2014/11/28

2º dia do Congresso Facesp é marcado por homenagem a associações e apresentação do Empresômetro pelo ministro Afif





Maxpress (Maxetron – Serviços de Tecnologia e Informações)

BRASIL

«O segundo dia do Congresso da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), em Águas de Lindoia, foi marcado pela palestra do ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos, e pelas homenagens a associações comerciais. Ao todo, foram 1.200 credenciamentos para os dois dias de Congresso.

»Guilherme Afif falou sobre ações do Ministério, norteadas pelo lema “pensar simples”. Entre elas está a ampliação do Simples, aprovada por unanimidade pelo Congresso neste ano. Afif aproveitou o encontro com integrantes das ACs e empresários para mostrar o recém-lançado Empresômetro. A ferramenta mostra estatísticas relativas a abertura e fechamento das micro e pequenas empresas e do Simples Nacional, exibidas em tempo real, detalhadas por cidade, estado e atividade econômica.

»O ministro ressaltou seus laços com as entidades. “As associações comerciais são a base da minha vida. Toda a minha carreira , tudo o que aprendi em termos de vida pública, eu devo a todos vocês, a essa convivência magnífica desde 1976”, disse. O palestrante também frisou a importância das MPEs: “Não existe politica pública de geração de emprego e renda autossustentável. O Brasil está convencido de que quem sustenta o emprego e a renda são as pequenas empresas”. .../...»





2014/11/27

Reforma de Marconi quer Estado mais útil pra sociedade. Cerebraço é mais inteligente do que bundaço





Jornal Opção
Editorial

BRASIL

«Reforma administrativa tem como objetivo tornar o Estado mais barato para a sociedade e possibilitar que o governo tenha recursos para melhorar serviços e a qualidade de vida das pessoas. O governador também pensa na possibilidade de 2015 ser um ano de forte crise econômica.

»A economista italiana Mariana Mazzucato escreveu um livro que é lido tanto por governantes quanto por empresários de todo o mundo. “O Estado Empreendedor — Desmascarando o Mito do Setor Público vs. o Setor Privado” (Portfolio Penguin, 304 páginas, tradução de Elvira Serapicos) é um best seller mundial e possivelmente deve ter sido lido pelo governador de Goiás, Marconi Perillo, pelo secretário de Gestão e Planejamento, Leonardo Vilela, por Igor Montenegro, agora superintendente do Sebrae, e pelo economista Giuseppe Vecci, deputado federal eleito pelo PSDB. A professora de política científica e tecnológica da Universidade de Sussex, na Inglaterra, disse, numa entrevista ao repórter Diego Viana, do “Valor Econômico”, que “toda vez que houve crescimento rápido e inovador, havia governos extremamente ativos. É uma questão de aprender as lições e criar governos que consigam construir, com o setor privado, um ecossistema dinâmico e inovador. (…) O Estado não é só um ator importante no mercado, mas, literalmente, forma e dá sentido a um mercado. (…) O mercado capitalista é um fenômeno recente e foi essencialmente promovido por governos. A visão sobre nanotecnologia veio do governo. A visão da internet veio do governo. Ao redor do mundo, hoje, a visão para a energia renovável veio dos governos. É um fato histórico”. Tentar esconder o papel do Estado, como empreendedor, criador e financiador, é um dos mitos dos tempos contemporâneos. Microsoft, Apple e Google, entre outras grandes empresas, devem muito ao Estado americano.

»Quando afirma que, com as reformas atuais e as próximas, planeja construir o “Estado necessário”, Marconi Perillo está dizendo mais ou menos o que sugere Mariana Mazzucato. Noutras palavras, está propondo um Estado mais ativo, arrojado e focado em resultados. Um Estado com mais capacidade de investimento em obras, serviços e inovação é mais útil à sociedade e, portanto, ao mercado. Porém, para investir mais em qualidade de vida e inovação, é preciso sobrar recursos. Em suma, o custo do Estado precisa ser menor, porque senão o dinheiro arrecadado é desviado quase que exclusivamente para financiá-lo. Adiante, o Editorial volta ao assunto.


»O Estado corporativo

»O jornalista Michael Reid, editor da “The Economist”, possivelmente a publicação mais influente do mundo (acima do “New York Times”), é autor do livro “Brasil — A Turbulenta Ascensão de um País” (Campus, 320 páginas, tradução de Cristiana de Assis). Ele foi correspondente da revista inglesa no Brasil e estuda o País com atenção e paixão. Numa entrevista a Jorge Felix, do “Valor Econômico”, Michael Reid diz que não acredita que o Brasil “corra o risco de outro colapso econômico”. Mas receia “que, sem a liderança política e as políticas corretas e sem reformas políticas, entre outras, seu ritmo de avanço poderá decepcionar tanto brasileiros quanto estrangeiros”.

»Contrariando a posição da presidente Dilma Rousseff, Michael Reid afirma que a crise econômica global não é responsável integralmente pelo baixo crescimento da economia patropi. “O Brasil ficou abaixo da média internacional por erros de política econômica e falta de mudanças estruturais para atacar o custo Brasil.”

»No lugar de fazer as reformas tributária, fiscal e trabalhista, Lula da Silva, quando presidente, e Dilma Rousseff “relaxaram”, avalia Michael Reid, e optaram por “aproveitar o boom das commodities”. A chamada âncora verde sustentou o crescimento do País nos últimos anos, mas escondeu a paralisação relativa de outros setores. Há, por exemplo, um processo de desindustrialização acentuado.

»O ministro da Fazenda, Guido Mantega, e Dilma Rousseff são caracterizados como adeptos de uma política “nacional-desenvolvimentista”. Michael Reid prefere outra nomenclatura: “Estado corporativo moderno”. “O PT nasce de uma insurgência pacífica contra o Estado corporativo de Getúlio Vargas, numa greve considerada ilegal, feita por um sindicato não reconhecido, contra, portanto, o coração do Estado corporativo, e a surpresa é que, uma vez no poder, o PT tenha se convertido, tenha se deixado cooptar por esse modelo de Estado, com subsídios, setores escolhidos, ou seja, dinheiro público para ‘insiders’”.

»Por que o PT aderiu ao Estado corporativo e não provocou uma ruptura? O suposto “recuo” do petismo — que criou uma espécie de getulismo sem Vargas, com Lula se tornando uma espécie de novo Getúlio Vargas, um discípulo tardio e de origem operária, um João “Jango” Goulart de barba e mais esperto — se deve ao que Michael Reid chama de “presidencialismo de coalizão”. “Reid concluiu que tudo poderia ter sido diferente se PT e PSDB tivessem constituído um só partido socialdemocrata, na década de 1980, para romper a hegemonia do PMDB. Ou impediriam o velho vício de o moderno se alimentar do arcaico e vice-versa, estancando, assim, qualquer possibilidade de avanço histórico”, escreve Jorge Felix, sintetizando as ideias do jornalista. “O peemedebismo não está limitado ao PMDB, uma forma de fazer política que tem a ver com o arcaico”, assinala o editor da “Economist”.

»Ao se submeter ao Estado corporativo, o governo da presidente Dilma Rousseff — como o de Lula da Silva — contribui para frear o investimento e dificultar “a distribuição de renda por meio de serviços públicos gratuitos e de qualidade, como educação, saúde, ou melhorias no saneamento básico, transportes e mobilidade urbana”. Michael Reid sublinha que “os movimentos de junho de 2013 mostram que a reivindicação era um Estado diferente, um gasto para os cidadãos, no bem-estar da população”. Porém, casado com o sistema arcaico, dificilmente o governo petista terá condições de apresentar respostas consistentes a problemas reais e não meramente ideológicos. O editor de “Economist” diz que o Brasil precisa “elevar o nível de investimento para 24% do PIB” para que se possa chegar a um crescimento de 4% ao ano.

»Se escapar do corporativismo, é provável que a presidente Dilma Rousseff leve o país a um crescimento de 3% a 4% ao ano. Não basta indicar um ortodoxo como Henrique Meirelles para ministro da Fazenda, pois, como afirma Michael Reid, o verdadeiro ministro da Fazenda tem sido, na prática, a presidente. Há uma sinalização de que o PMDB não quer mudança e exige mais controle do governo, sobretudo agora que a oposição, com Aécio Neves, está mais ativa e fortalecida. As entrevistas recentes de petistas, como Lula da Silva, o Sr. PT, e Gilberto de Carvalho, indicam que o PT quer ampliar o Estado corporativo. Noutras palavras, embora Dilma Rousseff tenha dito que é presidente do Brasil e não do PT, este sugere que quer um governo “mais petista”. Qual o motivo disto? O PT já vislumbra o quinto mandato, em 2018, com uma possível candidatura de Lula da Silva. Por isso quer manter um Estado mais “político” e, provavelmente, em “campanha” durante quatro anos. O próximo governo de Dilma Rousseff seria um ensaio-interregno para a volta de Lula. Pode ser bom para o PT e para Lula. Mas não será para a presidente e, sobretudo, para o País. Resta saber se, cercada pelo PMDB e pelo PT, a petista, que não é vista como petista pelos petistas, tem condições de reagir.

»Com as reformas anunciadas na semana passada, o que Marconi Perillo está propondo é um rompimento, ainda que parcial, com o Estado corporativo. O tucano-chefe, como não é ideólogo, apenas não formula a ideia com o vocabulário do britânico Michael Reid. Adiante, quando se falará das reformas, o Editorial voltará à questão.


»Ideias para o País crescer

»O economista Carlos Eduardo Soares Gonçalves, professor da Faculdade de Economia da Universidade de São Paulo e autor do livro “Economia Sem Truques” (Campus, 224 páginas), em parceria com Bernardo Guimarães, escreveu um artigo, “E agora, Dilma”, publicado no “Valor Econômico”, no qual aponta oito pontos “para pôr a economia nos eixos”.

»Carlos Eduardo sugere, em primeiro lugar, a extirpação de “leis de conteúdo nacional, que danificam a produtividade da economia e forçam a sociedade a pagar mais caro pelos bens finais consumidos”. Costuma-se dizer: “Os produtos da Zara na Espanha são mais baratos do que os da Zara no Brasil”. É mais ou menos isto que o economista está apontando, quer dizer, as regras brasileiras tornam os produtos locais mais caros.

»O segundo ponto, conforme Carlos Eduardo, é, “gradativamente, acabar com o esquema de subsídios setoriais implementados pelo hipertrofiado BNDES. Isso gera direcionamento forçado da poupança da economia para quem tem o privilégio de ter acesso facilitado aos cofres dessa instituição”. O economista está criticando a política de formatar “campeões nacionais” (como o grupo JBS-Friboi). Uma ressalva: a economista Mariana Mazzucato avalia que o BNDES tem um papel importante, porque se vive num mundo “em que a finança privada recuou da economia. Quem vai preencher os buracos? Não é qualquer tipo de finança que permite inovação e desenvolvimento econômico, especialmente em novas áreas. É a finança paciente e comprometida com o longo prazo. (…) Um banco público com uma missão, capaz de atrair os melhores cérebros e financiar pacientemente as áreas de fronteira, é uma coisa boa. Precisa ter formas de avaliar o investimento e entender que não se trata de trabalhar simplesmente em mercados preexistentes, mas criar mercados, empurrar as fronteiras de novas áreas. Nessa perspectiva, o modo de avaliar o sucesso do investimento é outro”. A economista italiana sugere, porém, que empresas financiadas pelo capital público doem um pouco mais de si para a sociedade, para o Estado. Sobre o insucesso de alguns empreendimentos financiados pelos bancos públicos, como o BNDES, a doutora em economia afirma que é assim mesmo. Mas um sucesso sólido, como o da Tesla, do setor de energia renovável, já compensa o investimento. “Por que não guardar [para o Estado] alguns direitos e ações da Tesla?” Assim, se poderia cobrir as perdas de outras empresas, como a Solyndra, e o prejuízo público seria menor.

»Voltemos às teses de Carlos Eduardo. O terceiro ponto tem a ver com a reforma tributária, “com ênfase em diminuição de custos de transação, simplificação de procedimentos, unificação de tarifas em torno de um imposto de valor agregado nacional. E precisamos reverter as desonerações setoriais, que geraram forte queda no superávit primário e nenhuma melhora no desempenho da economia. Por fim, no front fiscal, o governo precisa parar de maquiar as coisas”.

»O quarto ponto diz respeito a “mais abertura comercial, menos proteção, menos viés ideológico na agenda internacional. O Brasil precisa se inserir nas cadeias globais de produção, precisa competir internacionalmente. Isso aumenta a produtividade da economia, nos deixa mais ricos, nos ajuda a produzir mais com menos insumos”. Para isto, frisa Carlos Eduardo, a presidente Dilma Rousseff precisa começar com “um cronograma de redução das tarifas de importação. Pode ser gradual, mas precisa ser implementado”. O economista defende que a petista-chefe “vá com vigor atrás de acordos comerciais com Europa e EUA. Esqueça os vizinhos bolivarianos, que estão se afundando e querem nos puxar para o buraco junto com eles”.

»Como quinto ponto, Carlos Eduardo propõe que “a produtividade do setor público precisa crescer. Em saúde e educação, principalmente, mas também nos outros bens públicos. Como? Com mais meritocracia. Precisamos de uma reforma administrativa que imponha remuneração variável ao setor público”. Mais uma vez, é preciso observar que, no seu terceiro governo, o governador Marconi Perillo preocupou-se com a instalação de uma meritocracia no Estado. E a atual reforma visa, entre outras coisas, aumentar a qualidade — a produtividade — dos serviços públicos.

»Avançar “com as concessões via leilões sem fixação prévia de rentabilidade” é o sexto ponto. “A carência de investimentos em infraestrutura é ominosa. Estudos empíricos sugerem que há efetiva relação de causalidade correndo de melhoras na infraestrutura para mais investimento em máquinas e equipamentos.” No seu terceiro governo, operando num Estado com dimensão de país — maior do que Portugal, Cuba, Israel e Coreia do Sul juntos —, Marconi Perillo investiu maciçamente em infraestrutura. Reconstruiu e ampliou a malha rodoviária — algumas estradas foram duplicadas —, construiu centro de convenção e está construindo um aeroporto de cargas em Anápolis. De alguma maneira, ante certa omissão do governo federal — observe-se que a presidente Dilma Rousseff não consegue concluir o Aeroporto Santa Genoveva, em Goiânia —, atuou como uma espécie de micro presidente da República no Estado que governa. Chegou a iluminar a BR-153, uma rodovia federal. A ação deveria ser do governo federal, mas, ante a quantidade de acidentes, o tucano tomou a iniciativa e a iluminou no perímetro urbano entre Goiânia e Aparecida de Goiânia.

»O sétimo ponto é considerado “hiperimportante” por Carlos Eduardo. “Precisamos melhorar o ambiente de negócios por essas bandas. Recuperar dívidas e, principalmente, abrir e fechar negócios precisa ser algo muito mais ágil e célere. Isso facilita o surgimento de novas empresas e o fechamento das ineficientes. São as novas empresas, a propósito, que aumentam a taxa de inovação na economia.” O economista não está errado, mas Mariana Mazzucato também não equivoca-se quando diz que não se deve ignorar o papel do Estado como carro-chefe das inovações. O próprio Carlos Eduardo, como professor e pesquisador de uma universidade pública, é o exemplo do que diz a economista italiana. No Brasil, pelo menos, as pesquisas inovadoras são feitas, em regra, nas instituições públicas, que são do Estado. Equivocado (mas está mudando) é manter a universidade longe do mercado, da sociedade.

»O oitavo ponto tem a ver com a inflação. “Os juros estão baixos para o momento atual e o Banco Central precisa elevar os juros”, afirma Carlos Eduardo. Surpreendendo setores do mercado, o governo Dilma Rousseff aumentou a taxa básica de juros (Selic) de 11% para 11,25% ao ano. O economista propõe um pouco mais: “Eu diria que Selic a 13% por um tempo ancoraria as expectativas hoje desancoradas”.


»Cerebraço ou bundaço?

»Há uma coisa que alemães, japoneses, chineses e americanos não entendem: como pode a folha de pagamento do funcionalismo público “devorar” cerca de 70% da arrecadação mensal de um Estado brasileiro? Se o fosse uma empresa privada, o Estado estaria falido. Porque, além dos salários dos servidores, o governo tem de pagar dívidas, fornecedores, o custeio da máquina e, quando sobra dinheiro, fazer investimentos. Se o Estado arrecadar 1 bilhão de reais, 700 milhões aproximadamente serão destinados a pagar 150 mil funcionários. É óbvio que não dá para sair demitindo ou responsabilizando os servidores por essa anomalia. Mas é preciso estudar uma forma de beneficiar os outros 6 milhões de goianos que não são funcionários do Estado.

»O que fazer? A maioria dos Estados fica inerte, em geral quebrados e trabalhando única e exclusivamente para quitar, todo mês, a folha do funcionalismo. A pressão por mais concursos, forma democrática e legal de se contratar, é geral na sociedade brasileira. Tanto que se criou um neologismo para definir quem passa parte de sua vida fazendo concursos. Os concurseiros integram uma legião de anônimos que anda por todo o Brasil prestando concursos públicos. Por que a maioria dos brasileiros quer um emprego público? Por dois motivos básicos. Primeiro, porque avaliam que há mais estabilidade no setor público — raramente há demissões. Segundo, e mais importante, os salários são bem maiores do que aqueles pagos pela iniciativa privada. Um jovem de pouco de mais de 20 anos presta concurso para juiz ou promotor e seu salário inicial chega a mais de 18 mil reais. Na iniciativa privada — exceto se o indivíduo for um prodígio, e especialmente se trabalhar no mercado financeiro —, dificilmente alguém começa a carreira ganhando mais de 5 mil reais.

»Não se está, neste Editorial, sugerindo o fim dos concursos públicos ou que são desnecessários. O que se está dizendo é que os governos federal, estaduais e municipais estão cada vez mais inchados e muitos concursos são feitos sem critérios e sem pensar que a sociedade, às custas de seu conforto e da redução de investimentos em saúde, educação e segurança pública, tem de bancar folhas salariais que, de tão pesadas, praticamente inviabilizam algumas unidades da Federação. Quando o deputado federal Thiago Peixoto, do PSD, assumiu a Secretaria da Educação, a grita por concurso para professores era enorme.

»Descobriu-se, porém, que centenas de professores estavam fora das salas de aula. Alguns cuidavam de hortas, outros apenas ligavam computadores e alguns até trabalhavam como motorista. Reconvocados para trabalhar na profissão para a qual prestaram concurso, caiu o déficit de professores. A médio prazo — ou a longo prazo, dadas as pressões corporativas —, os Estados, e não apenas Goiás, deverão repensar a redução de suas folhas de pagamento. Às vezes, no lugar de concursos, deverão investir em requalificação e, depois, em remanejamento de servidores.

»Enquanto não se tem como discutir a folha do quadro efetivo — é uma ilusão pensar que o problema são os “comissionados”, como parecem acreditar a sociedade e, maliciosamente, os setores corporativos —, é preciso fazer alguma coisa mesmo. Com o projeto de reforma administrativa que enviou para a Assembleia Legislativa, o governador Marconi Perillo está pensando em economizar 300 milhões de reais por ano (25 milhões por mês). Parece pouco. Mas não é. Com este dinheiro poderá construir escolas e hospitais, além de equipá-los, e fazer outras obras. Poderá investir em inovação, como o incentivo a projetos e pesquisas, como sugere a economista Mariana Mazzucato.

»O que Marconi Perillo pretende é que o Estado não seja apenas um pagador de salários, dívidas e custeio da máquina. Ao propor o “Estado necessário” — que não é máximo, o dos desenvolvimentistas, nem mínimo, o dos liberais ortodoxos —, o tucano-chefe está sugerindo, isto sim, que o Estado seja útil aos 6,5 milhões de goianos. A todos eles. Está dizendo, também, que um Estado menos dispendioso libera o governo para novos investimentos. No momento, como em quaisquer outros Estados, Goiás, quando cria um programa de investimentos — como o de recuperação da malha rodoviária —, precisa recorrer ao mercado financeiro, em geral o público. Entretanto, ao contrário do que muitos pensam, por jogo político ou ingenuidade, a presidente Dilma Rousseff não está “doando” dinheiro para o governo do tucano Marconi Perillo. Nada disso. O governo de Goiás está contraindo empréstimos — dívidas, pois — para financiar o crescimento da economia e o desenvolvimento do Estado. Às vezes critica-se quando um Estado obtém financiamentos, porque isto gera forte endividamento. Ora, o Estado não é como a iniciativa privada, cujo objetivo é o lucro imediato.

»O Estado investe a fundo perdido, ou melhor, seu retorno é econômico, social e cultural, mas não é financeiro (quer dizer, não há lucro em termos de dinheiro; no futuro, cresce a arrecadação). Quer dizer, investe, a sociedade se beneficia dos investimentos, e, aos poucos, o Estado vai pagando a dívida. É assim no Brasil e em qualquer outro País (ninguém deve tanto, no mundo, quanto o governo dos Estados Unidos). Um programa caro mas necessário, como o de eletrificação rural, dificilmente será bancado pela iniciativa privada. Porém, como é necessário e vital para fortalecer o mercado e melhorar a qualidade de vida dos indivíduos, o governo o banca. Ficando, depois, com a dívida.

»Numa entrevista à revista “Época”, Mariana Mazzucato disse: “Se o gasto for em educação, em aumento de produtividade, na construção daquelas relações simbióticas para aumentar o investimento geral em pesquisa, no longo prazo, a relação entre dívida e PIB será mais saudável. O problema não é a dívida, e sim a composição do gasto”. Fala-se que Goiás tem uma dívida “gigante”. Não há dúvida, não é uma dívida pequena. Porém, um estudo detido certamente mostrará que os empréstimos que foram feitos por vários governadores — eram “carimbados”, quer dizer, definidos para uma finalidade específica (o dinheiro não pode ser desviado para outro fim) — contribuíram para o crescimento e o desenvolvimento de Goiás. Não é à toa que o Estado é o nono mais poderoso do país, em termos de economia, o primeiro em educação (ensino médio) e um dos que mais crescem.

»Então, ao fazer a reforma, para tornar o Estado mais enxuto, Marconi Perillo está enfrentando os setores corporativos — que não querem nenhuma mudança — e seus próprios aliados políticos. Isto é, o governador está pensando no Estado, na sociedade, nas pessoas, e não em interesses localizados. A reforma, que certamente será modelo para outros Estados e até para o governo federal, tende a chamar a atenção do País para Goiás.

»Ao cortar sete secretarias (fundiu algumas e sobraram apenas dez), duas agências e 14,9 mil servidores — além de gratificações —, Marconi Perillo está dizendo que foi eleito pela sociedade para tornar o Estado mais produtivo e útil a todos. Ao mesmo tempo, indicando que tem visão de estadista, entendendo que Goiás não é uma ilha, frisou que, ao fazer os cortes, está antecipando-se à crise que tende a explodir com força em 2015. Empresas estão cortando gastos, estão reduzindo investimentos, porque preveem que o próximo ano será complicado.

»O governador de um Estado, como principal executivo do governo, precisa ter a mesma visão dos executivos privados. Mas, diferentemente deles, tem de manter os investimentos. Para mantê-los, e até ampliá-los, tem de cortar gastos. É o que está fazendo Marconi Perillo. Está se comportando como estadista e como executivo — um gestor firme e eficiente — que tem noção do que fazer para enfrentar a tempestade que se avizinha. O que ele está propondo, que pode até ser doloroso agora, será benéfico para todos, e mesmo a custo prazo. Goiás, com as medidas tomadas, tende a sofrer menos com a crise.

»Quando diz que é o único responsável pela reforma, Marconi Perillo não está sendo arrogante. Ele está apenas assumindo a responsabilidade pelos cortes duros. É a posição correta. Está sendo um homem de Estado, não de partido e grupos de interesses. Como tem autoridade, conferida pelos eleitores nas urnas — e vai para seu quarto mandato —, certamente vai enfrentar, com energia, as reações corporativas e políticas.

»Um grupo de produtores culturais pretende fazer um “bundaço” na porta do Palácio das Esmeraldas. É curioso, até divertido, e chama a atenção da mídia. Mas talvez seja mais inteligente usar o cérebro — que tal um “cerebraço”? — e estudar se a junção da Secretaria da Cultura com a Secretaria da Educação vai resultar em prejuízo para a cultura. O Jornal Opção defende que o setor público apoie e financie atividades culturais. Mas não custa lembrar que os três maiores romances brasileiros — “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis, “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, e “Grande Sertão: Veredas”, de Guimarães Rosa — e pelo menos cinco grandes romances universais, “Guerra e Paz”, de Liev Tolstói, “Madame Bovary”, de Gustave Flaubert, “Em Busca do Tempo Perdido”, de Marcel Proust, “Ulysses”, de James Joyce, e “O Som e a Fúria”, de William Faulkner, foram escritos e publicados sem nenhum centavo do poder público. Não é função do Estado — como já ocorreu no Brasil — financiar cineasta para que compre apartamento em Copacabana ou fique o ano inteiro em botecos discutindo se Werner Herzog é superior a Rainer Fassbinder. Nada contra a publicação de livros e o incentivo à produção de CDs. Nada contra a cultura. Mas um incentivo maciço à educação, com escolas públicas aproximando-se dos níveis das particulares, talvez seja mais útil à sociedade. É provável, até, que delas sairão muitos escritores e artistas que, talentosos, conquistarão espaço no plano nacional e às custas de seus próprios esforços.

»Por isso, no lugar de pernaços, bundaços e dedaços, sugere-se que os produtores culturais — obviamente, não são sanguessugas do dinheiro público e muitos devem produzir de maneira extraordinária, até genial — optem por um cerebraço, que estudem a reforma e verifiquem em que seus projetos serão prejudicados. Agora, se querem manter uma Secretaria da Cultura para fins particulares, sem pensar na sociedade, aí não há nada a fazer. O interesse corporativo (e pessoal) quase sempre está acima do interesse público — o que não é, logicamente, positivo para os indivíduos, para a sociedade.

»A reforma é para tornar o governo mais produtivo para a sociedade — e atende aos reclames das ruas por um Estado mais enxuto, mais barato, que possa investir em serviços de mais qualidade e mais amplos. Quem for contra deve pensar nisto. Nem precisa concordar. Mas pelo menos deve pensar. Mas claro que ninguém pensa com bundaços.»





2014/11/26

Movido pelo “espírito de garagem”





Época NEGÓCIOS
Ana Lúcia Moura Fé
Foto: João Mantovani

BRASIL

«César Gon criou a Ci&T em um quartinho, nos fundos do escritório de um professor da Unicamp. Hoje, a empresa tem 1,6 mil funcionários e atua em cinco países.

»Na abertura da Copa do Mundo no Brasil, a Coca-Cola cobriu todo o gramado da Arena Corinthians, em São Paulo, com um mosaico de náilon formado por milhares de fotografias. Elas foram enviadas por torcedores de 207 países. Juntas, formavam um painel, que continha uma mensagem de boas-vindas a uma audiência global estimada em 1 bilhão de pessoas. O Bandeirão de Todo Mundo, como a megatela foi batizada, foi a maior ação de marketing digital da história da fabricante de bebidas. Pois essa iniciativa só foi possível graças à capacidade de inovação de uma empresa brasileira, a multinacional de desenvolvimento de softwares Ci&T.

»Foi a tecnologia da companhia, instalada em Campinas, no interior paulista, que permitiu a captação das fotos dos torcedores, enviadas via Facebook, Twitter e Instagram. “O nosso desafio foi criar, em tempo recorde, uma infraestrutura capaz de receber as imagens e garantir o engajamento de pessoas de centenas de países, cada um com suas especificidades, incluindo normas diferentes de autorização para uso de imagens”, diz o CEO da Ci&T, César Gon, 43 anos.

»Deu certo. E o projeto da Coca-Cola é apenas uma ilustração do engenho da Ci&T, cuja história começou em 1995. A empresa foi criada por três jovens, à época na casa dos 23 anos – Gon e seus sócios, Bruno Guiçardi e Fernando Matt. O grupo acabara de concluir o curso de engenharia da computação, na Unicamp, e decidiu empreender. A companhia não foi apenas o primeiro negócio do trio. Foi o primeiro emprego de todos. .../...»





2014/11/25

Steve Jobs não conseguiria emprego na Apple de hoje, diz cofundador Steve Wozniak





Rádio Atlântida FM
André Crespani

BRASIL

«Steve Jobs é sinônimo dos melhores e mais incríveis tempos da Apple. Mas segundo o confundador da empresa, Steve Wozniak, o guru não conseguiria emprego na Apple de hoje.

»Vale ressaltar que isso não é uma crítica do simpático gordinho que era quem botava a mão na massa de verdade ao velho parceiro. Woz disse que ele próprio também não arranjaria uma vaga – tudo em função da elevada exigência de capacidades e pré-requisitos da atualidade.

»Participando de um evento promovido pela Symantec, Wozniak tratou de reformular uma declaração que havia dado sobre a Apple estar, supostamente, dois anos atrasada no mercado de smartphones. Segundo esclareceu, o que ele fez foi apenas lamentar os aparelhos de tela maior da Maçã não terem aparecido antes.

»Ainda falando sobre Jobs, Wozniak considerou que mesmo que o mestre estivesse vivo, não haveria grandes inovações no momento. Por fim, mostrou que é da minha turma no que se refere a smartwatches: vai comprar um (o da Apple, claro, ele pode), mas ainda não há nada que o tenha convencido de verdade.»





2014/11/24

«Newsletter L&I» (n.º 31, 2014-11-24)



Familia desestruturada (Brasil)

Instituto Harpia Harpyia, Foz do Iguaçu e Itaipu Binacional: projeto da segurança alimentar e do o combate à violência na região da tríplice fronteira [web] [intro]

Projeto leva atendimento bucal de emergência a favela do Rio [web] [intro]

O governo trabalha em várias ações, como no combate às drogas, por exemplo, mas esquece que a base de todos os problemas é a desestruturação familiar [web] [intro]

Escolas de São Paulo estudam deixar de comemorar o tradicional Dia das Mães para celebrar o inovador Dia de quem cuida mim [web] [intro]



Periferia (Portugal, África lusófona)

Presidente da República desafia os jovens a assumirem-se como agentes da mudança e serem cada vez mais inovadores [web] [intro]

Jens Weidmann: Investimento público teria impacto "negligenciável" nos países periféricos [web] [intro]

Na cidade do Porto não temos um problema de localização ou de periferia mas de escala [web] [intro]

Projeto Regeneração Urbana - Um Novo Impulso em Viseu [web] [intro]



e-Health

La e-Health es una herramienta para afrontar los procesos asistenciales y mejorar los resultados clínicos y la eficiencia [web] [intro]

Nintendo apuesta por eHealth con aparato para medir sueño [web] [intro]

Microsoft presenta su pulsera inteligente y plataforma de eHealth [web] [intro]

Google completa su estrategia eHealth con Google Fit [web] [intro]



Numerique et papier

Parallèles Editions: Rencontre entre papier et numérique (Exposition) [web] [intro]

Le livre et la presse sous l'emprise du numérique, omniprésent [web] [intro]

La fin du journal? Informer et s’informer, du papier au numérique [web] [intro]

La presse africaine et la révolution du numérique [web] [intro]



Family innovation

Brandeis IBS announces creation of Hassenfeld Family Innovation Center [web] [intro]

SOFA 2014 Focuses on Family Farming and Innovation [web] [intro]

Innovation keeps Hatcher Dairy flowing [web] [intro]

The importance of sparking entrepreneurial spirit in family businesses [web] [intro]





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4.0 Internacional








2014/11/21

Escolas de São Paulo estudam deixar de comemorar o tradicional Dia das Mães para celebrar o inovador Dia de quem cuida mim





VEJA
Reinaldo Azevedo

BRASIL

«Escolas de SP acabam com “O Dia das Mães” e instituem o “Dia dos Cuidadores”. Viva o fim da família, prefeito Fernando Haddad!

»Pois é, pois é... Recebi na Jovem Pan a informação de um pai indignado, morador de São Mateus, na Zona Leste de São Paulo. Na semana passada, as instituições públicas de ensino em que seus filhos estudam deixaram de comemorar o tradicional “Dia das Mães” para celebrar o inovador “Dia de quem cuida mim”.

»O jovem pai, de 27 anos, tem dois filhos matriculados na rede municipal de ensino. O mais velho, de 5 anos, é aluno da EMEI Cecília Meireles, e o mais novo, de 3 anos, do CEI Monteiro Lobato, de administração indireta.

»Ele afirma que conversou com a coordenadora pedagógica da EMEI e sugeriu que fossem mantidas as datas do “Dia dos Pais” e do “Dia das Mães”, além de incorporar ao calendário esse tal “Dia de quem cuida de mim”. Ele acha que essa, sim, seria uma medida inclusiva e não preconceituosa. A resposta que recebeu dessa coordenadora pedagógica foi a seguinte: “A família tradicional não existe mais”.

»Isso quer dizer que, segundo a moça, família com pai, mãe e filhos acabou. É coisa do passado. .../...»


Image: Blogonicus




2014/11/20

O governo trabalha em várias ações, como no combate às drogas, por exemplo, mas esquece que a base de todos os problemas é a desestruturação familiar





Câmara dos Deputados

BRASIL

«Polêmica sobre texto-base para o Estatuto da Família, que define entidade familiar como o núcleo formado a partir da união entre homem e mulher, gera efeito viral nas mídias sociais e soma o maior número de votos em um único dia em enquetes promovidas pelo Portal da Câmara dos Deputados.

»A nova enquete do Portal da Câmara dos Deputados sobre conceito de família, incluída na terça-feira (11), gerou efeito viral no Facebook e no Twitter e obteve, somente nas primeiras 24 horas, mais de 20 mil votos. É a pergunta com a maior participação popular em um único dia, o que já garante o 6º lugar entre as enquetes disponíveis para votação no site.

»O objetivo do questionamento é avaliar se os cidadãos são favoráveis ou contrários ao conceito incluído no Projeto de Lei 6583/13, do deputado Anderson Ferreira (PR-PE), que cria o Estatuto da Família. De acordo com o texto, que apresenta diretrizes de políticas públicas voltadas para a entidade familiar e obriga o Poder Público a garantir as condições mínimas para a “sobrevivência” desse núcleo, família é formada a partir da união entre homem e mulher.

»O resultado parcial também é um dos mais acirrados entre todas as enquetes do portal: 57% das pessoas são contrárias ao texto; 42%, favoráveis ao conceito previsto na proposta; e o restante não tem opinião formada.

»“Nosso intuito começou a ser alcançado com a ampliação desse debate sobre a valorização da família. O governo trabalha em várias ações, como no combate às drogas, por exemplo, mas esquece que a base de todos os problemas é a desestruturação familiar”, ressalta Anderson Ferreira. O deputado acredita que, com a votação das políticas públicas previstas no projeto, o Congresso poderá deixar às gerações futuras diretrizes para o Estado cuidar melhor do núcleo familiar. “A participação nessa enquete mostra que a sociedade está clamando por um posicionamento”, concluiu o parlamentar. .../...»





2014/11/19

Projeto leva atendimento bucal de emergência a favela do Rio





EBC - Empresa Brasil de Comunicação
Flavia Villela

BRASIL

«Um dentista e uma moto. É assim que um projeto de saúde bucal, no Rio de Janeiro, oferece tratamento dentário de urgência a cerca de 30 mil pessoas na Vila Cruzeiro, uma das comunidades do Complexo da Penha, na zona norte da cidade.

»Criado há cerca de um ano pela organização não governamental SOS Dental, o projeto Dentista na Favela já proporcionou 150 consultas por uma equipe de cinco dentistas. Eles vão até a pessoa com dor de dente, em uma moto com equipamento portátil de atendimento emergencial. Os tratamentos são financiados por comerciantes, associações de moradores e entidades da própria comunidade, que contribuem com mensalidade de R$ 2 por pessoa, e distribuem o benefício para clientes e moradores. .../...»





2014/11/18

Instituto Harpia Harpyia, Foz do Iguaçu e Itaipu Binacional: projeto da segurança alimentar e do o combate à violência na região da tríplice fronteira





JIE - Jornal de Itaipu
Eletrônico

BRASIL

«Dom Mauro Morelli, bispo emérito da diocese de Duque de Caxias e fundador-presidente do Instituto Harpia Harpyia, organização que promove ações de defesa do direito à alimentação, o prefeito de Foz do Iguaçu, Paulo Mac Donald Ghisi, e o diretor-geral brasileiro, Jorge Samek, se reuniram na tarde de ontem, no Parque Tecnológico Itaipu (PTI). O objetivo foi definir metas e articular os trabalhos sociais em conjunto entre as três entidades em Foz do Iguaçu, sobretudo na Vila C.

»O encontro ocorreu após Dom Mauro acompanhar uma comitiva de representantes de municípios de diversos Estados, que conheceram projetos de agricultura orgânica na região. A reunião aconteceu ao mesmo tempo em que era realizada uma apresentação sobre metodologia em pesquisa participativa em segurança alimentar, no Refúgio Biológico Bela Vista.

»"Vamos dar o exemplo de como trabalhar na Vila C o tema da educação alimentar de forma concreta", disse Dom Mauro. O primeiro passo foi definido na reunião. "Nossa campanha vai começar com o consumo saudável da água", revelou o bispo, que pediu o apoio do DGB e do prefeito para pôr na prática a idéia.

»Inicialmente será necessário identificar e treinar líderes comunitários para transformá-los em agentes, que organizarão mutirões para vistoria e limpeza de caixas d’água no bairro. "Temos de valorizar os agentes comunitários, que estão na vanguarda do atendimento à comunidade", ressaltou Dom Mauro. "Ele (o agente) deve ter a capacidade de identificar os problemas locais e organizar ações para combatê-los", afirmou Samek.

»As ações de segurança alimentar fazem parte de um projeto maior, que também envolve as três entidades e no qual o combate à violência na região da tríplice fronteira está previsto. Segundo o prefeito, o foco desse trabalho está bem definido. "O perfil do jovem assassinado mostra que ele tem de 15 a 25 anos, não estuda, não trabalha e vem de família desestruturada. Ele deve ser o alvo de nossas ações", revelou o prefeito.»





2014/11/17

«Newsletter L&I» (n.º 30, 2014-11-17)



Innovar para... (Brasil)

Inovação para encantar consumidores [web] [intro]

Reinventar para competir [web] [intro]

Inovar para conseguir manter a fonte de renda da família [web] [intro]

Inovar para se manter e conquistar [web] [intro]



Espaço para inovar (Portugal, África lusófona)

Programa Mitra – Pólo de Inovação Social da Casa da Misericórdia: novo espaço para inovação social [web] [intro]

Ana Rita Clara: Change it [web] [intro]

Pedra sobre Pedra [web] [intro]

A lusofonia, um espaço de geração de valor na economia global [web] [intro]



Ideas grandes de emprendedores de todos los tamaños

Alpaca Fiesta 2014 deslumbrará [web] [intro]

Innovación gráfica para la protección de documentos patentada por el paraguayo Jorge Bernardes Brugada en México [web] [intro]

Marine Armor System, nominada por su innovación a los Lloyd's List Awards [web] [intro]

Frutos del segundo encuentro de emprendedores IncMty ITESM [web] [intro]



Rencontre avec l’innovation

Réseaux sociaux d’entreprise: les ministères développent des usages innovants [web] [intro]

La logique des sociétés capitalistes mondialisées est nécessairement celle de l’innovation permanente. Le progrès a un prix qu'il ne faut pas sous-estimer [web] [intro]

Rencontre avec Aviram Rozin: L’utopie, un moteur pour entreprendre? [web] [intro]

Industriels de l’agroalimentaire: osez l’international! [web] [intro]



Interaction and innovation

Innovation Dialogue: Partners′ Interaction Over Innovation Policy [web] [intro]

2015 AFBF Annual Convention and IDEAg Trade Show Features More Exhibits, Innovation and Interaction [web] [intro]

Harness Could Allow Dogs, Humans To Communicate [web] [intro]

A fascinating listening innovation [web] [intro]





Licencia Creative Commons Licencia Creative Commons
Atribución-NoComercial
4.0 Internacional








2014/11/14

Inovar para se manter e conquistar





ClienteSA
Sérgio de Souza Carvalho Jr.
entrevista de ClienteSA

BRASIL

«[Sérgio de Souza Carvalho Jr., diretor de marketing, TI & CRM/SAC da 5àsec em entrevista à ClienteSA.]

»Inovação é fundamental para qualquer estrutura de empresa. O mercado é muito dinâmico, se não investir na inovação e não tiver o que oferecer e diferenciar-se aos clientes, a empresa vai ficar para trás. Antigamente, havia poucas opções de carros no Brasil, mas hoje você tem pelo menos 28 marcas de automóveis disponíveis e todos estão trazendo uma inovação como diferencial, como um GPS integrado, um farol que se limpa sozinho, um teto solar que regula a temperatura. Cada vez mais, os clientes são exigentes e se não inovar em uma coisa para ser diferente do seu concorrente, ele vai fazer isso e roubar seu público. [...]

»Quando se inova, principalmente, ouvindo os clientes, a empresa passa a entregar o desejo de consumo que eles têm e que, por exemplo, o concorrente não está atendendo. Nas linhas de celulares, hoje em dia, uma das maiores brigas de mercado é saber quem vai apresentar algo diferente, porque, na teoria, os celulares são todos iguais. Então, as empresas pensam que tipo de inovação poderão entregar ao cliente, que o concorrente não tem. [...]

»Principalmente, ouvir o cliente e mercado. Uma coisa é ter um engenheiro de dentro da fábrica, que está ali pensando e analisando projetos, mas quando a empresa não ouve o mercado e o cliente, ela corre o risco de criar algo que não vai ser necessário. Então, o que ela pensava que seria um grande diferencial, na verdade não é. É o risco de desenvolver um produto ou serviço que não irá agregar nada à vida das pessoas. Há empresas que ficam muito focadas em um produto e acabam não ouvindo o cliente e se esquecem de um detalhe importante. [...]

»Quando se faz uma coisa na correria, o resultado é algo mal planejado, mal pensado. É preciso fazer inovação pela inovação e não apenas pela necessidade do cliente. Qual o tipo de risco vai correr? Oferecer ao mercado algo que ele não querer comprar. Com isso, a empresa irá perder anos de pesquisa, valorização do profissional, um investimento muito grande, isso porque o cliente não foi ouvido. Sem contar a perda de espaço para o concorrente, porque ele soube pesquisar e ouvir o consumidor. .../...»





2014/11/13

Inovar para conseguir manter a fonte de renda da família





Diário Catarinense
Luiza Martin

BRASIL

«O trio de irmãos Neitzel assumiu o negócio da família, focado no cultivo de hortaliças e flores em vasos. Aos poucos, o serviço se ampliou e se especializou na produção de mudas. Com a maturidade de um trabalho que chega aos 12 anos, o carro-chefe do trio Jonas, Giovani e Jean Carlos é plantação de gerânios. Os irmãos chegam a produzir 40 mil vasos anualmente, com uma variedade de 40 espécies de flores, como as gérberas e as ametistas.

»A família Neitzel se criou na terra. O pai e o avô do trio sempre trabalharam com o plantio. Do solo eles tiravam e continuam a conseguir a renda familiar. Com o tempo, a concorrência chegou à região Norte de Joinville. A presença de outros comércios de plantas fez com que os irmãos procurassem inovar para conseguir manter a fonte de renda da família. Mas o segredo não é feito somente de inovação, é preciso gostar do ofício.

»—Trabalhar tem que trabalhar. Dá para ter boa qualidade de vida. A gente tá contente com o que está se fazendo —garantiu Jonas em nome dos irmãos. .../...»





2014/11/12

Reinventar para competir





CenárioMT

BRASIL

«O 11º Seminário Brasileiro de Inovação e Design, a ser realizado pelo Sebrae MT, [...] será realizado em parceria com o Sistema Federação da Indústria do Estado de Mato Grosso (Fiemt) e Serviço nacional de Aprendizagem Industrial (Senai MT). [...]

»“Neste evento o empresário terá acesso a informações, conhecimento e casos de sucesso, que investem em inovação e design para se tornarem competitivos”, explica Marta Célia Cassin, gestora do Projeto da Indústria da Região Metropolitana de Cuiabá do Sebrae MT. [...]

»Inovação e design compõem a fórmula de sucesso de empreendimentos, que se destacam e conquistam o mercado contemporâneo, ávido por novidades e abordagens inusitadas, produtos e serviços. É a essência do pensamento e atitude de empresários criadores de modelos de negócios inovadores e diferenciados. Também pode significar excelência em muitos aspectos. Resumindo: é o novo, criativo, diferente, atrativo e qualitativo desejado ou que se torna objeto de desejo dos consumidores. [...]

»O painel “Reinventar para competir” trará dois casos de sucesso: Granado Pharmacias (Phebo) e Refrigeração Médica Biotecno (empresa vencedora da categoria Inovação na etapa nacional do Prêmio MPE Brasil 2013). .../...»





2014/11/11

Inovação para encantar consumidores





PANROTAS
Rafael Carreira

BRASIL

«O Congresso da Festuris iniciou o último dia de evento com o painel “Indústria do Entretenimento: Tecnologia, Inovação e Criatividade para encantar consumidores”, que abordou a realidade do setor no contexto interno e apresentou cases de sucesso em âmbito nacional e internacional. Entre os palestrantes estiveram [...] Alain Baldacci, presidente do Sindepat (Sistema Integrado de Parques e Atrações Turísticas), Maria Camilla Alcorta, representante de Las Vegas na América Latina, e Rosa Helena Volk, secretária de Turismo de Gramado (RS).

»Baldacci iniciou as apresentações falando sobre a experiência do visitante em um parque temático. “Nada substitui a sensação sentida em um brinquedo de parque temático. É um entretenimento saudável e um mercado que atende todas as idades”, diz ele, lembrando que o setor movimenta todos os setores do turismo como hotelaria e transporte, com uma elevada geração de empregos. .../...»





2014/11/10

«Newsletter L&I» (n.º 29, 2014-11-10)



Inovar (Brasil)

Inovar-Auto: Metalúrgicos do Brasil definem plano de ação para o setor automotivo [web] [intro]

ENAI 2014 debate agenda da indústria para os próximos quatro anos [web] [intro]

Catraca Livre: Melhor Comunicador Digital do Brasil [web] [intro]

¿Ficar 30 anos na mesma empresa? Esqueça [web] [intro]



Inovar (Portugal, África lusófona)

Tradição são-tomense e inovação portuguesa no Salão do Chocolate em Paris [web] [intro]

Sociedade Portuguesa de Autores (SPA): Cooperação lusófona nos direitos de autor deve ser dinâmica [web] [intro]

Angola e 2º maior mercado das exportações escocesas [web] [intro]

Vocês formaram-se para uma profissão que tem cada vez maior reconhecimento social e onde é importante ser criativo e inovar, por isso apostem na formação ao longo da vida [web] [intro]



Innovar

¿Por qué tantas empresas grandes son malas innovando? [web] [intro]

Prefiero innovar a comprarme un Porsche. En Europa todo son egos; EE UU es distinto [web] [intro]

Innovar es entender lo que la gente quiere [web] [intro]

¿Hay espacio para innovar en el sector del turismo online? [web] [intro]



Innover

Innover pour combattre la faim [web] [intro]

L’autodiagnostic de l’innovation par le numérique de le CEFRIO [web] [intro]

Innover pour la biodiversité [web] [intro]

La Réunion doit montrer sa capacité à innover [web] [intro]



Innovating

Our innovation system needs innovating [web] [intro]

Facebook has chosen to stop some experiments [web] [intro]

Don't Be Afraid of the Dark [web] [intro]

Yummy chocolates are giving traditional sweets quite some competition this Diwali [web] [intro]





Licencia Creative Commons Licencia Creative Commons
Atribución-NoComercial
4.0 Internacional








2014/11/06

¿Ficar 30 anos na mesma empresa? Esqueça





EXAME
Barry Salzberg
entrevista de Verena Fornetti

BRASIL

«O advogado americano Barry Salzberg foi contratado pela consultoria Deloitte logo após ter acabado a faculdade. Depois de mais de 30 anos, chegou à presidência global em 2011 e, desde que assumiu o posto, uma de suas principais bandeiras tem sido formar novos talentos.

»Nessa tarefa, Salzberg viu de perto as mudanças provocadas pela chegada de uma nova geração ao mercado de trabalho. “Pouca gente hoje está disposta a ficar três décadas num mesmo lugar, como eu fiz”, diz ele.

»“Os líderes atualmente precisam ser bons ouvintes e ter uma enorme capacidade de construir relacionamentos. Devem ser capazes de conectar diferentes visões, culturas e perspectivas. Tudo isso para estimular discussões e criar soluções que sejam inovadoras.” [...]

»“Hoje, o mundo é mais colaborativo. As carreiras e os negócios são construídos de uma forma mais coletiva. É parte do trabalho dos presidentes e da alta diretoria garantir que pessoas talentosas das novas gerações sejam ouvidas. Elas precisam saber que têm o poder de inovar.” [...]

»“Fizemos uma pesquisa interna e chegamos à conclusão de que os jovens terão de oito a dez empregos diferentes ao longo de sua vida — e não necessariamente na mesma profissão. .” [...]

»“Será preciso se adaptar. Não há outra saída. Mas atenção. O fato de esses profissionais mudarem de emprego ou de carreira ao longo da vida não significa que sejam menos comprometidos com o próprio sucesso ou com o sucesso da empresa. Em geral, a nova geração adora aprender e está pronta para assumir responsabilidades mesmo tendo pouca idade..” [...]

»“Por outro lado, os jovens de hoje definem o sucesso de maneira diferente das gerações anteriores. As empresas que forem capazes de entender essa nova conjuntura e oferecer aos jovens um lugar que permita a eles se desenvolver serão mais bem-sucedidas. Não é fácil, mas é recompensador.” .../...»





Catraca Livre: Melhor Comunicador Digital do Brasil





Catraca Livre

BRASIL

«Apontado em Londres, no ano passado, como um dos 100 mais importantes projetos digitais para a inovação social, o Catraca Livre recebe agora mais um reconhecimento.

»Desta vez um prêmio criado na Espanha: o e-award, pelo estímulo à inovação e ao empreendedorismo digital.

»O prêmio foi criado pelo e-show, da Espanha, que realiza por diversos países, entre eles o Brasil, congressos para debater sobre o universo digital. Com 14 milhões de usuários únicos mensais e voltado ao uso da comunicação para o empoderamento dos cidadãos o Catraca Livre é o principal responsável pelo júri ter escolhido Gilberto Dimenstein, seu fundador, para o prêmio de Melhor Comunicador Digital do Brasil de 2014.

»Quando o site foi criado, em 2008, a redação era composta basicamente por estagiários da USP, Metodista, Faap, PUC e Mackenzie. Muitos deles, hoje, são sócios do Catraca Livre.

»O júri foi presidido por Mauricio Salvador, presidente da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico, Mariano Faria (Co-founder na Vtex), Gastão Mattos (CEO da Braspag), German Quiroga (CEO da Novapontocom), Julien Turri (Founder da Afilio), Sergio Brito (Diretor Comercial na Total Express), Stefano Bagatim (Gerente de Marketing no UOL) e Gustavo Ribeiro (Diretor de Payments na REDE).

»Neste ano, o Catraca Livre também recebeu o prêmio Comunique-se na categoria Cultura e, há dois anos, foi apontado como melhor blog do mundo em língua portuguesa, na Alemanha.»





2014/11/05

ENAI 2014 debate agenda da indústria para os próximos quatro anos





Federação das Indústrias
do Estado do Paraná
(FIEP)

BRASIL

«Lideranças do setor industrial de todo o país se reúnem em Brasília, nesta quarta e quinta-feira (5 e 6), para o 9º Encontro Nacional da Indústria (ENAI). Organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o ENAI 2014 tem previsão de receber aproximadamente 2 mil participantes, que vão debater o tema “A indústria brasileira e os próximos quatro anos”. A Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) estará representada por uma comitiva de cerca de 60 integrantes, entre diretores e executivos da entidade e presidentes de sindicatos empresariais filiados. [...]

»“O ENAI é uma excelente oportunidade para que a indústria nacional, de Norte a Sul, alinhe sua agenda”, afirma o presidente do Sistema Fiep, Edson Campagnolo. “O encontro serve para ampliar a discussão sobre problemas que afetam o desempenho do nosso setor, apresentar soluções viáveis para eles e mostrar a força que a indústria brasileira tem quando atua com todas as 27 Federações das Indústrias do país em sintonia”, acrescenta. Para ele, o encontro deste ano é ainda mais importante pelo momento difícil atravessado pela indústria, somado ao fato de o país ter acabado de sair de um processo eleitoral acirrado. “O encontro servirá para reforçar ainda mais as expectativas que o setor industrial tem em relação ao próximo governo. É fundamental que nosso segmento marque posição firme neste momento”, completa Campagnolo. .../...»





2014/11/04

Inovar-Auto: Metalúrgicos do Brasil definem plano de ação para o setor automotivo





Mundo Sindical

BRASIL

«Dirigentes do ramo metalúrgico de todo o País participaram do 2º Encontro de Formação sobre o Inovar Auto (Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica e Adensamento da Cadeia Produtiva de Veículos Automotores), realizado nos dias 28 e 29, pela CNM/CUT, na sede da entidade, em São Bernardo. A atividade faz parte do plano de organização sindical setorial da Confederação. Eles debateram os desdobramentos do Programa e a definiram um novo plano de ação para os trabalhadores no setor automotivo. [...]

»Participaram dirigentes dos sindicatos de Pernambuco (PE), Sorocaba (SP), Taubaté (SP), Joinville (SC), Porto Alegre (RS), Juiz de Fora (MG) e Belo Horizonte/Contagem (MG), em cujas bases há montadoras e autopeças.

»O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Ponta Grossa (PR), Mauro Carvalho, que participou pela primeira vez do encontro, destacou a troca de experiências entre os participantes de diferentes regiões “É uma oportunidade de contribuir com informações e se apropriar do que está acontecendo em outros estados. É preciso união dos trabalhadores e sindicatos para que o programa avance positivamente e seja, realmente, cumprido”, avaliou.

»Segundo Maria Ferreira, representante do Sindicato dos Metalúrgicos de Belo Horizonte e Contagem, o segundo encontro esclareceu dúvidas sobre o programa, que havia sido lançado em 2012 pelo governo de Dilma Rousseff. "No primeiro encontro, tudo era novo e tínhamos apenas uma noção, mas hoje sabemos o quanto é bom para os trabalhadores. Agora, aprofundamos o conhecimento das medidas relativas às autopeças, o que mostra que o setor automotivo no país será muito mais competitivo", disse a trabalhadora na autopeças ZF. .../...»