2015/04/30

China anuncia reformas para promover iniciativa empresarial




China anuncia reformas para promover iniciativa empresarial



R7

BRASIL

«O governo da China anunciou nesta terça-feira novas medidas para promover a iniciativa empresarial no país, entre elas vantagens fiscais, diante da “crescente pressão sobre o emprego”. O Conselho de Estado (governo) anunciou as medidas em um comunicado, após uma reunião de seu comitê executivo presidida pelo primeiro-ministro, Li Keqiang. O comunicado, divulgado pela agência oficial “Xinhua”, disse que o governo “deve iniciar mais medidas proativas” diante deste panorama e que a iniciativa empresarial e a inovação “são a forma para as pessoas se enriqueçam e o país continue forte”.

»Entre essas medidas, está a aplicação de políticas fiscais preferenciais para as empresas que contratem pessoas que tenham ficado ou estejam desempregadas a mais de seis meses, e também acordos especiais tributários para os universitários e desempregados que abram empresas próprias.

»Os subsídios para pequenas e microempresas que empreguem recém formados continuarão “durante um longo tempo”, apesar da previsão de que terminassem neste ano de forma indefinida. Além disso, serão oferecidos subsídios a determinados investimentos privados nas áreas de infraestrutura e serviços públicos.

»Outra medida foi a flexibilização das normas para registrar empresas e sociedades. O governo aumentará os empréstimos para este tipo de empresas em 3% acima da taxa base, até 100 mil iuanes (US$ 16.320 dólares), acrescentou o comunicado.

»Por outro lado, serão iniciadas políticas para encorajar os emigrantes trabalhistas a abrirem negócios, tanto físicos como online, e será permitido que técnicos de institutos e universidades possa combinar seu posto com o próprio empreendimento e tomar um período sabático de até três anos.

»Um dos objetivos é que pelo menos um membro de cada família tenha uma renda, apesar do governo chinês ainda ser confuso em relação aos números de desemprego. Há uma semana, Escritório Nacional de Estatísticas da potência asiática revelou que o PIB da China cresceu 7% anualizado no primeiro trimestre de 2015, menor ritmo desde princípios de 2009, o que demonstra uma acentuação na desaceleração da segunda economia mundial.

»O governo chinês define este arrefecimento como uma “nova normalidade”, e defende impulsionar a demanda interna e reforçar uma classe média auto-suficiente para deixar para trás um modelo de crescimento centrado nas passadas três décadas na indústria e nas exportações.»





2015/04/29

Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG): Especialistas analisam papel das universidades na construção dos sistemas nacionais de inovação




Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG): Especialistas analisam papel das universidades na construção dos sistemas nacionais de inovação



CBN Foz

BRASIL

«A pesquisa, levada a cabo por consórcio que tem participação da UFMG, mostrou o papel fundamental das universidades na rede de relações entre diversos agentes que tem como resultado a inovação e impulsiona os países na direção do desenvolvimento.

»A expressão “catch up”, do inglês, é muito usada por economistas quando o assunto é o grau de desenvolvimento dos países. É comum se falar do esforço daqueles que estão atrás da fronteira tecnológica para alcançar (catch up) o nível dos países desenvolvidos. E esse esforço está estreitamente relacionado a amplo estudo internacional, que acaba de ser divulgado em livro, sobre a importância da interação de universidades e empresas para a construção dos chamados sistemas nacionais de inovação.

»O trabalho, que cruza dados de 12 nações da Ásia, África e América Latina, com níveis distintos de desenvolvimento, tem seus resultados descritos no livro Developing national systems of innovation – University-industry interactions in the global South, organizado por Eduardo Albuquerque, professor da Faculdade de Ciências Econômicas (Face) da UFMG e pesquisador do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (Cedeplar), Wilson Suzigan, professor do Departamento de Política Científica e Tecnológica da Unicamp, Glenda Kruss, do Conselho de Pesquisa em Ciências Humanas da África do Sul, e Keun Lee, da Universidade Nacional de Seul, na Coreia do Sul.

»“Não é possível pensar em catch up sem dar atenção às universidades, sempre nos contextos local e internacional, considerando sua interação com a indústria e a cooperação entre as próprias instituições”, afirma o professor Gustavo Britto, da Face, que participa da pesquisa e coassina um dos capítulos do livro.

»O trabalho é financiado pelo International Development Research Center (IDRC), com sede no Canadá, e a participação da UFMG também foi viabilizada pelo projeto Ingineus, fruto de acordo da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep) com a Comissão Europeia.

»Os capítulos da obra refletem as diferentes formas de interação. Na África, muito heterogênea, observa-se ampla variedade de relações. Na Ásia, por sua vez, a cultura de cooperação internacional está mais arraigada. “Coreia do Sul, China e Índia foram muito bem-sucedidos no esforço de emparelhamento com os países desenvolvidos. Na Coreia, o intercâmbio é muito comum, empresas financiam pesquisas, e iniciativas como parques tecnológicos estão consolidadas”, afirma Gustavo Britto, chefe do Departamento de Economia da Face.

»Britto acrescenta que o país se beneficiou de ações, como o esforço coordenado pela universalização do ensino, que contribuíram para o desempenho de papel crucial pelas universidades. Essa é uma diferença importante com relação aos países latino-americanos, onde os níveis básico e superior de ensino ainda carecem de vinculação mais forte.

»“No Brasil, as ligações entre universidades e empresas dependem muito das relações pessoais. Por essa e outras razões, estamos apenas começando a estruturar essa parte do nosso sistema nacional de inovação”, diz o professor.


»Patentes e artigos

»O trabalho, que conta com pesquisadores de áreas diversas, lança mão de dados sobre patentes e artigos científicos, combinados a informações fornecidas por empresas. Gustavo Britto enfatiza as vantagens de conhecer a vinculação entre empresas para se ter ideia mais clara das relações de grandes grupos com instituições de pesquisa.

»Parte do projeto de pós-doutorado do professor Eduardo Albuquerque, no King’s College, em Londres, é dedicado a destrinchar as redes corporativas e sua atuação no processo de interação que incrementa os sistemas nacionais de inovação.

»No Brasil, a professora Márcia Rapini, da Face, trabalha na ampliação das bases de dados locais, e, em outra vertente, o projeto busca definir a relação do esforço pela inovação com a complexidade do sistema produtivo dos países. “A pesquisa mostra com clareza que a inovação é o resultado de uma rede de interações institucionais e pessoais que, por sua vez, emerge de formas diferentes nos diversos países”, afirma Gustavo Britto.»





2015/04/28

Os segredos de Buenos Aires, a Cidade do Empreendedorismo de 2015




Os segredos de Buenos Aires, a Cidade do Empreendedorismo de 2015



Endeavor Brasil

BRASIL

«Há 15 anos, empreendedorismo não fazia nem parte do dicionários deles: conheça as iniciativas da Buenos Aires Empreende.

»Durante o Congresso Global do Empreendedorismo, em março passado, a capital argentina foi eleita a cidade do empreendedorismo global. Quinze anos atrás, isso não era nem um sonho. Para entender melhor tudo o que mudou em Buenos Aires nesses anos e, principalmente, o que o governo local fez para alcançar esse resultado, entrevistamos Mariano Mayer, diretor-geral da agência governamental Buenos Aires Empreende.

»Mariano destacou a importância de encarar o empreendedor como agente de mudança e de se articular com outras oganizações do setor público e privado. Hoje, o apoio aos empreendedores é uma das prioridades do governo de Buenos Aires e dezenas de milhares de pessoas já foram impactadas. Exemplos de como melhorar o ambiente empreendedor das cidades brasileiras não faltam, agora podemos começar a transformá-las!

»Por que o Governo de Buenos Aires decidiu investir esforços na promoção do empreendedorismo?

»Estamos convencidos que o empreendedorsimo tem um papel central na geração de riqueza e emprego para a cidade e o país. As políticas que criamos têm uma visão ampla do empreendedor como agente de mudanças e criador de valor econônomico, social e ambiental em qualquer lugar. É com esse foco que criamos nosso Plano de Apoio a Empreendedores.

»E quais são as principais iniciativas da cidade nesse sentido? No que elas se diferenciam dos programas de outros governos?

»Mesmo antes da administração atual, a Prefeitura de Buenos Aires tinha diversos programas para empreendedores. Parte do Plano de Apoio, lançado no final de 2013, uniu essas iniciativas e as que criamos na nova gestão em três principais eixos de gestão: capital humano, desenvolvimento da comunidade empreendedora e acesso a financiamento [Você pode conhecer mais sobre elas clicando aqui].

»Já é possível colher resultados das iniciativas?

»Em menos de um ano, conseguimos dar sentido estratégico às políticas de promoção ao empreendedorismo, consolidando e alinhando a comunidade empreendedora e o governo local nesse sentido. Hoje, o apoio aos empreendedores é uma das prioridades do nosso governo. E a colaboração de todo o ecossistema local explica, em grande parte, o prêmio que Buenos Aires ganhou no Global Cities Challenge, em março passado.

»Também podemos citar, entre os resultados mais importantes, que:

»▪ Capacitamos mais de 10.000 pessoas com educação empreendedora, técnicas de modelos de negócios e metodologias ágeis de solução de problemas na Academia Buenos Aires Empreende. Esses cursos foram feitos não só nos espaços originalmente previstos, como também em escolas públicas da cidade, empresas, organismos públicos e bairros informais;

»▪ Organizamos eventos e encontros para promover a cultura empreendedora, em que participaram mais de 20.000 pessoas;

»▪ Co-investimos, junto a 4 aceleradoras, em 7 empresas;

»▪ “Digitalizamos” o ecossistema empreendedor de Buenos Aires no Mapa Empreendedor, em que se encontram informações sobre mais de 900 stakeholders da cidade, entre empresas, aceleradoras, incubadoras, coworkings, universidades etc.


»O que você sugeriria para os governos das cidades brasileiras que queiram impulsionar o empreendedorismo?

»Em primeiro lugar, vale destacar a iniciativa do Governo de Buenos Aires como catalizador do ecossistema local e promotor da coordenação dos distintos setores e atores que fazem parte desse ecossistema. Tudo isso só foi possível por termos feito um trabalho em colaboração com organizações da sociedade civil, universidades, empresas e organizações internacionais.

»Depois, ressalto a articulação da nossa agência, a Buenos Aires Empreende, com outras áreas do Governo da cidade que impactam diretamente as ações de apoio aos empreendedores: as Secretarias de Educação, Fazenda, Emprego e Trabalho, Juventude e Cultura, entre outras.

»A Academia Buenos Aires Empreende também colocou a cidade na vanguarda dos programas de capacitação e educação empreendedora. A inovação do programa está na seleção dos professores (todos são empreendedores) e o enfoque pedagógico, que prioriza a experiência teórica ao conhecimento técnico.

»Foi importante também ter ampliado o enfoque do empreendedor como agente de mudança e gerador de valor econômico, social e/ou ambiental, que expande as ações da iniciativa pública e impacta muito mais gente, especialmente aqueles que tradicionalmente não estão acostumados a processos criativos e inovadores e os bairros mais vulneráveis da cidade.

»Por fim, temos uma preocupação forte com a sustentabilidade das iniciativas públicas a longo prazo, complementando e envolvendo diversas organizações que não só governamentais, criando processos para cada uma delas e métricas que monstrassem os impactos das iniciativas.

»Quais os novos objetivos do projeto e os desafios que esperan?

»Queremos consolidar as iniciativas, medindo seu impacto e buscando uma escala ainda maior. As nossas métricas são extremamente importantes e são um insumo vital para o desenho de novas políticas púbicas, e por isso criamos o Observatório Empreendedor da cidade, que concentra todas as informações e pesquisas sobre o assunto. Além disso, queremos que todas as mudanças que estão acontecendo em Buenos Aires se espalhem por toda a Argentina.

»Isso está acontecendo? Você vê que outras cidades, ou até o Governo Federal, estão se inspirando em Buenos Aires? Como?

»Estamos trabalhando ativamente para criar pontes com outras cidades do país, da América do Sul e de todo o mundo. As cidades se consolidaram definitivamente como plataformas de apoio aos empreendedores, e a troca de experiência entre as cidades é a chave. Temos muito o que aprender com os outros, e também muito para mostrar.»





2015/04/27

«Newsletter L&I» (n.º 50, 2015-04-27)



A semana do Canvas (BR)

O Canvas da Proposta de Valor na Prática [web] [intro]

Curso e Palestra Inovação no E-Commerce Utilizando o Business Model Generation Canvas [web] [intro]

Business Model Canvas. Com Prof. Sergio Seloti Jr. (Parte I) [web] [intro]

Startup One FIAP: Canvas proposta de valor & Exemplo de Canvas proposta de valor. Com o Diretor de Empreendedorismo da FIAP Marcelo Nakawa [web] [intro]



A semana do Canvas (PT)

Explicação do modelos de negócio da Vista Alegre [web] [intro]

The Business Model Canvas: Estrutura do custo [web] [intro]

Canvas: Este suíço recusa ser canivete para os fazedores de todo o mundo [web] [intro]

My Chief Officer: Modelo de Negócio / Business Model Canvas com processo de RESET [web] [intro]



La semana del Canvas (ES)

Cómo hacer un modelo de negocio con un canvas o lienzo [web] [intro]

Metodología Canvas, una forma de agregar valor a sus ideas de negocios [web] [intro]

Modelo canvas (lienzo) para la creación de un plan de empresa. Innovación pymes 2015. Con el prof. Juan Cabrera Revuelta [web] [intro]

Nueva Shooting Session: Think Tank para empresas basadas en el metodo #Canvas [web] [intro]



La semaine du Canvas (FR)

Le Carrier Management Canvas: un nouvel outil pour gérer agilement sa carrière [web] [intro]

Business model canvas: Une méthode efficace pour créer son business plan [web] [intro]

De Lagos à Abuja, les start-up dessinent le visage d’un autre Nigeria [web] [intro]

Testez la cohérence de votre projet avec le Business Model Canvas. Innover c'est pas compliqué [web] [intro]



The Canvas week (EN)

Business Model Canvas Explained [web] [intro]

'Ten Types of Innovation' App Gives Innovators a Canvas [web] [intro]

Business Model Canvas, Innovation, and Lean Startup Best Practices in Large Organizations (Peer Group Meeting Feb 10)[web] [intro]

Achieve Product-Market Fit with Value Proposition Canvas [web] [intro]





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2015/04/20

«Newsletter L&I» (n.º 49, 2015-04-20)



A semana do infográfico (BR)

O mundo dos veículos autônomos [web] [intro]

Ferramentas para seu Negócio [web] [intro]

Prefeitura de Maceió comemora 100 mil fãs no Facebook [web] [intro]

Como usar o Instagram para alavancar seus negócios [web] [intro]



A semana do infográfico (PT)

Ébola. Temos uma infografia para lhe explicar o que está a acontecer no mundo (Outubro de 2014) [web] [intro]

Conheça o universo das startups em Portugal [web] [intro]

A Re-Evolução do Marketing Continua! [web] [intro]

Prestashop vs Magento vs OpenCart [web] [intro]



La semana de la infografía (ES)

Seducir a las tribus: son grupos de jóvenes sub 25 que permiten anticipar las tendencias [web] [intro]

Datos actualizados de Smart Social Sicav [web] [intro]

El consumidor conectado en España [web] [intro]

El infográfico del PSG: Todos los detalles del rival del Barça en los cuartos de final de la Liga de Campeones [web] [intro]



La semaine de la infographie (FR)

L'innovation, un moteur pour les entreprises [web] [intro]

Débrider l’innovation: enjeux pour les entreprises et l'emploi, défi pour les politiques publiques [web] [intro]

Les chiffres clés de l’innovation française [web] [intro]

5 pays avancés qui résistent à la crise [web] [intro]



The infographic week (EN)

The Rise Of The Startup Factory [web] [intro]

How technology is saving lives [web] [intro]

Africa and Global Mobile Money Landscape [web] [intro]

The Rules of Engagement for the App Economy [web] [intro]





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2015/04/13

«Newsletter L&I» (n.º 48, 2015-04-13)



Fab Lab (BR)

Ex-alunos do Ciência sem Fronteiras criam espaço Brasília Fab Lab para inovação [web] [intro]

O complexo cultural Memorial da América Latina tem o primeiro Fab Lab comunitário do Brasil [web] [intro]

Fab Lab Floripa. Cultura maker e fabricação digital [web] [intro]

O que é um Fab Lab? Eduardo Lopes (Beta Garage 2) [web] [intro]



Zona Económica Especial (ZEE) (PT)

Prémio distingue qualidade da Zona Económica Luanda-Bengo [web] [intro]

Cristóvão Bolacha: Os (enormes) desafios da nova Zona Económica Especial [web] [intro]

Zona Especial de Desenvolvimento Mariel [web] [intro]

Líder da UNITA Isaías Samakuva visita Zona Económica Especial de Luanda [web] [intro]



Música (ES)

La Sinfónica de Galicia opta al premio Classical:NEXT Innovation Award [web] [intro]

fiiS (Festival Internacional de Innovación Social): Celebramos el Espíritu de Cambio. ¡Para cambiar el mundo hay que pasarlo bien! [web] [intro]

Con la Orquesta Sinfónica de la Comunidad Autónoma de la Región de Murcia: primera edición del programa Músicos en el Aula (Consejería de Educación, Cultura y Universidades de la CARM) [web] [intro]

Music Hack Day 2015: Wearables e interpretación musical [web] [intro]



Santé (FR)

Contre l’hépatite C, une nouvelle approche innovante [web] [intro]

Une machine innovante face au cancer à Boulogne [web] [intro]

Une technologie innovante pour venir en aide aux aveugles dans les transports en commun [web] [intro]

L’innovation au CHU Dijon Bourgogne à l’honneur dans Sciences & Avenir d'avril [web] [intro]



Austerity (EN)

John Redwood: How free enterprise and innovation cut austerity. After the crash, innovation will get us moving [web] [intro]

Christopher Dembik: How France lost its economic oomph [web] [intro]

Ambrose Evans-Pritchard: Exhausted world stuck in permanent stagnation warns IMF [web] [intro]

Rob Edens: Russian tactics on Ukraine likely to backfire [web] [intro]





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2015/04/09

Fab Lab Floripa. Cultura maker e
fabricação digital




Fab Lab Floripa. Cultura maker e fabricação digital



Social Good Brasil

BRASIL

«Idealizado por Cláudia Bär e Letícia Jorge, é uma start up que pretende construir um espaço multidisciplinar para oferecer ambiente para criação de projetos autorais, prototipagem rápida, locação de máquinas e workshops.

»Tem como pilares o Conhecimento Aberto e a criação colaborativa. Mais do que um espaço equipado com máquinas, o Fab Lab Floripa é feito de pessoas que querem transformar a indústria de Santa Catarina. Gente que quer aprender coisas novas, criar com suas próprias mãos e materializar suas ideias. Aspira se tornar o primeiro laboratório profissional da rede Fab Lab do estado. Fazem parte da rede brasileira e estão na lista internacional de Fab Labs planejados.»





2015/04/08

O complexo cultural Memorial da América Latina tem o primeiro Fab Lab comunitário do Brasil




O complexo cultural Memorial da América Latina tem o primeiro Fab Lab comunitário do Brasil



Fundação Memorial da América Latina

BRASIL

«No dia 28 de março será inaugurado o Memo FabLab, o primeiro Laboratório Comunitário de Fabricação Digital Público do Brasil. Conhecido por FabLab, o laboratório será instalado na Galeria Marta Traba do Memorial da América Latina. A ideia é que ele seja utilizado em oficinas e workshops para pessoas interessadas em conhecer mais sobre tecnologias digitais de concepção e fabricação de modelos 3D.

»O primeiro FabLab comunitário da América Latina fica no Museu de Arte de Lima, no Peru. O Memo FabLab será o segundo do continente latino-americano e o primeiro em solo brasileiro aberto ao público e gratuito. Por meio dele, o Memorial passa a fazer parte da Citi Fab Lab, rede internacional comprometida com o uso público e gratuito dessa nova tecnologia que permite, em tese, tornar concreto quase qualquer coisa. As pessoas poderão assistir a fabricação de objetos ou mesmo fabricar (concretizar, imprimir) sua própria ideia. Basta conversar com os artistas que irão tocar o Memo Fab Lab, a dupla Lucas Schlosinski e Lilian Fontenela. O Memo FabLab funcionará de terças a sextas-feiras, das 13h às 18h.


»Histórico

»As atividades do Memorial envolvendo a tecnologia 3D, sob o conceito FabLab, começaram em 2012 por meio de uma parceria com a USP. O professor Paulo Eduardo da Fonseca de Campos, coordenador do curso de design e do FabLab da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, pioneira nessa área no Brasil, treinou os então artistas residentes do Memorial, Lucas Schlosinski e Lilian Fontenela, para o desenho em 3D e impressão de uma maquete do Memorial.

»A artista plástica e gerente da galeria Marta Traba, Ângela Barbour – que antes de se dedicar às artes foi pesquisadora científica do Instituto Butantã, pois é farmacêutica bioquímica de formação – levou o projeto da maquete 3D do Memorial da América Latina ao Fase 5 – Encontro de Arte e Tecnologias Metáforas da Sobrevivência, que se deu em novembro de 2013, em Buenos Aires, Argentina.

»Em março de 2014, o professor da FAU-USP Paulo Fonseca fez uma palestra no Memorial sobre as possibilidades abertas por essa tecnologia. O conceito de FabLab (abreviação em inglês para laboratório de fabricação) surgiu em 2001 no MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts). Ele possibilita uma rápida “fabricação digital” de objetos mesmo por quem não tem conhecimento técnico, por meio de equipamentos controlados por computador que cortam e esculpem materiais diversos.

»Em meados do ano passado, o Memorial participou do segundo encontro latino-americano de FabLabs, um congresso on line chamado FabLate Fest 2014, coordenado pelo FabLab do Peru. Além da maquete 3D do Memorial, foi apresentada a metodologia de produção de imagens táteis para deficientes visuais, desenvolvida no Memorial pelo projeto Céu Aberto. Barbour e a professora Lilian Amaral, do Instituto de Artes da Unesp, trabalham atualmente no que elas chamam de uma “corpografia” para não videntes.


»Filosofia

»O primeiro Fab Lab foi montado no MIT pelo professor Neil Gershenfeld como parte da disciplina How To Make (almost) Anything (Como fazer quase tudo). Dinâmico, tornou-se um ponto de encontro entre estudantes, profissionais e empreendedores, em busca de espaço, máquinas, ferramentas e o apoio necessário para o desenvolvimento de produtos e ideias.

»E se configurou o conceito de que todo conhecimento advindo daí deve ser público e aberto na internet. Criou-se uma rede de Fab Labs em todo o mundo (cerca de 200, atualmente), principalmente nas universidades. Para fazer parte dela deve-se defender a mesma ideologia, ou seja, todo conhecimento deve ser aberto.

»Um desdobramento mais recente das FabLab é a CitiFabLab, uma rede de FabLab com a mesma ideologia e acessível a todo cidadão e não mais só aos estudantes ou empreendedores, como são as das universidades.

»O Memo FabLab faz parte então dessa rede Citi FabLab. Está aberto e acessível a todo visitante do Memorial que quiser desenvolve um projeto e tornar concreto uma ideia – algo como imprimir o seu sonho.»





2015/04/07

Ex-alunos do Ciência sem Fronteiras criam espaço Brasília Fab Lab para inovação




Ex-alunos do Ciência sem Fronteiras criam espaço Brasília Fab Lab para inovação



Portal Vermelho

BRASIL

«Em 2013, três estudantes de desenho industrial da Universidade de Brasília (UnB) viajaram como bolsistas do programa Ciência sem Fronteiras aos Estados Unidos, onde conheceram o Fab Lab, uma rede mundial de laboratórios de fabricação digital criada pelo Instituto de Tecnologia de Massachussetts (MIT, na sigla em inglês).

»Em janeiro de 2014, ao concluir a temporada de aprendizagem no exterior, eles voltaram ao país e decidiram abrir o Brasília Fab Lab. Em operação desde o início deste ano, na capital federal, o espaço é um incentivo à pesquisa e à inovação. Funciona como um centro de pesquisa e produção, oferecendo máquinas, ferramentas e tecnologias digitais para elaborar protótipos, construir máquinas e equipamentos e realizar experimentos sem depender da escala industrial.

»“É um lugar para fazer quase qualquer coisa. Um ambiente de estímulo para que as pessoas continuem criando, inovando e compartilhando suas ideias”, conta o designer Guilherme Vargas, 25 anos, ex-bolsista do CsF e um dos sócios da iniciativa.

»Para ter uma ideia das possibilidades que essas fábricas-laboratórios oferecem, um dos associados está construindo, no próprio Brasília Fab Lab, um barco com aproximadamente nove metros de comprimento. “Aqui é um lugar em que você pode vir e fazer seus projetos por um custo muito menor do que faria caso encomendasse uma produção em escala industrial, aqui você pode realizar testes dos produtos a custos baixos”, reforça Guilherme.

»Na opinião dele, mais importantes que as máquinas e os equipamentos oferecidos nesses espaços, são o intercâmbio de experiências e o compartilhamento de informações. “Montamos o Brasília Fab Lab para juntar pessoas que têm carências de insumos. Trabalhamos com o conceito de conhecimento aberto [open source] e procuramos nos integrar ao máximo com outros Fab Labs, para movimentar essa rede de conhecimento. Nós queremos gerar mais inovação e tecnologia nesse ambiente”.


»Investimentos

»Segundo a Associação Fab Lab Brasil, atualmente há mais de 10 Fab Labs em funcionamento e em planejamento no país. O custo médio para a abertura de um Fab Lab varia de R$ 300 mil a R$ 500 mil, devido ao fato de a maior parte dos equipamentos e componentes, como impressoras 3D, cortadoras a laser, mini plotter de corte e máquinas fresadoras, ser importada.

»Para reduzir os custos iniciais, os idealizadores do Brasília Fab Lab optaram por construir ali mesmo grande parte dos itens necessários ao funcionamento do espaço. Junto com Guilherme, estão os sócios André Leal, de 27 anos, Marina Suassuna, de 24, ambos ex-alunos do CsF, além do engenheiro elétrico Bruno Amui e do engenheiro mecatrônico George Brindeiro.

»“Desenhamos as peças no computador, imprimimos, montamos e programamos a maior parte das nossas máquinas”, conta André, que passou uma temporada como estagiário no California College of the Arts, em São Francisco. “Quando a gente voltou ao Brasil, fiquei pensando que seria legal ter um espaço onde pudesse ensinar a outras pessoas o que eu aprendi, daí veio a ideia do Fab Lab. A gente tem certeza de que aprendeu muito com a oportunidade dada pelo Ciência sem Fronteiras”.

»Entre os itens construídos pelo grupo, está uma cortadora a laser, cujo preço médio no mercado brasileiro ultrapassa os R$ 50 mil. “Nós gastamos mais ou menos R$ 8 mil para construí-la, porque tivemos que importar peças como o tubo a laser, que veio da China”, afirma André.

»Marina diz que o gasto para abrir o espaço girou em torno de R$ 50 mil. “Saiu muito mais barato fazer do que comprar e com isso aprendemos muito durante o processo”.

»Parte da expertise para montar o laboratório, Marina e Guilherme adquiriram no período em que estagiaram na conceituada Parsons The New School for Design, em Nova York. Durante um ano, os então bolsistas do CsF puderam aprofundar seus conhecimentos em design industrial, produtos e tecnologia.

»“O Ciência sem Fronteiras foi a melhor experiência acadêmica que tive na minha graduação. O Fab Lab é um reflexo dessa experiência. É como se a gente tivesse aplicando o que a gente aprendeu”, avalia Marina.


»Sobre o CsF

»Lançado em dezembro de 2011, o programa Ciência sem Fronteiras visa promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência tecnologia e inovação por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional. A iniciativa é fruto do esforço conjunto dos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Educação (MEC), por meio de suas respectivas instituições de fomento, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).


»“Fonte: Ministério da Ciência e Tecnologia»