2017/02/28

Getulio Apolinário Ferreira: «O novo trabalhador e o futuro das organizações»



Blog Gestão & Resultados da Folha Vitória (@folha_vitoria)



«De repente o mundo ficou complicado ou nós não evoluímos o suficiente? No contexto da velha comparação entre Chefe x Líder a briga é antiga. Já no modelo antigo as falhas eram tremendamente explicitadas mas pensava-se que somente o “manda quem pode, obedece quem tem juízo” era o que ditava as regras do sucesso até pelo motivo pelo qual muito progresso foi obtido na base do forte controle contrastando com equipes de baixo conhecimento e baixa formação técnica.

»Nesse modelo dito antigo, há ainda a segmentação do trabalho como estratégia de obtenção de maior precisão na tarefa executada e a visão sistêmica ficava apenas em propriedade do chefe ou capataz. Muitos estudiosos cuidaram deste tema, o tempo todo, e por incrível que pareça o que era prática do século passado ainda está firmemente presente nos dias atuais da chamada revolução digital, indústria 4.0 entre outras denominações futurísticas.

»Lembrando Luiz Carlos Queiroz Cabrera, consultor, especialista na arquitetura organizacional, quais são as principais questões ou desafios a serem enfrentados na era da Inovação?

»Na primeira questão, teríamos uma afirmativa: A visão segmentada do trabalho é privilégio dos operários! Ok, será mesmo? Não temos chefes segmentados? Não temos áreas inteiras isoladas como se fossem ilhas com pouca ou nenhuma comunicação com outras importantes áreas do processo global? Devido a esta visão segmentada continuamos a ter perdas significativas por falta de sinergia e qualidade “in process”? Acho portanto que devemos colocar uma grande interrogação no item 1, concordam?

»A questão 2 nos remete ao grande avanço das tecnologias que permitiram o surgimento de um novo trabalhador mais informado, politizado e conectado com o mundo. Não há como negar que estamos vivendo um novo tempo onde estão as redes sociais, pesquisas instantâneas, fontes inesgotáveis de informações, comunicações super rápidas e portanto uma completa mudança de paradigmas da gestão onde eu e você estamos navegando nas mesmas águas com recursos idênticos.

»Como conviver com este novo trabalhador e suas amplas possibilidades de exercer criatividade e inovação dentro e fora da empresa? Infelizmente podemos dizer que a resposta não é tão positiva como deveria ser – a maior parte dos nossos chefes (não líderes) ainda estão no passado remoto. Não temos boas notícias.

»Numa visão mais simples das questões levantadas podemos dizer, concluindo, que o pior resultado para a organização ou empresa privada seria a conjugação de chefes segmentados com equipe obediente, concorda? Nesse m20161228_172815odelo do “manda quem pode…” todos os obedientes vão obedecer aquele chefe que sempre está com a razão (sic!) e a empresa vai para o buraco, como dizem por aí.

»Temos outras comparações na matriz sugerida das duas questões, mas vamos direto ao modelo otimizado: Chefes (líderes) com visão ampliada dos processos e do futuro da empresa com equipes de alta capacidade técnica e com alto poder de inovação dentro e fora dos limites organizacionais (empreendedores internos). Liderando talentos – esse é o verdadeiro caminho para o sucesso através da criatividade e inovação. Para pensar e agir!


»Em tempo: A ilustração acima foi feita por este blogueiro a partir de uma palestra do Cabrera na então Cia Siderúrgica de Tubarão no final dos anos 80. Ainda não havia internet e nem celular, mas as tecnologias já prometiam grandes “estragos”.» [Nota L&I BR: Clique na imagem para ampliar.]





Inovação e discursos

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