2016/07/29

«5 formas surpreendentes e confirmadas pela ciência para aumentar sua criatividade»



Época NEGÓCIOS. Foto: ThinkStock.



«Acriatividade pode ajudar (e muito) a resolver problemas, tanto no trabalho quanto no dia-a-dia, e algumas atividades simples ajudam a aumentar o potencial de pensar de forma criativa. Em artigo publicado na Fast Company, Amantha Imber, fundadora da consultoria Inventium e autora do livro The Innovation Formula (A Fórmula da Inovação), afirma que um número crescente de pesquisas científicas sugerem que as pessoas podem se tornar pelo menos um pouco mais criativas do que são com a partir de algumas "táticas ou práticas". Confira:


»1. Olhar fixamente para o logo de uma marca

»Encarar uma imagem pode ajudar a aumentar sua criatividade? Um estudo realizado pelo professor Gavan Fitzsimons na Universidade de Duke, nos EUA, mostrou que sim: olhar para imagens carregadas de associações, como logomarcas, pode alterar a capacidade de uma pessoa em pensar de forma criativa. Especificamente, o estudo testou as imagens dos logos da Apple e da IBM. A primeira marca é conhecida por sua originalidade e design inovador, enquanto a segunda é mais associada a computadores antigos, na cor bege.

»No primeiro estudo, os participantes deveriam olhar para uma dessas imagens. Depois disso, precisariam elencar as possíveis formas de usar um tijolo. Os pesquisadores, então, descobriram que aquelas pessoas que ficaram olhando o logotipo da Apple tiverem desempenho significativamente melhor. De acordo com os pesquisadores, a diferença ocorre porque a percepção das pessoas quanto às duas companhias é oposta. Como os participantes associavam a Apple à inovação, apenas olhar para a famosa imagem da maçã era suficiente para desencadear pensamentos mais criativos.


»2. Imagine que você está em um encontro romântico

»No momento de acasalar, os machos da espécie de ave Ptilonorhynchidae gastam muito tempo construindo ninhos elaborados e coloridos. A fêmea é atraída pelos machos que constroem os ninhos mais criativos e decorados. Um grupo de pesquisadores da Universidade do Arizona, nos EUA, sugeriu que poderia haver uma conexão similar entre criatividade e relacionamentos.

»A partir dessa hipótese, eles criaram um experimento. Os participantes eram convidados a completar uma série de tarefas criativas. Um dos grupos iniciava as tarefas rapidamente, enquanto os pesquisadores pediam que os membros do outro grupo se imaginassem em um encontro romântico antes de começar. O resultado? As pessoas que se imaginavam com um parceiro tiverem melhor desempenho.

»Curiosamente, os indivíduos que ficaram mais criativos eram os homens. O efeito foi percebido também entre as mulheres, mas apenas quando elas imaginavam um parceiro confiável. Os resultados, segundo os autores da pesquisa, sugerem que quando os humanos estão realizando atividades que envolvem criatividade, podem atrair companheiros do sexo oposto. Ao longo da história, a criatividade foi uma característica importante para aumentar a capacidade de adaptação. Dessa forma, possíveis parceiros entendem que pessoas criativas têm habilidade para sobreviver aos mais complexos desafios.


Quando os humanos estão realizando atividades que envolvem criatividade, podem atrair companheiros do sexo oposto. Ao longo da história, a criatividade foi uma característica importante para aumentar a capacidade de adaptação. Dessa forma, possíveis parceiros entendem que pessoas criativas têm habilidade para sobreviver aos mais complexos desafios.

»3. Se exercite antes do trabalho

»O professor David Blanchette e um grupo de pesquisadores do Rhode Island College descobriram que realizar 30 minutos de exercícios aeróbicos pode aumentar a sua capacidade de resolver problemas de forma criativa. Esse efeito dura até duas horas depois do fim da atividade. Então, se você costuma ir a academia depois do trabalho, pode estar desperdiçando esse grande benefício. Seu dia de trabalho poderia ser mais produtivo fazendo essa alteração na sua rotina.


»4. Faça um aquecimento

»Da mesma forma que não se deve começar a musculação antes de fazer um aquecimento, uma pesquisa sugere que você não deve tentar solucionar um problema sem antes de "aquecer a mente". Um estudo publicado no Journal of Marketing Research comparou a capacidade das pessoas de resolver problemas depois de brincarem com Lego de formas diferentes. Um grupo recebia instruções para construir algo específico, enquanto os demais participantes deveriam construir o que quisessem.

»No fim, as pessoas que receberam instruções resolveram os problemas propostos de forma menos criativa do que aqueles que usaram o brinquedo de forma livre. Então, não apenas tire um tempo para se aquecer antes de começar a pensar no problema principal, mas pense em como se aquecer. Escolha tarefas sem instruções e que deem maior liberdade para pensar.


»5. Coma um lanche

»O sucesso do pensamento criativo está em tomar boas decisões, e a melhor forma de garantir isso, de acordo com a ciência, é não estar com o estômago vazio. Quando alguém está com fome, seu corpo produz um hormônio chamado grelina, que faz com que as pessoas tomem decisões mais impulsivas. Da próxima vez que precisar tomar uma grande decisão, ou quando estiver em um brainstorming, coma alguma coisa antes!»





A execução da inovaçao

2016/07/28

Deli Matsuo: «A holocracia está fazendo sucesso, mas faz sentido para sua empresa?»



Época NEGÓCIOS. Foto: Eric Bailey / Pexels



«Como costuma acontecer quando alguma novidade abala as estruturas do mundo dos negócios, é preciso cautela e sensatez para analisar o caso.

»É bem provável que você já tenha ouvido falar do modelo de gestão que acaba com a hierarquia — a tal holocracia. Não é para menos: de alguns tempos para cá, o conceito de “managerless” entrou de vez nas agendas de empresas, de todos os tamanhos e países. Com os revolucionários objetivos de diminuir a dependência dos CEOs e aumentar a horizontalidade das decisões, organizações como Zappos (EUA) e Vagas (Brasil) vêm adotando o modelo.

»No entanto, como costuma acontecer quando alguma novidade abala as estruturas do mundo dos negócios, é preciso cautela e sensatez para analisar o caso. Por isso, nesse artigo proponho um contraponto.


»IPO e ego não combinam com holocracia

»Existem alguns fatores que impedem que o modelo sem hierarquia funcione às maravilhas, como pregam por aí. O primeiro e mais importante é a questão do Initial Public Offering, ou IPO. Quando uma empresa decide abrir seu capital por meio da negociação de ações na Bolsa de Valores, não tem jeito: ela precisa ter um dono. Caso contrário, não vai dar certo. Sem uma figura que assuma a responsabilidade pela gestão, não haverá confiança por parte dos acionistas.

»A questão do ego também deve ser considerada com bastante cuidado: caso você tenha uma personalidade centralizadora, o modelo managerless estará condenado ao fracasso na sua empresa. O princípio da holocracia, por exemplo, é a cessão de poder. Ou seja, você precisa estar preparado(a) para, entre outras coisas, abrir mão de tomar decisões importantes.


Alguns fatores impedem que o modelo sem hierarquia funcione às maravilhas: quando uma empresa decide abrir seu capital na Bolsa de Valores ela precisa ter um dono, e caso você tenha uma personalidade centralizadora, o modelo managerless estará condenado ao fracasso na sua empresa.

»Se funciona para a Valve, não quer dizer que vá funcionar para sua empresa

»Outro exemplo que costuma ser citado pelos defensores do modelo sem hierarquia é a Valve (EUA). Os 400 funcionários desta desenvolvedora de games não têm gerentes nem chefes e, quando um novo colaborador chega, é instruído a escolher onde quer trabalhar, por exemplo.

»No entanto, a filosofia só se torna possível porque a empresa ganha muito dinheiro com software, que é um negócio de escala. Os preços dos produtos e serviços são altos, fato que garante margem para sustentar o modelo.

»A gestão de baixa complexidade e a pouca diferenciação nos processos da Valve também contribuem. Porque não há dúvidas de que o modelo sem hierarquia funcione melhor em monobusiness. Para aprofundar este assunto, sugiro a leitura de Employee Book, de Jim Collins.



»E a hierarquia? É tão nociva assim?

»Os defensores da holocracia costumam dizer que a hierarquia restringe a criatividade. Penso de forma um pouco diferente. A meu ver, hierarquia e criatividade podem, sim, conviver em total harmonia em uma gestão. Não só podem como devem, aliás. Basta que a estrutura de pessoas e os processos sejam desenhados para isto.

»O modelo de gestão do Google serve bem para ilustrar meu ponto. Embora a empresa adote a estrutura hierárquica, a estratégia foi elaborada de forma a incentivar a criatividade. Por exemplo: durante a semana, um número específico de horas trabalhadas devem ser dedicadas à reflexão criativa, sempre relacionadas a projetos de inovação. O importante, no final, é lembrar que, qualquer que seja o modelo adotado, ele deve ser estruturado para para estimular a criatividade.


»Objectives and Key Results

»Um outro assunto relacionado a modelos de gestão e bastante comentado atualmente são os Objectives and Key Results, ou OKRs. Sim, a tão falada metodologia criada no Vale do Silício para alinhar e engajar em torno de metas mensuráveis e dinâmicas. Gostaria de dedicar algumas palavras a ela.

»Para começar, é importante saber que há OKRs diferentes para cada área de uma empresa. Em engenharia, por exemplo, são usados como guias operacionais. Sendo assim, não necessariamente precisam ser alcançados; devem, sim, ser encarados como desafios, como inspiração.

»Ja na área de vendas e de adminsitração em geral, ocorre praticamente o contrário: assumindo o perfil das pessoas envolvidas, os OKRs são estabelecidos para serem alcançados. Se forem elaborados para inspirar seus funcionários, você correrá o risco de frustrá-los.


»A importância da trimestralidade

»Além disso, os OKRs deverão ser revisados a cada três meses. Incluindo, claro, feedback — e um período de trinta dias para que o colaborador se recupere. Caso a periodicidade seja mais extensa — seis meses, por exemplo –, seu funcionário perderá a chance de se recuperar rapidamente, de aumentar o bônus e de trazer mais resultado para a empresa. Frustração para todo mundo.


»Muito além do RH

»Outro aspecto importante dos OKRs é o de que eles não podem se resumir a processos de Recursos Humanos. As notas das métricas devem estar alinhadas à estratégia e à estrutura hierárquica do negócio, para que se tornem uma ferramenta de maior alcance. Por exemplo: por meio dos OKRs, você pode desenvolver políticas de transferência internacional e de promoção, entre outras.



»* Deli Matsuo, CEO e fundador da Appus.com. Ele retornou ao Brasil vindo do Vale do Silício, na Califórnia. No Google, foi diretor de RH na América Latina, Asia e, por último, na California. Mais recentemente foi VP de Tecnologia e RH do Grupo RBS. Artigo originalmente publicado pela Endeavor Brasil.»





Uma inovação

2016/07/27

«Artistas ingleses ensinam como ter ideias brilhantes»



Cinthya Oliveira. Hoje em Dia



«Ser criativo e ter boas ideias todo mundo quer, mas existe um senso comum de que são características atreladas a pessoas que nasceram com o dom de pensar diferente. A publicação interativa “O Livro das Ideias Brilhantes – E o que Fazer para Tê-las” (Valentina) vem nos mostrar que a criatividade acontece para quem sabe exercitar bem a mente.

»Feito pela dupla The Brothers McLeod – Greg e Myles, que são animadores, roteiristas e produtores de conteúdo para séries de TV, games e web na Inglaterra e chegaram a vencer um Bafta com um programa para a BBC –, o livro está cheio de atividades que têm o objetivo de despertar a imaginação.

»No início da publicação, os autores já mostram que é possível seguir a ordem das páginas (não numeradas) ou fazer as atividades de forma aleatória. São exercícios de texto e desenhos que não buscam o perfeccionismo, mas o estímulo para a ideia.


»Ações

»Conhecer os próprios desejos faz parte da primeira atividade: “Escreva aqui todas as coisas que tem vontade de fazer, mas ainda não sabe”. Outras listas surgem no caminho, como de coisas proibidas que gostaria de fazer (destruir uma Ferrari com uma marreta é uma sugestão da dupla).

Conhecer os próprios desejos faz parte da primeira atividade. Outras listas surgem no caminho, como de coisas proibidas que gostaria de fazer.

»São cem atividades lúdicas no total. Há ainda instruções para desenvolver os próprios balõezinhos em uma história em quadrinhos já desenhada (e o contrário, fazer desenhos para uma historinha já pronta), desenhar o próprio tapete, criar monstros, escrever haicais.

»As temáticas trabalhadas em minirredações são bem estranhas. Há desde um “descreva a melhor forma de se comer um biscoito recheado” ou escrever romances a partir de frases iniciais nonsenses.



»Para todas as idades

»Se o livro funciona, é difícil saber. Mas dá para garantir que é mais divertido do que os tradicionais livros de atividades presentes nas bancas – como um caça-palavras ou palavras cruzadas.

»No mínimo, a pessoa vai se divertir com o próprio traço ou o próprio texto, especialmente se tiver uma tendência nonsense. Quanto mais maluco, melhor, segundo os próprios autores: “Se algum dia você der uma olhada no livro, quando ele já estiver todo amassado e com páginas amareladas, cheias de rabiscos e anotações, e disser ‘quanta maluquice’, então, teremos cumprido nossa missão”.»





Um inovador

2016/07/26

«Kerry diz que liderança criativa é necessária para melhor resultado de Brexit»



David Brunnstrom. UOL



«O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, disse neste sábado que será necessária uma liderança criativa para obter o melhor resultado possível com a decisão da Grã-Bretanha de sair da União Europeia. Falando de Luxemburgo, Kerry reiterou que os Estados Unidos não querem a Brexit e que “não acha que foi uma boa ideia”, mas respeita o resultado do referendo de 23 de junho.

»“Embora às vezes as coisas pareçam sombrias e difíceis, há oportunidades em tudo, e você tem que encontrar a oportunidade, tem que trabalhar para fazer isso com uma liderança criativa”, disse ele.

Embora às vezes as coisas pareçam sombrias e difíceis, há oportunidades em tudo.

»“Estou absolutamente confiante de que se as pessoas se voltarem a isso refletidamente, cuidadosamente, com sobriedade, criatividade, há uma forma de encontrar a força de tudo o que faremos adiante.”

»Kerry irá participar de uma reunião de chanceleres da UE em Bruxelas na segunda-feira antes de seguir para a Grã-Bretanha.»





Administração Pública e inovação

2016/07/25

Newsletter L&I, n.º 114 (2016-07-25)



n.º 114 (2016-07-25)

TAGS: # inovação social # innovación social # innovation sociale # social innovation


Administração Pública e inovação | Administración Pública e innovación |
Administration Publique et innovation | Public Administration and innovation

Um inovador | Un innovador | Un innovateur | An innovator

Uma inovação | Una innovación | Une innovation | An innovation

A execução da inovaçao | La ejecución de la innovación | L’exécution de l’innovation |
The innovation execution



Index


Liderar Inovando (BR)

«Brazil Lab define os projetos que serão acelerados durante o programa de inovação» ( ► )
Renato Cunha: «Conheça a Malha, o maior espaço de moda colaborativa do Brasil» ( ► )
Leo Branco: «Crise vira motor para expansão de startups no Brasil» ( ► )
Débora da Silva Cândido: «Coopera: Professores participam de palestra com Max Haetinger» ( ► )

Liderar Inovando (PT)

São José Almeida: «Governo procura co-financiadores de projectos de Inovação Social» ( ► )
José Ribeiro: «Uma União Africana actuante» ( ► )
César Cruz: «Inovação pouco Social» ( ► )
«Municípios apresentam projetos para combater problemas como desemprego e despovoamento» ( ► )

Liderar Innovando (ES)

«Conozca a los innovadores sociales que buscan construir paz» ( ► )
Valle Sánchez: «Un colegio innovador en Torrijos» ( ► )
«Las empresas se suman a la innovación social con el cliente» ( ► )
Agustí Sala (@agustisala): «¿Quién gana más con la economía colaborativa?» ( ► )

Mener avec Innovation (FR)

«Appel à Projet National – Incubateurs d’innovation sociale» ( ► )
Fabrice Rusig: «Pour oublier la crise, réinventons la monnaie» ( ► )
Hubert Guillaud: «Quels enjeux pour les innovations démocratiques?» ( ► )
Corinne Manoury: «FairEvoluer, pour des marathons de l’innovation emploi et handicap» ( ► )

Leadership and Innovation (EN)

Howard Lake: «Social innovation fund open for applications» ( ► )
«MOU creates social innovation, ideation lab for China» ( ► )
Smeldy Ramirez and Svante Persson: «Drones: From Tools of War to Tools for Social Innovation» ( ► )
Anne Rodier: «France's ADN makes mark on social innovation» ( ► )

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2016/07/22

Débora da Silva Cândido: «Coopera: Professores participam de palestra com Max Haetinger»



Portal Veneza



«A Cooperativa Pioneira de Eletrificação – COOPERA promoveu na noite de ontem, terça-feira (05), a palestra “Escola que transforma e encanta vidas”, ministrada pelo professor Max Haetinger. O evento foi aberto pelo presidente da COOPERA Walmir Rampinelli e reuniu no auditório Alfredo Michels, no centro de Forquilhinha, mais de 200 professores da região.

»O palestrante abordou de forma lúdica e participativa questões sobre criatividade e inovação na sala de aula. “O tempo do professor que sabe tudo e o aluno que aprende e anota tudo, acabou. Agora, as pessoas estão com smartphones, tablets e centenas de canais de televisão. O aprendizado não é mais uma via única, mas uma via de mão dupla.

O tempo do professor que sabe tudo e o aluno que aprende e anota tudo, acabou. Agora, as pessoas estão com smartphones, tablets e centenas de canais de televisão. O aprendizado não é mais uma via única, mas uma via de mão dupla.

»O aluno aprende com o professor e o professor também aprende com o aluno. Como lidar com estas mudanças? O professor deve assumir seu papel de mediador, e para isso, é necessário valorizar a experiência de vida”, salientou Max.

»Max Haetinger é Doutorando em Ciências da Educação na Universidade do Porto/Portugal, Mestre em Educação, Especialista em Criatividade, Especialista em Tecnologias Aplicadas na Educação, Psicopedagogo, palestrante e autor de vários livros. Tem larga experiência na área de Educação, com ênfase na formação de professores e de formadores, dedicando-se principalmente à abordagem dos temas: processos de ensino-aprendizagem, aprendizagem lúdica, jogos e dinâmicas na educação, criatividade, redes de aprendizagem, educação a distância, tecnologias e informática aplicadas na educação, mídia e imagem na aprendizagem, educação cooperativa, motivação e trabalho em equipe.

»A coordenadora de Cooperativismo, Josimar Jacques Vendramini, explicou que o convite da COOPERA aos professores foi feito através das Secretarias Municipais de Educação. “Queremos agradecer a toda comunidade escolar da região que, como sempre, é parceira dos projetos educacionais coordenados pela cooperativa”, reforçou a coordenadora.»





A execução da inovaçao

2016/07/21

Leo Branco: «Crise vira motor para expansão de startups no Brasil»



Revista EXAME. Foto: Leandro Fonseca/Exame.



«Melhores & Maiores 2016 São Paulo — A história do mineiro Eduardo L’Hotellier, de 31 anos, parece com a de jovens ambiciosos do Vale do Silício que, com uma ideia consistente, acabam mudando a lógica de um setor inteiro. Em 2011, L’Hotellier criou a GetNinjas, plataforma online para recrutar mão de obra avulsa, como diarista, carpinteiro e pintor.

»Essa espécie de Mercado Livre dos serviços gerais surgiu depois que L’Hotellier, então um consultor com passagem pela McKinsey e pela Angra Partners, sentiu na pele uma dificuldade comum no Brasil: encontrar gente boa para trabalhos domésticos. A crescente demanda fez o negócio decolar rapidamente: a GetNinjas tem hoje 130 000 profissionais cadastrados e 1 milhão de clientes mensais.

»A empresa não revela os valores, mas estima-se que o faturamento já atinja 20 milhões de reais por ano. “Os números crescem a taxas de 2 dígitos por mês”, diz L’Hotellier. Um motor para a expansão veloz é a severa crise brasileira: com menos negócios nos clientes habituais, muitos profissionais autônomos migraram para a GetNinjas em busca de novos contatos.

»O serviço também chamou a atenção de investidores. Em 2015, o fundo de investimento americano Tiger liderou um aporte de 40 milhões de reais para a ampliação das operações da GetNinjas na América Latina. “A ideia é ser um classificado global de serviços”, afirma L’Hotellier. No horizonte de empreendedores como L’Hotellier, os percalços da economia brasileira estão longe de ser um problema.

»Ao contrário: para negócios como o da GetNinjas, a crise é uma oportunidade de brilhar. A ABStartups, uma associação do setor, estima que no ano passado tenham surgido 1 000 empresas de tecnologia com alto potencial de crescimento, 30% mais do que em 2014.

»O volume de recursos aportados em startups brasileiras vem crescendo 30% ao ano desde 2011 — em cinco anos, superou 1,3 bilhão de dólares, segundo a Lavca, associação de fundos com atuação na América Latina. Uma crise econômica costuma ser catalisadora de startups.

»Num momento em que o resto da economia precisa ganhar eficiência para lidar com receitas em queda, ganham espaço as empresas inovadoras, enxutas por natureza. Foi assim nos Estados Unidos.

»Em 2008, em meio à recessão causada pelo estouro da bolha imobiliária, engatinhavam negócios como o Uber, aplicativo que possibilita o compartilhamento de veículos, e o Airbnb, que permite alugar quartos de particulares. Juntas, as duas empresas valem hoje quase 100 bilhões de dólares.

»No Brasil, negócios inovadores têm também encontrado um terreno fértil. Com uma diferença em relação à experiência americana: lá, as startups surgiram num cenário de acesso quase universal à internet. Aqui, apenas metade dos 200 milhões de brasileiros está conectada à rede. Mesmo com muita gente ainda para entrar nesse mercado, o país já é a quinta maior economia digital.

»Com uma população hiperativa nas redes sociais, o Brasil está entre os três principais mercados para Facebook, Google e Twitter. Em meio à transição tecnológica de PC para celular como porta de acesso a serviços online, o país tem o maior número de celulares por habitante no mundo.

Com uma população hiperativa nas redes sociais, o Brasil está entre os três principais mercados para Facebook, Google e Twitter. Em meio à transição tecnológica de PC para celular como porta de acesso a serviços online, o país tem o maior número de celulares por habitante no mundo.

»“Olhando para a frente, isso só deve melhorar o ambiente para startups no Brasil”, diz Julie Ruvolo, diretora de investimentos da Lavca, em São Francisco. Não por acaso, o Google inaugurou em junho, em São Paulo, o Campus, espaço para abrigar empresas de tecnologia. É a sexta unidade no mundo.

»“Só países com alta taxa de criação de startups, como o Brasil, recebem esse tipo de investimento”, afirma André Barrence, diretor do Google Campus no Brasil. Com a crise, muitos profissionais qualificados trocaram a gerência em grandes empresas pela abertura de um negócio de tecnologia.

»É o caso dos administradores Paulo Castello, de 39 anos, Angelino Cruz, de 42, e do engenheiro Claudio Ferreira, de 41, sócios da paulistana Fhinck, desenvolvedora de softwares que medem a produtividade do trabalho e sugerem ações para uma empresa ganhar eficiência.

»Em 2014, os sócios largaram a carreira executiva em grandes empresas, como a varejista Walmart e o frigorífico Marfrig, e investiram 200 000 reais para abrir a Fhinck. “A crise estagnaria minha carreira”, diz Castello. “Hoje vendo um sistema que ajuda empresas a enfrentar a crise.”

»A Fhinck deverá faturar neste ano 3,5 milhões de reais com clientes como a consultoria Accenture, que adotou o sistema no Brasil e poderá exportá-lo para mais de 200 000 estações de trabalho no mundo. A economia em queda livre facilitou a aquisição de mão de obra qualificada.

»Na GetNinjas, que recentemente trocou um escritório compartilhado por um espaço próprio de 700 metros quadrados na zona oeste de São Paulo, o quadro de funcionários dobrou desde o ano passado — hoje são 80. E o interesse por startups também motivou a criação de uma escola, a Gama, que oferece aulas de vendas online e gestão de sites.

»Com sede em Belo Horizonte, a Gama deverá abrir até o fim do ano unidades em São Paulo e Curitiba. “Há 2 000 candidatos na fila de espera”, afirma o sócio Guilherme Junqueira. Além de atrair gente boa, o ecossistema das startups está deixando de se concentrar em poucas metrópoles.

»Segundo a Endeavor, instituição de apoio ao empreendedorismo, cidades médias, como Florianópolis, Uberlândia, no Triângulo Mineiro, e São José dos Campos, no interior paulista, figuram entre os melhores berçários para empresas de tecnologia no país. A novidade é que o apelo das startups existe até mesmo em cidades distantes de centros universitários consolidados.

»Uma evidência disso são programas como o Like a Boss, do Sebrae, que treina gente disposta a abrir um negócio de tecnologia. Desde o início, em 2013, mais de 2 500 empreendedores passaram pelo programa, que teve turmas em cidades como Rio Branco, no Acre, Pato Branco, no Paraná, e Juazeiro do Norte, no Ceará.

»“A ideia é começar um ecossistema e estimular os pioneiros a ensinar outros interessados a ter uma startup”, afirma Marcio Brito, coordenador do Sebrae. Essa orientação está nos planos dos ama¬paenses Calmon de Eron Silva, de 31 anos, Fabio dos Santos, de 32, e Antonio Fascio Terceiro, de 39, sócios da Orça Fascio, plataforma online para cotação de material para construção.

»Fundada em Macapá há cinco anos, a Orça Fascio espera uma receita anual de 5 milhões de reais. Formados em computação, os sócios se conheceram no emprego público. “Estávamos cansados da falta de perspectiva”, diz Eron Silva. “Com a empresa, pudemos viajar pelo país atendendo clientes como a Sabesp, a Receita Federal e o Comitê dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro.”

»As andanças também atraíram investidores como a Startup Farm, aceleradora de negócios para a qual a Orça Fascio se mudou em janeiro. A expansão das startups num Brasil em crise pode ser explicada também pela inovação desses negócios — o que gera benefícios em cadeias inteiras.

»Um exemplo é a Nama, desenvolvedora paulistana de robôs virtuais, os “bots”, capazes de substituir um humano no atendimento a clientes. Criada em 2014 pelo publicitário Rodrigo Scotti, de 30 anos, a Nama deverá faturar 2 milhões neste ano.

»Entre os contratantes está o governo paulista, que planeja empregar a tecnologia numa reforma do site do Poupatempo, no qual hoje é possível requisitar serviços públicos, como emissão da carteira de identidade e de boletim de ocorrência. “O objetivo é usar robozinhos virtuais para dar respostas automáticas ao cidadão em ambientes como WhatsApp e Facebook”, diz Scotti.

»Com o câmbio jogando a favor das exportações brasileiras, o mercado externo está aberto para startups locais. É o que tem percebido a Nanovetores, empresa de Florianópolis que patenteou uma película feita com nanotecnologia para proteger princípios ativos de produtos como emagrecedores e cremes anticelulite.

»“Essa casca faz o princípio ativo agir no local e hora mais adequados para um bom efeito no corpo”, diz Betina Giehl Zanetti Ramos, de 38 anos, que abriu a Nanovetores em 2012 depois de concluir o doutorado em farmácia. Em 2016, a Nanovetores prevê exportar para 22 países e alcançar uma receita de 20 milhões de reais — dez vezes o valor de 2014.

»No ano passado, o Criatec, fundo do BNDES para startups, colocou 3 milhões de reais no negócio. “Há mercado para a Nanovetores na Europa e na Ásia”, diz Gustavo Junqueira, diretor da Inseed, gestora do Criatec. Embora o cenário seja promissor, há percalços na trajetória das startups brasileiras.

»O volume de negócios e de investimentos no ecossistema está em alta, mas ainda é arriscado colocar dinheiro numa empresa dessas. A taxa de mortalidade de startups no país, de 25% ao ano, diminui o retorno dos aportes. A tributação também não ajuda: quando um investidor vende sua participação numa startup, a Receita Federal come um terço dos ganhos, em média.

»“A junção das duas coisas afugenta investidores”, diz Alan Leite, sócio da Startup Farm e fundador do Dínamo, grupo de investidores e donos de startups que planejam encaminhar ao Congresso uma legislação para reduzir a cobrança de imposto de renda. Outro desafio é a crise em si.

»Se ela continuar em 2017, a tendência é o capital que hoje escolhe o Brasil migrar para outros mercados com alto potencial, como o México.

»“Os fundos precisam sentir logo que o dinheiro colocado aqui valeu a pena”, afirma Rodrigo Menezes, coordenador da Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital. Até o momento, as startups brasileiras se mostraram capazes de mudar mercados e resistir à crise. A prova de fogo começa agora.»





Uma inovação

2016/07/20

Renato Cunha: «Conheça a Malha, o maior espaço de moda colaborativa do Brasil»



Stylo Urbano



«“Justo é o novo preto”, este é o lema da Malha, o maior espaço de moda colaborativa do Brasil que está situado em São Cristóvão, coração da moda carioca e pólo nacional de produção e grandes marcas. A Malha é uma plataforma para o ecossistema da moda brasileira e que pretende conectar estilistas, jornalistas, fotógrafos, stylists, artistas, designers, empreendedores e consumidores para juntos construírem uma moda focada no comércio justo, na produção local, na economia colaborativa, na sustentabilidade e na tecnologia.

»A Malha é o primeiro projeto de uma Fashion Lab no Brasil e está instalado dentro num galpão de 2.000m² onde por anos funcionou uma gráfica, e que agora vai reunir escritórios para marcas, estilistas e criadores, maquinário completo para produção, laboratório de inovação, escola, showroom, praça interna, estúdio fotográfico e café. A Malha surge em torno de um propósito comum que é o de criar o futuro da moda brasileira.

»O projeto é uma iniciativa de Herman Bessler, fundador e CEO do Templo, o primeiro espaço de coworking criativo do Rio, e André Carvalhal, escritor, professor e ex-gerente de marketing da FARM, e tem como fundadores e parceiros marcas como FARM, IED, Casa XX, RioEtc, Wasabi, Muda, Caio Braz e IPANEMA. A Malha passa por um período de pré-lançamento entre fevereiro e abril com intervenções artísticas, feiras, desfiles, palestras, workshops.

O projeto é uma iniciativa de Herman Bessler, fundador e CEO do Templo, o primeiro espaço de coworking criativo do Rio, e André Carvalhal, escritor, professor e ex-gerente de marketing da FARM.

»Durante a ocupação, estará aberta a pré-venda de espaços para coworkers e marcas residentes. A ideia dos fundadores é criar novas experiências de moda colaborativa e servir como incubadora de projetos, onde pequenas marcas de moda poderão ser alavancadas por estarem dentro de uma rede formada por vários tipos de profissionais onde também poderão fazer parcerias, ter acesso a tecnologias como impressoras 3-D, costureiras, modelistas e estúdio de foto.

»A Malha vai oferecer cursos, palestras, workshops e showrooms voltados para a área de Estilo e Negócios de Moda. Todo o conteúdo será open-source (aberto) e disponível para a rede. Trabalhar em espaços compartilhados cria várias vantagens para impulsionar negócios de moda.

»A Malha contará com 30 salas para escritórios e mais 60 pontos compartilhados para trabalhadores individuais, além de diversas áreas de encontro. A ideia é que as pessoas compartilhem propósitos, ideias, ferramentas, conhecimento e façam conexões. Quem quiser participar deve enviar um e-mail para contato@malha.cc apresentando o seu trabalho.»





Um inovador

2016/07/19

«Brazil Lab define os projetos que serão acelerados durante o programa de inovação»



EXAME.com. Este conteúdo de divulgação comercial é fornecido pela empresa Dino e não é de responsabilidade de EXAME.com.



«O programa de estímulo ao empreendedorismo Brazil Lab, iniciativa ligada ao Centro de Liderança Pública (CLP), acaba de definir os 12 projetos que serão acelerados nos próximos quatro meses. As propostas escolhidas, entre 138 inscritos de 20 estados brasileiros, estão focadas em soluções para as administrações públicas nas áreas de Saúde, Educação e Sustentabilidade Ambiental.

»Durante os quatro meses de mentoria, os empreendedores serão ajudados por especialistas e professores do MIT, Harvard, Stanford, INSPER e FGV a desenvolver a proposta. Os selecionados também terão acesso a um grande ciclo de palestras com conteúdo especializado e desenvolvido especialmente para capacitar os participantes do programa. Após essa fase, três finalistas serão escolhidos e o vencedor receberá como prêmio um investimento de U$ 5.000 para dar início a implementação de sua ideia.

»Entre os destaques do programa está a grande aposta do Brazil Lab na tecnologia como uma poderosa aliada da Saúde Pública. Assim, as startups do segmento selecionadas para o programa têm pela frente um grande desafio: mostrar resultados eficientes e seguros para combater, por exemplo, doenças crônicas, além de facilitar o acesso da população ao atendimento e acompanhamento médico, tudo isso em larga escala e com baixo custo.

Entre os destaques do programa está a grande aposta do Brazil Lab na tecnologia como uma poderosa aliada da Saúde Pública.

»Um dos projetos selecionados que se destaca no setor é a TagFit, primeira rede social brasileira focada em saúde e qualidade de vida, que trabalha diretamente para a redução do risco de doenças crônicas de forma prática e sem custos para o usuário. O aplicativo, disponível para Android, conta com profissionais da área de saúde que acompanham as fotos dos usuários 24h por dia e dão dicas e orientações personalizadas, que ajudam na adoção de hábitos mais saudáveis, como ter uma alimentação mais equilibrada e maior frequência de exercícios físicos. A ideia é que os usuários sejam motivados por profissionais e por outras pessoas na mesma situação a buscar os resultados desejados, com diminuição de peso e ganho de saúde. O aplicativo, idealizado pelo empresário Guilherme Sakajiri e desenvolvido pelo pernambucano Yelken Gonzales, está disponível gratuitamente para download na Play Store e já possui mais de 10 mil downloads.

»A escolha dos 12 finalistas aconteceu na última quarta-feira (29), após os empreendedores apresentarem suas ideias a uma banca de especialistas e mentores do Brazil Lab. A escolha levou em consideração os projetos que podem ser mais aproveitados pelos municípios para melhorar a qualidade de vida da população.

»O Brazil Lab surgiu como uma forma de atender as necessidades de inovação para soluções de problemas sociais em larga escala, como questões de saúde, abastecimento, locomoção, educação, empregabilidade, entre outras diversas preocupações do setor público. A ideia é que os empreendedores e jovens com ideias inovadoras contribuam para ajudar o governo a lidar com esses desafios.

»Para saber mais, acesse: www.brazillab.org.br





Administração Pública e inovação

2016/07/18

Newsletter L&I, n.º 113 (2016-07-18)



n.º 113 (2016-07-18)

TAGS: # responsabilidade jurídica dos robôs # responsabilidad jurídica de los robots # responsabilité juridique des robots # juridic responsibility of robots


Administração Pública e inovação | Administración Pública e innovación |
Administration Publique et innovation | Public Administration and innovation

Um inovador | Un innovador | Un innovateur | An innovator

Uma inovação | Una innovación | Une innovation | An innovation

A execução da inovaçao | La ejecución de la innovación | L’exécution de l’innovation |
The innovation execution



Index


Liderar Inovando (BR)

«Sugestões vencedoras do concurso Robotização no Judiciário preveem ferramentas inovadoras» ( ► )
Fábio Zugman: «Por que você não vai perder seu emprego para um robô» ( ► )
«Arie Halpern: a nova construção civil será disruptiva» ( ► )
«Parlamento Europeu apresenta proposta sobre robôs e “sobrevivência de espécies”» ( ► )

Liderar Inovando (PT)

«Investigadora da Universidade de Coimbra estuda a Responsabilidade Jurídica dos Robots» ( ► )
«As seis novas regras da robótica e IA, segundo a Microsoft» ( ► )
João de Sousa: «A personalidade jurídica dos robots» ( ► )
«Estátua Heterodoxa de Leonel Moura homenageia Eduardo Lourenço» ( ► )

Liderar Innovando (ES)

Javier Puyol: «¿Los robots son personas electrónicas?» ( ► )
Miguel Ángel Ossorio Vega: «Los robots podrían cotizar a la Seguridad
Social» ( ► )
Miguel Ron Rodríguez: «Coches autónomos: ¿estamos preparados?» ( ► )
Javier Antonio Nisa Ávila: «Robótica e Inteligencia Artificial, ¿legislación social o nuevo ordenamiento jurídico?» ( ► )

Mener avec Innovation (FR)

Alain Bensoussan: «Pour un statut juridique des robots intelligents similaire aux humains» ( ► )
«Les robots autonomes bientôt considérés comme des personnes aux yeux de la loi?» ( ► )
Guillaume Champeau: «Droit et éthique des robots: 3 propositions futuristes à lire ce week-end» ( ► )
Elena Roditi: «EuRobotics: Livre vert sur les aspects juridiques des robots» ( ► )

Leadership and Innovation (EN)

«EU laws should recognise liability of robots, says MEP» ( ► )
Olivia Goldhill: «English robots will miss their big shot for a “bill of rights” when Brexit takes hold» ( ► )
Orsolya Zara: «Robo sapiens: a new legal person on the horizon? Re-framing the law to account for responsibility of autonomous robots» ( ► )
Peter Morici: «Bad government policies block good jobs» ( ► )

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Atribución-NoComercial 4.0 Internacional








2016/07/15

«Parlamento Europeu apresenta proposta sobre robôs e “sobrevivência de espécies”»



Sputnik News



«“As Leis da Robótica” podem parecer o título de um artigo científico sobre criação da inteligência artificial, mas a verdade é ainda mais fantástica.

»O deputado do Luxemburgo Mady Delvaux acaba de elaborar um relatório provisório com a Comissão dos Assuntos Jurídicos do Parlamento Europeu que poderá levar à concessão de direitos específicos aos robôs, que serão chamados de “pessoas eletrônicas”.

»Enquanto há elementos do relatório que parecem mais um roteiro de filme de ficção científica, este contém também propostas razoáveis que poderão se tornar muito importantes e úteis com o próximo desenvolvimento da inteligência artificial.

»É raro que uma proposta do Parlamento Europeu refira Frankenstein, Pigmaleão ou Golem, mas a proposta em questão faz exatamente isso – chama a atenção ao trabalho atual na esfera de criação de robôs.

»O documento sublinha que podemos estar à beira de uma nova revolução.

É raro que uma proposta do Parlamento Europeu refira Frankenstein, Pigmaleão ou Golem, mas a proposta em questão faz exatamente isso – chama a atenção ao trabalho atual na esfera de criação de robôs.

»O autor explica detalhadamente a importância de considerar as ações dos robôs criados com tecnologias humanoides no quadro legal, nomeadamente em casos nos quais a inteligência artificial atinge um nível no qual a máquina “pode parcialmente ou completamente ser considerada responsável por suas ações ou omissões”.

»A proposta também coloca a questão sobre o estatuto legal que deve ou não deve ser atribuído aos robôs. Tal atribuição significaria que certas decisões tomadas pela inteligência artificial podem ser consideradas como pertencentes a “pessoas eletrônicas” em casos em que as suas decisões e interações com terceiras pessoas sejam anônimas.

»Além de alegações sobre a divisão do poder entre governos de pessoas e robôs, o documento (que é real e não criado em um filme da ficção científica) trata de questões de ética. Por exemplo, a responsabilidade das organizações que usem robôs em vez de pessoas como força de trabalho de divulgarem o montante de poupança que esta decisão permitiu. Além disso, o documento prevê um tipo de cartão de segurança social ou seguro para cobrir os possíveis gastos jurídicos que as empresas podem incorrer devido às ações dos robô, bem como uma clara descrição dos limites das ações de uma máquina com inteligência artificial.

»Os parlamentares europeus votarão na proposta, embora já seja claro que esta provocará debates interessantes, já que muitas empresas argumentam que número excessivo de leis que tratam da tecnologia robótica ainda não criada podem prejudicar o processo de pesquisa e desenvolvimento atual.»





A execução da inovaçao

2016/07/14

«Arie Halpern: a nova construção civil será disruptiva»



EXAME.com. Este conteúdo de divulgação comercial é fornecido pela empresa Dino e não é de responsabilidade de EXAME.com.



«O economista e empreendedor com foco em inovação Arie Halpern fala, neste artigo, sobre as inovações no setor da construção

»As tecnologias disruptivas avançam para a construção civil. De novas formas de captação de energia renovável até capacetes com realidade aumentada e concreto inteligente, as inovações vão muito além dos robôs e drones. O Brasil está atrasado em relação à indústria dos Estados Unidos e de países da Europa, mercados onde a construção é um dos setores que mais investe em novas tecnologias, mas, nos próximos cinco anos, a indústria nacional espera encostar na internacional.

»Sondagem Especial, feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostra que, apesar do fraco desempenho do setor, que representa 10% do Produto Interno Bruto e emprega mais de 8 milhões de trabalhadores, 80% das indústrias da construção pretendem investir em novas tecnologias nos próximos cinco anos. Os empresários, segundo a CNI, entendem que é importante modernizar os processos de produção e de gestão para elevar a produtividade e aumentar a qualidade das obras.

»No mundo, há os chamados “green building” (construção verde, em tradução livre). Um exemplo de projeto com esse conceito são as “kinects roads”, ou “estradas cinéticas”. Como o próprio nome sugere, essas estradas são construídas com sensores que capturam a energia cinética liberada pelos carros e, depois, a convertem em energia elétrica. Algumas empresas também estudam desenvolver “estradas solares” e “vidros fotovoltaicos”, que captam e armazenam energia solar.

»Produtos acabados que usam nova tecnologia também estão na mira da construção civil. Um exemplo é o vidro inteligente, criado pela israelense Gauzy. Ele é capaz de bloquear a passagem da luz em diferentes intensidades, utilizando impulsos eletromagnéticos. Chamado de smart blinds, a tecnologia está presente em mais de 13 países, incluindo o Brasil. A expectativa é de que, na medida em que novas tecnologias surjam, o mercado de vidros inteligentes chegue de 10% a 15% do consumo.

Produtos acabados que usam nova tecnologia também estão na mira da construção civil. Um exemplo é o vidro inteligente, criado pela israelense Gauzy. Ele é capaz de bloquear a passagem da luz em diferentes intensidades, utilizando impulsos eletromagnéticos.

»O concreto capaz de se reparar sozinho é outra inovação de ponta. Chamado por seu criador, Hendrik Jonker, de bioconcreto, esse material é capaz de se reparar graças à presença de bactérias encontradas naturalmente em regiões vulcânicas e que, quando postas em contato com a água, produzem calcário, fechando assim qualquer fissura que o material tenha antes que elas o danifiquem.

»Até mesmo a realidade aumentada passou a fazer parte do cotidiano dos trabalhos nos canteiros de obra, como os Smart Helmets. Esses capacetes de proteção possuem óculos de realidade aumentada e podem dar aos trabalhadores informações em tempo real sobre a construção, como leitura de válvulas, dados térmicos, materiais no estoque e instruções de segurança. Com isso, o Smart Helmet aumenta a produtividade e torna o trabalho dos construtores mais seguro. O Building information modelling (BIM) também é cada vez mais utilizado. O princípio é simples: quando alguém atualiza um pedaço de informação sobre a construção, todo mundo recebe essa atualização, como em um serviço de nuvem, agilizando a forma de trabalho.

»Como se vê, a construção tem grande potencial disruptivo e é por isso que a atenção da indústria internacional está voltada para as novas tecnologias. As pessoas ainda têm uma imagem antiga do setor, mas, conforme essas tecnologias forem se concretizando, vamos assistir a um avanço sem precedentes não só no que diz respeito à rotina laboral dos trabalhadores da área, mas nas próprias construções.

»Website: http://ariehalpern.com.br/»





Uma inovação

2016/07/13

Fábio Zugman: «Por que você não vai perder seu emprego para um robô»



Administradores



«A inteligência artificial já pode executar algumas tarefas melhor que nós, humanos. Mas isso não é nosso fim.

»Os robôs estão chegando! A inteligência artificial vai roubar seu emprego! Volta e meia vemos imagens de robôs na mídia, ou somos informados de algum sistema que vai acabar completamente com o mercado de trabalho como o conhecemos e nos transformar todos em mendigos obsoletos.

»A mídia e os mesmos especialistas que nunca acertam uma parecem adorar falar sobre o tema e volta e meia vemos uma nova projeção: a inteligência artificial vai acabar com não sei quantos milhões de empregos. A robótica vai substituir empregados no mundo inteiro. Vamos todos ficar desempregados enquanto versões da Rose dos Jetsons ocupam nossos bons e velhos empregos! Isso até algum robô bacana ir dormir Rose e acordar Terminator, e resolver se livrar de nós de uma vez.

»A ficção científica, aliás, não ajudou muito. Para cada simpático tenente Data do Star Trek, temos dezenas de Cylons, Cybermen,

»Hals, Ultrons e um bando de seres mecânicos irritadinhos dispostos a tornar nossas vidas um inferno. Claro que, do ponto de vista da narrativa, é muito mais legal termos robôs assassinos do que história do tipo “Aí os Vingadores criaram o Ultron, e tudo deu certo e a paz reinou - Fim”.

»Hoje, parece que finalmente chegamos em um ponto em que a Inteligência Artificial parou de ser coisa da ficção e se tornará cada vez mais útil. Naturalmente, o medo do desconhecido sempre faz o futuro parecer mais sombrio.

»Se você acha que um dia os robôs vão se revoltar e matar todos nós, lembre-se de que exatamente zero pessoas morreram até hoje por que seus computadores decidiram assassiná-las, mas segundo a organização mundial da saúde mais de um milhão de pessoas morrem por ano no mundo por acidentes de tráfego e carros que se dirigem sozinhos estão cada vez mais próximos de se tornarem realidade.

Se você acha que um dia os robôs vão se revoltar e matar todos nós, lembre-se de que exatamente zero pessoas morreram até hoje por que seus computadores decidiram assassiná-las, mas segundo a organização mundial da saúde mais de um milhão de pessoas morrem por ano no mundo por acidentes de tráfego.

»Dá para imaginar o número de mortes e acidentes que podem ser evitados, a um nível global, a partir do momento em que os motoristas – e erros – humanos forem retirados da equação? Pouca gente percebeu que esse tipo de inovação vai fazer mais pela saúde do que muitos avanços da medicina (obviamente que se muitos motoristas profissionais já se incomodam com o Uber, imagina a gritaria quando os motoristas de carne e osso forem substituídos por computadores).

»Outras inovações estão cada vez mais próximas. Que tal sistemas que conseguem prever o risco de você ter um ataque cardíaco nos próximos dias? Ou um sistema que tire o erro humano da administração do seu dinheiro e maximize os seus resultados com base em seus objetivos? Que tal, ainda, um laboratório que consiga realizar experimentos de modo automatizado, tirando os erros e idiossincrasias que o ser humano traz? (Em um de meus exemplos favoritos, um pesquisador percebeu que o bafo do que comia no almoço alterava as propriedades físicas de seu experimento - robôs não param para o almoço, e é mais fácil garantir a integridade de um agente químico se não precisarmos passar pelas mãos trêmulas e cheias de tranqueiras daqueles seres feitos de DNA).

»Com tudo isso, será que precisamos ter medo de tais avanços?

»A melhor pista pode ser encontrada na batalha que começou a coisa toda. As partidas de xadrez entre o Deep Blue da IBM e o mestre Gary Gasparov entraram para a história como a primeira vez em que máquina bateu o ser humano em uma atividade considerada especialidade de seres humanos. Até então, considerava-se que computadores eram bons em fazer contas e coisas do tipo, mas que dificilmente substituiriam a capacidade humana de criar estratégias em algo complexo como um jogo de xadrez.»





Um inovador

2016/07/12

«Sugestões vencedoras do concurso Robotização no Judiciário preveem ferramentas inovadoras»



AJUFE



«A desembargadora aposentada Vera Jucovsky, do Tribunal Regional Federal da 3ª região, foi a responsável por entregar as premiações aos vencedores do concurso de artigos “Robotização no Poder Judiciário”.

»O primeiro lugar ficou com Francisco Antonio Cavalcante Lima, que propôs a criação de softwares de automação com a ferramenta “SikuliX”, que constroi robôs que podem ser úteis em várias tarefas repetitivas.

»Entre as funções, destacam-se: cadastro e digitalização de documentos; cadastro e juntada de petições intermediárias; alocação de processos para um usuário; carregamento de processos na fila do fluxo de trabalho; análise de pedido de citação por edital e conferência de texto e alteração classe da última petição.

»Em segundo lugar, André Luís de Aguiar Tesheiner apresentou o “Sistema Automatizado de Cálculo de Prescrição Penal”, que propõe um algoritmo de cálculo de prescrição penal que leve em conta as disposições da lei e da jurisprudência.

»“O sistema pode gerar, automaticamente, uma relação dos processos que estão em vias de prescrever, evitando-se, com isso, falha na prestação jurisdicional e impunidade”, afirma o autor.

O sistema pode gerar, automaticamente, uma relação dos processos que estão em vias de prescrever, evitando-se, com isso, falha na prestação jurisdicional e impunidade.

»A terceira posição foi de Rafael Leite Paulo, com um estudo de caso sobre o “Uso de aplicativos e scripts desenvolvidos localmente para a automação de tarefas repetitivas em varas com grande acervo”.

»Segundo ele, a inexistência de equipes dedicadas ao desenvolvimento de softwares inviabiliza uma cultura de constante atualização dos sistemas.

»A sugestão foi o uso do programa AutoHotkey para a confecção das ferramentas de automação. “A utilização desses aplicativos e scripts localmente, com baixa complexidade, possibilita grandes ganhos para produtividade”, arrematou Rafael.»





Administração Pública e inovação

2016/07/11

Newsletter L&I, n.º 112 (2016-07-11)



n.º 112 (2016-07-11)

TAGS: # disrupção empresarial # disrupción empresarial # disruption en entreprise # corporate disruption


Administração Pública e inovação | Administración Pública e innovación |
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Um inovador | Un innovador | Un innovateur | An innovator

Uma inovação | Una innovación | Une innovation | An innovation

A execução da inovaçao | La ejecución de la innovación | L’exécution de l’innovation |
The innovation execution



Index


Liderar Inovando (BR)

José Isaías Venera: «Vão-se os dedos, ficam os anéis» ( ► )
«Novo presidente da EY no País mostra como a corrupção
afasta investidores» ( ► )
Lia Vasconcelos: «Um dia, Ana Fontes foi discriminada. Como reagiu? Criou uma rede de referência em empreendedorismo feminino» ( ► )
Roberto Dias Duarte: «A verdadeira inovação disruptiva nos
escritórios contábeis» ( ► )

Liderar Inovando (PT)

«FMI lança avisos sobre o elevado endividamento das empresas chinesas e do impacto de uma crise global» ( ► )
«“Há inquietação no mercado”, considera José Manuel Paraíso, director de Global Services, na IBM Portugal» ( ► )
Mark Barrenechea: «Disrupção ou morte» ( ► )
Adolfo Ramírez Morales: «7 dimensões de disrupção digital no sector
financeiro» ( ► )

Liderar Innovando (ES)

«Abril-Martorell (Indra) afirma que la transformación digital es clave para la supervivencia de las empresas» ( ► )
«Empresas buscan renovarse para sortear economía global» ( ► )
Darío Epstein: «¿En qué vamos a trabajar?» ( ► )
«CITES: Oportunidad para emprendedores tecnológicos» ( ► )

Mener avec Innovation (FR)

«BtoB Summit 2016: prêt à disrupter?» ( ► )
«L’irrésistible avancée des géants de l'Internet chinois» ( ► )
Vincent Daffourd: «L’ubérisation et la blockchain imposent leur loi!» ( ► )
«OneUp lève 2 millions de dollars pour automatiser les tâches comptables et administratives» ( ► )

Leadership and Innovation (EN)

«Disruptive technologies are transforming downstream industry» ( ► )
«Disruptive thinking: Sheryl Sandberg in conversation at American Enterprise Institute (AEI)» ( ► )
Steve Boese: «The Next Wave in HR Disruption» ( ► )
Renata Cooper: «What it’s actually like to move to the US as an Australian startup» ( ► )

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