2016/12/20

Claudia Gasparini (@exame): «6 mitos e verdades sobre trabalho em equipe»



Exame



«Tarefas em grupo são um pesadelo para você? Listamos ideias falsas e verdadeiras sobre o perfil de quem curte (ou não) participar de projetos coletivos

»Quem já teve que trabalhar em grupo conhece bem a situação. Discussão após discussão, cada um tem uma opinião diferente sobre o caminho a ser seguido no projeto – e nada sai do lugar. Com a aproximação dos prazos, bate o desespero.

»Impacientes com os “pitacos” alheios, muitas pessoas preferem cuidar de suas tarefas sozinhas. Porém, no dia a dia profissional, esquivar-se da colaboração pode ser impossível. Para completar, muitos empregadores reforçam cada vez mais a importância do espírito de grupo.

»“O discurso corporativo que enaltece a cooperação é problemático”, afirma Edson Carli, especialista em carreira. Para ele, as próprias empresas estão “matando” o trabalho em equipe ao estabelecerem metas individuais, inatingíveis pelo esforço coletivo.

»Mas o que fazer se você simplesmente produz melhor na sua própria redoma? O que realmente diferencia os solitários dos gregários? Consultamos alguns especialistas para distinguir mitos e verdades sobre o assunto. Confira:


»“Todo profissional precisa ser capaz de trabalhar em equipe”

»MITO. “Toda empresa precisa de especialistas, que podem e devem trabalhar sozinhos”, diz Edson Carli, especialista em carreira. De acordo com ele, profissionais que prestam serviços como consultoria, advisoring e educação de equipes, por exemplo, cumprem muito bem suas funções sem precisar da participação de outras pessoas.


»“O trabalho coletivo é fundamental para a inovação”

»VERDADE. Segundo Edson, “várias cabeças juntas pensam melhor” no caso de projetos que envolvem a idealização de novos produtos, serviços e soluções. Para Adriana Tomazinho, gerente de recrutamento e seleção nacional do ManPowerGroup, a criatividade nasce da experiência que temos com o outro. Por essa razão, a vivência de grupo favorece a ousadia e a inventividade no trabalho.


Tudo depende da habilidade dos gestores em criar condições favoráveis para esse movimento.

»“A capacidade de trabalhar em grupo é inata: ou você tem, ou não tem”

»MITO. “Existe uma diferença entre o eu pessoal e o eu profissional”, diz Edson. Isso significa que, mesmo que você tenha um temperamento autossuficiente, é possível aprender a trabalhar em equipe. Segundo o especialista, no mundo corporativo existem papéis que podem ser assumidos com o treino – assim como no caso de atores que “vestem” outras personalidades depois de muito ensaiarem.


»“Para trabalhar bem com outras pessoas, você precisa ter afinidade com elas”

»MITO. “Quando você está produzindo algo em equipe, a diversidade é um ponto a favor do sucesso”, afirma Adriana Thomazinho, do ManPowerGroup. É importante respeitar as individualidades presentes no grupo para tirar o máximo proveito da interação entre elas.


»“Pessoas tímidas não conseguem trabalhar em equipe”

»MITO. Introvertidos podem contribuir – e muito – para um projeto coletivo. “Num ambiente saudável e aberto à participação de todos, mesmo os tímidos são capazes de expor e defender suas opiniões”, diz Adriana. Para ela, tudo depende da habilidade dos gestores em criar condições favoráveis para esse movimento.


»“Profissionais que preferem trabalhar sozinhos tendem a ser líderes naturais”

»VERDADE/MITO. “Impaciência, autodidatismo e inteligência são características que tipicamente aparecem em um profissional que sofre para produzir em grupo”, afirma Edson. Na opinião do especialista, esse também é o perfil do líder valorizado atualmente.

»“Com a agressividade do mercado e a tendência à verticalização, chefes democráticos demais estão perdendo espaço”, opina. Já para Adriana, o modelo não se aplica em todos os casos. “Há empresas em que o líder precisa ser aberto à contribuição da equipe para ganhar o jogo”, conclui.»





Inovação e discursos

2016/12/19

Newsletter L&I, n.º 130 (2016-12-19)




n.º 130 (2016-12-19)

TAG: # melhor ambiente para a inovação # mejor entorno para la innovación # meilleur environnement pour l’innovation # best environment for innovation
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TAG: # melhor ambiente para a inovação # mejor entorno para la innovación # meilleur environnement pour l’innovation # best environment for innovation


Liderar Inovando BR
Discursos e inovação | Ideias e inovação | Invenções e inovação | Recursos e inovação

«Programa vai conectar indústria e startups com verba de R$ 10 mi para novatas. Objetivo da ABDI é estimular a aproximação entre as duas pontas e assim fomentar a inovação no setor» [link]

«Os cinco ambientes para a inovação» [link]

Christh Teixeira: «A luz da confiança: Como o ambiente de trabalho fomenta a inovação» [link]

Leonardo Fausto Zipf: «Duas Rodas está preparada para ser a maior da América Latina em seu segmento» [link]



Liderar Inovando PT
Discursos e inovação | Ideias e inovação | Invenções e inovação | Recursos e inovação

Carlos Moedas: «A Europa vive uma crise existencial» [link]

«Os caminhos do mar na economia portuguesa» [link]

Alexandra Rebelo: «Construir a Inovação» [link]

Miguel Frasquilho: «Estratégias de cooperação e coopetição. São umas estratégia que exigem uma alteração comportamental das empresas» [link]



Liderar Innovando ES
Discursos e innovación | Ideas e innovación | Inventos e innovación | Recursos e innovación

«Los pendientes de la política de innovación y emprendimiento para 2017» [link]

«Expertos de toda España analizan los retos de la transformación digital en el I Encuentro Nacional de Innovación» [link]

Botías Saus: «Pioneras en la invención. La Oficina de Patentes atesora diversos inventos registrados por murcianas que revolucionaron la industria» [link]

«“Las marcas, principalmente las más grandes, suelen mirar a su propio ombligo”, Alberto Levy @betolevy, fundador de Plentie @PlentieApp» [link]



Mener avec Innovation FR
Discourses et innovation | Idées et innovation | Inventions et innovation | Ressources et innovation

Nicolas Bouzou (@nbouzou @asteresinfo): «Nous devons redonner un sens à l’innovation si l’on veut que les gens adhèrent au changement» [link]

«Pour l'innovation, la Pologne veut s'inspirer de l'EPFL (@EPFL et @EPFL_en). Une délégation emmenée par le président Andrzej Duda @AndrzejDuda a visité l’Ecole polytechnique fédérale de Lausanne» [link]

«Algérie / Le prix national de l’invention attribué à trois inventeurs et à l’entreprise Meditool de Batna» [link]

Nasser Keïta:: «De la question du financement des infrastructures énergétiques en Afrique» [link]



Leadership & Innovation EN
Discourses and innovation | Ideas and innovation | Inventions and innovation | Resources and innovation

Christopher P. Skroupa: «Disruptive Forces Blow Up 21st Century Business Models» [link]

Paul Hughes: «To Create the Best Environment for Innovation—Focus on Your People» [link]

Rob Marvin: «Blockchain in 2017: The Year of Smart Contracts» [link]

«Greater Washington Partnership to Spur Regional Economic Growth» [link]




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L&I Media


«Fernando Haddad: “A saída para a crise não está prevista na Constituição”» [link]

«Governo de Portugal quer criar em 2017 centro de inovação para turismo. “Se queremos liderar o turismo do futuro, e temos condições para isso, é preciso haver um motor adicional”, declarou Ana Mendes Godinho, Secretária de Estado do Turismo» [link]

«José Sarukhán ganó el premio de ONU Medio Ambiente @PNUMA Carrera de Liderazgo “por una vida de liderazgo e innovación en la conservación de la biodiversidad en México y en todo el mundo”» [link]

«Région Paca: signature d’une convention de partenariat avec la Caisse des Dépôts et Consignations» [link]

«The 2016 Fast Company InnovationFestival In Photos» Fast Company @FastCompany [link]



L&I Scholar


Centro de Liderança e Inovação Insper @Insper: «Manifesto», Carolina da Costa e Maurizio Mauro [link]

Joana Priscila Correia Martins. «Liderança destrutiva e capacidade de inovação organizacional: o papel do clima ético». Dissertação de Mestrado, Universidade de Lisboa. Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) @AEISEG [link]

«John Mattone ratifica que lo principal para el éxito es pensar diferente. En el mundo actual, la inteligencia abunda, pero no el liderazgo. (Networking Club El Nogal @NETclubelnogal y Universidad del Rosario)» [link]

«La renaissance des start-up scientifiques (Partie 1)», Par Olivier Ezratty, expert FrenchWeb @frenchweb #lesexperts [link]

«Is this what it takes to be an innovative leader?», Written by Linda A. Hill [link]



L&I Blog


«Os 10 brasileiros mais influentes do Linkedin em 2016» [link]

João Machado de Barros: «Inovação e Liderança» [link]

Resulta2 @resulta2: «Liderazgo en innovación: aprendiendo de otros» [link]

«Leadership, diversité et innovation: changer la donne pour les femmes et la banque», Julia Hancock, Credit Suisse @CreditSuisse [link]

George Couros@gcouros: «The Principal of Change. Stories of learning and leading» [link]





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2016/12/16

Leonardo Fausto Zipf: «Duas Rodas está preparada para ser a maior da América Latina em seu segmento»



Entrevista de Alessandra Ogeda. Notícias do Dia @ND_Online



«Líder nacional na fabricação de aromas para a indústria de alimentos e bebidas e na produção de ingredientes para sorvetes no Brasil, a gigante catarinense Duas Rodas completou 91 anos de história no último dia 1º. Com quatro fábricas no Brasil, incluindo Jaraguá do Sul, onde é a sede da companhia, em São Bernardo do Campo (SP), em Estância (SE) e em Manaus (AM), e mais quatro fábricas no Exterior, na Argentina, no Chile, na Colômbia e no México, a Duas Rodas tem crescido dois dígitos há pelo menos 15 anos.

»Liderando o processo de crescimento da empresa está o catarinense Leonardo Fausto Zipf, 52 anos, que em 2017 completará 30 anos de trabalho na Duas Rodas. Natural de Blumenau, cidade em que passou a infância e o início da trajetória profissional morando na Rua Goiás, 165, no populoso bairro Garcia, Zipf começou a trabalhar aos 16 anos de idade no banco Bradesco. Aos 17 anos ele foi trabalhar na Prodava, empresa de processamento de dados e, na sequência, em uma referência nesta área, a Cetil.

»"Foi uma grande experiência porque a Cetil era o maior bureau privado da América Latina. Ela era uma referência", comenta o executivo. Após trabalhar cerca de três anos na Cetil, Zipf começou a sua trajetória dentro da Duas Rodas como supervisor de vendas. "Eu acho bastante importante que todo o meu processo de construção de carreira iniciou comigo trabalhando como supervisor de vendas, quando eu levava a minha pastinha e ia viajar 45 dias seguidos", recorda.

»Segundo o presidente da Duas Rodas, esta cultura de aprendizado e de subir degrau após degrau é típico da Duas Rodas. Além de Zipf, que foi crescendo aos poucos dentro da empresa, a terceira geração dos fundadores também passou pela mesma experiência. "Esta é uma cultura vivenciada. Ninguém tem a expectativa de iniciar (na empresa) como diretor. Tudo é construído gradativamente, até porque todos sabem a importância de cada degrau", complementa.

»Até hoje Zipf diz que toma decisões, como presidente da companhia, tendo como base as experiências que viveu como supervisor de vendas. "Algumas pessoas acham que a subida (em uma empresa) é traumática. Nada, a subida é tranquila. O importante é que a gente reconheça a queda como oportunidade de fazer melhor à frente. Quando temos esta percepção, de que a queda, como o sucesso, não são permanentes, percebemos que isso faz parte (do processo)", ensina.

»O presidente da Duas Rodas faz parte da terceira geração da família dos fundadores Rudolph e Hidegard Hufenüssler. Ele é casado com Brigitte, filha de Rodolfo Hufenüssler e que, ao lado do irmão Dietrich, consolidou a empresa fundada pelos pais deles. Zipf defende que a Duas Rodas continue crescendo, inclusive com a possibilidade de se tornar líder na América Latina com nova aquisição em 2017, mas sem esquecer os valores ensinados pelos fundadores: "A valorização do ser humano, do nosso capital humano; a inovação como diferencial competitivo e reinvestir os recursos na própria empresa". Confira, a seguir, a penúltima entrevista do projeto "Sempre à Frente".


»Nestes 91 anos de história da Duas Rodas, quais foram os momentos mais desafiadores para a empresa?

»Eu acredito que sempre o momento mais desafiador da empresa é o momento de sua fundação. Quando, de fato, ela não tem uma estrutura de capital forte e ela tem que remunerar o sócio com um salário, porque ele abre mão de outras atividades para se dedicar à empresa, e talvez exatamente neste momento é que surja o que talvez é o mais importante para toda organização, que é a força da sua cultura empresarial. No caso da Duas Rodas, quando vieram os fundadores, que abriram mão de seu trabalho na Alemanha para iniciar a sua atividade, eles abdicaram de muito conforto na época, na Alemanha. Muito conforto eu digo de estrutura de cidade mesmo, de país. E vieram para o Brasil, onde tinha pouca infraestrutura, e iniciam as suas atividades. E talvez o que é o traço mais forte da cultura destes empreendedores foi reinvestir os seus recursos, manter o firme propósito de perenidade para a organização e a sua vocação para a inovação. Porque de fato eles foram inovadores e trouxeram produtos inovadores que, posteriormente, inclusive, foram exportados para a Europa.


»Interessante o senhor fazer esta análise porque eu imagino que quando os fundadores começaram a empresa eles já tinham a ideia de um dia a Duas Rodas ser uma empresa centenária, não?

»Eu acredito que sim. Até porque, de fato, qualquer empresário, eu diria isso até tirando um pouco da minha experiência empresarial, nós não limitamos a empresa a uma geração. Acho que o maior compromisso de qualquer empresário é exatamente a perenidade, a continuidade do projeto. Dentro deste contexto, existe todo um preparo que tem que haver, não só apenas da sociedade (envolvida na empresa), mas também da visão empresarial da gestão para que ela possa continuar. Primeiro, fazendo com que a sua marca seja reconhecida no mercado. E eu sempre digo que não basta a liderança de produto, é a importante a liderança de marca, porque a liderança de produto é até muito simples. Eu não diria que é simples, mas é sempre mais fácil do que a liderança de marca. Veja o caso da Odebrecht, por exemplo. Eles tem uma liderança de produto mas não tem nenhuma liderança de marca hoje. Então eu acho que o mais importante é que se tenha a condição de crescer liderando o mercado, e nós temos a liderança deste mercado há praticamente 18 anos em todas as atividades que nós atuamos.


»Essa liderança da Duas Rodas acontece apenas no Brasil ou também no mercado da América Latina?

»No Brasil nós estamos em primeiro lugar nas nossas divisões e na América Latina nós estamos em segundo lugar, e a diferença que hoje nós temos do primeiro lugar dá US$ 30 milhões. Uma coisa pequena, nós estamos muito próximos.


»Essa diferença da Duas Rodas em relação à empresa líder na América Latina tem diminuído?

»Tem diminuído, principalmente por aquisições. Então estamos muito próximos. E de fato, e eu vou te dizer isso, que é uma coisa muito importante, que a concorrência também estabelece o teu sucesso, porque ela faz parte de todo o processo e ela te traz uma visão de sempre dar um passo adiante, de sempre procurar aperfeiçoar a equipe, os processos e tudo mais.


»Como a diferença entre vocês e o 1º lugar na América Latina é de apenas US$ 30 milhões de faturamento, vocês tem perspectiva de chegarem à liderança?

»Eu acredito que mais uma aquisição e que está mapeada no nosso planejamento estratégico para 2017 e nós assumimos a liderança. Vamos lá… e eu tenho sempre uma frase que é que a arrogância precede a queda. Então a liderança é importante, porque aumenta a nossa responsabilidade no sentido de dar um passo à frente, mas muito mais a responsabilidade de continuarmos com a simplicidade que sempre tivemos, com a humildade de reconhecer que isso é um fator determinante em função do trabalho em equipe e da aceitação da nossa marca junto aos nossos clientes.


»O senhor é da terceira geração da empresa. Quais valores, na opinião do senhor, a Duas Rodas preserva desde a sua fundação e que serão importantes para os próximos desafios da companhia?

»Eu diria que primeiro, uma parte muito forte da empresa, é a valorização do capital humano. Na verdade é ele que faz toda a diferença dentro de qualquer processo, seja no processo produtivo, no processo estratégico ou no processo de relacionamento junto aos seus clientes. Então o capital humano é muito valorizado na empresa. A gente reconhece que o trabalho é fruto de um trabalho em conjunto e não resultado do egoísmo, e que as duas coisas também podem ser compartilhadas, os bons resultados também devem ser compartilhados.


»Como vocês fazem, na prática, esta valorização das pessoas dentro da empresa?

»Primeiro criando um ambiente colaborativo aonde as pessoas aqui trabalham com muita vontade. Felizes, atentos, mas não tensos. Acho que o ambiente é uma coisa muito importante. Tem muitas empresas que tratam muito a questão salarial como um diferencial e eu acho que o ambiente é o primeiro, porque muitas pessoas passam mais tempo aqui (na empresa) do que com as suas famílias. E é importante que coisas simples, como um “bom dia”, ter respeito na hora de uma conversa, perceber que não é sempre que as pessoas estão sem problemas, e que é importante que a gente tenha também a habilidade de tratar as questões pessoais. Não digo nem compartilhar, mas tratar estes momentos também de forma especial.


»Ter aquela atenção de perceber pelo que o funcionário está passando e ter sensibilidade de encontrar saídas que possam auxiliá-lo, não é?

»Isso. Exato. Ter essa sensibilidade. E eu sempre falo que um dos grandes desafios de qualquer empresário é gostar de pessoas. E aqui as pessoas são muito importantes. Eu tenho uma reunião com toda a diretoria uma vez por mês quando eu só trato capital intelectual. Só os planos, os benefícios, o que nós estamos pensando para o futuro, as habilidades e competências que devem ser desenvolvidas, o que podemos criar de melhor na relação interpessoal.


»Um grande desafio também é como estimular as pessoas para continuarem fazendo um bom trabalho e inovando, correto?

»Sim. Então esse é um ponto, a valorização do ser humano dentro da organização. O segundo ponto é desenvolver habilidades e competências. Porque eu não posso identificar que uma pessoa não é competente em sua atividade e criar um padrão como se ela não fosse competente em nenhuma atividade. Então identificar as habilidades das pessoas é algo fundamental. Outro ponto dentro disto é que o ser humano não é provido de todas as habilidades que são necessárias no mundo. E é exatamente a união destas habilidades que desenvolve um bom projeto.


»Neste ponto entra a formação direcionada para cada indivíduo e a complementaridade de habilidades que ocorre em uma equipe, correto?

»Perfeito. E tem que ter uma administração mais participativa, onde as pessoas possam falar, compartilhar, expor o seu pensamento e que seja respeitado isso. Não existe um ambiente que seja colaborativo e inovador se ele estiver sob uma pressão. Ele tem que ser um ambiente leve. De responsabilidade, com objetivos muito bem definidos, com planejamento estratégico bem estruturado, com metas desafiadoras mas um ambiente leve.


»Um ambiente que não vai tolher a criatividade e a liberdade das pessoas.

»Porque as pessoas quando entram dentro na empresa, vamos pegar o primeiro turno aqui, que chegam as 7h30 e saem as 17h18, com parada para o almoço, eles só vão utilizar o capital intelectual trazendo ideias inovadoras para a empresa se eles quiserem. O cartão-ponto não garante absolutamente nada disso. O que garante é a disponibilidade de cada um de querer colocar o seu melhor. Esse também é um ponto. E o reconhecimento salarial também é importante porque, de fato, as pessoas precisam viver, tem os seus filhos, a educação para os seus filhos, então nós temos um plano de incentivo que nós denominamos como PPL onde se faz a distribuição dos lucros. Fora, obviamente, as bolsas de estudos, o plano de saúde, o apoio ambulatorial, o plano de aposentadoria complementar, que eu acho muito importante, e tudo o mais.


»A pesquisa e a inovação são elementos chave para o sucesso da Duas Rodas. Quais foram as últimas inovações da empresa e o que deverá vir pela frente?

»A inovação sempre foi uma marca forte ao longo destes 91 anos. Hoje a Duas Rodas é uma empresa com 91 anos, com toda a experiência de uma empresa de 91 anos mas com uma característica jovem, inovadora. E nós trabalhamos com plataformas que integram o desenvolvimento da inovação incremental, que é a melhoria dos processos e dos nossos produtos que serão oferecidos para o mercado, e temos também as inovações disruptivas.


»Inovações disruptivas que custam mais tempo e mais dinheiro.

»Sim. Nem todas são aproveitadas, mas que é importante tê-las porque elas serão diferenciais competitivos no futuro.


»Especialmente porque elas colocam a empresa em outro patamar.

»Exato, em outro patamar. Agora, eu sempre falo que a inovação é fruto de um trabalho e esse trabalho tem que ser integrado para que tenha resultado efetivo. Não adianta eu falar que eu sou uma empresa inovadora se eu não agrego nada ao trabalho, se eu não aumento o faturamento da empresa com a inovação, se eu não melhoro as margens de rentabilidade da empresa.


»A inovação só faz sentido para uma empresa se ela traz resultados, não?

»Sim, ela precisa de resultados. Se não, ela não é reconhecida pelo mercado como um produto inovador. Então nós temos várias soluções, desde o substituto do sal, do açúcar, aromas com formulações diferenciadas e com moléculas diferenciadas como, também, nós temos produtos que estão sendo desenvolvidos com a coparticipação do cliente. Com a colaboração e sob a demanda dele, e sob o nosso apoio tecnológico também. É o que chamamos de cocriação, onde nós temos todo um ambiente onde são divididas as expectativas e, de certa forma, determinadas responsabilidades para que a gente possa entregar ao mercado um produto dentro do perfil e certificado.


»Esse tipo de inovação através da cocriação tem aumentado nos últimos anos?

»Muito. Eu vejo que a cocriação é a grande tendência da inovação. Mesmo dentro dos projetos disruptivos. Porque às vezes falam que a cocriação vai até o limite da compreensão da tecnologia que tu podes desenvolver ou que o teu cliente conhece. Então às vezes a gente tem que dar um up em relação a isso. Mas quando existe a visão de para onde o cliente quer seguir, é mais fácil tu oferecer os caminhos viáveis para esta direção.


»Ao olhar nesta direção pode vir uma inovação disruptiva também.

»Sem dúvida. Porque, na verdade, no final, a cocriação não é apenas a relação entre empresa e cliente, ela é empresa, cliente, fornecedores, instituições de pesquisa, instituições científicas, é um ecossistema porque você tem como abrir um pouco mais esta questão. E, obviamente, mais pessoas participando do projeto, o risco minimiza. Quem está no mercado e consegue dimensionar os impactos que podem ter no mercado e estiverem dentro do projeto, vão trazer esta perspectiva. Quem detém a tecnologia vai levar uma perspectiva, quem tem o conhecimento, as plataformas que eventualmente podem atender a esta demanda, e toda essa estrutura dá um corpo, vai modulando a inovação de forma muito mais pontual, muito mais orientada para o mercado.


»Neste caso, inovação dirigida para o mercado.

»A inovação custa. Qualquer produto novo, quando é lançado para o mercado, ele custa dinheiro, investimento.


»Falando sobre isso, hoje quanto a Duas Rodas investe exclusivamente em inovação?

»Nós temos o nosso Innovation Center (Centro de Inovação da Duas Rodas), com nossos técnicos, e gastamos em torno de 5,5% do faturamento global da empresa.


»Bastante. Mais do que a média do mercado, correto?

»Está acima da média do mercado mas está mais ou menos dentro da média se comparado com empresas do nosso setor.


»Neste caso o senhor está comparando com empresas do setor que estão em outros países, como nos Estados Unidos e na Europa?

»Sim, nos Estados Unidos, na Europa. Dentro do nosso segmento, é isso mais ou menos o que se faz nestes locais. É um benchmarking.


»Esse percentual investido pela empresa em inovação aumentou ou tem se mantido o mesmo nos últimos anos?

»O valor nominal foi aumentado, sem dúvida. Porque a empresa cresceu, e os percentuais se mantém mais ou menos dentro dos mesmos níveis. Mas de qualquer maneira, nós temos hoje ferramentas de apoio à inovação tecnológica que nos dão condição de ampliar ou, pelo menos, diluir este investimento em mais tempo. Como são linhas de crédito como Finep, direcionada a pesquisa e desenvolvimento e tudo o mais, de certa forma elas criam uma condição diferenciada para que se possa investir ainda mais em inovação tecnológica. Por isso quando eu falo de inovação tecnológica eu estou falando só de P&D (Pesquisa & Desenvolvimento), eu não estou falando de pesquisa de mercado, não estou considerando uma série de situações e de movimentos que são feitos dentro das Duas Rodas e que, de certa forma, também é pesquisa. Mas aí estes movimentos entram mais na conta do Marketing, nesta linha da empresa.


No caso da Duas Rodas, quando vieram os fundadores, que abriram mão de seu trabalho na Alemanha para iniciar a sua atividade, eles abdicaram de muito conforto na época, na Alemanha. Muito conforto eu digo de estrutura de cidade mesmo, de país. E vieram para o Brasil, onde tinha pouca infraestrutura, e iniciam as suas atividades. E talvez o que é o traço mais forte da cultura destes empreendedores foi reinvestir os seus recursos, manter o firme propósito de perenidade para a organização e a sua vocação para a inovação. Porque de fato eles foram inovadores e trouxeram produtos inovadores que, posteriormente, inclusive, foram exportados para a Europa.

»Neste cenário de retração econômica do país, como tem sido o ano de 2016 para a Duas Rodas? Vocês projetam crescimento? De quanto?

»A nossa projeção de crescimento para 2016 é de 15%. Nós estamos fechando o mês de novembro com em torno de 17% de crescimento. Acima da nossa projeção. Mas antes (de explicar isso), quero falar que nós reconhecemos o quanto é difícil ter uma empresa e ser empresário em um mercado muito turbulento como é o mercado brasileiro. Nós não queremos de maneira alguma… somos muito sensíveis a tantas empresas que não conseguem chegar neste patamar de crescimento não por falta de competência, mas por falta de condições que o governo possa trazer para que eles possam competir de forma adequada, fazendo com que as suas empresas possam crescer e tudo o mais. Então há uma irresponsabilidade dos nossos governantes quase que sem igual. Isso porque não foi só uma crise econômica, mas é também uma crise política, de confiança e ética. Isso que é o pior. Porque de fato, no final, as pessoas acabam não conseguindo acreditar nas novas possibilidades e cria um histórico. Isso não é legal, infelizmente.


»Mas, apesar de tudo isso, desta descrença, o senhor não acredita que há sinalizações positivas hoje no país?

»Existem sinalizações positivas. Na verdade, nós temos observado isso, existe um movimento proativo para isso. E esse movimento proativo cresce exatamente da população que não consegue mais aceitar a situação que está vivenciando de crise política e econômica. Por outro lado, e como foram afetadas muitas estruturas éticas dentro do sistema, as pessoas acabam não acreditando na mudança, e isso é muito ruim. Porque, por exemplo, se o meu discurso não for verdadeiro, quando eu precisar utilizar a verdade, eu não sou acreditado. Então demora muito esse movimento aceitar que, primeiro, o caminho é reconhecidamente melhor. Mas se ele vai ser colocado em prática, é um outro mundo.


»Existe muita insegurança no cenário ainda, não?

»Sim, há muita insegurança. Exato. Então, na Duas Rodas, o que nós sempre temos pensado é o seguinte: o que nós podemos mudar? O que depende da Duas Rodas como mudança, isso nós podemos fazer. Não temos como segurar ou melhorar uma variação cambial ou melhorar a taxa de juros. Não. Nós temos sim, e aí vai muito da cultura empresarial, nós estamos passando por uma crise, mas nós sempre fomos poupadores. Nós sempre reinvestimos com os nossos recursos. Nós nunca trabalhamos muito alavancados. Então tudo isso que é (característico) desde a fundação da empresa é o que está sendo o diferencial competitivo em relação aos nossos concorrentes em um momento como este.


»E tudo isso dá mais segurança para a empresa.

»Exatamente. No momento de crise, quando a tua estrutura de capital está protegida, tu consegue direcionar as tuas estratégias para o novo, para o mercado, para conquistar novos espaços. Porque quando ela (estrutura) está comprometida com uma preocupação financeira, claro que esta preocupação sempre dita a racionalização de despesas, isso sempre vai existir, mas quando tu está focado mais só na tua alavancagem e tudo o mais, tu perde um precioso tempo que tu poderia estar dedicando para o mercado.


»O crescimento da empresa da ordem de 17% até novembro deverá ser mantido até o final do ano? Vocês devem fechar 2016 com este crescimento?

»Olha, eu sou um otimista responsável. Então eu não fico vibrando antes de ver as coisas acontecendo. Então eu digo que o nosso planejamento, que está bem estruturado, define 15% (de crescimento). Mas se eu tivesse que fazer uma aposta, eu diria que vai superar este percentual. Eu acredito que deve ficar em torno mesmo de 17%.


»O mês de dezembro para a Duas Rodas não tem um peso especial no faturamento, como acontece para empresas de outros setores, como de alimentos?

»Nós não atuamos no varejo, apenas no B2B (de empresa para empresa), então ocorre que, de fato… claro que tem a questão da sazonalidade, porque é um período quente, então sai muito mais bebidas, sorvetes, tudo isso, mas não temos mais curvas de sazonalidade acentuadas.


»Isso também é positivo para a empresa conseguir fazer um planejamento com menos variações no ano, correto?

»Sim, é positivo. Sem dúvida.


»O que influenciou para a empresa ter registrado, até o momento, um crescimento inclusive acima do projetado para este ano?

»Um grande diferencial nosso foi exatamente a capacidade com que a nossa equipe compreendeu o movimento da crise. Então nós conseguimos antecipar algumas mudanças que eram necessárias. Como, por exemplo, a mudança de não perder o foco no mercado, direcionar a inovação para produtos que gerem resultado, identificar que mesmo em um ano crítico algumas ações mercadológicas devem ser pontuais e isso maximiza os resultados e minimiza o custo. Então significa, de certa forma, e eu não quero ser de maneira nenhuma prepotente, porque todos tem planejamento estratégico, mas eu acho que nós acertamos as nossas decisões estratégicas. Mas eu também quero deixar bem claro que nós estamos em um setor que teve um certo impacto, mas obviamente longe do impacto de outros setores. Eu não quero, de maneira nenhuma, estar passando uma posição de que vivemos em um mundo dourado.


»Até porque vocês conseguiram isso com muito trabalho.

»Exatamente. Além disso, o nosso mercado também é diferente. Tem muita gente que trabalhou muito, mas não conseguiu um bom resultado. Tem gente que trabalhou muito bem e não conseguiu resultado. Mas de maneira alguma diminui o nosso respeito em relação ao trabalho que foi efetuado (pelos outros).


»Também é diferente para vocês porque o senhor está falando em nome de uma empresa que é líder em seu segmento no país. Isso faz toda a diferença.

»Exato. De certa forma eu vivencio, e Deus tem até sido bom neste sentido, porque (a crise) não afeta o nosso negócio. Mas eu vivencio esse momento triste para as indústrias, para os trabalhadores com este desemprego alto e com a falta de perspectiva de crescimento do PIB, a taxa de juros… tudo bem que tem expectativa de que vai reduzir, mas de qualquer maneira isso tudo me sensibiliza muito. Talvez uma grande estratégia que nós utilizamos foi levar produtos para os nossos clientes onde eles pudessem utilizar os ativos disponíveis. Então eles não tiveram que investir em máquinas diferentes. Nós pegávamos a ociosidade do cliente e identificávamos produtos diferenciados para utilizar a capacidade produtiva. Então nós levávamos a inovação mas reconhecendo que o momento era um momento de contenção de despesas. Isso ajudou muito.


»Falando agora de planos da empresa. Quais são os planos para novos investimentos e qual é a projeção para 2017 e 2018?

»Em 2016 nós investimos R$ 34 milhões. Em 2017, o que acontece? Esses R$ 34 milhões, de certa forma, eles colocaram a empresa em um nível de automação adequada, em um nível de estrutura nas nossas fábricas adequado. Então em 2017, e eu não estou levando em conta aquisições, nós devemos investir R$ 30 milhões.


»Esses recursos serão investidos principalmente em renovação tecnológica?

»Em renovação tecnológica, na melhoria de processos, em produtividade e dentro desta linha. Sem contar a parte de aquisições.


»Nesta parte, de aquisições, o senhor não se arrisca a fazer uma estimativa?

»Eu não posso te dizer porque, querendo ou não o mercado brasileiro, e eu te diria até… há uma janela de oportunidades no mercado da América Latina. Mas nestes momentos qualquer passo tem que ser dado com muita cautela. A empresa tem que ser uma empresa geradora de resultados, ela não pode ter dívidas muito grandes, então tem que adequar o perfil da empresa que está sendo selecionada para aquisição dentro daquilo que é a nossa expectativa também. Então as opções vão afunilando. Mas é praticamente certo que uma aquisição deva se fazer no decorrer de 2017. Aliás, a nossa intenção tem sido uma aquisição por ano. No ano passado nós fechamos (a compra) da Mix (Indústria de Produtos Alimentícios), neste ano nós temos um desafio e, nos próximos dois anos, outros dois desafios de aquisição.


»Estas aquisições que estão sendo estudadas por vocês seriam feitas fora do país?

»As oportunidades que estão surgindo hoje são oportunidades no mercado nacional. Mas nós estamos de olho em oportunidades também no mercado internacional. Por que o que acontece? Quando eu falo de uma janela de oportunidade é porque tem pessoas que realmente se cansaram de tocar a empresa, se cansaram de investir os seus recursos sem a seriedade que eles encontram no mercado. Então são pessoas que, de certa forma, já desistiram desta luta. E é aí que surgem as oportunidades. E as empresas que estão capitalizadas acabam aproveitando estas oportunidades de aquisição.


»Quando o senhor comenta que há oportunidades no Exterior seria no mercado latino?

»Sim. O nosso foco é a América Latina. Até pode surgir… eu não posso dizer que desta água eu não beberei, então pode surgir uma oportunidade fora, mas o nosso foco é a América Latina.


»Para muitas empresas a saída para a retração do consumo no país foi olhar para fora, exportar mais. Neste sentido, a Duas Rodas também buscou mais as exportações? Qual é a participação hoje das vendas para o mercado externo?

»O nosso processo de exportação ficou praticamente nos mesmos patamares, em torno de 10% a 12% do nosso faturamento. Na verdade, cresceu muito as ações no mercado nacional. Subiu o internacional também, mas com uma taxa de crescimento de quase 17%, a participação ficou a mesma porque os novos mercados tem moedas muito mais estáveis, não tem nenhuma desvalorização e tudo o mais. Então, no final, fica no mesmo patamar. Na verdade, em todas as empresas nós tivemos crescimento em receita.


»Vocês estão conseguindo um desempenho melhor em que países?

»Nós vamos entregar uma fábrica nova no Chile este ano, construímos uma fábrica na Argentina. A Argentina ainda é um cenário complexo porque o Macri não está conseguindo implementar as mudanças, mas existem 33 milhões de habitantes. É gente que vai consumir, então é uma questão de ter paciência. Infelizmente a América Latina sofre um pouco isso em função também de seus governantes. Na Colômbia nós estamos crescendo bem, assim como no Chile. Estamos crescendo muito bem no México.


»Destes países que o senhor citou, qual tem realmente se destacado? Seria o México?

»Em crescimento o México tem se destacado. Em consolidação de negócios, o Chile tem se destacado.


»Para os Estados Unidos vocês não exportam?

»Nós exportamos para os Estados Unidos, mas ainda não fizemos nenhuma aquisição no mercado americano. A nossa filosofia é vamos crescer, com arrojo, com taxa de crescimento média que nós apresentamos arrojada.


»Crescimento de dois dígitos há vários anos não é para qualquer empresa.

»Crescemos há mais de 15 anos estes dois dígitos. Agora, de fato, a partir do momento que nós entrarmos (com unidade própria) nos Estados Unidos temos que estar com a nossa posição muito consolidada de liderança na América Latina. Não adianta nós ficarmos abrindo portas em tudo que é canto. Nós temos que abrir, liderar e daí abrir outras. Agora, claro, que depois da América Latina, o nosso objetivo para a ser as Américas.


»No ano que vem a Duas Rodas se consolidando como líder na América Latina fará com que vocês entrem com outra credencial no futuro nos Estados Unidos.

»Exatamente.


»A questão Donald Trump ainda é incerta, mas se ele fizer como presidente o que ele sugeriu como candidato, inclusive fechando um pouco o mercado americano, isso também favoreceria a entrada da Duas Rodas no país, ou não?

»Eu diria o seguinte: particularmente, não posso falar por outros, mas eu me preocupo muito porque o Trump fala muito e ele não é muito consistente no que ele diz. Eu acho que uma das coisas mais importantes é estabelecer primeiro a temperança, praticar ela primeiro, para baixar a poeira e ver as coisas assentando. Não digo na época das Eleições, porque isso faz parte, todo mundo fala muito, mas agora ele já é o futuro presidente dos Estados Unidos e me assusta um pouco alguns comentários que ele faz e que não são consistentes. São, de fato, são comentários muito mais populistas ainda do que consistentes. Por exemplo, fechar os Estados Unidos para a China é um absurdo quando a China tem a maior reserva em dólar, a maior reserva cambial em dólar do mundo. Então são coisas bobas que estão sendo faladas. Eu não sei de fato o que ele vai praticar do que ele está falando. Tem coisas positivas, mas tem muita bobagem sendo dita. Temos que esperar para ver.


»Temos que esperar o que ele vai fazer na prática além dos discursos que ele dá para ganhar espaço na mídia.

»Exatamente. E, de certa forma, e de maneira nenhuma isso nos conforta, mas a gente percebe que tem políticos fora do contexto normal em outros países também.


»A Duas Rodas está muito próxima do centenário. Como vocês estão se preparando para ele e como o senhor imagina a empresa para as próximas décadas?

»Eu diria que a próxima década da empresa será de crescimento vigoroso. Ela continua crescendo porque o mercado tem dado oportunidade para novos projetos. Sem dúvida alguma sempre será um desafio a gestão, a integração e o alinhamento entre capital e trabalho, mas sempre em conversas abertas, dentro da perspectiva do que podemos fazer de melhor. É assim que eu espero que a empresa continue. Há 91 anos a empresa vivencia esse tipo de modelo e que ela continue vivenciando ele ao longo do tempo. E, de fato, eu diria que a nossa empresa, apesar de ser um grupo de pessoa que estão há mais tempo dentro da empresa, são pessoas jovens que iniciaram a sua atividade… tem pessoas aqui com 10 ou 15 anos de trabalho mas que são jovens ainda e com um gás incrível. Elas serão muito bem aproveitadas no futuro. Quando eu falo que um dos grandes desafios da nossa empresa sempre foi a perenidade, eu vejo os 100 anos da empresa com a categoria de uma centenária, com o equilíbrio de uma empresa que vivenciou grandes transformações no mundo mas com a vontade e a garra de uma jovem criança que está iniciando o seu processo de aprendizado naquele momento.


»Consequentemente uma empresa que mantém a sua curiosidade a sua inovação.

»Isso, que mantém a curiosidade e a inovação. E que permita que todos que aqui trabalhem sejam participantes de todo esse processo. Inspirados pela nossa cultura.»





Inovação e recursos

2016/12/15

Christh Teixeira: «A luz da confiança: Como o ambiente de trabalho fomenta a inovação»



Great Place to Work GPTW Brasil @gptw_brasil



«A palavra da moda no mundo empresarial é o chamado insight. Aquele momento em que o instinto promove uma solução para um determinado problema em xeque. Ele não acontece por acaso, a lâmpada não liga sozinha.

»Nasce em um ambiente de constante colaboração: entre pessoas, ideias, teorias e hipóteses. Essa troca de experiências não há, até aqui, em todas as empresas. Se a invenção já enfrenta normalmente uma certa resistência, esta pode ser ainda maior dependendo de onde ela vem. Se vier de cima, pode até ser ouvida. Já se for de baixo, tem caminho certo: o descarte.

»O Great Place to Work® mostra que este é um cenário a ser revertido. As Melhores Empresas para Trabalhar apostam em justiça no ambiente de trabalho, em que todos podem participar, sugerir e opinar sobre os rumos e desafios que enfrentam. É o que apresenta o Trust Index© 2015!

»Ele é uma ferramenta de pesquisa de clima que faz um diagnóstico sobre o estado do espaço organizacional, sob a perspectiva dos funcionários sobre cinco dimensões: credibilidade, respeito, imparcialidade, orgulho e camaradagem. Cada uma representa aspectos que constituem a dinâmica de relacionamentos no ambiente de trabalho.

»E qual é a base de um relacionamento? A confiança. A segurança em algo ou alguém. Imagine, por um momento, um casamento. Quando o marido não confia em sua mulher, e assim também o inverso, a união acaba. Um não acredita no outro, nem estabelecem vínculos. Não se sustenta, e vira mais um divórcio no cartório.

»Um contrato empresarial até cria um elo entre a empresa e o seu respectivo colaborador – pelo menos em teoria. Na prática, são as práticas que vão entrelaçar as expectativas, anseios, e comprometimento de cada um na relação.

»Confiança, portanto, é sentir-se convicto sobre a realização de sua atividade, importância, e papel dentro da equipe, por meio de elementos construídos pela aplicação de práticas culturais no dia-a-dia empresarial da organização.

»Nas Melhores Empresas para Trabalhar, uma das práticas culturais mais fortes é o “escutar”. É uma realidade. Não virou rotina, mas faz parte do cotidiano.

Nas Melhores Empresas para Trabalhar, uma das práticas culturais mais fortes é o “escutar”. É uma realidade. Não virou rotina, mas faz parte do cotidiano.

»82% dos funcionários avaliam positivamente as ações das 135 companhias premiadas pelo ranking nacional realizado pelo Great Place to Work® em 2015. E elas oferecem espaço para inovação. 83% destes colaboradores responderam que ali existe autonomia no trabalho, e 85% acreditam que os gestores incentivam ideias e sugestões e as levam em consideração de forma sincera.

»O que isso significa? Que eles desfrutam de liberdade para fazer, e pensar no que fazem. De propor iniciativas, projetos e planos de ação para a companhia.

»Na Elektro, por exemplo, a política de comunicação começa pelo presidente. Márcio Fernandes investe cerca de 70% do seu tempo em atividades que envolvem relacionamento com os colaboradores. Não apenas fala, mas ouve.

»E toda a sua equipe também segue à risca essa postura. Os diretores andam pela empresa e conversam com os funcionários sobre as práticas adotadas. Há reuniões, conselhos, e workshops que visam aplicar uma política de transparência. A confiança, portanto, logo vem como consequência.

»A confiança pode ser medida, e foi um dos fatores que colocou a Elektro como a Melhor Empresa para se Trabalhar na América Latina em 2015. Para isso, ela teve de investir em pessoas, e ouvir o que cada uma tinha para falar.

»Quando a confiança faz parte do dia-a-dia, o engajamento vira uma tendência. E os resultados são fruto da provocação de competências, ao demonstrar que todos os colaboradores têm algo útil para oferecer. Iluminar a confiança, e deixá-la conduzir, é a chave para que a inovação floresça na organização.»





Inovação e invenções

2016/12/14

«Os cinco ambientes para a inovação»



Gisela Kassoy @giselakassoy



«OS CINCO AMBIENTES PARA A INOVAÇÃO

»Lembra-se daquela antiga lenda dos cegos e o elefante, na qual cada cego só percebia a parte que conseguia tocar? Trata-se de uma armadilha frequente, pois, afinal, é difícil para qualquer pessoa ver o mundo com olhos que não sejam os próprios.

»Falando sobre inovação, e mais especificamente sobre Gestão da Inovação, há cinco ambientes a serem considerados, e mais uma vez cada profissional dará importância ao que conhece melhor. Os ambientes são: o externo, físico, o psicossocial, o estrutural e o digital. Cada um requer um olhar, e todos são interdependentes. Apresento aqui os aspectos que mapeio ao verificar os aspectos que influenciam a inovação nas empresas para as quais trabalho:


»O AMBIENTE EXTERNO

»O ambiente externo não só influencia a empresa como costuma ser o causador das demandas de inovação. Afinal, grande parte das empresas precisa inovar em função da concorrência ou precisa se adequar às mudanças externas.


»A ESTRUTURA

»Aqui estamos tratando do que a empresa tem, como ela é e o que necessita

»Considero os objetivos a serem atingidos – novos produtos, melhorias, inovações de ruptura? – e analiso também os aspectos explícitos que influenciam a inovação: o organograma, os processos, os sistemas.

»Incluo também a competência dos profissionais, incluindo as necessárias para inovar – tais como criatividade, flexibilidade, habilidade em gerar, avaliar, disseminar e implementar ideias.

»Também contemplo job descriptions, formas de avaliação de desempenho e outras iniciativas do RH, pois eles devem estar em sintonia com a inovação que a empresa pretende.


Programas de ideias, Processos de inovação e de Gestão do Conhecimento têm uma importância fundamental na captação, disseminação e desenvolvimento das ideias, pois superam as barreiras do trabalho solo, do tempo e do espaço.

»AMBIENTE PSICOSSOCIAL

»Aqui falo sobre a cultura da organização, o clima, as lideranças informais.

»Costumo mapear esse ambiente considerando os aspectos que influenciam a inovação, como formas de administração de riscos, principais resistências a mudanças – e como elas são administradas – e histórico de colaboração.

»Normalmente, alguns aspectos da cultura precisam de fato evoluir, mas o propósito não é transformá-la (afinal cultura é DNA), mas criar uma forma de inovar que seja adequada a cada empresa.


»AMBIENTE FÍSICO

»Não é necessário copiar a decoração da Google ou da IDEO, empresas altamente criativas cujos ambientes físicos remetem a uma alegre – e quase organizada – bagunça.

»De fato, um ambiente físico informal deixa as pessoas mais livres para criar, mas ele simplesmente não é adequado para toda e qualquer empresa.

»E há alternativas: ambientes como o da 3M, mesmo sem ser lúdicos, também estimulam a inovação: na 3M do Brasil, logo na entrada há um mural com a data de lançamento cada produto inovador, cujo nome também se faz presente nas salas de reuniões. Assim, a empresa pontua o quanto ela valoriza o ineditismo

»O ideal é incluir o favorecimento à inovação às inúmeras variáveis que determinam um ambiente físico e, sobretudo, perceber – criativamente – formas de inseri-lo.


»AMBIENTE DIGITAL

»O que a intranet ou os ambientes de gestão de conteúdo, blogs, wikis, redes sociais e tudo que vem sendo englobado na categoria de Web 2.0 podem fazer pela inovação?

»Programas de ideias, Processos de inovação e de Gestão do Conhecimento têm uma importância fundamental na captação, disseminação e desenvolvimento das ideias, pois superam as barreiras do trabalho solo, do tempo e do espaço. Mas estão sendo bem aproveitados?

»O que mais pode ser feito?

»Infelizmente, as pessoas tendem a contribuir para a inovação olhando para ela sob sua própria ótica. Mas qualquer transformação – ou mesmo evolução – requer coerência entre os cinco ambientes.»





Inovação e ideias

2016/12/13

«Programa vai conectar indústria e startups com verba de R$ 10 mi para novatas. Objetivo da ABDI é estimular a aproximação entre as duas pontas e assim fomentar a inovação no setor»



Raphael Ferreira. Diário Comércio Indústria & Serviços @jornalDCI



«Causar impacto positivo nas indústrias e abrir mercado para as startups. Essa é a proposta do Programa Conexão Startup Indústria, lançado no início de dezembro pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). A ideia é fomentar a inovação e o desenvolvimento da chamada indústria 4.0, baseada em tecnologia de ponta. A iniciativa terá R$ 10 milhões para investimentos em empresas nascentes.

»A indústria 4.0, etapa também chamada de quarta revolução industrial, é um movimento do setor em busca de processos mais automatizados com apoio de tecnologias inovadoras como machine learning (máquinas que já têm bases de dados e que "aprendem" a cada nova informação assimilada) e Internet das Coisas (IOT, na sigla em inglês) nas fábricas.

»Diante da frequente alegação de industriais sobre a dificuldade de obter capital para inovação, a aproximação com as startups é uma alternativa que pode trazer ganhos financeiros para essas empresas consolidadas, já que as novatas têm flexibilidade para agir rapidamente de acordo com a demanda do mercado.

»A intenção da ABDI de aproximar empresas iniciantes e consolidadas já foi sinalizada em junho, quando tomou posse o novo presidente da agência, Luiz Augusto de Souza Ferreira. Em seu discurso na ocasião, ele disse que seu grande desafio era "trazer uma mentalidade de startup para dentro da Agência".

»Para isso, procurou um profissional especializado nesse ambiente de inovação. Elisa Carlos, que trabalhava numa startup, a Overmediacast, foi contratada para estruturar o Programa Conexão Startup Indústria. "Conversamos com 700 players entre indústria e startups para entender de cada um deles como o outro poderia gerar valor", diz Elisa.

A ideia é fomentar a inovação e o desenvolvimento da chamada indústria 4.0, baseada em tecnologia de ponta.

»De acordo com a coordenadora, a iniciativa tem três etapas. A primeira, que está em andamento, é a mobilização das indústrias. Por meio do site do programa, essas empresas manifestam seu interesse e informam em quais áreas gostariam de ter ajuda para desenvolver soluções inovadoras. Na segunda fase, a própria ABDI busca startups ao mesmo tempo em que as novatas podem se candidatar a participar do programa. O objetivo é encontrar a melhor combinação entre determinado problema e a solução mais específica, para então iniciar a conexão.

»A última etapa, na qual acontece de fato a aproximação, é quando a ABDI, juntamente com parceiros (o Senai é um deles) oferece um ambiente de testes e apoio tecnológico para o desenvolvimento das soluções. Incubadoras e aceleradoras poderão participar na gestão dessas startups.

»Alguns pontos ainda não estão definidos, como a ajuda para cada projeto dos empreendedores. "Talvez seja na forma de mentoria ou cursos", diz Elisa. A forma como os R$ 10 milhões serão repartidos também não está decidida, mas a diretora do programa garante que esse valor será usado nas startups.

»A Conexão Startup Indústria é uma iniciativa da ABDI, que é ligada ao Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), e servirá como um protótipo para outros projetos semelhantes. "Esse é um piloto e queremos criar outros programas", assegura Elisa.»





Inovação e discursos

2016/12/12

«A influência de fatores organizacionais na gestão de projetos de tecnologia da informação (TI)»








Newsletter L&I, n.º 129 (2016-12-12)




n.º 129 (2016-12-12)

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Liderar Inovando BR
Discursos e inovação | Ideias e inovação | Invenções e inovação | Recursos e inovação

«Governo lança diretrizes para plano nacional de manufatura» [link]

Alfredo Valladão (Instituto de Estudos Políticos de Paris): «Perdedores da globalização caem no conto do vigário populista» [link]

Ramon de Souza: «7 invenções geniais que já fizeram 2016 valer a pena» [link]

«Gerenciando pessoas de diferentes gerações» [link]



Liderar Inovando PT
Discursos e inovação | Ideias e inovação | Invenções e inovação | Recursos e inovação

«Entrevista a Reid Hoffman, o empreendedor de alto impacto» [link]

Sónia Calheiros: «Os dez ingredientes secretos do fenómeno do sucesso da cozinha portuguesa» [link]

Edivaldo Cristóvão: «Indústria metalúrgica impulsiona a economia» [link]

Francisco Mello e Castro: «A concorrência entre as instituições sociais existe e é brutal» [link]



Liderar Innovando ES
Discursos e innovación | Ideas e innovación | Inventos e innovación | Recursos e innovación

Fede Durán: «Por qué la pifian los superjefes» [link]

Elena Arrieta (@elenaarrieta): «Thales busca a sus intraemprendedores» [link]

Irene Mendoza: «Inventos de los ingenieros de Ford que nos podrían cambiar la vida» [link]

«Propuestas de la Comisión de Productividad de la Confederación de la Producción y del Comercio (CPC) de Chile» [link]



Mener avec Innovation FR
Discourses et innovation | Idées et innovation | Inventions et innovation | Ressources et innovation

Décider et entreprendre (@Tripalio): «Economie collaborative ou disruptive?» [link]

Roland Bastian, nouveau directeur d’ArcelorMittal: «L’innovation est absolument nécessaire» [link]

Maholy Andrianaivo: «Madagascar: l’absence de ponts entre l’université et l’entreprise facteur de chômage» [link]

«Ouverture d’un Centre d’innovation client IBM à Montréal» [link]



Leadership & Innovation EN
Discourses and innovation | Ideas and innovation | Inventions and innovation | Resources and innovation

Josef Janning (@JJ52, Senior Policy Fellow @ECFRBerlin): «Turning the page: Germany at the peak of continuity» [link]

Lois Kelly and Carmen Medina: «5 Mistakes Employees Make When Challenging the Status Quo» [link]

«Qualcomm and Tencent Announce Joint Innovation Center in China» [link]

«Auburn University: City of Auburn partner on Innovation Fest» [link]




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L&I Media


Gestão de propriedades e inovação foram debatidos por especialistas do Agronegócio no Fórum Mega Agro 2016 [link]

Já passaram 30 dias do Web Summit. E agora? [link]

Lilly (@LillyDiabetes) amenaza el dominio de Sanofi (@Diabetes_Sanofi) con nuevo tratamiento de insulina [link]

«Que mangerons-nous en 2030?: l’excellence de la France dans le domaine alimentaire et la créativité. Quel avenir pour l’agro-gastronomie?». Colloque organisé par Nutri Marketing (@NutriMarketing) [link]

Deutsche Bank names new innovation leadership team [link]



L&I Scholar


A influência de fatores organizacionais na gestão de projetos de tecnologia da informação (TI)» [link]

«Determinantes da adoção de inovação organizacional: um estudo de caso na indústria Portuguesa» [link]

Liderazgo e Innovación para un Mundo más Sostenible (21 Foro Mundial de la Asociación Internacional de Escuelas de Negocios Jesuitas (IAJBS) y la 18 Conferencia Anual de los Académicos de Escuelas de Negocios Jesuitas (CJBE)) [link]

«Notes de lecture. Benoît MEYRONIN, dir., La Génération Y, le manager et l’entreprise. Grenoble, Presses universitaires de Grenoble, coll. Management et innovation, 2015» [link]

«The impact of leadership styles on innovation management - a review and a synthesis» [link]



L&I Blog


Caminhos para o jovem profissional – @coppeadufrj via @admnews [link]

O lado negro da liderança: quando os chefes se tornam abusivos – Vanessa Henriques @RHMagazine_IIRH [link]

10 desafíos de los líderes innovadores – @RamonMunozMx, coordinador nacional de la Red de Innovación de la @Coparmex [link]

4ª Revolución Industrial, vía #IBF 2016 de la @Coparmex [link]

Vers une syndication du leadership? Innovation sociale – @Mljr75112 @EchosBusiness [link]

Disruptive innovation: The challenge and the solution – @marcoannunziata @generalelectric [link]





Licencia Creative CommonsLicencia Creative Commons
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2016/12/09

«Gerenciando pessoas de diferentes gerações»



Harvard Business Review via Affero Lab



«A forma como o gestor se relaciona com os colaboradores e, principalmente, o que faz para incentivar profissionais de diferentes gerações a colaborar e trabalhar em equipe são fatores essenciais para o clima no ambiente de trabalho.

»Mas, como gerir profissionais de diferentes gerações? Como motivar equipes com indivíduos mais velhos e experientes ou muito mais novos? E o que fazer para encorajar todos a compartilhar seus conhecimentos?



»Confira algumas dicas:


»Fuja dos estereótipos

»Baby Boomers, Geração X, Geração Y...

»Todos esses termos são usados para definir características comuns a pessoas nascidas em determinada época. Entretanto, vale lembrar que, ainda que apresentem traços semelhantes, cada indivíduo é único, e lidar com as pessoas com base somente nessas definições é criar uma relação superficial e prejudicial para a equipe.


»Construa relações de colaboração

»O corpo de fuzileiros navais americano costuma colocar tenentes de 22 anos encarregados de comandar sargentos de 45. A ideia é fazer com que, apesar das diferenças de cargo e idade, ambos se tornem parceiros e escutem um ao outro.

»Quando as pessoas trabalham em cooperação em prol de um objetivo comum, conseguem superar as diferenças e contribuir com suas habilidades específicas para o projeto. Além disso, pesquisas revelam que a aprendizagem informal entre colegas costuma ser de grande efetividade, por isso, formar equipes de diferentes idades enriquece a troca de conhecimentos, beneficiando o negócio.



Mas, como gerir profissionais de diferentes gerações? Como motivar equipes com indivíduos mais velhos e experientes ou muito mais novos? E o que fazer para encorajar todos a compartilhar seus conhecimentos?.

»O que fazer

»Crie equipes com pessoas de idades diferentes e estimule a interação e a troca de aprendizado;

»Desenvolva planos de incentivo que levem em consideração a etapa de vida de cada colaborador;

»Faça pesquisas regulares para entender o perfil e as necessidades de seus colaboradores.



»O que NÃO fazer

»Criar grupos de afinidade com base apenas na faixa etária dos colaboradores;

»Praticar a comunicação “de cima para baixo”. Ouça as opiniões e incentive a equipe a compartilhar ideias;

»Agir como se já soubesse as necessidades dos colaboradores. Para motivá-los, é preciso conhecê-los.»





Inovação e recursos

2016/12/08

Ramon de Souza: «7 invenções geniais que já fizeram 2016 valer a pena»



TecMundo



«O tempo voa. Eu aposto que você se lembra do último Réveillon como se fosse ontem; porém, apesar disso, já estamos quase no segundo semestre de 2016.

»Nesse meio-tempo, várias inovações tecnológicas impressionaram o mundo e bombaram na internet, seja por conta da criatividade demonstrada pelos seus autores ou por causa de seu alto potencial para impactar positivamente em nossas vidas.

»A quantidade de projetos bacanas desse tipo é imensurável, e comentamos sobre vários deles aqui mesmo no TecMundo. Desta vez, resolvemos fazer uma seleção com sete inventos que se destacaram globalmente — sabemos que muita coisa relevante pode ter acabado ficando de fora, mas foi necessário passar um pente fino para escolher inovações que realmente farão a diferença no nosso cotidiano em um futuro próximo.


»7) Projéteis de Campo Limitado

»Desde 2013, o Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Engenharia de Armamentos do Exército dos Estados Unidos (ARDEC no original em inglês) está trabalhando em um projeto que pode reduzir drasticamente o número de mortes por balas perdidas. Porém, foi só no começo deste ano que a patente para os Projéteis de Campo Limitado (ou Limited Range Projectiles) foi aprovada, permitindo a exploração comercial da invenção.

»Basicamente, estamos falando sobre munição balística que se autodestrói após atingir determinada distância previamente configurada. Um projétil calibre .50, por exemplo, é capaz de percorrer uma distância de mais de 2 milhas (cerca de 3,2 quilômetros) antes de se tornar inofensiva. Porém, geralmente, um soldado ou oficial de segurança não utiliza uma arma dessa para alvos que estejam tão distantes.

»Usando a patente do exército estadunidense, será possível “configurar” tais munições para que elas explodam sozinhas depois de uns 150 metros, por exemplo, evitando que o projétil atinja pessoas inocentes e estruturas alheias. O mais bacana é que o conceito é bastante simples: um material inflamável entra em ignição assim que a bala sair da arma e queima pelo tempo necessário para que ela atinja seu alvo, desintegrando-a caso ela ultrapasse o limite preestabelecido.

»Os Projéteis de Campo Limitado podem reduzir o número de acidentes com balas perdidas


»6) PowerShake

»No futuro, você vai pedir para que aquele seu colega do trabalho ou da faculdade te “empreste” um pouquinho de energia elétrica. Paul Worgan, um cientista da Universidade de Bristol, apresentou uma ideia bastante curiosa em abril — um sistema de recarga que utiliza a bateria de um smartphone para prover eletricidade para outro dispositivo móvel.

»Isso significa que, caso seu celular acabe morrendo ao longo do dia, um amigo poderia socorrê-lo ao oferecer um pouco de energia de seu próprio gadget para você (e tudo isso sem o uso de fios). Essa solução acabou sendo batizada como PowerShake, um trocadilho com a palavra “handshake” (ou aperto de mãos, em português).

»O mais interessante é que o invento utiliza nada além de uma versão modificada das bobinas de cobre empregadas nos carregadores wireless já disponíveis no mercado. Paul acredita que a técnica pode ser usada não apenas para compartilhar eletricidade entre celulares, mas também com dispositivos vestíveis (como relógios inteligentes e pulseiras fitness).


»5) EnteroPhone

»Wearables podem ser uma forma bem prática de monitorar sua saúde, mas uma dupla de cientistas norte-americanos quer ir além. Criada pelo gastroenterologista Giovanni Traverso e pelo pesquisador de biomateriais Al Swiston, a EnteroPhone é uma pílula deglutível capaz de monitorar sinais vitais do usuário.

»Trata-se de uma minúscula cápsula equipada com microfones especiais (para captar sons do coração e dos pulmões) e um termômetro em miniatura para medir a temperatura corporal. Esses dados podem ser captados e interpretados por um leitor sem fio. Por enquanto, o principal problema do invento é a questão da autonomia energética, visto que o protótipo (testado em porcos) só é funcional durante quatro dias.

»Você seria capaz de engolir essa pílula inteligente?


Resolvemos fazer uma seleção com sete inventos que se destacaram globalmente — sabemos que muita coisa relevante pode ter acabado ficando de fora, mas foi necessário passar um pente fino para escolher inovações que realmente farão a diferença no nosso cotidiano em um futuro próximo.

»4) OpenROV

»É extremamente fácil encontrar na internet projetos prontos e de uso livre para quem quer construir o seu próprio drone. Porém, o mesmo não se aplica aos internautas que sonham em fabricar um veículo aquático para explorações submarinas. Robôs que conseguem mergulhar e filmar o fundo de mares ou rios são ainda mais caros do que os veículos aéreos não tripulados (VANTs), tornando esse um nicho exclusivo para endinheirados.

»Pensando nisso, a dupla Eric Stackpole e David Lang desenvolveram o OpenROV, que consiste em, ao mesmo tempo, um drone marítimo de baixo custo e uma plataforma aberta para desenvolvedores. Através da loja oficial do projeto, qualquer pessoa pode comprar um kit para construir seu robô por apenas US$ 899 (cerca de R$ 3 mil sem adição de impostos).

»A versão mais recente do pacote (2.8) lhe permite criar um drone marítimo capaz de transmitir vídeos em HD em tempo real e mergulhar a até 100 metros de profundidade, nadando por duas horas ininterruptas até que suas baterias recarregáveis se esgotem. O mais bacana, porém, é justamente a possibilidade de trocar as peças que você quiser e programar o produto para que ele se adapte às suas necessidades.


»3) eora 3D

»Scanners 3D são caríssimos — aqui no Brasil, um dos modelos mais acessíveis não sai por menos de R$ 3,4 mil. Os inventores Rahul Koduri, Asfand Khan e Richard Boers perceberam isso e decidiram virar o jogo. E foi assim que nasceu o eora 3D, um scanner barato, portátil e que utiliza o poder de processamento de seu dispositivo móvel para capturar imagens em três dimensões.

»Financiado através do Kickstarter, o invento nada mais é do que uma câmera que se acopla a um smartphone (Android ou iOS) e consegue gerar modelos 3D com até 8 milhões de pontos de resolução. O mais bacana é que o produto promete ser extremamente intuitivo para o consumidor iniciante — bastam 60 segundos para configurá-lo e 5 minutos para capturar um objeto tridimensional.

»O eora 3D está em pré-venda e custa apenas US$ 289 (cerca de R$ 970). Caso queira, você também pode comprar uma turntable — uma mesa que gira automaticamente o objeto escaneado, facilitando a sua vida — que se conecta ao scanner via Bluetooth pagando uma taxa adicional de US$ 70 (R$ 230).


»2) Omni Hoverboard

»O nome dele é Alexandre Duru, mas pode chamá-lo de “Marty McFly da vida real”. Afinal, ele é dono do único hoverboard funcional que existe no mundo — uma engenhoca feita na garagem do próprio canadense com uma série de geringonças improvisadas. Apesar do visual macabro, o invento funciona muito bem, obrigado: Duru foi capaz de sobrevoar por 275,9 metros antes que o gadget acabasse caindo em um lago.

»E engana-se quem pensa que o Omni Hoverboard é só mais uma invenção da internet para angariar curtidas e compartilhamentos — o próprio Guinness, o Livro dos Recordes, certificou o inventor por conta de seu feito histórico. Ainda não há uma previsão de quando o produto chegará ao mercado em uma versão comercial (o pedido de registro de patente ainda nem aprovado), mas o projeto não deixa de ser bastante animador.


»1) Holy Braille

»Atualmente, deficientes visuais têm poucas ferramentas de acessibilidade para usufruir de dispositivos móveis. Pensando nisso, um grupo de pesquisadores da Universidade de Michigan resolveu desenvolver um tablet em braile. É isso mesmo — estamos falando do Holy Braille, cuja tela é capaz de criar protuberâncias temporárias que formam textos na linguagem em questão.

»Basicamente, o display é formado por uma película maleável que recobre centenas de bolhas infláveis com ar ou com líquido. Com base em um software, um chip microfluídico controla quais bolas devem inflar ou não e quando elas devem fazer isso, permitindo a criação de textos inteiros em braile na tela do dispositivo móvel. Embora já exista um protótipo funcional, gadgets equipados com a tecnologia Holy Braille ainda devem demorar um pouco para chegar ao mercado.»





Inovação e invenções