2017/01/31

Grazielle David e Walter Britto: «O peso das patentes no preço dos medicamentos»



Artigo de Grazielle David, assessora política do Inesc, e Walter Britto, pesquisador das Universidades Aliadas por Medicamentos Essenciais – UAEM Brasil. INESC (Instituto de Estudos Socioeconômicos) @InescOficial, via Carta Maior @cartamaior



«No período de 2008 a 2015, os gastos reais do Ministério da Saúde aumentaram em 36,6%; já os destinados a medicamentos elevaram-se em 74%, mais do que o dobro, passando de R$ 8,5 bilhões para R$ 14,8 bilhões para o mesmo período. Os valores alocados em medicamentos aumentaram, inclusive em 2015, quando o Orçamento da Saúde decresceu em termos reais.

»Em 2015, apenas três ações eram responsáveis por 76,8% de todo o gasto com medicamentos: CEAF (Componente Especializado de Assistência Farmacêutica), Imunobiológicos e Farmácia Popular. Foram também eles que apresentaram maior taxa de crescimento entre 2008 e 2015. Em 2008, o quadro era diferente: CEAF, CBAF (Componente Básico de Assistência Farmacêutica) e DST/Aids representavam boa parte do gasto. Essa mudança demonstra uma alteração nas prioridades do governo para a política de medicamentos ao reduzir os gastos com os medicamentos distribuídos gratuitamente na atenção básica e ampliar os subsídios às farmácias privadas participantes do Programa Farmácia Popular. Também chama a atenção e requer mais investigações a redução da despesa com os medicamentos para DST/Aids, uma vez que o Brasil vive um aumento importante dos casos: a população vivendo com a doença no país passou de 700 mil em 2010 para 830 mil em 2015, com 15 mil mortes por ano.

»O que mais chama atenção no Orçamento Temático de Medicamentos – fruto de recente publicação lançada pelo Inesc – é a evolução da despesa com demandas judiciais em âmbito federal ou custeadas pelo Ministério da Saúde, que no período de 2008 a 2015 apresentou crescimento real de 1006% daquelas atendidas por compra direta e depósito, saindo de R$ 103,8 milhões em 2008 para R$ 1,1 bilhão em 2015. Em proporção do Orçamento de Medicamentos, o percentual de gastos com judicialização que era de pouco mais de 1% em 2008 chegou a quase 8% em 2015.

»Como o crescimento real do Orçamento de Medicamentos para o mesmo período foi da ordem de 74% no período de 2008 a 2015, e o da judicialização dos medicamentos foi de 1006%, é possível inferir que, mesmo que essa despesa esteja sendo prevista pelo Ministério da Saúde, necessariamente os demais componentes da Assistência Farmacêutica estão sofrendo um impacto orçamentário, ficando abaixo da real necessidade populacional, especialmente quando é considerado que a população brasileira cresce e o preço dos medicamentos aumenta.

»Clique aqui para acessar o estudo completo do Inesc sobre a judicialização dos medicamentos no Brasil (arquivo PDF para baixar).


Brasil gasta cada vez mais com medicamentos caros e pouco inovadores. Causa: o sistema obsoleto das patentes, que garante monopólio a megaempresas globais.

»Um dos sérios agravantes dessa alta de preços é o sistema de patentes. Baseadas em uma retórica de estímulo ao investimento em pesquisa e desenvolvimento, as patentes são consideradas por muitos como sinônimo de inovação. Porém, esta retórica esconde uma realidade muito diferente: o monopólio que elas criam permite às corporações farmacêuticas cobrar preços injustificáveis baseando-se em práticas abusivas.

»O sistema brasileiro de patentes tomou a forma que tem hoje com a promulgação da lei de patentes no 9279 de 1996. Essa lei introduziu no ordenamento brasileiro a possibilidade de concessão de patentes para produtos e processos na área farmacêutica, que não existia na norma anterior. Ela alinhou a lei brasileira ao desenho do Acordo sobre Aspectos dos Direitos de Propriedade Intelectual Relacionados ao Comércio (chamado em inglês de "TRIPS"), administrado pela OMC (Organização Mundial de Comércio).

»À época, a instalação de um sistema de proteção de propriedade intelectual na área farmacêutica via monopólio patentário era justificada pelo suposto incentivo aos investimentos em pesquisa e desenvolvimento pelas companhias privadas. No entanto, com mais de 20 anos da lei e do acordo TRIPS, os resultados estão muito aquém do esperado e as evidências apontam que aquela crença no sistema de patentes foi equivocada.

»Passamos hoje por uma era de escassez na inovação na área farmacêutica. Nos Estados Unidos, que tem um dos maiores escritórios de registro de patentes do mundo e também um dos maiores mercados farmacêuticos, entre 85% e 90% de todos os novos medicamentos registrados apresentaram pouco ou nenhum benefício clínico para os pacientes, sem inovação de fato.

»No Brasil, o setor privado está voltado muito para a produção, uma vez que é a etapa mais barata e que garante maior lucratividade, ignorando as necessidades de inovação em medicamentos para as doenças que afligem o povo brasileiro. O pouco de pesquisa e inovação existente está vinculado em grande parte aos institutos públicos de pesquisa e universidades públicas. Nesse cenário, é importante considerar o risco de redução do orçamento para a Função Ciência & Tecnologia frente a aprovação da EC 95, lei do teto dos gastos primários, considerando que o mesmo apresenta tendência de queda desde 2014 (Gráfico 1).



»Retomando, a ideia de que o sistema de patentes é o meio para incentivar investimentos em pesquisa e desenvolvimento na área farmacêutica tem fundações muito frágeis. Depender das patentes significa dar às grandes companhias farmacêuticas – especialmente as transnacionais –as condições para aumentar preços abusivamente, muito acima de seus investimentos em pesquisa e do próprio custo de produção, já que poderão operar em um ambiente sem concorrência alguma por parte dos medicamentos genéricos.

»Agravando esse cenário, o governo Temer presenteou a indústria farmacêutica com a Medida Provisória 754/2016, com a qual permite ajustes nos preços de medicamentos a qualquer tempo pelo Conselho de Ministros da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos. Até 20/12/16, só era possível reajustar o preço dos medicamentos uma vez ao ano, considerando a variação inflacionária.

»O sistema de patentes nacional representa também um foco de controvérsias de poder na negociação para a compra de medicamentos: um exemplo recente é o do sofosbuvir, novo medicamento para o tratamento da hepatite C que ingressou no mercado a um preço de US$ 1 mil por pílula. Em razão do montante abusivo, muitos países pressionaram a companhia detentora da patente para que reduzisse o preço. Ela o fez, mas o Brasil segue pagando muito mais pelo medicamento do que o seu custo real de produção, e mais ainda do que o preço dos genéricos desse medicamento produzidos na Índia, por exemplo. Demonstrando a injustiça desse sistema patentário, a empresa responsável por esse medicamento recuperou os investimentos alegados em seu desenvolvimento apenas no primeiro ano de vendas nos Estados Unidos.

»Se pagamos muito por medicamentos, tanto no quanto é gasto pelo Estado quanto pelas famílias diretamente, certamente as patentes são um componente muito relevante do problema. Elas se beneficiam da estrutura jurídica – falha e repleta de brechas– que permite preços altos e o direcionamento da pesquisa aos interesses exclusivistas das corporações farmacêuticas. A alternativa a esse modelo? Reduzir as brechas para concessão e extensão das patentes de medicamentos, por meio da aprovação de projetos de lei que já tramitam no Congresso Nacional, com o objetivo de fazer o direito à saúde e aos medicamentos ser preponderante.»





Inovação e discursos

2017/01/30

Newsletter L&I, n.º 133 (2017-01-30)




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«Diretor do Cemaden reforça importância do intercâmbio internacional em encontro com pesquisadores peruanos» [link]

«Regulação econômica. Carta ao Leitor» [link]

«Livro reúne histórias de inovação na agricultura brasileira» [link]

«Organizações firmam pacto pela restauração florestal na Amazônia Brasileira». Aliança pela Restauração na Amazônia [@CIBrasil] [link]



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«Con gran concurrencia vivimos una nueva edición del Digital Summit» [link]

«Solo el 20% de las innovaciones alimentarias sobreviven más de un año, por falta de presupuesto para marketing y publicidad, principalmente». Reportaje de Gema Boiza [link]



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«World Food Programme And Singularity University Launch Global Impact Challenge. Moonshot Solutions Sought To End Hunger» [link]




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«Os jovens brasileiros premiados nos EUA por soluções para problemas sociais», João Fellet, @BBC [link]

«Empresas que moldarão o futuro possivelmente ainda não estão criadas», João Vasconcelos via @noticiaaominuto [link]

«Así funciona la mente de los CEO más innovadores del mundo», @elpaisuy [link]

«Christian Monjou: “Les Entreprises Qui Ne Profitent Pas Des Femmes Se Mettent En Danger”», @FemmesEco, @forbes [link]

«Innovation & Impact Summit 2017: programme details announced», @elliebothwell, @timeshighered [link]



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«Em 2017, você irá liderar ou educar?», Eduardo Shinyashiki, @JorEconomia [link]

«Cambão na era dos robots», José Corrêa Guedes, @observadorpt [link]

«Innovación y creatividad en el liderazgo empresarial», @CegosUniversity [link]

«Enquête: Enphase / AP Systems : le leader et l’outsider du marché mondial des micro-onduleurs», @AndreJoffre2, @actupv [link]

«Assessing public leadership styles for innovation: a comparison of Copenhagen, Rotterdam and Barcelona», Ricard, Klijn, Lewis & Ysa, @tandfnewsroom [link]



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«IT Leaders 2016: os sinais que este é o fim da TI que você conhecia», Silvia Bassi, @computerworldbr [link]

«Keep Calm and Stay Focused», Pedro Rocha Vieira, @dinheiro_vivo [link]

«Aprendiendo a trabajar de forma diferente», Ignacio Garralda, @la_Mutua [link]

«IoT : La France peut-elle échapper au leadership d’Amazon, Google ou Microsoft?», @rflechaux, @frsilicon [link]

«Alibaba CEO Daniel Zhang’s Top Six Leadership Tips», @FastCompany [link]





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“Quem toca uma empresa de sucesso sozinho? Isso não existe!” – Rogério Luiz, ITU Partners








Problemas de comunicação e liderança emperram inovação nas organizações – Leandro Quintanilha via @Revista Melhor - Gestão de Pessoas








Verbete Draft: O que é Liderança Criativa – Isabela Mena, Projeto Draft








2017/01/27

«Organizações firmam pacto pela restauração florestal na Amazônia Brasileira». Aliança pela Restauração na Amazônia [@CIBrasil]



Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa



«A Aliança pela Restauração na Amazônia será lançada na próxima segunda-feira (30), em Belém, e reunirá ONGs, empresas, academia, governo e sociedade civil a fim de somar forças para ampliar a restauração florestal na região. A Embrapa Amazônia Oriental é um dos membros fundadores da Aliança, que deve estabelecer uma plataforma de cooperação técnica e institucional para ações e políticas em prol da região.

»Entre os objetivos do pacto estão a integração de ações para a ampliação da escala e da eficiência da restauração florestal; a geração, sistematização e difusão de conhecimentos e informações sobre restauração florestal, silvicultura tropical e sistemas agroflorestais; a contribuição para formulação e implementação de políticas públicas que favoreçam a restauração florestal; e outros.

»A restauração ou recuperação florestal constitui hoje um dos temas prioritários na agenda de P&D da Embrapa. Há diversos projetos em desenvolvimento sobre tema na programação da Empresa e as ações vêm buscando, por exemplo, as melhores estratégias de recuperação, compilando informações de espécies vegetais a serem recomendadas ou subsidiando ações para governança da restauração. O chefe-geral da Embrapa Amazônia Oriental, Adriano Venturieri, vai assinar o termo de adesão à iniciativa durante o lançamento.


Entre os objetivos do pacto estão a integração de ações para a ampliação da escala e da eficiência da restauração florestal; a geração, sistematização e difusão de conhecimentos e informações sobre restauração florestal, silvicultura tropical e sistemas agroflorestais; a contribuição para formulação e implementação de políticas públicas que favoreçam a restauração florestal; e outros.

»Ganho de escala

»Para a pesquisadora Joice Ferreira, da Embrapa Amazônia Oriental, a Aliança é fundada em um momento único em termos de conservação da Amazônia. Vários instrumentos legais começaram a ser implementados a partir do Código Florestal, que foi revisado em 2012. Entre eles, ela cita o Programa de Regularização Ambiental, por meio do qual cada proprietário de terra deverá resolver os eventuais passivos ambientais registrados na sua propriedade rural.

»"Há uma proporção imensa de passivos ambientais a regularizar e a restauração florestal é a principal forma de entrar em conformidade com a lei. Entretanto, muitos gargalos ainda existem para viabilizar as ações. A restauração precisa ganhar escala e os grandes esforços para que ela aconteça devem resultar em retorno para a conservação ambiental", afirma a pesquisadora. Daí a importância de reunir atores de diferentes segmentos e com diferentes expertises para unir forças e somar conhecimentos para gerar e difundir conhecimentos e informações sobre restauração florestal.

»Rodrigo Medeiros, vice-presidente da Conservação Internacional (CI) Brasil, ressalta que "o compromisso assumido pelo Brasil no Acordo de Paris, de restaurar 12 milhões de hectares em todo o país, sendo cerca de 5 milhões somente na Amazônia, ilustra o tamanho do desafio que teremos pela frente. Nessa escala, somente uma articulação ampla de vários setores da sociedade brasileira, incluindo o setor privado, é capaz de criar um ambiente concretamente capaz de promover essa transformação".

»Os membros fundadores da Aliança são: Conservação Internacional (CI-Brasil), Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), Instituto Socioambiental (ISA); World Resources Institute (WRI); Embrapa; Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (IMAZON); Amazônia Live/Rock in Rio; AMATA; e Fazenda Brasil.

»São parceiros também o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e o Ministério do Meio Ambiente (MMA).»





Inovação e recursos

2017/01/26

«Livro reúne histórias de inovação na agricultura brasileira»



O Povo online @opovoonline. Foto: Pedro Piza, produtor paulista (Divulgação/Alltech Crop Science)



«Os desafios da produção de alimentos seguros e de qualidade são contados na publicação “Delícias do Campo: Histórias e Receitas do Brasil” .

»O processo produtivo no Brasil recebeu investimentos e inovações em técnicas sustentáveis para atender ao mercado que exige uma agricultura consciente.

»Dez destas experiências são trazidas a partir da história de agricultores de diversas partes do País. O livro está disponível online, de forma gratuita.

»A iniciativa da empresa Alltech Crop Science, especializada em nutrição vegetal, apresenta desafios e conquistas da área. “Queremos levar aos diversos públicos histórias de paixão com a terra e a atividade agrícola”, afirma a gerente de marketing da empresa no Brasil, Manuela Lopes.

»Entre os perfis, está o do produtor de macadâmia e diretor de produção agrícola e industrial da empresa Queen Nut, Pedro Piza, de Dois Córregos (SP).

Dez experiências de agricultura consciente a partir da história de agricultores de diversas partes do País.

»Com o trabalho pautado pela sustentabilidade econômica, social e ambiental, o engenheiro agrônomo acredita que é "extremamente importante" que as pessoas tenham conhecimento das novas práticas e conceitos que estão sendo aplicados no campo.

»“O agricultor moderno está mais responsável com o meio ambiente e com os impactos sociais. A reunião da história desses produtores preocupados com estas questões é muito positiva”, complementa Piza.»





Inovação e invenções

2017/01/25

«Regulação econômica. Carta ao Leitor»



Senado Federal do Brasil. Editorial da revista Em Discussão!: os principais debates do Senado Federal, ano 7, n.º 30, dezembro de 2016; número temático: «Regulação econômica».



«Um olhar mais atento às questões nacionais mostra quase sempre os mesmos tipos de problemas, derivados das mesmas heranças históricas e culturais e de deficiências técnicas e hábitos políticos que se perpetuam. Tal é o caso dos dois temas que Em Discussão! põe em relevo neste número: o funcionamento das agências reguladoras e o desperdício de alimentos.

»O último tem sido bastante explorado pela mídia, mas insiste em permanecer na agenda do país com seus incômodos monturos de frutas apodrecidas, suas prateleiras repletas de hortaliças murchas, enquanto do lado de fora dos mercados se aglomera uma multidão de pedintes.

»O destaque da nossa capa é assunto árido e aparece na imprensa comumente associado a queixas de consumidores contra companhias de telefonia celular, planos de saúde e empresas aéreas, mas tem implicações mais amplas no funcionamento da economia. Se uma norma mal elaborada impede a competitividade de um mercado em particular, acaba trazendo danos ao consumidor, além de minar o dinamismo daquele setor e contaminar os demais, resultando em perdas de produtividade, receita e credibilidade.

Se uma norma mal elaborada impede a competitividade de um mercado em particular, acaba trazendo danos ao consumidor, além de minar o dinamismo daquele setor e contaminar os demais, resultando em perdas de produtividade, receita e credibilidade.

»Para o que nos toca mais diretamente neste contexto, pode-se imaginar as repercussões positivas que o bom funcionamento do transporte de cargas traria para a conservação de alimentos.

»Neste momento, o Senado procura justamente romper, quanto à regulação econômica e ao abastecimento de gêneros alimentícios, com vícios antigos: a ausência de planejamento e coordenação; a predominância da solução costumeira sobre a inovação técnica; a falta de transparência e participação social; e a ingerência de interesses políticos de âmbito restrito em escolhas e decisões que deveriam atender a necessidades mais abrangentes.

»O debate tem sido profícuo. E, como resultado, nos dois casos, os senadores estão oferecendo propostas de arcabouço sofisticado, enriquecidas pelas opiniões de ­estudiosos.

»A experiência mostra, no entanto, que, no Brasil, leis avançadas, mesmo para padrões internacionais, podem perder a força no momento de sua execução, de sua materialização em políticas públicas, programas e ações.

»Segundo o que colhemos, a expectativa dos parlamentares vai justamente no sentido oposto.»





Inovação e ideias

2017/01/24

«Diretor do Cemaden reforça importância do intercâmbio internacional em encontro com pesquisadores peruanos»



Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações do Brasil @mctic. Fotos no Flickr.



«O diretor do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) [@CEMADEN], Osvaldo Moraes, destacou a importância do intercâmbio de informações entre organismos nacionais de diferentes países para ampliar o conhecimento científico. As declarações foram dadas durante o 1º Encontro de Ciência, Tecnologia e Inovação Peru-Brasil, em Lima, capital do país vizinho.

»"É fundamental o intercâmbio científico internacional, pois o monitoramento sócio-ambiental com integração global de dados é uma tendência mundial. O Cemaden vem desenvolvendo metodologias e adquirindo experiência em monitoramento e emissão de alertas, dentro do Sistema Nacional de Gestão de Risco de Desastres", afirmou Moraes.

»"Podemos colaborar com os países da América Latina no trabalho integrado de dados e ampliar a base de conhecimento científico sobre desastres naturais", completou.

É fundamental o intercâmbio científico internacional, pois o monitoramento sócio-ambiental com integração global de dados é uma tendência mundial.

»A reunião buscou promover a integração científica entre Brasil e Peru e o intercâmbio de experiências e conhecimentos técnico-científicos e de inovação, fortalecendo a cooperação bilateral entre instituições acadêmicas, entidades públicas e empresas.

»Em março, pesquisadores dos dois países devem se encontrar em São Paulo (SP) para discutir uma agenda de eventos e workshops para promover o intercâmbio entre cientistas brasileiros e peruanos.»


Leja mais:

«Cemaden participa de encontro de cooperação técnico-científica entre Peru e Brasil», CEMADEN @CEMADEN-@mctic.

«El INICTEL-UNI (Instituto Nacional de Investigación y Capacitación de Telecomunicaciones-Universidad Nacional de Ingeniería), sede del I Encuentro Perú-Brasil de Ciencia, Tecnología e Innovación», INICTEL-UNI @INICTEL_UNI.





Innovation et discourses

2017/01/23

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«Crowdsourcing de inovação aberta e seus impactos para a inovação tecnológica do Brasil» [link]

«Universitários apostam em inovação para se destacar no mercado» [link]

«“Podemos investir o que for. Não vai nos bastar. Inovação é colaboração”, diz o chefe de tecnologia da IBM no Brasil, Luis Fernando Liguori» [link]

Notícias da Showtec 2017: «Jovens debatem agronegócio» [link]



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Sónia Sapage: «Inovação social: a nova forma de resolver problemas difíceis» [link]

«Cluster Transfronteiriço de Inovação no Desporto e Saúde (INSPORTHEALTH)» [link]

«Fundação da Juventude e Câmara do Porto lançam programa local de empreendedorismo» [link]

«‘Cidadãos do mundo’ partilham experiências» [link]



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«Global Game Jam, Hittco Talks Morelia y Technovation Challenge llegan a Michoacán» [link]

Kennedy Kirui: «“Cuantos más problemas tienes, más soluciones encuentras”. El presidente del espacio de innovación keniano iHub, Kennedy Kirui, cree que una de las claves del éxito es la juventud de los creadores africanos» [link]

«Zaragoza Activa acoge el proyecto internacional YUZZ para jóvenes emprendedores» [link]

«La Red de Educadores desarrollará catorce acciones en el primer semestre» [link]



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«Faire une place à la jeunesse» [link]

«Lancement de la 1ère édition du concoursBloom Masters» [link]

«Qu'est-ce que La France s'engage?» [link]

«MyAfricanStartup.com va publier son palmarès des 100 start-up africaines innovantes» [link]



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«Boston youth innovation initiative wins international award» [link]

Sahar Nasr (Egyptian Minister, International Cooperation @MOICEgypt): «Egypt’s entrepreneurs. A young population is spurring an explosion of tech-savvy startups» [link]

Mayur Ramgir (@Zonopact & @TryClintra): «How innovative teaching methods can boost learning» [link]

Tim Harford: «“Messy”: Creative Disorder And Creative Innovation» [link]




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«Dono do Uber dos caminhões teve ideia rejeitada 200 vezes» #FedericoVega #CargoX [link]

«Costa, Guterres, Jamie Oliver, Matt Damon e Shakira: um encontro improvável?», @mpradoexpresso, @expresso [link]

«BitFury lanzará primer Consejo Global de Negocios Blockchain en Davos 2017», @Vale_de_Vale, @CriptoNoticias [link]

«Des leaders de l'industrie pétrochimique ouvrent une plateforme d'innovation ouverte», @IT_technologies [link]

«Irrational Innovations @irrationalinno sees potential in Nigeria to become global fintech leader», @econodaily [link]



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«Mercados líderes e inovações», Perfil da Alemanha @de_deutschland [link]

«Inovações voltadas para a segurança da carne», Cargill @Cargill [link]

«Los líderes innovadores que destacan en Centroamérica», Felipe López R., @Forbes_Mexico [link]

«Le gouvernement du Canada fait la promotion de l'innovation au sein du secteur canadien de l'automobile», @CNWNews [link]

«Equipping people to stay ahead of technological change, @TheEconomist [link]



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«Demita os “chefes” e valorize os líderes», Federico Vega (@cargo_x), @admnews [link]

«As tendências e os congressos do jornalismo», @dqandrade, @publico [link]

«Desafíos del nuevo liderazgo», @pablojenkins, @elfinancierocr [link]

«Comment mener la danse de l'innovation?», @matmenet, @bilanmagazine [link]

«As Tech Trends Come and Go, Arc Innovation Leader Argues Bots and AI Are Here to Stay», @thenickajones, via @ktjrichards, @adweek [link]





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2017/01/20

Notícias da Showtec 2017: «Jovens debatem agronegócio»



Fundação MS Para Pesquisa e Difusão de Tecnologias Agropecuárias. Showtec 2017



«Encontro reuniu lideranças e profissionais para discutir o papel e a contribuição da juventude no setor

»O primeiro dia de realização do Showtec 2017, em Maracaju-MS, foi marcado pela presença de jovens atuantes no agronegócio no Estado. A participação de empreendedores, profissionais e acadêmicos aconteceu durante o I Encontro de Jovens da Agropecuária, promovido pelo MNP Jovem (Movimento Nacional dos Produtores), Sistema Famasul e Fundação MS. O evento teve como objetivo sensibilizar a importância do envolvimento dos jovens no desenvolvimento do setor agropecuário sul-mato-grossense.

»Além do protagonismo juvenil e o papel dos jovens nos negócios tradicionais do segmento, a programação do encontro contou ainda com painéis e debates sobre o atual mercado de trabalho e o perfil dos novos profissionais. O palestrante José Maria Pugas Filho, presidente da Agripa, empresa focada em inovação para o agronegócio abordou sobre a necessidade de transformação da mentalidade da juventude diante das mudanças do setor. “O agronegócio brasileiro é totalmente reconhecido por sua qualidade, modernidade, pela tecnologia e inovação. Estamos lhe dando com jovens que vão passar por uma transformação ainda maior do que os pais e avós deles passaram. Temos que prepará-los para continuar com esse protagonismo brasileiro no setor do agronegócio”, afirma.

»Segundo Pugas, essa preparação vai além da formação acadêmica e profissional. “As profissões do agronegócio de hoje não serão as mesmas daqui 10 anos. É preciso focar muito mais na forma de pensar, de se relacionar com o mercado e com a tecnologia, do que apenas com o que aprendem na universidade”, diz.

»Para Artur Falcette, sócio-consultor da Agripa e gestor do grupo Sapé Agro, o agronegócio atualmente está muito mais atrativo ao jovem do que há alguns anos, em função de tantas tecnologias e inovações que o setor emprega. “E o papel desse jovem hoje consiste em continuar estimulando novas técnicas, não apenas de produção, mas de gestão, que atualmente é um dos maiores gargalos no nosso País. Eles têm cada vez mais oportunidades de conhecimento e experiência e isso contribui para o crescimento do setor”, afirmou durante sua palestra no encontro.

O papel desse jovem hoje consiste em continuar estimulando novas técnicas, não apenas de produção, mas de gestão, que atualmente é um dos maiores gargalos no nosso País. Eles têm cada vez mais oportunidades de conhecimento e experiência e isso contribui para o crescimento do setor.

»Roberta Maia, à frente do Famasul Jovem, apontou que a realização do Encontro em uma feira tradicional mostra a crescimento e a força que os movimentos de jovens no agronegócio estão tomando. “Acredito que o papel da juventude hoje na agropecuária é a renovação, seja na quebra paradigmas entre gerações, nos processos produtivos, na forma de comunicação do setor com a sociedade e com seus próprios agentes, na maior interação do agro com as tecnologias e em como o setor se relaciona com os mercados que estão em constante mudança”, avalia.

»A coordenadora do MNP Jovem, Amanda Rocha, ressaltou a relevância do fomento a encontros e trabalhos que envolvam os jovens no segmento. “Muito se fala que nós, jovens, somos o futuro, mas não somos. Somos o presente que irá mudar o futuro. Encontros assim servem para inspirar os participantes, com vontade de ser mais e fazer mais pelo Estado, pela agropecuária e também pelo Brasil. Nosso País precisa de pessoas que sejam proativas e engajadas, precisamos de mais protagonistas da própria história”, reitera.


»Sobre o Showtec

»Destinado aos produtores e empreendedores rurais, técnicos agrícolas, acadêmicos, entre outros, o Showtec é uma feira anual onde são apresentados produtos e serviços ligados ao setor agropecuário, lançamentos, inovações tecnológicas, sistemas de produção, palestras técnicas e resultados de pesquisas que contribuem para a sustentabilidade do agronegócio brasileiro.

»O evento é realizado pela Fundação MS e promovido pelo Sistema Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de MS), Sistema OCB/MS (Organização das Cooperativas Brasileiras), Aprosoja/MS (Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul) e Senar/MS (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural). O Showtec conta com o apoio do Sindicato Rural de Maracaju, Prefeitura Municipal de Maracaju, Biosul (Associação dos Produtores de Bioenergia do Mato Grosso do Sul), Embrapa Gado de Corte, Embrapa Agropecuária Oeste, Embrapa Solos, Embrapa Pantanal, Monsanto, Agrisus, Agron, Banco do Brasil, Caixa, Sicredi, Fundect (Fundação de Apoio do Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul) e Governo do Estado de Mato Grosso do Sul.»





Inovação e recursos

2017/01/19

«“Podemos investir o que for. Não vai nos bastar. Inovação é colaboração”, diz o chefe de tecnologia da IBM no Brasil, Luis Fernando Liguori»



Giovanna Riato. Projeto Draft @ProjetoDraft



«Esta era para ser uma entrevista no formato pingue-pongue, com pergunta e resposta, direto ao ponto, mas o entrevistado não deixou. Luis Fernando Liguori, 45, decidiu dar respostas amplas, se aprofundar e contar histórias. Sorte a nossa. Assunto não faltou: ele é CTO, o chefe de tecnologia, da IBM, organização centenária que se empenha em permanecer atual, seguir em constante renovação.

»A empresa nasceu fabricante de máquinas agrícolas, transformou-se em produtora de hardware e, hoje, tem um modelo de negócio focado em serviços de cloud e inteligência cognitiva, aquela coisa futurista de ter um computador inteligente que entrega as respostas necessárias. O papel de Luis na IBM é fazer a ponte, do ponto de vista tecnológico, entre o mercado e a companhia. É ter a visão do todo, entender o que os clientes precisam e o que a empresa pode oferecer, quais desenvolvimentos priorizar.

»Ele é triatleta e conta que tem o costume de anotar cada coisa que o incomoda, afinal, diz, qualquer detalhe pode ser uma chance de inovar. Dessa perspectiva, ele afirma que a inovação vai muito além dos 6% do faturamento que a IBM investe anualmente em pesquisa.

»“O meu time tem mais potencial para ser disruptivo, estar na vanguarda, mas a inovação é parte do DNA da empresa e precisa permear todas as áreas”, diz, enfatizando a árdua tarefa de fazer com que cada um dos 400 mil funcionários da organização no mundo levante esta bandeira. Segundo ele, seu maior desafio é colocar as pessoas no que ele chama de “zona de desconforto” e fazer com que elas se permitam inovar. “Isso é mais fácil com os jovens que entram no programa de trainee, por exemplo, mas é um grande desafio quando falamos de profissionais que estão há anos na empresa”, diz.


»PARA INOVAR, HÁ QUE SE EMPODERAR

»Luis conta que, há alguns anos, eles foram atrás de entender porque o time brasileiro tinha tanta dificuldade em gerar patentes e aí descobriram que as equipes precisavam ser empoderadas, entender que podiam inovar. “As pessoas achavam que uma patente era algo que precisava vir de um cientista em um laboratório. Começamos a mostrar que a inovação pode vir de todas as áreas, de um processo, uma abordagem ou uma metodologia. Hoje temos vendedores, por exemplo, que inovaram e geraram patente”, diz. Outra missão importante é manter a organização mais aberta para o mercado.

»“Podemos investir o que for, que não vai nos bastar. Inovação é colaboração. Temos que trabalhar com uma série de parceiros, startups, clientes, universidades e outras corporações para chegar lá”, diz. Para ajudar nessa missão, ele aponta que a IBM tem, no Brasil, um time focado em empreendedorismo e startups. O saldo das tarefas parece ser positivo, afinal, a companhia segue firme em uma imensa transformação que inclui a mudança de seu modelo de negócio.

»Sem números exatos, Luis estima que a área de hardware da empresa, que respondia por mais de 80% do faturamento nos anos 1990, hoje representa pouco mais de 10% das receitas. A relação se inverteu e a maior parte do faturamento vem de serviços de sistemas cognitivos e de cloud (computação em nuvem), de coisas como banco de dados, internet das coisas (IoT), analytics e do Watson, o impressionante sistema de inteligência cognitiva da IBM capaz de aprender e usar o conhecimento adquirido em coisas que vão desde um chatbot até uma consultoria para que um oncologista descubra qual é o melhor tratamento para determinado paciente.

»Nos últimos anos a IBM deixou de lado a ideia ultrapassada de proteger suas soluções internamente e se abriu para o mercado. Lançou em 2013 uma plataforma que oferece gratuitamente todos estes serviços. “Muita gente pensa que é brincadeira, que a IBM é cara, que só faz negócio com empresas grandes.

»Surpreendo muitas startups quando digo que eles podem entrar lá, desenhar serviços, colocar no mercado e só depois começar a pagar”, diz. E dimensiona o seu desafio: “Há um oceano de empresas que não sabem o que a gente faz. Preciso mudar isso” A ideia é oferecer uso gratuito das ferramentas até certo limite e cobrar só quando o cliente vai além disso. Para usar o banco de dados, por exemplo, há um volume máximo de armazenamento gratuito.

»Depois dele é necessário pagar, mas Luis garante que os valores estão longe de ser proibitivos. “Antes a IBM só colocava algo no mercado quando o produto já fosse uma Ferrari. Hoje vamos fazendo mudanças e atualizando diariamente. Sempre tem novidade na nossa plataforma.”


Há um oceano de empresas que não sabem o que a gente faz. Preciso mudar isso.

»ELEMENTAR, WATSON

»Uma das grandes apostas da IBM para inovar é o Watson, sistema inteligente capaz de fazer de qualquer pessoa um Sherlock Holmes, chegando a grandes conclusões. Com aplicação nas mais variadas áreas, a companhia enxerga gama ampla de possibilidades para a tecnologia. Durante a entrevista, Luis decide dar uma demonstração do que o sistema é capaz: “Me mostra uma reportagem que você escreveu”, pede a esta repórter, que prontamente encaminha ele a um dos textos já publicados no Draft.

»Ele joga aquele monte de letras em uma ferramenta criada com o Watson, capaz de analisar a personalidade de uma pessoa a partir do texto que escreve. “Ensinamos ele a fazer perfis psicológicos”, conta Luis. Entre muitas coisas, a conclusão é que esta que vos escreve é “96% aberta, aventureira, desafia a autoridade e não é tão extrovertida”, diz, causando certa apreensão. “Temos usado tecnologias assim em coaching e em nosso processo seletivo.”

»Segundo Luis, esta é a melhor maneira de acertar na escolha hoje em dia, em que credenciais importam menos do que o comportamento do profissional. Não há como escapar da verdade implacável revelada pelo Watson. Luis conta que a IBM fez um concurso global focado em inteligência cognitiva. A ideia era que os funcionários formassem times e desenvolvessem projetos como se fossem startups para inovar dentro da companhia.

»“Tinha que pensar no problema, entender se era relevante, desenvolver uma solução e modelo de negócio. Foi essencial para a gente mostrar, aqui dentro, o que é a agilidade de uma empresa jovem e o poder de grupos multidisciplinares. É com a diferença que aprendemos.”

»Uma das iniciativas vencedoras foi justamente voltada à aplicação destas tecnologias na área de RH, com ferramentas como a análise de texto. A solução passou a ser aplicada globalmente pela IBM. Luis conta que o Watson é ferramenta para inovar em uma série de outras áreas no Brasil. A companhia tem parceria com a Fundação Dom Cabral e usa a ferramenta para coaching. A tecnologia, quem diria, fez até a apresentação de abertura de um dos cursos oferecidos ali.

»“Os executivos ouvem o tempo todo que a tecnologia está mudado o mundo, mas queríamos mostrar isso na prática”, diz Luis. Ele prossegue, e afirma que as possibilidades são imensas na área da saúde. “O Watson não é inteligência artificial, mas inteligência aumentada. Ele soma o que eu sei com o que você sabe e consegue lembrar de tudo depois. Um médico, por exemplo, pode ler 50 artigos científicos por ano. O Watson é capaz de ler todos e trazer insights para que o médico tom a decisão”, diz. Para ele, esta é uma possibilidade revolucionária pra levar medicina avançada a um país pobre, por exemplo.

»Localmente, o sistema trabalha com o Fleury em projeto de análise do genoma humano. A ideia é fazer sequenciamento e identificar mutações. Luis destaca ainda outra iniciativa, desta vez em parceria com um banco: “Estamos desenvolvendo um call center otimizado para o Bradesco”. O Watson foi levado até para a cozinha. Depois de aprender a química dos alimentos, o sistema ganhou aplicação em curso da Faculdade Anhanguera. Ao entender como os alimentos interagem, ele consegue apontar quais ingredientes dão certo em uma receita. O executivo diz que o Watson pode ser usado em tudo que envolve dados e informações prévias. Às pessoas, destaca, cabe a tomada de decisão e as tarefas de interação e criação.


»COLABORAR PARA INOVAR

»As possibilidades oferecidas pelo Watson também são amplamente usadas por startups que acessam a plataforma de serviços IBM. Luis admite que é impossível monitorar tudo, mas que eles se esforçam para se aproximar deste grupo e inovar em conjunto. “Temos parceria com todas as aceleradoras”, conta.

»Entre as ações estão hackathons e o SmartCamp, evento global que oferece mentorias e parcerias a estas empresas. Outra iniciativa importante da companhia é o GEP – Global Entrepreneur Program. Por meio dele a IBM dá de 2 mil a 10 mil dólares em serviços de sua plataforma, além de mentoria para o desenvolvimento do negócio.

»“Antes, para colocar um serviço no ar, era preciso comprar o hardware, instalar, comprar a licença do software. Levava três meses. Agora dá para fazer em meia hora.” Ele faz essa comparação e, depois de destacar a velocidade com que as startups conseguem gerar novidades para o mercado, conta qual é a contrapartida da interação com uma gigante como a IBM.

»“Nós ensinamos muito a elas, mas acabamos aprendendo também. A questão da agilidade é algo muito importante, além da forma que eles têm de engajar, de envolver o público em uma apresentação, por exemplo”, diz. Ele afirma que ao menos parte dos bons exemplos que vê nas startups, tenta levar para a companhia. A IBM segue ainda orientação da liderança global para se tornar mais ágil, ele diz. Outro ponto importante é a tolerância às falhas.

»“Nunca ninguém foi demitido daqui por cometer um erro com boa intenção. Ainda assim, as pessoas têm esse pensamento de que não podem errar. Não é verdade” Raro caso de uma empresa de tecnologia comandada por uma mulher, Ginni Rometty, a IBM também investe na liderança feminina, com programas de apoio para que as mulheres evoluam dentro da companhia.

»“Me surpreendo com a velocidade com que as coisas estão mudando por aqui. Não é um processo fácil, mas acho que estamos indo bem”, afirma Luis, fazendo um balanço do esforço interno para inovar. Watson certamente vai dar todo o apoio, mas é como ele disse — e é como é a vida — são as pessoas que precisarão colocar a mão na massa para as mudanças que querem ver no mundo.»





Inovação e invenções

2017/01/18

«Universitários apostam em inovação para se destacar no mercado»



Mariana Sales. Jornal Correio @correio24horas



«Um aplicativo para marcar consultas. Um filtro feito a partir das escamas dos peixes. Um teste de gravidez para vacas. Essas são ideias de jovens universitários que, com o objetivo de tirar seus projetos do papel, investem em ideias inovadoras.

»Exemplo disso é o estudante de Administração Guilherme Guimarães, que se juntou a quatro amigos para criar o aplicativo Hora da Consulta. “Queríamos fazer algo novo, a partir de uma ideia original”, diz o jovem empreendedor.

»Investir em ideias inovadoras faz parte da realidade de muitos universitários que buscam uma nova maneira de se destacar no mercado. “Hoje, as universidades conseguem enxergar a inovação como algo estratégico. Ter a capacidade de formar empreendedores é sinônimo de geração de riquezas”, afirma Leandro Barreto, gerente de Acesso a Inovação e Tecnologia do Sebrae da Bahia.

»Com apenas quatro meses de existência, o Hora da Consulta já conta com 30 profissionais cadastrados. “Como cada um de nós faz um curso diferente, todos temos a oportunidade de aplicar nossos conhecimentos. Com isso, nosso foco agora é crescer”, conta o estudante de Administração.


»Iniciativa premiada

»Quando o aluno de Biotecnologia Steve Biko Ribeiro ingressou na faculdade, ele não imaginava que ali começava uma carreira de sucesso. “Vi na Biotecnologia a oportunidade de interferir no meio. Desde o início, buscava algo que me motivasse”, conta.

»A partir da necessidade de investir em experiências que fossem além da academia, ele decidiu inovar. Ele desenvolve atualmente a Escama de Peixe Granular (EPG), que produz filtros a partir da escama descartada dos peixes.

»Aos 25 anos, ele é considerado uma das 50 mentes mais inovadoras do Brasil pela universidade americana Massaschussets Institute of Technology (MIT). “Meu maior objetivo é ver as pessoas usando algo criado por mim e deixar a minha marca”, afirma ele.


»Em campo

»Foi da vontade de empreender de outros dois alunos de Biotecnologia, com amigos dos cursos de Medicina Veterinária e Engenharia Química, que surgiu a startup NBio Tecnologia. “É possível empreender, mesmo sem dinheiro. Se a ideia for boa, vale a pena investir tempo e buscar formas de financiamento”, conta Alexandre Galvão, um dos estudantes.

»A ideia do grupo foi a de fabricar uma espécie de teste de gravidez para vacas utilizando uma gota de sangue do animal, o que até então não existia no mercado. A expectativa é de reduzir pela metade o tempo de espera para saber se a fêmea inseminada está ou não esperando bezerro.

»À frente da disciplina Empreendedorismo e Biotecnologia, a professora Angela Rocha acredita que o incentivo na sala de aula á essencial para que os alunos desenvolvam os projetos. “Precisamos estimular a inovação nas faculdades. Quando o estudante é empreendedor, ele sai dos muros da universidade, coloca suas ideias no mundo”.


»Mudanças

»Leandro Barreto acredita que as ideias inovadoras dentro do ambiente universitário, a partir das pesquisas realizadas, têm se mostrado crescente. “Não é mais pecado que você coloque a inovação dentro das universidades. Uma coisa que impulsionou muito isso foi a Lei de Inovação Tecnológica”.

»Aprovada em 2004, a lei de número 10.973 foi responsável pelo incentivo a parcerias estratégicas entre universidades, institutos tecnológicos e empresas.»





Inovação e ideias

2017/01/17

«Crowdsourcing de inovação aberta e seus impactos para a inovação tecnológica do Brasil»



DINO (Divulgador Notícias) @dino_online, via Terra Notícias @TerraNoticiasBR



«Segundo o Economista e Professor Diercio Ferreira : “Dados publicados em relatório do DEPECON/ FIESP indicam que a participação do setor industrial no nosso PIB tem sido declinante ao longo do tempo. A indústria que já teve uma participação de 27,20% do PIB em 1985, atualmente ostenta meros 13,25%, implicando que retroagimos aos indicadores de industrialização da década de 50. Para reverter este processo de desindustrialização é fundamental que as empresas apostem a maior parte de suas fichas em inovação e competitividade e o crowdsourcing de inovação aberta como o desenvolvido pela INOCROWD em toda a Europa comprovadamente tem sido o caminho mais rápido e efetivo para atingir estes objetivos.”

»A inovação aberta como ciência da administração para a competitividade industrial ainda é uma adolescente. O conceito foi criado por Henry Chesbrough em 2003 com o lançamento do livro Open Innovation: The New Imperative for Creating and Profiting from Technology, Harvard Business School Press, Boston, MA. Apesar de jovem, a inovação aberta tem se transformado na principal força motriz para a inovação tecnológica empresarial neste século XXI.

»A inovação aberta tem sido a principal ferramenta usada pelas maiores empresas listadas na Fortune 500 para acelerar o processo de inovação e até mesmo a NASA está apostando em inovação aberta para redução de custos, velocidade na implementação de soluções criativas e inovadoras em seu projeto de expedição ao planeta Marte.

»A inovação aberta permite que pessoas de todos os aspectos do negócio, como investidores, designers, inventores e profissionais de marketing, colaborem para que o lucro funcional se torne uma realidade. Isso pode ser feito através de uma plataforma web dedicada a exemplo da Inocrowd para ganhar perspectiva externa (inovação aberta), ou usada apenas com os funcionários internos (inovação fechada).

»A inovação aberta reúne pessoas de diferentes partes do mundo e diferentes setores de negócios para trabalhar juntos em um projeto. Trata-se efetivamente de uma coleção de diferentes campos e níveis de especialização que não estariam disponíveis para qualquer empreendedor individual independente do porte: pequeno, médio ou grande. Ela também eleva previamente consideradas partes não envolvidas, como os investidores, para arregaçar as mangas e compartilhar seus conhecimentos, tornando-se essencialmente mais do que apenas uma vaquinha financeira.

»O crowdsourcing é a prática de envolver a “multidão” ou um grupo para um objetivo comum, na maior parte das vezes para a inovação, resolução de problemas ou de eficiência. O Crowdsourcing é fomentado por novas tecnologias, redes sociais e pela web 2.0. Graças à crescente conectividade, agora está mais fácil do que nunca para que os indivíduos contribuam coletivamente: seja com ideias, tempo, experiência ou fundos para um projeto ou causa. Essa mobilização coletiva é o crowdsourcing.

»O princípio do crowdsourcing é que várias cabeças pensam melhor do que uma e se faz isto através da prospecção de ideias, habilidades ou participação oriundas de uma grande multidão, e como resultado, a qualidade do conteúdo e a geração de ideias será muito mais fecundo.

»A palavra Crowdsourcing é uma combinação das palavras ‘Crowd’ (multidão) e ‘outsourcing’ (terceirização). A ideia por trás do crowdsourcing é levar o trabalho e terceirizá-lo para uma multidão de trabalhadores. Este fenômeno pode proporcionar às organizações o acesso a novas ideias e soluções, um engajamento mais profundo dos consumidores com a marca, oportunidades de cocriação, otimização de tarefas e redução de custos. A Internet e as mídias sociais aproximaram as organizações de seus Stakeholders, lançando as bases para novas maneiras de colaboração e criação de valor juntos como nunca antes.


O princípio do crowdsourcing é que várias cabeças pensam melhor do que uma e se faz isto através da prospecção de ideias, habilidades ou participação oriundas de uma grande multidão, e como resultado, a qualidade do conteúdo e a geração de ideias será muito mais fecundo.

»Crowdsourcing e o Futuro Dinâmico dos negócios

»O Crowdsourcing como um modelo de trabalho, modelo financeiro e modelo de negócios chegou para ficar. Alavancar práticas e ferramentas colaborativas conduz a implicações disruptivas nos negócios e inovações transformadoras. Se a empresa existente não estiver preparada para se adaptar e abraçar estas novas oportunidades, existe o risco de ser descontinuada. O conhecimento e a compreensão de práticas de negócios colaborativas serão uma habilidade necessária para executivos e empreendedores do século XXI.

»O maior benefício do Crowdsourcing é a capacidade de receber resultados de melhor qualidade, já que várias pessoas oferecem suas melhores ideias, habilidades e suporte. O Crowdsourcing permite que você selecione o melhor resultado de um mar de “melhores entradas”, em oposição a receber a melhor entrada de um único fornecedor. Os resultados podem ser entregues muito mais rápido do que os métodos tradicionais. Você pode obter um vídeo concluído dentro de um mês, um projeto acabado ou ideia dentro de uma semana, e micro tarefas aparecem em poucos minutos.


»Crowdsourcing de inovação aberta disponível no Brasil

»Conforme Soraya Gadit, CEO & Founder da Inocrowd: “o projeto da Inocrowd surgiu em função de percepção de um “descasamento” entre universidades (meio acadêmico) e as empresas e trouxe como solução inovadora levar a pesquisa científica de alto nível as empresas com resultados bastante relevantes”.

»São parceiros da Inocrowd neste processo, os mais importantes Institutos de pesquisa científica do mundo entre estes a NASA, a ESA - European Space Agency, o MIT - Massachusetts Institute of Technology, A Oxford University, a Israelense Wiezmann University, todas as universidades de Portugal, além de outras importantes Universidades na Europa, Estados Unidos, Ásia e Oriente Médio.

»A Inocrowd já está prestando serviços de inovação aberta em território Nacional e sua proposta de valor inclui reduzir custos com inovação, reduzir o tempo para identificar a “melhor solução” inovadora, aumentar a eficiência e independência dos fornecedores.

»Para mais detalhes sobre os segmentos de negócios de atuação da Inocrowd e sua proposta de valor, por favor, visite a plataforma de inovação aberta da Inocrowd ou visite o sitio da Inocrowd Brasil.»





Inovação e discursos

2017/01/16

Newsletter L&I, n.º 131 (2017-01-16)




n.º 131 (2017-01-16)

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«Dispositivo que facilita a comunicação entre paciente e cuidador vence hackathon» [link]

«Instituto debate projeto que propõe inserir o aposentado no mercado de trabalho» [link]

Renata Valério de Mesquita: «O que você quer ser quando envelhecer?» [link]

«Estatuto do Idoso trouxe avanços, mas ainda apresenta falhas, diz fisioterapeuta» [link]



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«O envelhecimento e os novos desafios para uma vida com mais qualidade» [link]

«I Seminário “Bons Velhos Tempos” em Mangualde» [link]

«Modelo pioneiro em Portugal foi criado pela Comissão de Protecção ao Idoso, com sede no Porto. Provedores do idoso vão avançar em Guimarães e Amares» [link]

«Projecto leva a ciência a públicos incomuns» [link]



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«La I Jornada Europea de Arquitectura, Entorno y Envejecimiento analiza las necesidades actuales de la población envejecida» [link]

Laura Peraita: «La “epidemia” de la soledad pesa más en Navidad» [link]

«Claves para entender el envejecimiento en cuanto al diseño de políticas públicas» [link]

«La Atención Centrada en la Persona (ACP) supone un cambio de paradigma en Geriatría y Gerontología» [link]



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«La chaire en gérontologie de M. Kevin Xu a été installée à l'École de gérontologie Leonard Davis de l'Université de Californie du Sud» [link]

«Autonomie et isolement, un combat de tous les jours» [link]

«Un festival du jeu vidéo à la santé : le Noga» [link]

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«USC scientists train the next generation of researchers» [link]

«Laughter-Based Exercise Program For Older Adults Has Health Benefits, Georgia State Researchers Find» [link]

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Tim Mullaney: «Hospitality Innovations Cross Over to Senior Living at Cornell» [link]




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Vera Ondei @VeraOndei, revista @dinheirorural: «Líderes nascidos para o agronegócio» [link]

Rosália Amorim @dinheiro_vivo: «Crescimento e inovação em 2017», @dinheiro_vivo [link]

Corresponsables @Corresponsables: «Cinco prioridades de liderazgo para 2017, según Klaus Schwab» [link]

Times of Israel, Staff: «“Ici on a moins peur de sortir de l’esprit carriériste pour innover”. Un groupe de jeunes étudiants français en commerce est venu en Israël à la rencontre des starts-ups et des centres de recherches israéliens», @timesofisrael [link]

Fast Company Staff: «The 10 Most Popular Leadership Stories Of 2016», @FastCompany [link]



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Pedro Luiz Passos, conselheiro da @naturanet: «O Brasil tem base para crescer, falta liderança política e empresarial», @folha [link]

Jesús Ponce @AstraZeneca: «Processos de aprovação mais céleres garantem mais inovação a Portugal», entrevista de Cláudia Brito Marques, @jornalmedico [link]

Equipo Humannova @Humannova: «Nuevo libro. Liderazgo e innovación 2.0: herramientas para potenciar el talento en las organizaciones» [link]

Jean-Benoit Nadeau @NadeauBarlow: «Être entrepreneur en 2017: mode d’emploi», @Lactualite [link]

Katherine Graham-Leviss @XBInsight: «The 5 Skills That Innovative Leaders Have in Common», @HarvardBiz [link]



L&I Blog


Administradores, Redação: «A liderança como facilitadora na inserção das tecnologias», @admnews [link]

OBS Lab, Área de Branded Content do Observador: «Liderança e digital: Como pode um banco promovê-los para a inovação das empresas?», @santandertotta via @observadorpt [link]

Vicente Ferreyra Acosta @vicenteferreyra @Sustentur: «Reflexiones post COP 13», @sipse [link]

Sylvie Thomas @lexmark: «Comment affirmer son leadership en RSE», @EnviroMag [link]

Micah Solomon @micahsolomon: «Leadership Steps For An Innovation Culture», @Forbes [link]





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