2016/10/24

Newsletter L&I, n.º 124 (2016 10 24)



n.º 124 (2016-10-24)

TAGS: # emprego jovem # empleo joven # emploi jeune # young employment


Administração Pública e inovação | Administración Pública e innovación |
Administration Publique et innovation | Public Administration and innovation

Um inovador | Un innovador | Un innovateur | An innovator

Uma inovação | Una innovación | Une innovation | An innovation

A execução da inovação | La ejecución de la innovación | L’exécution de l’innovation |
The innovation execution



Index


Liderar Inovando (BR)

«Jovem, não há dinheiro para startup. É hora de arrumar emprego» ( ► )
Enio Klein: «Capacitação, tecnologia e inovação podem vencer o etarismo na área de vendas» ( ► )
Fábio Veras: «A Mudança das Startups - O Meteoro Digital» ( ► )
«Os jovens inovadores que estão mudando a cara do Brasil» ( ► )

Liderar Inovando (PT)

«Municípios investem em projeto de telessaúde para idosos que cria seis empregos» ( ► )
Marianne Thyssen (@mariannethyssen): «A União Europeia não tem a fórmula para resolver tudo» ( ► )
Manuel Barros: «Juventude e Desporto: Por um novo ciclo de capacidade renovada» ( ► )
«Presidente luso apadrinha Federação das Associações de Jovens Empresários da CPLP» ( ► )

Liderar Innovando (ES)

«Málaga se une a 'Generation Spain' para conseguir que un millón de jóvenes encuentren trabajo en cinco años» ( ► )
Rodrigo Kon: «Inclusión, una responsabilidad de todos los sectores» ( ► )
«La consejera de Economía, Empresas y Empleo de Castilla-La Mancha Patricia Franco destaca la innovación como modelo de crecimiento empresarial ante empresarios de Alcázar» ( ► )
«Logroño logra un accésit del Premio Administración en Apoyo
al Emprendimiento» ( ► )

Mener avec Innovation (FR)

«Emploi des jeunes en milieu rural: Plus d'attention» ( ► )
«Le Zimbabwe annonce la création d’un fonds pour jeunes innovateurs TIC d’une valeur de25 millions $» ( ► )
«Questions et réponses: Communication sur la garantie pour la jeunesse et l’initiative pour l’emploi des jeunes» ( ► )
«En Italie, une coopérative résiste à la Mafia calabraise et offre un autre futur à la jeunesse» ( ► )

Leadership and Innovation (EN)

«Speech by Commissioner Thyssen on the report highlighting progress made by Youth Guarantee and Youth Employment Initiative, as well as a proposal to review the Europass Framework» ( ► )
«Tanzania: Jobs Critical for Youth - Report» ( ► )
«Workforce Resource Center Offers Youth Employment and
Education Services» ( ► )
«Dubai Hosted Global Entrepreneurs at GITEX Global Startup Movement this October» ( ► )

Licencia CreativeCommonsLicencia CreativeCommons
Atribución-NoComercial 4.0 Internacional








2016/10/21

«Os jovens inovadores que estão mudando a cara do Brasil»



Natasha Pinelli. Época Negócios



«Conversamos com três profissionais que, na casa dos 30 anos, tornaram-se referência de sucesso com propósito.

»Inovador: aquele que busca a solução de um problema simples ou complexo por meio de iniciativas pioneiras, explorando novas ideias. Junte isso à curiosidade, vitalidade e coragem de um jovem para obter uma fórmula que pode gerar resultados tão interessantes quanto um Albert Einstein ou uma Malala Yousafzai – para quem não se lembra, o primeiro elaborou a Teoria da Relatividade aos 26 anos e a segunda é a pessoa mais jovem a ganhar o Prêmio Nobel da Paz, com apenas 17 anos.

»Nos últimos anos, o Brasil tem se tornado um importante reduto de jovens com uma ideia transformadora na cabeça e uma vontade enorme de colocá-la em prática. Prova disso é o reconhecimento de duas instituições importantes, como o Massachusetts Institute of Technology (MIT), que lançou a edição brasileira do prêmio “Inovadores com menos de 35 anos”, e a Revista Forbes, que elege anualmente os 30 jovens mais promissores aqui do país.

»Dessa safra tupiniquim, conversamos com três profissionais de destaque que atuam em áreas diferentes: a química Cecília Silva, a YouTuber Mariana Fulfaro e o administrador Lucas Araripe. A seguir, saiba o que eles têm a dizer sobre inovação, futuro e o que é ser jovem hoje em dia no Brasil.


»As melhores dicas para sobreviver a um mundo cruel – Mariana Fulfaro, 32 anos, idealizadora, produtora executiva e apresentadora do canal Manual do Mundo

»Lembra daquela história lá no começo da matéria, de que inovação é oferecer uma solução diferente para um problema comum? A sacada da Mari e do Iberê Thenório, do Manual do Mundo, é o exemplo perfeito!

»“Tudo começou quando viemos de Piedade para a capital paulista. Percebemos que as pessoas acionavam o seguro para tudo. Mas, na nossa cidade, todo mundo sabia fazer esse pequenos consertos e ficamos impressionados com isso. Daí surgiu a ideia de criar o canal, para ajudar as pessoas a solucionarem problemas em casa”, explica Mari, que antes da fama digital era terapeuta ocupacional.

»Na crista da onda do YouTube e com o sucesso alcançado, a solução foi abrir mão do emprego formal e empreender no novo negócio. Além de investir em novos equipamentos, foi preciso muitas ideias mirabolantes para dar conta do planejamento anual. “Inicialmente os vídeos vieram todos do nosso repertório. Depois, a solução foi pesquisar e estudar bastante: livros, internet e muita troca com a audiência”, conta a ex-terapeuta, que jura de pé junto que todos os e-mail e comentários enviados pelos fãs são lidos e avaliados.

»Oito anos depois da sua estreia, o Manual do Mundo continua em alta. Com cerca de 50 milhões de views mensais, o canal costuma sempre figurar entre os principais e mais influentes do Brasil. “A gente não fica muito a vontade com essa coisa de ‘poder de influência’, mas é muito gostoso o reconhecimento do nosso trabalho e de que conseguimos ensinar todo mundo a fazer algo simples em casa”, comemora Mariana.

»Quando o assunto é o futuro da profissão de YouTuber, a apresentadora acredita que ainda há muita oportunidade no meio. Entretanto, como em qualquer outra profissão, é uma ocupação que exige estudo e dedicação. Pensando em criar o seu canal inovador? O pessoal do Manual do Mundo fez a gentileza de criar um vídeo repleto de dicas para quem está cheio de boas ideias para compartilhar!


Nos últimos anos, o Brasil tem se tornado um importante reduto de jovens com uma ideia transformadora na cabeça e uma vontade enorme de colocá-la em prática.

»Referência na produção de energia eólica – Lucas Araripe, 30 anos, diretor de novos negócios da Casa dos Ventos

»Em tempos em que as alternativas sustentáveis mostram-se cada vez mais urgentes, Lucas encontrou seu lugar na Casa dos Ventos, empresa líder no mercado de energia eólica e responsável pelo maior portfólio de projetos em desenvolvimento do país.

»Na empresa, seu papel é assegurar a competitividade dos projetos, com incertezas reduzidas sobre a produção de energia. Em resumo, ele precisa nada mais, nada menos, do que compreender o vento de forma plena. Para isso, dá-lhe estudo e informação. “A inovação no nosso setor representa uma vantagem competitiva. No início, buscamos convênios com instituições de pesquisa e, com o passar do tempo, nos tornamos também geradores de conteúdo”, ressalta Lucas, sobre a importância da pesquisa.

»O líder analisa que seu caráter questionador é um dos combustíveis por essa constante busca por melhorias. Entretanto, acredita que o perfil inovador é algo que pode ser desenvolvido ao longo da formação acadêmica de uma pessoa. “Ser jovem hoje é ter uma oferta grande de informações para se preparar melhor, assumir riscos e empreender. O compartilhamento em escala e o dinamismo da informação tem colaborado para o amadurecimento dos jovens”, acredita o diretor de novos negócios.

»Eleito pela Revista Forbes como um dos jovens mais promissores do país, Lucas pretende continuar contribuindo com o crescimento sustentável da economia brasileira. “Vamos investir no abastecimento energético renovável. Além de fazer isso em harmonia com o meio-ambiente, acreditamos no potencial transformador que esses empreendimentos trazem para as comunidades envolvidas”, explica.


»Um microchip capaz de detectar o câncer de mama antes que ele se desenvolva – Cecília Silva, 29 anos, professora e pesquisadora da Universidade Presbiteriana Mackenzie

»Sem ao menos ter chegado à casa dos 30, Cecília já completou boa parte da longa estrada acadêmica, tendo passado por graduação, mestrado e doutorado em química. Mas não é “só” isso. Como fruto de pesquisas realizadas durante os quatro anos de doutorado na Unicamp, a paranaense idealizou sensores em miniatura e altamente sensíveis, capazes de detectar o desenvolvimento do câncer de mama em um estágio que ainda não se tem formação de um tumor ou qualquer outro sintoma físico da doença.

»Envolvida em projetos de análises e estudo desde o período da graduação, a química acredita que a inovação está enraizada na pesquisa científica. “É pensar o que não foi pensando e colocar essa ideia em prática. Eu sempre procuro refletir sobre o que pode ser feito neste momento, qual é a demanda da sociedade atual e também cogitar o que a sociedade vai necessitar nos próximos anos”, explica.

»Atuando como professora na Universidade Presbiteriana Mackenzie, Cecília julga essencial o papel do professor na disseminação da importância da pesquisa. “Penso que o nosso trabalho seja essencial para o crescimento da inovação no país, pois estamos contribuindo com a formação científica e ética de novos profissionais. Além de estarmos em constante busca de ciência e tecnologia para atender as demandas da nossa sociedade”, analisa a química.

»A mudança no perfil dos alunos também é algo a ser considerado. Há uma transformação na dinâmica do estudo e na busca da informação, por isso é importante que as instituições se adaptem a essa nova realidade e contribuam para a geração de novos talentos. “Acredito que o perfil inovador é algo a ser estimulado e não imposto. É importante criar um ambiente confortável e seguro para que o jovem tente algo diferente. Ainda precisamos criar e desenvolver essa cultura aqui no Brasil”, finaliza.»





A execução da inovaçao

2016/10/20

Fábio Veras: «A Mudança das Startups - O Meteoro Digital»



Fábio Veras é especialista em Startups e Inovação Aplicada. Sou BH



«Um jovem de 20 anos pede demissão de um emprego seguro para ser parte do time de fundadores de uma startup. A mãe e o pai se descabelam, sofrem, e, menos de três anos depois, essa empresa é vendida por mais de uma dezena de milhões de reais... Ficção? Chama-se One Cloud e nasceu em BH. Muda a cena: dois irmãos que não são especialistas em tecnologias e nem entendem de programação de computador têm uma ideia de criar um aplicativo que permite que você escolha seu assunto de interesse pessoal ou sua área de atuação e... quando seu vôo atrasa e você sabe que vai ter que esperar 40 minutos a mais no aeroporto, ele acha pessoas com interesses em comum. De repente, aparece no seu celular o nome e o perfil de uma pessoa com interesses afins e que até quer contratar ou fazer negócio com você há 1 minuto de distância. Parece estranho? A BeerorCoffee, da Roberta e do Pedro, de Belo Horizonte, ganharam uma competição de Startups promovida pelo Governo do Reino Unido, o “Startup Games”, durante as Olimpíadas do Rio de Janeiro.

»Se antigamente a tecnologia era sinônimo de coisas difíceis e inalcançáveis, hoje todos nós, fazendo as buscas certas e tendo foco, podemos descobrir um negócio inovador. E melhor, podemos nos associar a quem tenha habilidades e competência que nós não temos, e formar um time de negócios. Vencer sozinho é mais difícil e não é um estilo de vida aceitável pelas gerações mais antenadas e jovens. Compartilhar vitórias e desafios junto com amigos traz uma energia boa ao ato de empreender. Tanto que um grupo de empreendedores do mundo digital, arejados, com formação e vivência internacional, e muita competência em suas startups, decidiu desenvolver uma comunidade aqui em Belo Horizonte para celebrar a cooperação entre quem quer crescer no ritmo acelerado das startups. Chama-se San Pedro Valley e vai muito além do bairro São Pedro, onde suas empresas nasceram.

Um grupo de empreendedores do mundo digital, arejados, com formação e vivência internacional, e muita competência em suas startups, decidiu desenvolver uma comunidade aqui em Belo Horizonte para celebrar a cooperação entre quem quer crescer no ritmo acelerado das startups. Chama-se San Pedro Valley e vai muito além do bairro São Pedro, onde suas empresas nasceram.

»Grandes empresas e corporações estão desesperadas com a agilidade, a leveza e a eficiência com que algumas startups estão crescendo no mercado. E não é para menos. Houve um tempo em que a rede mundial de aluguel de DVDs, a Blockbusters, reinava sozinha no ato primitivo de ir a uma locadora escolher um filme para o fim de semana. Quando olhou para trás, tinha um tubarão chamado Netflix destruindo toda a sua história. O WhatsApp, aplicativo que permite o envio de mensagens de texto imagens, vídeos e documentos em PDF, além de fazer ligações grátis por meio de uma conexão com a internet, foi desenvolvido em 2009 por Brian Acton e um sócio. Agora em 2016, segundo Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, o WhatsApp alcançou a marca de 1 bilhão de usuários no planeta Terra. Detalhe da revolução das startups? Brian Acton tentou um emprego no Facebook e no Twitter e foi recusado por incapacitação para o cargo. Fez o seguinte post na sua página do Facebook: "O Facebook me recusou. Foi uma ótima oportunidade para me conectar com pessoas fantásticas. Ansioso pela próxima aventura da vida". Em 2014, Zuckerberg deu um cheque de US$16 bilhões de dólares ao homem que recusou como empregado, para comprar o Whatsapp.

»Já há um brinquedo nos Estados Unidos, o Dino, de uma startup chamada Elemental Path em associação com a IBM, que conversa com seu filho (apenas em inglês ainda), responde perguntas como “Por que o céu é azul?” e milhões de outras como se fosse um Google. O mais sério é que ele aprende com as perguntas do seu filho, tem iniciativa de diálogos e ajuda as crianças a se desenvolverem mais rápido.

»Existem tantas coisas se multiplicando a partir da criação da Internet, em 1993, que comparamos seu advento ao meteoro que destruiu uma espécie soberana, orgulhosa e forte que imperava nos domínios do nosso planeta há milhares de anos atrás. Nós temos que escolher se seremos os dinossauros destruídos no passado ou os dinossauros digitais como o Dino. Como estudantes, pais, mães, empresários e profissionais, a escolha é clara: abraçar o futuro agora!»





Uma inovação

2016/10/19

Enio Klein: «Capacitação, tecnologia e inovação podem vencer o etarismo na área de vendas»



Enio Klein, CEO da K&G Sistemas, professor nas disciplinas de Vendas e Marketing da Business School São Paulo e Coach pessoal e profissional formado pela International Association of Coaching - IAC/SLAC. Seguros



«Já empreendo há muito tempo e nunca sofri, pelo menos de forma explícita, qualquer restrição de trabalho motivada por idade. Contudo, o etarismo ou discriminação por idade, é uma doença social devastadora, principalmente em países como o nosso, onde a população começa a envelhecer em uma proporção significativa.

»Não podemos nos dar ao luxo de jogar fora experiência adquirida. É um capital importante, valioso, e que estamos desperdiçando por falta de cuidado e visão. Mas para utilizar este capital é preciso manter estes profissionais no mercado, não os expulsar. Lugar de experiência e competência é produzindo, inovando e gerando renda, e não em atividades lúdicas para a terceira idade, como é mais comum o assunto ser tratado por governos e pela própria sociedade.

»Há alguns dias, completei sessenta anos, e dentre as centenas de posts com felicitações que recebi, não foram poucos os que mencionavam o fato de não parecer ter esta idade. Ao invés de me sentir lisonjeado, me dei conta de que tem algo errado, e que nós, profissionais que estamos no mercado, precisamos fazer alguma coisa em relação a este assunto. O que é, afinal, parecer ter uma idade específica, principalmente em relação a nossa atividade profissional?

»Após anos ensinando em cursos de pós-graduação, lidando com dezenas de alunos, em sua maioria mais novos do que eu, concluí que aparentar ter determinada idade está relacionada à linguagem que você usa na comunicação com as pessoas e com a forma que usa para resolver questões e desafios do dia a dia profissional. E isto tem tudo a ver com inovação. Inovar não é inventar, mas utilizar o seu conhecimento e sua experiência em situações novas e de uma forma que não eram utilizados antes. E quem tem a experiência necessária para isto?

»A tecnologia é catalisadora da inovação, e faz parte da vida de todo mundo. Os negócios não andam mais sem o uso da tecnologia. Das redes sociais à Internet das Coisas, os processos passam, em algum momento, pelo uso de aplicativos, internet, big data, marketing digital, entre outras plataformas movidas pela tecnologia. Entretanto, é necessário reconhecer o papel da experiência obtida no dia a dia, no campo. Mais importante ainda é aceitar que inovação não é possível e não tem escala sem que esta experiência seja aproveitada.

A tecnologia é catalisadora da inovação, e faz parte da vida de todo mundo. Entretanto, é necessário reconhecer o papel da experiência obtida no dia a dia, no campo. Mais importante ainda é aceitar que inovação não é possível e não tem escala sem que esta experiência seja aproveitada.

»Na área de vendas, há profissionais competentes, com experiência, mas que vão sendo substituídos com mais frequência por pessoal mais jovem. Isto acontece por duas razões que se complementam de uma maneira perversa: como tudo é cada vez mais tecnológico, acredita-se que o jovem já nasce com a tecnologia e, por isso, é muito mais fácil a integração com novos métodos e novas plataformas. A experiência, por seu lado, parece ser resistente às mudanças e ao aprendizado. Ao invés de libertar a experiência, prende os profissionais a uma determinada época, e isto é péssimo. O segredo está em mesclar estas equipes em torno de metodologias e processos inovadores que tragam as mudanças necessárias ao mercado.

»Segundo o amigo Ricardo Pessoa, da Egrégora Inteligência, ”a crise econômica pela qual o Brasil passa encobre o apagão de capacidade técnica e diminui a percepção da escassez de profissionais qualificados”. Em pesquisa realizada pela OCDE - Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico - o Brasil apresenta um dos mais altos índices de escassez de profissionais qualificados dentre os 29 países pesquisados, com 63% das empresas relatando dificuldade para preencher adequadamente suas vagas.

»O desafio não é simples e precisa ser tratado de uma forma estruturada. O uso da tecnologia e a capacitação constante são os melhores recursos para não só combater o etarismo, mas principalmente capitalizar a experiência profissional em benefício das organizações e das pessoas, ao mesmo tempo que preserva empregos e retorna às empresas resultados tangíveis. É preciso que todos entendam, contudo, que não precisamos de leis para que estas coisas sejam feitas. Isto não é um problema do estado, é uma questão que a sociedade precisa enxergar e encaminhar. Em última instância, nós, profissionais, é que precisamos agir. E rápido.»





Um inovador

2016/10/18

«Jovem, não há dinheiro para startup. É hora de arrumar emprego»



Suzanne Woolley / Bloomberg. UOL @UOLEconomia



«Os americanos de 18 a 34 anos (a tal geração Y) aparentemente adoram a ideia de empreendedorismo. Mas como muitos estão sobrecarregados por enormes dívidas contraídas para pagar a faculdade, eles não têm dinheiro para criar startups. Uma nova pesquisa mostra que estão entrando a contragosto no mercado de trabalho privado.

»Mais de 55% deles pensam que sua geração é mais empreendedora do que a geração X e até mais que os baby boomers (geração nascida após a Segunda Guerra Mundial).

»Na realidade, há menos empreendedores entre os integrantes da geração Y, que, além disso, estão indo na direção oposta: uma parcela maior enxerga na ascensão dentro da hierarquia de empresas já existentes o melhor caminho para o sucesso.

»Na geração Y, 62% consideraram criar seus próprios negócios e 72% entendem que as startups são “essenciais para novos empregos e inovação”, segundo a pesquisa The Millennial Economy, que sondou 1.200 pessoas entre 18 e 34 anos e foi encomendada pela EY (que antes se chamava Ernst & Young) e pelo Grupo de Inovação Econômica (EIG).

Na geração Y, 62% consideraram criar seus próprios negócios e 72% entendem que as startups são “essenciais para novos empregos e inovação.

»Segundo o estudo, 42% disseram que não contam com as condições para serem empreendedores, em parte devido à dívida estudantil, que, para 48%, limitou suas perspectivas de carreira.

»Isso não significa que a geração Y aplauda a ideia de ter um empreendedor eleito à presidência dos EUA em novembro. “Esta é uma geração indefinida, dividida politicamente”, disse John Lettieri, que dirige o setor de desenvolvimento de políticas, pesquisa econômica e esforços legislativos do EIG.

»“Eles não se animam com nenhum dos dois partidos em grande número. Na pesquisa, os que se identificaram como independentes foram mais que o dobro do número de pessoas que se identificaram como republicanas ou democratas.”

»“Existe uma percepção (não apenas dentro da geração Y), mas muita gente acha que as startups nunca foram tão atraentes -- e, particularmente, que os jovens estão mais envolvidos com as startups enquanto geração do que as gerações anteriores”, disse Lettieri.

»“Mas nada disso é verdade. Os dados mostram um distanciamento econômico de longo prazo do empreendedorismo e da formação de novos negócios. Temos uma taxa decrescente de formação de novos negócios que se acelerou drasticamente após a grande recessão.”

»Não é boa notícia para uma geração já bastante aborrecida com suas perspectivas. Embora a geração Y diga que é patriota e “compre a ideia de que os EUA são um lugar do qual devam se orgulhar”, seus integrantes foram marcados pela incerteza econômica enfrentada por seus pais enquanto se formavam na faculdade, disse Lettieri. Isso dá a eles uma visão surpreendentemente conservadora.»





Administração Pública e inovação

2016/10/17

Newsletter L&I, n.º 123 (2016-10-17)



n.º 123 (2016-10-17)

TAGS: # economia criativa # economía creativa # économie créative # creative economy


Administração Pública e inovação | Administración Pública e innovación |
Administration Publique et innovation | Public Administration and innovation

Um inovador | Un innovador | Un innovateur | An innovator

Uma inovação | Una innovación | Une innovation | An innovation

A execução da inovação | La ejecución de la innovación | L’exécution de l’innovation |
The innovation execution



Index


Liderar Inovando (BR)

«Rio recebe o PICNIC Brasil 2016, maior festival de inovação da Europa» ( ► )
«Questões nacionais não passam despercebidas em último debate dos candidatos a Prefeito de Salvador @PrefSalvador» ( ► )
«Desafios da economia criativa no Brasil» ( ► )
«Em tempos de crise econômica, desemprego e violência manter a positividade é essencial» ( ► )

Liderar Inovando (PT)

Susanna Florissi: «Mas, afinal, o que faz a Comissão para a Promoção de Conteúdos em Língua Portuguesa?» ( ► )
«O presidente e fundador da Web Summit @WebSummit, Paddy Cosgrave @paddycosgrave, anunciou hoje que vai abrir o primeiro escritório fora da Irlanda em Lisboa» ( ► )
«Economia de Macau continua em ajustamento, diz chefe do Governo» ( ► )
«Brasil e Portugal se unem para fomentar o empreendedorismo» ( ► )

Liderar Innovando (ES)

«Comecoco, en el Le Parc: “Desde la economía creativa se abre
una esperanza”» ( ► )
Edgar Salas Luzuriaga: «Una economía de futuro: la economía “naranja”» ( ► )
Francisco Calvache: «El papel de la impresión en el futuro del sector de las industrias creativas» ( ► )
«“Barcelona: zona cero impuestos para nuevos autónomos”: El Ayuntamiento de Barcelona ofrecerá ayudas a aquellos que se hagan autónomos» ( ► )

Mener avec Innovation (FR)

«Audencia Business School innove en partenariat avec la Glasgow School
of Art» ( ► )
«Des concours pour stimuler la créativité et l’économie du fenua» ( ► )
«Tiers-lieu d’économie créative et solidaire, Épicentre de Clermont à Brioude» ( ► )
«L'économie créative se renforce de 4,3% en moyenne depuis 2000. Étude de la Direction des Etudes et des Prévisions Financières (DEPF) “Économie créative: panorama et potentiel”» ( ► )

Leadership and Innovation (EN)

David Adam: «Here's how China's ancient capital Nanjing is trying to emulate London's creative economy» ( ► )
«Australia’s $90 billion creative industries have been identified as a key growth sector» @QUTCEA @c3forum ( ► )
«South Korea eyes stronger ties with Malaysia in ICT-based creative
economy» ( ► )
«Dutch leader speaks to Koreans about creativeness» ( ► )

Licencia CreativeCommonsLicencia CreativeCommons
Atribución-NoComercial 4.0 Internacional








2016/10/14

«Em tempos de crise econômica, desemprego e violência manter a positividade é essencial»



Saúde Plena @saude_plena. Portal UAI @portaluai. Foto: Gladyston Rodrigues/EM/DA Press



«Como não deixar se abater em tempos complicados em todo o mundo? Acreditar em dias melhores é fundamental para afastar o derrotismo e a tristeza

»Escrever, falar sobre esperança sem cair na pieguice e lugar-comum é arriscado e difícil. Muitos torcem o nariz e dizem: “Xiii, lá vem mais uma enxurrada de frases de autoajuda”. Há preconceito. No entanto, é com esse senso que 7 bilhões de pessoas sobrevivem a cada dia. E vão à luta. Os momentos são aflitivos no Brasil e no mundo, as adversidades se apresentam para a grande maioria, caos material, emocional, pessoal, familiar, econômico, político, civil, militar. O planeta está em ebulição. Como a humanidade sairá desse turbilhão? Como cultivar a esperança em meio à crise instalada em todos os níveis? Como manter o astral, o bom humor, o eixo, o respeito, os sonhos, as relações, a espiritualidade? Essas são as questões que o Bem Viver deseja propor hoje como reflexão.

»O médico, psicanalista e psicoterapeuta Geraldo Caldeira reconhece que a situação anda mesmo difícil, caótica e o mundo não colabora em nada. “Mas para ter esperança, precisamos de uma relação amorosa com o mundo, ter amigos, parentes afetivos, família unida e projetos possíveis. Senão, será desesperador.” Ele alerta que o fundamental é ter “laços sociais e se manter próximo de pessoas positivas, que lhe oferecem conforto, carinho e aceitação do outro como ele é”. Caldeira compartilha do pensamento do médico e neurobiólogo chileno Humberto Maturana sobre a afirmação do amor, intimamente ligado à esperança. “Ele diz que o amor é a única emoção que possibilita a existência humana. O amor é a aceitação do outro como legítimo outro na convivência. Sozinho, ninguém é ninguém. Para manter a esperança, é fundamental a convivência, que chamamos de laços sociais. E que vão além da esperança e podemos incluir a fé, a coragem, a credibilidade, o carinho...”

»É fato que as crises nos afetam. E não há como viver numa bolha. O psiquiatra enfatiza que não há como se isolar do mundo ou não se preocupar com a possibilidade, por exemplo, “de um magnata falastrão como Donald Trump assumir a presidência da maior potência mundial”. No entanto, “deve -se evitar ficar antenado a situações desastrosas e ruins, se preocupar se elas vão chegar até você. Evite ligar-se a tristezas e violências. Busque coisas positivas e esperançosas. Enquanto tiver opção de escolha, lide com o desastre somente se e quando ele chegar até você”, ensina.

»Outra questão fundamental no caminho da esperança é “não lutar contra o impossível porque você vai se destruir. O impossível é para ser contornado. Veja os recursos, pode ser a voz de um amigo, dos pais, uma orientação pedagógica ou de um psicanalista. Busque caminhos e conselhos se achar que, sozinho, já não encontra saídas”, diz o médico, afirmando que, certeza mesmo, ele só tem uma: “Sem esperança, não tem jeito. Ela está anexada à vida desde o nascimento: esperança de crescer, de sucesso, de amor, de amigos... E para tê-la é necessário ser amado e ter o reconhecimento do outro, de pertencer a um grupo. E, claro, ela é antagônica ao pessimismo”.

»O Bem Viver buscou ouvir outros personagens que vocês conhecerão nas páginas seguintes. Entre eles, Paulo César Silva Jr., gaúcho de Porto Alegre que adotou Belo Horizonte há oito anos por motivos profissionais e, ao lado da mulher Adriana, espera para janeiro a chegada do primeiro filho, uma menina, Isabella. Como não ter esperança, ele pergunta? “Sou muito positivo, levo a vida com alegria, rindo, brincando, conversando, porque, na realidade, ela é mesmo dura, mas temos de ser otimistas para o universo conspirar a nosso favor. Acredito nisso”, responde. Assim, a proposta de hoje é inspirar quem já tem esperança a reforçar a dose; para quem a perdeu, voltar a readquiri-la; e para quem pensa que nunca a teve, descobri-la. Boa sorte a todos.

»A vida é feita de sobressaltos. Às vezes do bem, às vezes, não. A psiquiatra, psicanalista e professora do curso de pós-graduação em psiquiatria do Ipemed Gilda Paoliello confessa que não consegue esquecer “do olhar de Omran Daqneesh, o menino sírio de 5 anos, vítima de ataque aéreo, retratado na mídia na semana passada. Retirado dos escombros de sua residência, manteve-se impassível durante toda a operação de resgate. Colocado dentro de uma ambulância, esperou, solitário, a busca por sua família. Perplexidade? Apreensão? Sentadinho ereto, as mãozinhas sobre as pernas que mal ultrapassavam o assento da cadeira, encarava o futuro com dignidade e força.

»Esperando. Infelizmente nada está mais presente em nosso cotidiano que a violência, em suas múltiplas apresentações: agressões, assassinatos, assaltos e, não podemos deixar de falar, as absurdas guerras que se sucedem. Estamos em um mundo globalizado, onde a distância não existe; onde reina a imprevisibilidade, a surpresa e, por isso, a angústia. O que ocorre na Síria ou na Cochinchina reflete no Brasil e no resto do mundo. As referências e diferenças culturais foram destroçadas e nada foi construído para ocupar esse lugar. As consequências estão aí, transformando a vida em pura sobrevivência. O mundo se encontra numa rota suicida do ponto de vista ambiental e econômico. Também as soluções que eram possíveis há 20 anos já não valem mais e não há ainda soluções novas. Têm que ser criadas. Como cultivar a esperança em meio à crise?”, indaga a médica.

»A saída, segundo Gilda, é reinventar a política, a justiça, até a clínica. Principalmente, é necessário reinventar valores que possam ir além dos ditados pelo capitalismo. “O distante Butão nos oferece um modelo que propõe trocar o PIB, referência do progresso de um país, pela FIB, Felicidade Interna Bruta, que se pauta pelo princípio de que o objetivo principal de uma sociedade é a integração do desenvolvimento material com o psicológico, cultural e o espiritual, indo além do econômico. A proposta nos coloca o desafio de que é possível a construção de uma felicidade social. Interessante lembrar que o conceito foi criado pelo rei do Butão em 1972, em resposta às críticas que afirmavam que a economia do seu país crescia miseravelmente”, diz Gilda.

»Para a psiquiatra, nos deparamos com um momento ímpar no Brasil, “onde encobrimentos até então constitutivos de nossa cultura, submetida a uma compulsão à mentira, estão sendo desvelados. O filósofo Sloterdijk nos ensina que 'na efetiva enunciação da verdade surge um momento agressivo. Todavia, o impulso ao desentranhamento é, em longo prazo, o mais forte'. Precisamos persistir nesse impulso”.

»Criação. Gilda Paoliello afirma que momentos de crise devem nos provocar a ultrapassarmos limites. “Se a crise é causa de sofrimento, é também causa de criação. Ninguém cria nada se estiver acomodado em leito esplêndido. Precisamos, também, cuidar de nosso índice de felicidade interna bruta. Se há uma crise de confiança no humano, que nos faz pensar com Sartre que 'o homem é uma paixão inútil', sou uma otimista incorrigível e prefiro pensar o homem como o espelho da vida e não da morte. Talvez por isso eu veja esperança no olhar de Omran. E esperança pede invenção. Nós, seres humanos, somos inacabados, incompletos, e, se a incompletude nos traz angústia, nos permite também buscar mudanças. Precisamos ir além de nós mesmos para construir a esperança nesses tempos sombrios”.



»Cercados pela positividade

»Acreditem ou não, esse papo de energia positiva faz a diferença, influencia de alguma forma, ainda que não percebam ou deem o braço a torcer. Estar ao lado de quem só reclama, “oh vida, oh céus, oh azar”, as chamadas pessoas tóxicas deixam o ambiente pesado e o desânimo pode ser contagioso. Por isso, para manter a esperança intacta fuja desses seres e de tudo que possa levá-lo a um cenário que provoque derrotismo. Paulo César Silva Jr., diretor da Word Study, franquia de intercâmbio, vê a vida dessa maneira.

»“Pessoas carregadas atraem pessimismo, já pessoas leves atraem o mesmo para seu ciclo energético. Em 2013, a empresa passou por turbulências, trabalhava demais, inclusive aos sábados até de madrugada. Continuo trabalhando muito, mas me dei ao luxo de diminuir o ritmo, reservei o sábado para mim e, ao me sentir melhor, passei isso para todos ao meu redor. Acredito nisso mais do que nunca”.

»Paulo César, que dirige quatro empresas de três ramos, sendo uma em Brasília, ainda faz faculdade de direito e está à espera da chegada da primeira filha, em janeiro. “Qualquer pessoa estaria ansiosa, preocupada, estressada e seria natural. Com a esperança de que tudo vai dar certo, busco pensar no maior ensinamento da vida: faça uma coisa de cada vez e defina prioridades. Foque no essencial. Ou seja, é melhor fazer uma perfeita do que 10 mais ou menos. E assim sigo na minha vida pessoal e nas empresas. Na tela do meu celular está o jargão carpe diem: cada dia é um novo dia, novas barreiras e desafios, aproveite, viva o momento, siga em frente”, ensina.

»Educação e serenidade. A esperança também está no DNA do coordenador pedagógico de educação física e professor da rede Santa Maria, Haroldo Costa, um praticante de corrida, futebol, musculação e pedalada. “Esperança é acreditar que somos capazes de virar o jogo e minha profissão, de certa forma, exige isso. Sou professor da educação básica, lido com estudantes de 13 a 18 anos no dia a dia e digo que o mundo será sempre melhor, senão perde o sentido. Dou aula para 450 jovens que posso ajudar a serem seres humanos melhores por meio da educação. Essa é a chave, é a minha consciência. E eles acreditam nisso, por mais que seja chato estudar, que o ensino esteja defasado em relação às novas tecnologias. A esperança que move o mundo, de todos nós, é a edução, não só para produzir, mas para entender esse universo facetado em que vivemos.”

»De maneira particular, Costa cultiva a esperança por meio do esporte. “Também é o que me move. Pratico diariamente. É minha terapia, lavagem cerebral, força para encarar a vida e um desafio. A determinação para correr a maior distância em menor tempo, para sair da cama num dia chuvoso...”. Para o educador físico, esperança tem a ver com superação: “Em maio, encarei meu maior desafio, minha primeira maratona no Rio de Janeiro, 42,1 quilômetros. E o legal foi que toda a preparação foi ao lado da minha mulher, Andréia, que correu a meia maratona”, diz.

»Na visão do educador físico, a esperança está também na educação financeira. “Um momento difícil, complicado para muitos com a crise econômica, pode nos levar a perceber que podemos ser felizes com menos, ao decidir adotar o consumo consciente, de reaproveitamento. Em casa, estou reformando nosso sofá pela segunda vez; não precisamos comprar um novo e tudo bem. É essencial termos esperança e buscar serenidade. Para encarar esse mundo louco, busco o equilíbrio nas ações e palavras, nem louco, nem alienado. Para mim, é importante a harmonia nas relações. Demorei a me casar, o que decidi há 10 anos. Namorei minha mulher por 17 anos, e ao decidirmos pelo casamento foi de forma madura, equilibrada, o que me trouxe uma relação sincera, honesta e a sabedoria que contribuiu para todas as minhas demais relações interpessoais”, revela.



Evite ligar-se a tristezas e violências. Busque coisas positivas e esperançosas. Enquanto tiver opção de escolha, lide com o desastre somente se e quando ele chegar até você.

»Um chamado ao enfrentamento

»“Não existem fórmulas, mas há momentos de questionamentos que são entendidos como crise pessoal, familiar, do país, mundial, em que aquilo que era antes não serve mais, e o que vem depois não se sabe o que é. A pessoa no meio disso tudo se sente como se estivesse num lago, não pode voltar para trás e tem medo de ir para frente. Fica paralisada. O sentimento é de ruptura. E a ideia é de desconforto, porque o que lhe era familiar não serve mais, seu mundo desestruturou. E, às vezes, não se tem controle. E a absorção desse impacto é diferente de pessoa para pessoa.” Essas são palavras de Maria Clara Jost, doutora em psicologia e psicóloga clínica da Tip-Clínica. Não é mesmo fácil lidar com a crise e regar a esperança quando o meio, seja ele interno ou planetário, está tão estável como uma montanha-russa.

»No entanto, Maria Clara assegura que existe, sim, a reestruturação. “A crise o provoca, obriga a se reorganizar. Você pode escolher deprimir e sucumbir ou enfrentá-la e dar um salto qualitativo e se tornar uma pessoa melhor.” O que não dever fazer, avisa a psicóloga, é cair na armadilha, bem comum, de achar culpados: a vida, o mundo, o vizinho, o irmão, a empresa, o chefe, o colega de trabalho, os pais, o filho... “Somos nós. É necessário achar o que nos deixa insatisfeitos. A culpa não é do mundo ou do outro, é de você mesmo. Por isso, é preciso reorganizar e repensar a vida e os valores de si mesmo.”

»Assim, cada um terá a oportunidade de “descobrir outras possibilidades e alternativas criativas para sobreviver, caminhos melhores. Depois do sofrimento, se dá um jeito. Diante da crise financeira, por exemplo, muitos aplicam soluções que não imaginavam ter e passam a viver melhor depois da desorganização. Enfrentam a crise e superam. Numa analogia com a Olimpíada, o atleta não fica com raiva do treinador que aumenta seu obstáculo no treino, ele sente como um elogio porque significa que ele pode mais do que está fazendo. O recado do técnico é que aposta e acredita que seu atleta pode mais e ele terá de descobrir uma performance melhor”.

»Maria Clara Jost diz que o desafio é um chamado da vida e todos nós precisamos nos posicionar diante dele. “A vida nos faz perguntas com as situações que nos coloca e, à medida que respondemos, temos a chance de dar saltos qualitativos e nos tornar pessoas melhores. Assim, a pessoa se eleva e os outros que estão ao seu redor crescem também. Senão, ficará na zona de conforto e não será provocada.”

»Um sentido. A doutora em psicologia cita um exemplo arrebatador. A história de vida do médico neuropsiquiatra, psicólogo e filósofo Viktor Frankl, judeu austríaco. “Ele sobreviveu a quatro campos de concentração. Existe crise maior? E respondeu ao mundo: 'Como é possível enfrentar sofrimentos inevitáveis?'. Ele disse que as pessoas descobriam um sentido para a vida, um ideal, uma causa, um amor, em vez de lamentar e culpar porque diante do sofrimento (ou desafio) inevitável, a diferença é como a pessoa se posiciona diante dele e para isso somos livres. O que faz toda a diferença.” Dizem que Frankl morreu aos 92 anos sem rancor, mágoa ou amargura.



»Vá atrás do que é bom

»A esperança pode ser cultivada e existem ferramentas para alimentá-la. Quem as ensina é o rabino Leonardo Alanati, que, depois de atuar na Federação Israelita do Estado de Minas Gerais, na Congregação Israelita Mineira e na Comunidade Shalom, de São Paulo, ministra palestras como coach pelo Brasil mostrando que é possível estimular as pessoas a superarem suas limitações e atingir seus sonhos nos relacionamentos, na carreira e na espiritualidade.

»“O noticiário não é a vida real, é exceção. O crime, o roubo, o assassinato, o abuso... Não se pode deixar levar por essa exceção. Cada um precisa ficar atento ao positivo, ao que lhe ocorre de bom. Estamos sendo condicionados a ver notícias ruins e temos de buscar o outro lado em todos os aspectos da vida.”

»Para ele, já é hora de “treinar as pessoas a ir atrás do que ocorre de bom no mundo, com elas ou o que elas têm de bom, como a saúde, a família, os filhos, os amigos, e a valorizá-los. Esses elementos são importantes. Eles são uma bênção”. Alanati afirma que essa percepção tem de estar nas “pequenas coisas diárias, como o encontro com o amigo e uma gargalhada despretensiosa. Ver o positivo e dar mais ênfase para criar o bem-estar. Se nasceu em condições desfavoráveis, convoque ajuda. Se puder isolar um fator que predispõe a longevidade é o relacionamento social, assim se vive mais e melhor. Não se isole. Aliás, o judaísmo é uma religião da cultura da comunidade”, pontua.

»Fundador do Núcleo do Conhecimento Judaico em Belo Horizonte, no qual leciona atualmente, o rabino ensina que a base judaica carrega uma forte mensagem de esperança e ele transmite essa palavra para todos. “O bom judeu passou tragédias terríveis na sua história, escravidão, êxodo, e é um povo que sempre conseguiu se recuperar. É um exemplo de valorização da esperança. A Bíblia como livro da esperança, a parte mais hebraica, projeta em inúmeras passagens mensagens de esperança de como reerguer e reconstruir.”

»Otimismo. Sobre esperança e otimismo, Leonardo Alanati explica: “O otimismo é passivo, é um sentimento de 'vamos melhor no futuro'. Já a esperança é uma atitude de 'todos juntos vamos conseguir sair dessa para uma melhor'. É ativo. O importante é que as pessoas entendam que somos agentes da nossa vida. Quem tem esperança é um ser proativo e responsável pela sua felicidade. Não coloque a culpa no outro. Há pessoas que passam por horrores e ressurgem e há pessoas que nascem abençoadas e estão deprimidas. Você é o agente. Ainda que parte do pessimismo, comprovadamente, seja genético, é possível trabalhar técnicas para superá-lo seja por forças próprias ou pedindo ajuda, mas sempre agindo. Assim, transformará o mundo para melhor. O meu, o seu e o dos demais”, conclui.»





A execução da inovaçao

2016/10/13

«Desafios da economia criativa no Brasil»



Guilherme Borini. ITFORUM365



«Muitos setores não sobrevivem a uma crise. Em meio a um cenário desafiador, crescer se torna tarefa ainda mais difícil. Mas existe um mercado que tem ganhado seu espaço, sobretudo na última década: a economia criativa. O termo foi criado para definir atividades, produtos ou serviços desenvolvidos a partir do conhecimento, criatividade ou capital intelectual. Diferentemente da economia tradicional (de manufatura, agricultura e comércio), a economia criativa é focada no potencial individual ou coletivo para produzir bens e serviços criativos. Os principais setores envolvidos são o de cultura, moda, design, música, artesanato, mídias, além de tecnologia e inovação.

»O momento é para essa “indústria” é positivo. No Brasil, de acordo com dados da UNESCO, a economia criativa conta com 215 mil empresas, um crescimento de 70% nos últimos dez anos. O PIB da economia criativa chegou a R$ 126 milhões, 3% do total da economia brasileira. Apesar dos números positivos, os desafios ainda são grandes em vários aspectos, como retenção de capital humano e implementação de modelo de negócios.

»Para traçar um cenário da economia criativa no país, Steven Pedigo, diretor de pesquisa e cidades do Creative Class Group - consultoria norte-americana focada em estratégia de negócios -, coordenou, em parceria com alunos de pós-graduação do Centro Universitário Belas Artes, um estudo abrangente das indústrias e dos âmbitos criativos em São Paulo. O conteúdo engloba setores como o de tecnologia, artes, cultura, arquitetura, design e ciência e a ideia é entender as vantagens competitivas, oportunidades e desafios associados com a economia criativa na capital paulista e no Brasil.

»As primeiras conclusões do estudo foram apresentadas durante a segunda edição do Fórum Belas Artes de Economia Criativa, realizado no dia 4 de outubro, em São Paulo.

Em termos de talentos, o País sofre com a dificuldade de manter sua força de trabalho no território. Um dos principais motivos é a falta de estrutura e respaldo legislativo para registrar projetos intelectuais no País, por exemplo.

»Foram desenvolvidos perfis qualitativos das indústrias e áreas da economia criativa na cidade. “Tivemos como premissas os 4 Ts – tecnologia, território, talento e tolerância – para avaliar São Paulo como cidade criativa”, explica Pedigo.

»A partir dos quatro pilares, o estudo posicionou o Brasil em relação a outros países. Em termos de talentos, o País sofre com a dificuldade de manter sua força de trabalho no território. Um dos principais motivos é a falta de estrutura e respaldo legislativo para registrar projetos intelectuais no País, por exemplo. Nos outros três quesitos, o Brasil está de certa forma bem posicionado, sobretudo em “Tolerância”, por ser considerado uma nação aberta e receptiva. Em termos de desenvolvimento tecnológico, está em um patamar médio, à frente de países como Irlanda, Itália e Russia.

»No geral, o Brasil é visto como um País de muitas oportunidades com economia criativa. O ponto desafiador é unir o potencial intelectual dessa indústria ao mundo dos negócios. Ou seja, conseguir dar valor econômico às ideias e criar uma cultura empreendedora.

»Em termos de investimentos, Pedigo destacou a necessidade de mais suporte do governo, mas também encorajou instituições privadas a aderirem a projetos deste setor. “A iniciativa privada é peça fundamental nesse processo e precisa se envolver. Não podemos esperar apenas uma ação do governo. É preciso a participação de líderes do setor privado, como universidades. Temos que pensar a economia criativa como um propulsor do crescimento econômico.”


»Na prática: realidade virtual

»Um exemplo de economia criativa aliada aos negócios estava bem ao lado do público do Fórum. Rawlinson Terrabuio, diretor de marketing e cofundador da Beenoculus, empresa desenvolvedora do primeiro dispositivo de realidade virtual brasileiro, também participou do evento e apresentou seu projeto ao público presente, formado principalmente por estudantes do instituto.

»No caso da Beenoculus, a empresa conseguiu encontrar formas de como comercializar a economia criativa. “Uma das virtudes da Beenoculus é ter um time multidisciplinar, com profissionais de áreas como inovação, engenharia, administrativo, marketing. Cada um faz sua parte e todos se completam”, declarou o executivo, que se anima com as projeções para o mercado de realidade virutal. De acordo com o Gartner, as vendas de óculos de realidade virtual poderão superar US$ 1 bilhão este ano e atingir US$ 21 bilhões em 2020.

»Rawlinson lamentou as dificuldades para a economia criativa no Brasil, mas deixou o recado. “O segredo é a colaboração.” »





Uma inovação

2016/10/12

«Questões nacionais não passam despercebidas em último debate dos candidatos a Prefeito de Salvador @PrefSalvador»



Tribuna da Bahia @TribunadaBahia



«Os dois últimos blocos repetiram o esquema dos dois primeiros. No terceiro, os candidatos responderam aos temas turismo - considerado um dos setores mais problemáticos da cidade -, combate à corrupção, mobilidade urbana e saúde. Alice Portugal (PCdoB) foi a responsável por abrir a rodada, direcionando a sua pergunta ao Pastor Sargento Isidório (PDT), e entremeou a sua fala com críticas à gestão de ACM Neto (DEM). “Aqui pouco se fez pelo turismo. Os poucos eventos são para mesma panelinha.

»Precisamos estimular a economia criativa para atrair o turismo. Famílias perderam o seu trabalho por conta do problema das barracas. Turismo é emprego e combate ao desemprego, que não é só da crise nacional. É local”, disse a comunista, sendo complementada pela tréplica de Isidório, para quem a política de turismo é pensada apenas para os bairros nobres.

Precisamos estimular a economia criativa para atrair o turismo. Famílias perderam o seu trabalho por conta do problema das barracas. Turismo é emprego e combate ao desemprego, que não é só da crise nacional. É local.

»Sobre o segundo tema, a questão nacional entrou na discussão. Alice Portugal (PCdoB) foi incisiva ao declarar que o presidente Lula vem sofrendo perseguição política e mais uma vez disparou contra a atual administração, que apenas fingiria a transparência propagandeada pelo prefeito.

»Já o candidato pedetista defendeu que “a gente precisa ser intolerante com a corrupção e tomar o patrimônio dessas ‘misérias’ que roubam o dinheiro do povo”.

»Uma característica que perpassou todo o debate e que se tornou mais evidente no terceiro bloco foi o tom morno e burocrático entre Claudio Silva (PP) e ACM Neto (DEM), que direcionou uma parcela considerável de suas perguntas ao pepista - o único candidato que evitou desferir ataques mais incisivos ao oponente. A atitude de ambos também pode ser inferida como um indício de quem o progressista apoiaria em um eventual segundo turno.

»O último bloco foi marcado por novas investidas de Isidório e Alice, que deixaram as propostas de lado para falar sobre o impeachment da presidente Dilma Rousseff (“golpe”), relacionando-o com ACM Neto (DEM). O tom democrático entre Neto e Silva também foi destaque.»





Um inovador

2016/10/11

«Rio recebe o PICNIC Brasil 2016, maior festival de inovação da Europa»



Jornal do Brasil



«Entre os dias 3 e 5 de novembro, o Rio de Janeiro receberá o maior festival de criatividade, inovação e conhecimento da Europa. O PICNIC Brasil 2016 vai reunir especialistas brasileiros e internacionais no Parque Lage para apresentar soluções no universo da economia criativa, influenciando a sociedade a dialogar e a formular políticas que estimulem o desenvolvimento sustentável. O evento, que acontecerá pela primeira vez no Brasil, deve atrair em três dias cerca de 2.400 pessoas, além de impactar outras três milhões. As vendas de ingressos começam na próxima segunda-feira (26) pelo site picnicbrasil.com (@PicnicBrasil).

»Esta também será a primeira edição do PICNIC fora da Europa. Desde 2006, o festival é realizado anualmente em Amsterdã, capital da Holanda, cidade em que se tornou sinônimo de inovação e parcerias criativas. O evento inclui palestras com especialistas do Brasil e do exterior, workshops, laboratórios, espaços para exposições (Makers Faire), apresentação de startups e uma competição para artistas, designers, hackers e programadores, conhecida como Hackaton.

»Outro ponto alto é o Market Place: um palco para mentes criativas e inovadoras, onde empresários independentes e startups são colocados em contato com investidores e parceiros potenciais. Cada participante recebe o mesmo espaço e é desafio a se apresentar com criatividade e interatividade.

»Economia colaborativa, inovação, vida urbana, bem-estar e sustentabilidade – O PICNIC Brasil 2016 tem como tema “Redesenhando o Crescimento” e vai reunir importantes nomes dos setores de inovação, tecnologia, criação, ciências e negócios, que discutirão as megatendências do nosso tempo. Trata-se de uma plataforma integrada para compartilhar ideias e projetos que ajudem a gerar negócios, com foco em tecnologia e processos disruptivos.

O PICNIC Brasil 2016 tem como tema “Redesenhando o Crescimento” e vai reunir importantes nomes dos setores de inovação, tecnologia, criação, ciências e negócios, que discutirão as megatendências do nosso tempo. Trata-se de uma plataforma integrada para compartilhar ideias e projetos que ajudem a gerar negócios, com foco em tecnologia e processos disruptivos.

»Uma das grandes questões a serem abordadas nos três dias de evento é a aplicação criativa da tecnologia como aliada para enfrentar os desafios atuais da sociedade. O festival inclui 35 palestras, sendo 20 de especialistas internacionais. Entre eles, Christine Gould (Thought for Food), Matthias Hollwich (Hollwich Kushner) e Mitch Altman Hacker (Corn?eld Electronics).

»Dois outros destaques são Mitchell Joachim, considerado um dos arquitetos mais inovadores do mundo – especializado em sustentabilidade e cofundador da Terreform ONE, organização sem fins lucrativos que promove design inteligente para cidades – e a americana Nina Tandon, pesquisadora da Columbia University, CEO e cofundadora da empresa Epibone, que pretende criar corações e ossos artificiais em laboratório.

»“O PICNIC é uma plataforma para pensar soluções em conjunto e propor mudanças através da criatividade. Trouxemos o festival para o Brasil com o objetivo de criar um ambiente permanente de troca de ideias, que vai muito além do evento em si. Há todo um ecossistema da economia criativa e do pensamento de inovação no Brasil que precisa ser estimulado. Queremos compartilhar conhecimento e inspirar os empreendedores do século 21. Essa é nossa missão”, explica André Eppinghaus, sócio-fundador da GiG e diretor criativo do festival.


»Faça você mesmo

»Outro ponto alto do PICNIC Brasil será a Maker Faire Rio, espaço criado especialmente para expor ideias baseadas na cultura do “faça-você-mesmo” (Do it yourself). Esse será um ambiente onde pessoas comuns poderão construir, consertar e modificar os mais diversos tipos de objetos e sistemas. Uma versão da Maker Faire foi apresentada em 2014 na Casa Branca, onde o presidente Barack Obama declarou que “o do-it-yourself de hoje é o made in America de amanhã”. Aberta ao público geral, a Maker Faire Rio acontecerá no dia 5 de novembro.


»Da Holanda para o mundo

»O PICNIC é uma iniciativa da Waag Society, em parceria com o Governo da Holanda. Durante uma década, consolidou-se como o mais relevante festival de inovação, conhecimento e economia criativa da Europa. Em 2015, a Waag Society abraçou a ideia de trazer o festival para a América Latina e escolheu o Rio como o passo inicial dessa nova fase. Associada à curadoria Nuvem & Criativa e à rede de inteligência GiG, com produção da SRCom, a plataforma planeja cinco edições do festival até 2021.

»Ao longo de uma década, o festival ajudou a revelar talentos e reuniu empreendedores criativos que se destacaram no universo da tecnologia. Entre eles, Biz Stone, fundador do Twitter; Niklas Zennstrom, fundador do Skype; Richard Branson, fundador do Grupo Virgin; e Dennis Crowle, do Foursquare.»





Administração Pública e inovação

2016/10/10

Newsletter L&I, n.º 122 (2016-10-10)





Newsletter L&I, n.º 122
(2016-10-10)



Tipologias da inovação (Leituras temáticas). Liderar Inovando (BR): Figuras e taulas. Referências [link]


Tipologias da inovação (Leituras temáticas). Liderar Inovando (PT): Figuras e taulas. Referências [link]


Tipologías de la innovación (Lecturas temáticas). Liderar Innovando (ES): Figuras y tablas. Referencias [link]


Typologies de l’innovation (Lectures thématiques). Mener avec innovation (FR): Figures et tableaux. Références [link]


Innovation Typologies (Thematic Readings). Lead & Innove (EN): Figures and tables. References [link]






Tipologias da inovação (Leituras temáticas). Liderar Inovando (BR): Figuras e taulas. Referências



FIGURAS E TAULAS


Processo de inovação tecnológica («Inovação Tecnológica: da definição à ação» [postagem])

Sistemas de Sugestão: Tipos de abordagens («Idéias e inovações» [postagem])

Esquema do processo metodológico da pesquisa («“Matriz” e “Filial”. Uma Análise Comparada das Principais que Impactaram essas Governanças» [postagem])

Quadro comparativo de posicionamiento na ERC - Escala Rendimento Crescente («Inovação e desempenho: a relação entre empresas inovadoras e desempenho econômico-financeiro» [postagem])

As cinco funções de um sistema de inovação («Sistemas de gestão e ferramentas para o processo de inovação» [postagem])

Funil da inovação («Sistemas de gestão e ferramentas para o processo de inovação» [postagem])

Sistema de gestão estruturada da ideaia («Sistemas de gestão e ferramentas para o processo de inovação» [postagem])

Abordagem contingencial em projetos («Gerenciamento contingencial de projetos inovadores» [postagem])

Dimensões do Sistema Regional de Inovação («Identificando as dimensões do Sistema Regional de Inovação» [postagem])

O que é inovação? – Tipos de inovação («O que é inovação?» [postagem])

The innovation ecosystem and the open and collaborative innovation dynamics («10 Perspectivas e Tendências para Inovação Aberta e Colaborativa» [postagem])



REFERÊNCIAS


Mario Sergio Salerno. «O que é inovação: tipos e graus». Videoaula. NAGI (Núcleo de Apoio à Gestão da Inovação) do Laboratório de Gestão da Inovação da PoliUSP (Escola Politécnica da Universidade de São Paulo) [postagem]

Inventta Consultoria. «Tipos de Inovação» [postagem]

Tiago Cardoso Rabelo. «Inovações nas organizações empresariais». Revista TecHoje. IETEC Instituto de Educação Tecnológica. [postagem]

Antonio Carlos Teixeira Alvares. «Organizações ambidestras». Professor Teixeira. [postagem]

Marcos Paulo Fuck e Anapatrícia Morales Vilha. «Inovação Tecnológica: da definição à ação». Contemporâneos – Revista de Artes e Humanidades. Universidade Federal do ABC. [postagem]

Diercio Ferreira, Business Development Manager na InoCrowd. «Inovação do modelo de negócios para a criação de novos caminhos do crescimento Empresarial». LinkedIn Pulse. Publicado também na revista EXAME. [postagem]

José Carlos Barbieri, Antonio Carlos Teixeira Álvares e Jorge Emanuel Reis Cajazeira. «Geração de idéias para inovações: estudo de casos e novas abordagens». XI Simpósio de Administração da Produção, Logística e Operações Internacionais SIMPOI 2008: Cadeias de Suprimento Sustentáveis: Pessoas, Planeta e Lucro. São Paulo, FGVEAESP (Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas) Departamento POI (Departamento de Administração da Produção e Operações). [postagem]

Fábio Lúcio Prado e Antonio Vico Mañas. «“Matriz” e “Filial”. Uma Análise Comparada das Principais que Impactaram essas Governanças». Journal on Innovation and Sustainability. RISUS, vol. 1, n.º 2, 2010. [postagem]

Roberto Luiz Custódio Remonato. Inovação e desempenho: a relação entre empresas inovadoras e desempenho econômico-financeiro. Universidade Federal do Paraná. Tese. [postagem]

Flavia Ivar de Souza. Redes Sociais e os Impactos dessa Inovação nas Organizações: estudo de caso da rede corporativa “Comunidade de Negócios” da área comercial das empresas do Grupo Algar. Universidade FUMEC Faculdade de Ciências Empresariais (FACE). Dissertação. [postagem]

Paulo Sophia: «Arquitetando o espaço pedagógico. Inovações para além de seus limites». Em Claudia Prates Faria (coord.), Inovação em construção civil. Instituto UNIEMP. [postagem]

Paulo César Souza Marques: «Inovação estratégica: uma alternativa para a empresa do século XXI», Revista da Católica, vol. 3, n.º 6, 2011. [postagem]

Gleiciane Ferreira Botta. O processo de inovação de uma empresa mineira fornecedora de insumos para mercado siderúrgico/metalúrgico mundial: um estudo de caso na ALFA S/A. Centro Universitário Una. Dissertação. [postagem]

Dagomar Henriques Lima. «Estudos internacionais sobre inovação no setor público: como a teoria da inovação em serviços pode contribuir?». 1º Simpósio Brasileiro de Ciência de Serviços. REDLAS (Red Latinoamericana y del Caribe para la Investigación en Servicios / The Latin American Network for Research on Services). [postagem]

Escola de Criatividade (@ecriatividade). As 15 empresas mais inovadoras. [postagem]

Fábio Lazzarotti. Recursos para inovação e desempenho de firmas inovadoras. Universidade do Vale do Itajaí. Tese. [postagem]

Roque Rabechini Junior e Marly Monteiro de Carvalho. «Gestão projetos inovadores em uma perspectiva contingencial: análise teórico-conceitual e proposição de um modelo». Revista de Administração e Inovação RAI, vol. 6, n.º 3, set./dez. 2009. [postagem]

Maximiliano Carlomagno. «Como os diferentes projetos de inovação são classificados? Inovação incremental também é inovação?». 3M do Brasil (@3MdoBrasil) [postagem]

Lorena Tello Gamarra. «Identificando as dimensões do Sistema Regional de Inovação». Revista Instituciones y Competitividad, vol. 1, n.º 2, 2015. Considerações Finais e apartado 7: Dimensões do Sistema Regional de inovação. [postagem]

«As regras do luxo que prometem transformar metal em ouro». Revista Amanhã (@revista_amanha). Por Universia Knowledge@Wharton. [postagem]

Tawfik Jelassi: «Lições da revolução na Tunísia: como liderar em meio a turbulência». UOL (@UOLNoticias). [postagem]

Patricia Santin (@patysantin): «Inovação Social de dentro para fora». Curadoria Caos Focado. [postagem]

Bárbara Ladeia: «Inovação x Estado: em choque com o futuro». Reportagem publicado no Diário do Comércio. 1ª parte. 2ª parte. [postagem]

Valquíria Marchezan Colatto Martins, Dieter Rugard Siedenberg, e Marcos Paulo Dhein Griebeler. «Comparativo do processo de inovação entre microempresa e grande empresa do setor metal-mecânico». XXIII Seminário de Iniciação Científica. [postagem]

Tiago Miguel Haracemiw, Gilson Ditzel Santos, e Sérgio Luiz Ribas Pessa. «Processo de desenvolvimento da inovação em uma microempresa do setor de tecnologia da Informação». Revista Técnico Científica, n.º 1, 2013. [postagem]

Caroline Hoffmann e Antonio Carlos de Campos. «Sistema de Inovação do Paraná: os padrões da interação universidade-empresa». XIX Encontro de Economia da Região Sul ANPEC/SUL 2016. ANPEC (Associação Nacional dos Centros de PósGraduação em Economia) – Programa de PósGraduação em Economia da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina). [postagem]

Davi de França Berne. «O grau de inovação das indústrias MPE da região metropolitana Oeste e e Sudoeste de São Paulo». Faculdade de Campo Limpo Paulista – FACCAMP. Dissertação. [postagem]

Centro de Inovação de Maringá (CIM). «O que é inovação?» [postagem]

Martin Duval. «10 Perspectivas e Tendências para Inovação Aberta e Colaborativa». Innovation Management (@IM_Innovation). [postagem]