2014/01/31

«Líderes de tecnologia pensam inovação de maneira errada, aponta fundador do Twitter. Jack Dorsey critica o uso desmedido dos termos “tecnologia” e “inovação” e dispara que líderes de tecnologia tendem a focar em detalhes, esquecendo-se do macro do negócio»


«A palavra tecnologia é usada demasiadamente por todos os setores da indústria e se tornou um conceito abstrato, favorecendo o sentimento de que as pessoas não são boas com tecnologia ou não entendem nada do assunto. Essa foi a crítica que Jack Dorsey, co-fundador do Twitter e chairman do microblog, disparou em seu keynote nesta quarta-feira (15/1), último dia do 103º Retail’s Big Show, conferência de tecnologia e varejo em Nova York*.

»“A tecnologia é uma ferramenta. Se ela é básica, ela deve poupar tempo às pessoas. Se ela for boa, ela dará aos usuários um propósito às suas ações. Agora, se ela for excelente, as pessoas vão gostar de usá-la, ficarão felizes, e não hesitarão em utilizá-la mais vezes”, disse o executivo, que também criticou o uso da palavra “disrupção”, comumente associado a qualquer iniciativa cujo objetivo é ser inovadora. Para ele, CIOs focam demais em detalhes em vez de olhar o negócio como um todo, e por isso não conseguem o resultado esperado. Ou seja, uma tecnologia disruptiva é relacionada a uma total destruição, que impede de remanejar peças e detalhes da operação, um produto ou serviço, porque você foi capaz de repensá-lo e reconstruí-lo de maneira completamente nova.

»Dorsey conta que quando um executivo repensa completamente o negócio, é mais fácil chegar a um senso de coesão e experiência intuitiva aos usuários de uma determinada ferramenta. Essa é a característica que define projetos de empreendedorismo, alavancando startups ao status de empresas reais em estágio inicial. Assim, ele compartilhou sua estratégia ao criar a Square, empresa de pagamentos móveis fundada em 2009 e que hoje possui atuação no Canadá e Japão, além dos Estados Unidos, onde já contabiliza presença em 7 mil cafeterias e um bilhão de pagamentos por ano.

»A Square oferece um hardware que, acoplado em smartphones ou tablets, é capaz de ler cartões de crédito e débito e processar pagamentos. Até aí, nada de novo. O diferencial está na experiência do usuário com a nota fiscal, que é enviada ao e-mail cadastrado em cada perfil e associado às credenciais do cartão. “A única coisa que você leva embora de uma loja ou um restaurante é a notinha. E raramente você leva, quando você leva, você joga fora. Então, pensamos – e se você puder transformar a nota num relacionamento com o consumidor?”, descreve o empreendedor.

»Ao ser enviada ao e-mail, a nota fiscal permite ao cliente interagir com a empresa em redes sociais, avaliar sua experiência no local, compartilhar com amigos, dentre outras possibilidades. Além disso, um aplicativo no smartphone do usuário alerta o lojista no terminal de pagamento que um determinado cliente está presente, sendo possível assim oferecer tratamento personalizado e inclusive processar um pagamento sem a necessidade de passar novamente o cartão na leitora. “Em resumo, ao contrário de outras iniciativas supostamente inovadoras de pagamento, não estou pensando apenas na transação. Estou pensando no comércio, que é uma relação entre comprador e vendedor”, justifica Dorsey. “A gente fala tanto de comércio eletrônico, comércio móvel… não importa o meio, o que importa é o comércio”, resume.

»Apesar de ter planos de expansão, não há nada concreto sobre a chegada da Square em outros países, como o Brasil, por conta de obrigatoriedades regulatórias e relacionamento com instituições financeiras ao redor do mundo. “O que aconselho os varejistas a pensarem quando lidam com tecnologia é na relação valiosa com o consumidor. Se ele recebe algo bom com a tecnologia, ele irá voltar. E esse é o objetivo do negócio, não simplesmente parecer moderno com uso tecnológico”, finaliza o executivo.


»*A jornalista viajou a Nova York a convite da SAP.»



InformationWeek Brasil, Gabriela Stripoli







A palavra tecnologia é usada demasiadamente por todos os setores da indústria e se tornou um conceito abstrato, favorecendo o sentimento de que as pessoas não são boas com tecnologia ou não entendem nada do assunto. Essa foi a crítica que Jack Dorsey, co-fundador do Twitter e chairman do microblog, disparou em seu keynote nesta quarta-feira (15/1), último dia do 103º Retail’s Big Show, conferência de tecnologia e varejo em Nova York*.

»“A tecnologia é uma ferramenta. Se ela é básica, ela deve poupar tempo às pessoas. Se ela for boa, ela dará aos usuários um propósito às suas ações. Agora, se ela for excelente, as pessoas vão gostar de usá-la, ficarão felizes, e não hesitarão em utilizá-la mais vezes”, disse o executivo, que também criticou o uso da palavra “disrupção”, comumente associado a qualquer iniciativa cujo objetivo é ser inovadora. Para ele, CIOs focam demais em detalhes em vez de olhar o negócio como um todo, e por isso não conseguem o resultado esperado. Ou seja, uma tecnologia disruptiva é relacionada a uma total destruição, que impede de remanejar peças e detalhes da operação, um produto ou serviço, porque você foi capaz de repensá-lo e reconstruí-lo de maneira completamente nova.

»Dorsey conta que quando um executivo repensa completamente o negócio, é mais fácil chegar a um senso de coesão e experiência intuitiva aos usuários de uma determinada ferramenta. Essa é a característica que define projetos de empreendedorismo, alavancando startups ao status de empresas reais em estágio inicial. Assim, ele compartilhou sua estratégia ao criar a Square, empresa de pagamentos móveis fundada em 2009 e que hoje possui atuação no Canadá e Japão, além dos Estados Unidos, onde já contabiliza presença em 7 mil cafeterias e um bilhão de pagamentos por ano.

»A Square oferece um hardware que, acoplado em smartphones ou tablets, é capaz de ler cartões de crédito e débito e processar pagamentos. Até aí, nada de novo. O diferencial está na experiência do usuário com a nota fiscal, que é enviada ao e-mail cadastrado em cada perfil e associado às credenciais do cartão. “A única coisa que você leva embora de uma loja ou um restaurante é a notinha. E raramente você leva, quando você leva, você joga fora. Então, pensamos – e se você puder transformar a nota num relacionamento com o consumidor?”, descreve o empreendedor.

»Ao ser enviada ao e-mail, a nota fiscal permite ao cliente interagir com a empresa em redes sociais, avaliar sua experiência no local, compartilhar com amigos, dentre outras possibilidades. Além disso, um aplicativo no smartphone do usuário alerta o lojista no terminal de pagamento que um determinado cliente está presente, sendo possível assim oferecer tratamento personalizado e inclusive processar um pagamento sem a necessidade de passar novamente o cartão na leitora. “Em resumo, ao contrário de outras iniciativas supostamente inovadoras de pagamento, não estou pensando apenas na transação. Estou pensando no comércio, que é uma relação entre comprador e vendedor”, justifica Dorsey. “A gente fala tanto de comércio eletrônico, comércio móvel… não importa o meio, o que importa é o comércio”, resume.

»Apesar de ter planos de expansão, não há nada concreto sobre a chegada da Square em outros países, como o Brasil, por conta de obrigatoriedades regulatórias e relacionamento com instituições financeiras ao redor do mundo. “O que aconselho os varejistas a pensarem quando lidam com tecnologia é na relação valiosa com o consumidor. Se ele recebe algo bom com a tecnologia, ele irá voltar. E esse é o objetivo do negócio, não simplesmente parecer moderno com uso tecnológico”, finaliza o executivo.


»*A jornalista viajou a Nova York a convite da SAP.

2014/01/30

«Com proposta de inovação, Showtec 2014 recebe 13 mil pessoas em três dias»


«A 18ª edição da Showtec, em Maracaju (MS), recebeu cerca de 13 mil pessoas nos três dias do evento neste ano de 2014. Segundo a Fundação MS, realizadora do evento, mil pessoas estavam nos estandes trabalhando e as outras 12 mil passaram pelo parque no período de 22 a 24 de janeiro, visitando 130 estandes ou ouvindo palestras.

»Com o tema “Inovação tecnológica nas mãos do produtor rural”, o evento teve a participação de 130 expositores nos 16 hectares da feira. Eles apresentaram novas soluções para os sistemas produtivos, incluindo aproximadamente 600 tecnologias direcionadas para o campo. Neste ano, novos espaços foram oferecidos para os setores de pecuária, leite, sucroenergia e agricultura familiar.

»A estimativa dos organizadores da Showtec é que o evento vem crescendo 20% nos últimos anos, tanto em investimento das empresas quanto em tamanho de área. As reuniões de negócios movimentaram quase R$ 3 milhões neste ano.

»O evento é o principal instrumento de difusão de novas tecnologias agropecuárias desenvolvidas pela Fundação MS e por institutos de pesquisa mais atuantes no Brasil e no mundo em torno da produção de alimentos e energia.»



Campo Grande News, Josemil Arruda







2014/01/29

«Enterprise Precinct and Innovation Campus (EPIC), o hub de inovação que surgiu após um terremoto»



«Edifícios destruídos ainda podem ser vistos pelo centro de Christchurch (foto: Rafael Romer/Canaltech)»


«Em 22 de fevereiro de 2011, Canterbury, região central da ilha sul da Nova Zelândia, foi atingida por um terremoto de 6,3 graus na escala Richter que deixou grande parte de sua capital e terceira maior cidade do país, Christchurch, em ruínas. Com 185 mortes registradas, o incidente é considerado o segundo maior desastre natural da história do país e até hoje deixa uma marca profunda na sociedade local e nas ruas da cidade.

»No ano passado, os custos de reconstrução estimados inicialmente em NZ$ 15 bilhões (cerca de R$ 28 bi) pelo governo foram reavaliados para NZ$ 40 bi (R$ 77 bi). Algumas estimativas de economistas consideram que o país pode levar até 100 anos para se recuperar completamente do acontecimento.

»Quase três anos depois do terremoto, é possível ver de perto a destruição deixada pelo tremor: edifícios comerciais, residenciais e ruas inteiras permanecem interditados, e escombros ainda se espalham pela região central da cidade, com diversos imóveis em processo de demolição ou reforma – conforme a vida econômica da cidade vai se reestruturando.

»Grande parte das áreas atingidas no centro de Christchurch abrigava dezenas de empresas que tiveram seus edifícios demolidos. “Várias empresas de tecnologia, como nós, perderam seus escritórios”, explicou Shaun Ryan, o CEO e co-fundador da desenvolvedora de tecnologia para ferramentas de busca SLI Systems, em entrevista ao Canaltech na nova sede da empresa. “Então nós nos juntamos para construir um novo edifício. Criamos truste sem fins lucrativos e pegamos um empréstimo com o BNZ (Banco da Nova Zelândia), o Canterbury Business Recovery Trust e o governo”.

»O resultado da parceria é o Enterprise Precinct and Innovation Campus (EPIC), um hub de 2600 m² que reúne atualmente 200 pessoas de 16 empresas de alta tecnologia que ficaram “órfãs” após o desastre, 80% delas focadas em exportação. “Conseguimos transformar algo bem triste em uma coisa boa”, afirmou o executivo da SLI, que atualmente ocupa todo o andar superior do complexo e, com 44 funcionários, é a maior companhia do hub.

»Antes do terremoto, Christchurch já era um dos principais centros de inovação tecnológica da Nova Zelândia, com a presença de instituições de ensino que fornecem mão-de-obra especializada para a região, como o Instituto Politécnico de Tecnologia de Christchurch e empresas sólidas do setor, como a Tait Communications, uma das dez maiores companhias tech da Nova Zelândia, fundada em Christchurch há mais de 45 anos.

»Após o desastre, no entanto, a principal preocupação do governo foi que essa capacidade não escapasse da cidade e que a mão de obra especializada tivesse incentivos para permanecer dentro de Christchurch. “O Governo quer garantir que Christchurch continue a ser um lugar atraente para o setor de alta tecnologia e as pessoas que trabalham lá”, afirmou à época o Ministro de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Inovação (MSI), Steven Joyce. Até 2015, o governo da Nova Zelândia terá investido NZ$ 1,8 milhão (cerca de R$ 3,5 milhões) no projeto.

»A mão de obra especializada é um dos pontos sensíveis na economia neozeolandesa, que não dispõe de uma grande população para abastecer as empresas locais de tecnologia. Na tentativa de manter essas pessoas na região, o governo, junto ao MSI, ofereceu um pacote de apoio para as empresas cujas equipes de pesquisa e desenvolvimento haviam sido afetadas pelo incidente. O apoio de NZ$ 4 milhões (cerca de R$ 7,6 milhões), que chegou a 60 companhias da região de Canterburry, garantiu que elas sustentassem suas equipes e produção em curto prazo.

»A inciativa faz também parte do Plano de Recuperação de Central City, bairro central de Christchurch. Por decisão do Conselho Municipal de Christchurch, o terreno onde o hub foi construído terá isenção de impostos durante cinco anos, até 2017. “Toda hora tem alguma coisa acontecendo, as pessoas trocam ideias”, conta Shaun. “Qualquer pessoa que queira conversar sobre tecnologia, inovação, empreendedorismo, ou sobre levantar capital, geralmente virá para cá”. E para visitar o hub, não é nem preciso pegar um voo de 18 horas até a Nova Zelândia: através de uma parceria com o Google, a iniciativa já está até no Google Street View.

»O EPIC é atualmente o segundo hub de alta tecnologia que está sendo planejado na Nova Zelândia. Em outubro de 2012, o Governo anunciou também sua intenção de trabalhar com a Câmara Municipal de Auckland para desenvolver um centro semelhante no Bairro Wynyard, região portuária da cidade.»



Canaltech, Rafael Romer







2014/01/28

«Cultura e inovação»


«Não quero ser pessimista, mas nós —como indivíduos e como sociedade— temos muitos problemas críticos para enfrentar. Criamos um padrão de vida que é incompatível com os recursos do planeta, um padrão predatório. Nossa ideia de progresso é materialista, individualista e insaciável. Nos tornamos escravos das tecnologias que criamos para tornar nossas vidas mais fáceis. A maioria das coisas que chamamos de trabalho se resume ao preenchimento de modelos e repetições. Com poucas exceções, os processos se tornaram mais importantes do que as pessoas.

»Os índices de violência, depressão e suicídio têm aumentado à medida que sentimos que nossas ações individuais e políticas são insignificantes na criação de uma verdadeira mudança. No entanto, parece que o raciocínio que estamos usando para resolver isso tudo é a principal fonte de nossos problemas. Todos nós temos o potencial para a criatividade. Mas parece que há um vírus que bloqueia nossa capacidade de alcançar transformações significativas em nossas casas, organizações e na sociedade.

»Tratar nossos meta-agentes (ou agregados) como máquinas não é apenas uma postura obsoleta, é também um erro. Sabemos que devemos tratá-los como organismos. O problema é que só sabemos pensar de forma mecânica. Fomos treinados para pensar da seguinte maneira: um departamento é mais importante que a empresa, as partes são mais importantes do que o todo. Fragmentamos tudo. Dividimos nosso conhecimento em áreas, disciplinas e profissões. Separamos, inclusive, a teoria da prática, como se fossem opostos. Esta fragmentação cega nos fez perder a visão do todo. Não fomos capazes de unir os fragmentos novamente, então entramos em uma crise de sentido.

»Com os progressos nas áreas de ciência e tecnologia, criamos a falsa sensação de que sabíamos o que estávamos fazendo. Parece que não estávamos prontos para os benefícios e o poder da tecnologia. Todos os dias nos deparamos com novos jargões e teorias que prometem corrigir tudo. Nos tornamos viciados na ideia de que é necessário algo novo. Nosso raciocínio vai sempre em direção a “mais”: pensamos que para fazer mais, precisamos de mais pessoas; para fazer melhor, precisamos de mais tempo; e para fazer mais rapidamente, precisamos de mais estresse.

»Estes sintomas indicam que nossos agregados e nossos organismos (casas, organizações, sociedade) estão doentes. E assim, precisamos de tratamento. Mas, antes de buscar o tratamento, não devemos olhar para as possíveis causas desses sintomas? Qual pode ser a causa principal de nosso pensamento ser tão errado?

»Acredito que o físico teórico David Bohm acertou em cheio quando disse: “Nosso problema é que pensamos que o que pensamos é a realidade”. Para ele, nossos pensamentos funcionam como um sistema. Eles nos dizem que estão relatando a realidade exterior, mas, na verdade, estão criando sua própria versão da realidade. Assumem, por exemplo, a ideia de que nosso mundo é formado por nações, ou que uma organização é dividida em departamentos. Parece natural para nós, mas o conceito de nações e de departamentos é uma criação de nossos pensamentos. É algo que usamos para ensinar nossos filhos, é uma maneira de ver o mundo. Não é algo fundamentalmente real. Poderíamos nos aprofundar mais neste tema, mas um ponto final que gostaria de abordar é que não há uma saída fácil para esse estado de espírito. Temos de aprender a ter consciência do que nosso pensamento está tentando fazer conosco.

»Vamos, então, explorar as questões relativas ao tratamento. Como podemos espalhar um antivírus para curar o dano feito por esta forma errada de pensar? Como podemos não apenas pensar de forma diferente, mas pensar melhor? Acredito que devemos tentar um meio/tratamento alternativo. Algo que envolva menos, não mais; que abranja apenas desaprender essas velhas formas de pensar. Um estágio de despertar, no qual pudéssemos refletir e abrir mão, o máximo possível, da ideia de controle, no qual pudéssemos nos preocupar apenas com adaptação e energia distribuída; onde só pudéssemos considerar as partes ao desdobrar um todo coerente. Concordo que isso pode soar estranho para os líderes de hoje, mas esta é a lei do esforço reverso, um conceito familiar para grupos indígenas, encontrado nas artes marciais orientais, como o Aikido.

»E nós, claro, vamos precisar de uma cultura para espalhar este antivírus. Cultura é um conceito abstrato, mas, na verdade, é uma espécie de cola que nos une. É o que dá sentido à sociedade e nos ajuda a entender um ao outro, é onde o significado é criado. Cultura vem da palavra latina cultura, que está relacionada à noção de cultivo, alimentação. Portanto, quando nos concentramos no desenvolvimento de uma cultura saudável em nossas casas, empresas e na sociedade, as sementes crescem, tudo parece acontecer, as pessoas parecem saber o que deveriam fazer e encontram significado nas coisas. A palavra inovação também vem de uma palavra latina, innovatus, que está relacionada ao conceito de mudança e renovação. Já está claro que podemos mudar tudo modificando a maneira como pensamos. Então, vamos pensar em uma direção melhor —cultura innovatus— uma direção que pode nos levar a maiores níveis de colaboração, criatividade e otimismo.»



Jornal do Brasil, Charles Bezerra, diretor da What If! Innovation Partners no Brasil







Coleção de postagens sobre inovação de 21 a 24 de janeiro



AxLR, «Regards sur l’innovation et le transfert de technologie avec l’Institut des hautes études pour la science et la technologie (IHEST)»


Diego Andreasi, «O Dilema da Inovação. Resumo do livro “O Dilema da Inovação: quando as novas tecnologias levam empresas ao fracasso”, de Clayton Christensen»


Doug Williams, «The Power of Co-Creation in Healthcare Innovation (eBook)»


Eric J. Henderson, «Making Sense of Data and Information in the Social Sector»


Fabiana Batista, «BNDES e Finep preparam programa de inovação agrícola em cana-de-açúcar»


France 24, «Marième Jamme Il y a beaucoup d'innovation en Afrique, surtout avec les femmes ! #ActuElles»


Gouvernement du Canada, «Appel pour propositions - Prix Canada-Italie pour l’Innovation 2014»


Hernán Araneda, «VetaMinera, innovación para la formación en oficios»


ionline, «Três ministérios lançam projecto de partilha de conhecimento agroalimentar. Rui Machete, valorizou o “elevado potencial do SKAN”, como um “moderno e dinâmico mecanismo de partilha”»


José Tadeu Arantes, «Inovação tecnológica na agricultura orgânica é pesquisada. Os pesquisadores buscaram mapear as tecnologias empregadas e as demandas, adaptações e inovações tecnológicas»


La Prensa, «China, de seguidora de tendencias tecnológicas a cuna de la innovación. Las empresas chinas aún deben superar obstáculos como la percepción prevalente de que sus productos no tienen la misma calidad ni son tan confiables como los de otros países»


LOCAL.PT, «Missão Empresarial aos Emirados Árabes Unidos com o Ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia para atrair investimento externo»


Luís Manuel Cabral, «Cientistas vão estudar a estrutura interna do Etna»


Mayte María Jiménez, «Innovación: prioridad para desarrollar el país»


N.V., «Calculus of innovation»


Natalia Trzenko, «El lugar de la innovación. Hoy comienza la nueva edición de la muestra creada por Robert Redford y el Sundance Channel estrena ciclo con sus mejores films»


Notícias ao minuto, «A doutoranda da Universidade Católica do Porto Mailis Rodrigues é uma das 23 semifinalistas do concurso Margaret Guthman, do Instituto de Tecnologia da Georgia, nos EUA, que distingue as melhores inovações tecnológicas na música, disse hoje a investigadora»


Quentin Capelle, «Innovation inversée: délocalisation ou changement de point d’impulsion?»


The White House, Office of the Press Secretary, «President Obama Announces New Public-Private Manufacturing Innovation Institute. North Carolina headquartered consortium of 18 companies and 6 universities partnering with the federal government to strengthen U.S. manufacturing»


Vanessa Costa Duffy, Marcelo Silva Ramos, «O desafio de transformar a criatividade em inovação: o caso do Rio Criativo»






2014/01/24

«BNDES e Finep preparam programa de inovação agrícola em cana-de-açúcar»


«O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está preparando junto com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) um novo programa de incentivo à inovação no setor sucroalcooleiro. A iniciativa está sendo formatada nos moldes do PAISS (Apoio à Inovação Tecnológica Industrial dos Setores Sucroenergético e Sucroquímico). No entanto, esse novo incentivo será voltado à inovação na área agrícola, informou ao Valor o chefe do Departamento de Biocombustíveis do BNDES, Carlos Eduardo Cavalcanti.

»“Queremos estimular o aumento da produtividade agrícola do setor, que está estagnada há muitos anos”, afirmou. Segundo Cavalcanti, os detalhes do novo programa estão sendo finalizados e devem ser apresentados nos próximos meses.

»O PAISS foi lançado em 2012 pelo banco de fomento e a Finep e aprovou recursos de R$ 3 bilhões para projetos inovadores na área etanol celulósico e outras tecnologias que usassem a cana-de-açúcar como matéria-prima.

»Entre os projetos aprovados pelo programa estão o da GranBio, pertencente à holding da família Gradin, de produção de etanol celulósico e químicos a partir do bagaço e da palha da cana, e o da Raízen, controlada pela Cosan e pela Shell, que implantará sua primeira unidade de etanol celulósico este ano.»



Valor, Fabiana Batista

Foto: APLA







2014/01/23

«Inovação tecnológica na agricultura orgânica é pesquisada. Os pesquisadores buscaram mapear as tecnologias empregadas e as demandas, adaptações e inovações tecnológicas»


«A agricultura orgânica tem crescido a taxas elevadas no Brasil. Segundo dados divulgados em 2013 pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário, o mercado de produtos orgânicos se expande de 15% a 20% ao ano, abastecido por cerca de 90 mil produtores, dos quais aproximadamente 85% são agricultores familiares.

»Uma pesquisa, conduzida por Mauro José Andrade Tereso, professor associado da Faculdade de Engenharia Agrícola (Feagri) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), investigou as condições de trabalho e a inovação tecnológica no setor.

»O estudo, apoiado pela FAPESP, contou com a participação de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), da Unicamp, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

»No período de vigência da pesquisa, que se estendeu de maio de 2010 a maio de 2013, foram investigadas 33 Unidades de Produção de Agricultura Orgânica (UPAO) dedicadas prioritariamente ao cultivo de hortaliças. Esse montante representava um terço das UPAOs dedicadas à horticultura certificadas no Estado de São Paulo na data inicial da pesquisa.

»Aproximadamente dois terços das UPAOs visitadas eram propriedades familiares, com áreas totais não superiores a 20 hectares e nenhuma dedicando à horticultura mais do que 15 hectares. A maioria contava com área de proteção ambiental e se caracterizava pela grande diversidade de itens produzidos.

»Os pesquisadores buscaram mapear as tecnologias empregadas e as demandas, adaptações e inovações tecnológicas, destinadas a minimizar a carga de trabalho e as dificuldades na execução das tarefas e a aumentar a produtividade.

»“Como a tecnologia disponível no mercado foi desenvolvida para o modelo convencional de agricultura, os produtores orgânicos são obrigados a adaptar ferramentas e equipamentos e a realizar outras inovações a fim de aumentar a produtividade de seu trabalho”, disse Tereso à Agência FAPESP.

»A agricultura convencional, que se difundiu em escala planetária a partir da chamada “revolução verde”, durante as décadas de 1960 e 1970, baseia-se, grosso modo, em: monocultura; uso intensivo de compostos químicos sintéticos para recuperação do solo e controle de pragas; uso de maquinário no processo de produção, do preparo do solo à pós-colheita; uso de sementes geneticamente adaptadas ao modelo de produção; uso de fontes exógenas de energia em relação ao espaço produtivo.

»Já a agricultura orgânica, segundo definição do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, é um sistema de produção que exclui amplamente o uso de fertilizantes, pesticidas, reguladores de crescimento e aditivos para a alimentação animal compostos sinteticamente.

»Baseia-se também, tanto quanto possível, na rotação de culturas e na utilização de estercos animais, leguminosas, adubação verde, reaproveitamento de materiais orgânicos vindos de fora das propriedades, minerais naturais e controle biológico de pragas para manter a estrutura e a produtividade do solo, fornecer nutrientes para as plantas e controlar insetos, ervas daninhas e outras pragas.

»A agricultura orgânica geralmente emprega o cultivo mecânico, retomando antigas práticas agrícolas, porém adaptando-as às modernas tecnologias de produção agropecuária, com o objetivo de aumentar a produtividade com o mínimo de interferência nos ecossistemas.

»“Os agricultores orgânicos compensam a ausência de equipamentos concebidos diretamente para eles com a inovação dos processos produtivos e a adoção de novos métodos organizacionais. São também comuns adaptações muito engenhosas dos equipamentos convencionais”, afirmou Tereso.

»A diversidade de produtos e de alternativas de vendas também constituem estratégias importantes para os agricultores orgânicos competirem no mercado.

»“Nossa pesquisa mostrou que esses agricultores são altamente qualificados, com uma impressionante quantidade de conhecimentos acerca das plantas, do solo, da relação solo-água e de outros tópicos agronômicos. Além disso, trabalham com uma grande diversidade de produtos”, informou Tereso.

»“Na agricultura convencional, o agricultor lida muitas vezes com um único tipo de produto, por exemplo, alface ou tomate. Já na agricultura orgânica, é comum os agricultores lidarem com 15, 20, às vezes 60 itens diferentes. Encontramos uma propriedade com mais de 100 itens hortícolas produzidos”, prosseguiu o pesquisador.

»Metade dos gestores entrevistados na pesquisa estava na faixa etária dos 40 aos 60 anos. Dois terços tinham mais de dez anos de experiência na atividade agrícola e na própria agricultura orgânica. Vários acumulavam mais de vinte anos de certificação.

»Além dos gestores, a maioria dos trabalhadores das UPAOs familiares executava todas as tarefas que compõem os diferentes sistemas de trabalho. As exceções eram as poucas tarefas que requerem muita força física, como a colheita de raízes e tubérculos, realizada apenas por homens, ou atividades que requeriam habilidades específicas, como a preparação de mudas. As especializações laborais surgiram nas operações de máquinas e equipamentos, como tratores e pulverizadores.

»Com tal qualificação e diante da ausência de ofertas tecnológicas no mercado, esses agricultores buscam soluções criativas e promovem a inovação no sentido mais estrito da palavra, não apenas trazendo novos aportes tecnológicos para dentro da propriedade, mas desenvolvendo tecnologias muito específicas lá mesmo. “Essa foi uma das conclusões mais interessantes de nossa pesquisa”, comentou Tereso.

»Outro diferencial entre os agricultores orgânicos e os agricultores convencionais é que os primeiros buscam diversos nichos de mercado. “Normalmente, o produtor convencional vende para um atravessador e se contenta com isso. Já o produtor orgânico procura explorar várias possibilidades: cooperativas, vendas pela internet, vendas de cestas de produtos, pontos de venda próprios, convênios com restaurantes ou supermercados, enfim, uma gama muito grande de alternativas para escapar dos atravessadores”, disse Tereso.

»Muitos desses produtores já criaram embalagens diferenciadas e marcas. E vários também promovem algum tipo de processamento, agregando valor aos seus produtos.


»Soluções tecnológicas

»Depois do levantamento geral de dados, em uma segunda fase, a pesquisa estudou em profundidade as UPAOs que se destacaram nas várias modalidades da inovação tecnológica. Os pesquisadores observaram o dia-a-dia dos gestores destas propriedades, procurando compreender como a inovação ocorria no interior das UPAOs que administravam. Cada gestor foi acompanhado por pelo menos 40 horas. No total, os pesquisadores somaram quase 400 horas de trabalho de campo nesta segunda fase.

»Os produtores orgânicos compensam a ausência de tecnologia disponível na forma de máquinas e equipamentos com o desenvolvimento de soluções tecnológicas na forma de processos, de organização do trabalho e de comercialização de seus produtos.

»“O que mais chamou nossa atenção foi a capacidade de os produtores orgânicos encontrarem saídas para driblar a falta de oferta de equipamentos que enfrentam hoje no mercado brasileiro. Quando o mercado passar a oferecer equipamentos específicos para esses profissionais, eles poderão superar em muito a produtividade da agricultura convencional”, disse Tereso.

»“O Brasil é hoje o maior produtor de açúcar orgânico do mundo. Em meados da década de 1980, quando iniciou suas atividades, a produtividade da maior empresa do setor era inferior à metade da média nacional. De lá para cá, essa empresa desenvolveu tecnologias próprias (maquinários, equipamentos, novos processos agronômicos, controle biológico de pragas etc.). Hoje, sua produtividade é 80% superior à média nacional. Isso mostra que, quando se conjugam conhecimentos tão abrangentes dos processos produtivos com recursos tecnológicos, a produtividade pode alcançar níveis surpreendentes”, afirmou o pesquisador.»



Exame, José Tadeu Arantes







2014/01/22

«O desafio de transformar a criatividade em inovação: o caso do Rio Criativo»


«Ao analisar como os conceitos de criatividade e de inovação são utilizados no Brasil, fica claro que a criatividade está associada a setores já definidos como criativos, sejam eles realmente criativos ou não. Isso significa que para ser parte da economia criativa basta trabalhar em um dos setores estipulados pela Unesco como criativos, mesmo que a empresa esteja copiando algo que já tenha sido criado. O Instituto Brasileiro de Propriedade Intelectual (IBPI) defende o direito às obras literárias, artísticas e científicas, entre outros. Mas não está tão bem formatado e nem tem um processo tão eficaz como o órgão que analisa e registra projetos inovadores: Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

»Essa diferença de peso entre a propriedade intelectual e a propriedade industrial acontece porque, na maioria dos países, inclusive no Brasil, a política econômica e o sistema regulatório ainda estão adaptados para a era industrial e de produção de bens materiais. No mundo dos negócios, as ideias, inovações e outras expressões da criatividade humana são convertidas em propriedade privada e protegidas por lei através do sistema de Propriedade Intelectual, que ainda não está adaptado para a era da inovação, o que inclui a inovação estratégica.

»Há décadas, o Brasil tem sido um centro de criatividade artística e cultural. O desafio agora é passar para o próximo nível – transformar criatividade em inovação tecnológica e estratégica, competitividade econômica e criação de valor. Se estamos na era da inovação, e o principal ativo é a propriedade intelectual, um bem intangível, ele precisa ser gerenciado de outra maneira para se tornar uma ferramenta econômica poderosa e gerar plataformas globais de conhecimento “proprietário” para as empresas.

»O Rio Criativo foi um projeto pioneiro no Brasil. Mas, apesar do sucesso na implementação e do alto índice de inscrições, a instituição se viu diante de algumas dificuldades comuns entre a maioria dos inscritos: a falta de visão de negócios, de estratégia e de planejamento financeiro. Como falar em inovação se a maioria deles nunca tinha feito um plano de negócio? Inclusive, 80% não conseguiu entregá-lo, mesmo tendo acesso a cursos e treinamentos gratuitos.

»Ainda assim, é questionável o fato de que o edital tenha privilegiado com o número máximo de pontuação, 10 pontos, a defesa presencial. Em detrimento da inovação, em segundo lugar, com 4 pontos. Isso significa que quem tem um projeto pouco inovador, mas com boa oratória, tem mais chances de ser aprovado? A maior pontuação atribuída à defesa presencial pode ser analisada como uma evidência da dificuldade em se atribuir valor/grau à inovação do projeto? Em outras palavras, mais do que a oratória, com esse critério, estaria o Rio Criativo tentando valorizar mais o espírito empreendedor do candidato do que noções pré-concebidas de inovação?

»Nessa pesquisa, dois pontos merecem uma análise mais detalhada. Primeiro: a falta de critérios para definir e registrar o que é criativo parece ser uma deficiência global. A maioria dos países, inclusive o Brasil, simplesmente classifica as empresas como criativas pelo fato de pertencerem a um segmento considerado criativo, mesmo que elas estejam repetindo fórmulas. O segundo ponto é o processo de seleção que prioriza a defesa presencial, uma característica do Rio Criativo, que formulou o edital seguindo esse critério.

»De fato, existe muita crítica e falta de uniformidade nas diferentes classificações que vêm sendo adotadas em diversos países. Algumas críticas recaem sobre o fato de incluir, sob o mesmo modelo, atividades sujeitas a incentivos, como os filmes – e outras não subsidiadas, como é o caso do software de entretenimento. Os próprios entrevistados para essa pesquisa reconhecem que o primeiro edital foi um piloto e que o Rio Criativo, assim como as empresas incubadas, também é uma empresa em fase experimental, que pode e deve ser melhorada. Outra questão em aberto é o território. Fala-se muito no Rio, até no próprio nome da incubadora, mas não aparece em nenhum momento no processo de seleção a relação de território e criatividade. Não existe nada que distingue as empresas selecionadas de qualquer outra empresa com a mesma atividade em outra cidade do país. A consideração de determinada “carioquidade” dos projetos tem respaldo apenas no que se refere à escolha dos setores criativos específicos do Rio. Além disso, não existe outro fato que distingue as empresas dos setores criativos do Rio de outras empresas do país, apenas o fato de serem do Rio de Janeiro.

»Se essa pesquisa tem como principal questão o desafio de transformar criatividade em inovação, o que se nota é que o Rio Criativo, assim como o Brasil, ainda precisa evoluir muito. Seja do ponto de vista conceitual, organizacional ou estratégico. O ponto positivo é foi dado o kick-off. Agora é preciso aperfeiçoar o processo para que a criatividade do carioca seja o impulso para grandes e promissores negócios, como acontece no carnaval. É preciso levar essa competência para outros produtos e serviços. É fundamental registrar as ideias inovadoras dos artistas e empresários cariocas e brasileiros.

»O futuro da competitividade global está fortemente ligado à exploração comercial dos direitos sobre as inovações proprietárias. Para ser um país criativo e inovador, o Brasil precisa dar vários passos. Um deles é saber proteger e explorar comercialmente os direitos sobre sua criatividade e inovações. Outro, é saber colocar em prática as grandes ideias.»



Actas do III Congresso Internacional de Conhecimento e Inovação CIKI (págs. 247-249), Vanessa Costa Duffy, Marcelo Silva Ramos







2014/01/21

«O Dilema da Inovação. Resumo do livro “O Dilema da Inovação: quando as novas tecnologias levam empresas ao fracasso”, de Clayton Christensen»


«Quanta responsabilidade!

»Resumir o livro que foi considerado um dos 10 mais influentes de toda a história da Administração não foi tarefa fácil. O Dilema da Inovação: quando as novas tecnologias levam empresas ao fracasso, escrito pelo professor de Harvard Clayton Christensen, que pela segunda vez consecutiva (2012-2013), foi eleito o maior guru de negócios do mundo, marcou história por popularizar o termo “inovação disruptiva”, que será explicado logo abaixo.

»Após ler essa complexa obra, você conseguirá entender quais são os principais riscos que as empresas enfrentam ao atender exclusivamente as necessidades de seus atuais clientes, entenderá também o real motivo que leva as grandes companhias pagarem astronômicas quantias em aquisições de novas startups, e ainda arrisco a dizer que essa obra fornecerá os principais princípios utilizados por Eric Ries, em sua famosa metodologia de Startup Enxuta, lançada muitos anos depois.



»Entendendo o Dilema

»O Dilema da Inovação apresentado pelo autor, nos diz que mesmo empresas bem administradas, que fazem tudo certo, como ouvir seus clientes e investir agressivamente em novas tecnológicas, também podem fracassar e quebrar.

»Ao contrário do mito popular, certas empresas, líderes em seus setores, não fracassam porque se tornam passivas ou arrogantes, por aversão aos riscos ou por que elas não podem manter o formidável grau de mudança tecnológica.

»Fracassam porque ficam tão presas aos seus clientes atuais, que passaram a prestar atenção exclusivamente neles, deixando de descobrir novos mercados e de prestar atenção na ameaça de novos concorrentes.



»Por dentro da Inovação de Ruptura

»Inovação de ruptura é aquela que transforma um produto que historicamente era tão caro e complexo, que só uma pequena parte da população podia ter e usar, em algo que é tão acessível e simples que uma parcela bem maior da população agora pode ter e usar.

»Para ficar mais claro, o autor assim define as características dos produtos de ruptura:

»1 – São mais simples e mais baratos;

»2 – Geralmente prometem margens menores de lucro;

»3 – São comercializados primeiro em mercados emergentes
ou insignificantes;


»Uma outra característica importante é que, quando os produtos de ruptura emergem, nem os fabricantes e nem os consumidores sabem como e por que os produtos serão utilizados e, consequentemente, não conhecem as características especificas deles que serão ou não valorizadas. Pense por exemplos nos casos do Ipod, Iphone e Ipad.

»O livro apresenta alguns exemplos de empresas estabelecidas que viram seus mercados sucumbirem diante de novas entrantes que criaram produtos de Ruptura. Tais empresas, apoiadas em pesquisas feitas com seus atuais clientes, ficaram cegas às novas oportunidades de mercado, e viram surgir outras empresas que abocanharam sua fatia de clientes esquecidos.

»A miopia caracterizada por atender exclusivamente as necessidades de seus clientes atuais, juntamente com o receio da prática de canibalismo nas vendas dos produtos existentes, são frequentemente citadas como as principais razões pelas quais as empresas estabelecidas demoram na introdução de novas tecnologias.



»Porque as empresas estabelecidas não investem constantemente em projetos de ruptura?

»Na maioria das organizações, as carreiras dos gerentes recebem grande impulso quando eles representam o papel-chave de líderes de projetos muito bem-sucedidos. Em contrapartida, suas carreiras podem ser permanentemente prejudicadas se eles fizerem maus julgamentos ou tiverem o infortúnio de apoiar projetos que fracassam.

»Não por TODOS os fracassos, é claro, mas principalmente por aqueles em que o mercado não estava lá, pois se tratam de fracassos muito mais caros e públicos.

»Gerentes acreditam que não podem fracassar. Se eles defendem um projeto que fracassa, isso constituirá uma grande mancha em seu currículo, bloqueando sua ascensão na organização.

»Pelo fato de o fracasso ser intrínseco ao processo de descobrir novos mercados para tecnologias de ruptura, a incapacidade ou o medo dos gerentes em colocar suas carreiras em risco agem como poderosos impedimentos ao movimento de empresas estabelecidas para o interior desses novos mercados.

»Descobrir mercados para tecnologias emergentes envolve inerentemente o fracasso, e a maioria dos tomadores de decisões acha muito difícil arriscar-se apoiando um projeto que poderia fracassar porque o mercado não está ali.

»Dessa forma, os gerentes preferem investir em algo só depois que alguém provou ser lucrativo, porém, pode ser tarde demais. Consequentemente, os gerentes tendem a apoiar os projetos para os quais a demanda do mercado parece mais segura.



»Conclusão

»Nem sempre o slogan popular “fique perto de seus clientes” parece ser um conselho sadio.

»Trabalhar duro, ser mais inteligente, investir mais agressivamente e ouvir com mais perspicácia seus clientes são todas soluções aos problemas apresentados pelas novas tecnologias incrementais. Mas esses paradigmas de administração segura revelam-se inúteis – e até contraproducentes, em muitos exemplos – ao lidar com a tecnologia de ruptura.

»Profissionais de negócios têm sido treinados nas Universidades na importante arte de ouvir seus clientes, mas poucos têm qualquer treinamento teórico ou prático em como descobrir mercados que não existem ainda.

»Os produtos aparentemente inúteis aos nossos clientes atuais podem ser direcionados às suas necessidades futuras. Portanto, cuidado ao se preocupar em apenas melhorar o desempenho de seus produtos para atender as necessidades dos seus clientes atuais, pois quando você menos esperar, um novo entrante poderá fazer algo que a sua empresa simplesmente não via sentido em fazer.»



Administradores, Diego Andreasi







Coleção de postagens sobre inovação de 14 a 17 de janeiro



C. Ossorio, «Corresponsabilización para sostener la equidad e innovación en el sistema. Pacientes y profesionales sanitarios reivindican poder de decisión para que prime la coste-eficacia»


Canaltech, «Cisco vai criar centro de inovação brasileiro para a Internet das Coisas»


Constantin Gurdgiev, «Individualism v Collectivism: Dynamic Effects of Culture on Innovation & Growth»


David Friedman, «How My Son’s Autism Inspired Business Innovation. Tapping the Potential of Young Adults with Autism»


Esquerda.net, «Jorge Malheiros: “Só se inverte esta tendência com criação de emprego estável”»


Floraj, «Quand Internet vient en aide aux copropriétaires»


Forética, «Los incentivos y la buena gobernanza a nivel socio-político, claves para el desarrollo de la innovación en un país»


Hubert Guillaud, «L’innovation est-elle darwinienne?»


Hugo Ferreira Tadeu, «De volta para o futuro: Inflação ou Inovação?»


Issa Goraieb, «La preuve par huit?»


J. F. Santiago, «Empresarios entre la innovación y el arte»


Jean-François Blarel, «Inovação franco-portuguesa»


La Prensa, «Amazon innova en la forma de contratar. Un grupo de empleados de la compañía está a cargo de entrevistar a los candidatos y ver si encajan en la empresa»


Matt Arguello, «Making Space for Innovation»


Notícias ao Minuto, «A fase final do prémio internacional Fundação Altran conta com um projeto português. Omniflow consiste numa turbina omnidirecional que permite produzir energia eólica ou solar e vai competir com finalistas espanhóis, belgas, italianos e britânicos»


PR Newswire, «Makheia Group, premier groupe français de création de contenus annonce l’acquisition de l’agence Big Youth, acteur historique de l’innovation digitale»


Prêmio EDP Inovação 2020, «Prêmio EDP Inovação 2020»


SIMI (Sistema Mineiro de Inovação), «Sete anos promovendo inovação em Minas Gerais. O Sistema Mineiro de Inovação comemora sete anos de história, disseminando a cultura da inovação em indústrias e universidades, e enfrentando desafios para superar os gargalos tecnológicos do país»


Sol, «Investigador português eleito para comité europeu de comunicações móveis»


The Information Daily, «UK Local authorities to stage delivery transformation with innovation fund. Local authorities will be able to make use of a £1 million fund under the Delivering Differently government programme»








2014/01/17

«De volta para o futuro: Inflação ou Inovação?»


«Em 2014, comemora-se os vinte anos do Plano Real, sucedido modelo econômico implementado na gestão do Presidente Itamar Franco, pelo então Ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso e por uma notável equipe de economistas, destacando nomes como Gustavo Franco, Pérsio Árida, André Lara Resende, Rubens Ricupero, entre outros.

»Naquela época, vivia-se um tempo de incertezas políticas e econômicas, com gasto público elevado, problemas fiscais e inflação estratosférica, alcançando mais de 10% em um único mês, algo impensável atualmente. Se não bastasse, a história brasileira daquela época remota ainda à famosa década perdida, sendo uma alusão ao período 1980-1990, dado o baixo crescimento nacional.

»Interessante perceber que a releitura de fatos acontecidos há tanto tempo parece bater a porta de todos os brasileiros. Uma simples análise das contas públicas revela um elevado gasto em conta corrente, bem como a baixa qualidade dos serviços públicos prestados em educação, saúde e segurança, citando-os como exemplo.

»Anos de intenso trabalho para ajustes no regime fiscal nacional e pela busca do equilíbrio inflacionário parecem estar sendo esquecidos, com a adoção de uma “contabilidade criativa” pelo governo. O legado atual pode custar caro no curtíssimo prazo, considerando a hipótese de uma redução dos estímulos econômicos do Banco Central americano, o que, em tese, reduziria a atratividade da economia brasileira. No longo prazo, realizar investimentos em educação e saúde, sem a devida capacidade de exploração das reservas de petróleo é similar ao que é conhecido como “doença holandesa”, quando a abundância de recursos naturais pode levar um país à bancarrota.

»Mais uma vez parece que voltamos de volta ao passado e o futuro cada vez mais distante. Ao que tudo indica, falta ao Brasil uma capacidade maior de articulação estratégica entre o setor público e privado, elegendo pilares de curto e longo prazo rumo ao desenvolvimento e ganhos reais de produtividade. Seria o momento para não mais trabalhar contra a inflação, dada a experiência adquirida neste assunto nas últimas décadas. Logo, que tal trabalhar para melhorar o ambiente de negócios e estimular práticas inovadoras?

»Se o ambiente de negócios fosse mais atrativo, com menos burocracia e impostos a pagar, talvez pudéssemos desfrutar de um ambiente de maior crescimento e surgimento de empresas relevantes. Dados do Banco Mundial relatam que o Brasil é uma nação muito dependente de exportações de minério de ferro e soja, sendo produtos de baixo valor agregado. A capacidade para o surgimento de empresas de tecnologia similares as startups americanas ainda é baixa.

»Exemplos positivos precisam ser mais explorados, em busca de uma agenda criativa. Por que não exportar técnicas de gestão, citando casos como dos executivos brasileiros que lideram empresas em amplo crescimento nos setores de bebida e de alimentação em território americano? Por que não vender mais aviões e tecnologias de última geração para todo o mundo? Que tal utilizar experiências há mais de vinte anos conhecidas, como as do ITA e Embrapa e constituirmos conhecimento relevante e de ponta para as nossas empresas? Finalmente, por que não pensar em um ambiente de futuro para se fazer negócios, bem planejado e mais favorável para o crescimento?

»Que 2014 não seja um ano para se relembrar de histórias já ultrapassadas, como a remarcação de preços ou adoção de indexadores, mas sim de uma agenda positiva e com o propósito de se criar um país de futuro, por mais que há mais de vinte anos este desejo vem sendo uma vontade.»



Instituto Millenium, Hugo Ferreira Tadeu







2014/01/16

«Cisco vai criar centro de inovação brasileiro para a Internet das Coisas»


«A Cisco anunciou a instalação de um de seus centros de pesquisa para a Internet das Coisas no Brasil. Segundo o presidente da empresa, John Chambers, a ideia é investir cada vez mais na onda dos aparelhos interconectados, que para a companhia será a próxima onda de inovação mundial e, claro, um dos grandes negócios para o futuro próximo.

»O anúncio contou com uma boa dose de entusiasmo da parte de Chambers, conforme reportado pelo Financial Times. De acordo com dados apresentados pela Cisco, a introdução de sistemas que interligam diversos equipamentos diferentes deve trazer US$ 19 trilhões em novos lucros pelos próximos anos, além de resultar em grande economia de dinheiro para empresas e governos.

»Para mostrar que acredita na ideia, a Cisco está não apenas anunciando a instalação de uma base no Brasil – além de em outros países como Canadá, Coreia do Sul e Alemanha. A companhia também conta com um fundo de US$ 100 milhões dedicado exclusivamente a investimentos em startups ou empresas menores que possuam boas ideias relacionadas à Internet das Coisas e que querem mudar a forma como as pessoas interagem com a tecnologia em seu cotidiano.

»Com a perspectiva de crescimento no número de dispositivos atingindo a casa das dezenas de bilhões para os próximos seis anos, Chambers acredita que a transformação global vai acontecer simultaneamente em todo o mundo. O fenômeno da vez, na visão dele, é diferente de outras tendência tecnológicas, que muitas vezes são adotadas primeiro nos Estados Unidos e Europa para só mais tarde chegarem a outros territórios do mundo.

»As cidades inteligentes estão entre os principais pontos de interesse para a Cisco. Entre os exemplos citados por Chambers de como a tecnologia pode reduzir os custos de administração públicas estão sensores que controlam a produção de lixo e sistemas para administração de iluminação ou transporte públicos.»

Canaltech







2014/01/15

«Sete anos promovendo inovação em Minas Gerais. O Sistema Mineiro de Inovação comemora sete anos de história, disseminando a cultura da inovação em indústrias e universidades, e enfrentando desafios para superar os gargalos tecnológicos do país»



«Membros da equipe Simi comemoram o sucesso de mais um Siminove.»


«O Sistema Mineiro de Inovação (Simi) foi o primeiro sistema estadual de inovação em todo o Brasil, criado em 2006, pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes) e a Fundação de Amparo à pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). Neste mês de dezembro, em que se comemora os sete anos de atuação do Simi, comemora-se também os resultados das ações e programas realizados durante toda esta trajetória, com saldo positivo e a certeza de que é possível transformar grandes ideias em inovação.

»Responsável pela disseminação da cultura do empreendedorismo e inovação em Minas Gerais, o Simi tem como principal objetivo fortalecer a economia e impulsionar o desenvolvimento do Estado e do país por meio da construção de soluções que atendam às necessidades tecnológicas do mercado e também da sociedade. Diante dos grandes desafios do cenário brasileiro, ressalta-se a importância estratégica do empreendedorismo para o Estado e para o país, bem como da articulação da rede de inovação para garantir que ela aconteça.

»Segundo o secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado de Minas Gerais, Narcio Rodrigues, o Simi coloca Minas no protagonismo da área de inovação. “Essa concertação do Simi faz bem a Minas e cumpre um papel estratégico de estimulo à inovação e de torná-la presente em todas as áreas de atuação e decisão do Governo e da sociedade. Os resultados hoje traduzem o acerto da iniciativa do Governo há sete anos”, afirma. Ele acrescenta ainda que a motivação diferenciada do Estado para promover a inovação em todos os níveis deve servir de exemplo para outras ações: “É importante que no futuro possamos estender o Simi para gestões municipais e também para a atividade do agronegócio, assim como já foi feito com os Polos do café, leite e genética bovina”.

»Conforme explica o secretário adjunto da Sectes, Evaldo Vilela, além do patrocínio e parceria, as ações da Simi foram complementadas pela Fapemig, o que foi fundamental para a sistematização dos processos relativos à inovação no Estado. “Estamos muito felizes com os resultados, mas sozinho não se pode transformar a realidade. É interessante ver que o Simi contribui e faz parte do processo de inovação no Estado e, mais ainda, que conta com todos os parceiros para criar uma nova realidade de inovação em Minas Gerais”, declara. E completa: “O Simi provou que tem uma utilidade para o Estado na medida em que se tornou perene. Isso já é uma certeza que temos, especialmente agora, com sete anos”.

»O sucesso da empreitada só foi possível devido aos investimentos do Governo de Minas e do trabalho e dedicação da equipe, coordenada pelo superintendente da Sectes, José Luciano Pereira, que congregou esforços para o avanço das ações. “Em um país que os índices relativos à inovação são apresentados por números tímidos, nossa tarefa de estimular o ambiente inovador e o empreendedorismo de base tecnológica reveste-se de importância estratégica”, ressalta. Conforme adianta, a meta para os próximos anos é consolidar a integração do Simi com a Fapemig e aumentar seu raio de ação, trazendo os ambientes de inovação, parques e incubadoras, para ações conjuntas com esta indispensável política de governo em prol do desenvolvimento mineiro.



»Parcerias multilaterais

»A interação entre estudantes, pesquisadores e o setor empresarial é fundamental para otimizar os recursos e tecnologias que são desenvolvidas nos tantos centros de excelência espalhados pelo Estado. Neste sentido, o Simi possui diversos programas que, entre outras ações, os coloca em contato para que possam promover parcerias e gerar novos negócios.

»Entre os principais programas realizados em conjunto com as universidades estão o Seminário de Inovação e Empreendedorismo (Siminove) (Foto: Prof. Evaldo Vilela faz palestra em Uberaba, durante a terceira edição do evento), o Programa Mineiro de Empreendedorismo na Pós Graduação (PMEPG) e os Encontros de Inovação, que acontece em parceria com empresas. O objetivo é criar uma rede de inovação e transformar o conhecimento científico em produtos inovadores para o mercado. O trabalho feito junto aos estudantes de pós-graduação (PMEPG) deverá, ainda, evoluir para um projeto estratégico de incentivo à cultura empreendedora que culminará na criação da Escola de Empreendedores.

»Do lado das empresas, algumas experiências bem sucedidas foram possíveis a partir de investimentos associados a ambientes de inovação e agentes externos. Exemplos são algumas ações realizadas com o intuito de diversificar os agentes de inovação dentro e fora do país. Em Minas Gerais, há importantes referências desses esforços, como os Centros de Pesquisas e Desenvolvimento da Embraer, Ericsson e CSEM Brasil. A partir de experiências como essas, o Estado tem estimulado competências capazes de produzir tecnologias apropriadas para atender suas demandas.

»Além disso, o Simi também apoiou diversos eventos estratégicos relacionados ao empreendedorismo, como o CEO Summit, organizado pela Endeavor, Open Innovation Week (Wenovate - Open Innovation Center), Semana FDC de Empreendedorismo (Fundação Dom Cabral), Semana Internacional de Empreendedorismo (Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica), Innovation Link (Universidade Federal de Viçosa), dentre outros pelo Estado.



»O Saldo da inovação


»Encontros de Inovação:

»- 54 encontros desde sua criação, em 2006

»- Mais de 2.300 participantes

»- 703 instituições de 196 diferentes cidades


»Rede Simi:

»- 7.434 usuários cadastrados na rede social da inovação

»- 1.476 instituições

»- 849 oportunidades de ofertas e demandas registradas


»Siminove:

»- 4 Seminários de Empreendedorismo e Inovação (2012 e 2013)

»- Cerca de 2 mil participantes


»Programa Mineiro de Empreendedorismo na Pós Graduação:

»- 15 instituições de ensino e pesquisa de MG

»- Cerca de 360 participantes nas duas edições

»- 74 Planos de Inovação gerados nas duas edições

»- 9 visitas técnicas à empresas inovadoras de Minas Gerais em 2010

»- 168 participantes no Innovation Camp»



SIMI (Sistema Mineiro de Inovação)







2014/01/14

«Prêmio EDP Inovação 2020»


«O Prêmio EDP Inovação 2020 é uma iniciativa do Grupo EDP para incentivar a inovação, a sustentabilidade e o empreendedorismo no Brasil, por meio do estímulo ao desenvolvimento de negócios para Cidades Inteligentes.

»Para participar é muito simples, basta se cadastrar na rede do Prêmio e inscrever sua ideia! Na parte de “Conteúdos”, você pode acessar vídeos, notícias e livros sobre Cidades Inteligentes, Empreendedorismo e Geração de Ideias, que foram selecionados para ajudar a fomentar a criação de novas ideias de negócios. Os autores das 30 ideias selecionadas ganharão um curso on-line de empreendedorismo e, após o curso, deverão submeter, em uma única página, seu modelo de negócios, que terá como base o modelo Canvas.

»Quais as vantagens de participar do Prêmio? São diversas! Escolheremos as 10 equipes com os modelos finalistas, que ganharão uma passagem com todas as despesas pagas para São Paulo, para participar de uma capacitação presencial que envolverá uma parte de construção de habilidades empreendedoras com a Bel Pesce, escolhida Empreendedora do Ano no Prêmio Sparks Award Brasil e eleita uma das 100 pessoas mais influentes do Brasil em 2012, além da mentoria no modelo de negócios e preparação para a banca com experts no assunto! Nesse evento de capacitação presencial, os participantes selecionados terão contato com os nossos parceiros e receberão coaching de sobre o que fazer depois do Prêmio, como, por exemplo, conseguir um “investimento anjo” ou ser selecionado por uma aceleradora de negócios.

»Para essa edição, daremos R$ 100 mil em prêmios, incluindo: R$ 25 mil para a equipe vencedora, R$ 15 mil para a segunda colocada e R$ 5 mil para a terceira. O primeiro colocado ainda ganha uma viagem, com acompanhante e todas as despesas pagas, para o Vale do Silício (Califórnia, EUA), para conhecer esse ambiente empreendedor e visitar grandes empresas como Google e Facebook, além de aceleradoras de negócios e startups. As 3 equipes vencedoras ainda ganham mentoria individualizada após o Prêmio.

»Qualquer dúvida, entre em contato conosco através do e-mail premioedp2020@edpbr.com.br. Contamos com a sua participação!»


«A EDP divulga selecionados para a etapa final do Prêmio EDP Inovação 2020»


Prêmio EDP Inovação 2020








Coleção de postagens sobre inovação de 7 a 10 de janeiro



AICEP, «SPI assina novo acordo de parceria estratégica com a Peking University Suzhou International Technology Transfer Center»


Ana Bárbara Matos, Ana Sofia Figueiredo, Ana Filipa Mesquita, Isadora Freitas, Sara Silva, «O Revivalismo no Porto: Mudam-se os tempos... Mas e as vontades?»


Center for American Progress, Mortgage Finance Working Group, «Expanding Access Through Responsible Innovation: The Market Access Fund»


Diário de Notícias, «Tecnologia made in Bragança vai revolucionar radiodifusão»


Estrategia & Negocios, «Cinco startups latinoamericanas que destacaron en 2013. En 2014 tendrán el reto de consolidarse y lograr atraer a inversionistas»


Fabiana Cardoso, «Estácio Lança Maior Biblioteca Digital da América Latina. A Instituição passa a contar com um acervo formado por bibliotecas unificadas de 63 países»


Gi Group, «Wyser traça perfil do executivo brasileiro»


Jornal Novo Tempo, «Inovação industrial brasileira esbarra em burocracia»


Julia King, «Portugueses sorriem muito pouco, estudo científico pioneiro com 10 anos». O estudo foi realizado pelo Laboratório de Expressão Facial da Emoção (FEELab/ UFP), da Faculdade de Ciências da Saúde (FCS) da Universidade Fernando Pessoa (UFP)


Márcio Juliboni, «Por que a Vigor pegou um caminho sem volta com o iogurte grego. Para Gilberto Xandó, presidente da empresa, produto marca um novo modelo de negócio»


Martín Sola, «La conversación digital de 2014. El cruce de caminos entre lo digital y lo físico implica que muchas de las disrupciones que lo digital generó en sectores tales como la música, los libros o el cine comienzan a generarse en el mundo de las manufacturas»


Motocompetición, «Michelin en el Dakar 2014: Por el deporte y por la innovación (Desde 1982, el Grupo Michelin se compromete regularmente con el Dakar, una prueba que tiene un sentido especial para el fabricante)»


Oxylane, «Tribord, vainqueur des Oxylane Innovation Awards (OIA) 2014»


Paré à Innover, «Serge Kergoat: “Pour réussir, la curiosité est essentielle”»


Patrick Seghi, «Lille: avec la start-up Missmap, Christian Kelma met le monde en cadre. “Nos cartes couvrent tous les lieux de la planète”»


Peru this Week, «Canada supports Peru’s efforts in healthcare innovation»


Ruth Blatt, «The Remarkably Simple Technique Behind These Innovations In Music And In Business»


Ruth Ladenheim, «Innovación y desarrollo»


The Official Government Website of Jilin Province, «Changchun Microsoft Innovation Center Was Inaugurated. It is the first automotive industry-focused innovation center built by Microsoft in the world»


UQAR (Université du Québec à Rimouski), «Le succès entrepreneurial rime avec innovation»








2014/01/10

«Wyser traça perfil do executivo brasileiro»


«Os executivos brasileiros consideram a ética e a capacidade de inovação como as características mais importantes para quem assume o cargo de liderança, têm uma visão tranquila em relação às oportunidades de emprego e tendem a escolher empresas que oferecem, acima de tudo, oportunidade de ascensão profissional e bom ambiente de trabalho com benefícios. É o que revela uma pesquisa da Wyser, divisão de média gerência do Gi Group, multinacional italiana de recursos humanos.

»A pesquisa, realizada entre 1450 gerentes, avalia o perfil e a visão do mercado de trabalho dos profissionais de seis países do Bric’s (China, Índia e Brasil) e da Europa (Itália, Bulgária e Sérvia). No Brasil foram entrevistados 150 executivos, em sua maioria do sexo masculino (53,30%), na faixa etária de 31 e 50 anos, com nível de instrução médio alto e mais de 15 anos de experiência profissional. A maior parte dos pesquisados atuam em empresas de pequeno porte, em setores de serviços (26%), indústria (21,30%) e comércio (15,30%).

»Segundo o relatório da Wyser, cerca de 38% dos entrevistados brasileiros citaram a ética como o requisito mais importantes para um gerente. Em seguida vem a autonomia e responsabilidade, apontada por 34% dos entrevistados. De todos os países pesquisados, o Brasil é o que mais valoriza profissionais inovadores.

»Enquanto que na Itália e na Índia se sobressaíram outras características, como a forte capacidade de comunicação e de se relacionar com as pessoas. Já na China, o gestor ideal deve ser responsável (36,3% dos entrevistados) e executor com visão estratégica de alta diretoria (34,7%), e na Bulgária a capacidade de lidar com diversidades está entre as características mais emergentes (34%).


»O emprego ideal

»A pesquisa da Wyser avaliou ainda o comportamento dos executivos na hora de buscar uma recolocação no mercado e o que os leva a permanecer no emprego. As redes sociais, como Linkedin, e outros networking para profissionais são pouco utilizados praticamente em todos os países consultados. De um modo geral, os gerentes preferem se candidatar em sites de emprego e corporativos ou buscar colocação entre os colegas de profissão, contatos nas entidades de classe e pessoas com quem tem algum relacionamento e nas empresas especializada em recursos humanos.

»Os países do Bric’s foram os que apresentaram uma visão mais tranquila em relação ao mercado de trabalho. Os executivos brasileiros, assim como os indianos, estimam que seriam necessários cinco meses e meio para conseguir um novo emprego. Entretanto, os mais otimistas são os chineses, que acreditam que conseguiriam uma recolocação em apenas três meses. E os europeus, especialmente os sérvios e italianos, apresentam uma visão mais pessimista, e estimam que levariam de 14 a 16 meses para encontrar uma nova oportunidade de trabalho.

»Os executivos brasileiros, assim como os do Bric’s, tendem a optar e permanecer em empresas que ofereçam bom ambiente de trabalho e remuneração fixa com benefícios (auxílio para alimentação, transporte, assistência médica, entre outros) e a possibilidade de ascensão profissional. E os europeus também priorizam segurança na hora de escolher uma proposta de trabalho.»


Gi Group








2014/01/09

«Por que a Vigor pegou um caminho sem volta com o iogurte grego. Para Gilberto Xandó, presidente da empresa, produto marca um novo modelo de negócio»


«Lançado em julho de 2012, no mesmo dia em que o similar da Nestlé, o iogurte grego tornou-se o cartão de visitas da nova fase da Vigor em muitos sentidos: rejuvenesceu a marca, dobrou a fatia de consumidores das classes A e B nas vendas e conquistou as mulheres. Mas, para o presidente da empresa, Gilberto Xandó, o principal feito foi comprovar o sucesso da estratégia de investir pesadamente em inovação.

»“Lideramos a maior revolução do segmento brasileiro de lácteos dos últimos anos e criamos um novo mercado”, afirma. O desafio agora, segundo o executivo, é não parar. “A Vigor assumiu o papel de protagonista e não tem como voltar”, diz. Hoje, a Vigor é a marca mais lembrada pelos consumidores de iogurte grego, com 58% das respostas. O principal concorrente (não revelado pela empresa) tem menos da metade disso: 24%.

»Apostar na inovação é uma das lições aprendidas por Xandó nos tempos de diretor de vendas da fabricante de cosméticos Natura. Por isso, desde que assumiu a presidência da empresa de lácteos da família Batista, dona também do frigorífico JBS, o executivo passou um pente-fino no catálogo de produtos e concentrou esforços naqueles que representam uma novidade.

»Para ter uma medida precisa de como anda a estratégia, Xandó introduziu na companhia um velho conhecido da Natura: o índice de inovação, que mede a fatia dos produtos lançados até 24 meses atrás sobre a receita dos últimos 12 meses. Há dois anos e meio, o índice era de 1,5% na Vigor. Agora, encerrou 2013 em torno de 19%. Somente no ano passado, a Vigor lançou mais de 20 produtos, com novas versões do iogurte grego como carro-chefe. Para se ter uma ideia de onde essa linha de trabalho pode chegar, basta lembrar que o índice de inovação da Natura terminou setembro em quase 64%.

»Ao investir nesta estratégia, a Vigor também explora uma vantagem bem conhecida: produtores inovadores geralmente oferecem mais rentabilidade. No acumulado até setembro (últimos dados disponíveis), cada tonelada de lácteos vendida pela empresa gerava uma receita líquida consolidada de R$ 5.980, mais que o dobro dos R$ 2.115 provenientes de cada tonelada de leite UHT (o tradicional leite longa vida).


»Integração da Itambé

»Agora, os mesmos princípios devem ser aplicados à Itambé, que teve 50% de seu capital vendido à Vigor por R$ 410 milhões. O negócio, anunciado em fevereiro, foi aprovado em maio pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O acordo criou uma empresa com faturamento estimado de R$ 4 bilhões. Somente no acumulado até setembro, quando a Vigor já pôde contabilizar os resultados da Itambé de julho a setembro, a empresa viu sua receita saltar 73%, para R$ 1,7 bilhão.

»“A Itambé tem uma lição de casa para fazer”, diz Xandó. Entre as tarefas, estão aumentar a fatia de produtos refrigerados em suas vendas. No terceiro trimestre, por exemplo, 62,3% da receita líquida da Itambé veio dos chamados produtos secos, como leite em pó. Os lácteos ficaram com 19,4%, bem distante dos 57% que representaram na Vigor. “Vamos fazer, na Itambé, o que fizemos na Vigor nos últimos dois anos e meio”, afirma Xandó. Será mais uma empresa do grupo a pegar o caminho da inovação – uma estrada sem volta, se depender do executivo.»


IstoÉ Dinheiro, Márcio Juliboni







2014/01/08

«Inovação industrial brasileira esbarra em burocracia»


«De acordo com a última Pesquisa Industrial de Inovação Tecnológica (Pintec), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a proporção de indústrias que introduziram pelo menos um produto ou processo inovador caiu de 38,1% em 2008 para 35,6% em 2011. O resultado é reflexo da crise econômica que assolou o mundo inteiro dois anos antes, mas o excesso de burocracia para empreender e a falta de capilaridade dos investimentos e subvenções indicam que pouco mudou de lá para cá.

»Dificuldades - De acordo com empresários e especialistas do setor, a dificuldade começa quando um empreendedor tenta abrir uma startup (empresa tecnológica em estágio inicial), contratar funcionários e ter acesso a fundos públicos e privados de financiamento. “Este é um dos mais elementares motivos para o modesto índice de inovação registrado no Brasil”, afirma Carlos Eduardo Calmanovici, presidente da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei). Segundo ele, um dos exemplos que evidencia essa morosidade é o número de patentes aguardando análise no Instituto Nacional de Patentes Industriais (Inpi): 160 mil. “Além do mais, é muito difícil contratar o pesquisador sem que ele se desligue de uma universidade, onde leva sua pesquisa. Falta segurança jurídica”, explica.

»Concentrado - A falta de capilaridade dos recursos é outro ponto que tem travado a inovação no país. No Paraná, por exemplo, apenas 442 empresas realizam projetos internos de pesquisa de desenvolvimento (P&D). “É muito pouco. É preciso expandir e garantir que a inovação chegue a mais empreendimentos”, afirma o gerente de inovação do Senai no Paraná, Filipe Cassapo. No entanto, ele acredita que aos poucos os fundos de inovação estão capilarizando suas atuações, o que pode ter impacto positivo para os próximos anos. “Alguns programas específicos para regiões menos favorecidas foram criados nos últimos meses porque a concentração estava muito flagrante”, explica Cassapo. Um deles é o Tecnova, da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), que lançou em julho um projeto de subvenção de R$ 190 milhões em todo o Brasil, mas com recursos mínimos destinados para cada estado.

»Regulamentação - Uma ação que eliminaria boa parte dos entraves burocráticos existentes hoje e, consequentemente, levaria a inovação a um maior número de empresas é a regulamentação da Lei de Inovação. Aprovada no Paraná na metade do ano, o texto ainda não define quais os métodos de subvenção econômica e abatimento tributário para as empresas inovadoras. “É preciso regulamentar a lei o quanto antes. Só com uma regra clara que poderemos mudar de patamar”, observa Cassapo.

»Gastos em pesquisa crescem em três anos - A queda da taxa de inovação contrasta com indicadores da Pintec que apontam um aumento das atividades de pesquisa e desenvolvimento (P&D) das empresas brasileiras. O investimento total das empresas em atividades inovadoras em 2011 foi de R$ 64,9 bilhões – ou 0,71% da receita líquida de vendas das indústrias em pesquisa e desenvolvimento, percentual acima dos 0,62% registrados em 2008. A relação destes investimentos com o Produto Interno Bruto (PIB) do país, no entanto, ainda deixa o Brasil bastante abaixo de outras nações. Enquanto por aqui o índice está em 0,59%, a China gasta 1,38% e nos Estados Unidos a proporção está em 1,83%.»


Jornal Novo Tempo, Ocepar







2014/01/07

«Estácio Lança Maior Biblioteca Digital da América Latina. A Instituição passa a contar com um acervo formado por bibliotecas unificadas de 63 países»


«A Estácio é uma das maiores e mais conceituados grupos de ensino superior da América Latina, a Estácio atua há 43 anos no país. A instituição, presente em todas as regiões geográficas do Brasil, possui cerca de 4 mil funcionários, corpo docente de 7,5 mil professores e 340,4 mil alunos matriculados. Formada por 39 instituições de Ensino Superior, entre Universidades, Centros Universitários e Faculdades, está presente em 20 estados e no Distrito Federal.

»Com um total de 79 campi, a instituição oferece diversos cursos presenciais e a distância de Graduação Tradicional, Tecnológica e Licenciatura nas áreas de Ciências Exatas, Biológicas e Humanas, cursos de pós-graduação lato sensu presenciais e a distância, cinco cursos de Mestrado e três cursos de Doutorado (Direito, Odontologia e Educação), agora tem muito mais a comemorar com o lançamento da sua Biblioteca Digital.

»Com um acervo formado por cerca de 64 milhões de arquivos digitais, como teses, dissertações, artigos, livros e vídeos - todos em texto completo, abertos e gratuitos, a nova biblioteca digital oferecerá aos alunos e alunas a produção científica de mais de 1.600 universidades e centros de pesquisa de 63 países.

»O projeto se tornou possível através da inserção da pós-graduação da Estácio no Open Archives Initiative, um consórcio internacional formado por renomadas instituições como, por exemplo, as universidades de Harvard, Oxford, Cambridge, Université de Paris, Universidade do Minho, como também pela USP, UNCAMP, UNB, UFMG, Senado Federal e Conselho Nacional de Justiça. Importantes acervos institucionais, como a Open PubMed, Scielo, Redalyc e Bibliotecas Nacionais da França, Portugal e Espanha, também estão integrados. Em um único sistema, simples e intuitivo, os alunos da Estácio e a comunidade poderão buscar e baixar gratuitamente todo o universo do conhecimento gerado e disponibilizado por estas instituições de pesquisa e cultura que operam em parceria.

»Toda a infraestrutura tecnológica da Biblioteca Digital foi desenvolvida pela Phorte Inovação, departamento de inovação do Grupo Phorte, parceiro da Estácio nos novos cursos de pós-graduação. A Phorte Inovação acumula sete anos de pesquisas aplicadas a tecnologias de educação superior e é pioneira na América Latina na tecnologia de Open Archives. O Prof. Giovanni Eldasi, coordenador científico deste departamento, aponta que o acervo será especialmente útil como fonte para a elaboração dos trabalhos de conclusão de curso (TCC) da graduação e pós-graduação da Estácio.

»A Biblioteca Digital da Estácio já está disponível no portal da pós-graduação http://posestacio.com.br/biblioteca/

»A Biblioteca Digital Estácio de Sá contém:

»77269605 itens completos, abertos e gratuitos que aumentam a cada minuto.

»Bibliotecas Unificadas de 63 países

»Acervos de 1643 Universidades e Centros de Pesquisas

»Artigos de 48.567 Revistas Científicas

»4.270 Vídeo Aulas Universitárias»




Segs.com.br, Fabiana Cardoso







Coleção de postagens sobre inovação de 31 de dezembro a 3 de janeiro



Abílio Vilaça, «O IPCA e o produto Turístico “Roses Valley” de Kazanlak»


Assessora de Imprensa Fibria, «Fibria reúne profissionais de todo o Brasil durante o 10º Encontro de Operadores de Caldeiras de Recuperação. Esta é a primeira vez que a Fibria, Unidade Três Lagoas, sedia o evento»


Bulletins Electroniques, «Les dernières priorités de Singapour pour l’innovation»


Cámara de Comercio, Industria y Navegación de Santa Cruz de Tenerife, «La Factoría de la Innovación Turística de Canarias (FIT Canarias) nace con la vocación de convertirse en un referente internacional. Cabildo de Tenerife, Cámara de Comercio, Ashotel y Ayuntamiento de Adeje forman parte de este centro que es pionero en su ámbito en toda Europa»


Claire O’Connell, «Science Foundation Ireland (SFI) highlights 2013 achievements and outlines plans for 2014»


Dinheiro Vivo, «Oliveira & Irmão investe no Brasil, Colômbia e México em 2014. OLI é especialista em artigos sanitários»


Estrategia & Negocios, «LG gana 15 premios a la innovación. Los reconocimientos son entregados por el Consumer Electronics Association»


Guillaume Lamy, «Gastronomie spatiale / Spacefood : Ducasse en orbite»


Juan Camilo Quintero, «Innovación en Colombia: Más cosmética que realidades»


Labels & Labeling, «Label and package printing markets look forward to 2014»


Londrix Comunicação, «Ecodesign: tendência para consumidores engajados na causa ambiental»


Mercedes González, «FEDA expone 60 ideas con futuro empresarial en busca de nuevas puertas comerciales»


Notícias ao Minuto, «O fabricante de mobiliário urbano Larus vai entrar nos Emirados Árabes Unidos, com a primeira encomenda de equipamentos de sinalética turística, viária e pedonal até ao final de 2014, disse hoje o fundador da empresa portuguesa»


ParisTech Rev, «Qui seront les ingénieurs de demain?»


Patrícia Gomes, «Cooperativa europeia de negócios sociais chega ao Brasil. Groupe SOS traz expertise de medição de impacto ao cenário brasileiro»


RĒUSSIR Business, «Pourquoi le sport-business fait courir les Qataris?»


Rhode Island School of Design Events, «2014 West Coast Accelerator Innovation Summit»


RTP (Rádio e Televisão de Portugal), «A Trienal de Arquitetura de Lisboa “fecha um ciclo”, ao fim de três edições, “depois de ter questionado muito as respostas mais óbvias” com o formato desenhado pelo terceiro evento, sublinhou hoje o presidente da entidade, José Mateus»


Suzanne Deffree, «Accidental engineering: 10 mistakes turned into innovation»


Yuri Vasconcelos, «Quem procura acha. Centro de Engenharia do Google no Brasil responde por mudanças relevantes no sistema de busca»








2014/01/03

«Ecodesign: tendência para consumidores engajados na causa ambiental»


«A preocupação com a ecologia já chegou há algum tempo ao desenvolvimento de móveis e objetos de decoração. Hoje, existem até empresas especializadas em produzir para este consumidor consciente, como é o caso da EcoDesign. Os produtos, neste caso, têm como premissa a preservação do meio ambiente, aliada à inovação em design de móveis.

»A loja mantém site na internet e é especializada em móveis e peças de decoração sustentáveis, seguindo “conceitos importantes para pessoas de bom gosto e com consciência ecológica”. As peças, informa a empresa, são criadas a partir de matéria-prima reutilizada, materiais que são descartados por seus primeiros usuários e depois das suas primeiras finalidades como: pallets, caixotes de feira, madeira de demolição, carretéis de fios, etc.

»E tem mais: “Em todas as etapas de desenvolvimento das peças existe um compromisso ambientalmente amigável, nas quais são utilizados materiais menos poluentes, como: tintas a base de água, tecidos ecológicos e óleo natural para tratamento e embelezamento da madeira, que evita o consumo de solventes e outros materiais provenientes do petróleo; também priorizamos a economia de energia de todas as fontes envolvidas nos processos. Reaproveitamos água da chuva, através do uso de cisterna em nossa fabrica, poupando assim água da rede pública.”

»As peças da EcoDesign tendem à simplicidade para evitar consumo desnecessário de materiais e energia, e “são construídas para garantir maior durabilidade, evitando a reposição e o descarte”, assegura a empresa.


»O conceito

»De acordo com o site do Ministério do Meio Ambiente (MMA), ecodesign é todo o processo que contempla os aspectos ambientais onde o objetivo principal é projetar ambientes, desenvolver produtos e executar serviços que de alguma maneira irão reduzir o uso dos recursos não-renováveis ou ainda minimizar o impacto ambiental dos mesmos durante seu ciclo de vida.

»Isto significa reduzir a geração de resíduo e economizar custos de disposição final.

»"O ecodesign é uma ferramenta de competitividade utilizada pelas empresas nas áreas de arquitetura, engenharia e design, tanto no mercado interno quanto externo, atendendo novos modelos de produção e consumo, contribuindo para o desenvolvimento sustentável através da substituição de produtos e processos por outros menos nocivos ao meio ambiente", diz o MMA.

»Segundo Ezio Manzini, ecodesign é "a atividade que, ligando o tecnicamente possível com o ecologicamente necessário, faz nascer novas propostas que sejam social e culturalmente aceitáveis."


»O que deve ser observado

»Alguns princípios de ecodesign que estão sendo incorporados pelas indústrias, segundo o MMA:

»1) Escolha de materiais de baixo impacto ambiental: menos poluentes, não tóxicos, de produção sustentável ou reciclados, ou ainda que requeiram menos energia na fabricação;

»2) Eficiência energética: minimização do consumo de energia para os processos de fabricação;

»3) Qualidade e durabilidade: produtos mais duráveis e que funcionem melhor, a fim de gerar menos lixo;

»4) Modularidade: objetos com peças intercambiáveis, que possam ser trocadas em caso de defeito, evitando a troca de todo o produto, o que também gera menos lixo;

»5) Reutilização/Reaproveitamento: projetar produtos para sobreviver ao seu ciclo de vida, podendo ser reutilizados ou reaproveitados para outras funções após seu primeiro uso.»



Planeta Sercomtel, Londrix Comunicação