2016/03/31

Marina Schmidt: «Educação a distância vence barreiras»



Jornal do Comércio



«Foi com muita dedicação que o economista Marcelo Augusto Ferreira conquistou o diploma universitário em uma das mais renomadas instituições de ensino do País.

»Egresso da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com sede em Florianópolis, ele cursou os quatro anos e meio da graduação, na maior parte do tempo, de casa. Morador de Porto Alegre, Ferreira passou no vestibular da UFSC para modalidade de Educação a Distância (EaD), vinculada ao projeto federal Universidade Aberta do Brasil (UAB).

»Servidor público no Instituto Geral de Perícias do Estado, Ferreira vislumbrou na oportunidade a chance de melhorar sua posição na carreira. "Agora, posso me candidatar a vagas em concursos de nível superior", comenta. O diploma conquistado no semestre passado é idêntico ao de qualquer outro graduado em Economia pela UFSC. "São os mesmos professores. Inclusive muitas provas são iguais às do curso tradicional", acrescenta.

»A comodidade de estudar em casa não aliviou as pressões vivenciadas por qualquer universitário - em certo grau, os desafios foram até mais acentuados. Das matérias complexas, como econometria e monografia, foi necessário ter bastante disciplina. Nem todo mundo consegue se adequar às exigências do curso a distância. Entre 23 alunos da turma de Ferreira, apenas dois concluíram o curso dentro do prazo previsto (ele e mais um colega).

»Apesar da evasão significativa, o bacharel em Economia não distingui o esforço entre um curso presencial e a distância. Depois de cursar uma graduação tradicional de Letras por mais de três anos, ele define que o empenho entre os dois formatos não chega a ser tão distinto.

»"O aluno tem que buscar mais o conhecimento na graduação on-line, mas o espírito é o mesmo do curso em sala de aula", afirma. "Se o estudante presencial não quiser ser mediano, tem que ir além do básico. Na EaD, isso é um pouco mais intenso." Para enfrentar os desafios da modalidade de ensino, Ferreira usufruiu ao máximo as oportunidades que a instituição ofereceu, dos recursos de infraestrutura às orientações dos professores e tutores que fazem o intercâmbio entre discentes e docentes.

»"Já no primeiro semestre, temos uma disciplina sobre educação a distância, em que o professor orienta para fazermos um esquema semanal de estudos", explica. Ele elogia a metodologia da UFSC, que trabalha com atividades de conhecimento para fortalecer o aprendizado dos conteúdos repassados. "Se seguir com aplicação o cronograma, o graduando consegue aprender de uma forma muito interessante."

»Diferentemente das video-aulas, fóruns e atividades realizadas no ambiente virtual, as provas e apresentações dos seminários precisavam ser feitas pessoalmente. Por isso, praticamente todos os meses Ferreira se deslocava ao polo presencial da UFSC, na cidade de São Francisco de Paula.

»No mesmo prédio, outras universidades federais também disponibilizam estrutura para alunos de outros cursos. Todas integram o projeto UAB, que foi criado em 2006 para ampliar e democratizar o acesso ao Ensino Superior, tendo como uma das prerrogativas a criação de polos de ensino em cidades com pouca ou nenhuma oferta de cursos presenciais.


»Crise impacta avanços da UAB

»A criação da Universidade Aberta do Brasil (UAB) permitiu que moradores de cidades interioranas de todo o País realizassem o sonho de obter um diploma de graduação ou pós-graduação. Mas, completando 10 anos, o projeto começa a demonstrar que já não tem a mesma força.

»Uma demonstração de enfraquecimento, por exemplo, foi sinalizada pela UFSC, que, no início do segundo semestre do ano passado informou aos alunos de 16 cursos a distância que estava suspendendo as atividades realizadas pelo programa UAB por falta de repasses federais.

»"Estamos passando por um momento em que o cenário econômico impacta em vários segmentos", avalia a diretora administrativa da Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed), Rita Maria Lino Tarcia. "É uma questão estratégica de reorganização de verba do setor público na área da educação", endossa. Embora a UFSC tenha solucionado o impasse ainda no segundo semestre do ano passado, o cenário desafiador da economia e das finanças públicas continua nebuloso para a EAD no setor público. "O que eu sinto é que o projeto foi pensado de forma inovadora, mas que talvez não com uma visão de institucionalização efetiva", classifica Rita Maria. "Em muitos casos o núcleo da universidade aberta se tornou uma ilha nas instituições, e agora com o contingenciamento de verbas as ilhas maiores sobrevivem melhor e as menores sentem mais dificuldade."


Em muitos casos o núcleo da universidade aberta se tornou uma ilha nas instituições, e agora com o contingenciamento de verbas as ilhas maiores sobrevivem melhor e as menores sentem mais dificuldade.

»Perfil do aluno pode ser diferencial no mercado

»Mary Murashima, professora da FGV On-line, é uma entusiasta das novas ferramentas de educação e acompanha o desenvolvimento do setor há 15 anos. A Fundação Getulio Vargas (FGV) é uma das primeiras instituições a investir nesse segmento, que, salienta a professora, está em franca expansão e com um cenário cada vez mais promissor. "Por lei, qualquer certificado de educação a distância não pode ter diferenciação em relação aos do presencial", define ela, indicando que as formações não diferem em qualidade ou conteúdo, apenas na forma de obtenção do conhecimento. Isso faz toda a diferença, principalmente, para as gerações que cresceram interagindo com novas tecnologias, internet, redes sociais e o vasto mundo de conhecimento disponibilizado na rede internacional de computadores.

»"Hoje, no País, em função da legislação ou da mudança do perfil geracional, o curso a distância acaba sendo um diferencial para o próprio mercado de trabalho", sacramenta a professora. "Há um tempo, discutia-se entre trabalhar no escritório (first place) ou em casa (second place). Agora, as empresas estão preocupadas em verificar o quão competente o profissional é para atuar em qualquer lugar."

»Para que isso aconteça, é preciso, obviamente, saber usufruir dos mecanismos de comunicação disponíveis. "Alguém que não tenha habilidade para navegar e trabalhar com a web está fora desse perfil. Isso e várias outras características alavancam um tipo de competência que chamamos de virtual litrace, ou letramento virtual, em tradução livre." A competência da virtualidade é bastante favorecida nos cursos a distância.

»"O aluno que aprende em cursos on-line, que tem essa predisposição para estudar dentro de um ambiente virtual e de se relacionar com seus pares dentro desse mesmo círculo, tem uma vantagem em relação a quem não tem intimidade com esses processos." A FGV On-line oferece cursos de curta e média duração, MBA e cursos gratuitos, todos no formato a distância. Somente na opção gratuita, são mais de 1,2 milhão de alunos, mas a opção pelos de curta e média distância e para o MBA tem aumentado, passando de 10.320 matriculados para 12.352, e de 868 para 1.179, respectivamente, de 2014 para 2015.

»"A informação está a sua disposição: você tem de tudo na rede, mas tem que saber separar o joio do trigo, saber onde buscar informação, relacionar e transforma dados em informações, em processos de conhecimento", pontua. Para quem está cursando uma formação a distância, essas são prerrogativas fundamentais. "O aluno que está acostumado a trabalhar com mecanismos de estudo, avaliação e interação on-line está mais apto a utilizar isso no seu dia a dia de trabalho também."

»Esses cursos hoje respondem à realidade do perfil dos novos estudantes. "O aluno da geração Y, que é o nosso público da especialização ou MBA, cresceu com mecanismos digitais - não é um estudante analógico, mas digital: cresceu sabendo usar a internet, redes sociais, dispositivos mobile." Segundo a professora, oferecer um curso em uma plataforma que não contemple essa característica é impensável hoje em dia.

»"Esse aluno quer mais do que ficar sentado em uma sala de aula ouvindo, sem parar, um professor na sua frente. Ele está acostumado a fazer isso. Está acostumado a utilizar jogos on-line, as redes como mecanismos de comunicação, está dentro de uma realidade virtual, e isso não tem volta. É disso para mais."

»Mary classifica como o maior desafio das instituições de ensino acompanhar o desenvolvimento cada vez mais veloz da tecnologia. "As próximas gerações vão lidar cada vez mais facilmente com tecnologia. Se a gente não insere tecnologia nos processos educacionais, a grande questão é como atenderemos as novas necessidades geradas por alunos com esse novo perfil?", questiona.


»Instituições particulares crescem com aposta na modalidade

»Dos mais de um milhão de alunos matriculados em instituições da rede Kroton Educacional, um dos maiores grupos do segmento no Brasil, quase 600 mil são dos cursos na modalidade a distância. O percentual expressivo de optantes pelos cursos oferecidos on-line é reflexo de um movimento que já considerado sem volta.

»"Se pegarmos os últimos 10 anos, as taxas de crescimento do EaD são maiores do que as do ensino presencial", sinaliza o vice-presidente de Graduação EaD e Polos da Kroton, Roberto Valério. "Entre 2003 a 2014, a taxa de crescimento anual da EaD é de cerca de 35%, enquanto a do ensino presencial é de mais ou menos 25%", acrescenta. O que sustenta a média de crescimento da modalidade é a credibilidade cada vez maior.

»Com a disseminação da metodologia do EaD o preconceito contra esse segmento, que era mais evidente até cerca de cinco anos, vem sendo derrubado, fortalecendo cada vez mais negócios na área. "Boa parte dos alunos do EaD tem notas no Enade maior do que o do presencial", comprova Valério, demonstrando que o conhecimento não perde em qualidade. Ele cita que "a infraestrutura está se desenvolvendo, mais pessoas conseguem ter uma boa experiência de estudo". Além disso, a instalação de polos de apoio em diversas regiões em que há pouca ou nenhuma oferta em cursos presenciais amplia a atratividade do modelo de educação.

»Outro grupo educacional que cresce com foco na modalidade EaD é a Estácio Participações. Na divulgação de resultados de 2015, a rede, que tem mais de 500 mil alunos (mais de 133 mil só no EaD), demonstrou, novamente, que a satisfação dos estudantes on-line é maior do que a dos que estão matriculados em cursos presenciais. Desde 2013, o grupo de discentes revela maior satisfação com a modalidade a distância: em 2013, o nível era de 72%, passou para 77% em 2014 e chegou a 79% no ano passado. Os cursos presenciais, no mesmo período, obtiveram satisfação de 68%, 73% e 75%. Um dos focos de médio prazo do grupo Estácio, com planos para 2020, é investir em inovação, com o desenvolvimento de produtos híbridos e novas ferramentas.

»Um dos desafios que as instituições terão que enfrentar até lá é reduzir o número de evasões. Os cursos a distância ainda têm uma margem de formandos menor do que a dos cursos presenciais. Valério credita o fenômeno ao desafio que os próprios alunos enfrentam na construção de um modelo de autoconhecimento.

»A ausência de um grupo, por exemplo, tem grande interferência nesse sentido. "Quando se está em grupo, há incentivo, e isso leva ao avanço no curso." Por isso, o estudante precisa saber estudar sozinho e se automotivar. Já os cursos têm que convergir para um modelo que promova cada vez mais a interação. De acordo com o Censo EaD 2014, realizado pela Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed), para maioria das instituições que participaram do levantamento, o maior obstáculo enfrentado foi a evasão, cuja taxa média em 2014 foi de até 25% nas diferentes modalidades EaD. A falta de tempo para estudar ou participar do curso é apontada como principal motivo para as desistências.»





Uma inovação

2016/03/30

Marília Fredini, Solange Eiko e Rodrigo Arnaut: «SXSW 2016: Confira os vencedores do prêmio de Inovação»



IDG Now. Artigo produzido pelos colaboradores da Associação Era Transmídia.



«É uma seleção heterogênea de produtos, protótipos e soluções que apontaram mais do que tendências. São soluções para realidades múltiplas, mostrando a força da colaboração e transparência de informação para o futuro da sociedade.

»O prêmio de Inovação do SXSW Interactive apresentou nesta terça-feira (15/3) os vencedores da sua 19a. Edição. Como de costume, um misto de festa e cerimônia tomou conta do Hilton Austin que, além das empresas finalistas e convidados, teve em seu palco o homenageado do Hall of Fame do SXSW, Baratunde Thurston. O prêmio pode ser encarado como uma seleção heterogênea de produtos, protótipos e soluções que apontaram mais do que tendências. São soluções para realidades múltiplas, mostrando a força da colaboração e transparência de informação para o futuro da sociedade em diversas áreas.

»Pela primeira vez desde 1994, os cinco finalistas em cada categoria puderam apresentar seus produtos e protótipos para o público geral da feira. O SXSW Innovation Awards Finalist Showcase aconteceu um dia antes da cerimônia de premiação e foi uma incrível oportunidade para experimentar as principais tendências do mundo conectado.

»Fundamentado no tripé Inovação, Inspiração e Criatividade o SXSW Interactive apresentou produtos em 13 categorias nas áreas de Saúde e Biotecnologia, Inovação em Conectar Pessoas, Inovação 3-DIY, Música e Áudio, Nova Economia, Privacidade e Segurança, Design Responsivo, Sci-fi nunca mais, Inovação Estudantil, Wearables, Experiências de Mídias Visuais e Realidade Virtual e Aumentada.

»Após conferir os finalistas no Showcase, o público da feira pôde também escolher seus preferidos para a categoria People’s Choice Awards.

»Dos 13 ganhadores, 9 são americanos, mostrando a liderança do país em inovação e disrupção tecnológica ainda que cada vez mais atores internacionais tenham entrado em campo nos últimos anos, inclusive o Brasil. É interessante ressaltar que algumas dessas inovações são provenientes de crowdfunding como o Peeple e a Lily Camera.


»HEALTH, MED & BIOTECH

»Premia as novas tecnologias que promovem maior qualidade, eficiência e redução de custos na prevenção, diagnóstico, tratamento e cuidados em saúde e medicina.

»A plataforma é voltada para cientistas e pesquisadores do campo da genética.

»Através de serviços na nuvem, banco de dados e ferramentas de compartilhamento entre colegas, é uma ferramenta que pode alavancar os estudos em genética, principalmente entre estudantes e universidades de países com menos recursos, já que o serviço é 100% gratuito para a academia.


»INNOVATION IN CONNECTING PEOPLE

»Premia a melhor maneira de se conectar e comunicar.

»Depois de ganhar o SXSW 2015 com “Project Daniel” na categoria Innovative 3-DIY, o Not Impossible Now ganhou em 2016 com o projeto “Don’s Voice”. Depois de 25 se comunicando através do olhar e uma tabela com letras e números que sua esposa Lorraine segurava em frente a ele, o fazendeiro Don pode “falar” novamente, ganhando independência. A ferramenta desenvolvida pelo Not Impossible Now Labs conta com eye-tracking, um banco de palavras e auto-falantes. Hoje, Don consegue produzir duas palavras e meia por minuto. Com 3 ou 4 palavras por minuto, ele conseguirá estabelecer um diálogo real e funcional com as pessoas ao seu redor.


»INNOVATIVE 3-DIY

»Premia aqueles que tornam a tecnologia de impressão 3D mais acessível ou que usam a tecnologia de maneira inovadora.

»Baseados na cultura do Open Source, que começou muito atrelada ao desenvolvimento de Software, o pessoal do Wevolver criou uma plataforma colaborativa de Open Hardware. A ideia é “encorajar a inovação através da colaboração. E empoderar as pessoas a resolver problemas sociais e ambientais que não são atendidos pelos governos e empresas”.


»MUSIC & AUDIO INNOVATION

»Premia o melhor dispositivo ou serviço que melhora a experiência de ouvir música e áudios.

»O sistema inovador é composto por um par de fones de ouvido conectado a um aplicativo para smartphone. A proposta é que o usuário possa personalizar tudo o que ele ouve, inclusive o som ambiente. Lançado experimentalmente no Festival Coachella 2016 e oferecia pré definições de áudio diferentes para cada palco e outras experiência personalizadas. Para os amantes de música, já é claramente um dispositivo incrível. Agora, os desdobramentos dessa tecnologia podem ser ainda mais fantásticos.


»NEW ECONOMY

»Premia aqueles que redefinem a troca de bens e serviços, da economia compartilhada à moedas virtuais, micro-finanças, sistemas de pagamento móveis, entre outros.

»O primeiro aplicativo contra a fome é uma iniciativa do Programa da ONU para Alimentação Global (World Food Programme). Com apenas um toque, o usuário pode doar U$0.50. Já são quase 5 milhões de refeições que ajudaram mulheres e crianças na Síria e em outros países em situações de emergência. A iniciativa facilita a doação e ainda informa como o dinheiro está sendo aplicado e quantas refeições foram oferecidas. Inovação de processo aliada à transparência de informação.


»PRIVACY & SECURITY

»Premia o desenvolvimento mais progressista na maneira como abordamos segurança de informação e privacidade.

»Quando se fala em “internet das coisas” dificilmente se pensa em uma porta, mas é isso o que o Peeple propõe, ser o seu “olho-mágico” inteligente: uma câmera integrada a um aplicativo e dados na nuvem registra e informa tudo - e todos - que passam em frente a sua porta.


»RESPONSIVE DESIGN

»Premia a excelência em design digital, criando a melhor integração e interação entre conteúdo, estética e funcionalidade.

»Breakthrough by Neo-Pangea | West Reading, PA O site do National Geographic Channel traz conteúdo interativo relacionado ao programa de mesmo nome. A experiência simula um ambiente 360 graus imersivo, como se fosse uma cápsula do tempo ou portal de conhecimento futurístico em que o usuário pode entrar em contato com diversos conteúdos em vídeo relativos a temas como Pandemias, Super Humanos, Apocalipse de água etc. A aplicação talvez funcione de maneira mais fluida em um tablet do que no desktop.


Dos 13 ganhadores, 9 são americanos, mostrando a liderança do país em inovação e disrupção tecnológica ainda que cada vez mais atores internacionais tenham entrado em campo nos últimos anos, inclusive o Brasil.

»SCIFI NO LONGER

»Premia o avanço científico mais legal ou descoberta que antes de 2015 seria possível apenas na ficção científica.

»O sonho de todo produtor de vídeo, atleta de alta performance e youtubers de plantão. A câmera voadora que fica “atrelada” ao seu assunto através de um dispositivo wi-fi e acompanha - gravando, claro - percursos e aventuras. Realmente parece coisa de ficção científica e tem até quem questione a viabilidade e credibilidade do invento, que está com pré-venda aberta mas ainda não tem previsão de entrega. Teremos que esperar para ver.


»SMART CITIES

»Awarded for innovations in eco-friendly or sustainable energy, transportation, and IoT technology, making life in the connected world a smarter, cleaner, greener, and more efficient Internet of Everything.

»Depois de viver um ano em um depósito de lixo, como parte de um experimento de habitação sustentável e também auto conhecimento, o professor Jeff Wilson da Universidade de Austin começou a pensar em como transformar essa experiência em algo escalável. Assim, criou a KASITA, cuja proposta é criar casas minimalistas para resolver o problema de habitação urbana, com relação à espaço, mas principalmente à custos de acesso à moradia. Para os moradores de Austin, já será possível ter uma KASITA até o final do ano.


»STUDENT INNOVATION

»Premia estudantes com projetos excepcionais em inovação tecnológica ou startup.

»Partindo de três conceitos fundamentais sobre o mundo vegetal: mobilidade inanimada, mutualidade simbiótica e sustentabilidade, essa tese de mestrado em Design criou micro robôs magnéticos que podem ser transportados pelo ambiente e coletar informações climáticas. O conceito é interessante e pode ser aplicado, na prática, para o mapeamento de micro-climas em ambientes e situações que não contem com a presença humana, como por exemplo correntes marítimas.


»VISUAL MEDIA EXPERIENCE

»Premia a criação e entrega de conteúdo que vão além da audiência passiva ao promover o engajamento em experiências de entretenimento.

»Um filme interativo fundamentado na grande massa de dados da Segunda Guerra Mundial, recontando em gráficos e imagens a trajetória sangrenta dos militares e civis durante os anos 1939-1945. A análise e exploração de dados é uma forma objetiva de entender eventos e histórias e vem sendo cada vez mais utilizada, principalmente no Jornalismo. A abordagem é interessante uma vez que, como o próprio filme diz no início, a maioria das pessoas que viveram a História já morreram. Mesmo baseado em dados “frios”, não deixa de ser uma obra extremamente sensível.


»VR & AR

»Premia inovações em realidade virtual e aumentada, incluindo aplicações de novos hardware ou software que realmente transformam o virtual em realidade.

»Produtores de vídeo estão testando Realidade Virtual e 360 graus há algum tempo, mas sempre dependem dos recursos de pós-produção para verificar o material que foi captado, o que acaba prolongando o processo de produção. O Mill Stitch é um recurso criado justamente para possibilitar que esse tipo de vídeo seja visualizado em tempo real dentro do set de filmagem. Para quem ainda tinha dúvidas se o futuro do cinema era a Realidade Virtual e os vídeos em 360 graus, temos mais um ponto a favor da tecnologia.


»WEARABLE TECH

»Premia novos hardware que revolucionam a conveniência, conforto, funcionalidade, eficiência e a estética de ter um dispositivo atrelado ao corpo.

»Os wearables vêm ganhando espaço no cotidiano mas normalmente carecem de real utilidade (como no caso do finado Google Glass) para as pessoas. A Quell criou um dispositivo que pode ser acoplado a diversas partes do corpo e auxiliar no tratamento de doenças crônicas, alívio de dor e sonoterapia. Controlado por um aplicativo de smartphone, o produto já está no mercado e é certificado pela Associação Americana de Ortopedia.


»Seguem abaixo os demais prêmios honorários:


»INTERACTIVE HALL OF FAME

»Baratunde Thurston


»DAVID CARR PRIZE FOR EMERGING WRITERS

»Jaime Boust


»MEME OF THE YEAR

»Dance Like Drake


»BEST OF SHOW

»Here Active Listening System by Doppler Labs | San Francisco, CA


»BREAKOUT TREND OF THE EVENT

»Civic Engagement


»SPEAKER OF THE EVENT

»Brené Brown, Author of Rising Strong, Daring Greatly and The Gifts of Imperfection, Founder and CEO, COURAGEworks


»PEOPLE’S CHOICE AWARD

»GetTheMayor.com by GetTheMayor.com | Heidelberg Baden-Württemberg.»





Um inovador

2016/03/29

«Ministério da Saúde seleciona boas experiências de combate ao Aedes aegypti»



Portal Brasil, com informações do Ministério da Saúde



«Serão premiadas as melhores iniciativas desenvolvidas por profissionais de saúde, prefeituras e pela sociedade civil; inscrições vão até 3 de abril

»O Brasil está mobilizado para o combate ao Aedes aegypti.

»Diferentes ações são desenvolvidas diariamente para envolver toda a população no controle do mosquito, que transmite a dengue, a chikungunya, além do zika vírus, relacionado ao aumento de casos de microcefalia.

»O Ministério da Saúde quer reunir e divulgar essas experiências para que possam ser replicadas em todo o País.

»Para isso, lançou uma chamada para premiar as melhores iniciativas desenvolvidas por profissionais de saúde, prefeituras e pela sociedade civil. As inscrições podem ser feitas até 3 de abril, no portal da Comunidade de Práticas

»O Ministério da Saúde espera dar visibilidade às iniciativas, com a promoção da troca de experiências com base no uso dos protocolos e outros documentos de apoio, sejam de dificuldades ou de soluções, e o fortalecimento da educação permanente em saúde. São três categorias, seguindo os eixos de trabalho do Plano Nacional de Enfrentamento ao Aedes aegypti e à Microcefalia: Mobilização e Combate ao Vetor; Cuidado (vigilância e atenção à saúde); e Desenvolvimento Tecnológico, Educação e Pesquisa.

São três categorias, seguindo os eixos de trabalho do Plano Nacional de Enfrentamento ao Aedes aegypti e à Microcefalia: Mobilização e Combate ao Vetor; Cuidado (vigilância e atenção à saúde); e Desenvolvimento Tecnológico, Educação e Pesquisa.

»“O governo federal e seus diversos parceiros têm apresentado esforços para envolver toda a população brasileira no combate ao Aedes aegypti. Queremos valorizar as iniciativas de profissionais de saúde, servidores públicos e sociedade civil desenvolvidas em todo o território nacional”, explica o diretor de Gestão da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Alexandre Medeiros.

»A premiação está aberta a estudantes, trabalhadores, docentes, gestores e usuários do SUS do âmbito local, municipal, regional, Estadual ou nacional, bem como pessoas ligadas a instituições e sociedade civil que desenvolvem experiências relacionadas ao combate ao Aedes aegypti, assim como o manejo das doenças causadas pelo vetor.

»Serão selecionados oito relatos, que terão divulgação completa em mídias da Comunidade de Práticas e de parceiros. Os três melhores terão a oportunidade de mostrar sua experiência pessoalmente, por meio de visita técnica ao Ministério da Saúde, em Brasília (DF), com custeio de passagens aéreas e diárias.


»Plataforma

»A Comunidade de Práticas é uma rede social para troca de experiências e informações sobre saúde. Criada em 2012, a plataforma colaborativa possui cerca de 50 mil pessoas inscritas, entre gestores e trabalhadores do SUS.

»A rede busca fortalecer e qualificar as ações e serviços de saúde, com o compartilhamento de conhecimento e de práticas em um ambiente virtual aberto, democrático e participativo. O participante pode interagir por meio de comunidades temáticas, além de ter acesso aos cursos gratuitos on-line como estratégia de educação permanente e de inovação pedagógica na educação.

»Ao dividir uma vivência, o participante dessa rede pode inspirar outros trabalhadores, seja seu relato reflexo de um enfrentamento com resultados positivos ou não. Afinal, dificuldades e grandes desafios também revelam, de forma importante, outros caminhos e alternativas a serem seguidos.»





Administração Pública e inovação

2016/03/28

Newsletter L&I, n.º 97 (2016-03-28)



n.º 97 (2016-03-28)


Administração Pública e inovação | Administración Pública e innovación |
Administration Publique et innovation | Public Administration and innovation

Um inovador | Un innovador | Un innovateur | An innovator

Uma inovação | Una innovación | Une innovation | An innovation

A execução da inovaçao | La ejecución de la innovación | L’exécution de l’innovation |
The innovation execution



Index


Liderar Inovando (BR)

«Seminário Tecnologia Tropical ITEP: Inocrowd Crowdsourcing de Inovação Aberta, um ponto de ruptura no modelo de inovação Brasileiro» ( ► )
«Agora você pode resolver problemas do mundo sem sair de casa. Entenda» ( ► )
«Feira capacita artesãos para Jogos Olímpicos no Rio» ( ► )
«Centro de inovação aberta da Unicamp completa um ano» ( ► )

Liderar Inovando (PT)

Sandra Salvado, Pedro A. Pina: «Inovação aberta à comunidade resolve problemas da NASA» ( ► )
António Bob Santos: «A dualização do tecido produtivo» ( ► )
Duarte Neiva Ferreira: «Marcelo inaugura um novo ciclo de
'Presidência Aberta'» ( ► )
«ICT2015: Inovação aberta, Ciência aberta e abertura ao mundo são as 3 prioridades do comissário Carlos Moedas» ( ► )

Liderar Innovando (ES)

«Presentan en la Universidad Autónoma de Aguascalientes modelo de innovación abierta asistida por computadora (UAA)» ( ► )
Jorge Medina: «Beneficios de la innovación abierta en las empresas» ( ► )
«Puertollano: Repsol apuesta por la innovación abierta para dar respuesta a los grandes retos de la energía» ( ► )
«Hasta 40.000 euros para proyectos que innoven en educación y economía. Cotec lanza su 'Programa de Innovación Abierta'» ( ► )

Mener avec Innovation (FR)

Hélène Quaniaux: «La Poste met le paquet sur l’open innovation avec 3 initiatives autour du partage de ses données» ( ► )
«Naturex: prépare l’avenir du marché des ingrédients» ( ► )
«La Banque Populaire Occitane lance un projet d'open innovation
avec la Mêlée» ( ► )
«Forum Crans Montan: La relation TIC-éducation débattue à Dakhla» ( ► )

Leadership and Innovation (EN)

«Namibia: Open Data Portal a Technical Enabler for Innovation and Growth» ( ► )
Steven Max Patterson: «Facebook’s Open Compute Project helps competitors build hyperscale data centers together» ( ► )
«Equate backs open innovation» ( ► )
«A National Open Innovation Strategy for Austria» ( ► )

Licencia Creative Commons Licencia Creative Commons
Atribución-NoComercial 4.0 Internacional








2016/03/25

«Seminário Tecnologia Tropical ITEP: Inocrowd Crowdsourcing de Inovação Aberta, um ponto de ruptura no modelo de inovação Brasileiro»



EXAME.com. «Este conteúdo de divulgação comercial é fornecido pela empresa Dino e não é de responsabilidade de EXAME.com»



«Em 29/02/2016 aconteceu na Sede do ITEP - Instituto de Tecnologia do Estado de Pernambuco, em Recife, o primeiro debate deste ano do Seminário Tecnologia Tropical com o tema: INOCROWD - Crowdsourcing de Inovação Aberta para a Competitividade Empresarial. Segundo o PhD, Dr. José Geraldo Eugênio de França, Presidente do ITEP: "A ideia desenvolvida pela Inocrowd® merece atenção especial. Ela torna o ambiente de inovação competitivo, como deve ser, ágil e reduz o custo das soluções tecnológicas e o tempo de implementação das respostas.".

»O momento é simbólico na medida em que inaugura publicamente a presença no Brasil da INOCROWD®.

»A INOCROWD® é uma plataforma tecnológica de inovação aberta que tem como objetivo trazer a pesquisa científica de ponta, desenvolvida pelas mais conceituada universidades e centros de investigação científica do planeta para contribuir com soluções inovadoras no universo Empresarial Brasileiro.

»Sem dúvidas que a presença da inocrowd® no Brasil dará um salto de qualidade na prestação dos serviços de inovação, tornando o ambiente mais competitivo, com significativos ganhos para todos os segmentos empresariais.

»Com mais de 10.000 pesquisadores cadastrados e potencial de acesso a 350 milhões de potenciais solvers por meio de parceria com o Linkedin, são parceiros da Inocrowd® as seguintes universidades:

»Nos Estados Unidos: M.I.T. -Massachusetts Institute of Technology; Stanford University; Harvard University; University of California Berkeley; e University of Pensnsylvania. Na Europa; University of Cambridge (Inglaterra); University of Oxford (Inglaterra); Swiss Federal Institute of Technology ETH (Suíça); Universidad de Navarra (Espanha); e Lomonosov Moscow State University (Rússia), além de todas as Universidades de Portugal.

»Na Asia: Peking University (China); Shangai Jiao Tang University (China) TSinghua University (China); Fudan University (China); e Indian Institute of Technology Bombay (India).

»Em Israel relaciona-se a Wiezmann University, um dos grande centros de difusão tecnológica do planeta.

»O Crowdsourcing consolidou definitivamente como principal ferramenta da inovação, tanto é o fato que a NASA investiu US$ 20.000.000,00 (Vinte milhões de dólares) em contratos de crowdsourcing para a missão Marte. Para detalhes, por favor, visite o site da NASA .

O Crowdsourcing consolidou definitivamente como principal ferramenta da inovação, tanto é o fato que a NASA investiu US$ 20.000.000,00 (Vinte milhões de dólares) em contratos de crowdsourcing para a missão Marte.

»A INOCROWD® firmou termo de parceria com a NASA para a propositura de desafios de inovação aberta no PROJETO MARTE, entre outros projetos.

»Além disto, A ESA - European Space Agency, também formalizou parcerias com a Inocrowd® tanto como Seeker (Empresa que busca soluções) como Solver (Prestadora de serviços de inovação aberta).

»Principais vantagens do modelo de inovação aberta desenvolvido pela Inocrowd® são:

»- Incrementar a velocidade de acesso a mercados.

»- Redução do risco da inovação.

»- Menor risco para estimar o que o mercado deseja.

»- Inovação comunitária integrada: Deixar o mercado / comunidade dizerem o que querem e que a inovação pode vir de qualquer lugar e de qualquer pessoa.

»- Algumas das melhores ideias e soluções podem vir de fora de sua organização.

»- Redução dos custos operacionais com sua P&D Pesquisa e desenvolvimento.

»- Complementar a sua P&D – Pesquisa e desenvolvimento.

»- Acessar a comunidade de P&D virtual.

»- Criar defensores da sua marca fora de sua comunidade.

»- Compartilhar sua PI – Propriedade intelectual pode criar uma formidável barreira à entrada.

»A Inocrowd® possui taxa de sucesso de 95% em encontrar novas soluções para a inovação e tempo de resposta de 60 dias. Sem dúvidas que é um modelo de inovação extremamente eficiente.

»As principais vantagens que a plataforma de inovação aberta da inocrowd® pode trazer para a sua organização são ganhos de tempo, eficiência, segurança e qualidade.

»Então, qual o problema para o qual a sua empresa ainda não encontrou uma solução?

»Para mais informações por favor visite o site da Inocrowd® ou Contate-nos.

»Website: http://www.inocrowd.com





A execução da inovaçao

2016/03/24

«Agora você pode resolver problemas do mundo sem sair de casa. Entenda»



IT Forum 365



«Plataforma Solverboard propõe que empresas listem seus desafios e usuários proponham respostas para eles Você tem a resposta para os grandes desafios da vida, mas nunca encontrou o lugar certo para aplicar seus talentos? O Solverboard quer ajudá-lo nessa missão.

»A empresa, que afirma ser a maior plataforma de inovação aberta do mundo, entrou em funcionamento em versão beta em dezembro de 2015 e está oferecendo a qualquer pessoa a oportunidade de resolver desafios de negócios da vida real, em troca de dinheiro.

»O Solverboard visa ajudar empresas a resolver os desafios mais complexos de inovação usando como base uma comunidade global.

»Cada empresa define um desafio, limite de tempo e recompensa pela localização da solução. Enquanto isso, indivíduos podem postar uma solução e o vencedor, em seguida, recebe um valor por sua ideia. Companhias também podem oferecer uma quantidade menor de dinheiro por uma solução parcial.

»Se você tem ideias e tempo, esse pode ser um trabalho para você. Mas se você está preocupado que a criatividade está rumo à comoditização, talvez prefira trabalhar em um portfólio próprio de soluções.»





Uma inovação

2016/03/23

«Feira capacita artesãos para Jogos Olímpicos no Rio»



Alana Gandra. Agência Brasil



«Com o tema Jogos Olímpicos 2016, foi aberta hoje (16), no Centro de Convenções SulAmérica, no centro do Rio de Janeiro, a 10ª Rio Artes Manuais, considerada a maior feira de capacitação em artesanato do estado. Segundo o coordenador-geral do evento, Roberto Santos, as peças produzidas pelos artesãos serão comercializadas nas feiras de bairros e instituições itinerantes que ocorrem em todo o estado.

»Na feira, serão trabalhadas técnicas voltadas para os Jogos. “O artesão aproveita agora para aprender a fazer, e já produzir, para quando a Olimpíada começar ele estar com peça suficientes para oferecer aos turistas. O Rio de Janeiro vai receber uma enxurrada de turistas nacionais e internacionais”, disse o coordenador-geral do evento, Roberto Santos.

»Durante a feira, que se estende até o próximo dia 20, o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial do Rio de Janeiro (Senac-RJ) vai oferecer cerca de 70 oficinas gratuitas de diferentes técnicas de artesanato na área da moda. Santos disse que as aulas estão abertas, não só para artesãos como para qualquer pessoa que queira fazer artesanato, seja por hobby, terapia ou para geração de renda. “A Rio Artes Manuais é, realmente, a universidade para se aprender”.

»As inscrições são feitas no local, onde o Senac-RJ mantém duas salas com capacidade para 12 pessoas por aula, com instrutores que ensinam a fazer artigos variados relacionados à moda, como tiaras, nécessaires, bolsas, bijuterias, em aulas com duas a três horas de duração. No local, os interessados têm ainda a oportunidade de conhecer os cursos oferecidos pelo Senac na área da moda, como vitrinista, produção de moda, estamparia têxtil, costura, desenho de joias, ourivesaria, entre outros.

»O coordenador-geral destacou que as oficinas de moda do Senac-RJ são uma inovação na Rio Artes Manuais, “porque nós estamos trazendo o mercado da moda para dentro do artesanato e levando o artesanato para dentro do segmento da moda. São dois segmentos distintos, mas que vão confluindo na produção de peças e trabalhos”.

»Outra novidade na edição deste ano da feira é a presença de técnicos da empresa Facebook do Vale do Silício dos Estados Unidos, onde especialistas em 'marketing' digital fazem [...] sessões de treinamento gratuito para visitantes.

Outra novidade na edição deste ano da feira é a presença de técnicos da empresa Facebook do Vale do Silício dos Estados Unidos, onde especialistas em 'marketing' digital fazem, hoje e amanhã [...], sessões de treinamento gratuito para visitantes.

»São nove palestras por dia, abordando a criação de páginas na internet, conteúdo criativo e anúncios. É dado também atendimento individual aos artesãos.

»“O estande deles está lotado de gente, porque eles estão ensinando às pessoas como utilizar as redes sociais no sentido de captar recursos, vender produtos. Tudo que se faz numa rede social está ensinando aqui”, disse Santos.

»A diretora de Empreendedorismo do Facebook para a América Latina, Camila Fusco, disse à Agência Brasil que o objetivo é mostrar aos artesãos e visitantes como é possível usar essa plataforma, com mais de 95 milhões de pessoas no Brasil, como vitrine virtual para dar maior visibilidade a seus produtos. A ideia é mostrar para essas pessoas, que “já trabalham com produtos que são atrativos visualmente, o que dá para fazer usando a tecnologia. Boa parte das pessoas que vão à feira já usam a rede como pessoa física. A gente mostra o que pode ser feito dentro da rede para dar visibilidade à sua produção, como profissional”.

»Santos informou que, no caso das artes manuais, os consultores dão dicas de como trabalhar o conteúdo voltado para atrair compradores potenciais.

»“Como pensar em um vídeo, em uma foto, em um texto que chame a atenção desse comprador”, disse. Na sua opinião, há curiosidade por parte do empreendedor em relação à possibilidade de anunciar seus produtos no Facebook. Muitos acham que fazer anúncios é caro.

»Camila disse que durante o treinamento, a equipe mostra que o artesão consegue criar anúncios na rede a partir de R$ 1 por dia. Evento integrante do calendário oficial da cidade do Rio de Janeiro, a Rio Artes Manuais oferece até domingo [...] mais de 200 técnicas de artesanato e mais de 26 mil vagas para aulas.»





Um inovador

2016/03/22

«Centro de inovação aberta da Unicamp completa um ano»



Karina Toledo. Agência FAPESP. RedeNotícia



«Responsáveis por regular processos importantes do organismo, como divisão, proliferação e diferenciação celular, as enzimas quinases são consideradas alvos prioritários para o desenvolvimento de fármacos. No entanto, estima-se que apenas 40 das cerca de 500 proteínas desse tipo identificadas no genoma humano já tenham sido bem estudadas.

»Atualmente, há 31 compostos capazes de inibir a ação de enzimas quinases aprovados pela Food and Drug Administration (FDA) – a agência regulamentadora de alimentos e remédios dos Estados Unidos –, sendo 27 para o tratamento de câncer, um para síndrome mielodisplásica, um para artrite reumatoide e um para fibrose pulmonar idiopática.

»Na avaliação de especialistas, há ainda muitos alvos terapêuticos potenciais a serem explorados e, com a missão de fazer avançar o conhecimento na área em um modelo de inovação aberta, foi inaugurado há cerca de um ano o Centro de Biologia Química de Proteínas Quinases, da Universidade Estadual de Campinas (SGCUnicamp).

»Apoiado pela FAPESP por meio do Programa Parceria para Inovação Tecnológica (PITE), o centro integra o Structural Genomics Consortium (SGC), uma parceria público-privada que reúne cientistas de universidades, indústrias farmacêuticas e entidades sem fins lucrativos de apoio à pesquisa.

»O SGC também conta com centros em Oxford (Inglaterra), Toronto (Canadá) e, mais recentemente, abriu unidades na Carolina do Norte (Estados Unidos), Estocolmo (Suécia) e Frankfurt (Alemanha). Todas as equipes que integram o consórcio estiveram reunidas pela primeira vez no Brasil, no dia 7 de março, para participar do workshop New Horizons in Medicinal Chemistry of Protein Kinases (Novos Horizontes em Química Medicinal de Proteínas Quinases). O encontro reuniu pesquisadores já vinculados ao SGC e também potenciais colaboradores para a apresentação de estudos voltados a desvendar a estrutura cristalográfica e desenvolver inibidores para um grupo de 27 proteínas quinases humanas sobre as quais muito pouco se conhece.

»“Os centros de Oxford, Frankfurt e da Carolina do Norte trabalham em parceria com a Unicamp. O objetivo é desenvolver, dentro de cinco anos, sondas químicas para 27 quinases. Certamente, até o fim do próximo ano estaremos vendo os primeiros resultados práticos desse trabalho, ou seja, a descoberta de como essas quinases participam de mecanismos causadores de doenças”, afirmou Aled Edwards, fundador e presidente do consórcio.

»Sonda química é uma pequena molécula capaz de se ligar de maneira específica a uma enzima-alvo e inibir o seu funcionamento. Ao fazer isso em culturas celulares ou modelos animais, os pesquisadores podem descobrir quais são os processos regulados pela quinase nas células e entender como isso está relacionado com o surgimento de doenças.

»Segundos dados do SGC, o desenvolvimento de uma sonda química pode levar entre 18 meses e 2 anos e custar somas muitas vezes proibitivas para o meio acadêmico. Para a indústria farmacêutica, por outro lado, investir no estudo de quinases sobre as quais nada se sabe – sem nenhuma garantia de que a pesquisa poderá resultar em algo lucrativo – representaria um risco grande. Por isso surgiu a ideia de unir esforços em um modelo de inovação aberta, no qual todos os resultados de pesquisas ficam disponíveis à comunidade científica mundial, sem o obstáculo imposto por patentes ou qualquer outro acordo de propriedade intelectual.

Surgiu a ideia de unir esforços em um modelo de inovação aberta, no qual todos os resultados de pesquisas ficam disponíveis à comunidade científica mundial, sem o obstáculo imposto por patentes ou qualquer outro acordo de propriedade intelectual.

»As farmacêuticas parceiras do SGC, entre elas GlaxoSmithKline (GSK), Novartis, Pfizer e Bayer, se comprometeram a disponibilizar algumas sondas químicas já existentes em sua biblioteca de compostos e ajudar no desenvolvimento de pelo menos 15 novas moléculas voltadas a investigar o funcionamento de quinases ainda pouco conhecidas pela ciência.

»A empreitada deve contar em breve com um novo parceiro 100% nacional: o laboratório Aché, conforme anunciado durante o workshop realizado na última segunda-feira.

»“Neste primeiro ano de funcionamento do centro da Unicamp conseguimos equipar o laboratório, contratar os pesquisadores e começamos a colher os primeiros resultados. O mais importante é que estamos começando a formar uma rede de colaboradores aqui no Brasil, incluindo o laboratório Aché. Eles ficarão responsáveis pelo desenvolvimento de sondas químicas e nós pela parte de biologia estrutural”, contou Paulo Arruda, pesquisador da Unicamp responsável pelo centro do SGC no Brasil.

»De acordo com Cristiano Guimarães, diretor da Área de Inovação Radical do Aché, a empresa vem investindo no desenvolvimento de novos ativos farmacêuticos há alguns anos, porém, até o ano passado, a síntese de moléculas com potencial terapêutico era feita por terceirizados.

»“Nós desenhávamos as moléculas, contratávamos empresas para sintetizá-las e fazíamos o gerenciamento dos projetos. Mas, nos últimos anos, temos buscado internalizar as etapas de execução e para isso foi criado o Laboratório de Design e Síntese Molecular dentro do Aché”, contou.

»A unidade foi inaugurada em novembro de 2015 e, segundo Guimarães, abriu a possibilidade de a empresa ingressar no SGC. “Não fazemos inovação em biologia no Aché. Temos um laboratório para sintetizar moléculas capazes de interagir com alvos que já estão estabelecidos. Participar desse consórcio é uma maneira de acessar novos alvos terapêuticos, ficar nesse vórtice de inovação que permite colher informações, trocar ideias e novos projetos nascem”, explicou.


»Medicina de Precisão

»Na abertura do workshop, o vice-presidente da FAPESP, Eduardo Moacyr Krieger, disse que a instituição está orgulhosa de colaborar com a iniciativa – um bom exemplo de como a academia pode interagir com a indústria para consolidar a pesquisa e o desenvolvimento em diferentes áreas.

»“Estamos na era da Medicina de Precisão e, para que ela possa ser viabilizada, é essencial conhecer os mecanismos biológicos envolvidos nas diferentes doenças que acometem os humanos. Somente assim é possível desenhar drogas capazes de interferir nesses mecanismos”, disse Krieger.

»O pesquisador da Universidade de Oxford Opher Gileadi, que no último ano esteve no Brasil para ajudar a organizar o funcionamento do centro da Unicamp, destacou que o apoio da FAPESP permitiu montar um laboratório compatível com os demais centros do SGC.

»“Há um ano tínhamos o dinheiro aprovado, mas uma sala vazia e apenas duas pessoas. Hoje temos um verdadeiro centro do SGC”, comemorou. O centro da Unicamp também tem a missão de investigar o papel de quinases importantes na biologia de plantas para, por exemplo, descobrir como tornar plantas importantes para a agricultura mais resistentes à seca. No entanto, segundo Arruda, as atividades neste primeiro ano estiveram voltadas principalmente à parte de química medicinal.»





Administração Pública e inovação

2016/03/21

Newsletter L&I, n.º 96 (2016-03-21)



n.º 96 (2016-03-21)


Administração Pública e inovação | Administración Pública e innovación |
Administration Publique et innovation | Public Administration and innovation

Um inovador | Un innovador | Un innovateur | An innovator

Uma inovação | Una innovación | Une innovation | An innovation

A execução da inovaçao | La ejecución de la innovación | L’exécution de l’innovation |
The innovation execution



Index


Liderar Inovando (BR)

«“Burocracia impede que escolas mudem”, diz idealizador
da Escola da Ponte» ( ► )
«Moda inclusiva premia estudante do Senai. Aluno ganhou estágio em empresa de tecidos após desenvolver vestidos para anãs» ( ► )
«Tico Santa Cruz vem a Fortaleza para falar sobre extermínio da
juventude negra» ( ► )
Zhang Weiying: «Inovação e liberdade são os maiores problemas
da China» ( ► )

Liderar Inovando (PT)

«Ovar: Polo de Capacitação e Inovação Social em fase de conclusão» ( ► )
«Fundação Montepio celebra 20 anos a falar da economia social» ( ► )
Vitor Pereira (@conteudochave): «A base de uma “Smart City”» ( ► )
«Green Project Awards Portugal abre candidaturas para a 9ª edição» ( ► )

Liderar Innovando (ES)

Roberto Villegas Flores: «Innovación social como punto de
encuentro territorial» ( ► )
Maira Cabrini (@MairaCabrini): «Innovación social: 5 ideas que hacen frente a la crisis de refugiados» ( ► )
«BIM, economía circular e innovación social, en la próxima
BBB-Construmat» ( ► )
«La innovación social, un elemento esencial en la estrategia de
SUEZ Water Spain» ( ► )

Mener avec Innovation (FR)

«Plusieurs villes du 95 primées pour l’innovation sociale» ( ► )
Benoît Georges (@bengeorges): «Quand l’innovation sociale est payante pour l’entreprise» ( ► )
«L’innovation sociale à l’honneur en 2015» ( ► )
«Un nouveau projet de recherche pour le Centre d’innovation sociale en agriculture» ( ► )

Leadership and Innovation (EN)

«Is Japan ready for social innovation?». Conversation with
Kanji Tanimoto ( ► )
«Crowdsourced Map Uncovers Social Innovation in Austin» ( ► )
«What is Shared Value?» ( ► )
«Hitachi Announces Jack Domme to Drive Social Innovation Business and Extend Its Lead in IoT» ( ► )

Licencia Creative Commons Licencia Creative Commons
Atribución-NoComercial 4.0 Internacional








2016/03/18

Zhang Weiying: «Inovação e liberdade são os maiores problemas da China»



The Epoch Times



«Quando a mente do povo chinês, especialmente dos alunos e acadêmicos, se libertar das velhas tendências, novas ideias emergirão.

»Nos últimos cem anos a sociedade humana tem experimentado uma forte globalização. A origem disso tudo foi quando Cristovão Colombo descobriu a América há cerca de 500 anos. Desde então, o mercado se manteve em constante expansão, resultando no aprofundamento da divisão do trabalho, o avanço da tecnologia e o crescimento da riqueza material. No centro deste palco estão os empresários, pois o mercado não se faz por si só. O mercado é composto por empresários. Por exemplo, sem telefones celulares, não haveria mercado de telefonia móvel. Todos os mercados são criados por empresários, que também criaram a divisão do trabalho. Inovar é a função básica de um empresário. Ele gera crescimento econômico e aumenta a riqueza da população. Transformação e desenvolvimento de novos mercados é o trabalho de um bom empreendedor.

»Hoje, a China tem um generalizado cenário de excesso de capacidade. Isso significa que os empresários chineses não desenvolvem novos mercados. Apesar da riqueza ter aumentado nas últimas décadas, o mercado está saturado, falta inovação.

»São duas as razões para a falta de inovação na China: produtos falsificados e restrições político-sociais.


»Produtos falsificados

»A partir da década de 1980, os empresários chineses começaram a sentir o que é ter sucesso nos negócios, pois ainda existiam muitos mercados a serem explorados na China. Naquela época, a “prosperidade” foi conseguida simplesmente copiando os produtos existentes de outros países. Em outras palavras, eles fizeram dinheiro com produtos falsificados. Com o passar do tempo, os chineses não se preocuparam em inovar para atender às novas demandas e necessidades do mercado.


Naquela época, a “prosperidade” foi conseguida simplesmente copiando os produtos existentes de outros países. Em outras palavras, eles fizeram dinheiro com produtos falsificados. Com o passar do tempo, os chineses não se preocuparam em inovar para atender às novas demandas e necessidades do mercado.

»Restrições Sociais

»Outro fator é o sistema político-social da China. O esquema social define se os empresários se voltarão na direção da inovação ou regulamentação. A regulamentação não traz muitos riscos ou incertezas. A inovação, no entanto, é bastante incerta. O empresário precisa ver algo que ninguém mais enxerga, com algumas pessoas considerando a ideia maluca. Em um sistema que não tolera a liberdade, nem provê a garantia básica de direitos sociais, incluindo o direito de possuir os retornos sobre a inovação, a maioria dos empresários simplesmente não vai se importar em inovar.

»Um país que não possui um sistema judicial justo produzirá mais iniciativas reguladoras. Sem um Estado de Direito e políticas transparentes, onde as regras sobre os direitos civis estão em constante transformação, os empresários não podem inovar. A inovação leva tempo. Pode levar três, cinco, dez ou até mesmo vinte anos para se desenvolver um novo produto.

»Um bom exemplo é a navalha Gillette. Rei C. Gillette era um pequeno comerciante de porta-a-porta no final de 1800. Sua ideia inicial para o desenvolvimento foi uma lâmina de barbear barata, mais segura e descartável. A ideia foi concebida por seu aborrecimento de sempre se cortar ao fazer a barba. Ele conversou com diversos especialistas que lhe disseram que não era possível, e que não havia nenhuma maneira para fazer aço tão fino e barato. Mas Gillette não acreditava nisso e perseguiu seu ideal até que finalmente conseguiu após seis anos. Seis anos é realmente pouco tempo para o desenvolvimento de um novo produto, em comparação com os desafios e falhas que muitos inventores têm enfrentado.

»Se a China realmente transformar seu modelo de crescimento de alocação de recursos para inovação, consequentemente, os empresários também devem mudar o padrão: da regulamentação para a inovação. Para incentivar a inovação, os sistemas econômicos e políticos da China devem sofrer mudanças radicais. Citando Tyler Cowen em “A grande Estagnação: Somente através de um Estado de Direito que restringe o poder do governo, os empresários podem ter a capacidade e a confiança de fazer previsões razoáveis e investir no futuro”.

»A China, todavia, precisa realizar reformas em outras áreas, incluindo o sistema educacional. Quando a mente do povo chinês, especialmente dos alunos e acadêmicos, se libertar das velhas tendências, novas ideias emergirão. Toda inovação começa a partir de uma ideia, uma ideia que a maioria das pessoas desconhece. Somente assim a China poderá ter um sólido crescimento econômico no futuro. Inovação, na verdade, é igual a liberdade.



»Zhang Weiying, é economista e ex-chefe da Escola de Administração Guanghua da Universidade de Pequim.»





A execução da inovaçao

2016/03/17

«Tico Santa Cruz vem a Fortaleza para falar sobre extermínio da juventude negra»



Redação. O POVO Online



«Tico foi convidado pela ONG Visão Mundial, de promoção e defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, e passará ainda por cidades como Salvador, Recife e Rio de Janeiro

»O cantor Tico Santa Cruz chega a Fortaleza na próxima quarta-feira, 16, para debater sobre a grave situação dos jovens negros que são assassinados no País. Segundo o Mapa da Violência 2015, entre os anos de 1980 e 2012, as mortes por arma de fogo aumentaram 387%. Porém, entre a população jovem esse percentual foi superior a 460%, sendo em sua maioria negros, o que é considerado pelos movimentos sociais um verdadeiro extermínio. Tico foi convidado pela ONG Visão Mundial, de promoção e defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, e passará ainda por cidades como Salvador, Recife e Rio de Janeiro. O evento “Juventude E-NovAção” acontece na Galeria BenficArte, no Shopping Benfica. No local cabem 300 pessoas e a entrada será a doação de um livro para a campanha #DoeUmaEscolha.

»“O Tico foi procurado por alguns dos jovens que participam de nosso projeto Monitoramento Jovem de Políticas Públicas (MJPOP), que realiza o monitoramento dos serviços públicos onde vivem e políticas públicas para adolescentes e jovens através da mobilização de suas comunidades e poder público. Essas meninas e meninos sentem na pele a perda de amigos e familiares vítimas da violência e do preconceito. Por isso, há dois anos vêm atuando para combater as causas que levam a esses números. O Tico se mostrou disponível e interessado pelo assunto desde o início”, explica o Diretor de Operações da Visão Mundial, Reinaldo Almeida.

Tico foi convidado pela ONG Visão Mundial, de promoção e defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, e passará ainda por cidades como Salvador, Recife e Rio de Janeiro.

»O ciclo de debates “Juventude E-NovAção” é organizado pela Visão Mundial para trazer à tona, principalmente entre o público jovem, temas relativos a desafios sociais, soluções inovadoras para enfrentá-los e mobilização da juventude. Nesta primeira edição em Fortaleza, o evento também arrecadará livros para a campanha #DoeUmaEscolha, que está estruturando 26 espaços de leitura e sete bibliotecas nas comunidades onde a Visão Mundial desenvolve projetos de leitura em dez estados brasileiros.

»O Monitoramento Jovem de Política Pública (MJPOP) é uma metodologia elaborada pela ONG Visão Mundial com o objetivo de favorecer a participação cidadã de adolescentes e jovens e apoiá-los no processo de transformação das suas comunidades. “Nós já alcançamos resultados importantes por meio do MJPOP em algumas cidades, como a reforma de escolas, inaugurações de postos de saúde, além do engajamento político de 1.000 jovens diretos e outros 20 mil indiretos. Queremos que esse trabalho também venha a contribuir para o fortalecimento dos espaços de leitura em Fortaleza”, diz o Diretor de Operações da organização, Reinaldo Almeida.


»Visão Mundial

»É uma organização não governamental humanitária e cristã, que dedica todos os esforços e recursos para contribuir com o alcance do bem-estar de crianças, adolescentes e jovens que vivem nas comunidades mais pobres de nosso país. A Visão Mundial Brasil faz parte da parceria World Vision International, que está presente em cerca de 100 países, esforçando-se para erradicar a pobreza e promover a justiça. No Brasil, atua desde 1975 beneficiando diretamente mais de 69 mil crianças em 732 comunidades em 10 estados brasileiros. A organização tem status consultivo junto à Organização das Nações Unidas (ONU).»





Uma inovação

2016/03/16

«Moda inclusiva premia estudante do Senai. Aluno ganhou estágio em empresa de tecidos após desenvolver vestidos para anãs»



Redação Engeplus. Colaboração: Novo Texto Comunicação. Portal Engeplus



«Desde segunda-feira, dia 7, o aluno do curso de Moda do Senai/Unesc de Criciúma, Emmanuel Goulart Pereira, passa por um estágio gratuito de uma semana na Renaux View, empresa com sede em Brusque que utiliza inovação e design na produção de tecidos e fios. O estudante ganhou este estágio após vencer o 3° Prêmio Brasil Sul de Moda Inclusiva no ano passado.

»Para Pereira, a vivência na prática dentro da empresa dá uma amplitude sobre todos os processos praticados, desde a chegada do algodão até a finalização do tecido. "Estou me surpreendendo bastante. Na segunda e terça-feira passei por todos os setores da fábrica acompanhando os processos de criação. Já quarta, quinta e sexta-feira estou no setor criativo. Desenvolvi um tecido hoje, por exemplo, e vou poder acompanhá-lo no processo de produção na fábrica. Acabei percebendo que um tecido não é apenas um tecido, é algo complexo de matérias-primas e maquinários envolvidos", frisa.

»Emanuel, por ter sido o primeiro colocado no 3° Prêmio Brasil Sul de Moda Inclusiva, poderá produzir 100 metros de tecido. “Esta é uma oportunidade que poucos estilistas têm, pois vivencia e aprende junto com os funcionários todo processo de confecção do tecido”, destaca o coordenador do Prêmio Brasil Sul de Moda Inclusiva, Claudio Rio.

»Esta foi a segunda vez que Emanuel participou do evento de inclusão social. Eventos deste segmento propõe que estudantes criem propostas de roupas destinadas a pessoas com diferentes deficiências. São tamanhos especiais, modelagens diferenciadas, alternativas que facilitem a vida daqueles que possuem dificuldades seja com mobilidade ou locomoção, por exemplo.

Esta foi a segunda vez que Emanuel participou do evento de inclusão social. Eventos deste segmento propõe que estudantes criem propostas de roupas destinadas a pessoas com diferentes deficiências.

»Em 2014, quando Pereira também participou da competição com a produção de jeans para pessoas com nanismo, o estudante ficou na segunda colocação. Também trabalhando com nanismo, no ano passado foram desenvolvidos vestidos de noivas com tecidos requintados com adaptação a qualquer corpo. De acordo com dados do IBGE, o Brasil tem 24,5 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência.


»O premio

»O Prêmio Brasil Sul de Moda Inclusiva recebe participantes dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Os alunos criam propostas de roupas para serem usadas pelas pessoas com alguma deficiência ou problema de mobilidade. São selecionados os 20 melhores que enviam três croquis e tem um período de três meses para produzir as peças. Depois disso há um desfile para apresentar a coleção. No ano passado o vencedor foi o Emmanuel que representa o Senai de Criciúma com uma coleção voltada para as noivas anãs.»





Um inovador