade de vida das pessoas. O governador também pensa na possibilidade de 2015 ser um ano de forte crise econômica.

»A economista italiana Mariana Mazzucato escreveu um livro que é lido tanto por governantes quanto por empresários de todo o mundo. “O Estado Empreendedor — Desmascarando o Mito do Setor Público vs. o Setor Privado” (Portfolio Penguin, 304 páginas, tradução de Elvira Serapicos) é um best seller mundial e possivelmente deve ter sido lido pelo governador de Goiás, Marconi Perillo, pelo secretário de Gestão e Planejamento, Leonardo Vilela, por Igor Montenegro, agora superintendente do Sebrae, e pelo economista Giuseppe Vecci, deputado federal eleito pelo PSDB. A professora de política científica e tecnológica da Universidade de Sussex, na Inglaterra, disse, numa entrevista ao repórter Diego Viana, do “Valor Econômico”, que “toda vez que houve crescimento rápido e inovador, havia governos extremamente ativos. É uma questão de aprender as lições e criar governos que consigam construir, com o setor privado, um ecossistema dinâmico e inovador. (…) O Estado não é só um ator importante no mercado, mas, literalmente, forma e dá sentido a um mercado. (…) O mercado capitalista é um fenômeno recente e foi essencialmente promovido por governos. A visão sobre nanotecnologia veio do governo. A visão da internet veio do governo. Ao redor do mundo, hoje, a visão para a energia renovável veio dos governos. É um fato histórico”. Tentar esconder o papel do Estado, como empreendedor, criador e financiador, é um dos mitos dos tempos contemporâneos. Microsoft, Apple e Google, entre outras grandes empresas, devem muito ao Estado americano.

»Quando afirma que, com as reformas atuais e as próximas, planeja construir o “Estado necessário”, Marconi Perillo está dizendo mais ou menos o que sugere Mariana Mazzucato. Noutras palavras, está propondo um Estado mais ativo, arrojado e focado em resultados. Um Estado com mais capacidade de investimento em obras, serviços e inovação é mais útil à sociedade e, portanto, ao mercado. Porém, para investir mais em qualidade de vida e inovação, é preciso sobrar recursos. Em suma, o custo do Estado precisa ser menor, porque senão o dinheiro arrecadado é desviado quase que exclusivamente para financiá-lo. Adiante, o Editorial volta ao assunto.


»O Estado corporativo

»O jornalista Michael Reid, editor da “The Economist”, possivelmente a publicação mais influente do mundo (acima do “New York Times”), é autor do livro “Brasil — A Turbulenta Ascensão de um País” (Campus, 320 páginas, tradução de Cristiana de Assis). Ele foi correspondente da revista inglesa no Brasil e estuda o País com atenção e paixão. Numa entrevista a Jorge Felix, do “Valor Econômico”, Michael Reid diz que não acredita que o Brasil “corra o risco de outro colapso econômico”. Mas receia “que, sem a liderança política e as políticas corretas e sem reformas políticas, entre outras, seu ritmo de avanço poderá decepcionar tanto brasileiros quanto estrangeiros”.

»Contrariando a posição da presidente Dilma Rousseff, Michael Reid afirma que a crise econômica global não é responsável integralmente pelo baixo crescimento da economia patropi. “O Brasil ficou abaixo da média internacional por erros de política econômica e falta de mudanças estruturais para atacar o custo Brasil.”

»No lugar de fazer as reformas tributária, fiscal e trabalhista, Lula da Silva, quando presidente, e Dilma Rousseff “relaxaram”, avalia Michael Reid, e optaram por “aproveitar o boom das commodities”. A chamada âncora verde sustentou o crescimento do País nos últimos anos, mas escondeu a paralisação relativa de outros setores. Há, por exemplo, um processo de desindustrialização acentuado.

»O ministro da Fazenda, Guido Mantega, e Dilma Rousseff são caracterizados como adeptos de uma política “nacional-desenvolvimentista”. Michael Reid prefere outra nomenclatura: “Estado corporativo moderno”. “O PT nasce de uma insurgência pacífica contra o Estado corporativo de Getúlio Vargas, numa greve considerada ilegal, feita por um sindicato não reconhecido, contra, portanto, o coração do Estado corporativo, e a surpresa é que, uma vez no poder, o PT tenha se convertido, tenha se deixado cooptar por esse modelo de Estado, com subsídios, setores escolhidos, ou seja, dinheiro público para ‘insiders’”.

»Por que o PT aderiu ao Estado corporativo e não provocou uma ruptura? O suposto “recuo” do petismo — que criou uma espécie de getulismo sem Vargas, com Lula se tornando uma espécie de novo Getúlio Vargas, um discípulo tardio e de origem operária, um João “Jango” Goulart de barba e mais esperto — se deve ao que Michael Reid chama de “presidencialismo de coalizão”. “Reid concluiu que tudo poderia ter sido diferente se PT e PSDB tivessem constituído um só partido socialdemocrata, na década de 1980, para romper a hegemonia do PMDB. Ou impediriam o velho vício de o moderno se alimentar do arcaico e vice-versa, estancando, assim, qualquer possibilidade de avanço histórico”, escreve Jorge Felix, sintetizando as ideias do jornalista. “O peemedebismo não está limitado ao PMDB, uma forma de fazer política que tem a ver com o arcaico”, assinala o editor da “Economist”.

»Ao se submeter ao Estado corporativo, o governo da presidente Dilma Rousseff — como o de Lula da Silva — contribui para frear o investimento e dificultar “a distribuição de renda por meio de serviços públicos gratuitos e de qualidade, como educação, saúde, ou melhorias no saneamento básico, transportes e mobilidade urbana”. Michael Reid sublinha que “os movimentos de junho de 2013 mostram que a reivindicação era um Estado diferente, um gasto para os cidadãos, no bem-estar da população”. Porém, casado com o sistema arcaico, dificilmente o governo petista terá condições de apresentar respostas consistentes a problemas reais e não meramente ideológicos. O editor de “Economist” diz que o Brasil precisa “elevar o nível de investimento para 24% do PIB” para que se possa chegar a um crescimento de 4% ao ano.

»Se escapar do corporativismo, é provável que a presidente Dilma Rousseff leve o país a um crescimento de 3% a 4% ao ano. Não basta indicar um ortodoxo como Henrique Meirelles para ministro da Fazenda, pois, como afirma Michael Reid, o verdadeiro ministro da Fazenda tem sido, na prática, a presidente. Há uma sinalização de que o PMDB não quer mudança e exige mais controle do governo, sobretudo agora que a oposição, com Aécio Neves, está mais ativa e fortalecida. As entrevistas recentes de petistas, como Lula da Silva, o Sr. PT, e Gilberto de Carvalho, indicam que o PT quer ampliar o Estado corporativo. Noutras palavras, embora Dilma Rousseff tenha dito que é presidente do Brasil e não do PT, este sugere que quer um governo “mais petista”. Qual o motivo disto? O PT já vislumbra o quinto mandato, em 2018, com uma possível candidatura de Lula da Silva. Por isso quer manter um Estado mais “político” e, provavelmente, em “campanha” durante quatro anos. O próximo governo de Dilma Rousseff seria um ensaio-interregno para a volta de Lula. Pode ser bom para o PT e para Lula. Mas não será para a presidente e, sobretudo, para o País. Resta saber se, cercada pelo PMDB e pelo PT, a petista, que não é vista como petista pelos petistas, tem condições de reagir.

»Com as reformas anunciadas na semana passada, o que Marconi Perillo está propondo é um rompimento, ainda que parcial, com o Estado corporativo. O tucano-chefe, como não é ideólogo, apenas não formula a ideia com o vocabulário do britânico Michael Reid. Adiante, quando se falará das reformas, o Editorial voltará à questão.


»Ideias para o País crescer

»O economista Carlos Eduardo Soares Gonçalves, professor da Faculdade de Economia da Universidade de São Paulo e autor do livro “Economia Sem Truques” (Campus, 224 páginas), em parceria com Bernardo Guimarães, escreveu um artigo, “E agora, Dilma”, publicado no “Valor Econômico”, no qual aponta oito pontos “para pôr a economia nos eixos”.

»Carlos Eduardo sugere, em primeiro lugar, a extirpação de “leis de conteúdo nacional, que danificam a produtividade da economia e forçam a sociedade a pagar mais caro pelos bens finais consumidos”. Costuma-se dizer: “Os produtos da Zara na Espanha são mais baratos do que os da Zara no Brasil”. É mais ou menos isto que o economista está apontando, quer dizer, as regras brasileiras tornam os produtos locais mais caros.

»O segundo ponto, conforme Carlos Eduardo, é, “gradativamente, acabar com o esquema de subsídios setoriais implementados pelo hipertrofiado BNDES. Isso gera direcionamento forçado da poupança da economia para quem tem o privilégio de ter acesso facilitado aos cofres dessa instituição”. O economista está criticando a política de formatar “campeões nacionais” (como o grupo JBS-Friboi). Uma ressalva: a economista Mariana Mazzucato avalia que o BNDES tem um papel importante, porque se vive num mundo “em que a finança privada recuou da economia. Quem vai preencher os buracos? Não é qualquer tipo de finança que permite inovação e desenvolvimento econômico, especialmente em novas áreas. É a finança paciente e comprometida com o longo prazo. (…) Um banco público com uma missão, capaz de atrair os melhores cérebros e financiar pacientemente as áreas de fronteira, é uma coisa boa. Precisa ter formas de avaliar o investimento e entender que não se trata de trabalhar simplesmente em mercados preexistentes, mas criar mercados, empurrar as fronteiras de novas áreas. Nessa perspectiva, o modo de avaliar o sucesso do investimento é outro”. A economista italiana sugere, porém, que empresas financiadas pelo capital público doem um pouco mais de si para a sociedade, para o Estado. Sobre o insucesso de alguns empreendimentos financiados pelos bancos públicos, como o BNDES, a doutora em economia afirma que é assim mesmo. Mas um sucesso sólido, como o da Tesla, do setor de energia renovável, já compensa o investimento. “Por que não guardar [para o Estado] alguns direitos e ações da Tesla?” Assim, se poderia cobrir as perdas de outras empresas, como a Solyndra, e o prejuízo público seria menor.

»Voltemos às teses de Carlos Eduardo. O terceiro ponto tem a ver com a reforma tributária, “com ênfase em diminuição de custos de transação, simplificação de procedimentos, unificação de tarifas em torno de um imposto de valor agregado nacional. E precisamos reverter as desonerações setoriais, que geraram forte queda no superávit primário e nenhuma melhora no desempenho da economia. Por fim, no front fiscal, o governo precisa parar de maquiar as coisas”.

»O quarto ponto diz respeito a “mais abertura comercial, menos proteção, menos viés ideológico na agenda internacional. O Brasil precisa se inserir nas cadeias globais de produção, precisa competir internacionalmente. Isso aumenta a produtividade da economia, nos deixa mais ricos, nos ajuda a produzir mais com menos insumos”. Para isto, frisa Carlos Eduardo, a presidente Dilma Rousseff precisa começar com “um cronograma de redução das tarifas de importação. Pode ser gradual, mas precisa ser implementado”. O economista defende que a petista-chefe “vá com vigor atrás de acordos comerciais com Europa e EUA. Esqueça os vizinhos bolivarianos, que estão se afundando e querem nos puxar para o buraco junto com eles”.

»Como quinto ponto, Carlos Eduardo propõe que “a produtividade do setor público precisa crescer. Em saúde e educação, principalmente, mas também nos outros bens públicos. Como? Com mais meritocracia. Precisamos de uma reforma administrativa que imponha remuneração variável ao setor público”. Mais uma vez, é preciso observar que, no seu terceiro governo, o governador Marconi Perillo preocupou-se com a instalação de uma meritocracia no Estado. E a atual reforma visa, entre outras coisas, aumentar a qualidade — a produtividade — dos serviços públicos.

»Avançar “com as concessões via leilões sem fixação prévia de rentabilidade” é o sexto ponto. “A carência de investimentos em infraestrutura é ominosa. Estudos empíricos sugerem que há efetiva relação de causalidade correndo de melhoras na infraestrutura para mais investimento em máquinas e equipamentos.” No seu terceiro governo, operando num Estado com dimensão de país — maior do que Portugal, Cuba, Israel e Coreia do Sul juntos —, Marconi Perillo investiu maciçamente em infraestrutura. Reconstruiu e ampliou a malha rodoviária — algumas estradas foram duplicadas —, construiu centro de convenção e está construindo um aeroporto de cargas em Anápolis. De alguma maneira, ante certa omissão do governo federal — observe-se que a presidente Dilma Rousseff não consegue concluir o Aeroporto Santa Genoveva, em Goiânia —, atuou como uma espécie de micro presidente da República no Estado que governa. Chegou a iluminar a BR-153, uma rodovia federal. A ação deveria ser do governo federal, mas, ante a quantidade de acidentes, o tucano tomou a iniciativa e a iluminou no perímetro urbano entre Goiânia e Aparecida de Goiânia.

»O sétimo ponto é considerado “hiperimportante” por Carlos Eduardo. “Precisamos melhorar o ambiente de negócios por essas bandas. Recuperar dívidas e, principalmente, abrir e fechar negócios precisa ser algo muito mais ágil e célere. Isso facilita o surgimento de novas empresas e o fechamento das ineficientes. São as novas empresas, a propósito, que aumentam a taxa de inovação na economia.” O economista não está errado, mas Mariana Mazzucato também não equivoca-se quando diz que não se deve ignorar o papel do Estado como carro-chefe das inovações. O próprio Carlos Eduardo, como professor e pesquisador de uma universidade pública, é o exemplo do que diz a economista italiana. No Brasil, pelo menos, as pesquisas inovadoras são feitas, em regra, nas instituições públicas, que são do Estado. Equivocado (mas está mudando) é manter a universidade longe do mercado, da sociedade.

»O oitavo ponto tem a ver com a inflação. “Os juros estão baixos para o momento atual e o Banco Central precisa elevar os juros”, afirma Carlos Eduardo. Surpreendendo setores do mercado, o governo Dilma Rousseff aumentou a taxa básica de juros (Selic) de 11% para 11,25% ao ano. O economista propõe um pouco mais: “Eu diria que Selic a 13% por um tempo ancoraria as expectativas hoje desancoradas”.


»Cerebraço ou bundaço?

»Há uma coisa que alemães, japoneses, chineses e americanos não entendem: como pode a folha de pagamento do funcionalismo público “devorar” cerca de 70% da arrecadação mensal de um Estado brasileiro? Se o fosse uma empresa privada, o Estado estaria falido. Porque, além dos salários dos servidores, o governo tem de pagar dívidas, fornecedores, o custeio da máquina e, quando sobra dinheiro, fazer investimentos. Se o Estado arrecadar 1 bilhão de reais, 700 milhões aproximadamente serão destinados a pagar 150 mil funcionários. É óbvio que não dá para sair demitindo ou responsabilizando os servidores por essa anomalia. Mas é preciso estudar uma forma de beneficiar os outros 6 milhões de goianos que não são funcionários do Estado.

»O que fazer? A maioria dos Estados fica inerte, em geral quebrados e trabalhando única e exclusivamente para quitar, todo mês, a folha do funcionalismo. A pressão por mais concursos, forma democrática e legal de se contratar, é geral na sociedade brasileira. Tanto que se criou um neologismo para definir quem passa parte de sua vida fazendo concursos. Os concurseiros integram uma legião de anônimos que anda por todo o Brasil prestando concursos públicos. Por que a maioria dos brasileiros quer um emprego público? Por dois motivos básicos. Primeiro, porque avaliam que há mais estabilidade no setor público — raramente há demissões. Segundo, e mais importante, os salários são bem maiores do que aqueles pagos pela iniciativa privada. Um jovem de pouco de mais de 20 anos presta concurso para juiz ou promotor e seu salário inicial chega a mais de 18 mil reais. Na iniciativa privada — exceto se o indivíduo for um prodígio, e especialmente se trabalhar no mercado financeiro —, dificilmente alguém começa a carreira ganhando mais de 5 mil reais.

»Não se está, neste Editorial, sugerindo o fim dos concursos públicos ou que são desnecessários. O que se está dizendo é que os governos federal, estaduais e municipais estão cada vez mais inchados e muitos concursos são feitos sem critérios e sem pensar que a sociedade, às custas de seu conforto e da redução de investimentos em saúde, educação e segurança pública, tem de bancar folhas salariais que, de tão pesadas, praticamente inviabilizam algumas unidades da Federação. Quando o deputado federal Thiago Peixoto, do PSD, assumiu a Secretaria da Educação, a grita por concurso para professores era enorme.

»Descobriu-se, porém, que centenas de professores estavam fora das salas de aula. Alguns cuidavam de hortas, outros apenas ligavam computadores e alguns até trabalhavam como motorista. Reconvocados para trabalhar na profissão para a qual prestaram concurso, caiu o déficit de professores. A médio prazo — ou a longo prazo, dadas as pressões corporativas —, os Estados, e não apenas Goiás, deverão repensar a redução de suas folhas de pagamento. Às vezes, no lugar de concursos, deverão investir em requalificação e, depois, em remanejamento de servidores.

»Enquanto não se tem como discutir a folha do quadro efetivo — é uma ilusão pensar que o problema são os “comissionados”, como parecem acreditar a sociedade e, maliciosamente, os setores corporativos —, é preciso fazer alguma coisa mesmo. Com o projeto de reforma administrativa que enviou para a Assembleia Legislativa, o governador Marconi Perillo está pensando em economizar 300 milhões de reais por ano (25 milhões por mês). Parece pouco. Mas não é. Com este dinheiro poderá construir escolas e hospitais, além de equipá-los, e fazer outras obras. Poderá investir em inovação, como o incentivo a projetos e pesquisas, como sugere a economista Mariana Mazzucato.

»O que Marconi Perillo pretende é que o Estado não seja apenas um pagador de salários, dívidas e custeio da máquina. Ao propor o “Estado necessário” — que não é máximo, o dos desenvolvimentistas, nem mínimo, o dos liberais ortodoxos —, o tucano-chefe está sugerindo, isto sim, que o Estado seja útil aos 6,5 milhões de goianos. A todos eles. Está dizendo, também, que um Estado menos dispendioso libera o governo para novos investimentos. No momento, como em quaisquer outros Estados, Goiás, quando cria um programa de investimentos — como o de recuperação da malha rodoviária —, precisa recorrer ao mercado financeiro, em geral o público. Entretanto, ao contrário do que muitos pensam, por jogo político ou ingenuidade, a presidente Dilma Rousseff não está “doando” dinheiro para o governo do tucano Marconi Perillo. Nada disso. O governo de Goiás está contraindo empréstimos — dívidas, pois — para financiar o crescimento da economia e o desenvolvimento do Estado. Às vezes critica-se quando um Estado obtém financiamentos, porque isto gera forte endividamento. Ora, o Estado não é como a iniciativa privada, cujo objetivo é o lucro imediato.

»O Estado investe a fundo perdido, ou melhor, seu retorno é econômico, social e cultural, mas não é financeiro (quer dizer, não há lucro em termos de dinheiro; no futuro, cresce a arrecadação). Quer dizer, investe, a sociedade se beneficia dos investimentos, e, aos poucos, o Estado vai pagando a dívida. É assim no Brasil e em qualquer outro País (ninguém deve tanto, no mundo, quanto o governo dos Estados Unidos). Um programa caro mas necessário, como o de eletrificação rural, dificilmente será bancado pela iniciativa privada. Porém, como é necessário e vital para fortalecer o mercado e melhorar a qualidade de vida dos indivíduos, o governo o banca. Ficando, depois, com a dívida.

»Numa entrevista à revista “Época”, Mariana Mazzucato disse: “Se o gasto for em educação, em aumento de produtividade, na construção daquelas relações simbióticas para aumentar o investimento geral em pesquisa, no longo prazo, a relação entre dívida e PIB será mais saudável. O problema não é a dívida, e sim a composição do gasto”. Fala-se que Goiás tem uma dívida “gigante”. Não há dúvida, não é uma dívida pequena. Porém, um estudo detido certamente mostrará que os empréstimos que foram feitos por vários governadores — eram “carimbados”, quer dizer, definidos para uma finalidade específica (o dinheiro não pode ser desviado para outro fim) — contribuíram para o crescimento e o desenvolvimento de Goiás. Não é à toa que o Estado é o nono mais poderoso do país, em termos de economia, o primeiro em educação (ensino médio) e um dos que mais crescem.

»Então, ao fazer a reforma, para tornar o Estado mais enxuto, Marconi Perillo está enfrentando os setores corporativos — que não querem nenhuma mudança — e seus próprios aliados políticos. Isto é, o governador está pensando no Estado, na sociedade, nas pessoas, e não em interesses localizados. A reforma, que certamente será modelo para outros Estados e até para o governo federal, tende a chamar a atenção do País para Goiás.

»Ao cortar sete secretarias (fundiu algumas e sobraram apenas dez), duas agências e 14,9 mil servidores — além de gratificações —, Marconi Perillo está dizendo que foi eleito pela sociedade para tornar o Estado mais produtivo e útil a todos. Ao mesmo tempo, indicando que tem visão de estadista, entendendo que Goiás não é uma ilha, frisou que, ao fazer os cortes, está antecipando-se à crise que tende a explodir com força em 2015. Empresas estão cortando gastos, estão reduzindo investimentos, porque preveem que o próximo ano será complicado.

»O governador de um Estado, como principal executivo do governo, precisa ter a mesma visão dos executivos privados. Mas, diferentemente deles, tem de manter os investimentos. Para mantê-los, e até ampliá-los, tem de cortar gastos. É o que está fazendo Marconi Perillo. Está se comportando como estadista e como executivo — um gestor firme e eficiente — que tem noção do que fazer para enfrentar a tempestade que se avizinha. O que ele está propondo, que pode até ser doloroso agora, será benéfico para todos, e mesmo a custo prazo. Goiás, com as medidas tomadas, tende a sofrer menos com a crise.

»Quando diz que é o único responsável pela reforma, Marconi Perillo não está sendo arrogante. Ele está apenas assumindo a responsabilidade pelos cortes duros. É a posição correta. Está sendo um homem de Estado, não de partido e grupos de interesses. Como tem autoridade, conferida pelos eleitores nas urnas — e vai para seu quarto mandato —, certamente vai enfrentar, com energia, as reações corporativas e políticas.

»Um grupo de produtores culturais pretende fazer um “bundaço” na porta do Palácio das Esmeraldas. É curioso, até divertido, e chama a atenção da mídia. Mas talvez seja mais inteligente usar o cérebro — que tal um “cerebraço”? — e estudar se a junção da Secretaria da Cultura com a Secretaria da Educação vai resultar em prejuízo para a cultura. O Jornal Opção defende que o setor público apoie e financie atividades culturais. Mas não custa lembrar que os três maiores romances brasileiros — “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis, “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, e “Grande Sertão: Veredas”, de Guimarães Rosa — e pelo menos cinco grandes romances universais, “Guerra e Paz”, de Liev Tolstói, “Madame Bovary”, de Gustave Flaubert, “Em Busca do Tempo Perdido”, de Marcel Proust, “Ulysses”, de James Joyce, e “O Som e a Fúria”, de William Faulkner, foram escritos e publicados sem nenhum centavo do poder público. Não é função do Estado — como já ocorreu no Brasil — financiar cineasta para que compre apartamento em Copacabana ou fique o ano inteiro em botecos discutindo se Werner Herzog é superior a Rainer Fassbinder. Nada contra a publicação de livros e o incentivo à produção de CDs. Nada contra a cultura. Mas um incentivo maciço à educação, com escolas públicas aproximando-se dos níveis das particulares, talvez seja mais útil à sociedade. É provável, até, que delas sairão muitos escritores e artistas que, talentosos, conquistarão espaço no plano nacional e às custas de seus próprios esforços.

»Por isso, no lugar de pernaços, bundaços e dedaços, sugere-se que os produtores culturais — obviamente, não são sanguessugas do dinheiro público e muitos devem produzir de maneira extraordinária, até genial — optem por um cerebraço, que estudem a reforma e verifiquem em que seus projetos serão prejudicados. Agora, se querem manter uma Secretaria da Cultura para fins particulares, sem pensar na sociedade, aí não há nada a fazer. O interesse corporativo (e pessoal) quase sempre está acima do interesse público — o que não é, logicamente, positivo para os indivíduos, para a sociedade.

»A reforma é para tornar o governo mais produtivo para a sociedade — e atende aos reclames das ruas por um Estado mais enxuto, mais barato, que possa investir em serviços de mais qualidade e mais amplos. Quem for contra deve pensar nisto. Nem precisa concordar. Mas pelo menos deve pensar. Mas claro que ninguém pensa com bundaços.»