2015/03/31

Férias, descanso, mudanças...




Johannes Itten, Las cuatro estaciones / The four seasons / Les quatre saisons




«Primeramente, viene la formación y la cultura del hombre, después podrá formar unas imágenes. En arte, lo más importante no son los medios de representación y de expresión; mucho más importante es el hombre, con su carácter y su humanidad. Por ello, las reglas y las leyes sólo son unas tablas de orientación que se colocan en la vía de la creación artística. Mientras que los colores sean cautivos del mundo de los objetos, pueden ser percibidos y pueden quedar definidas las leyes que los rigen. Pero su íntima esencia queda oculta a nuestra mente y la intuición es la única capaz de captarla.»



«First comes the cultivation and creation of the individual; then the individual can create. It is not the means of expression and representation that count in art, but the individual in his identity and humanity. Hence rules and formulae can be no more than signposts on the way to color fulfillment in art. So long as colors are bound to the world of objects, we can perceive them and recognize their relationships; their inner essence remains concealed from our understanding, and must be grasped intuitively.»



«D’abord vient la formation et la culture de l’homme, ensuite il peut à son tour former des images. En art, ce ne sont pas les moyens de représentation et d’expression qui sont les plus importants, mais bien plutôt l’homme, avec son caractère et son humanité. C’est pourquoi les règles et les lois ne peuvent être que des tables d’orientation que l’on place sur la voie de la création artistique. Tant que les couleurs sont captives du monde des objets, elles peuvent être perçues et l’on peut définir les lois qui les régissent. Mais leur essence intime reste cachée à notre raison et seule l’intuition est capable de la saisir.»



Johannes Itten, Arte del Color / The Elements of Color / L’art de la couleur (1961)






2015/03/30

«Newsletter L&I» (n.º 47, 2015-03-30)



Design Thinking (BR)

Gisela Blanco (Projeto Draft): «Verbete Draft: o que é Design Thinking» [web] [intro]

Eduardo Pazinato: Inovar para pesquisar e agir [web] [intro]

Eduardo Freire: Design Thinking – Inovação em Gestão de Projetos ou Gestão de Projetos de Inovação [web] [intro]

Carlos Carlucci (Country manager da Vocalcom Brasil): Design Thinking e o contact center [web] [intro]



Design Thinking (PT)

Beatriz Ferreira (Espalha Factos): «2ª Edição Novabase Gameshifters. No dia mundial do sono, aqui pouco (ou nada) se dormiu» [web] [intro]

Novabase: Design Thinking é o nosso principal modo de innovar [web] [intro]

Luís Paulo Salvado (Novabase): Design Thinking [web] [intro]

ESAD – Escola Superior de Artes e Design de Matosinhos: Primeira Pós-Graduação em Design Thinking em Portugal [web] [intro]



Design Thinking (ES)

Annabella Quiroga (Clarín): «El design thinking modela a los nuevos negocios» [web] [intro]

Tatiana Gutiérrez: Reglas de oro de Asus para innovar y ser creativo [web] [intro]

Juan Ramis-Pujol: Los fundamentos del Design Thinking [web] [intro]

Planimedia: «Design Thinking: lleva al Consumidor a tus reuniones de Marketing» [web] [intro]



Design Thinking (FR)

Laurence Jaillard (La Tribune - Acteurs de l'économie): «Les voies du design thinking» [web] [intro]

CPi: Le Design Thinking [web] [intro]

Le design thinking apporte de l’eau potable en Inde [web] [intro]

Digital Humanities, un MBA au cœur d’une pédagogie innovante [web] [intro]



Design Thinking (EN)

Making design thinking work. Discussion board: Design Thinking [web] [intro]

Kriston Capps (@kristoncapps): Doomsday Architecture Is More Relevant Now Than Ever [web] [intro]

d.school promotes Design Thinking on campus [web] [intro]

We Love Health Literacy: «Other Things We Love: Design Thinking» [web] [intro]





Licencia Creative Commons Licencia Creative Commons
Atribución-NoComercial
4.0 Internacional








2015/03/27

Carlos Carlucci (Country manager da Vocalcom Brasil): Design Thinking e o contact center




Design Thinking e o contact center



Administradores
Carlos Carlucci


BRASIL

«Para o contact center um dos grande desafios é utilizar múltiplos canais, integrar todos os sistemas possíveis e, principalmente, os que promovem o contato com o consumidor. Com este objetivo, muitas empresas estão investindo no Design Thinking, um método prático de resolução de problemas ou questões, que visa um resultado futuro. Permite aprofundar o conhecimento no negócio, propor melhorias para os processos, além de oferecer um relacionamento mais eficiente com o cliente, o que pode resultar no aumento da satisfação do público. O método define todos os parâmetros do problema em questão para a definição de um objetivo, este é um dos grandes diferenciais da ferramenta.

»Sempre precisamos nos preocupar em modernizar os canais de atendimento que são oferecidos ao consumidor: SMS, chat, e-mail, URA, entre outros. E o Design Thinking chega com a proposta de apresentar para as empresas maneiras de atender aos clientes por meio de recursos inovadores. A ferramenta alia a arte, ciência e tecnologia para encontrar novas soluções de negócios. O DT é um conjunto de métodos e processos que identifica problemas relacionados ao recebimento de informações, análise de conhecimento e propostas de soluções, a fim de elevar o nível de inovação.

»Vejo as soluções inovadoras como um diferencial para o mercado que está cada dia mais competitivo. O Design Thinking veio complementar a visão do mercado de que para inovar é preciso focar no desenvolvimento ou integração de novas tecnologias. E podemos ver que os resultados são os melhores possíveis. No mercado de contact center, por exemplo, investir em ferramentas criativas que oferecem maneiras de estreitar o relacionamento com o consumidor ficou cada vez mais necessária. Big Data, cloud, entre outros, são exemplos reais disso.

»Não há mais como apenas contatar o cliente através do telefone. As redes sociais, e-mails, SMS etc. são fundamentais para alavancar as negociações da empresa, reduzir custos e garantir um melhor desempenho da equipe. Visando isso, podemos dizer que é preciso inovar, sim. E não há alternativas de crescer, ganhar visibilidade e apresentar diferenciais se o negócio não estiver aliado à tecnologia. Como sempre digo, vivemos em uma era altamente tecnológica, não podemos estagnar. E essas inovações, chegam sempre para nos beneficiar.

»Para muitas empresas, o Design Thinking revolucionou as reuniões. As apresentações em Power Point foram deixadas para trás e as cartolinas e maquetes retomaram os seus postos. Toda essa inovação é feita com o objetivo de deixar os encontros mais dinâmicos, interativos e facilitar o entendimento do colaborador e até de um prospecte para quem a empresa irá apresentar uma proposta. E o seu contact center, já aderiu ao novo modelo de reunião? Seria uma boa hora para implantar quadros interativos, que mostrem os resultados dos agentes, a meta de cada setor, além de coisas inovadoras como foto dos colaboradores, mural de recados com mensagens de incentivo para a equipe e muito mais.

»No Brasil, vemos que o Design Thinkings ainda é pouco aplicado pelas empresas, principalmente, as de pequeno porte, mas acredito que essa será uma das tendências para os próximos anos. O modelo já é adotado por grandes instituições como Facebook e Google. E você, acha que esse é um bom negócio?»





2015/03/26

Eduardo Freire: Design Thinking – Inovação em Gestão de Projetos ou Gestão de Projetos de Inovação



Design Thinking: Inovação em Gestão de Projetos ou Gestão de Projetos de Inovação



FIXE Consulting & Training
Eduardo Freire

BRASIL

«Ultimamente temos ouvindo falar muito na expressão Design Thiking, mas o de que fato é isso, e o que isso tem a ver com Gestão de Projetos. Por uma tradução literal, nos vem logo na cabeça o “pensamento do design” ou então vem na mente que é fazer algo visual (ou o desenhar de fato), fazendo alusão ao trabalhos dos designers. Mas esse tema vem sendo adotado por pessoas e organizações, principalmente no mundo dos negócios e claro nos projetos.

»Quando utilizamos métodos e processos realizados por designers, o design thinking busca diversos ângulos e perspectivas para solução de problemas, priorizando o trabalho colaborativo em equipes multidisciplinares em busca de soluções inovadoras. Tendo como principal foco entender os métodos e processos que designers utilizam ao criar soluções, assim pessoas e organizações seriam mais capazes de se conectar e revigorar seus processos de criação a fim de elevar o nível de inovação. O inovação está vinculado diretamente a algo que consiga implementar e trazer resultados, assim como nossos projetos.

»Para Tim Brown (CEO da IDEO considerada uma das empresa mais inovadoras do mundo) em seu livro sobre Design thiking: “No mundo dos negócios, cada ideia —por mais nobre que seja— deve passar no teste dos resultados financeiros.”. Por mais que o design thinking é um negócio baseado na prototipagem, uma vez que você não desiste de uma promissora ideia, você a constrói por meio de processo iterativo, colaborativo e claro extremamente empático. Como podemos ver na figura [arriba] na abordagem utilizado na d.School na Universidade de Stanford.

»Então muitas vezes uma jornada de um designer a um design thinker, como reflete Brown, descobre-se que um bom desenho (ou proposta) nem sempre é suficiente para resolver problemas do produto e que muitas vezes nem o próprio produto resolve o problema do cliente. Com isso, Brown, percebeu que sua capacidade criativa poderia ir além do desenho e ajudar a repensar o negócio sob a perspectiva do consumidor final.

»A popularização da expressão “Design Thinking” veio em 1991, ano que foi fundada a IDEO em Palo Alto (hoje conhecido com Vale do Silício), na California. Na mesma epóca os primeiros acadêmicos na Universidade de Stanford tiverem uma papel de fundamental importância na propagação da expressão dentre suas mentes de negócios e técnicas para revolução digital.

»Isso tem sido gradualmente ensinado nos MBA das grandes escolas e sendo adotado por grandes empresas internacionais como mais uma ferramenta para o executivo. Para Roger Martin, ex-professor na Rotman School of Management (Canadá),

»Tudo bem, mas o que isso tudo tem a ver com gerenciamento de projetos? Tudo, afinal Segundo Tennyson Pinheiro, sócio da live|work a tradução grosseira seria “o jeito de pensar do design”, mas em bom português seria “projeto centrado em pessoas”.

»Nos últimos anos em minhas consultorias, aulas e palestras tenho abordado muito o termo “pensar fora da caixa”, pois como gestores de projetos, fomos “treinados” (e muitas vezes treinamos) a pensar no problema e não na solução. Já o Design thinking tem sido um método prático-criativo de solução de problemas ou questões, com isso acabamos por trabalhar uma forma de pensar baseada em soluções ou focada em soluções, com um objetivo inicial. Em vez de começar com um determinado problema. A diferença por exemplo de um método científico tradicional, é que este se inicia definindo todos os parâmetros do problema em questão para a definição de um objetivo. Esse “modus operantes’ distinto partir de um estudo de Nigel Cross concluiu que cientistas resolvem problemas a partir de análise, enquanto o designer o faz a partir de síntese. Consequentemente não significa que design thinking não necessita de análise para encontrar uma solução final, no entanto a abordagem de um design thinker, em termos de solução de problemas, é a partir de uma perspectiva de um objetivo.

»Nos últimos tempos temos aplicado bastante esse conceito em consultoria “formal” e estruturação de método e/ou metodologia em gerenciamentos de projetos, programas, pmo e planejamento estratégico corporativo. Principalmente quando pensamos na adequação disso tudo, ao uso de Sistemas de Informação (Microsoft EPM 2013 e Project Online).

»E quando estamos falando de gerenciamento projeto de inovação, em startups ou simplesmente o desenvolvimento de projetos de “microtecnologias” para os habitantes do Quênia, o foco seria uma só, a solução para melhoria de alguma necessidade/demanda, que pode vim do mercado, academia ou mesmo da comunidade.

»E como já dizia Albert Einsten: “A inovação nunca é fruto do pensamento lógico. Mas o resultado dela está sempre conectado a uma estrutura lógica”.»





2015/03/25

Eduardo Pazinato: Inovar para pesquisar e agir




Inovar para pesquisar e agir



Jornal do Comércio
Eduardo Pazinato

BRASIL

«Nunca antes na história recente do País, a cidadania, as lideranças empresariais e públicas foram tão desafiadas a incorporar a pesquisa aplicada como insumo estratégico para enfrentar o atual cenário de grande indefinição e insegurança (social e institucional) quanto agora. Compreender a pesquisa aplicada como pressuposto para a criação de uma cultura de inovação demanda a assunção do potencial disruptivo e transformador do design thinking.

»Para Tim Brown, CEO da IDEO, uma das mais respeitadas consultorias de design do mundo, autor do livro “Uma metodologia poderosa para decretar o fim das velhas ideias”, a dessacralização do design na vida contemporânea é um imperativo (e uma necessidade premente). Apropriando-me de alguns dos seus conceitos: inovar é pesquisar! Nesse contexto, a grande inovação dos nossos tempos consiste na interação e na convergência de diversas tecnologias e múltiplas técnicas de pesquisa voltadas a dar visibilidade ao que aparentemente está invisível (ou invisibilizado), a vocalizar o inaudito (ou silenciado), com rigor metodológico, em prol da agregação de inteligência, estratégia e valor da criação de produtos à prestação de melhores serviços.

»Da inovação empresarial à social, fazer mais (e melhor) com menos, perscrutando frestas para fomentar novos negócios, potencializar antigos mercados, ou ainda atingir pessoas alijadas de um mínimo ético existencial, exige de nós o enfrentamento, altivo, de obstáculos tão díspares e semelhantes quanto aqueles que impactam, por exemplo, o chão de fábrica e as políticas públicas de segurança. Em um ou noutro universo, a pesquisa pode, e deve, incidir para proporcionar novas perguntas e respostas a velhos problemas, lumiados pela senda da inovação (e do design thinking). Indignar-se ante constrangimentos e déficits financeiros e humanos é necessário, mas não basta. Inovar é preciso! Símbolos, coisas e gente são a base da pesquisa aplicada, vocacionada a extrair, como inspira Brown, a praticabilidade do que é funcionalmente possível em um futuro próximo, a viabilidade do que provavelmente se tornará sustentável e, ainda, a desejabilidade naquilo que faz sentido para pessoas e instituições. Esse é o caminho, o resto é cenário.»





2015/03/24

Gisela Blanco (Projeto Draft): «Verbete Draft: o que é Design Thinking»


«David Kelley, que ao lado de Tim Brown comanda a IDEO, consultoria de inovação que tornou o Design Thinking acessível ao mundo inteiro (foto: reprodução internet).»


«Verbete Draft: o que é Design Thinking»



Projeto Draft
Gisela Blanco

BRASIL

«Continuamos a série que explica as principais palavras do vocabulário dos empreendedores da nova economia. São termos e expressões que você precisa saber: seja para conhecer as novas ferramentas que vão impulsionar seus negócios ou para te ajudar a falar a mesma língua de mentores e investidores. O verbete de hoje é...

»DESIGN THINKING

»O que acham que é: Algo relacionado a design, artes ou estética. E provavelmente a postits.

»O que realmente é: Uma forma de resolver problemas, desenvolver produtos e pensar projetos baseada no processo cognitivo que os designers usam. Fazem parte do pacote: pesquisa, brainstorms, seleção de ideias, prototipagem. “Design Thinking é uma abordagem antropocêntrica para inovação que usa ferramentas dos designers para integrar as necessidades das pessoas, as possibilidades da tecnologia e os requisitos para o sucesso dos negócios”, conceitua Tim Brown, autor do livro Change By Design. O processo de Design Thinking geralmente é feito em grupo e dividido em fases, que podem ser sete, cinco ou quatro, de acordo com o autor. Para a d.school, o Instituto de Design de Stanford, são cinco:

»1) Criar empatia ou compreender

»Entender quais são as necessidades das pessoas envolvidas no problema (consumidores, funcionários etc), do que precisam, do que gostam, o que querem.

»2) Definir

»A partir daquela pesquisa, delimitar qual é o problema, o que precisa ser resolvido ou criado.

»3) Idear

»É a fase de brainstorm, em que as ideias e sugestões devem fluir sem censura, sem medo de errar.

»4) Prototipar

»Escolher uma ou algumas ideias (aqui é que costumam entrar os post-its, que ajudam o grupo a organizar e selecionar as ideias mais recorrentes ou mais interessantes) e criar protótipos. Pode ser um desenho, uma maquete feita com caixas velhas e fita crepe, algo que simule o produto final.

»5) Testar

»Agora é hora de experimentar os protótipos e escolher o que faça mais sentido.


»Quem inventou: A popularização da ideia do Desing Thinking aplicada aos negócios costuma ser creditada a duas personalidades do Vale do Silício: David Kelley, professsor da Universidade de Stanford que fundou a consultoria de inovação IDEO, e seu colega Tim Brown, atual CEO desta mesma consultoria e autor de Change by Design (em português, Design Thinking – Uma Metodologia Poderosa Para Decretar o Fim das Velhas Ideias). Lançado em 2009, o livro que explica a metodologia virou bestseller e conquistou prateleiras de empresas no mundo inteiro. Mas as técnicas, na verdade, são bem mais antigas. “Se a gente olhar para o movimento Bauhaus, lá em 1919, vamos ver que eles já usavam muitos dos elementos do Design Thinking. Antes de IDEO, já havia professores escrevendo artigos sobre o assunto”, afirma o consultor e professor Luis Alt, um dos autores do livro Design Thinking Brasil. “Mas David Kelley e Tim Brown merecem o crédito por terem se apropriado do termo e o explicado ao mundo de uma forma tão eficiente”, diz.

»Quando foi inventado: A partir de 1991, quando a IDEO foi fundada, a abordagem que a consultoria usava para resolver problemas já começou a ficar famosa no Vale do Silício. Essa reportagem da época mostra o processo que um grupo formado por profissionais de várias áreas (engenheiros, psicólogos, designers) usou para criar um carrinho de compras inovador. Para que serve: Principalmente para criar novos produtos e serviços. Mas a lista de utilidades é extensa: pensar em soluções para problemas de empresas e seus clientes, desenvolver novas ferramentas e até marcas… enfim, para fazer inovação na prática. “Como o Design Thinking é uma abordagem, uma forma de encarar as coisas, o ideal é que os principais valores dele —empatia, colaboração, experimentação— sejam incorporados ao dia a dia das empresas, para resolver todo tipo de situação”, afirma Luis Alt, que ensina a técnica na Escola de Inovação em Serviços, em São Paulo.

»Quem usa: Empresas de todos os tamanhos, escolas, hospitais, ONGs, governos. Gigantes como Sony, P&G e Apple, que já incorporaram o Design Thinking ao seu dia a dia. Steve Jobs, que aliás era amigo de David Kelley, da IDEO, foi um grande advogado da empatia no design de produtos: todos tinham que ser criados pensando antes de tudo no usuário. Recentemente, a rede de supermercados Tesco, do Reino Unido, usou Design Thinking para ajudar a implementar um serviço de banco personalizado para os clientes dentro das lojas. No Brasil, o Itau-Unibanco usou para criar uma cultura de inovação para sua área de Wealth Management.

»Efeitos colaterais: Não há efeitos colaterais, mas se a técnica não for bem empregada, pode não surtir os efeitos desejados. Não adianta, por exemplo, tentar usar Design Thinking sem de fato conversar, entrevistar e tentar compreender as necessidades das pessoas envolvidas — a tal da empatia.

»Quem é contra: Apesar de ser uma abordagem muito querida por empreendedores e criativos em geral, cada vez mais popular e ainda relativamente nova no Brasil, há quem já tenha se cansado dela lá fora. O professor e especialista em inovação americano Bruce Nussbaum, que era um grande defensor do Design Thinking, escreveu um artigo para a Fast Company dizendo que o método é um experimento fracassado. Na visão dele, em boa parte das empresas que o adotaram ele não serviu para muita coisa, por que o Design Thinking não conseguiu mudar a cultura das empresas. Isso ocorreria porque muitos CEOs não conseguem lidar muito bem com o que Nussbaum considera o principal combustível do método: a criatividade. “Para parecer interessante à cultura dos processos de negócios, ela foi despida da bagunça, dos conflitos, falhas, emoções, do andar em círculos que é parte e parcela do processo criativo. Em algumas companhias, CEOs e gerentes aceitaram essa bagunça junto com o processo e a inovação aconteceu. Em muitas outras, não”, escreveu Nussbaum.


»Para saber mais:

»1) Leia os livros Change by Design, de Tim Brown, e Design Thinking Brasil, de Luis Alt e Tennyson Pinheiro.

»2) Assista o TED talk de David Kelley.

»3) Faça um curso online, como o da University of Virginia (que é gratuito), ou um curso presencial, como os da Escola de Inovação em Serviços ou da Escola Design Thinking, em São Paulo.»





2015/03/23

«Newsletter L&I» (n.º 46, 2015-03-23)



Inovação nas estratégias de diversificação (Brasil)

Lívia Andrade, Globo Rural: «Menos riscos, mais retorno! Programa de Gestão Integrada da Propriedade Rural estimula adoção de estratégias para diversificação de atividades» [web] [intro]

Diversificação e Biogeografia da Biota Neotropical [web] [intro]

Uma estratégia de diversificação pró-ativa [web] [intro]

Participação do Brasil no Salão de Paris deve aquecer parcerias [web] [intro]



Inovação nas estratégias de diversificação (Portugal, África lusófona)

Alves Rocha, Expansão: «As difíceis vias da diversificação económica num contexto de diminuição generalizada de recursos financeiros (1.ª parte)» [web] [intro]

Defendida continuidade da diversificação da economia nacional angolana [web] [intro]

Empresas devem diversificar estratégias para a promoção da igualdade de género [web] [intro]

Candidatura de Estratégia de Desenvolvimento Local para o Algarve Interior Central [web] [intro]



Innovación en estrategias de diversificación

Juan Manuel Vieites, Secretario General de Anfaco-CECOPESCA: «Es necesaria una estrategia de diversificación y expansión internacional, a través de la innovación» [web] [intro]

¿Qué beneficios a la economía de Perú dará el Plan Nacional de Diversificación Productiva? [web] [intro]

Víctor Álvarez R.: «De la maldición de la abundancia a la bendición de la escasez» [web] [intro]

Consolidar una cultura exportadora en la República Dominicana [web] [intro]



Innovation dans les stratégies de diversification

Anne-Laurence Gollion, Le nouvel Economiste: «La fusion fait partie des options qui séduisent pour diversifier le modèle économique, surtout pour atteindre la taille critique afin de bénéficier d’économies d’échelle» [web] [intro]

Stratégie de spécialisation/diversification ANSOFF [web] [intro]

Les nouveaux métiers d’Alcatel. Interview avec sa directrice générale, Patricia Boulanger [web] [intro]

Helen Clark (Administrateur du Programme des Nations Unies pour le développement): Discours à l’occasion de la Conférence Internationale sur l’Émergence de l’Afrique [web] [intro]



Innovation on diversification strategies

Abdullah bin Sauod Al Thani, Governor of Qatar Central Bank (QCB), quoted by The Peninsula Qatar: «Diversification is the need of the hour particularly as the needs of big-time global investors must be met» [web] [intro]

Permaculture for US Farms: Strategies for Diversification [web] [intro]

Ramping up the conversation around diversity in the innovation economy [web] [intro]

The powers of the Energy Union [web] [intro]





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4.0 Internacional








2015/03/20

Participação do Brasil no Salão de Paris deve aquecer parcerias



Participação do Brasil no Salão de Paris deve aquecer parcerias



Portal Brasil
Ministério da Cultura

BRASIL

«O Brasil será homenageado, pela segunda vez, no Salão do Livro de Paris, que ocorrerá entre 20 e 23 de março na capital francesa. Um grupo de 43 autores e autoras representará o País no evento, que terá a presença do ministro Juca Ferreira e contará com espaço de 500 metros quadrados para venda, exposição de livros e palestras.

»Guiomar Grammont, curadora da programação brasileira do Salão de Paris, explica a importância da participação no evento. “A promoção do livro e da literatura brasileira no exterior é essencial para o desenvolvimento de um maior intercâmbio científico e cultural, o que amplia as divisas do País, fortalece nossa moeda, e promove melhoria da qualidade de vida em todos os níveis”, defende.

»Leonardo Tonus, professor da Universidade de Sorbonne e um dos curadores que selecionaram os autores brasileiros, também destaca os benefícios da ação. Para ele, a participação do Brasil no Salão de Paris vai aquecer o mercado editorial entre os dois países e permite a consolidação de nossa cultura na França, principalmente o ensino de português nas escolas.

»Em entrevista concedida ao Ministério da Cultura, Tonus fala sobre o cenário da literatura brasileira na França e também avalia a importância das bolsas de tradução concedidas pelo governo brasileiro.”Estes programas foram e ainda continuam sendo essenciais na promoção e na divulgação da literatura nacional no exterior” diz.


»MinC- Como a literatura brasileira é vista hoje na França?

»Leonardo- As relações culturais entre a França e o Brasil não datam de hoje. Neste sentido, vale a pena lembrar o trabalho empreendido por Ferdinand Denis no século XIX, um dos primeiros brasilianistas e promotores da literatura brasileira na França, como também o empenho do poeta Valéry Larbaud em querer aproximar os modernistas brasileiros dos intelectuais franceses. Não esqueçamos, também, os nomes de [Georges] Bernanos, [Roger] Caillois, Roger Bastide, Claude Lévi-Strauss, Le Corbusier, Pierre Monbeig, Fernand Braudel e tantos outros intelectuais, escritores e pensadores franceses que inauguraram uma era de conhecimentos e contatos recíprocos entre os nossos dois países.

»De fato, ao longo do século XX observa-se uma penetração cada vez maior da cultura e da literatura brasileiras no universo francês. No entanto, poucos autores de nossas letras nacionais conquistaram um lugar de destaque em sua esfera pública. A tradução da literatura brasileira na França, bem como sua circulação, é quase inexistente até o segundo quartel do século XX, limitando-se aos círculos restritos de intelectuais e apaixanados por nossa cultura.

»A grande reviravolta dá-se nas décadas de 1960 e 1970 com o boom da literatura latinoamericana na Europa que traz à tona figuras importantes como Alejo Carpentier, Gabriel Garcia Marquez, e Jorge Amado, um dos autores brasileiros ainda hoje mais apreciados pelo público francês.

»Ora, da década de 1980 para cá muita coisa mudou, sobretudo se levarmos em conta a multiplicação dos canais de difusão cultural no Brasil, bem como a diversificação de seus atores, como atestam a emergência de vozes até então silenciadas no campo literário brasileiro (negros, índios, mulheres, homossexuais, etc) e seu reconhecimento para fora do espaço nacional. Apesar de ainda permanecer um espaço em disputa, como sugere a professora e pesquisadora Regina Dalcastagnè (UnB), nestes últimos anos, a literatura brasileira pluralizou-se, quer seja a nível nacional como internacional.

»Hoje o leitor francês que se interessa por nossa cultura e literatura pode contar com uma grande variedade de autores, estilos e gêneros até há pouco tempo inexistentes. De Paulo Lins a João Carrascoza, passando por Edyr Augusto, Adriana Lisboa, Conceição Evaristo, Roger Mello, Fábio Moon, Carlos Drummond de Andrade, Rodrigo Ciríaco ou Bernardo Carvalho, entre outros, eis alguns nomes que se encontram hoje facilmente nas estantes das principais bibliotecas públicas ou nas gôndolas de livrarias francesas. Evidentemente muito esforço ainda há de ser feito, nomeadamente no que diz respeito à divulgação de nossos pensadores, artistas plásticos, cineastas, poetas, dramaturgos e até, por que não dizer, dos atores de um ser modo de ser brasileiro.


»MinC- Que benefícios a participação do Brasil no Salão do Livro de Paris pode trazer?

»Leonardo- Para além do fortalecimento das relações bilaterais e do aquecimento do mercado editoral entre os dois países, a participação do Brasil permitirá a consolidação de nossa cultura na França, nomeadamente do ensino do seu idioma.

»Resido em Paris há mais de 25 anos e sou professor de literatura brasileira na Universidade da Sorbonne desde 2001. Ao longo dessas últimas décadas, assisti não somente à euforia em torno da promoção da língua portuguesa no ensino público francês, bem como ao seu declínio, ao desaparecimento dos concursos para professores de português no secundário, ao fechamento dos departamentos de estudos lusófonos nas universidades francesas, situações que acabaram por fragilizar a presença do livro brasileiro no mercado editorial francês.

»A aposta na internacionalização de nossa cultura realizada pelo governo brasileiro nas últimas décadas parece, no entanto, inverter este quadro sombrio. E os beneficios já são perceptíveis. Desde 2012, data quando o Brasil retorna ao Salão do Livro de Paris, constata-se um aumento significativo de traduções ou reedições dos clássicos de nossa literatura e de jovens autores nacionais. Atesto também uma mudança significativa em meu cotidiano de docente na Universidade da Sorbonne com um acréscimo exponencial do número de estudantes interessados pelo aprendizado do português do Brasil e de sua cultura.

»Não posso deixar de mencionar aqui o meu prazer a ministrar cursos sobre a nossa literatura com turmas de quase 70 estudantes! Como disse, os beneficios são imensos e perceptíveis. No entanto, há de se ter muito cuidado. A penetração da literatura brasileira nas diversas esferas públicas da sociedade francesa ainda é fragil e requer um apoio contínuo por parte das instituições brasileiras. Saúdo aqui o belíssimo trabalho empreendido pela Embaixado do Brasil na França na promoção de nossas letras. Penso, no entanto, que este poderia multiplicar-se através de um esforço contínuo realizado pelos diversos atores locais e nacionais.


»MinC- Quais são os atuais e principais desafios que autores brasileiros enfrentam em relação a expandir produção para fora do País?

»Leonardo- Os atuais e principais desafios que autores brasileiros enfrentam em relação à expansão da produção literária para fora do País limitam-se, em minha opinião, à continuidade de uma produção de alto nível, como ela o é hoje. Se os autores brasileiros contemporâneos reivindicam, com pertinência, o reconhecimento de um estatuto profissional, este não requer necessariamente uma implicação no processo de promoção dependente, como sabemos, das forças do campo literário, como já afirmava o sociólogo francês Pierre Bourdieu.

»Os verdadeiros e atuais desafios do processo de internacionalização da literatura brasileira situam-se antes na reestruturação da cadeia do livro brasileiro no exterior. Para além de uma melhor aproximação dos atores locais, torna-se imprescindível, por exemplo, a formação de leitores e tradutores do português para outros idiomas, bem como a disponibilização e uma maior centralização de informações acerca da produção literária nacional recente, quer seja por portais na internet, catálagos ou encontros realizados no exterior sobre questões relativas e específicas ao campo literário nacional.


»MinC- O Ministério da Cultura investe na promoção da tradução da literatura brasileira. Exemplo disso é o Programa de Apoio à Tradução e à Publicação de Autores Brasieliros no Exterior. De 1991, ano em que o Programa foi criado, até 2014, foram concedidas 771 bolsas de apoios à tradução e à publicação de autores brasileiros. 70% destas, concedidas desde 2011. Qual é a importância do apoio do governo?

»Leonardo- Estes programas foram e ainda continuam sendo essenciais na promoção e na divulgação da literatura nacional no exterior. Mas as demandas cresceram, e a questão que se coloca hoje é de como suprir estas novas expectativas e se adequar ao potencial e às exigências do mercado editorial internacional. Os programas de residência de tradutores no Brasil e os editais permitindo à presença de autores brasileiros fora do país constituem já uma resposta a esta questão.

»Talvez, no entanto, seja o momento de se repensar novas estratégias, através, por exemplo, de editais (privado-público) que abarquem projetos internacionais ou de acordos bilaterais entre instituições nacionais e internacionais vinculadas ao universo do livro que possam deste modo consolidar a aventura singular da literatura brasileira na França e no Salão do Livro de Paris de 2015.»





2015/03/19

Uma estratégia de diversificação pró-ativa





Uma estratégia de diversificação pró-ativa



SEGS - Portal Nacional de Seguros
G&A Comunicação Corporativa

BRASIL

«GEFCO Espanha, uma importante subsidiária, comemora trinta anos no país.

»Desde 1985 no país, a GEFCO Espanha é uma das maiores subsidiárias do Grupo e atualmente é uma das principais empresas deste setor, no país. Em 2013, registrou um faturamento de €310 milhões, respondendo por mais de 7% de todo o faturamento do Grupo.

»Durante seus trinta anos de atividades, a GEFCO expandiu sua rede, abrindo centros de logística, desenvolvendo novos serviços e ampliando sua carteira de clientes, atualmente com 5.500 empresas. Com 36 unidades de logística e 839 funcionários, a subsidiária administra os fluxos de logística dos principais grupos industriais estabelecidos nos diferentes setores da economia: bens de consumo (Dia, Alcampo), produtos eletrônicos, aeronáutica, veículos de duas rodas, saúde e beleza (L’Oréal), além do automobilístico (Delphi, Fiat, Chrysler e PSA Peugeot Citroën, uma cliente de longa data).

»Famosa pela confiabilidade de seus serviços, a GEFCO Espanha aplicou seu conhecimento especializado, adquirido no exercício da logística automobilística, visando responder à globalização dos fluxos industriais e às necessidades de seus clientes nacionais e internacionais que enfrentam a complexidade dos problemas globalizados.

»A GEFCO Espanha oferece toda uma gama de serviços. A subsidiária presta serviços de alto valor agregado nas áreas de logística de armazenagem, transportes terrestre, marítimos e aéreos, além de logística automobilística e serviços aduaneiros e de representação fiscal. Graças à sua estrutura, a empresa cobre toda a cadeia de suprimento e atende às demandas mais exigentes, com suas soluções de ponta a ponta.


»Bom desempenho apesar da difícil situação econômica

»As atividades de logística respondem por 5,5% do PIB da Espanha, fazendo deste setor um dos principais da economia do país. Registrando um faturamento de €3,6 bilhões em 2013[1] para os 175 mais importantes stakeholders, este setor é extremamente concorrido. A GEFCO Espanha representa 9,5% deste mercado.

»Em 2014, diversos sucessos importantes permitiram que a GEFCO Espanha mantivesse sua posição de liderança no mercado: contratos assinados com grandes grupos mundiais (World Duty Free Group, DFG e sua subsidiária Pavestone), incursão no mercado de transporte com temperatura controlada (colaboração com a Panstar), e uma nova oferta de transporte ferroviário na área de logística de veículos acabados (FVL, Finished Vehicles Logistics). Os contratos foram assinados com grupos industriais de vários setores (alto & pesado, alimentos e varejo), o que ilustra a diversificação da estratégia da GEFCO, tanto em nível global como local.

»A subsidiária também se beneficiou da recuperação da indústria automobilística, sobretudo em função de um plano nacional que visou ajudar este setor (Pive), o que impulsionou as vendas em 2014, com a venda de 855.308 veículos no ano, uma alta de 18,4%, em comparação com 2013.


»Novos desafios, de acordo com as metas ambiciosas do Grupo

»A subsidiária ainda desempenhou um importante papel na implantação de um contrato 4PL[2] de sete anos, assinado com a General Motors que confiou à GEFCO a gestão e a otimização de toda a sua cadeia de logística, na Europa e na Rússia. Este contrato, envolvendo mais de um milhão de veículos por ano, coloca a GEFCO na vanguarda da área de integração de logística, no setor automobilístico europeu.

»Ao mesmo tempo e, de acordo com a estratégia do Grupo, a GEFCO Espanha assumiu o compromisso de continuar investindo em sistemas de informação, sinônimos de maior competitividade, com o objetivo de oferecer a seus clientes a capacidade de rastrear e otimizar seus fluxos.

»Em 2015, houve uma mudança na direção da empresa, e Julián Navarro assumiu o comando da subsidiária, após a aposentadoria de Dulsé Díaz. Navarro, 49 anos, entrou na GEFCO em 1988, se destacando na gestão das subsidiárias da empresa na Argentina e no Chile, no período de 2009 a 2014.

»Navarro usará a experiência da subsidiária, adquirida ao longo de três décadas, para realizar as metas de competividade e produtividade, definidas por seu predecessor.

»“A GEFCO Espanha tem um papel preponderante no Grupo GEFCO: seu conhecimento especializado e sua localização geográfica conferem à empresa vantagens valiosas no desenvolvimento do comércio com a região de Maghreb e a América Latina. Acima de tudo, sua estratégia de diversificação pró-ativa e a motivação de suas equipes colocam a subsidiária no coração da estratégia de desenvolvimento do Grupo, cujo objetivo é dobrar o faturamento até 2020”, declarou Luc Nadal, Presidente do Conselho da GEFCO.


»Grupo GEFCO

»A GEFCO é referência em logística industrial. Com suas cinco principais áreas de expertise —Transportes Marítimos, Terrestres, Armazenagem Gestão de Embalagens retornáveis, Logística de Veículos Acabados e Representação Aduaneira— fornece soluções globais inovadoras para todas as necessidades de logística industrial, nacional ou internacional, inbound ou outbound. Presente em 150 países e com plataformas próprias na América Latina, Ásia e Europa, a GEFCO é um dos 10 maiores operadores logísticos europeus. Alcançou faturamento de € 4 bilhões em 2013 e conta com 11,5 mil colaboradores. O Grupo, que tem mais de 350 instalações em todo o mundo, está se desenvolvendo na Ásia Central, Europa Central e Oriental, Oriente Médio, Ásia Oriental e América do Sul.»





2015/03/17

Lívia Andrade, Globo Rural: «Menos riscos, mais retorno! Programa de Gestão Integrada da Propriedade Rural estimula adoção de estratégias para diversificação de atividades»





«Menos riscos, mais retorno! Programa de Gestão Integrada da Propriedade Rural estimula adoção de estratégias para diversificação de atividades»



Revista Globo Rural
Lívia Andrade

BRASIL

«Não basta saber produzir. É preciso também saber gerenciar. Cresce o número de propriedades rurais que funcionam como empresas, a partir de objetivos bem definidos. O Sebrae está contribuindo para acelerar esse processo. Em 2014, deu abrangência nacional a projetos de gestão integrada. O primeiro, dentro dessa nova perspectiva, aconteceu em Mato Grosso. Em 2015, a iniciativa deverá se estender para outros Estados: Mato Grosso do Sul, Amazonas e Rio Grande do Norte já manifestaram interesse.

»“Entendemos que o produtor rural necessita olhar a propriedade como uma empresa. Todas as atividades agrícolas podem se tornar um negócio”, diz Victor Ferreira, analista de agronegócios do Sebrae. “Os recursos naturais também podem se tornar uma fonte via prestação de serviços ambientais ou exploração, sob manejo, dos produtos madeireiros e não madeireiros da floresta, observando-se o novo Código Florestal”, explica.


»Bons exemplos

»O Sebrae em São Paulo e no Rio Grande do Sul tocam há algum tempo projetos nesse sentido. Na cidade de Botucatu, interior paulista, os trabalhos na Gestão Integrada da Propriedade Rural já completaram dois anos. O município é um polo de produção orgânica, e Arnaldo Sampaio está no projeto desde o início. Dono do sítio Segredo, uma propriedade de 100 hectares, ele produz maçã orgânica, cria gado da raça tabapuã, tem eucalipto plantado e está fazendo um experimento com banana orgânica, em meio hectare da propriedade. “Essa forma de gestão me fez ter um controle rigoroso de tudo que gasto, o que me ajuda a planejar as ações”, diz Sampaio.

»A grande aposta do produtor foi a maçã orgânica plantada há quase cinco anos, em 1 hectare. São mais de 1.000 pés de macieiras, que podem render 20 toneladas ao ano, ao preço de R$ 6 o quilo. Observação: 1 hectare da convencional produz cerca de 50 toneladas e o quilo sai por R$1,50. Sampaio optou pela variedade de maçã eva por vários motivos. Um deles é que a colheita começa em novembro e dezembro, bem antes do maior concorrente: os produtores da Região Sul, que começam a colher em abril.

»Ajudaram na escolha a resistência da variedade ao calor e a exigência de 100 horas por ano abaixo de 10 graus celsius, o que é normal em Botucatu. “O problema é que o clima está muito diferente. Este ano, por exemplo, está muito quente e seco”, diz. O excesso de calor e a falta de umidade fizeram com que a produção caísse para 20% do esperado.

»O fato de não colocar todas as fichas numa única cultura foi a salvação do produtor. Por trabalhar com o sistema silvipastoril —que consorcia gado com plantação florestal de eucalipto—, teve de onde tirar renda para cobrir o rombo provocado pela queda de produção das macieiras. Ele tinha o que costuma chamar de “reserva florestal” e vendeu a madeira para não fechar no vermelho. Na parte da criação de gado tabapuã, Sampaio explica que seu objetivo é “vender genética” e que ainda está na fase de investimentos. “Estou formando os pastos, dividindo em piquetes, segurando as matrizes”, explica. A banana também é um experimento novo. “Tenho meio hectare, a cultura ainda não cobre os custos. Estou no início e preciso aprender a dominar bem a maturação e o mercado”, diz.

»O foco do programa é exatamente essa visão holística da propriedade. “O produtor necessita obter conhecimento sobre o potencial de sua propriedade e aperfeiçoar o cálculo dos indicadores econômicos para visualizar a viabilidade financeira da empresa rural de forma sistêmica e sustentável”, diz Ferreira.


»Apoio que faz a diferença

»Sampaio fez vários cursos de gestão do Sebrae e também recebeu o Caderno de campo, que o auxilia nos controles semanais e mensais de gastos, renda e custos. “Os produtores perdem um tempo anotando, mas, com esses dados, vão ter subsídios para a tomada de decisão lá na frente”, diz Ana Beatriz Lopes, do escritório do Sebrae em Botucatu. “Um criador de gado, por exemplo, consegue perceber qual é o período em que ninguém tem bezerro para vender. Com isso, ele programa a estação de monta para ter bezerro nessa época, em que o preço estará mais valorizado.”

»O Sebraetec (Serviços em Inovação e Tecnologia) também fez toda a diferença na vida de Sampaio e de outros produtores da associação de orgânicos de que faz parte. Por meio do programa, esse grupo conseguiu contratar assistência técnica para a condução de seus pomares. O Sebrae entrou com 80% dos recursos e os agricultores aportaram 20%. A empresa contratada fez estudos sobre quais novas variedades de frutas poderiam ser incorporadas nas propriedades a fim de diversificar as culturas.

» A diversificação possibilita melhores resultados financeiros em pequenas e médias propriedades. O foco é trabalhar com culturas que tenham colheitas em épocas diferentes. No caso do agricultor familiar, isso reduz o número de contratações de pessoal. Outra vantagem é a redução das chances de grandes perdas: se uma praga ou intempérie climática assolar uma lavoura, ainda há outras para o produtor obter renda. Há ainda um terceiro ganho, que é o aumento da variedade de alimentos para a própria família.


»Alvos certos

»Por causa das mudanças climáticas, Sampaio começou a pensar em alguns experimentos no manejo das macieiras. Neste ano, o produtor decidiu separar uma área e cobrir com uma tela de sombrite. Ele também fará nebulização. “Quero ver se com isso as macieiras seguram a florada. O calor faz abrir as flores, mas elas caem com a falta de umidade”, explica.

»Sampaio é um entusiasta da diversificação, mas faz algumas ressalvas. “Diversificar é bom para a propriedade, mas não se deve atirar para todos os lados. É preciso dominar as culturas escolhidas.”»





2015/03/16

«Newsletter L&I» (n.º 45, 2015-03-16)



Inovações: música, tecnologia médica, saúde e Canvas (Brasil)

Rádio Mirabilis traz a obra de Pandit Debashish Bhattacharya [web] [intro]

Fleximag Plus - Um novo conceito de competência e inovação [web] [intro]

Recuperação [web] [intro]

Workshop sobre Inovação em Modelos de Negócios Canvas [web] [intro]



Inovações: telemóveis, ideias de negocio, 3D e competitividade e criatividade (Portugal, África lusófona)

Nova tecnologia de pagamento por telemóvel sem contacto [web] [intro]

Pelas Ondas da Inovação [web] [intro]

Filme inovações técnologicas Imagens 3D para definição dos movimentos [web] [intro]

UPTEC: promover a inovação e competitividade no norte de Portugal [web] [intro]



Innovaciones: impresión 3D, futuro, industria militar y logística

3D Printshow Madrid [web] [intro]

10 innovaciones que cambiarán el mundo para el 2025 [web] [intro]

Colombia exhibe en Expodefensa innovaciones militares para el posconflicto [web] [intro]

CEPSA diseña y patenta un innovador sistema de carga y descarga de productos petroquímicos en buques [web] [intro]



Innovations: innovation énergétique, développement du business, voitures et avocats

EDF Energies Nouvelles met en service Toucan, une centrale solaire innovante avec stockage [web] [intro]

Les innovations au service du développement du business [web] [intro]

Une place de parking: Mieux garer sa voiture dans un parking, idée innovante et simple - Corée du Sud [web] [intro]

2e Prix de l'innovation des Avocats en Relation-Clients. Qu'est ce qu'un avocat innovant? [web] [intro]



Innovations: innovation for energy, healthcare, film and building

GCC petrochemical companies adopt new innovation strategies [web] [intro]

GSK and Save the Children Healthcare Innovation Award 2014 [web] [intro]

Innovative Film City - Corporate Film [web] [intro]

A new age for an old town. Dozens of buildings are redefining the skyline and reshaping entire neighborhoods with offices and luxury dwellings [web] [intro]





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2015/03/12

Recuperação



Wagner J. Santos


«Sobre a Saúde!

»Pelo princípio constitucional, esse sistema deve garantir a todos os brasileiros, sem quaisquer formas de distinção, o acesso a uma cobertura integral. Porém, o SUS ainda não conseguiu articular universalidade, integralidade e equidade conforme foi criado, com a Constituição de 1988. É bem verdade que o atendimento na rede pública, legalmente garantido a qualquer pessoa, é oferecido sem que se tenha de pagar. Porém, nem todos os brasileiros têm serviço de saúde no município em que moram; nem todas as unidades têm profissionais; e consultas, principalmente com especialistas, assim como exames, cirurgias e demais procedimentos podem demorar meses para ocorrer. Apesar do sucesso do SUS em muitas áreas, o atendimento geralmente – e não em todos os casos, diga-se de passagem – está distante do ideal em termos de qualidade e resolutividade – a capacidade de resolver o problema de saúde

»Entre os 2.418 entrevistados pelo Datafolha, das cinco regiões do país, pelo menos 30% aguardam ou têm familiares aguardando marcação de consulta ou realização de procedimento no SUS. Apenas 24% dos entrevistados conseguiram realizar consultas, exames, internações ou cirurgias em menos de um mês. Do total, 47% esperam até seis meses e 29% aguardam há mais de seis meses, sendo que pelo menos metade desse grupo está na fila há mais de um ano.

»Além de deixarem de tratar o SUS como um projeto político vivo, exigente de questionamentos, articulações e inovações técnicas e institucionais, não propõem compromisso para enfrentar as necessidades e as demandas de saúde. Os candidatos também são evasivos quanto ao financiamento, que é mencionado apenas nos programas do tucano Aécio Neves. Eduardo Campos, morto em agosto, também mencionava. Entretanto, ninguém assume o compromisso de elevar os investimentos no setor e de reduzir os benefícios à saúde privada.

»A vinculação dos 10% da receita bruta, mote do Saúde + 10, aparece apenas nos planos de Aécio Neves e de Marina Silva. O de Dilma Rousseff não diz nada a respeito. E nenhum dos programas, entretanto, aponta para propostas de novas fontes de recursos. O tucano Aécio, porém, sinaliza a “implementação do sistema de Parcerias Público-Privadas Sociais – criando meios para que o Estado e o setor privado possam financiar projetos e programas sociais e ambientais de interesse público."

»E a candidata do PSB se limita a afirmar que a injeção orçamentária virá do crescimento econômico, dos ganhos de eficiência e de uma decisão política de dar prioridade à saúde no orçamento geral da União. Forte indício de que o SUS, para sobreviver, precisa de UTI urgente.

»Enfim fiz esse video pra Provar que a Saúde Publica esta uma porcaria,graças a Deus eu só quebrei o tornozelo e teria que esperar dois meses pra fazer uma fisioterapia, mas imagina quantas pessoas estão em situaçoes piores, hoje em dia pra você ser atendido rapido no sistema de saúde publica ,você tem que ter conhecimento com politicos,etc e tal Infelizmente é assim que funciona nesse Pais, faz parte do Sistema.

»Agora me responde uma coisa...

»Quem você acha que sustenta tudo isso?

ȃ e custa caro!,Muito Caro!

»O Sistema é muito maior do que eu pensava,Não é a toa que acontece tanto escandalo em Brasilia que entra Governo,sai Governo e a corrupção continua,pra mudar as coisas (e se mudar)

»Vai Demorar muito tempo...

»Então enquanto isso não acontece nos vamos seguindo com nossa fé na força divina e a nossa força de vontade de seguir em frente!»





2015/03/10

Rádio Mirabilis traz a obra de
Pandit Debashish Bhattacharya



Rádio Mirabilis traz a obra de Pandit Debashish Bhattacharya



EBC (Empresa Brasil de Comunicação) Radios

BRASIL

«Em seu álbum, o músico utilizou três guitarras que ele próprio desenhou, numa fusão de música tradicional indiana, afro e da Andaluzia.

»O Rádio Mirabilis desta quarta-feira (11) traz o álbum que o músico Pandit Debashish Bhattacharya gravou, utilizando três guitarras que ele próprio desenhou, numa fusão de música tradicional indiana, afro e da Andaluzia, utilizando também outros instrumentos como a tabla (pequenos tambores), a tamboura (instrumento de cordas semelhante a uma cítara), a guitarra rítmica, e ainda ektara, geralmente uma cabaça com apenas uma corda esticada.

»Tao Moe,lendário músico havaiano, visitou Calcutá, levando sua "slide" guitarra. Esse é um instrumento que se toca no colo, como se fosse uma harpa que se belisca as cordas com uma das mãos e a outra altera a altura de uma ou mais cordas usando uma barra ou pedaço de metal. Encantou o jovem Pandit, que na época, estudava cítara e música clássica vocal, mas acabou estudando esta slide guitar no circuito de música clássica da Índia.

»Calcutá ou "Kolkata" possui uma impressionante concentração habitacional, é um forte centro financeiro do país, e reúne um grande número de artistas e escritores, fazendo desta cidade uma espécie de capital cultural da Índia. Kolkata possui tremendo impacto em inovações na tradição indiana, uma delas se chama Pandit Debashish Bhattacharya. Sua influência é inovadora, mas contém traços de elementos do Sufismo e origens da linguagem cigana no Hindustão - região ao sul da Ásia, onde ficam hoje o Paquistão, Bangladesh, Nepal e Butão.

»Pandit cresceu em família musical, seus pais são cantores religiosos. Era comum, como na casa de muitas famílias indianas, o dia começar e terminar com música, bela forma de cultivar tradições orais. Além dessas tradições, o músico reuniria seu próprio vocabulário ao viajar por muitos anos tocando e colaborando com músicos de diferentes origens e culturas.»





2015/03/09

«Newsletter L&I» (n.º 44, 2015-03-09)



Com inovação (Brasil)

Você é a sua maior Inovação | Marc Kirst | TEDxUFABC [web] [intro]

WOR(l)D Global Network - WP4U Unboxing Oficial [web] [intro]

Com inovação e criatividade, citricultores aumentam seus ganhos com o mercado de fruta de mesa [web] [intro]

Workshop Internacional de Inovação e Empreendedorismo: Novo modelo mental [web] [intro]



Com inovação (Portugal, África lusófona)

Inovação em Portugal | “Produzimos conhecimento mas não o transformamos em bens transacionáveis” [web] [intro]

Hélix: Um twist inesperado [web] [intro]

Portugueses desenvolvem sistema inovador de produção de energia elétrica [web] [intro]

A inovação gera emprego - real economy [web] [intro]



Con innovación

Habilidades siglo XXI - Creatividad e innovación [web] [intro]

¿Cómo enseñamos Innovación? Programa dLab de iCubo [web] [intro]

Ley especial de trata de personas es innovadora para legisladores nicaragüenses [web] [intro]

Bolsa Practijarra: nuevo packaging de la marca de leche Alquería de Colombia (Anuncio en TV) [web] [intro]



Avec innovation

L'innovation Jugaad, faire mieux avec moins [web] [intro]

Christine Phung: «Collection numérique. Les coupes sont travaillées dans des matières innovantes comme le tweed métallique ou la laine thermocollée» [web] [intro]

L'Alsace innovante et créative #24 [web] [intro]

«Une ligne électrique innovante entre la France et l'Espagne: “Une ligne enterrée avec une technologie innovante mais extrêmement couteuse”» [web] [intro]



With innovation

What does Education have to do with Innovation? [web] [intro]

Fujitsu Human Centric Innovation: An innovative approach to change with David Gentle, Director of Foresight at Fujitsu [web] [intro]

Disruptive Innovation Explained [web] [intro]

Watch Going Global 2014: inclusion, innovation, impact [web] [intro]





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2015/03/02

«Newsletter L&I» (n.º 43, 2015-03-02)



Lições de pequenos inovadores (Brasil)

Alessandra Assad: Você sabia que mais de um terço das inovações das empresas vêm dos clientes? [web] [intro]

Ouse Pensar Grande [web] [intro]

Acesso de pequenos negócios a soluções em 7 áreas de conhecimento da inovação [web] [intro]

Vicente Sevilha Jr. (Sevilha Contabilidade): Como conseguir dinheiro para abrir minha empresa? [web] [intro]



Lições de pequenos inovadores (Portugal, África lusófona)

Roberto Mangabeira Unger [web] [intro]

LABS Lisboa - Incubadora de Inovação [web] [intro]

Discurso do Ministro de Ensino Superior, Ciência e Inovação de Cabo Verde [web] [intro]

«Os cabo-verdianos não podem ver terra em lado nenhum. Eles querem logo é cavar» [web] [intro]



Enseñanzas de pequeños innovadores

El lenguaje de la expulsión (En torno a Expulsiones: brutalidad y complejidad en la economía global) [web] [intro]

Observatorio de Innovación Educativa [web] [intro]

Emilio Duró [web] [intro]

Gat-A4all. Proyecto Ver con las Manos. App mGUIAme. An Accessible Tourism App Management for the new generation of Smart & Sustainable Cities [web] [intro]



Leçons de petits innovateurs

Ces petits génies burkinabé qui font des miracles à base de déchets: Ouagalab [web] [intro]

L'Atelier de conception innovante à l'École Supérieure d'Infotronique d'Haïti [web] [intro]

Bittle, une entreprise innovante [web] [intro]

Les visages de l'innovation [web] [intro]



Lessons from small innovators

Lessons in Innovation from the Future of Shopping: Keep Core Teams Tiny, Tenacious and a Tad Ignorant [web] [intro]

Inclusive Innovation: Shyama Ramani, 8th MEIDE Conference [web] [intro]

What if schools were the next big thing in tech? [web] [intro]

Nina Smith: Fighting Child Slavery with Innovation | TEDxDhaka [web] [intro]





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