2016/09/13

«Recursos para inovação e desempenho de firmas inovadoras»



Fábio Lazzarotti. Recursos para inovação e desempenho de firmas inovadoras. Universidade do Vale do Itajaí. Tese.




«Considerações finais

»Os recursos para inovação identificados a partir da revisão de literatura, tratam da pesquisa e desenvolvimento (P&D), do esforço inovador, do acesso ao crédito e de acordos de cooperação. Dentre estes recursos, notadamente, P&D é o que mais se tem utilizado em pesquisas que mensuraram a inovação nas empresas, sobretudo, na indústria de transformação. Acordos de cooperação e, principalmente, acesso ao crédito para a inovação, notou-se que foram pouco utilizados para fins de mensuração como input da inovação.

»Acredita-se que o uso do conjunto dos quatro construtos para mensurar o desempenho inovador e econômico-financeiro da firma ainda não havia sido avaliado. Esta lacuna originou a proposta de construção de um modelo teórico, que especifica as relações entre os recursos para inovação com desempenho inovador e econômico-financeiro e as variáveis manifestas nos construtos com base na teoria. A proposição do modelo atende ao segundo objetivo específico da presente pesquisa.

»No entanto, o modelo originalmente proposto foi reespecificado, restringindo a maioria dos construtos a determinados indicadores de mensuração. O desempenho inovador, nesse caso, apresentou maior aderência em empresas de alta intensidade tecnológica, quando medido pelo número de inovações de produto e de proteções das inovações.

»Em efeito, testou-se a existência de correlação entre os recursos para inovação e os construtos desempenho inovador e desempenho econômicofinanceiro, que se definiu no terceiro objetivo desta investigação. Os resultados evidenciaram que P&D, acesso ao crédito e acordos de cooperação se relacionam com desempenho inovador. Não se verificou correlação, estatisticamente significativa, do esforço inovador com desempenho inovador, o que levou à eliminação do construto no modelo. Além disso, com exceção de 2003, em que P&D e acordos de cooperação se mostraram correlacionados com desempenho econômico-financeiro, nos demais construtos para 2003 e todos os construtos para 2005 e 2008, não se verificou correlação estatisticamente significativa.

»No entanto, há divergências na literatura sobre estas relações dos recursos para inovação e de desempenho inovador com desempenho econômico-financeiro. Têm-se estudos que demonstraram a existência de correlação da inovação com desempenho financeiro, mas há outros que evidenciaram uma relação contrária. Nesse sentido, observou-se que o contexto em que são realizadas as pesquisas pode influenciar nos resultados, alterando a forma e a força das relações entre os construtos.

»Outra razão pode estar nos indicadores utilizados para a mensuração de desempenho econômico-financeiro, que neste estudo, se verificou melhor ajuste e validade de construto com indicadores de lucratividade e rentabilidade. Estudos anteriores já haviam apontado que a inovação tende a impactar positivamente apenas na dimensão do crescimento.

»A baixa taxa de inovação no Brasil, elevada carga tributária e juros altos que dificultam o acesso ao crédito para inovar, além da dinâmica da inovação ao longo do tempo e a apropriação das rendas da inovação por várias partes interessadas, podem ser alguns dos fatores que justificam os resultados encontrados. Os testes de invariância de mensuração que foram realizados para verificar a estabilidade do modelo ao longo do tempo, convergem para o achado. Encontrou-se somente evidência mínima de invariância do modelo teórico sob o aspecto da estrutura fatorial. Entretanto, nos demais tipos de invariância testados, a partir da equivalência de cargas fatoriais, não se obteve evidências de que o modelo é estável longitudinalmente, considerando empresas de grande porte, que atuam em setores de alta intensidade tecnológica.

»Como não houve correlação estatisticamente significativa do desempenho inovador com desempenho econômico-financeiro, a execução do quarto objetivo desta pesquisa, que era mensurar o relacionamento dos recursos para inovação e os resultados financeiros da firma, mediado pelo desempenho inovador, mostrou resultados ruins. Dessa forma, a mediação do desempenho inovador não foi possível ser testada, pois dependia da existência de correlação entre todos os construtos. Os testes foram realizados apenas para visualização do procedimento, conforme previa o objetivo.

»No tocante ao quinto e último objetivo específico, que era testar o papel de moderação das variáveis tamanho da firma e setor de atuação no relacionamento entre os construtos, foi possível atendê-lo, levando-se em conta somente amostras de empresas no ano de 2008.

»No teste de moderação quanto ao tamanho da firma, confirmou-se que esta variável moderou a relação do output da inovação e o desempenho financeiro. Com este resultado, conclui-se que o desempenho inovador de empresas de porte menor, tende a ser mais bem percebido nos resultados financeiros, comparativamente às empresas de grande porte. Como estas empresas, em geral, apresentam um volume mais elevado de venda de produtos já consolidados no mercado e gerando, consequentemente, cifras financeiras mais representativas, supõe-se que o resultado decorrente das inovações seja pouco expressivo pela sua diluição no montante global dos resultados financeiros das organizações de maior porte.

»O tamanho da firma também mostrou moderação, embora relativamente fraca, na relação de P&D e acordos de cooperação com desempenho inovador. Os resultados evidenciaram que o uso destes recursos para gerar inovação é modificado de acordo com o porte das organizações. Sobre este aspecto, conclui-se que empresas maiores possuem áreas organizacionais e administrativas mais bem estruturadas em relação às empresas de menor porte, além de maior poder de investimentos. Esta estrutura, portanto, possibilita que organizações de grande porte invistam maior volume de recursos financeiros em P&D e acessem um maior número de parceiros e colaboradores para o desenvolvimento de inovações. No acesso ao crédito com desempenho inovador, no entanto, não houve moderação a partir do tamanho da firma. Conforme já salientado, o achado pode estar associado com a dificuldade de acesso ao crédito no Brasil para todas as empresas, mas principalmente, em empresas de menor porte.

»Para o teste de moderação quanto aos setores de atuação das firmas, pelo grau de intensidade tecnológica, constatou-se que todos os recursos para inovação avaliados – pesquisa e desenvolvimento, acesso ao crédito e acordos de cooperação – são moderados pelo setor na relação com desempenho inovador. No caso do construto de P&D, ratifica-se o achado de outras pesquisas, no Brasil e no exterior, que P&D é um importante recurso para o input da inovação e, em efeito, no output, principalmente em empresas que demandam maior uso de novas tecnologias. O resultado, portanto, confirma a classificação proposta pela OCDE, aplicada pela PINTEC/IBGE também no Brasil, demonstrando que o setor influencia na relação P&D e desempenho inovador.

»O acesso ao crédito foi o construto que apresentou correlação estatística mais forte em relação aos demais, a partir da moderação do setor, pela intensidade tecnológica, na relação com desempenho inovador. Pode-se concluir que firmas que atuam em setores de alta intensidade tecnológica tenham maior acesso ao crédito em razão da oferta de linhas de crédito e, principalmente de recursos a fundo perdido, que são destinados pelo governo brasileiro às empresas que atuam nestes setores. Nota-se um número crescente de editais de incentivo à inovação de órgãos de fomento à pesquisa, como as fundações de apoio à pesquisa das unidades da federação e do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, por meio de fundos nacionais e internacionais, do CNPq e da FINEP. Geralmente, os editais que são lançados por estes organismos, privilegiam setores considerados estratégicos pelo governo brasileiro, para o desenvolvimento sustentável do país. A maioria destes setores contemplados pelos editais de fomento à inovação, como a indústria química, de fármacos, tecnologia de informação e comunicação, equipamentos eletrônicos, biotecnologia, constituem os setores de alta e média alta intensidade tecnológica, que foram o objeto de pesquisa deste estudo.

»Quanto aos acordos de cooperação, também apresentaram correlação com desempenho inovador, a partir da moderação dos setores pela intensidade tecnológica. Deste achado, conclui-se que empresas destes setores tendem a acessar um maior número de parceiros e colaboradores externos para desenvolver inovação de forma colaborativa. Os ambientes de inovação, como incubadoras de empresas e parques tecnológicos, geralmente, oportunizam facilidades de acesso à parcerias com universidades, institutos de pesquisa, entidades de capacitação, clientes e fornecedores, dentre outros. Entende-se que estes ambientes, somados às políticas públicas do sistema nacional da inovação, que incentivam cada vez mais a realização de trabalhos cooperados, são mecanismos que potencializam a rede de relações das empresas, com destaque para as que atuam em setores de uso intensivo do conhecimento.

»Destes resultados, da moderação do setor pela intensidade tecnológica para todos os recursos para inovação na relação com desempenho inovador, pode-se extrair ainda uma conclusão mais ampla. O elevado grau de intensidade tecnológica das firmas, mensurado pelos gastos de P&D, causa maior impacto não somente no desempenho inovador, mas também no uso dos outros recursos, em referência ao acesso ao crédito e aos acordos de cooperação.

»Esta conclusão está alinhada com os preceitos da RBV, que destaca a importância dos recursos para gerar desempenho. No entanto, o resultado da correlação não significativa do desempenho inovador com desempenho financeiro, bem como dos recursos para inovação com desempenho financeiro, mostrou que não é suficiente a firma ter a posse e o simples uso dos recursos para obter um desempenho financeiro superior, na perspectiva da obtenção da vantagem competitiva. O resultado demonstra, em consonância com a afirmação de Barney (1991), que a posse e o uso dos recursos não são suficientes para gerar vantagem competitiva. É necessário o uso combinado e adequado destes recursos e renoválos sistematicamente, buscando o aprendizado contínuo.

»O uso de P&D, de acordo com o resultado das amostras pesquisadas, parece não ser suficiente na atualidade para gerar melhor desempenho. É importante combiná-lo com o uso de outros recursos, como o que se verificou com o acesso ao crédito e os acordos de cooperação. Estes dois recursos, o primeiro mensurado pelo acesso aos recursos públicos e subsídios, e o segundo medido pela importância de celebração de acordos, com destaque para clientes, fornecedores e centros de capacitação profissional, se mostraram fundamentais na relação com desempenho inovador. Quanto maior a utilização destes recursos pela firma, maior tende a ser o seu desempenho inovador. Neste contexto, conclui-se também que a decisão pela fundamentação teórica à luz da RBV, utilizada para embasar os construtos desta pesquisa, permite estudar as firmas inovadoras, que atuam em setores de alta intensidade tecnológica.

»Por conseguinte, entende-se que esta pesquisa contribuiu para conhecimento dos recursos para inovação, em que a posse e o uso destes recursos, com destaque para a pesquisa e o desenvolvimento, o acesso ao crédito e os acordos de cooperação, são importantes para o desempenho inovador. Mas que o impacto deste sobre o desempenho econômico-financeiro é moderado pelo tamanho da firma e condicionado pelo uso combinado e adequado daqueles recursos, ou seja, que leva em conta o dinamismo da inovação ao longo do tempo.

»A apropriação de rendas inovadoras é outro aspecto que deve ser considerado na relação com desempenho financeiro. O tempo de desenvolvimento da inovação e custos associados e a participação dos stakeholders neste processo sugerem a dissipação dos rents de inovação da firma.

»Portanto, o conjunto de resultados obtidos permitiu concluir que a inovação é um processo dinâmico e tem impactos em suas formas de mensuração, que tendem a desestabilizar as métricas obtidas em pesquisas de inovação, não obstante às limitações destas medidas da PINTEC e originalmente testadas em contexto diverso ao verificado no Brasil. Assim, o contexto socioeconômico do país em que as empresas atuam, o período de realização dos estudos e a evolução da inovação ao longo do tempo, são importantes fatores a serem considerados em estudos empíricos.

»As principais limitações deste estudo estão relacionadas ao uso de fontes de dados secundários em ambientes restritos, ao uso do método de estimação em amostras de distribuição não normal e de modelos fatoriais reflexivos, ao conjunto amostral e às variáveis de pesquisa e escalas presentes na PINTEC.

»O uso de dados secundários em nível desagregado, conhecido também por microdados, pela restrição de seu uso em um único ambiente do Brasil, representa a maior limitação de estudo. Infelizmente, o IBGE tem somente uma sala de sigilo, que se localiza no Rio de Janeiro-RJ, e tem seu uso condicionado ao envio e aprovação de projeto de pesquisa, que passa por vários comitês de avaliação, dependendo no número de bases de dados que é utilizado. No caso deste estudo, para a segunda fase do levantamento de dados, eram duas: PINTEC e PIA. Além disso, no espaço não é permitido levar qualquer equipamento eletrônico, software ou hardware, e toda a geração de dados, com uso dos equipamentos e programas do próprio IBGE, ainda precisa passar por nova avaliação antes da liberação final dos dados. Todo este processo demanda um tempo relativamente grande do pesquisador, que dificulta e muitas vezes impede de realizar uma análise mais aprofundada sobre o objeto de pesquisa.

»Tais condições de uso dos dados derivaram outra limitação do estudo, que diz respeito ao uso do método de estimação a partir da modelagem de equações estruturais (MEE). Utilizou-se no estudo o método de estimação da máxima verossimilhança, porém, em amostras de dados de distribuição não normal, como era o caso dos dados desta pesquisa, pode-se ter limitações quanto aos resultados de qualidade de ajuste do modelo, apesar de existirem estudos evidenciando sua robustez. A ausência da análise fatorial exploratória e do tratamento de outliers, que poderiam ajustar os valores de assimetria e curtose para normalizar a distribuição, também são fatores limitantes desta pesquisa.

»Embora o método de estimação assintoticamente livre de distribuição (ADF), exija também amostras maiores, que talvez não desse conta das amostras da presente pesquisa, ele é menos sensível a não normalidade dos dados e poderia resultar em melhor ajuste. Entretanto, O AMOS® 18.0, versão do programa utilizado para rodar a MEE, gera os resultados pelo método ADF, somente a partir dos dados originais da pesquisa. Conforme já salientado na metodologia, só foi possível acessar os microdados da inovação por meio de matrizes de correlação e de covariância. Para usar o método ADF com os dados originais, inclusive a análise fatorial exploratória que não foi utilizada na pesquisa, a geração de todos os resultados da MEE e testes de hipóteses teriam que ser realizados dentro da sala de sigilo, em horários e condições de uso restrito, que inviabilizariam esta pesquisa.

»Nesta pesquisa, de acordo com o apregoado pela literatura na área de inovação, entendeu-se que os construtos latentes são a causa das variáveis medidas, assumindo-se uma teoria reflexiva de mensuração. No entanto, alguns resultados observados, com destaque para o construto desempenho inovador, em que muitas variáveis tiveram que ser eliminadas do modelo, sugerem que a teoria formativa de mensuração poderia explicar que o desempenho inovador é formado pelos indicadores, e não causado por estes.

»Outra limitação desta pesquisa diz respeito ao conjunto amostral adotado, que restringe às conclusões para empresas de grande porte e de setores de alta intensidade tecnológica. Trata-se de um viés de seleção, onde não se permite generalizar os resultados da pesquisa para a população. Conforme justificado na metodologia, selecionaram-se as amostras de forma não aleatória, que apresentaram um número de casos representativo e aproximado nos três anos da PINTEC para análise longitudinal. Esta decisão amostral não levou em conta setores desagregados das amostras, ou mesmo empresas de pequeno porte, que poderiam revelar resultados diferentes ou semelhantes do apresentado, conforme se percebeu nos testes de moderação.

»Sobre as variáveis de pesquisa e respectivas escalas presentes nos dados secundários, este é mais um limitador importante. Algumas escalas, como do percentual de vendas sobre produtos novos, não foi possível utilizar pela falta de coerência na distribuição dos percentuais nas respostas. Além disso, a limitação quantitativa de alguns indicadores, como patentes e número de inovações implementadas no período, que inclui inovações organizacionais e de marketing, também pode ter influenciado nos resultados. Destaque-se que o IBGE incluiu somente na PINTEC de 2008 os conceitos de inovações organizacionais e de marketing. No entanto, as escalas utilizadas não favorecem o uso destes dados para análise multivariada em modelagem de equações estruturais.

»Decorrente destas limitações, para estudos futuros, sugere-se replicar o modelo teórico proposto em amostras de empresas de pequeno porte, de modo a verificar se a teoria tem melhor ajuste neste perfil de empresas. Da mesma forma, pode-se replicar o modelo em setores específicos da indústria de transformação, bem como em setores de serviços.

»Em razão da sensibilidade de estimação da máxima verossimilhança em amostras de distribuição não normal, pode-se testar o mesmo conjunto amostral avaliado nesta pesquisa com métodos alternativos, como o ADF, e comparar os resultados. Como o método ADF exige amostras grandes, sugere-se também o uso do método dos mínimos quadrados parciais (Partial Least Squares – PLS), que apresenta muitas vantagens em amostras pequenas com distribuição não normal. Outra alternativa pode ser a adoção do método de dados em painel, que também é muito utilizado na área de inovação em estudos longitudinais.

»Como o desempenho inovador não mostrou correlação positiva estatisticamente significativa, com desempenho econômico-financeiro, não foi possível testar outros construtos para verificar mediação entre os resultados inovativos e financeiros. O uso de construtos associados às capacidades gerenciais e de marketing e demais ativos complementares, conforme verificado em pesquisas anteriores relatadas neste estudo, podem mostrar que a inovação impacta no desempenho financeiro, se mediada por um desses construtos. A análise da inovação em firmas de alta intensidade tecnológica, sob o enfoque das capacidades dinâmicas, também surge como outra possibilidade de avaliar melhor o fenômeno estudado.

»Concomitante a utilização de novos construtos para verificar mediação, podese desenvolver e testar outras escalas para mensuração dos recursos para inovação e desempenho, a partir de pesquisa com dados primários. Caso haja possibilidade de fazer o estudo longitudinalmente, tem-se a oportunidade ainda de verificar a invariância do modelo teórico proposto, considerando novas escalas em dados primários. Os resultados podem, inclusive, contribuir na reflexão de novas métricas para a mensuração da inovação, considerando a economia de países emergentes, como o Brasil, que apresenta um contexto socioeconômico diverso ao de vários países da Europa, de onde se originaram muitas métricas propostas pela OCDE.

»Se considerar a mesma base de dados utilizada na presente pesquisa, uma vez que mediação não se conseguiu testá-la e que os recursos para inovação não se mostraram positivamente correlacionados com desempenho financeiro, sugere-se a análise dos efeitos diretos e indiretos e do uso de indicadores formativos com base no modelo estrutural proposto. É possível que os recursos para inovação impactem indiretamente no desempenho financeiro por meio do desempenho inovador. Quanto ao uso de indicadores formativos, principalmente para o construto desempenho inovador, pode-se ter outra perspectiva para a inovação.

»Verificada a importância do crédito para inovar, apontada por Schumpeter desde o início do século XX, bem como dos acordos de cooperação, considerando ainda o vínculo de empresas em ambientes de inovação, sugere-se aprofundamento de estudos nessas áreas quanto à sua mensuração. Muito se tem estudado sobre pesquisa e desenvolvimento, cujos resultados não deixam dúvidas quanto ao seu impacto no desempenho inovador, que são confirmados também nesta pesquisa. Porém, entende-se que é necessário avançar na mensuração do acesso ao crédito e dos acordos de cooperação, além de outros construtos, que podem ampliar a compreensão dos fatores determinantes do desempenho inovador e econômicofinanceiro da firma.»





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