2016/12/14

«Os cinco ambientes para a inovação»



Gisela Kassoy @giselakassoy



«OS CINCO AMBIENTES PARA A INOVAÇÃO

»Lembra-se daquela antiga lenda dos cegos e o elefante, na qual cada cego só percebia a parte que conseguia tocar? Trata-se de uma armadilha frequente, pois, afinal, é difícil para qualquer pessoa ver o mundo com olhos que não sejam os próprios.

»Falando sobre inovação, e mais especificamente sobre Gestão da Inovação, há cinco ambientes a serem considerados, e mais uma vez cada profissional dará importância ao que conhece melhor. Os ambientes são: o externo, físico, o psicossocial, o estrutural e o digital. Cada um requer um olhar, e todos são interdependentes. Apresento aqui os aspectos que mapeio ao verificar os aspectos que influenciam a inovação nas empresas para as quais trabalho:


»O AMBIENTE EXTERNO

»O ambiente externo não só influencia a empresa como costuma ser o causador das demandas de inovação. Afinal, grande parte das empresas precisa inovar em função da concorrência ou precisa se adequar às mudanças externas.


»A ESTRUTURA

»Aqui estamos tratando do que a empresa tem, como ela é e o que necessita

»Considero os objetivos a serem atingidos – novos produtos, melhorias, inovações de ruptura? – e analiso também os aspectos explícitos que influenciam a inovação: o organograma, os processos, os sistemas.

»Incluo também a competência dos profissionais, incluindo as necessárias para inovar – tais como criatividade, flexibilidade, habilidade em gerar, avaliar, disseminar e implementar ideias.

»Também contemplo job descriptions, formas de avaliação de desempenho e outras iniciativas do RH, pois eles devem estar em sintonia com a inovação que a empresa pretende.


Programas de ideias, Processos de inovação e de Gestão do Conhecimento têm uma importância fundamental na captação, disseminação e desenvolvimento das ideias, pois superam as barreiras do trabalho solo, do tempo e do espaço.

»AMBIENTE PSICOSSOCIAL

»Aqui falo sobre a cultura da organização, o clima, as lideranças informais.

»Costumo mapear esse ambiente considerando os aspectos que influenciam a inovação, como formas de administração de riscos, principais resistências a mudanças – e como elas são administradas – e histórico de colaboração.

»Normalmente, alguns aspectos da cultura precisam de fato evoluir, mas o propósito não é transformá-la (afinal cultura é DNA), mas criar uma forma de inovar que seja adequada a cada empresa.


»AMBIENTE FÍSICO

»Não é necessário copiar a decoração da Google ou da IDEO, empresas altamente criativas cujos ambientes físicos remetem a uma alegre – e quase organizada – bagunça.

»De fato, um ambiente físico informal deixa as pessoas mais livres para criar, mas ele simplesmente não é adequado para toda e qualquer empresa.

»E há alternativas: ambientes como o da 3M, mesmo sem ser lúdicos, também estimulam a inovação: na 3M do Brasil, logo na entrada há um mural com a data de lançamento cada produto inovador, cujo nome também se faz presente nas salas de reuniões. Assim, a empresa pontua o quanto ela valoriza o ineditismo

»O ideal é incluir o favorecimento à inovação às inúmeras variáveis que determinam um ambiente físico e, sobretudo, perceber – criativamente – formas de inseri-lo.


»AMBIENTE DIGITAL

»O que a intranet ou os ambientes de gestão de conteúdo, blogs, wikis, redes sociais e tudo que vem sendo englobado na categoria de Web 2.0 podem fazer pela inovação?

»Programas de ideias, Processos de inovação e de Gestão do Conhecimento têm uma importância fundamental na captação, disseminação e desenvolvimento das ideias, pois superam as barreiras do trabalho solo, do tempo e do espaço. Mas estão sendo bem aproveitados?

»O que mais pode ser feito?

»Infelizmente, as pessoas tendem a contribuir para a inovação olhando para ela sob sua própria ótica. Mas qualquer transformação – ou mesmo evolução – requer coerência entre os cinco ambientes.»





Inovação e ideias

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