2016/05/31

«Alunos e pais aprovam modalidade de ensino das Escolas Cidadãs Integrais»



Paraíba Online. Foto: Secom/PB



«As Escolas Cidadãs Integrais instituídas na rede estadual recebem aprovação de alunos e pais de alunos. A modalidade de ensino implantada inicialmente em oito unidades de ensino tem atraído os jovens, que estudam os dois expedientes com foco na formação por meio de um desenho curricular diferenciado e com metodologias específicas, que apresentam aos estudantes do Ensino Médio possibilidades de se sentirem protagonistas do seu projeto de vida.

»A Escola Padre Hildon Bandeira, localizada no bairro da Torre, na Capital, é uma das unidades que adotou o método de ensino e atraiu vários alunos.

»O aluno Guilherme Guimarães do 1º ano do Ensino Médio revelou que está tendo uma experiência muito boa e ótimo aproveitamento nos estudos. Ele ressaltou a organização da gestão da escola como um diferencial para os bons resultados obtidos pelos alunos.

»Já Cléberson Martins Lacerda, que cursa o 2º ano, destacou a boa estrutura da escola, a boa qualidade do ensino, bem como a competência dos professores em repassar o conteúdo didático.

»“Sinto-me privilegiado pela convivência com colegas e professores, que fazem com que o nosso ambiente escolar faça a diferença, levando em conta também o conteúdo rico que recebemos nas aulas, a abertura e a abrangência”, disse Cléberson.

»A mãe de dois alunos do 3º ano, Idelma Bernardes de Brito, foi visitar a unidade de ensino e falou da diferença que a rotina escolar está fazendo na vida dos filhos.

»Ela disse que percebeu uma diferença pra melhor no interesse pelos estudos por parte dos filhos. “Eles estão lendo mais, tendo mais compromisso com as atividades”, observou.

»Idelma, que é aluna do curso de Análise e Desenvolvimento de Sistema de uma faculdade particular de João Pessoa, destacou também o comprometimento da administração da escola, elogiou a estrutura, a alimentação e a organização da unidade de ensino, acrescentando que seus filhos estão empolgados em frequentar o ambiente escolar.

Escola Cidadã Integral – Trata-se de um novo modelo de escola pública implantado na Paraíba, com a proposta de organização e funcionamento em tempo integral. Escola Cidadã Integral Técnica – Segue o mesmo modelo que a Escola Cidadã Integral, tendo como diferencial os cursos técnicos, que visam à formação dos jovens para atuarem no mercado de trabalho.

»A aluna Ester Firmino da Escola Cidadã Integral Heliton Santana, em Santa Rita, também aprovou o modelo pedagógico da unidade de ensino. Segundo ela, são ministradas aulas diferentes, onde os alunos são os protagonistas, além de contar com profissionais qualificados.

»“É importante registrar o fato de não só estudar, mas pôr a mão na massa, trabalhar nossos sonhos e metas. A escola está nos preparando não só para o presente, mas também para o futuro”, salientou.

»Charlene Mendes, aluna do 2º ano da Escola Cidadã Técnica Erenice Cavalcante Fidelis, de Bayeux, elogiou a estrutura da unidade, assim como a importância dada pela gestão aos alunos, o que serve de estímulo para os estudantes. “Que este modelo de escola cidadã seja ampliado para mais escolas da rede estadual de ensino”, sugeriu Charlene.

»Emilly da Conceição Gomes, que cursa o 1º ano na ETE de Bayeux, revelou que se surpreendeu com o que encontrou na escola.

»“Esta é uma escola onde o aluno tem visão de futuro, com professores qualificados e a inovação com o método pedagógico da escola cidadã, que é bastante atrativo. Inicialmente eu não me imaginava o dia inteiro na escola e hoje prefiro estar na escola a ficar em casa”, afirmou.

»As Escolas Cidadãs Integrais e Escolas Cidadãs Integrais Técnicas são as seguintes: Escola Cidadã Técnica de João Pessoa; Escola Cidadã Técnica de Bayeux; Escola Cidadã Técnica de Mamanguape; Escola Cidadã Padre Hildon Bandeira em João Pessoa; Escola Cidadã Helinton Santana em Santa Rita; Escola Cidadã Nenzinha Cunha Lima em Campina Grande; Escola Cidadã Antônio Batista Santiago em Itabaiana e Escola Cidadã Francelino de Alencar Neves em Itaporanga.

»Escola Cidadã Integral – Trata-se de um novo modelo de escola pública implantado na Paraíba, com a proposta de organização e funcionamento em tempo integral.

»Escola Cidadã Integral Técnica – Segue o mesmo modelo que a Escola Cidadã Integral, tendo como diferencial os cursos técnicos, que visam à formação dos jovens para atuarem no mercado de trabalho. Ambas têm como foco proporcionar aos jovens se reconhecerem como protagonistas em seus locais de atuação.

»O período letivo tem a duração diária de 9 horas e 30 minutos, com refeições incluídas (almoço e lanche). Além das disciplinas obrigatórias, os estudantes poderão escolher matérias para enriquecer o currículo, como música, teatro, cinema, empreendedorismo e fotografia. Também será possível ingressar em clubes juvenis, como o jornalzinho da escola, a rádio da escola, entre outros.»





Administração Pública e inovação

2016/05/30

Newsletter L&I, n.º 106 (2016-05-30)



n.º 106 (2016-05-30)

TAGS: # visão de futuro # visión de futuro # vision du futur # future vision


Administração Pública e inovação | Administración Pública e innovación |
Administration Publique et innovation | Public Administration and innovation

Um inovador | Un innovador | Un innovateur | An innovator

Uma inovação | Una innovación | Une innovation | An innovation

A execução da inovaçao | La ejecución de la innovación | L’exécution de l’innovation |
The innovation execution



Index


Liderar Inovando (BR)

«Programa Zona Franca do Futuro Lançado na Segunda Convenção e Exposição Internacional Anual da Organização de Zonas Francas Mundiais» ( ► )
«Evrnu™ e Levi Strauss & Co. criam o primeiro tecido jeans produzido com resíduo pós-consumo de vestuário de algodão» ( ► )
Elaine Pinheiro: «Da inclusão ao empoderamento digital: pelo uso consciente da tecnologia para impacto social» ( ► )
«CES Asia 2016: Duas visões diferentes de futuro» ( ► )

Liderar Inovando (PT)

«Arte urbana em malas? Por Angola é possível» ( ► )
Mário Lopes: «Portugal terá competitividade condicionada pelos transportes e mobilidade» ( ► )
«Porque Lisboa não é Berlim, há um movimento para definir Lisboa» ( ► )
«Schindler parceira do Projeto Solar Impulse» ( ► )

Liderar Innovando (ES)

«Crearemos un gobierno innovador con visión de futuro: Chacho Barraza» ( ► )
Ferrán Adriá: «Tengo miles de defectos, pero tengo una virtud, que es ver el futuro» ( ► )
Pau García-Milà: «La innovación es un proceso normal que se debe pasar para salir de la zona de confort» ( ► )
Eythor Bender: «Hay que acabar con los Gobiernos que luchan contra
el progreso» ( ► )

Mener avec Innovation (FR)

«Côte d'Ivoire: en route vers la IIIe République» ( ► )
«France, Suisse et Allemagne: à chacun sa vision de l'industrie du futur» ( ► )
Fougier Eddy: «L'alimentation du futur entre décroissance et technologies propres» ( ► )
«Kuang-Chi lance un fonds international pour l’innovation basé en Israël» ( ► )

Leadership and Innovation (EN)

Bard Papegaaij: «Successfully leading change in government» ( ► )
Mushtak Parker: «EPF's syariah scheme a game-changer» ( ► )
«Industry bodies welcome new IPR policy» ( ► )
«Igniting Young Minds to Become Change Makers» ( ► )

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2016/05/27

«CES Asia 2016: Duas visões diferentes de futuro»



Henrique Martin| @henriquemartin. ZTOP+ZUMO



«No primeiro dia da CES Asia 2016, Huawei e Intel fizeram seus (já tradicionais) discursos sobre tecnologia e futurismo. Mas, no fim das contas, as visões são bem distintas entre as duas companhias.


»Huawei

»A manhã começou com o keynote de Kevin Ho, presidente da unidade de dispositivos móveis da Huawei. A promessa era falar sobre como a Huawei vê o futuro – e é uma visão bem sombria.

»Para quem não conhece, a Huawei é fabricante de produtos de infra-estrutura de telecomunicações e terceira maior vendedora de smartphones no mundo, atrás apenas da Apple e da Samsung – isso porque já entraram e saíram do mercado brasileiro de celulares várias vezes, sem muito sucesso.

»Ho – falando em chinês, com tradução simultânea neurótica para o inglês – citou vários exemplos de como seria assustador para um homem de 1.000 anos atrás se viajasse no tempo e viesse para 100 anos atrás. Ou como o homem de 100 anos atrás se comportaria hoje.

»“Seria assustador para esse homem”, repetiu Ho, várias vezes. Tudo isso com uma dose de Ray Kurzweil e sua teoria das mudanças aceleradas (mais inovação, mais progresso, mais mudanças rápidas e profundas no futuro, em resumo).

»“A taxa de mudança está se tornando cada vez mais curta. Com tantos ciclos de inovação, fica difícil imaginar o futuro. A próxima fase de mudança, em 25 anos, é um distante ponto de preocupação, mas até lá a morte não será mais um problema, já que a vida estará no próximo ciclo de mudanças”, afirmou. Enquanto isso, o powerpoint no telão, cheio de cores escuras, ajudou a dar um tom sinistro.

A taxa de mudança está se tornando cada vez mais curta. Com tantos ciclos de inovação, fica difícil imaginar o futuro. A próxima fase de mudança, em 25 anos, é um distante ponto de preocupação, mas até lá a morte não será mais um problema, já que a vida estará no próximo ciclo de mudanças.

»E foi além: “Vamos atingir a imortalidade física, unindo homem e máquina, usando órgãos artificiais, chegando a uma imortalidade espiritual com nosso eu digitalizado. Você vai salvar a trajetória da sua vida, com a informação analógica dentro de um novo mundo digital paralelo. É um avanço enorme”. (Matrix, alguém?). “Teremos um mundo digital paralelo com uma sociedade física formada”.

»É interessante ver um fabricante de infra-estrutura e smartphones falar algo assim ousado. Kevin Ho ainda apresentou conceitos do que será necessário para chegar a esse mundo físico-digital – necessidade de banda de internet, armazenamento cada vez maior, uso de tecnologias individuais e de segurança, tudo indo para a nuvem, muito rápido.

»Depois disso, o executivo disse, claro, que a Huawei está pronta para executar cada passo descrito anteriormente, cumprindo o ritual clássico de vender seu produto/conceito em uma apresentação desse calibre.

»“Claro que isso que falei são discussões internas ainda. Mas acreditamos que toda a sociedade e os indivíduos vão se desenvolver nesse futuro. Se quiser fugir e morar nas montanhas, tudo bem. Saiba que o desenvolvimento tecnológico não pode ser interrompido”, concluiu. “Não dá para imaginar o futuro com certeza, mas não podemos parar de explorar as possibilidades”.

»(e aí todo mundo chorou de medo deitado no chão da sala de conferências. brincadeira).


»Intel

»Fui cético ao keynote da Intel, no fim do dia. Nagano suspeitava que iam anunciar alguma coisa nova e pediu pra eu verificar. Não teve um grande anúncio, mas foi um grande show de entretenimento tecnológico para mostrar que “internet das coisas” já é algo bem real.

»Teve até um pré-show de artes marciais combinadas com tecnologia (na foto que abre este post): a atleta usou braceletes e tornozeleiras com tecnologia Intel Curie que interagiam em tempo real com o telão, criando efeitos incríveis.

»E entrou no palco o veterano Josh Walden, vice-presidente do grupo de novas tecnologias da Intel. Aí embaixo ele tem um chip Curie na mão.

»E foi muito interessante ver a guinada do discurso da Intel durante a apresentação. A Intel sempre falava, com pompa e circunstância, de como suas soluções x86 eram incríveis para PCs e smartphones. Agora, com o fim da linha Atom para dispositivos móveis, o negócio é tocar a bola pra frente e falar de internet das coisas e o que mais tiver para pensar no futuro.

»O executivo até citou chips Core i7 para notebooks/desktops no meio das demonstrações, mas nada demais.

»Voltando ao tema, a apresentação da Intel foi sobre como já temos muitas soluções prontas de internet das coisas. “Estamos em uma explosão cambriana da computação, com tudo com sensores integrados. Em 2020, teremos 50 bilhões de dispositivos conectados. Mas o que isso significa?”, afirmou Walden.

»“O que importa agora não é mais o dispositivo ou produto, mas a experiência feita para mim. Os consumidores querem melhores experiências”, disse, definindo três tendências que movem a tecnologia hoje:

»_ mundo inteligente e conectado (=smartphones, dãa)

»_ tudo com sensores (internet das coisas)

» _ tecnologia que amplia minhas capacidades (=faço mais com isso)

»Walden falou – e demonstrou – rápido novas soluções com tecnologia Iris Pro para games (e vendeu o peixe do Intel Extreme Masters em Shanghai no segundo semestre). Falou também de soluções para saúde e bem-estar, como os produtos da Recon Instruments, uma empresa da própria Intel que cria óculos de realidade aumentada para esportes (ciclismo, ski etc.). Citou uma parceria de telemetria com o canal ESPN para mostrar o desempenho em tempo real de atletas – e fez uma demo em tempo real com uma dupla de skatistas.

»Ainda no uso cotidiano de produtos com Curie integrado, veio ao palco Yao Yingjia, vice-presidente de “smart lifestyle” na Lenovo, para uma demonstração do protótipo de… tênis conectado da Lenovo. Além de LEDs piscantes (desculpa pra todo adulto que quer tênis com luzinha, claro), os sensores no calçado podem interagir com apps e jogos – um game de corrida, por exemplo. Divertido, mas ainda sem muita aplicação no mundo real.

»No final, a apresentação da Intel ainda teve demos de “operário conectado” (um bombeiro em situação de risco em que não consegue falar, mas envia, via gestos, mensagem para a central) e de novas soluções vindouras de Realidade Virtual com tecnologia Real Sense integrada – basicamente para imergir o gamer de VR no título com as próprias mãos. Tem também um drone com Real Sense que consegue “ver” e desviar de obstáculos, com árvores. E acabou com uma demo musical (também com ajuda de Curie).

»Moral da história: a Huawei apresentou uma visão distópica do futuro distante, a Intel trouxe soluções do mundo real para um futuro mais próximo.


»Bônus track: vi no estande da Huawei o novo smartphone P9, novo topo de linha da fabricante. Que coisa linda, com chances mínimas de ser lançado no Brasil.»





A execução da inovaçao

2016/05/26

Elaine Pinheiro: «Da inclusão ao empoderamento digital: pelo uso consciente da tecnologia para impacto social»



Administradores.com



«Está claro que um país incluído digitalmente não depende apenas do acesso a ferramentas digitais, mas da capacidade da população de se apropriar dela.

»Recentemente o IBGE divulgou que o uso dos smartphones ultrapassou os computadores para acesso à internet no Brasil. Impossível não comemorarmos o rápido avanço da tecnologia nos últimos anos. Ao pensar no quanto evoluiu, chega a ser divertido lembrar que, em 2001, quando o Brasil começou um movimento pela inclusão digital, não havia telas touch, pen drives, wi-fi, 4G e, muito menos, computação em nuvem. Programação de softwares e aplicativos era algo para especialistas, e era impensável integrá-la a currículos escolares. Até porque naquele momento os computadores só estavam em 12% das residências brasileiras, e apenas 8,5% deles tinham conexão com a Internet (IBGE). O acesso móvel, hoje disponível a 43 milhões de brasileiros (F/Radar 2013), ainda estava engatinhando.

»Sim, avançamos bastante, e falando especificamente de Internet, já somos mais de 85,9 milhões de usuários na Rede, o que representa 51% da população. Entre crianças e adolescentes, a proporção é ainda mais abrangente, com 77% desse grupo conectado, especialmente a smartphones e aparelhos móveis. E a intensidade de uso diário vem crescendo rapidamente: 81% desse público se conectam ao menos uma vez por dia (Cetic.br/TIC Kids Online Brasil 2014), um crescimento de 18 pontos percentuais em relação a 2013.

»Estamos mais conectados, mas o fato é que nem sempre o acesso se traduz em melhores oportunidades e desenvolvimento social. Para o Banco Mundial, os benefícios dessa rápida expansão – tais como inclusão, eficiência e inovação - ainda estão restritos a camadas mais ricas da população. Para que mais pessoas possam se beneficiar das tecnologias, o relatório faz várias recomendações, como a adoção de "complementos analógicos" aos investimentos digitais. Em outras palavras, são as medidas capazes de criar o ambiente certo para a tecnologia, tais como regulamentações e o ensino de aptidões que capacitem os jovens a alavancar a economia digital no futuro.

»Está claro que um país incluído digitalmente não depende apenas do acesso a ferramentas digitais, mas da capacidade da população de se apropriar dela, de fortalecer os indivíduos para fazer uso consciente e qualificado das tecnologias digitais. E é essa visão abrangente que precisamos estimular: a do Empoderamento Digital.

Está claro que um país incluído digitalmente não depende apenas do acesso a ferramentas digitais, mas da capacidade da população de se apropriar dela, de fortalecer os indivíduos para fazer uso consciente e qualificado das tecnologias digitais.

»Empoderar digitalmente os indivíduos é fomentar uma nova consciência sobre o potencial transformador da tecnologia. Empoderados, eles podem de fato acessar inúmeras oportunidades para criar soluções para problemas sociais, melhorar suas vidas e o coletivo. Alguns exemplos ao alcance de todos são iniciar um blog para expor problemas comuns do bairro, criar um grupo numa rede social para divulgação de atividades culturais e programar um site ou aplicativo para acompanhar políticos eleitos.

»Organizações e instituições também podem assumir um papel nesse movimento. É possível empoderar educadores, levando ao ensino público plataformas digitais que facilitem o processo de ensino-aprendizagem; formar bibliotecários para incluir espaços de tecnologia nas bibliotecas e engajar a comunidade local; ou mesmo oferecer cursos de tecnologia para que jovens fora da escola e do mercado de trabalho formal tenham novas perspectivas de desenvolvimento, empregabilidade e volta aos estudos.

»A evolução do conceito de inclusão para empoderamento digital aponta para um grande desafio: lutar para que essa visão também esteja presente na concepção de políticas públicas. Precisamos unir esforços com toda a sociedade para que o empoderamento digital seja considerado um elemento fundamental para o desenvolvimento de potencialidades econômicas, sociais e culturais do país. Dessa forma será possível gerar o impacto social esperado para os indivíduos e a construção de uma sociedade mais justa.


»Elaine Pinheiro - CEO do CDI (Comitê para Democratização da Informática), organização social voltada ao empoderamento digital, que busca formar jovens autônomos, conscientes e conectados, aptos a reprogramar o sistema em que estão inseridos, através do uso da tecnologia. Por meio de 842 espaços de capacitação digital, a Rede CDI está presente em 15 países e 16 estados brasileiros e impactou até hoje mais de 1,64 milhão de vidas.»





Uma inovação

2016/05/25

«Evrnu™ e Levi Strauss & Co. criam o primeiro tecido jeans produzido com resíduo pós-consumo de vestuário de algodão»



EXAME.com. Este conteúdo de divulgação comercial é fornecido pela empresa Dino e não é de responsabilidade de EXAME.com



«A startup de tecnologia têxtil Evrnu™, SPC e a Levi Strauss & Co. (LS&Co.), fabricante líder mundial de roupas confeccionadas em jeans, anunciaram hoje que criaram o primeiro tecido jeans do mundo produzido com resíduo de algodão pós-consumo regenerado. Empregando uma tecnologia de reciclagem nova e de patente ainda pendente, o vestuário descartado pelo consumidor é transformado em fibra renovável. O primeiro protótipo, na forma de um par dos emblemáticos jeans Levi’s® 511®, representa um futuro em que o resíduo de produtos têxteis será reduzido consideravelmente e as peças de algodão serão continuamente regeneradas para a criação de um mundo mais sustentável.

»Somente nos EUA, são desperdiçados a cada ano 13,1 milhões de toneladas de produtos têxteis, das quais 11 milhões de toneladas acabam terminando em aterros sanitários. Até agora, não havia nenhuma solução viável que efetivamente transformasse roupas velhas em novas sem comprometer sua qualidade ou resistência. Com a tecnologia da Evrnu, o algodão descartado pode ser transformado em uma nova fibra de algodão, o que gera novas possibilidades.

»O protótipo do jeans Levi’s®, desenvolvido pela equipe de inovação da Evrnu e da LS&Co., foi criado a partir de aproximadamente cinco camisetas de algodão descartadas e utiliza 98% menos água em sua fabricação do que com produtos de algodão virgem, segundo dados da Evrnu. Ambas as empresas compartilham a visão de criar uma economia circular que amplie a vida do algodão e elimine o desperdício dando nova vida a roupas usadas.

O protótipo do jeans Levi’s®, desenvolvido pela equipe de inovação da Evrnu e da LS&Co., foi criado a partir de aproximadamente cinco camisetas de algodão descartadas e utiliza 98% menos água em sua fabricação do que com produtos de algodão virgem, segundo dados da Evrnu.

»“A LS&Co. foi a parceira perfeita para que pudéssemos demonstrar nossa tecnologia e capacidade, por ser uma representativa empresa norte-americana com um produto reconhecido no mundo todo”, afirmou Stacy Flynn, diretora executiva da Evrnu. “Vislumbramos produzir um par de jeans Levi’s que tenha a mesma beleza e resistência dos originais, e estamos fazendo grandes progressos para o alcance dessa meta.”

»“Este primeiro protótipo representa um importante avanço em inovação de vestuário. Temos o potencial de reduzir em 98% o uso da água que seria necessária para o cultivo do algodão virgem, dando ao mesmo tempo vida nova a cada peça de roupa”, comentou Paul Dillinger, chefe de inovação global de produto da Levi Strauss & Co. “Embora esteja apenas começando, esta tecnologia é uma grande promessa e um incrível avanço, pois, ao explorarmos o uso de algodão regenerado, ajudamos a reduzir consideravelmente nosso impacto geral sobre o planeta.”

»A LS&Co. foi a primeira empresa de vestuário a realizar parceria com a Evrnu e aplicar em uma roupa sua tecnologia que promete transformar o mercado. Os executivos da Evrnu esperam que a participação da LS&Co. aumente o interesse dos investidores, e representa o primeiro passo rumo à futura comercialização de sua tecnologia de reciclagem de vestuário.

»Para a LS&Co., essa colaboração faz parte de uma inovação e estratégia de sustentabilidade mais amplas. Recentemente, a LS&Co. abriu mundialmente os dados de suas técnicas de acabamento Water-Less® para aumentar sua adoção pela indústria de vestuário e reduzir o consumo geral de água. A empresa também está adotando uma abordagem mais holística com relação ao design de produtos sustentáveis com seus artigos Wellthread®, cuja fabricação considera fatores de sustentabilidade social, ambiental e econômica.

»Por meio de sua avaliação de ciclo de vida, a LS&Co. identificou que a etapa de cultivo do algodão exerce o maior impacto sobre o uso da água durante a vida do produto. Representando 68% de toda a água utilizada durante o ciclo de vida de um par de jeans, o algodão é o elemento que oferece a maior oportunidade.

»“Ao defender a conservação da água por meio de inovações em fibra, a indústria de vestuário tem o potencial de reduzir significativamente seu uso de água”, continuou Dillinger. “À medida que tecnologias como a da Evrnu evoluírem, haverá mais oportunidades para acelerar o ritmo das mudanças rumo a uma indústria de vestuário de circuito fechado.”


»Sobre a Evrnu™, SPC

»A Evrnu™ é uma empresa de fins sociais registrada no estado de Washington, EUA, e fundada em 2014 com o propósito de enfrentar o problema do impacto ambiental negativo pelo uso intensivo de recursos das indústrias têxtil e de vestuário. A tecnologia da Evrnu converte de forma segura o desperdício de roupas de algodão pós-consumo a seu nível molecular para, então, transformá-las em fibra têxtil de altíssima qualidade. Para obter mais informações, visite http://www.evrnu.com.


»Sobre a Levi Strauss & Co.

»A Levi Strauss & Co. é uma das maiores empresas de marca de vestuário do mundo e uma líder mundial em moda jeans. A empresa desenha e comercializa jeans, moda informal e acessórios relacionados para homens, mulheres e crianças através das marcas Levi’s®, Dockers®, Signature by Levi Strauss & Co.™ e Denizen®. Seus produtos são vendidos em mais de 110 países por meio de uma combinação de cadeias varejistas, lojas de departamento, sites de internet e uma presença mundial de cerca de 2.800 lojas de varejo e lojas da marca inseridas em lojas de terceiros (shop-in-shops). A receita líquida da Levi Strauss & Co. no ano fiscal de 2015 foi de US$ 4,5 bilhões. Para obter mais informações, visite http://levistrauss.com.

»O texto no idioma original deste anúncio é a versão oficial autorizada. As traduções são fornecidas apenas como uma facilidade e devem se referir ao texto no idioma original, que é a única versão do texto que tem efeito legal.

»Ver a versão original em businesswire.com:

»http://www.businesswire.com/news/home/20160511006078/pt/

»Fonte: BUSINESS WIRE.»





Um inovador

2016/05/24

«Programa Zona Franca do Futuro Lançado na Segunda Convenção e Exposição Internacional Anual da Organização de Zonas Francas Mundiais»



EXAME.com. Este conteúdo de divulgação comercial é fornecido pela empresa Dino e não é de responsabilidade de EXAME.com



«A Organização de Zonas Francas Mundiais (World FZO) lançou hoje o "Programa da Zona Franca do Futuro" no segundo dia de sua 2ª Convenção e Exposição Internacional Anual atualmente em curso em Dubai.

»Esta Publicação Smart News contém multimédia. Ver aqui a publicação na íntegra:
http://www.businesswire.com/news/home/20160511006632/pt/

»O Programa Zona Franca do Futuro é uma iniciativa internacional que gira em torno de três pilares principais que permitirão zonas francas em todo o mundo para contribuir para um futuro seguro e sustentável. Os pilares que constituem o programa são: excelência e melhores práticas, inovação e empreendedorismo, e sustentabilidade. Cada pilar contém componentes para ajudar a determinar as ferramentas e os recursos necessários para facilitar o programa a atingir os seus objetivos a longo prazo.

»A conferência atraiu funcionários do governo, legisladores, especialistas econômicos globais e acadêmicos em uma série de painéis seguidos de um workshop estratégico. O primeiro painel do dia discutiu Governança em Cadeias Globais de Valor (Global Value Chains, GVC) e voltou-se para a evolução das Cadeias Globais de Valor em um mundo cada vez mais interdependente.

»Ele foi seguido por um painel que examinou os desafios de zonas francas globais e as implicações das várias políticas e incentivos que impactam investimentos e operações em zonas francas em todo o mundo.

»O painel final do dia contemplou GVCs a partir de uma perspectiva corporativa multinacional e discutiu o papel significativo desempenhado por empresas multinacionais no surgimento de tais redes de produção globais conforme buscam vantagens locais para corresponder às suas necessidades específicas.

»Seguindo os painéis, os participantes participaram de um workshop que forneceu uma visão geral do Roteiro de Prontidão de Zonas Francas Mundiais "Inteligentes". O workshop visou ajudar as zonas francas mundiais atuais e novas a avaliar sua prontidão para inovar e alavancar tecnologia de ponta para a criação de um modelo de compromisso de partes interessadas e estabelecer padrões de excelência para zonas francas.

»A exposição e convenção [terminou] no dia 11 de maio, após a Assembleia Geral FZO Mundial.

»A Organização de Zonas Francas Mundiais (World FZO) representa os interesses da comunidade de zonas francas globais. Como uma entidade sem fins lucrativos, o World FZO está empenhada em apoiar a gestão e o contínuo desenvolvimento das zonas francas e oferece uma gama de serviços de apoio. Isso inclui programas de treinamento e de desenvolvimento, bem como pesquisa e análise sobre as zonas francas e tendências de comércio e de investimento mais amplas.

A Organização de Zonas Francas Mundiais (World FZO) representa os interesses da comunidade de zonas francas globais. Como uma entidade sem fins lucrativos, o World FZO está empenhada em apoiar a gestão e o contínuo desenvolvimento das zonas francas e oferece uma gama de serviços de apoio.

»A World FZO pretende reunir zonas francas; associações de zonas francas regionais, nacionais, subnacionais e locais; consultores e assessores às zonas francas; usuários de zonas francas; organizações não governamentais interessadas; e organizações relacionadas ao comércio internacional, para a troca de conhecimento, educação e formação, networking e desenvolvimento de negócios. Ela oferece fóruns de zonas francas em todo o mundo para aprendizado, crescimento e prosperidade através de acesso inigualável a pesquisas e perspectivas exclusivas aprofundadas.


»*Fonte: ME NewsWire

»O texto no idioma original deste anúncio é a versão oficial autorizada. As traduções são fornecidas apenas como uma facilidade e devem se referir ao texto no idioma original, que é a única versão do texto que tem efeito legal.

»Ver a versão original em businesswire.com:
http://www.businesswire.com/news/home/20160511006632/pt/

»Fonte: BUSINESS WIRE.»





Administração Pública e inovação

2016/05/23

Newsletter L&I, n.º 105 (2016-05-23)



n.º 105 (2016-05-23)

TAGS: # convivência # convivencia # convivialité # coexistence


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Um inovador | Un innovador | Un innovateur | An innovator

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The innovation execution



Index


Liderar Inovando (BR)

«Conheça a programação cultural dos Jogos Rio 2016. A cultura brasileira será a porta de entrada para a Olimpíada e Paralimpíada» ( ► )
«Ed Lee, de São Francisco: a diversidade é nossa força» ( ► )
Celaine Refosco: «Sonhos coletivos: empreendedorismo e ação» ( ► )
«Prefeito acompanha construção da Praça da Juventude» ( ► )

Liderar Inovando (PT)

«“Trabalhamos para um património riquíssimo comum: a Língua Portuguesa e a cultura da CPLP”» ( ► )
Mário Lúcio Sousa: «O nosso único passado é a nossa cultura, o nosso único futuro também» ( ► )
Christiana Martins e Joana Pereira Bastos: «A cor da pele conta para os resultados dos alunos» ( ► )
«Crianças têm de estar mais com os pais» ( ► )

Liderar Innovando (ES)

«El Ayuntamiento de Albacete ha participado en el Consejo de la Red por la Transparencia y la Participación Ciudadana» ( ► )
«'Future Nature', la naturaleza del futuro imaginada por
Bernardo Rivavelarde» ( ► )
«Con exposición colectiva El eco de la Tierra celebran segundo aniversario de galería Chopin» ( ► )
«ONG impulsa plataforma de convivencia civil para niños» ( ► )

Mener avec Innovation (FR)

Christophe Noisette, Pauline Verrière: «France – OGM, HCB et société civile : la coexistence est-elle possible ?» ( ► )
«Samsung Business cible les réseaux constructeurs» ( ► )
«“Chief Millennials Officer”, une nouvelle profession hôtelière ?» ( ► )
Lucile Berland: «Les nouveaux écolos ont tué l'écologie anxiogène» ( ► )

Leadership and Innovation (EN)

Renaud Thillaye: «Beyond Brexit: can the EU operate as a platform?» ( ► )
Waqas Younus: «Fairy tale of a city» ( ► )
Piero Formica: «The Innovative Coworking Spaces of 15th-Century Italy» ( ► )
Gary Rosenblatt: «Make-a-thons pair techies and people with disabilities to turn tikkun olam into action (Repairing The World In 72 Hours)» ( ► )

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2016/05/20

«Prefeito acompanha construção da Praça da Juventude»



Alagoas 24 Horas. Fonte: Secretaria Municipal de Comunicação Social – Prefeitura de Maceió. Foto: Marco Antônio/ Secom Maceió.



«A Praça da Juventude, no Benedito Bentes, já começa a tomar forma. As obras estão em andamento e foram vistoriadas pelo prefeito Rui Palmeira na manhã desta terça-feira (26). O espaço em construção terá estrutura para a prática de diversas modalidades esportivas. A praça é uma obra da Prefeitura, que está sendo executada pela Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (Semel).

»A praça recebeu R$ 1,6 milhão em recursos federais por meio do Ministério do Esporte (ME). “Aqui, nós tínhamos esse terreno grande que pertencia ao município localizado em uma área de expansão nessa região do Benedito Bentes. Obtivemos os recursos federais para a construção e hoje viemos acompanhar o andamento da obra”, disse Rui Palmeira durante vistoria à obra.

»O prefeito ressaltou o caráter social do empreendimento, que servirá para promover o bem-estar e a inclusão, além de afastar os jovens da ociosidade. “Quando a praça estiver concluída, a estrutura será utilizada não só por quem vive no Benedito Bentes, mas também pelos moradores da parte alta. Será uma grande área de esporte, lazer e convivência muito bem equipada e uma das melhores da cidade com equipamentos que contemplam pessoas de todas as faixas etárias, já que também tem uma estrutura para atividades voltadas à terceira idade. Além disso, temos aqui um trecho de acesso que será pavimentado pela Secretaria Municipal de Infraestrutura”, enfatizou Rui.

O prefeito ressaltou o caráter social do empreendimento, que servirá para promover o bem-estar e a inclusão, além de afastar os jovens da ociosidade.

»Daniel Mello, secretário-adjunto da Semel esclareceu que o olhar da gestão para a área de esporte e lazer tem um caráter inclusivo. “Esse trabalho que vem sendo realizado pela Prefeitura de Maceió vem para resgatar esses espaços e trazer a sociedade para o convívio social resgatando esse sentimento de carinho com o bem público. Além disso, a gestão acredita que o incentivo ao esporte, em áreas mais vulneráveis, traz o cidadão para esse contexto de inclusão e educação por meio do esporte”, destacou.


»O projeto

»A Praça da Juventude está sendo construída em uma área de 8.700 metros quadrados e terá quadra poliesportiva coberta, campo gramado e alambrado, quadra de areia, ciclovia, centro de convivência com sala de ginástica e espaço para terceira idade, pista para salto, totem com espelho d’água, teatro amplo, pista de skate, paisagismo, estacionamento frontal e lateral.

»“Este projeto lançado pelo prefeito Rui Palmeira é ousado e inovador no estado. Entre os 102 municípios alagoanos, não há um espaço tão completo como este. Estamos com 25% dos serviços concluídos e a previsão é que a praça fique pronta no final deste ano”, disse Severino Maciel, representante da Construtora Tambaú, responsável pela obra.

»Eduardo Canuto, vereador e líder do governo na Câmara também acompanhou a vistoria. “A Praça da Juventude é um grande projeto. Além do Benedito Bentes, esta área é um sonho dos que são apaixonados pelo esporte. Além das quadras e de todo o espaço, aqui há um diferencial que é o skate. Temos uma carência enorme de estrutura para este esporte. Estatisticamente, o Benedito é o bairro onde mais são encontrados praticantes da modalidade”, afirmou.

»A comunidade aguarda ansiosamente pela conclusão dos serviços. “Esta é uma obra muito aguardada e que chega para contemplar o Benedito Bentes, que é carente de equipamentos assim. A praça no Conjunto Carminha já foi concluída e a Prefeitura segue com a praça no Conjunto Cely Loureiro. Estamos recebendo obras em escolas, creches, ruas e unidades de saúde. Enfim, a Prefeitura tem cuidado do Benedito Bentes e a comunidade agradece”, colocou Siderlane Mendonça, líder comunitário da região.»





A execução da inovaçao

2016/05/19

Celaine Refosco: «Sonhos coletivos: empreendedorismo e ação»



Celaine Refosco. Diretora do Orbitato Instituto. Jaraguá do Sul.
Jornal Notisul



«Parece impossível falar neste momento sem fazer menção às dificuldades que vivemos. Está difícil! E pior, não se trata de uma crise econômica, nem brasileira. É uma crise ampla e profunda, que abarca o mundo todo, e vem crescendo há muito. Ela tem nuances locais, claro, mas é generalizada.

»É moral, social, ambiental… e por aí vai. Compromete desde crenças e dignidades, e nos leva a pensar sobre como nos organizamos desde a revolução industrial. No fundo, nem entendo bem meu próprio espanto. Há muito, a gente sabe que repousa sobre um dragão adormecido. Eu mesma já usei como tema de coleção a mega população mundial - que é assustadora, e apenas um dos imensos problemas -, mas o caos parecia estar mais longe. Chegou rápido e forte, e agora, pouco se vê adiante. Desânimo? Para ser honesta, sim. Mas sempre há noite estrelada cantando um samba assim: “levanta, sacode a poeira…”. Impõe-se a necessidade de repensar e reinventar.

»Temos que entender que esta é uma hora em que as autoridades estabelecidas falham, não podemos contar com eles. Ou pior: temos que viver apesar deles. Parar para conversar, entender-se, e combinar, é o mais simples a ser feito, ponto inicial de qualquer reorganização. Também serve para entender o momento, e para processar a dor, o medo e a solidão.

Estamos vivendo um mundo homogêneo, respeitando demasiadamente os limites, conformados com a pouca qualidade, tomando o médio por ótimo. Apesar da correria desenfreada, somos letárgicos e pouco críticos. E falamos sem parar, em inovação, mas pouco praticamos.

»Mais do que nunca, a sociedade civil organizada é uma maneira de poder agir, de desenvolver independência e encontrar formatos sem esperar eternamente. Esperar é muito chato, especialmente pelo que não vem. Encontrar nossos pares e agir de maneira conjunta está ao nosso alcance e é desejável. Criar alianças com quem acredita nas mesmas coisas, tem valores e objetivos semelhantes. Organizar-se, situar-se e determinar caminhos coletivos. Há certeza de não estarmos mais no terceiro mundo, incerteza sobre onde estamos, e esperança de poder inventar um lugar novo. Dar a volta por cima é inventar saídas, lugares, espaços, formatos e soluções.

»Não temos o que esperar, nem tempo ou porque fazê-lo. Mas é preciso conversar. É preciso imaginar um sonho, muitos sonhos, e viabilizá-los. Sonhos servem para muitas coisas: guiar nossos talentos, orientar ações, para encorajar, para estabelecer parâmetros, para não nos acomodarmos com pouco. Servem também para aprendermos a respeitar os sonhos dos outros, para buscar novas formas de conviver. Para que o novo se invente, e a diversidade possa surgir. Para que possamos utilizar os recursos de que dispomos da forma mais total e inteligente possível. Para avançarmos sobre nossos próprios limites, como atletas da vida. Estamos vivendo um mundo homogêneo, respeitando demasiadamente os limites, conformados com a pouca qualidade, tomando o médio por ótimo. Apesar da correria desenfreada, somos letárgicos e pouco críticos. E falamos sem parar, em inovação, mas pouco praticamos.

»Na maioria das vezes, fazemos “o que outros fizeram” — o que não expressa desejo e talento pessoal, logo, é vazio e enfadonho. Agir como consequência do sonho é empreender. Significa “decidir realizar” (o que pode ser uma tarefa difícil e trabalhosa), tentar, correr riscos. O meu sonho é que Santa Catarina reconheça seus valores, preserve as belezas que (ainda) tem e vitalize sua capacidade pujante de trabalho.

»Que se compreenda como um lugar em que grande parte da indústria depende da capacidade criativa, o que a torna um conjunto industrial/ambiental/cultural particular no mundo. Que busque novas formas de tratar e preparar profissionais - em particular os que administram processos criativos - com delicadeza e profundidade, fazendo decrescer vertiginosamente o consumo de drogas licitas no âmbito industrial, entre outras catástrofes do dia a dia. De maneira que possa crescer exponencialmente em entrega de valores e produtos, inteligência e discernimento. Para isso eu trabalho.»





Uma inovação

2016/05/18

«Ed Lee, de São Francisco: a diversidade é nossa força»



Camila Almeida. Revista EXAME



«O advogado Edwin Lee é filho de imigrantes chineses que aportaram na cidade de Seattle, na costa oeste dos Estados Unidos, na década de 1930. Seu pai começou a trabalhar como cozinheiro num restaurante da cidade e morreu quando ele tinha 15 anos; sua mãe sustentava os seis filhos trabalhando como costureira e garçonete. Mais tarde, ele formou em Direito, na Universidade da Califórnia, e atuou como advogado de imigrantes e refugiados.


»Em 2011, foi eleito prefeito de São Francisco pelo Partido Democrata e, em 2015, reeleito.

»Hoje, tem o desafio de manter a cidade na frente da corrida da inovação, mas precisa lidar com uma grave crise de moradia. A cidade tem milhares de pessoas vivendo nas ruas, entre algumas das empresas de tecnologia mais sedutoras do planeta. Como fazer os dois mundos coexistirem? Ed Lee falou a EXAME em uma visita a São Paulo em março.


»São Francisco é o berço das startups e da economia compartilhada. O que isso diz sobre estilo de vida e as aspirações de seus moradores?

»Nós temos mais de 2.000 empresas de tecnologia e somos a casa das empresas mais inovadoras do mundo, onde nasceram gigantes como Apple e Google. Há 25 anos, estávamos trabalhando com design e confecção de chips. Hoje, as pessoas trabalham em nuvem e com impressoras 3D. Nossas empresas criam negócios com base em dados concretos, o que as ajuda muito. E isso também aumenta a chance de a vida melhorar em São Francisco. Para ter sucesso, não é preciso ter riqueza, é preciso ter acesso. O sucesso está muito mais no uso compartilhado de veículos do que na pressão de possuir um carro. Esse é apenas um exemplo.


»A economia compartilhada tem entrado em conflito empresas mais tradicionais. Como fazê-los conviver pacificamente?

»A gente quer que a economia compartilhada complemente as empresas tradicionais. Por exemplo, na área de transporte público. As empresas de táxi, por muitos anos, tiveram a reputação de não servir os clientes muito bem. Agora, você tem aplicativos que permitem que motoristas descubram exatamente onde você está e para onde vai. Isso melhorou drasticamente o service inclusive das cooperativas de táxi. É uma pressão para fazer com que o foco seja o cliente, e isso é positivo para toda a discussão sobre transporte de qualidade. Isso explica por as pessoas precisam ter acesso à informação, para entender bem o consumidor . As empresas que ligam apenas para sua própria corporação não vão prosperar.


»São Francisco virou uma das cidades com os imóveis mais caros do país, e o debate sobre a moradia está em alta. Como o senhor está lidando com essa questão?

»Antes de tudo, é preciso entender porque enfrentamos uma crise de moradia. Por muitos anos, a cidade não deu atenção suficiente à construção de casas. E numa cidade atraente como São Francisco, se não construirmos mais casas, é claro que o preço vai subir. Nós não somos a única cidade que tem uma crise de moradia. Portland, Seattle, Los Angeles enfrentam os mesmos problemas. Estamos construindo casas em áreas da cidade que podem ser mais acessíveis, e ainda ter bom sistema de transporte. Criamos programas para garantir que os moradores de rua consigam empregos. E temos sido bem-sucedidos: o número de pessoas morando nas ruas não está aumentando. Mas o volume ainda é grande. Eu assumi um compromisso de desenvolver estratégias boas o bastante para que as 8.000 pessoas que estão nas ruas saiam dessa condição.


»Essas crises são intrínsecas às cidades tecnológicas? Em que parte da população está no topo, ganhando bem, enquanto a maior parte não tem acesso a esse universo?

»Eu olhei para isso historicamente. Sempre que um sucesso tremendo acomete em algum setor da indústria, é preciso um compromisso de fazer com que mais pessoas partilhem dessa prosperidade. A exclusão digital tem nos apresentado vários desafios. Nem todas as crianças nas escolas públicas tem um nível adequado de matemática e ciências. Nós temos que ter certeza de que nossas escolas estão educando crianças de todas as classes sociais. Porque nós não podemos viver numa cidade dividida. Para cada engenheiro de tecnologia que é contratado, há outras quatro vagas sendo criadas para dar suporte a essa tecnologia. O que a cidade deve fazer é assegurar que as pessoas estejam prontas para assumir esses postos.


»O que uma cidade pode fazer para fomentar a inovação?

»É preciso ter um campo aberto dentro das instituições de educação, que permitam que novas ideias surjam; tem que ter uma comunidade de negócios que receba novas ideias; precisa ter um governo aberto ao original e criativo. Isso abre caminho para a experimentação. Nós estamos passando por um grande experimento agora com carros sem motoristas. Vamos dar espaço para esses testes acontecerem. Tudo isso requer um tremendo apoio dos cidadãos, do governo, da rede de negócios, das instituições de educação.


É preciso ter um campo aberto dentro das instituições de educação, que permitam que novas ideias surjam; tem que ter uma comunidade de negócios que receba novas ideias; precisa ter um governo aberto ao original e criativo. Isso abre caminho para a experimentação.

»Você veio para o Brasil com um grupo de empresários, interessados em fazer negócios por aqui. Quais são as expectativas?

»Nossa expectativa é criar relacionamentos. Eu sou primeiro prefeito de São Francisco a vir para o Brasil. Eu quero convidar mais empresas brasileiras para ir a São Francisco e ver se nosso ambiente de inovação e de dados pode beneficiá-las. Se alguma empresa quiser ter uma base em São Francisco, nós daremos todo apoio e ajuda necessários com espaço, contato com bancos, empresas de investimento, busca por talentos. São Francisco foi construída com o trabalho dos imigrantes, e a diversidade é nossa maior força. Em reconhecimento a isso, nós acreditamos que a América Latina pode se beneficiar da imensa transformação tecnológica que está em curso na Bay Area. Brasileiros são os maiores usuários de redes sociais, atrás apenas dos Estados Unidos. Existe a forte possibilidade de que, juntos, nós possamos ajudar o Brasil a pensar em como sair dessa situação econômica difícil.


»Sua família é de imigrantes e o senhor é prefeito de uma cidade repleta deles. Agora, um dos pré-candidatos à Presidência, Donald Trump, tem propostas bem conservadoras em relação a migração. O que acha disso?

»Tem um candidato que parece ter o objetivo de nos dividir. Eu acredito que não sejam esses os valores da democracia e da sociedade americana. Nós precisamos de líderes que nos ajudem a lidar com o desafio de receber trabalhadores estrangeiros e também com a pobreza, e a solução sempre foi fazer com que todos trabalhem juntos. Quando nós não tínhamos unidade, a economia do país foi achatada de um jeito muito amargo. E essa segregação não traz solução nenhuma.»





Um inovador

2016/05/17

«Conheça a programação cultural dos Jogos Rio 2016. A cultura brasileira será a porta de entrada para a Olimpíada e Paralimpíada»



Portal Brasil



«Carnaval de rua, danças indígenas, apresentação de piano no Arpoador, exposições, mostras de filmes e espetáculos teatrais serão algumas das atrações que os turistas poderão acompanhar e participar durante os Jogos Rio 2016. O evento é esportivo, mas a cultura será a porta de entrada para a Olimpíada e Paralimpíada. Nesta quarta-feira (4) foi apresentada a programação completa para os Jogos, feita pelo Ministério da Cultura com diversos parceiros, na Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro. Serão dois mil espetáculos, que reunirão dez mil artistas nacionais, em mais de 80 espaços da cidade. Para o ministro da Cultura, Juca Ferreira, será uma oportunidade de o Brasil se afirmar perante o mundo a partir de sua diversidade cultural.

»“A cultura tem um significado enorme em um evento como esse. Os Jogos não são somente o esporte. Têm princípios, como o de que o mais importante é participar, da aceitação do diferente. Nesse espírito, a cultura entra suave. Serão muitas pessoas mobilizadas para os Jogos, uma audiência que somada deve chegar a cinco bilhões de telespectadores, um milhão de turistas no Rio, então, é importante disponibilizar uma série de eventos para que essas pessoas estabeleçam uma relação positiva com o Brasil. Essa programação vai dar um reforço para a Olimpíada de dimensões inimagináveis, isso fica como afirmação do País”, disse.

»Faça aqui o download da programação

»Toda a agenda também estará disponível no aplicativo “Culturi”, que será gratuito nas plataformas Android e iOS. Nele, o usuário poderá saber o local, o horário e a programação dos eventos culturais, com mapa localizador. O dispositivo poderá ser baixado na próxima semana e também trará as apresentações nas cidades do revezamento da tocha.

»O orçamento federal para a agenda de cultura dos Jogos foi de R$ 85 milhões e inclui contratação de estrutura, comunicação das ações e pagamento de cachês, ou seja, a parte de produção artística e executiva.

»Para o ministro do Esporte, Ricardo Leyser, a programação vai mostrar para o mundo os valores brasileiros de civilização. “O Brasil tem uma agenda moderna, da possibilidade da convivência com as várias origens seja qual for o recorte, da tolerância. Nada melhor que os Jogos para mostrar a ideia que temos de civilização, e a programação cultural aponta nesse sentido. Nós ficamos reconfortados e ansiosos por ver logo os Jogos. Vamos viver esse momento que vai ser tão bacana”, ressaltou.

»Os contratos estão sendo firmados e alguns já foram fechados. O Ministério da Cultura irá divulgar a programação detalhada, com os nomes, horários e locais das apresentações, quando a lista estiver completa. A previsão é que isso ocorra na próxima semana. Para as diferentes iniciativas serão feitas contratações diretas, além do processo de seleção a partir da abertura de editais, como a “Mostra Cena Brasil dos Festivais” e “Funarte Festival de Música nas Olimpíadas”, para programadores de cinema e música, respectivamente, realizarem curadoria com recorte dos festivais mais importantes do País.


O objetivo dos organizadores dos Jogos e do governo federal é movimentar os espaços públicos e as ruas do Rio.

»Inovações

»Uma das ações de destaque da programação cultural será uma novidade na história dos Jogos e ocorrerá dentro das praças esportivas. Em parceria com o Comitê Rio 2016, o Ministério da Cultura irá promover a “Sports Presentation”, espetáculos durante os intervalos das disputas, que devem envolver desde a apresentação de maracatu a rodas de capoeira.

»Outra iniciativa que deve chamar a atenção dos turistas será o “Piano no Arpoador”, concertos que serão realizados ao pôr do sol, por artistas brasileiros, em um grande piano montado na pedra que delimita Ipanema. Serão espalhadas caixas de som pela praia.

»Os principais pontos turísticos da cidade serão iluminados com macro projeções, que prometem colorir edifícios, pedras, monumentos e montanhas com obras de artistas de diversas regiões do País e de países como França, Itália, Japão e Austrália.

»O objetivo dos organizadores dos Jogos e do governo federal é movimentar os espaços públicos e as ruas do Rio. “O que a gente criou foi um conceito que é exatamente ter a cultura nas ruas, fazer da cidade um cenário vivo, não apenas carioca, mas nacional, onde a cultura brasileira possa estar presente para receber o Brasil, porque é isso que a gente vai estar fazendo. E o mais importante foi alinhar todas as instâncias governamentais de cultura, para que juntas elas pudessem fazer um recorte da nossa cultura como ela merece”, ressaltou Carla Camurati, diretora de cultura do Comitê Rio 2016.

»O principal local de irradiação das manifestações culturais será a “Casa Brasil”, localizada ao lado do Museu do Amanhã, na Praça Mauá. Outros locais, como a Fundição Progresso, os Arcos da Lapa, os Museus de Belas Artes, da República e Histórico Nacional, e a Biblioteca Nacional também terão agenda cheia. Nas avenidas irão desfilar blocos de carnaval, de Olinda, Recife, Salvador e do próprio Rio, enquanto 27 DJs – um representante de cada Estado – irão animar os banhistas nas praias da cidade.

»“Vários são os pontos de inovação, não só a relação da cultura gratuita, para todos, e ter momentos inesquecíveis e surpreendentes durante os Jogos”, afirmou Camurati, que destacou a boa receptividade do Comitê Olímpico Internacional para as propostas brasileiras.


»Pelo País

»As ações envolvem produtores culturais de todo o País e não ficarão restritas ao período dos Jogos e à capital fluminense. Em parceria com as prefeituras, o Ministério da Cultura fomentou a apresentação de artistas locais em 18 capitais e em outras cidades que receberão o revezamento da tocha olímpica, que teve início ontem, em Brasília, e percorrerá mais de 330 municípios até o dia 5 de agosto, data da abertura das competições, no Maracanã.

»“Temos uma parceria com 18 capitais do circuito da tocha, tentamos com todas, mas algumas não puderam. A ideia é fomentar as apresentações de artistas locais, aproveitar a visibilidade para mostrar o melhor da produção artística de cada cidade e Estado. Ontem, dez artistas de Brasília participaram da festa da tocha. Também teremos feiras de artes e de gastronomia local”, explicou o coordenador do Comitê Executivo dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Ministério da Cultura, Adriano D’Angelis.

»Para os artistas das cidades do tour da tocha, também foi aberto o edital do “Prêmio Arte Monumento Brasil 2016”, que selecionou 70 candidatos para produzirem obras de arte permanentes, como esculturas, que ficarão como legado para as localidades. Cada projeto selecionado ganhou R$ 30 mil para a produção artística.

»O presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO), Marcelo Pedroso, destacou a articulação realizada pelo Ministério da Cultura, que possibilitará que a cultura brasileira ganhe visibilidade internacional com o megaevento. “A APO é uma apoiadora desse processo liderado pelo Ministério, que fez um amplo trabalho de articulação. O resultado podemos ver hoje. Vamos aproveitar essa janela de visibilidade na realização dos Jogos e que começou ontem (terça-feira) com o percurso da tocha. Será uma oportunidade de mostrar a nossa riqueza cultural. O objetivo é de ter a cultura como elemento estratégico de posicionamento do Brasil”, concluiu.


»Fonte: Portal Brasil, com informações do Brasil 2016, do Ministério do Esporte e do Ministério da Cultura. Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil.»





Administração Pública e inovação

2016/05/16

Newsletter L&I, n.º 104 (2016-05-16)



n.º 104 (2016-05-16)

TAGS: # convivência # convivencia # convivialité # coexistence


Administração Pública e inovação | Administración Pública e innovación |
Administration Publique et innovation | Public Administration and innovation

Um inovador | Un innovador | Un innovateur | An innovator

Uma inovação | Una innovación | Une innovation | An innovation

A execução da inovaçao | La ejecución de la innovación | L’exécution de l’innovation |
The innovation execution



Index


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Liderar Inovando (PT)

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Liderar Innovando (ES)

«La cárcel que quería ser escuela» ( ► )
«Convive MAR con niños en el Zigzag» ( ► )
«Nueve retos a los que se enfrentan las empresas fintech para llegar
al usuario» ( ► )
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La Puebla» ( ► )

Mener avec Innovation (FR)

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«Made In 31 : à la découverte des pépites méconnues» ( ► )
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«Just’Rosé 2016 : l’art, la culture et le vin» ( ► )

Leadership and Innovation (EN)

«Liberia’s Vision 2030: An Overdue Trash or A Well-Thought-Out Scam» ( ► )
«‘There’s no such thing as bad dialogue,’ says ‘Forbes’ editor in Jerusalem» ( ► )
«Final Communiqué of the Summit of the
Organization of Islamic Cooperation» ( ► )
Ángel González: «Hands, heads and robots work in sync at Amazon
warehouses» ( ► )

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