2015/05/29

«4 maneiras para a construção de um programa de inovação eficaz»



Ulysses Hempel, Diretor da consultoria Ellos: Administradores



«Muitas organizações empresariais estão se voltando para abrir os programas de inovação, que é o modelo em que as empresas podem acessar idéias de fora dos limites de sua organização (olhando para os clientes, parceiros e até concorrentes para idéias e ajudar na gestão dessas idéias) e, em seguida, usar essas idéias para construir o seu roteiro inovação - quer se trate de melhorar os seus serviços, processos ou modelo de negócio.

»No entanto, muitas organizações ainda estão em fase experimental e precisar de ajuda para atingir a maturidade de inovação. Para aquelas pessoas que querem começar, mas não tem certeza por onde começar quero aqui enfatizar estas quatro dicas:


»1) Comece pequeno

»Muitos departamentos e organizações são intimidados com a perspectiva de abertura através do brainstorming (tempestade cerebral) com a preocupação que a maioria das idéias não possui valor e também com propriedade intelectual. Para ajudar a provar o conceito, comece com uma pequena campanha com foco fixo e convide um grupo de pessoas que são apaixonadas sobre como melhorar sua oferta - talvez até mesmo apenas um pequeno grupo de funcionários.


Para ajudar a provar o conceito, comece com uma pequena campanha com foco fixo e convide um grupo de pessoas que são apaixonadas sobre como melhorar sua oferta - talvez até mesmo apenas um pequeno grupo de funcionários.

»2) Construir o modelo dentro de espaços experimentais para falhar

»Nem todo novo projeto pode dar certo. 70% dos startups nunca saem do papel em seus primeiros 18 meses, 68% dos projetos de TI não são entregues. Mas a 30 % que fazem sucesso podem se tornar reais. Programas de inovação precisam ser capazes de ter uma maturidade para descobrir que as idéias vão mudar o seu negócio e quais serão os insucessos.


»3) Gerar algumas vitórias iniciais

»Nem toda idéia nova é complexa ou perturbadora. Algumas mudanças são fáceis de avaliar e fácil de implementar, com grandes impactos. Ao considerar que idéias são eficazes para implementar, sinalize através de demonstração de resultados pela organização, pois é, uma ótima maneira de ganhar alguma legitimidade e fé em um programa de inovação aberta.


»4) Expandir

»Uma vez que uma equipe de inovação tem mostrado resultados até mesmo algum valor mensurável, fica muito mais fácil de aplicar esses mesmos processos e metas a outros projetos. Convide outras pessoas a utilizar o mesmo processo de inovação e começe a convidar mais pessoas para ser uma parte do processo.»





A execução da inovaçao

2015/05/28

«Moradores de Heliópolis aprendem a fazer negócio 'bombar' em rede social»



Carolina Dantas, do G1 São Paulo: G1



«Pedacinho da Bahia', diz a placa do estabelecimento. É o acarajé da Josi, que começou como um barraquinho em Heliópolis, uma comunidade com mais de 200 mil habitantes na Zona Sul de São Paulo, e hoje já está com ponto fixo. Joanice Leandro dos Reis, 36 anos, baiana, agora quer crescer de outra maneira: empreendendo pela internet.

»Sem saber ler e escrever, Josi está descobrindo pelo computador quais são as letras do alfabeto. Ela começou o curso que é parte do programa “Facebook para Empreendedores”. A rede social instalou na comunidade de Heliópolis o primeiro laboratório de inovação do mundo, com PCs e internet grátis para os moradores. As aulas são gratuitas.

»A dona do “Pedacinho da Bahia” começou a estudar como empreender pela rede social na segunda-feira (18). "Não sei escrever, mas eu conheço as letras. Estou estudando para aprender a ler", disse Josi. "Na primeira aula foi a primeira vez que eu mexi em um computador, em um notebook. Fiquei muito feliz. É fácil. Estou buscando conhecimento."

»No currículo, os alunos aprendem a criar perfis, a determinar privacidade, quais são as ferramentas da rede, a denunciar conteúdo abusivo, a criar conteúdo interessante para as páginas de suas empresas e, se quiserem investir, descobrem como anunciar.

»De acordo com Camila Fusco, gerente de comunicação do Facebook, o bairro foi escolhido por ter um forte comércio - são 5 mil empresários, de acordo com dados da UNAS, associação de moradores.

»Antes de investir em Heliópolis, a marca descobriu que 90% dos mais de 200 mil moradores usam a rede social, mas que, ainda, 86% dos comerciantes não tinham uma página de seus serviços na rede social.

»A rotina mudou. Nos postes, cartazes lembram o horário das aulas. Seu Chico, dono do Bar do Chico, ponto mais frequentado para assistir aos jogos de futebol, encaminhou seus funcionários para aprender como empreender em suas redes.

»Quem é de fora de Heliópolis precisa de uma dica: uma lanchonete foi aberta com o nome “Faceburger” e usou toda a identidade da marca. Por ali, se vende só bebidas e também é o point para o baile funk. O curso é algumas quadras acima, na sede da UNAS.


Antes de investir em Heliópolis, a marca descobriu que 90% dos mais de 200 mil moradores usam a rede social, mas que, ainda, 86% dos comerciantes não tinham uma página de seus serviços na rede social.

»Laboratório de inovação

»O grafiteiro Tiago Morya Ishiyama, famoso na comunidade e conhecido como 8 ou 80, pintou toda a fachada do prédio da associação de moradores (foto). À noite, a tinta brilha em neon e o desenho é cheio de peixes no fundo do mar. A placa diz “Laboratório de Inovação - Facebook”.

»É ali que uma fila de garotos agitados se forma nos finais de tarde, por volta das 17h. Eles jogam futebol depois das aulas e, desde que o laboratório foi montado, esperam para entrar no Facebook.

»A auxiliar de cozinha da UNAS, Roseli de Camargo, 53 anos, é uma das moças que preparam os lanches dos garotos de Heliópolis. Uma vez por semana, às 11h, ela também se prepara para fazer o curso. A primeira coisa que aprendeu foi ligar o computador.

»“Meu computador estava no armário. Comprei uma mesinha para estudar. Quando eu estiver craque, vou colocar meu negócio na internet e vender meus salgados e bolos”, conta.

»Para a pulverizar a ideia, a rede social também treinou seis “multiplicadores” que também são moradores do bairro. Eles vão de porta em porta para explicar a importância de empreender pela internet e convidar para conhecer o curso. Nínive Ferreira Nascimento, 25, estudante de publicidade e propaganda, é uma das multiplicadores de Heliópolis.

»“No início, a gente não acreditava que o Facebook tinha escolhido Heliópolis. Tanto que os cursos estavam com pouca adesão. As pessoas estavam desconfiadas”, disse Nascimento.

»Ela conta que, depois de terminarem as aulas da primeira turma, a procura aumentou. Dez pessoas se formaram no dia 15 de maio. No segundo grupo, que começou na segunda-feira (18), são 60 alunos divididos em quatro turmas.

»Para receber o certificado, é preciso comparecer a todo o curso, que tem quatro módulos. Cada um deles tem duração de duas horas e ocorre uma vez por semana. O Sebrae também participa do projeto, com uma aula que dá orientações para criar e manter os negócios.

»Elza Maria Feliz Romualdo, 59 anos, se formou na sexta-feira e foi a primeira pessoa a se inscrever. É artesã, especialista em tecelagem manual. Faz tapetes, cachecóis, jogos americanos para a cozinha.

»Durante o curso, recuperou a página de seu negócio e deu um “up”, como ela mesma diz. Em um mês, o número de curtidas subiu de 100 para mais de 800 curtidas.

»“Antes, eu recebia de dois a três e-mails por semana de interessados pelos meus tapetes. Agora, recebo de 25 a 30”, contou Elza.»





Uma inovação

2015/05/27

«Como a Coca-Cola utiliza startups para alavancar a inovação»



Tom Kaneshige: IDG now!



«Inovação. A palavra mágica capaz de trazer enormes vantagens competitivas e perturbar mercados inteiros. Por definição gestores dos departamentos de tecnologia da informação deveriam ser mestres em inovar, mas o que significa ser um CIO inovador? Como se chega lá?

»O tema dominou muitas discussões no mercado. A maneira apontada como mais adequada é olhar para o que os capitalistas de risco fazem e ir buscar a inovação direto na fonte: nas startups de tecnologia. E é exatamente o que a Coca-Cola está fazendo.

»“Nosso presidente nos diz o tempo todo que devemos inovar para sobreviver e crescer”, revela Alan Boehme, arquiteto corporativo e chefe global de tecnologias emergentes e inovação da fabricante de bebidas.

»Apesar de ter se consolidado como um gigante empresarial em seus 129 anos, a companhia sempre procura fazer as coisas diferente. Seus containers eco-friendly feitos de gelo (que simplesmente derretem após o uso) e as máquinas de venda inteligente (capazes de misturar sabores) são só alguns exemplos de ideias que não vieram de dentro da Coca-Cola.

»As chances de produzir inovação e tecnologia exclusivamente dentro da empresa são mínimas. Inovação exige a criação de várias ideias fracassadas para eventualmente se chegar a uma que seja vencedora.

»Uma firma de capital risco olha para 3 mil acordos anualmente, levam 100 considerações a sério e realizam 4 ou 5 investimentos reais – a cada dez, cinco darão prejuízo, dois provavelmente serão rompidos, outros dois talvez gerem algum lucro e, com sorte, um será o sucesso que vem para redimir os outros.

»Para que uma companhia grande inove, seu CIO deve entregar sua parcela de ideias. É por isso que Boehme criou um programa voltado às startups, no qual a Coca-Cola tem acesso exclusivo a tecnologias inovadoras das empresas selecionadas ao longo de um período de sete meses de duração – nos quais tira da concorrência a possibilidade de sair na frente.


Para que uma companhia grande inove, seu CIO deve entregar sua parcela de ideias. É por isso que Boehme criou um programa voltado às startups, no qual a Coca-Cola tem acesso exclusivo a tecnologias inovadoras das empresas selecionadas ao longo de um período de sete meses de duração – nos quais tira da concorrência a possibilidade de sair na frente.

»Longe do Vale do Silício

»Ao contrário do que é de se pensar, a companhia não sai à procura desses talentos no Vale do Silício, cujo mercado de startups é fortemente controlado pelas empresas de capital de risco. Boehme preferiu olhar para Israel.

»Tel Aviv é potência no mercado tecnológico: 5% de sua população tem PhD, é a líder mundial em patentes per capta e em gastos com pesquisa e desenvolvimento e para cada 1800 israelenses, existe uma startup. Não ser constantemente vigiada pela mídia vem como bônus.

»Ao invés de competir com as empresas de capital de risco do Vale do Silício, a Coca-Cola leva as startups israelenses aos Estados Unidos para treinamento e expansão. Ela usa sua habilidade de marketing e branding para lhes ensinar a contarem suas histórias aos investidores e consumidores de modo que gerem buzz.

»Além disso, ela ainda apresenta as empresas a seus parceiros nas redes de abastecimento (incluindo a gigante varejista Walmart) e tecnológica (como Amazon, Google, Cisco e Microsoft), que lhes oferecem tecnologia gratuita.

»Atualmente, a Coca-Cola procura startups em cinco áreas principais: engajamento de clientes, consumidores de varejo, cadeia de suprimentos, marketing e saúde e bem-estar.


»Reajuste o foco para inovar

»De certa forma, o programa de orientação de Boehme é, em si mesmo, um exemplo de inovação. A Coca-Cola queria ser a primeira do setor a ter tecnologia única e o executivo idealizou tanto um jeito quanto um lugar novo para tornar isso possível.

»Ele não seguiu um modelo existente (caminho mais fácil), optando por inventar e capitanear seu próprio programa de inovação. A perspectiva de pioneirismo pode ser um pouco desconcertante a princípio para CIOs adversos a riscos, mas é algo que devem superar para se tornarem inovadores.»





Um inovador

2015/05/26

«Distribuição de bolos marca Dia de Respeito ao Consumidor em Santa Catarina»



G1 SC



«Um bolo de 250 kg vai marcar nesta segunda-feira (25) o Dia Nacional de Respeito ao Contribuinte em Florianópolis. A ação, coordenada por várias entidades comerciais e industriais, tem como objetivo alertar a população sobre a alta carga tributária brasileira. O bolo deverá ser cortado às 12h30, no Largo da Catedral, no Centro de Florianópolis.

»“A população brasileira trabalha 151 dias só para pagar impostos”, diz Darlei Grando, diretor administrativo do Sindicato das Empresas Serviços Contábeis (Sescon). “Estamos fazendo esse manifesto como forma de levar a população a ter essa consciência da carga tributária. IPI, IPTU, ICMS, imposto de renda, são mais de 60 impostos. O governo tem obrigação de disponibilizar saúde, educação, segurança, infraestrutura”, afirma Grando.

A população brasileira trabalha 151 dias só para pagar impostos.

»De 1º de janeiro até esta segunda (25), a estimativa é de que os brasileiros já tenham pago cerca de R$ 800 bilhões em impostos. Os florianopolitanos contribuíram com pelo menos R$ 350 milhões. No site 'Impostômetro' é possível acompanhar diariamente o quanto já foi pago em impostos no ano.


»Ação em Blumenau

»Em Blumenau, no Vale do Itajaí, fatias de bolo também foram distribuídas à população como forma de lembrar a quantidade de impostos paga no Brasil. A ação aconteceu na escadaria da Igreja Matriz de Blumenau.

»“Também vamos distribuir um encarte com orientação à população com relação aos impostos, quanto têm aumentado, que tipo de tributo as pessoas pagam”, diz Jefferson Pitz, presidente Sescon Blumenau.»





Administração Pública e inovação

2015/05/25

«Newsletter L&I» (n.º 54, 2015-05-25)




Administração Pública e inovação | Administración Pública e innovación |
Administration Publique et innovation | Public Administration and innovation

Um inovador | Un innovador | Un innovateur | An innovator

Uma inovação | Una innovación | Une innovation | An innovation

A execução da inovaçao | La ejecución de la innovación | L’exécution de l’innovation |
The innovation execution



Liderar Inovando (BR)

«Governo Digital Mobile é destaque em evento regional de tecnologia» [web] [intro]
«Mad Men: o que um publicitário dos anos 1960 ensinou à geração Y?» [web] [intro]
«Modelagem molecular amplia conhecimento sobre a celulose» [web] [intro]
«5 pontos de atenção para suas parcerias de inovação» [web] [intro]

Liderar Inovando (PT)

«Comissão Europeia pretende Mercado Único Digital» [web] [intro]
«Clube de cavalheiros elegantes» [web] [intro]
«Concurso de Ideias Empreendedoras da Associação para o Desenvolvimento de Lagares apresentou nove projetos» [web] [intro]
«Reengenharia governamental» [web] [intro]

Liderar Innovando (ES)

V Congreso Nacional de Interoperabilidad y Seguridad. CNIS 2015 [web] [intro]
«Colombiano crea plantillas que protegen contra las minas antipersona» [web] [intro]
«“Como dijera Violeta”, un innovador espectáculo de arte circense sin precedentes» [web] [intro]
«El Gurugú, Mejor instalación geotérmica 2014, y otros éxitos de Guadarrama» [web] [intro]

Mener avec Innovation (FR)

«Le programme Surveillance du fleuve reçoit un prix KIRA pour l’innovation dans le secteur public» [web] [intro]
«Une main robot propulse un Niortais au rang d'innovateur» [web] [intro]
«Symposium de l'innovation à Marrakech: Les phosphatiers cherchent les idées de demain» [web] [intro]
«Pas d'innovation sans industrie» [web] [intro]

Leadership and Innovation (EN)

«Public-private innovation hub aims to deliver innovation and growth for Scotland's life sciences industry» [web] [intro]
«MIT lecturer explains 5 key skills that separate innovators from imitators» [web] [intro]
«3 Michigan small businesses compete for national Comcast innovation prize» [web] [intro]
«Advice for startups: There’s always a better way» [web] [intro]

Licencia Creative Commons Licencia Creative Commons
Atribución-NoComercial 4.0 Internacional








2015/05/22

«5 pontos de atenção para suas parcerias de inovação»



Roberto Q. M. Alcântara, Presidente e fundador da Angelus - Indústria de Produtos Odontológicos S.A.: EXAME.com



«Quando a inovação faz parte da estratégia da empresa, as ações de inovar tornam-se um desafio. Além das metodologias utilizadas, a própria inovação precisa se “renovar” de acordo com fatores internos, como tamanho da empresa, e com fatores externos, principalmente políticos e macroeconômicos.

»É comum por parte da mídia uma supervalorização dos cases de empreendedores que, com uma ideia e pouco investimento, tornaram-se lendas mundiais, sinônimos de sucesso. Devemos entender que eles são exceções.

»O desenvolvimento das ideias de negócio por si pode demandar poucos recursos, porém, na “vida real”, transformá-la em uma inovação que gera nota fiscal demanda investimentos, que sempre podem ser formados por meio de parcerias.

»Por isso, listo 5 pontos que merecem atenção em parcerias de inovação:



»1. Ter clareza da estratégia

»É comum empresas saírem em busca de um produto ou serviço revolucionário que, por um golpe de sorte, venha trazer visibilidade e independência financeira ao negócio, o que pode até acontecer.

»Porém, na prática, uma estratégia contendo objetivos e metas claras possui maior probabilidade de sucesso para ambos os parceiros de inovação.



»2. Definir bem os parceiros

»A depender do projeto, a definição do parceiro exige análises aprofundadas. O governo brasileiro já apresenta uma série de fomentos para inovação em diversas áreas do conhecimento.

»Quando a decisão envolve projetos tecnológicos, a boa notícia é que, com a Lei de Inovação brasileira, parcerias com Universidades e Centros Tecnológicos passaram a contar com protocolos que facilitaram a negociação.

»Antes da lei, a maioria dos recursos para inovação estava direcionada aos órgãos e empresas públicas. Aportar investimentos para empresas privadas era considerado um ato quase pecaminoso. Neste contexto, as universidades faziam pesquisas desconectadas do mercado, pois o objetivo era apenas gerar papers.

»Do outro lado, ficavam as empresas, sem recursos financeiros e pesquisadores (mestres e doutores) para apoiá-las em projetos de cunho tecnológico que lhe garantiriam competitividade e crescimento sustentável.

»A Lei de 2004 estabeleceu que universidades públicas poderiam dividir seus recursos humanos e de infraestrutura de pesquisa com o setor privado, sendo um marco para a área de P&D no país, pois facilitou e estimulou a interação entre a academia e o setor produtivo.

»Atualmente, amparados pela lei, tanto empresas como pesquisadores podem desenvolver projetos em parcerias financiadas por fundos governamentais, a chamada “hélice tríplice”.

»Com essa proximidade, os projetos ficam direcionados às necessidades das empresas que, via de regra, conhecem o consumidor. O resultado é o melhor atendimento ao mercado e o fortalecimento da economia do país.

»Além dos fomentos tradicionais à inovação ofertados pela Finep, BNDES e CNPq, o governo federal em 2014 formalizou a abertura de um novo e importante órgão para este fim: a Embrappi — Empresa Brasileira de Apoio à Pesquisa Industrial.

»Diferentemente do modelo padrão de parceria dos demais órgão citados – mais burocráticos — a Emprappi tem protocolos mais simplificados.

»O governo federal selecionou alguns Institutos de Ciência e Tecnologia (ICTs) — como IPT, INT, ITA, Lactec entre outros — para receberem verbas para atender as demandas de projetos inovadores. A contrapartida das empresas fica em por volta de 30% do valor requerido. A vantagem está no relacionamento direto entre empresa e ICT e na agilidade no atendimento da demanda tecnológica.

»Acordos de parcerias com clientes são também opções interessantes no desenvolvimento de projetos inovadores.

»Além da viabilização de projetos pela somatória de recursos, une-se, por exemplo, a capacidade técnica e científica da empresa com o conhecimento de mercado e a capilaridade do distribuidor para introdução do produto ou serviço no mercado.

»Mas é importante salientar que essas parcerias podem trazer impactos negativos no relacionamento com stakeholders que ficam de fora da parceria. É preciso estudo do custo-benefício e um plano de contingência para minimizá-los.



Acordos de parcerias com clientes são também opções interessantes no desenvolvimento de projetos inovadores.

»3. Atenção a compatibilidade de cultura

»Embora pareça óbvio que parcerias sustentáveis ocorram com sócios de culturas similares, muitas vezes as negociações para inovação ocorrem dentro de um campo puramente técnico.

»Essa miopia no alinhamento das visões pode, no curto prazo, esconder visões e conceitos não coincidentes entre as partes, que podem levar o projeto ao fracasso na fase de sua implementação.



»4. Controlar prestação de contas

»Um ponto de extrema importância com o uso de fomentos governamentais é a presença na empresa de profissionais com capacidade técnica-administrativa para gerenciamento dos recursos e prazos acordados.

»Uma prestação de contas indevida, além de prejuízos imediatos à empresa, fechará as portas para futuras parcerias, sobretudo com órgãos públicos.



»5. Visão de longo prazo, sem atropelos

»Por mais recursos humanos e financeiros que possam ser disponibilizados à inovação, não é possível entrar em um “worm hole” — um atalho — para encurtar o tempo do projeto.

»O processo de parcerias, principalmente tecnológicas, demandam negociações aprofundadas, seja na esfera privada ou governamental. Vencida a primeira batalha de negociações, vem o desenvolvimento de projeto, que, via de regra, traz surpresas que consomem tempo e paciência dos interlocutores.

»Há um consenso no mundo dos negócios que o sucesso não pertence aos grandes, e sim, aos mais rápidos. Com base neste chavão, podemos concluir que parcerias para inovar podem trazer maior velocidade aos projetos e resultados positivos para as empresas. Mas é importante não confundir senso de urgência com atropelos.

»Dessa forma, uma análise racional dos itens citados acima propiciará resultados mais previsíveis nas parcerias de inovação e, consequentemente, maior chance de crescimento sustentável do negócio.»





A execução da inovaçao

2015/05/21

«Modelagem molecular amplia conhecimento sobre a celulose»



Diego Freire, da AGÊNCIA FAPESP: EXAME.com



«No Centro de Pesquisa em Engenharia e Ciências Computacionais (CCES, na sigla em inglês), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) financiado pela FAPESP, a modelagem baseada na técnica de simulação computacional por dinâmica molecular tem levado a uma maior compreensão sobre os materiais biopoliméricos — como a celulose, a hemicelulose e a lignina — e como esses componentes se arranjam na parede celular das plantas.

»Possibilidades de aplicação da técnica em pesquisas com materiais vitrocerâmicos e matéria condensada mole foram compartilhadas por pesquisadores de instituições de São Paulo e da Califórnia durante a FAPESP Week UC Davis in Brazil, realizada pela FAPESP e pela University of California (UC) em Davis nos dias 12 e 13 de maio de 2015, na capital paulista.

»As pesquisas do CCES, desenvolvidas no âmbito do Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN) para produção de bioetanol de segunda geração, foram apresentadas por Munir Salomao Skaf, coordenador do Centro e professor do Instituto de Química (IQ) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

»“Essa modelagem ajuda a computar e determinar os movimentos de cada átomo que compõe o sistema molecular, em um sistema que imita o fisiológico, com a proteína, o polímero, o solvente, os íons etc. Conhecendo as interações entre as partículas por meio da computação de alto desempenho do CCES, é possível estudar e entender como elas interagem”, explicou à Agência FAPESP.

»Entre os resultados mais recentes está a identificação de fatores que determinam a termoestabilidade e a termofilicidade de algumas enzimas envolvidas no processo de hidrólise.

»Pesquisa conduzida por Rodrigo Leandro Silveira, do IQ, com apoio da FAPESP, estudou as principais causas pelas quais a celobiose, um produto da hidrólise da celulose, é também um inibidor de celobio-hidrolases, enzimas catalisadoras dessa reação.

»“A enzima ataca as fibras de celulose, quebrando suas cadeias e gerando moléculas pequenas chamadas celobioses, um produto dessa reação. A reação avança e a concentração de celobiose aumenta e passa a inibir a atividade enzimática, impedindo-a de prosseguir”, explicou Skaf.

»Isso porque, assim que a enzima acaba de fazer a hidrólise, ela própria “segura” o produto no lugar onde ele foi produzido, obstruindo o canal.

»“Nós encontramos a ação de um resíduo aminoácido em particular, que é a principal responsável por segurar o produto da reação na cavidade da enzima, o que impede que a celobiose seja eliminada para o meio e que a enzima ataque novos substratos que não foram hidrolisados”, disse.

»De acordo com Skaf, o estudo sugere que mutações genéticas poderiam levar a uma enzima que seja cataliticamente eficiente e menos inibida pelo produto de sua reação.

»Em outra pesquisa, conduzida por Erica Teixeira Prates, também com apoio da FAPESP, foram estudadas as endoglucanases, enzimas modulares com um módulo responsável pela reação e outros pela ligação ao substrato, com função de “grudar” na parede celular das fibras da celulose, aproximando o domínio catalítico do seu alvo.

»O trabalho, realizado em colaboração com a equipe do professor Igor Polikarpov, do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da Universidade de São Paulo (USP), mostrou como a enzima adotou mecanismos alternativos de ligação à celulose.

»“Essa enzima é uma endoglucanase de um microrganismo que desenvolveu evolutivamente outros mecanismos que desempenham esse papel de ligação com o substrato”, disse Skaf.

»O grupo também obteve resultados promissores no estudo das forças termodinâmicas que mantêm a coesão da parede celular, identificando qual a influência dos diferentes tipos de hemicelulose sobre as fibrilas de celulose.


Afinal, estamos falando de matéria, composta por átomos e moléculas. Se sabemos como eles interagem uns com os outros é possível computar esses processos, as forças exercidas sobre esses átomos e essas moléculas e determinar seus movimentos, gerando trajetórias atômicas para qualquer sistema.

»Interações

»As pesquisas com modelagem molecular no CCES são realizadas em parceria com biofísicos estruturais de proteína, os cristalógrafos, e biólogos moleculares, destacando-se as cooperações com Polikarpov e pesquisadores do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE).

»Enquanto os biofísicos isolam a proteína e obtêm a estrutura cristalográfica delas, com uma imagem estática da posição de cada átomo, os biólogos moleculares e enzimologistas fazem ensaios enzimáticos de como essa enzima atua em diferentes substratos, tipos de celulose e outros polissacarídeos.

»“Por um lado você tem a estrutura da proteína e de outro os ensaios biológicos, como ela atua para promover a degradação da biomassa, e a pesquisa faz a ponte entre a estrutura estática e os comportamentos biológicos”, contou Skaf.

»As informações sobre a estrutura da enzima e os ensaios enzimáticos são utilizadas para gerar pequenos filmes das trajetórias das moléculas, demonstrando como os átomos se movem.

»De posse dos milhões de frames (“quadros”) das trajetórias moleculares capturados pela computação de alto desempenho do CEPID, são desenvolvidos programas que analisam essas trajetórias e possibilitam observar, entre outras coisas, como o substrato se liga à proteína, o que o mantém em uma posição adequada para a hidrólise, quais resíduos interagem mais ou menos e quais são as alterações estruturais da enzima ao longo do tempo.

»“Nós acompanhamos e analisamos esses processos, correlacionando-os com seus funcionamentos biológicos, com ensaios enzimáticos, em processos naturais quando os fungos e as bactérias decompõem a matéria orgânica na natureza ou em processos industriais, em que essas enzimas são utilizadas para degradar a biomassa e convertê-la em açúcares menores, fermentados a etanol ou convertidos em outros produtos químicos de maior valor agregado no que é chamado de biorrefinaria”, explicou Skaf.


»Materiais vitrocerâmicos

»Para Alexandra Navrotsky, reitora interina da UC Davis e pesquisadora em Ciências Físicas e Matemática, as simulações dinâmicas moleculares desenvolvidas no CCES têm potencial para aplicação em pesquisas com diferentes materiais.

»“As técnicas são basicamente as mesmas, afinal, estamos falando de matéria, composta por átomos e moléculas. Se sabemos como eles interagem uns com os outros é possível computar esses processos, as forças exercidas sobre esses átomos e essas moléculas e determinar seus movimentos, gerando trajetórias atômicas para qualquer sistema. As experiências bem-sucedidas do Brasil nesse sentido podem e devem ser multiplicadas”, disse à Agência FAPESP.

»Navrotsky falou na FAPESP Week sobre suas pesquisas com matéria condensada mole, em especial os estudos calorimétricos de sistemas micelares e de outros materiais afins.

»Na ocasião, também foram apresentadas pesquisas realizadas no Centro de Ensino, Pesquisa e Inovação em Vidros (CeRTEV), outro CEPID da FAPESP.

»“Nós buscamos entender as correlações entre a complexa estrutura molecular de vidros — que, por não ser cristalina, possui átomos desarranjados — e processos dinâmicos, como fluxo viscoso (fluidez), relaxação estrutural, a mudança da estrutura do vidro quando ele é aquecido a certa temperatura e a cristalização, que é nosso maior interesse, porque leva aos vitrocerâmicos e a possíveis aplicações comerciais desses materiais policristalinos”, explicou Edgar Dutra Zanotto, coordenador do CeRTEV e professor do Departamento de Engenharia de Materiais do Centro de Ciências Exatas e de Tecnologia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

»Entre as aplicações comerciais dos vitrocerâmicos, materiais vítreos cristalizados controladamente, Zanotto apresentou o desenvolvimento de dentes artificiais que imitam os naturais com alto grau de fidelidade e materiais transparentes de alta resistência balística que parecem vidro, mas são policristalinos, muito mais duros e resistentes.

»Também estão sendo desenvolvidos materiais em vitrocerâmica para arquitetura, imitando mármore e granito, e biovitrocerâmicos para implantes, substituindo ossículos do ouvido, das mãos e da face.

»“Esses materiais biovitrocerâmicos são muito mais biocompatíveis e bioativos que o titânio, por exemplo. Em contato com o plasma sanguíneo, a saliva, o suor e outros fluidos corporais eles automaticamente formam uma camada de hidróxido carbonato apatita, unindo-se à cartilagem e ao osso, podendo assumir funções que o titânio não é capaz de assumir”, explicou.

»Para Zanotto, as discussões na FAPESP Week podem levar a parcerias entre pesquisadores de São Paulo e da Califórnia para ampliar ainda mais a abrangência das pesquisas.

»“Nossos estudos podem se beneficiar de dados e medidas termodinâmicas da UC Davis, considerando que Alexandra Navrotsky é uma das maiores especialistas em termodinâmica de líquidos e vidros, assim como seu grupo poderá se beneficiar de simulações e dados experimentais de processos dinâmicos obtidos pelo nosso grupo para entender melhor os processos estudados na Califórnia”, destacou.»





Uma inovação

2015/05/20

«Mad Men: o que um publicitário dos anos 1960 ensinou à geração Y?»



Agatha Justino: Administradores



«Produzida por Mathew Weiner para a AMC, Mad Men se tornou referência no tocante à fidelidade histórica e lições sobre marketing, carreira e negócios.

»Após atravessar sete temporadas bebendo, fumando e vendendo bens de consumo como se fossem sonhos, o publicitário Don Draper se despede do público. O episódio que encerra Mad Men, exibido no último domingo na televisão americana, reafirma o lugar das séries em geral como produtos refinados de arte e entretenimento.

»Como legado, a série deixará para a geração que não sentiu o mertiolate arder um retrato da era de ouro da publicidade e ainda de como ocorreram algumas das mais profundas transformações culturais do nosso mundo, tanto no seio corporativo quanto no social. Produzida por Mathew Weiner para a AMC, Mad Men se tornou referência no tocante à fidelidade histórica e lições sobre marketing, carreira e negócios. Reunimos aqui cinco ideias de Mad Men que a Geração Y deveria ouvir. Confira abaixo:


»1 - Saiba como explorar a nostalgia

»Em um determinado momento da série, Don Draper é desafiado pela Kodak a criar uma propaganda para um aparato tecnológico que eles chamaram de roda. O produto exibia fotos em slides e as pessoas pareciam rejeitá-lo por não parecer moderno. Como solução, Draper substituiu o nome “roda” para carrossel e explicou que a tecnologia pode despertar desejo. Mas é a nostalgia e possibilidade de rever momentos que faz com que os consumidores criem uma conexão com o aparelho.

»“A tecnologia é reluzente, mas há raras ocasiões em que o consumidor pode se envolver em um nível além do flash: quando eles têm uma ligação sentimental com o produto. A nostalgia é delicada, mas potente. Em grego, significa literalmente ‘a dor de uma velha ferida’. É uma pontada no coração mais poderosa que a memória sozinha”, diz Draper na cena.


»2 - A busca pela próxima grande ideia não deve cessar

»Criar novos produtos, conteúdo e lançar tendências são expressões modernas. No entanto, elas refletem o espírito criativo e inovador da década de 1960. O cenário que surgiu no pós-Segunda Guerra favoreceu a corrida tecnológica e o surgimento de novos objetos de desejo, e a publicidade precisava apresentar esse novo mundo à sociedade. Mad Men conta com uma fidelidade quase documental como esse processo ocorreu. Os publicitários da Era de Ouro precisavam encontrar conexões entre os produtos e as pessoas por meios completamente originais. “Você dirá que a próxima ‘grande coisa’ será melhor por que sempre é”, afirmou Don Draper entre um gole e um cigarro.


»3 -“Se você não gosta do que está sendo dito, mude a conversa”

»Esse é um dos conselhos mais valiosos dado por Don Draper e repetido pela redatora Peggy Olson, em um segundo momento da série. Quando sua agência Sterling Cooper perde uma de suas contas mais importantes, Lucky Strike, o diretor de arte em vez de lamentar a derrota, declara que sua empresa só fará propaganda de produtos que não colocam os consumidores em risco - como o cigarro.

»Se a empresa ou marca se encontra em uma crise de imagem ou deseja promover alguma mudança na forma com que é vista, o primeiro passo é mudar a conversa atual. Desviar o foco do que está sendo dito agora e estabelecer você, qual será o novo tópico.


Se você não gosta do que está sendo dito, mude a conversa.

»4 - “Sucesso é se destacar e não se encaixar”

»Seja qual for a sua área de atuação, o sucesso virá para aqueles que não tentam se encaixar, mas sim para aqueles buscam se destacar pela autenticidade. Neste aspecto, a personagem Peggy Olson se tornou exemplo.

»Situada em uma época em que as mulheres se dividiam entre mães e secretárias, Peggy aceitou a tarefa de ser redatora e no momento em que decidiu parar de tentar se encaixar, alcançou o sucesso em seu trabalho. Em Mad Men, Peggy sintetiza as dificuldades que as mulheres enfrentaram ao se despir dos papéis impostos pela sociedade e focar em suas carreiras.


»5 - A publicidade deve fugir dos lugares comuns

»Para criar campanhas marcantes, precisamos fugir dos lugares comuns. Em uma conversa com Peggy, ele discorda da frase que diz “sexo vende” e classifica essa como uma frase que diminui o trabalho da publicidade. “Você é o produto. Você sentir algo, é isso o que vende. Não são eles (os criadores), nem sexo. Eles não podem fazer o que nós fazemos e por isso, nos odeiam”, afirmou Draper. E essa é a lição: se você tem um produto inovador, sua propaganda deve seguir esse caminho e deixar uma mensagem aos consumidores.»





Um inovador

2015/05/19

«Governo Digital Mobile é destaque em evento regional de tecnologia»



Redação. Nátia Machado (Empresa de Processamento de Dados do Estado do Pará): Agência Pará de Notícias



«O aplicativo Governo Digital Mobile, desenvolvido e lançado pela Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Pará (Prodepa) em dezembro de 2014, foi um dos projetos homenageados durante o ShowTech, evento realizado na noite desta quinta-feira, 14, que celebra a descoberta e premiação das soluções de tecnologia e informação inovadoras que tenham sido implementadas na região Norte por gestores de tecnologia.

»Na ocasião, o diretor de Desenvolvimento de Sistemas da Prodepa, Lourenço Monteiro, apresentou o projeto aos participantes do evento e falou sobre as potencialidades do Governo Digital Mobile. “Nós construímos dois projetos: o aplicativo, disponível para os sistemas Android e IOS; e uma central de administração, que é a interface de governo que gera uma série de possibilidades, como administração e visualização. Nós construímos até um painel com mapa para o próprio governador, onde ele pode ver onde estão aparecendo os problemas. É uma plataforma em que podem ser adicionados todos os órgãos de governo que quiserem aderir ao projeto”.

»A ferramenta virtual é voltada para acelerar o atendimento das demandas da sociedade perante os órgãos públicos do Governo do Estado. Com ela é possível notificar pelo celular possíveis dificuldades de conexão nos pontos de acesso livre à internet, os hotzones. O app também oferece serviços dos Bombeiros, Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa) e Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup). O principal objetivo do aplicativo é facilitar a interação entre a sociedade e os órgãos estaduais e, assim, melhorar a qualidade dos serviços públicos prestados à população.

O principal objetivo do aplicativo é facilitar a interação entre a sociedade e os órgãos estaduais e, assim, melhorar a qualidade dos serviços públicos prestados à população.

»Uma das principais características da ferramenta é permitir que os usuários acompanhem o andamento das queixas e tenham respostas sobre elas. Além disso, também trabalha com o georreferenciamento. Com isso, a localização é obtida automaticamente quando a pessoa faz o cadastro no aplicativo. Ao fazer a queixa, três cores indicam o andamento do processo para o usuário: a vermelha, que significa que a queixa foi registrada no sistema; a amarela, quando a situação for encaminhada à unidade responsável pela área; e a verde, que indica ao cidadão que o problema foi solucionado pelo órgão.

»Nos casos em que, para ser resolvido, o problema leva um pouco mais de tempo, a cor azul indicará esta situação ao usuário. Além disso, o usuário também será informado do andamento através do e-mail cadastrado no aplicativo. Também é possível fazer o envio de fotos, reclamações e sugestões. Todo o material é encaminhado ao órgão responsável, que faz o constante monitoramento da ocorrência.

»Caso haja alguma informação relevante a comunicar, basta acionar o aplicativo, escolher entre as opções disponíveis e encaminhar as informações. O sistema registra essa demanda imediatamente e encaminha ao usuário um e-mail atestando que ela foi cadastrada com sucesso. As demandas feitas pelo usuário ficam registradas na tela do aplicativo para o acompanhamento do usuário, com o status da reclamação (agendado ou solucionado).»





Administração Pública e inovação

2015/05/18

«Newsletter L&I» (n.º 53, 2015-05-18)




Administração Pública e inovação | Administración Pública e innovación |
Administration Publique et innovation | Public Administration and innovation

Um inovador | Un innovador | Un innovateur | An innovator

Uma inovação | Una innovación | Une innovation | An innovation

A execução da inovaçao | La ejecución de la innovación | L’exécution de l’innovation |
The innovation execution



Liderar Inovando (BR)

«Minas estuda mecanismos para enfrentar concorrência de outros estados» [web] [intro]
«Dez lições que o ex-evangelista da Apple Guy Kawasaki aprendeu com Steve Jobs» [web] [intro]
«Inovação garante longevidade aos transformadores» [web] [intro]
«Inovação e execução: interdependentes» [web] [intro]

Liderar Inovando (PT)

O financiamento da inovação na Administração Pública [web] [intro]
«Piratas portugueses à conquista do mundo» [web] [intro]
«Será que a impressora 3D de comida vai ser tão popular quanto o micro-ondas?» [web] [intro]
«ADENORMA recebeu donativo de apoio ao programa 'Semear Saúde, Colher Sorrisos'» [web] [intro]

Liderar Innovando (ES)

«La situación de I+D+i en España y su evolución desde el comienzo de la crisis» [web] [intro]
«Tareas pendientes en innovación» [web] [intro]
«Geocuba: Innovación, investigación y desarrollo» [web] [intro]
«Innovación Corporativa: Más relato que acción» [web] [intro]

Mener avec Innovation (FR)

Guide du Crédit Impôt Recherche 2015 [web] [intro]
«Apprendre des grands innovateurs» [web] [intro]
«La science des données: une occasion de réinventer l'économie numérique» [web] [intro]
«L’économie circulaire, une opportunité stratégique» [web] [intro]

Leadership and Innovation (EN)

«New Study Suggests that Rapid Innovation in Semiconductors Provides Hope for Better Economic Times Ahead» [web] [intro]
«China emerges as a global innovator» [web] [intro]
«essDOCS wins Global Finance Innovators Award for CargoDocs BPO+» [web] [intro]
«Bosch CEO Remakes Company Around ‘Internet of Things’» [web] [intro]

Licencia Creative Commons Licencia Creative Commons
Atribución-NoComercial 4.0 Internacional








2015/05/15

«Inovação e execução: interdependentes»



Alexandra Delfino de Sousa: Algar Tech.



«“Quando as empresas nascem, tudo é inovação, mas, quando alcançam seu primeiro sucesso comercial, surge a exigência de maximizar a rentabilidade”, alerta Chris Trimble. Ele defende que a execução é peça fundamental da inovação. No entanto, quando as pessoas são premiadas pela busca de lucros, desvalorizam qualquer projeto que não traga contribuição imediata. E então, a sobrevivência saudável da companhia é ameaçada.

»Em O outro lado da inovação: a execução como fato crítico de sucesso, livro escrito com o consultor de inovação da General Electric Vijay Govindarajan, Trimble tira conclusões a respeito de dez anos de estudos sobre as melhores práticas de execução de inovação e dá conselhos práticos para que as inovações saiam do papel e se tornem tangíveis em um produto ou serviço. Durante o Fórum HSM Inovação e Crescimento, que será realizado em 28 e 29 de junho em São Paulo, o professor da Tuck School of Business at Dartmouth abordará os aspectos da inovação que dependem da disciplina da execução.

»“A maior força a favor do desempenho é a repetição e a previsibilidade das tarefas, mas essa também é sua maior limitação”, ressaltou Trimble em entrevista publicada por HSM Management. Ele acrescenta: “O sucesso de longo prazo só é possível se houver bom desempenho nas operações cotidianas e, ao mesmo tempo, se forem produzidas inovações”.

»Constituir uma boa equipe de inovação, com grande atenção às pessoas, suas responsabilidades e perfis aumenta em muito a probabilidade de um esforço de inovação dar certo, na visão de Trimble.


Constituir uma boa equipe de inovação, com grande atenção às pessoas, suas responsabilidades e perfis aumenta em muito a probabilidade de um esforço de inovação dar certo, na visão de Trimble.

»Recrutamento interno e externo

»O especialista comenta que, quando se estabelecem as responsabilidades sobre a inovação, o primeiro impulso dos gestores costuma ser agregar tarefas às pessoas que estão envolvidas em atividades do dia a dia. No entanto, há limitações a isso. Uma delas é que algumas inovações exigem capacidades que a maioria das pessoas não possui. A outra tem a ver com as relações de trabalho e a dificuldade para mudar a maneira com que as pessoas costumam interagir.

»Para selecionar os membros de uma equipe de inovação, vale atentar para criatividade e capacidade de perceber soluções incomuns, traços que tornam algumas pessoas mais indicadas para a inovação, bem como o fato de se sentirem confortáveis diante da ambiguidade e da mudança. Porém, a inovação muitas vezes exige capacidades que não estão disponíveis entre a prata da casa.

»“É difícil incrementar o trabalho mantendo a mesma quantidade de recursos”, constata o consultor. Sua experiência aponta que, além de inventivos adicionais, na grande maioria dos casos, a equipe de inovação requer mesclar, aos colaboradores já existentes, pessoas de fora da empresa, que agreguem a ela conhecimentos, percepções e hipóteses novos.

»Em relação à interação entre as pessoas escolhidas para a equipe de inovação, é preciso distinguir os momentos: quando as ideias ainda estão no papel, pode fazer sentido que as pessoas trabalhem isoladas, mas, em alguma fase, como antes de lançar o novo produto, as pessoas da inovação terão de começar a interagir com as da operação convencional da empresa. A inovação fará a empresa sair da rotina e isso gera conflitos entre os funcionários dedicados ao negócio central da empresa e os da equipe inovadora.


»Conflitos comuns

»Mais interação entre as pessoas, mais conflitos. A recomendação do professor é que os altos executivos deixem claro que o sucesso de longo prazo só vem quando bons resultados nas operações cotidianas se combinam às inovações. Perguntado sobre quais estratégias são eficazes para superar conflitos, Trimble esclarece que, além do uso de incentivos, há algumas questões práticas. É preciso ser cuidadoso ao medir o desempenho da operação diária e a maneira como uma iniciativa de inovação impacta essa mesma operação.

A recomendação do professor é que os altos executivos deixem claro que o sucesso de longo prazo só vem quando bons resultados nas operações cotidianas se combinam às inovações.

»Por exemplo, talvez seja necessário reforçar a equipe de atendimento ao cliente antes de lançar novo produto. Com mais pessoas dedicadas e talvez tendo sido a demanda superestimada, indicadores de produtividade das pessoas podem sofrer abalos. “Mas por influência da iniciativa de inovação”, salienta, ressaltando a importância de ajustes na proporção dos recursos empregados. “A exigência de cumprir muitas atividades com recursos limitados é a causa primária de conflitos.”


»O líder da inovação

»Não é fácil avaliar a equipe de inovação, porque as iniciativas de inovação são permeadas pela incerteza. Não se pode, portanto, avaliar o líder de inovação estritamente com base em resultados. É importante que o líder saiba que o que será avaliado é a execução de uma experimentação disciplinada. Quando bem executada, aprende-se mais rapidamente, fazem-se melhores previsões, tomam-se melhores decisões e conseguem-se resultados em menos tempo. “A boa experimentação conduz à aprendizagem e, a aprendizagem, a resultados. O ideal é realizar experiências que não sejam muito onerosas e que eliminem incertezas críticas”, observa Trimble.

»A inovação requer um líder com dedicação integral e com a responsabilidade de julgar se a iniciativa percorre o caminho correto ou se deve mudar de rumo. Mas haverá, como exposto, conflitos entre o líder da inovação e a organização dedicada a fazer cada vez melhor “o mesmo”. Mediar tal conflito é tarefa do CEO ou de um alto executivo. Algum executivo sênior deve ser o responsável por mediar tais conflitos, preferencialmente o mesmo gestor que avalia os líderes da inovação e do negócio principal e decide se o trabalho realizado foi bom ou ruim.

»A Infosys, grande fornecedora indiana de serviços de TI, é lembrada por Trimble como um exemplo de sucesso em inovação. Quando a empresa decidiu criar uma firma de consultoria que não desenvolveria softwares, mas prestaria serviços de assessoria em estrutura de TI, constatou que seria absolutamente necessário que os consultores trabalhassem com o pessoal da operação convencional (de desenvolvimento de programas), que seria encarregado de implementar as estratégias criadas pela consultoria.

»Como a empresa atingiu resultado positivo? Desde o começo, a alta gerência fomentou as boas relações e a colaboração entre os dois grupos: consultores e responsáveis pelo negócio central.»





A execução da inovaçao

2015/05/14

«Inovação garante longevidade aos transformadores. Fornecedores de resinas apostam em soluções que permitem adoção de técnicas de fabricação capazes de ampliar a competitividade e reduzir impactos ambientais»



Cris Bottini: DCI. Diário Comércio Indústria & Serviços



«O ganho de competitividade está intimamente ligado à inovação, que pode ser medida pela capacidade da cadeia produtiva em criar produtos, encontrar aplicações diferentes para insumos já existentes no mercado ou estabelecer modelos de negócios que tragam ganhos para a operação. Trabalhar de forma inovadora também é fundamental para a oferta de soluções sustentáveis e rentáveis. No mundo do plástico, a inovação é essencial para acompanhar o ritmo acelerado dos negócios e garante longevidade aos transformadores.

»A fabricante de resinas termoplásticas Braskem - uma das empresas mais inovadoras do país - tem experiência em pesquisar e desenvolver novos materiais. Mas o mais recente lançamento da companhia é um aplicativo para smartphone com o objetivo de auxiliar o transformador de plásticos a reduzir custos de produção. A ferramenta calcula as vantagens de uso das resinas da família Braskem Maxio. Lançada em 2012, a linha engloba produtos capazes de ampliar a produtividade e reduzir o consumo de energia. “A ferramenta quantifica os ganhos econômicos e ambientais que a matéria-prima pode trazer para os processos de injeção”, destaca Fábio da Silva Santos, diretor comercial da Braskem.

»Os ganhos são estimados de uma forma simples e rápida, bastando apenas que o usuário insira dados sobre a peça produzida em duas situações: utilizando uma resina comum e usando a Maxio. “Ao comparar os dois cenários, o aplicativo exibirá como resultado uma estimativa de variações na produtividade, no peso da peça e no consumo de energia elétrica durante o processamento, além de traduzir tais mudanças em variações no custo de produção e impacto ambiental, como emissão de CO2”, detalhou Santos.

»Além de auxiliar o cliente, o aplicativo ­é uma ferramenta de vendas importante para a Braskem, pois é capaz de mostrar as vantagens práticas da linha de resinas, esclarecendo dúvidas do cliente. Informado, o transformador pode tomar a melhor decisão para sua linha de produção. A outra novidade da fabricante é o Proxess - nova família de polietilenos de alto desempenho na transformação de plásticos e nas aplicações de mercado. Produzido a partir de tecnologias de catalisadores metalocênicos, o produto atende o segmento de embalagens alimentícias, sacarias industriais e filmes agrícolas.

A construção civil é um dos segmentos mais promissores para negócios com resinas inovadoras, acreditam as empresas do setor, por exigirem características de alta performance.

»Já a DuPont tem apostado na identificação de novas aplicações para produtos líderes de mercado. Entre os exemplos, está o Surlyn, resina ionomérica existente há mais de 18 anos. Segundo a fabricante, a evolução contínua do produto permite que hoje a resina reproduza a transparência e o brilho do vidro, com as vantagens de ser leve, resistente à queda, abrasão e perfuração. O produto também permite maior liberdade de design. Por isso é bastante aplicado em tampas de perfumes e embalagens de cosméticos. “A versatilidade traz inúmeros benefícios”, afirma Silvério Giesteira, diretor de vendas e marketing da DuPont para a América Latina para packaging e a indústria de polímeros.

»Segundo ele, o produto tem excelentes propriedades em segmentos como o de embalagens. “Características como selagem hermética em ambientes contaminados reduz perdas e necessidade de limpeza contínua dos equipamentos de selagem. Além disso, a resina é resistente à perfuração e encolhimento”, detalha Giesteira. Em outras áreas, os benefícios do Surlyn incluem a modificação de polímeros de engenharia, uso em detonadores de explosivos, componentes para calçados e até o recobrimento de bolas de golfe.

»Outra fabricante que tem novidades na área de insumos é a AGC Chemicals. Entre as inovações está uma película de alto desempenho produzida a partir da resina ETFE (o Fluon ETFE filme). O produto possui um método exclusivo de formação de filme aplicado para produzir películas entre 12 µm e 250 µm de espessura. Suas propriedades são altamente resistentes ao calor, à química, são antiaderentes e resistentes às intempéries. “Essas características tornam a matéria-prima ideal para uso em aplicações ao ar livre, estufas, células solares e design de interiores”, diz Daniel Hamaoui, gerente de Desenvolvimento de Negócios Químicos da AGC no Brasil.

»Entre os exemplos de aplicação, Hamaoui destaca o uso em grandes projetos arquitetônicos como o Estádio Itaipava Arena Pernambuco, Allianz Arena (atual sede do FC Bayern Munich) e o Centro Aquático Nacional dos Jogo Olímpicos de Penquim. “Entre as vantagens da resina está a sua flexibilidade”, finaliza.

»A construção civil é um dos segmentos mais promissores para negócios com resinas inovadoras, acreditam as empresas do setor, por exigirem características de alta performance





Uma inovação

2015/05/13

«Dez lições que o ex-evangelista da Apple Guy Kawasaki aprendeu com Steve Jobs»



Redação: Computer World Brasil



«Para Guy Kawasaki, trabalhar para Jobs era estar em constante medo. Mesmo assim, o executivo diz que não trocaria seu antigo emprego por nada.

»O ex-evangelista chefe da Apple, Guy Kawasaki, resumiu dez lições que aprendeu de Steve Jobs durante a sua apresentação na CeBIT 2015, que aconteceu no início da última semana.

»“Ele era uma pessoa fantástica – uma pessoa difícil de se trabalhar, muito exigente. Todas as grandes práticas de RH que você já aprendeu sobre reuniões com seus funcionários e desenvolvimento de metas e ajudar as pessoas a alcançar seus objetivos - Steve não fez nada disso”, disse ele à plateia.

»Kawasaki trabalhou em duas ocasiões na Apple. Inicialmente na área de Marketing na Macintosh em 1984 antes de retornar em 1995. Ele admitiu que viveu sob absoluto medo de Steve Jobs. “Ele não hesitava em dizer para as pessoas, em frente de um departamento inteiro, o quão estúpidas e sem senso algum elas eram e eu morria de medo disso. Dito isso, eu não trocaria o meu trabalho para Steve Jobs por nada”, ressaltou.

»Atualmente, Kawasaki é chefe evangelista da startup Canva, com base em Sydney.

»Abaixo, dez lições que ele aprendeu enquanto trabalhava para Steve Jobs.


»1. Aprenda a ignorar opositores

»“Se você é um inovador, você é revolucionário e você vai precisar construir uma grande companhia de tecnologia. Para isso, você precisa ignorar seus opositores”, diz Kawasaki.

»Essas são as pessoas pessimistas que dizem coisas como “não é possível” e “não deveria ser feito”.

»“Muitas pessoas disseram isso a Apple quando nós criamos o Macintosh. Muitas pessoas disseram isso quando criamos as Apple Stores”, completou.


»2. Clientes não podem te dizer o que eles precisam

»Em meados dos anos 1980, consumidores disseram à Apple que queriam um Apple II maior, mais rápido e mais barato. Kawasaki acredita que a Apple teria ‘morrido’ se tivesse desenvolvido uma segunda geração para o Apple II.

»“Grandes inovações acontecem quando você não escuta os seus clientes – quando você usa a sua paixão, sua visão, insight e você cria o que você acredita que eles precisam, ou o que eles ainda vão precisar ou aquilo que você consiga convencer que eles precisam. Foi isso que Steve fez”, disse o executivo.


»3. Inovação acontece na próxima curva

»“Se você está no mercado de máquinas de escrever, isso não se trata de fazer melhores máquinas. Se você é uma companhia de impressão de cartas, não é sobre aumentar o número de fontes ou caracteres”, disse Kawasaki. Trata-se de dar o salto para a próxima curva da inovação. Ele usou o exemplo do outrora próspero setor de "colheita de gelo”, nos Estados Unidos.

»“Durante os meses de inverno, pessoas iam até lagos congelados com suas serras e cavalos para cortar blocos de gelo. Nos anos de 1900, toneladas de gelo eram coletadas assim", lembra.

»Kawasaki batizou isso de Gelo 1.0. Há cerca de 30 anos, durante o Gelo 2.0, fábricas congelavam água, um grande avanço tecnológico porque a partir de então, gelo poderia ser produzido em qualquer lugar e a qualquer hora do ano.

»“Nenhuma das empresas que colhiam gelo se tornaram fábricas de gelo e nenhuma fábrica de gelo se tornou empresas de refrigeração porque a maioria das companhias começaram na curva e morreram na mesma curva. Isso porque elas definem os seus negócios como aquilo que elas atualmente fazem”.


»4. O design importa

»“O computador da Apple é um grande sucesso por conta de seu design”, disse ele antes de descrever que o MacBook Air se parece com um grande sólido bloco de alumínio esculpido por monges tibetanos. “Isso é uma obra de arte. O design importa”.


»5. A democratização é uma coisa boa

»Quando toda poeira se acalma, a Apple é um negócio que diz respeito à democratização da tecnologia, defendeu Kawasaki.

»Ele lembra que durante os primórdios do PC, pessoas precisavam ir até suas universidades, uma empresa ou ainda o departamento do governo para usar um computador.

»“A Apple mudou tudo isso. Democratização é uma grande coisa, é isso que a Apple defende. Quando a IBM se juntou ao mercado de computadores pessoais, a Apple deu às boas-vindas”, disse.


»6. Menos é mais

»Kawasaki comparou um típico slide de PowerPoint feito por Steve Jobs que mostrava apenas um amplo gráfico e apenas sete palavras em letras grandes com um slide de Bill Gates. Neste, um texto confuso e uma grande imagem.

»“Em design, em apresentações, em tudo que você comunica, menos é mais”, ele disse. Para ele, o número ideal de slides de uma apresentação não deve ultrapassar dez.


Kawasaki comparou um típico slide de PowerPoint feito por Steve Jobs que mostrava apenas um amplo gráfico e apenas sete palavras em letras grandes com um slide de Bill Gates. Neste, um texto confuso e uma grande imagem.

»7. Mudar seu pensamento é um sinal de inteligência

»Em 2007, Steve Jobs introduziu o iPhone e disse: “Nossa abordagem inovadora utiliza padrões de Web 2.0 que permite que desenvolvedores criem novas e maravilhosas aplicações, enquanto mantém o iPhone seguro e confiável”.

»Kawasaki traduziu isso como Jobs dizendo que não haveria aplicativos standalone para o iPhone – se desenvolvedores quisessem criar um app para o telefone, era necessário ser um plug-in para Safari.

»Um ano se passou e a Apple emitiu um comunicado à imprensa dizendo que iria mostrar plataformas de desenvolvimento do Mac OS X Leopard e iPhone OS X em sua conferência mundial de desenvolvedores.

»“Um ano depois, ele disse ‘nós estamos abrindo o iPhone, agora vocês podem criar aplicativos', invertendo completamente o que ele tinha dito ou pensava”, disse Kawasaki.

»“Isso fazia parte da genialidade de Jobs. Quando ele descobria que estava errado, ele não hesitava em mudar suas ideias. Isso demanda muita coragem e poder intelectual e ele fazia isso”, completa.


»8. Valor não é a mesma coisa que preço

»Valor é o impacto total de um computador, o impacto total de software – não é somente um preço de compra, é suporte, serviço, checagem de vírus e treinamento.

»“Ninguém nunca comprou nada da Apple porque era a opção mais econômica. A Apple vende conectores por 30 dólares quando custam 50 centavos para serem feitos”.


»9. Um jogador de elite contrata jogadores de elite

»Kawasaki aconselhou empreendedores e CEOS com boas noções de engenharia a contratarem vendedores, funcionários em marketing e finanças que “são melhores que você”.

»“Todos que você contratar devem ser melhores que você, incluindo o VP de engenharia e seu CTO”, aconselhou.


»10. Crie algo de valor e único

»Criar um produto ou um serviço que seja valioso e único é a mensagem mais importante da publicidade, diz Kawasaki.

»“É onde a Apple fez dinheiro e história”, diz.

»Como exemplo de um produto único e valioso, ele citou a empresa de relógios Breitling. Ela vende um relógio que manda sinais do usuário que podem ser transmitidos para serviços de emergência quando se encontram em perigo.

»“Se você é um viajante, marinheiro ou um esquiador, você talvez se perca, ficar sozinho e morrer. Esse relógio pode salvar a sua vida”, disse.»





Um inovador