2016/01/29

«'Inovação na Educação' é a proposta do Congresso Educacional Objetivo»



Ana Paula Soares. 180graus



«Intuito do projeto desenvolvido pelo colégio é trazer para THE uma discussão a nível internacional.

»O Colégio Objetivo deu início nesta quartafeira (14/01) ao I Congresso Educacional Objetivo. O evento que acontece nos dias 14, 15, 16 e 26 de janeiro, reúne palestrantes renomados de todo país, professores, reitores de faculdades e alunos para debater sobre o tema Inovação na Educação.

»Estavam presentes na abertura, autoridades como o prefeito de Teresina, Firmino Filho e representando a Câmara Municipal de Teresina, o vereador Thiago Vasconcelos.

»O intuito do projeto desenvolvido pelo colégio é trazer para Teresina uma discussão a nível internacional sobre a educação, propiciando assim, uma experiência de intercâmbio de conhecimento para os professores.

»Segundo o diretor do Objetivo, professor Vilton Soares, a ideia do congresso nasceu do desejo de compartilhar o conhecimento adquirido em congressos nacionais e internacionais com os educadores da Rede.

A ideia do congresso nasceu do desejo de compartilhar o conhecimento adquirido em congressos nacionais e internacionais com os educadores da Rede.

»“Nós temos aqui três dos principais palestrantes que vão estar na ‘Educar’, que é a maior feira de Educação da América Latina. Nós antecipamos essas palestras para hoje e amanhã. Isso certamente vai impactar a vida de cada professor, de cada profissional da Educação da escola”, disse.

»Para Vilton Soares, a educação do Piauí, apesar possuir méritos de conhecidos nacionalmente, ainda carece de atenção e projetos inovadores. “A nossa educação, muito embora a gente escute falar muitas coisas positivas, ainda deixa muito a desejar. Nós temos alguns pontos fora da curva que são realmente destaque a nível de Brasil, mas no geral nossa educação precisa melhorar muito. E eu acredito que estamos no caminho certo promovendo eventos como esse”, finalizou o professor.

»O prefeito Firmino Filho falou da importância do tema de inovação trazido pelo congresso destacando os principais feitos e metas da educação municipal na sua gestão. “Estamos avançando muito em relação a faixa etária. Abrimos oito escolas de ensino infantil e temos dezessete sendo licitadas nesse ano. Então do ponto de vista do acesso, a questão está muito bem encaminhada. O nosso desafio é fazer a melhoria na qualidade, que é um processo mais gradual”, afirmou Firmino.

»No último dia do Congresso (26), será realizada palestra com o Dr. Augusto Cury como o tema “O Desenvolvimento das Habilidades Socioemocionais para uma Educação Transformadora”. Para participar, os interessados devem adquirir o ingresso que estará disponível para venda a partir de segunda-feira (18), em todas as unidades do Colégio Objetivo.»





A execução da inovaçao

2016/01/28

«Plantas da Caatinga podem ajudar a combater Aedes aegypti»



Maiana Diniz. EBC (Empresa Brasil de Comunicação). Edição: Talita Cavalcante.



«Árvore de umburana, planta da Caatinga que pode ser usada no combate ao mosquito Aedes aegyptiDivulgação/Embrapa

»Duas plantas comuns na Caatinga – a cutia e a umburana – estão sendo estudadas por um grupo de pesquisadores do Instituto Nacional do Semiárido por terem compostos que funcionam como biopesticidas no combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, do vírus Zika e da chikungunya. Os testes mostraram que os compostos dessas plantas são capazes de exterminar até 50% das larvas dos

»O coordenador da pesquisa, Alexandre Gomes, contou que desde 2011 um grupo de pesquisadores do Núcleo de Bioprospecção e Conservação da Caatinga vem estudando plantas desse bioma em busca de substâncias com propriedades larvicidas contra o mosquito.

»“Já sabíamos que os compostos aromáticos, ou terpenoides, reconhecidos a partir do cheiro forte de certas plantas, são inseticidas. Se eu pegar a folha da pitanga e amassar, por exemplo, vou sentir o cheiro da pitanga. O mesmo ocorre com o cravo da índia. Essas plantas têm uma quantidade boa desses compostos chamados terpenóides”, explicou. Os óleos essenciais da cutia e da umburana também são obtidos por meio do sumo da folha.

»Os pesquisadores testaram os óleos essenciais de diversas plantas, seguindo o modelo definido pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Pesquisadores do Núcleo de Bioprospecção e Conservação da Caatinga vem estudando plantas desse bioma em busca de substâncias com propriedades larvicidas contra o mosquito. “Já sabíamos que os compostos aromáticos, ou terpenoides, reconhecidos a partir do cheiro forte de certas plantas, são inseticidas. Se eu pegar a folha da pitanga e amassar, por exemplo, vou sentir o cheiro da pitanga.”

»“A gente pega um recipiente, no caso, um copo descartável, faz uma solução do óleo essencial com água e, em cada copinho, coloca 50 ml de líquido e 10 larvas do mosquito. Após 24h, averiguamos quantas larvas morreram e se o resultado foi satisfatório.”

»Alexandre Gomes explicou que a grande vantagem de usar pesticidas vegetais, orgânicos, é que essas substâncias são mais seletivas e agem em pragas específicas. Os resultados dos testes mostraram que os óleos matam mais de 50% das larvas, número de referência na biologia para saber se um composto funciona. “Um produto é considerado eficaz quando mata 50%”, ressaltou.


»Testes

»Agora, para que esses óleos essenciais possam se tornar produtos comerciais, os pesquisadores estão investigando se só fazem mal aos mosquitos. “Apesar de ser um produto natural, precisamos saber até que dose podemos utilizar, até que ponto não fazem mal. Estamos em fase de teste de toxicidade para saber se não causam danos a células humanas e a outros organismos”, explicou. Segundo ele, os testes de toxicidade vão permitir que saibam a dose exata. “Ainda no primeiro semestre teremos os resultados”, acrescentou.

»A expectativa do pesquisador é que no segundo semestre a equipe comece a buscar parcerias com a iniciativa privada para que esses óleos possam chegar ao mercado. “Infelizmente, no Brasil, o pesquisador não é preparado para ser empreendedor. Esta é a grande limitação dos pesquisadores: conseguir transformar a pesquisa em produtos. A gente só vai conseguir fazer isso com a iniciativa privada.”

»As plantas usadas foram coletadas no Parque Nacional do Catimbau, em Pernambuco, e também podem ser encontradas em Sergipe e no Espírito Santo.»





Uma inovação

2016/01/27

«Vinicius Pereira: “Exigência de resultado no curto prazo inibe start-ups brasileiras”»



Folha de S.Paulo



«A dificuldade em captar novos investimentos tem forçado start-ups a apressar a apresentação de resultados -o que pode destruir conceito de inovação de empresas iniciantes em troca da cópia de um projeto já pronto.

»O desvio de rota pode ocorrer por dois motivos principais. Um deles é a falta de maturidade de investidores e empreendedores brasileiros nesse ambiente de negócios.

»"Hoje o investidor, para colocar algum dinheiro, exige uma série de números e resultados da empresa que apenas as totalmente desenvolvidas podem dar. Mas, se eu conseguir esses números, também já não preciso desses investidores", diz Horácio Poblete, fundador da start-up Trustvox, especializada em garantir que os comentários em e-commerce são verdadeiros.

»Outra razão é a taxa de juros brasileira. No atual patamar, investimentos conservadores ganham competitividade e "roubam" grande parte do dinheiro que poderia ser destinado às empresas iniciantes.

»"Um investidor que coloque R$ 200 mil em Tesouro Direto irá dobrar o capital em cinco anos. Qual a certeza de você dobrar em uma start-up? Se você acertar, multiplica por 20 o valor investido, mas muitos ainda têm medo", diz Amure Pinho, presidente da ABStartups (Associação Brasileira de Startups).

»Pesquisa realizada pela Fundação Dom Cabral mostrou que pelo menos 25% das start-ups do país morrem ainda nos primeiros 12 meses e 50% não chegam ao final do quarto ano.

»Para Silvio Meira, presidente do conselho do parque tecnológico Porto Digital, houve um incentivo do governo e do setor privado à criação de empresas, mas não houve o mesmo esforço para atrair investidores dispostos a apostar nas start-ups.

»"O Brasil criou uma indústria de start-up sem criar uma de venture capital [de investimento de risco]. Criou-se um ambiente quase irresponsável", diz Meira.

»Depois da primeira captação, essas empresas enfrentam dificuldades para conseguir investimentos maiores e acabam se desviando do caminho inovador que planejavam. Com sorte, adiam ao plano inicial.


Depois da primeira captação, essas empresas enfrentam dificuldades para conseguir investimentos maiores e acabam se desviando do caminho inovador que planejavam. Com sorte, adiam ao plano inicial.

»PRESSÃO

»Para a ABStartups, até 30% das empresas iniciantes sofrem pressão dos investidores-anjo para que o investimento tenha retorno rapidamente, mesmo que isso signifique mudar de rumo.

»"Um anjo mal preparado pode ter um efeito ruim. Ele quer mudar os rumos do negócio sem estar no dia a dia e tem uma influência política muito grande da empresa", avalia Pinho.

»A startup 3days, especializada em contratação de profissionais, optou por abdicar de recursos após o investidor pressionar por mudanças.

»"Após três reuniões, o investidor deixou claro que nós tínhamos que mudar totalmente a essência da nossa empresa para ele investir. Conversamos e decidimos não aceitar para termos alguma liberdade", diz Bernard Deluna, um dos fundadores.

»Segundo a entidade Anjos do Brasil, mesmo com as lacunas enfrentadas pelas start-ups no país, o investimento-anjo cresceu 14% de 2014 para 2015, sem informar valores aplicados.

»"A gente investe em empresas que fornecem inovação, não só tecnológica. Se é algo verdadeiro, independentemente do gap ou da crise, a start-up vai conseguir se desenvolver", diz Cassio Spina, presidente da entidade.»





Um inovador

2016/01/26

«Flavio Azevedo: “Como a Nova Zelândia reduziu o Estado, enriqueceu e virou a terceira economia mais livre do mundo”»



Notícias Agrícolas



«No futuro, 2015 poderá ser lembrado no Brasil como um ano transformador. Para muitos empresários brasileiros, foi um ano tão difícil que, para cortar despesas, abrimos mão das tradicionais festas de Natal da empresa. Outros cortaram o cartão de "boas festas", também por razão econômica ou falta de inspiração para encontrar uma mensagem otimista.

»Com maiores ou menores sacrifícios, 2015 talvez seja perpetuado como um marco de transformação para o Brasil, quando começamos a enfrentar de verdade problemas enraizados em 500 anos de história. Não será sem esforço, mas os brasileiros têm a chance de reinventar uma tradição. Em vez de desejar um feliz Ano Novo, podemos desejar um novo país. Algo parecido com o que fez a Nova Zelândia em 1984.

»Até os anos 1980, a Nova Zelândia era um país rico, mas estagnado, fechado e ineficiente. Possuía renda per capita similar a Portugal e Turquia. Hoje a Nova Zelândia é considerada a terceira economia mais livre do mundo, segundo o centro de estudo Heritage Foundation.

Até os anos 1980, a Nova Zelândia era um país rico, mas estagnado, fechado e ineficiente. Possuía renda per capita similar a Portugal e Turquia. Hoje a Nova Zelândia é considerada a terceira economia mais livre do mundo, segundo o centro de estudo Heritage Foundation.

»Ironicamente, essa tremenda reinvenção se iniciou com um governo de esquerda, que estudou a máquina pública com o rigor das mais modernas empresas, cortando custos injustificáveis. Simplificou o papel do Estado, por meio de reformas que combinaram drástica redução de impostos com gestão profissional e enxuta, orientada por metas de desempenho para todos os braços do governo. Tarefas públicas mal desempenhadas ou desnecessárias eram ajustadas ou simplesmente abolidas.

»Alguns exemplos desse impressionante "milagre neozelandês", como depois ficou conhecido o caso. De 5.600 funcionários, o Ministério de Transportes foi enxugando para 53. O de Meio Ambiente passou de 17 mil para 17. Obras Públicas, de 28 mil para 1.

»Ao contrário do que se possa pensar, mais e melhores empregos foram criados para todos, iniciando um projeto de inovação que impulsionou a economia do país.

»Hoje ouvimos, com muita tristeza, histórias sobre brasileiros que emigram ou pensam em abandonar o país. O mesmo acontecia na Nova Zelândia de 1984. Quando se perde a capacidade de planejar um futuro melhor, talvez seja a hora de buscar lá fora um novo modelo político e econômico. Não em um poderoso e antigo país, mas em uma nação ainda mais nova que o Brasil.

»Antes que nossos empresários e jovens comprem passagens sem volta para o outro lado do mundo, por que não trazer para cá o professor e político Maurice McTigue? Ele foi um dos responsáveis pela continuidade do projeto que ajudou a reinventar um povo desiludido.

»Hoje trabalha também como consultor de governos. Para os interessados em saber mais sobre essa história, uma palestra de McTigue está traduzida para o português, com o título "Como a Nova Zelândia reduziu o Estado, enriqueceu e virou a terceira economia mais livre do mundo". Basta pesquisar na internet. Feliz Nova

»Zelândia para você!»





Administração Pública e inovação

2016/01/25

Newsletter L&I, n.º 88 (2016-01-25)


n.º 88 (2016-01-25)


Administração Pública e inovação | Administración Pública e innovación |
Administration Publique et innovation | Public Administration and innovation

Um inovador | Un innovador | Un innovateur | An innovator

Uma inovação | Una innovación | Une innovation | An innovation

A execução da inovaçao | La ejecución de la innovación | L’exécution de l’innovation |
The innovation execution



Index


Liderar Inovando (BR)

«Primeira reunião dos coordenadores da Cúpula do G20 em 2016 inaugurada
em Beijing» ( ► )
«Laércio Cosentino: “A transformação do usuário de software”» ( ► )
«João Baptista Vilhena: “Liderar para servir ou ser servido?”» ( ► )
«Game Online da Ford ganha prêmio de inovação» ( ► )

Liderar Inovando (PT)

«Capacidade de inovação» ( ► )
«Adriano Campos: “Os filantrocapitalistas vão salvar o mundo?”» ( ► )
«Ehang 184. O drone com lugar para um passageiro» ( ► )
«Coral Luísa Todi elege hoje órgãos sociais para o próximo triénio» ( ► )

Liderar Innovando (ES)

«El gobernador Domingo Peppo apoyó el desarrollo de un “drone” para fumigaciones en campos» ( ► )
«Francesco Paolo Fulci: “Michelle Ferrero dejó como legado cientos de productos para desarrollar”» ( ► )
«José Rivera Mejía (Instituto Tecnológico de Chihuahua): “La llave que falta es el impulso a la educación e innovación”» ( ► )
«El parón político frena el avance de la economía colaborativa» ( ► )

Mener avec Innovation (FR)

«Thibaut de Jaegher: “L'ordre et le déviant”» ( ► )
«TimeOne, le nouveau géant français des marketing services» ( ► )
«Pourquoi le Mirage 2000 garde toute sa place dans l'armée de l'air» ( ► )
«Une nouvelle thérapie pour vaincre la leucémie myéloïde chronique» ( ► )

Leadership and Innovation (EN)

«Mehlville moves to open innovative project-based elementary school» ( ► )
«Department of the Australian Prime Minister and Cabinet (PM&C):Turnbull announces Heather Smith will lead communications department» ( ► )
«Banks face recruitment challenges as fintech startups snag talent» ( ► )
«Top city universities falling behind on indigenous enrolment» ( ► )

Licencia Creative Commons Licencia Creative Commons
Atribución-NoComercial 4.0 Internacional








2016/01/22

«Game Online da Ford ganha prêmio de inovação»



Adnews, Redação



«A Ford lançou o Focus Fastback com um conceito de campanha voltada para as mídias sociais e acaba de ganhar três prêmios internacionais de inovação digital. O game online "The Fastback Drive Experience" acaba de ser eleito "Site of the Day" e "Mobile of the Day" pelo Favourite Website Awards e também "Site of the Day" pelo Awwwards, portais internacionais que promovem as mais conceituadas premiações do mundo digital.

»A escolha foi feita por renomados desenvolvedores e web designers das mais importantes produtoras do mundo. Eles levaram em consideração fatores como inovação, criatividade, design e uso de tecnologia.

»No game da Ford, criado pela agência Blue Hive em parceria com o Google Brasil, o público vive a experiência virtual de pilotar o Focus Fastback na Atlantic Road – famosa pista da Noruega – e nas charmosas ruas de Monte Carlo, em Mônaco, conhecido circuito das provas de Fórmula 1.

»A campanha publicitária do modelo, protagonizada pelo ator hollywoodiano Gerard Butler, incluiu também um concurso onde duas pessoas com acompanhantes foram sorteadas para viver essa experiência de verdade.


O game online "The Fastback Drive Experience" acaba de ser eleito "Site of the Day" e "Mobile of the Day" pelo Favourite Website Awards e também "Site of the Day" pelo Awwwards.

»Desenvolvido com tecnologia 3D em tempo real (WebGL), o jogo online traz o mesmo conceito da campanha, com a assinatura: "Não dá para testar uma máquina dessa com uma voltinha no quarteirão".

»Ficha Técnica:

»Campanha: Focus Fastback Drive

»Título: Focus Fastback Drive Experience

»Agência: Blue Hive

»Cliente: Ford

»Produto: Ford Focus Fastback

»Direção de Criação Executiva: Vico Benevides

»Direção de Criação: Rodrigo Strozenberg, Arnaldo Boico

»Redatores: Rafael Hessel, Caio Lekecinskas, Alex Adati

»Diretores de arte: Ricardo Andrés, Maurício Tonon, Raphael Taira, Daniel Massih

»Atendimento: Sergio Silveira, Rodolfo Luz, Rodrigo Gambassi, André Cruz, Gabriela Falcade

»Planejamento: Dorian Dack, Leandro Thot, Caio Costa, Rafael Lavor, Renata Marques

»Projetos: Patricia Silvestre, Marcos Richter e Gessika Oliveiri

»Tecnologia: Thiago Dener

»Aprovação cliente: Guy Rodriguez, Oswaldo Ramos, Adriana Carradori, Juliana Cardamone

»Mídia: Ricardo Medeiros, Rafael Pascoal, Juliana Mol, Alexandre Mantovani, Victor Lima, Monique Lage

»Produção Executiva: The Zoo - Google (Maria Fernanda Ceravolo, Vinícius Malinoski, Caio Franchi, Cristiane Rojas, Fernando Giantaglia, Guilherme Bressane, Lis Porciuncula)

»Programação (Plataforma): Slikland (Keita Kuroki, Eric Cintra, Alex Agena, Giovanni Spolidoro, Vinicius Weber, Sergio Mori)

»Programação (WebGL Experience): Cricket Brasil

»Arquitetura e UX: Mayra Sasso, Rhian Molinari, Carolina Veraldi

»Trilha Original: Antfood

»Áudio Adaptado e Efeitos Especiais: Sonoplástico (Caco Teixeira)

»RTVC: Luana Aghata, Brunno Papa

»Produtora Vídeo: Zeppelin Filmes

»Direção de cena: Dan Gifford»





A execução da inovaçao

2016/01/21

«João Baptista Vilhena: “Liderar para servir ou ser servido?”»



Jornal dia dia, enviado por Ray Santos



«Muita gente já tentou provar que liderança é um traço de personalidade, ou seja, depende exclusivamente de características pessoais e inatas do indivíduo. Para mim essa ideia é tão ingênua como a que leva alguns a crer que existem vendedores natos. Afinal ninguém nasce vendedor ou líder.

»Pensemos em alguém que desde criança foi estimulado a desenvolver a arte de comunicar ideias, sempre encontrou amparo e respeito por suas propostas inovadoras e foi incentivado a se relacionar com pessoas diferentes. Agora compare essa pessoa à outra que passou por processo contrário. Nunca lhe deram chance de expor o que pensava, foi duramente criticada quanto a tudo o que propôs e jamais foi exposta a realidades culturais diversas. Quem terá mais chances de ser um líder melhor no futuro? A que foi oportunizada ou aquela a quem a vida negou qualquer possibilidade de desenvolver novas habilidades e competências?

»Para muitos autores a competência de liderança está intimamente relacionada com as habilidades de comunicação e transmissão de ideias. Existem pessoas que adquirem essas habilidades ainda muito jovens. Há aquelas que passam a vida tentando, sem jamais serem bem sucedidas.

»Há outros que definem liderança pela frequência com que uma pessoa influencia ou dirige o comportamento de outros membros do grupo. Esses afirmam que liderança “É um processo de influência orientado para a busca de resultados que os membros do grupo julgam ser estimulantes”. Na sua visão o processo de liderar equivale a “pilotar” a equipe; dependendo da capacidade do líder de prever, decidir e organizar. Essa é uma visão mais processualista, mas não é destituída de mérito se analisada pela ótica da prática do dia-a-dia.

»Também existem os que afirmam que “Numa sociedade cada vez mais rápida e complexa, em que a economia condiciona a maioria das opções sociais e políticas, é importante reconhecer que fixar de forma clara uma visão, valores e objetivos é fator decisivo para o sucesso”. Logo, o maior desafio da liderança seria tratar problemas e questões muito diversas, separando o essencial do acessório, sabendo ouvir e compartilhar e tendo a coragem de tomar decisões arriscadas.

»Para mim, o aumento da performance das pessoas é um dos maiores desafios do líder contemporâneo. E não é colocando-se do papel de servidor que isso será possível. Inspiro-me nas ideias de David Rock (palestrante e consultor bastante conhecido no segmento da Neuroliderança) e afirmo categoricamente que liderar é mudar o jeito que as pessoas pensam sobre as coisas. Trocando em miúdos, o grande segredo para liderar e conviver com pessoas é penetrar naquilo que muitos psicólogos cognitivos chamam de “Modelo do Iceberg”.

»O Modelo do Iceberg descreve como nossa performance em qualquer área é condicionada pelos nossos hábitos. Esses hábitos são orientados pelas nossas emoções, que por sua vez são dirigidas pelos nossos pensamentos. Neste modelo, a performance e alguns hábitos são visíveis, enquanto emoções e pensamentos permanecem “abaixo da linha d’água”.



O Modelo do Iceberg descreve como nossa performance em qualquer área é condicionada pelos nossos hábitos. Esses hábitos são orientados pelas nossas emoções, que por sua vez são dirigidas pelos nossos pensamentos.

»Assim sendo, o que nós fazemos no trabalho tem origem na forma que pensamos sobre as coisas. É por isso que, como somos originados em uma cultura na qual o mais forte é sempre servido pelo mais fraco, fica impossível defender a ideia da liderança servidora. Afinal ninguém desejaria ser liderado por alguém mais fraco do que si mesmo.

»Estou convencido de que a maioria das organizações vive uma crise de liderança. O esforço de encontrar talentos para preencher posições chave nas empresas tem sido cada vez maior, mas vem produzindo resultados muito aquém dos desejados. E como fazer para desenvolver as potenciais lideranças da nossa empresa?

»Acredito que o desafio seja ensinar os líderes a desenvolver o modo de pensar dos colaboradores. Isso implica em compreender que muitas pessoas são altamente capazes, do ponto de vista individual, mas não percebem que essa competência é valorizada pela organização. Essas pessoas desejam trabalhar de forma mais inteligente, querem ser mais inteligentes e estão pedindo desesperadamente que alguém as ajude a realizar esse desejo. Mas tudo que encontram são pessoas (equivocadamente chamadas de líderes) que só valorizam a tarefa repetitiva. Se você quer realmente se desenvolver na arte de levar pessoas a lugares e posições que elas nunca alcançariam sozinhas, ficam aqui três dicas do David Rock:

»1. O comprometimento das pessoas só é garantido quando elas são estimuladas a pensar por si mesmas.

»2. As pessoas demoram um pouco a se acostumar a ter suas próprias ideias, porque isso requer disciplina e energia.

»3. O prazer de se descobrir capaz de fazer mais do que pensava motiva muito mais do que qualquer tapinha nas costas ou bonificação salarial.


»Sei que é muito complicado definir o que é liderança. Já se chegou inclusive a afirmar que “existem quase tantas definições de liderança quantas são as pessoas que tentam defini-la”. Mas eu estou convencido – por mais que James Hunter tente provar o contrário – que definitivamente liderar não é servir. Nem tampouco é servir-se das pessoas para atingir objetivos pessoais.»





Uma inovação

2016/01/20

«Laércio Cosentino: “A transformação do usuário de software”»



Computerworld



«Laércio Cosentino, presidente e CEO da Totvs, reforça a visão de mudança de paradigma impulsionada fortemente pela tecnologia.

»O antigo usuário de software não existe mais. Tratar de forma genérica todos os profissionais que utilizam soluções de tecnologia é um erro. As empresas que não derem destaque ao indivíduo, mesmo dentro de um ambiente de trabalho, estão fadadas a fracassarem em um futuro próximo.

»Por trás de um login e uma senha, há uma identidade, um ser multitarefas que vive em um ambiente ultradinâmico. A rápida evolução das redes sociais e do acesso às informações colaboram para que cada pessoa exerça a sua própria individualidade. Facebook, Twitter e YouTube são ferramentas cada vez mais importantes na cultura global e já influenciam até debates presidenciais em todo o mundo. E essa conexão chega ao dia a dia das corporações. Os jovens profissionais já estão acostumados com os seus papéis e se relacionam de forma natural com as novidades tecnológicas.

»Com as novas gerações vem também os novos comportamentos. E, nesse ambiente, a tecnologia da informação é o meio pelo qual o profissional poderá desenvolver suas tarefas da forma mais eficiente. Mas, para isso, é importante que a TI seja pensada de forma mais personalizada e menos padronizada.


Dar voz a essa nova geração pode ser vital para as empresas e uma maneira de começar é conferindo-lhes uma identidade ao invés de lhes atribuir um usuário.

»É fato que as pessoas mudam mais rápido do que as empresas. Não faz muito tempo que o meio corporativo era o precursor na adoção das novidades tecnológicas (lembra quando PC só tinha no trabalho?), mas hoje as pessoas fazem isso com muito mais velocidade. Nesse sentido, a inovação serve de estratégia para impulsionar essa transformação e colocar as empresas de volta no páreo para atender não só as necessidades dos colaboradores, mas também as dos clientes que serão atendidos por eles. Criar soluções com interfaces mais simples e incentivar a conexão entre os profissionais, empresas e mercado é a chave para reconhecer o papel e a responsabilidade que cada indivíduo tem dentro do seu ecossistema.

»Outro ponto que é preciso deixar claro ao oferecer a TI como ferramenta de apoio ao desenvolvimento profissional é o contexto de cada função ou de um módulo de uma solução, por exemplo. Os jovens profissionais precisam entender o que estão fazendo e o porquê realizam determinados processos; caso contrário perdem o interesse. É neste ponto que a customização ganha força no lugar da padronização. Desenvolver ferramentas personalizáveis com as quais cada pessoa escolhe o que e como usar é o que fará a diferença no final do dia.

»Vivemos uma época de mudança de paradigma impulsionada fortemente pela tecnologia como base de conexões entre pessoas e a maneira como elas se posicionam no mercado de trabalho. Não há mais limites pré-estabelecidos entre o ser profissional e o pessoal e as organizações precisam entender isso para evoluir.

»Dar voz a essa nova geração pode ser vital para as empresas e uma maneira de começar é conferindo-lhes uma identidade ao invés de lhes atribuir um usuário.»





Um inovador

2016/01/19

«Primeira reunião dos coordenadores da Cúpula do G20 em 2016 inaugurada em Beijing»



Jornal Floripa. Foto de People's Daily Online



«A primeira reunião dos coordenadores da Cúpula do G20 em 2016 foi aberta hoje (14) em Beijing. O evento abrange mais de 400 participantes, incluindo os representantes do G20, representantes dos países convidados e coordenadores das organizações internacionais.

»O conselheiro do Estado chinês, Yang Jiechi, esteve presente na abertura e proferiu um discurso. Yang Jiechi realçou que o tema da cúpula do G20 que será realizada em Hangzhou é intitulado como “estabelecimento da economia mundial com base em inovação, vigor, ação conjunta e inclusão”.


O tema da cúpula do G20 que será realizada em Hangzhou é intitulado como “estabelecimento da economia mundial com base em inovação, vigor, ação conjunta e inclusão”.

»Segundo ele, a China espera impulsionar o desempenho do papel de liderança do G20 através dos trabalhos de 2016, a fim de indicar o caminho do desenvolvimento econômico mundial e da cooperação econômica internacional.

»Yang Jiechi afirmou que a economia chinesa vai manter em geral o crescimento constante e estável.

»Além disso, a China vai participar positivamente nas cooperações econômicas internacionais e administração econômica global, a fim de fortalecer a força motriz para o aprofundamento das reformas internas e crescimento de velocidade média e alta da economia do país.

»Para Yang Jiechi, esta reunião marcará o ponto de partida dos trabalhos preparativos da cúpula de Hangzhou e também tem como objetivo indicar a meta e a direção da cúpula.»





Administração Pública e inovação

2016/01/18

Newsletter L&I, n.º 86-87 (2016-01-18)



n.º 86-87 (2016-01-18)


Administração Pública e inovação | Administración Pública e innovación |
Administration Publique et innovation | Public Administration and innovation

Um inovador | Un innovador | Un innovateur | An innovator

Uma inovação | Una innovación | Une innovation | An innovation

A execução da inovaçao | La ejecución de la innovación | L’exécution de l’innovation |
The innovation execution



Index


Liderar Inovando (BR)

«Sergio Luiz Gargioni: “Nova lei vai acelerar a inovação e a pesquisa
no Brasil”» ( ► )
«A Próxima Grande Revolução Não Será Tecnológica...» ( ► )
«A tecnologia que vai mudar a sua vida em 2016» ( ► )
«Inovação em serviços» ( ► )

Liderar Inovando (PT)

«China elaborará mais esquemas de reforma financeira regional» ( ► )
«Bosch Portugal recebe Prémio Produto-Inovação COTEC-NORS» ( ► )
«Inovação farmacêutica e a oportunidade de saber gerir» ( ► )
«Repovoamento do peixe carapau» ( ► )

Liderar Innovando (ES)

«Luis Sanz Menéndez: “La Agencia Estatal de Investigación: ¿Son galgos o podencos?”» ( ► )
«Cellex, el secreto mejor guardado de la ciencia catalana» ( ► )
«Apps para pacientes y plataformas, entre las apuestas de Murcia
por la e-Health» ( ► )
«Las instituciones vascas invertirán 446 millones de euros en actividades de I+D+i en 2016» ( ► )

Mener avec Innovation (FR)

«Web-radio, robot: les profs innovent et le montrent à Paris» ( ► )
«Trois manières de piloter l’innovation» ( ► )
«Pour entreprendre à l'étranger, la Silicon Valley reste le Graal
pour le high-tech» ( ► )
«Séverine Leboucher: “Entrepreneuriat social: sept façons de trouver
des financements”» ( ► )

Leadership and Innovation (EN)

«Driving Innovation through Diversity & Inclusion – Panel Discussion» ( ► )
«One venture capitalist's predictions for 2016» ( ► )
«Five key trends driving 2016 technology for older adults» ( ► )
«CES 2016: Expect smart homes, smart cars and a Volkswagen
electric vehicle» ( ► )

Licencia Creative Commons Licencia Creative Commons
Atribución-NoComercial 4.0 Internacional








2016/01/15

«Inovação em serviços»



IPT - Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo



«Especialistas falam sobre inovação tecnológica com foco no usuário final em seminário promovido pelo IPT.

»O seminário ‘Gestão da Inovação em Serviços’, promovido pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) no dia 3 de dezembro, contou com gestores e especialistas de entidades inovadoras, que compartilharam suas experiências e debateram as melhores formas de promover e gerir a inovação no mercado brasileiro. A maioria dos palestrantes destacou o impacto que as novas tecnologias devem produzir na sociedade, a fim de que sejam úteis aos usuários finais e vantajosas às instituições que as desenvolverem.

»O evento contou com seis palestras e uma apresentação inicial do diretorpresidente do IPT, Fernando Landgraf, que compôs a mesa de abertura com Juan Quirós, presidente da Investe São Paulo, e Maurício Juvenal, chefe de gabinete da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo. Landgraf lembrou que o Brasil está na 75º posição no ranking de países mais competitivos, pontuando o posicionamento do IPT frente a essa questão: a meta do Instituto é que, até 2018, 40% de suas receitas sejam advindas da inovação.

»m seguida, focado na multidisciplinaridade da instituição e dos palestrantes presentes, propôs a discussão: “Como lidar com a gestão da inovação num ambiente com tantas competências diferentes?”.


»O QUE É INOVAÇÃO? – Na definição do palestrante Marcos Bruno, professor da FEA/USP e da Universitá Luigi Bocconi, da Itália, inovação é sobretudo aquilo que tem consequência econômica, daí a importância da empresa no processo. O espaço para a inovação, de acordo com o professor, existe; é preciso usar as ferramentas mais adequadas para poder atingi-la. “Uma delas, não há dúvida, é focar no usuário/consumidor”.

»Alberto Paradisi, vice-presidente do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Comunicações (CPqD), também destacou o papel do usuário na gestão da inovação de serviços: “A tecnologia não deve ter significado em si própria, ela deve existir para melhorar a experiência do usuário. Nesse contexto, inovação é uma equação complexa de variáveis imaginárias, mas ela começa e termina no mercado. Nós, como instituições de pesquisa, temos que acompanhar o mercado e promover e construir um futuro inovador”.


»PAPEL DO GOVERNO – O evento trouxe também o papel das instituições governamentais no incentivo à inovação. Juan Quirós, da Investe São Paulo, citou o momento de crise pelo qual passa a economia brasileira, afirmando que universidades e institutos de pesquisa são fundamentais no desenvolvimento de tecnologias em parcerias com as empresas, principalmente visando a exportação: “Hoje, quando falamos em exportação, acessar mercados passa principalmente pela inovação da aplicação do produto final. O fator determinante para a exportação é a inovação. Se o empresário tiver um produto em que a aplicação tecnológica não esteja no nível global, não adianta o preço: inovação é a essência”.

»Maurício Juvenal destacou o papel da secretaria nas parcerias, além de ressaltar que a sociedade não deve apenas se beneficiar das inovações, mas ter consciência da importância dos investimentos feitos nessa área. “Buscamos dar sustentação para que os projetos aconteçam. Queremos traduzir para a população a importância do trabalho desenvolvido pelo pesquisador, e que o investimento governamental será revertido em tal vantagem competitiva do ponto de vista empresarial, ou tal vantagem social, o que vai mudar a vida das pessoas”, salientou.

»Flávia Motta, gerente da Coordenadoria de Planejamento e Negócios do IPT, apresentou a atuação do Instituto no âmbito da Embrapii. “A academia é forte e ativa, tem gerado conhecimento, e do outro lado, temos empresas querendo gerar novos produtos e processos a partir da inovação. Aquilo produzido na academia deve chegar à indústria”, explicou. Segundo ela, a parceria entre empresas e instituições de P&D em ciência e tecnologia com o financiamento público da Embrapii facilitou o desenvolvimento de projetos inovadores, uma vez que diminuiu os riscos associados ao investimento privado. Isso também ajudou as instituições de pesquisas com relação à identificação dos nichos de mercado que mais demandam inovação, à transferência de tecnologia e à velocidade com que essa tecnologia pode impactar a sociedade.

»Roberto Agune e Álvaro Gregório, da Secretaria de Governo do Estado de São Paulo, focaram sua apresentação nos esforços da área para estimular nos setores do governo uma nova abordagem para a definição dos serviços públicos, tendo como premissa o design thinking. Essa metodologia facilita a compreensão dos problemas, coloca o foco no usuário e propõe uma ressignificação dos serviços. É preciso repensar, alerta Gregório, o papel de algumas instituições e serviços, a exemplo das escolas, museus e bibliotecas, pois as demandas da sociedade passam por constantes transformações. O design favorece essa reflexão, pois prevê uma cocriação com o público alvo. “A metodologia começa com a empatia, ou seja, colocar o sapato dos outros e ver o caminho que ele faz”, apontou Gregório. A partir do design thinking, a ideia é criar novas interfaces entre governo e usuário, de maneira que a redefinição dos serviços possa oferecer o que ele tem de mais significativo à população: a experiência.


A partir do design thinking, a ideia é criar novas interfaces entre governo e usuário, de maneira que a redefinição dos serviços possa oferecer o que ele tem de mais significativo à população: experiência.

»EXPERIÊNCIAS NA SAÚDE – Luiz F. L.

»Reis, superintendente de pesquisa do Hospital Sírio-Libanês, e Flávia Helena da Silva, coordenadora de pesquisa e desenvolvimento do Grupo Fleury, compartilharam suas experiências de gestão da inovação relacionada à saúde.

»Reis explicou que a gestão da inovação em qualquer instituição deve partir da visão e iniciativa de seu corpo diretivo mais alto, para que se crie uma cultura da inovação em que os gastos não serão vistos como despesas, e sim como investimentos. Além disso, ressaltou que há uma diferença entre a geração de conhecimento e a geração de inovação, nos quais os papéis da instituição, do mercado e do usuário final são bem definidos. “O processo de geração de conhecimento é a transformação de recursos financeiros em pesquisas. A inovação de fato se dá de fora para dentro: é a transformação do conhecimento produzido em recursos, dando a ele uma aplicabilidade. É o caminho de volta, que só fará sentido se tiver uma utilidade”, ponderou.

»Reis citou que o hospital criou uma plataforma em que os colaboradores podem disponibilizar suas ideias. Caso tenham potencial, as ideias podem ser desenvolvidas pela instituição, e mesmo as outras recebem um feedback, a fim de que as propostas sejam aprimoradas ou repensadas. Um procedimento semelhante foi implantado no Laboratório Fleury, no qual a inovação também acontece de fora para dentro. A empresa mantém aberta uma plataforma em que clientes, médicos e colaboradores podem cadastrar ideias. Com mais de oito anos de existência, a plataforma já recebeu 21 mil ideias, das quais 1.143, ou 5,2%, foram implantadas. O Fleury trabalha, assim, com um mapeamento contínuo de oportunidades.

»Além dessa central, o laboratório possui uma área institucionalizada de P&D, responsável por três blocos de atuação: gestão de novos produtos, de projetos de pesquisa e de propriedade intelectual. “O P&D pode ser o início da caminhada bastante próximo à bancada científica, mas ele movimenta todas as demais vertentes da empresa. É preciso implantar uma experiência, não um produto”, afirma Flávia. Esse é o grande desafio do Fleury: partindo do pressuposto de que a experiência do cliente, seja ele paciente ou médico, é fundamental, a inovação não se restringe a um produto, mas a uma experiência completa na relação entre usuário e laboratório determinada pela mudança. Como as tendências apontam para uma medicina mais personalizada, participativa, preventiva e preditiva, os cenários exigem rápidas adaptações. “Inovação deve ser disciplina e não uma moda, e tem que gerar sustentabilidade”, defendeu Flávia.

»O evento deixou claro que gerir a inovação em serviços envolve muitos desafios. Como finaliza o professor Marcos Bruno, há duas visões predominantes para a gestão da inovação: é possível se inspirar na administração tradicional de uma fábrica, em que são priorizadas a produção em massa, o baixo custo, a padronização, a eficiência e a baixa flexibilidade, mas também é possível operar como um teatro, em que predominam a emoção, a experiência, a customização, a flexibilidade e o relacionamento. Em ambos modelos há indicações às quais se deve atentar. “Se por um lado a questão da experiência e da intimidade com o usuário é fundamental, a padronização é necessária porque está ligada à qualidade do serviço”, concluiu ele.

»Clique aqui para conferir as apresentações.»





A execução da inovaçao

2016/01/14

«A tecnologia que vai mudar a sua vida em 2016»



Jornal do Brasil. WSJ



«O futuro nunca pareceu mais próximo que agora, na chegada de 2016.

»Matéria publicada nesta quinta-feira (31) no The Wall Street Journal, conta que a ficção científica irá se tornar fato científico quando você tirar férias por meio da realidade virtual e sua lavadora de louças fizer pedidos de detergente por conta própria. Você está preparado para um drone que te segue como os paparazzi?

»Quando olhamos para o futuro dos dispositivos, dois temas surgem ao que se refere às inovações e ideias que provavelmente devem causar mais alvoroço. Um dos temas é libertação: nós estamos cada vez menos presos, seja a um carregador de celular ou a uma assinatura de TV a cabo. O outro é inteligência: à medida que aumenta o poder de processamento e da banda larga, nossas máquinas, serviços e até aplicativos de mensagem tornam-se mais capazes.

»Abaixo, algumas inovações que estão por vir.


»Tudo operado por voz

»Os dispositivos eletrônicos operados por voz devem registrar um enorme salto em precisão e inteligência em 2016. Falar é uma forma mais natural de interagir com dispositivos que requerem informações complexas, mas não têm uma relação muito amigável com um teclado, como TVs, sistemas de som e eletrodomésticos. Após as operações por sistemas de voz terem chegado a muitos aparelhos e sistemas em 2015, elas estarão em ainda mais computadores e dispositivos em 2016, até em brinquedos, como o Dino, que responde perguntas, e o robô familiar Jibo.

»Como se preparar: Escolha uma plataforma e fique com ela. Quanto mais os sistemas de voz te conhecem, melhor eles funcionam. E a Amazon, a Apple, o Google e a Microsoft nem sempre funcionam bem juntos.


»Drones mais seguros e inteligentes

»Passaremos a pensar nos drones mais como câmeras fotográficas do que helicópteros. Uma fabricante, a Lily, planeja lançar um modelo à prova d’água que segue o proprietário enquanto ele pratica canoagem, esquia ou tira um selfie no pôr-do-sol em uma praia. A GoPro, fabricante de câmeras fotográficas e de vídeo, também planeja lançar um drone, chamado Karma, embora a empresa esteja mantendo seu funcionamento em segredo.

»Como se preparar: Não compre um dos modelos atuais a menos que você esteja preparado para ter aulas de pilotagem. E não compre modelos grandes em sites de financiamento coletivo, pois eles estão sujeitos a atrasos e até cancelamento da entrega. Também saiba seus direitos e deveres como proprietário de um drone, como onde é permitido voar e como registrá-lo junto ao governo.


»Realidade Virtual = Realidade

»A realidade virtual deve se transformar em realidade no primeiro semestre de 2016, quando chegar ao mercado o aguardado Oculus Rift, seguido pelo Vive, da HTC, e o PlayStation VR, da Sony. Os sensores avançados e dispositivos especiais prometem experiências imersivas que farão você se sentir em um teletransportador. O uso para jogos estará entre os principais atrativos, mas graças a investimentos em vídeos de 360 graus e apps, você também poderá experimentar a primeira fila de um show com ingressos esgotados ou um assento em uma reunião que de outra forma você teria perdido.

A realidade virtual deve se transformar em realidade no primeiro semestre de 2016, quando chegar ao mercado o aguardado Oculus Rift, seguido pelo Vive, da HTC, e o PlayStation VR, da Sony. Os sensores avançados e dispositivos especiais prometem experiências imersivas que farão você se sentir em um teletransportador.

»DEZ CASOS DE SUCESSO


»Como se preparar: Se você tem o novo telefone Samsung Galaxy, compre o Gear VR, que nos EUA custa US$ 100. Se você tem um iPhone ou outro smartphone Android, experimente o Google Cardboard, vendido no mercado americano por US$ 20.


»Carregamento sem fio em todos os lugares

»Recarregar a bateria sem a necessidade de fio é a promessa do setor de tecnologia. Este ano, poderemos de fato parar de plugar nossos dispositivos nas tomadas. Uma guerra por padrões entre as duas principais tecnologias está sendo resolvida, com as duas partes se unindo para colaborar. A rede de cafeterias americana Starbucks já possui mesas que carregam dispositivos sem o uso de fios e a rede sueca IKEA já começou a vender móveis que também carregam aparelhos sem a necessidade deles. A General Motors, a Toyota e a Audi terão em breve carregadores sem fio em seus carros.

»Como se preparar: Fique de olho nas estações de recarga sem fio em aeroportos e cafés. Espere para comprar novos aparelhos. Evite as atuais capas com bateria extra sem fio.


»Câmeras que veem mais

»Smartphones e outros dispositivos fotográficos terão lentes múltiplas e sensores para melhorar a qualidade da imagem, dar profundidade e “ver” em 3-D. Uma câmera chamada Light L16 que deve ser lançada no meio do ano emprega 16 módulos de lentes e sensores com aberturas focais variadas para tirar fotos com 52 megapixels.

»Como se preparar: Não invista em uma nova câmera cara DSLR. Com a tecnologia de múltiplas lentes, você pode conseguir em breve fotos melhores a partir de um dispositivo bem menor e mais leve.


»Eliminar o fio do fone de ouvido

»Fones de ouvido operados por bluetooth não são novidade, mas em 2016 você deveria comprar um. Avanços na tecnologia sem fio indicam que não haverá mais sons abafados ou quedas de conexão. Estamos esperando vários fones realmente sem fio em 2016, como o Bragi Dash e o Alpha Skybuds — eles sequer precisam de um fio para se conectar entre suas orelhas. Há até rumores de que as saídas para os fones desaparecerão dos smartphones, uma vítima da busca de um design cada vez mais fino.

»Como se preparar: Você pode comprar fones com bluetooth confortáveis, como o Bose SoundLink ou o Jaybird X2, para treinar. Para a próxima geração, espere pelo menos até a feira de eletrônicos de consumo, a CES, que será realizada em Las Vegas, entre 6 e 9 de janeiro.»





Uma inovação

2016/01/13

«A Próxima Grande Revolução Não Será Tecnológica...»



Ligia Zotini Mazurkiewicz. Medium



«“... ela será Moral, e liderada pelos Humanos em Evolução que estão atualmente em nossos lares, em nossos colos!”

»Muito se fala da Revolução Tecnológica que vamos viver nos próximos anos, na minha opinião não vamos viver uma revolução tecnológica, essa aconteceu no final do seculo XX, estamos as vésperas de uma revolução na minha opinião ainda mais importante.

»Quem tem crianças por perto, já deve ter observado que essa próxima geração de humanos está bem diferente, eles estão muito (mais muito mais) rápidos na sua cognição, estão mais profundo na sua forma de traduzir o mundo e os sentimentos, e sua noção de ética/moral muito mais refinada, muitos adultos da minha geração levaram anos (e muitas palmadas) para tomar decisões de ordem ética & moral, que vejo hoje, as crianças tomando naturalmente.

»Está certo que a tecnologia molda/moldou boa parte da carga interpretativa de nossas crianças, mas o vice/span>—/span>versa também acontece, vejo elas usando a tecnologia de uma forma totalmente diferente, como se o que inventamos nos últimos anos, fossem muito mais para elas do que para nós.

»Gosto de imaginar o futuro deles e o que farão com todas as regras de condutas e visões de mundo que insistimos não deixar ir embora, e ao pensar, dá para vislumbrar algumas coisas:

»Vida Pessoal x Vida Profissional: a queda do trabalho tal qual entendemos nos últimos 200 anos.

»Para Casar x Para Ser & Fazer Feliz: a queda das relações humanas cheia de preconceitos hereditários. Roupa de Trabalho e Roupa de Ficar em Casa: a queda do Parecer ao invés de Ser, e por tabela a queda do consumismo desmedido.

»Trabalho com CLT/Contrato Assinado x Start up com Crowdsourcing: a queda das relações de trabalho com base na segurança e estabilidade para vida toda, por que isso muitas vezes mascara o verdadeiro talento de uma pessoa, permitirão mas tentativas profissionais, permitirão mais fracassos, viverão mais sucessos por consequência do “se permitir muito mais”.

»Escola Tradicional x Centros de Educação Colaborativa: a queda da educação com base na reprodução de conteúdo decorado, afinal em um mundo onde até o pé da mesa da sala estará conectado ao ambiente digital, será desnecessário esse modelo decorativo, não medirão mais por aquilo que se consegue lembrar, mas sim por aquilo que se consegue criar.

Centros de Educação Colaborativa: não medirão mais por aquilo que se consegue lembrar, mas sim por aquilo que se consegue criar

»Ambientes Hierarquizados x Design Thinking & Agile Teams: a queda de postos de liderança com base em controle, para o nascimento da liderança com base em quem sabe mais de um assunto, no dado momento. O centro de decisão mudará de onde está o poder (ou os poderosos), para onde está o problema a ser solucionado. Humanos como Máquinas x Máquinas substituindo Humanos que eram usados como Máquinas: a queda do trabalho coisificado & com pouco significado, para o surgimento de trabalhos onde humanos possam usar o melhor do que são: criativos, criadores, cuidadores, inspiradores, empáticos, geniais! Eles não terão medo de que as máquinas tomem seus postos de trabalho, porque terão a certeza de que o trabalho que uma máquina pode fazer melhor, é um trabalho desumano!

»Pessoas que Tentam se Encaixar na Família Perfeita do Comercial de Margarina x Pessoas que Querem Criar suas Próprias Histórias: a queda da solidão a dois, a três ou a muitos, eles acreditarão que as pessoas devem se unir por Congruências de Propósitos & Amor e não por Obrigações & Conveniências Sociais. Pais que Criam Filhos x Pais que Criam Criadores: que sejamos capazes de dar o suporte necessário e muito amor, a essa próxima geração, pois seremos nós os responsáveis pelo tom & dom que eles usarão nessa revolução!

»O quão pronto você está para essa revolução?»





Um inovador

2016/01/12

«Sergio Luiz Gargioni: “Nova lei vai acelerar a inovação e a pesquisa no Brasil”»



DC. Estela Benetti



«Um dos maiores avanços para a economia do país será a sanção da nova lei de inovação e pesquisa, segunda-feira, pela presidente Dilma Rousseff. O setor de tecnologia está muito otimista porque as mudanças aprovadas retiram uma série de entraves e poderão dobrar os resultados obtidos com os investimentos atuais, avalia o presidente do Conselho nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (CONFAP), o catarinense Sergio Luiz Gargioni, também presidente da Fapesc, a Fundação de Amparo à Pesquisa de SC. A legislação brasileira ficará muito parecida com a de países como os EUA e Rússia.


»Quais são os maiores desafios do setor?

»Em pesquisa temos dois desafios grandes. Um é recurso. Sempre falta, e num país em desenvolvimento, é sempre escasso. O outro é burocracia em excesso. Temos as duas coisas no Brasil: pouco dinheiro e muita burocracia. Há quatro anos, o Confap resolveu criar um grupo de trabalho para revisar tudo o que existe de legislação e ver o que pode ser modificado. Daí saiu a proposta de um novo Código de Ciência e Tecnologia, com com 81 artigos. Enviamos para o Congresso Nacional. Na Câmara, foi transformado no projeto de lei 2177/11, criada uma comissão especial que ouviu todos no Brasil que têm a ver com o assunto. Foram ouvidas 60 entidades. No meio do caminho, chegou-se à conclusão de que algumas coisas propostas não eram cobertas pela Constituição. Aí foi criada a PEC 190 (proposta de emenda constitucional). Em fevereiro de 2015 foi aprovada a PEC e criada a emenda constitucional número 85. Isso já está vigorando.


»Que leis serão modificadas com essa nova legislação?

»Ela altera nove leis atuais. Muda a Lei de Inovação, acrescentando 30 modificações; altera também o Estatuto do Estrangeiro, que permitirá a contratação de cientistas e técnicos e tecnólogos não só para universidades, mas para empresa também para pesquisa; a Lei do Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC); Lei da Contratação Temporária de Excepcional Interesse Público; a Lei das Fundações de Apoio; Lei de Importação de Bens e Insumos para Pesquisa; Lei de Isenção ou Redução do Imposto de Importação e Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante; Lei do Plano de Carreira do Magistério Superior e outras no próprio texto do novo projeto de lei.


»O que destaca de importante da PEC 85?

»Um dos pontos da PEC diz que só para ciência e tecnologia o poder público pode transpor verba de equipamento para custeio. Outra coisa. Na constituição só estava previsto apoio à ciência, educação e cultura. Não falava em tecnologia, inovação e extensão como função do Estado. Agora, parques tecnológicos e incubadoras podem receber apoio. Universidades e centros de tecnologia poderão ter filial no exterior. Após a sanção da presidente, os Estados farão suas leis para se adaptar à nacional. Pretendemos fazer logo a legislação de SC.


Na constituição só estava previsto apoio à ciência, educação e cultura. Não falava em tecnologia, inovação e extensão como função do Estado. Agora, parques tecnológicos e incubadoras podem receber apoio. Universidades e centros de tecnologia poderão ter filial no exterior.

»E na relação com as empresas o que muda?

»A Constituição agora diz que você pode dar apoio à pequena e média empresa. A relação público-privada fica clara. A lei também regulamenta o uso de equipamento público de universidade para pesquisas de empresas. O professor poderá fazer 416 horas de pesquisa. Um servidor público pode trabalhar no setor privado, sendo remunerado por uma bolsa, tecnólogos não só para universidades, mas para empresa também para pesquisa; a Lei do Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC); Lei da Contratação Temporária de Excepcional Interesse Público; a Lei das Fundações de Apoio; Lei de Importação de Bens e Insumos para Pesquisa; Lei de Isenção ou Redução do Imposto de Importação e Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante; Lei do Plano de Carreira do Magistério Superior e outras no próprio texto do novo projeto de lei.


»O que destaca de importante da PEC 85?

»Um dos pontos da PEC diz que só para ciência e tecnologia o poder público pode transpor verba de equipamento para custeio. Outra coisa. Na constituição só estava previsto apoio à ciência, educação e cultura. Não falava em tecnologia, inovação e extensão como função do Estado. Agora, parques tecnológicos e incubadoras podem receber apoio. Universidades e centros de tecnologia poderão ter filial no exterior. Após a sanção da presidente, os Estados farão suas leis para se adaptar à nacional. Pretendemos fazer logo a legislação de SC.


»E na relação com as empresas o que muda? A Constituição agora diz que você pode dar apoio à pequena e média empresa. A relação público-privada fica clara. A lei também regulamenta o uso de equipamento público de universidade para pesquisas de empresas. O professor poderá fazer 416 horas de pesquisa. Um servidor público pode trabalhar no setor privado, sendo remunerado por uma bolsa, num projeto definido, num prazo determinado.


»Como ficará o Brasil frente a outros países?

»Ficaremos muito parecidos com os EUA,Rússia e outros.


»Como estão os investimentos em pesquisa em SC e em outros Estados?

»As fundações estaduais definem um percentual sobre a recita. Algumas têm 1% da receita líquida, outros tem mais ou menos. Santa Catarina tem previsto 1% da receita líquida, que corresponderia, na prática, a R$ 140 milhões de investimentos por ano. Mas por contenção financeira, historicamente, desde a criação da Fapesc, há 10 anos, tem ficado 40% desse valor. O que a Fapesc faz é alavancar mais recursos seja do exterior, do governo federal ou de outras fontes do próprio Estado, como os fundos de Informática, de Fármacos e o Fundo Social. Isso se repete no Brasil inteiro. Se somar todos os recursos geridos pelas 26 fundações estaduais (só Roraima não tem essa instituição), chega-se a R$ 2,7 ou R$ 2,8 bilhões por ano. Só são Paulo investe R$ 1 bilhão, faz 50% da pesquisa brasileira porque têm instituições fortes e recursos para contrapartida. Em SC, nosso foco e destaque é o estímulo à inovação. Um dos exemplos daqui é o projeto Sinapse da Inovação.


»O Brasil é criticado por investir pouco em pesquisa e desenvolvimento (P&D) frente ao resto do mundo. Como estamos?

»Aqui, o percentual do PIB que o governo investe em P&D é 0,5%. Não é muito diferente do que destina a Coreia do Sul. A nova lei da inovação vai permitir que esse recurso seja melhor aplicado, mais rápido, mais efetivo. Não se perde muito tempo em burocracia. O mesmo dinheiro vai render o dobro, na minha opinião. Quem investe pouco aqui é o setor privado. Na Coreia e nos EUA, eles aplicam em P&D cerca de 1,5% do PIB. Na Alemanha, o investimento total é de 3% do PIB. No Brasil, considerando recursos privados e públicos, chega a 1,2% do PIB. A meta deste ano até 2020 seria chegar a 2%. Não sei se a gente vai chegar lá. Temos poucas empresas no Brasil líderes em tecnologia nos seus setores que precisam se manter no topo. Temos a Embraco e a WEG em SC, Embraer, Petrobras e Natura. Como é mais rentável investir lá fora, essas empresas investem lá fora em pesquisa o que poderiam fazer aqui. A relação com as universidades fica muito difícil. Pode ser que essa legislação estimule mais o setor privado a investir aqui e que fique mais rentável fazer pesquisa no Brasil em função da nova lei.»





Administração Pública e inovação