2017/03/31

Mozart Neves: «Educar para inovar no século 21»



Terra Brasil @TerraNoticiasBR



«A forma de ensinar e aprender está mudando no século 21. Aulas apenas expositivas e carteiras enfileiradas são modelos que já não se conectam mais aos anseios dos estudantes desses novos tempos. Hoje, a escola está diante de uma diferente juventude e precisa garantir a ela uma aprendizagem plena para a vida contemporânea. O jovem do século 21 precisa de uma educação do século 21, que o leve ao limite de suas potencialidades; que o prepare para um mundo cada vez mais dinâmico; que o ensine a se adaptar ao novo; a se virar diante do inesperado; a criar; a inovar.

»A flexibilização dos currículos, a personalização do ensino, o foco em multiletramentos (letramento em programação, letramento científico, letramento socioemocional etc.), a gamificação dos conteúdos e outras inovações são alguns caminhos para a promoção dessa educação integral. Eles são também importantes instrumentos para que o Brasil possa dar o salto de qualidade de que tanto necessita na educação, se quiser alcançar o patamar das sociedades mais inovadoras do mundo. Só uma educação de qualidade para todos poderá garantir o futuro de prosperidade que desejamos enquanto nação.

»Os países mais desenvolvidos e especialmente aqueles que estão no topo da educação mundial já estão cuidando dessa relação entre inovação e educação. Entre os dias 5 e 9 de março, cerca de 4 mil educadores, professores, gestores, empreendedores e outros profissionais ligados à área se reuniram em Austin, no Texas (EUA), para um dos maiores eventos de inovação em educação do mundo: o SXSWedu.

»O Instituto Ayrton Senna esteve por lá para acompanhar o que está acontecendo na educação mundial e entender como as novas tendências poderão se conectar com o chão de sala de aula no Brasil. Abaixo, separamos cinco questões fundamentais e promissoras:»








Inovação e recursos

2017/03/30

Diego Brites Ramos: «Precisamos acordar e usar a inovação para vencer a crise»



Diego Brites Ramos é diretor da Vertical Conectividade da Associação Catarinense das Empresas de Tecnologia (Acate). inova.jor @inovajor



«A última edição do Índice de Inovação da Bloomberg, divulgado no começo deste ano, coloca o Brasil numa situação bastante desconfortável.

»Entre as 50 economias mais inovadoras do estudo, estamos na 46ª posição.

»Atrás de nós estão países como Chipre, Cazaquistão e Marrocos, que não são notadamente reconhecidos pela vocação tecnológica.

»Para chegar a essa posição, os responsáveis pelo levantamento analisaram fatores como investimentos em pesquisa e desenvolvimento, concentração de empresas de tecnologia e produção de valor agregado com patentes. Comparados aos 89 pontos obtidos pela primeira colocada no ranking, a Coreia do Sul, fizemos pouco mais de 46. Dessa forma, será difícil sair da crise que nos atinge.


»Digitalização

»Para os que pensam que essa leitura é deveras alarmista, a comprovação de que o cenário é mais preocupante do que muitos pensam vem por meio de uma outra pesquisa, organizada pela consultoria americana McKinsey e divulgada no final de 2016.

»Ao apurar quanto a digitalização pode contribuir para o desenvolvimento dos países e a transformação das suas economias, os pesquisadores chegaram à impressionante cifra de US$ 205 bilhões.

»Isso é quanto nosso país vai perder em oportunidades até o ano de 2025 caso não reveja, de forma rápida e eficiente, as políticas sobre a forma de lidar com a tecnologia.

»Contribuem para esse resultado a falta de investimentos mais fortes em pesquisa e desenvolvimento, de melhorias nas operações e cadeias de suprimento das empresas e na gestão de recursos e de eficiência do mercado de trabalho, por exemplo.

»Por causa dessa dificuldade em perceber que o rumo das grandes economias do mundo aponta para a tecnologia, o Brasil tem um Produto Interno Bruto (PIB) digital de apenas 1,7% do total.

»O que é curioso, ainda conforme a pesquisa, é que nós somos uma das nações que passam mais tempo na internet, sobretudo em redes sociais — mesmo com um gargalo na infraestrutura de telecomunicações, com investimento de cerca de US$ 300 per capita.

»A internet é a terceira fonte de informações mais importante para os consumidores, nos colocando aqui acima dos Estados Unidos (7ª posição).


Iniciativas como a criação do Sistema Municipal de Inovação, regulamentado recentemente na cidade e que cria um fundo, um programa, uma rede de promoção e um plano de execução da inovação, ajuda a reverter a tendência de instabilidade trazida pela insistência nas formas mais tradicionais de produção.

»Falta de investimento

»O que falta no país, sobretudo nos governos federal e estaduais, é visão para reconhecer um fenômeno que está alinhado com o sentimento de mudança que muitas pessoas têm demonstrado mundo afora.

»A digitalização, que deve movimentar US$ 19 trilhões na próxima década, vai facilitar o crescimento do PIB das economias que mais precisam, permitindo-as respirarem aliviadas depois de se afastarem da crise que as incapacita.

»Investir nisso traz, além de uma concepção totalmente nova para as relações entre cidadãos, empresas e governos, mais focadas na agilidade, eficiência e transparência, a retomada da geração de empregos e o fortalecimento de quem tem o poder de fazer a economia se aquecer novamente: os empreendedores.

»É por isso que Florianópolis, a segunda cidade mais favorável ao empreendedorismo do país segundo o índice da Endeavor, tem conseguido mudar a própria imagem.

»De recanto exclusivamente turístico, a capital de Santa Catarina ganha cada vez mais destaque por ter um ecossistema propício à tecnologia, que atrai empresas de outras cidades (recentemente o Peixe Urbano transferiu a sede do Rio de Janeiro para a ilha no Sul do Brasil) e já é o maior arrecadador de Imposto Sobre Serviços (ISS) para os cofres públicos.


»Objetivo maior

»Iniciativas como a criação do Sistema Municipal de Inovação, regulamentado recentemente na cidade e que cria um fundo, um programa, uma rede de promoção e um plano de execução da inovação, ajuda a reverter a tendência de instabilidade trazida pela insistência nas formas mais tradicionais de produção.

»O mundo ideal é aquele que une governo e empresários em torno de um objetivo maior, como a busca da melhoria do ambiente de negócios.

»Isso diminui a barreira ao surgimento de novos empreendedores e dá condições a todas as empresas de inovar, o que é essencial para aumentar a eficiência e a capacidade de competição num mundo globalizado.

»Vamos acordar agora, e usar a crise a nosso favor, ou esperar o barco afundar para chamar por socorro?»





Inovação e invenções

2017/03/29

«Política de Inovação na China: HLT e os desafios energéticos»



Alina Gilmanova é doutoranda na Universidade de Campinas e na Universidade Tsinghua (China) no Centro China-Brasil de Mudança Climática e Tecnologias Inovadoras para Energia. Energia Heliotérmica, Plataforma Online sob a gestão do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) @IBICTbr



«A política de inovação da China estabelece um objetivo ambicioso. O país será considerado inovador até 2020 e líder mundial em inovação até 2050. De acordo com o Global Innovation Index 2016, a China incorpora o ranking das 25 economias mais inovadoras do mundo, com o objetivo de estar entre os 15 países mais inovadores até 2020.

»No entanto, para que a inovação floresça, o país tem de enfrentar um dos seus maiores desafios: poluição ambiental, poluição da água e do ar. Um desafio ainda maior é como equilibrar essas preocupações ambientais crescentes com a demanda por mais desenvolvimento econômico. Esse equilíbrio poderia ser alcançado pela transição de uma economia baseada no carvão para uma economia de baixo carbono. Para isso, é necessário que a China aumente a sua capacidade de inovação.

»A estratégia chinesa de inovação irá priorizar "tecnologias energéticas seguras, limpas e eficientes" e apoiar as fontes de energia renováveis com um investimento de US$ 360 bilhões anunciado até 2020. Um dos maiores marcos de 2016 foi o incentivo dado à heliotermia. O governo introduziu um objetivo de 5 GW até 2020 e políticas de apoio. Cerca de 20 projetos já foram anunciados.

De acordo com o Global Innovation Index 2016, a China incorpora o ranking das 25 economias mais inovadoras do mundo, com o objetivo de estar entre os 15 países mais inovadores até 2020.

»Para além dos desafios técnicos relacionados com o desenvolvimento da energia heliotérmica, existem os de natureza política e económica.

»A lista abaixo não é exaustiva, mas pode dar uma primeira visão dos desafios enfrentados pela tecnologia CSP na China.

»• Embora a maioria do equipamento necessário para uma planta CSP possa ser produzida localmente, o setor heliotérmico chinês ainda depende de tecnologia estrangeira;

»• Como com qualquer nova tecnologia, a heliotermia é considerada como um investimento de alto risco por parte dos investidores e dos bancos. A viabilidade econômica de qualquer projeto depende da disponibilidade de financiamento a preços acessíveis, que depende da percepção do risco por parte dos investidores privados;

»• Ainda que o governo tenha feito grandes esforços para alcançar outros países em termos de capacidade de inovação, o setor privado ainda não possui uma capacidade de inovação independente. As empresas investem menos de 1% de sua renda total em P&D, apenas metade do que gastam seus concorrentes em economias desenvolvidas.



»Veja o artigo completo no site China Development Agenda





Inovação e ideias

2017/03/28

Andy Robinson: «Rio: aula rica, aula pobre»



JornalGGN @JornalGGN



«A metodologia da nova escola Escola Eleva, aberta há duas semanas no Rio de Janeiro, baseia-se, de acordo com seus diretores, em princípios pedagógicos finlandeses que há duas décadas têm dado resultados extraordinários no país escandinavo.

»"Estamos usando novas estratégias para incorporar as idéias finlandesas", disse Amaral Cunha, o diretor da escola que atende a 180 crianças, dos 7 aos 11 anos, embora pretenda chegar a 1.000. "Temos espaços criativos — os maker spaces — onde o aluno transforma ideias em metas e ações; estamos integrando todos os indivíduos como na Finlândia; e trabalhando para que a criança seja o centro do processo, de forma que ela busque o conhecimento em vez de receber a informação de cima; essa é a chave do modelo finlandês".

»A educação na Finlândia é quase exclusivamente estatal e seu sucesso não pode ser desvinculado da alta igualdade socioeconômica do modelo escandinavo. Portanto, seria lógico pensar que a Escola Eleva fosse uma tentativa por parte do Estado de corrigir a profunda brecha social na cidade do Rio de Janeiro, onde uma de cada quatro crianças vive em favela.

»"Mas não é assim. A Escola Eleva fica no cotado bairro de Botafogo numa reformada contrução do século XIX, que anteriormente abrigava coleções de arte contemporânea. As crianças vêm principalmente de famílias ricas da Zona Sul do Rio e são quase todas brancas. A diretoria não é composta por pedagogos da universidade estatal, como em Helsinki, mas por consultores com MBAs da escola empresarial estadunidense de Wharton e ex-diretores da multinacional McKinsey".

»O principal investidor da escola é Paulo Lemann, dono do Burger King

»E seu proprietário não é o Estado, mas o grupo financeiro Gera Venture Capital, cujo principal acionista é Paulo Lemann, o homem mais rico do Brasil, com patrimônio de mais de 25.000 milhões de euros.

»Eleva é o primeiro investimento do que Lemann — dono de marcas como Budweiser e Burger King — pretende que seja uma rede de escolas vanguardistas bilíngues para milhares de crianças de classe média alta. Depois de gastar milhões de euros em donativos para universidades privadas no Brasil e nos EUA através da sua Fundação Estudar, o lince financeiro agora dirige seu filantrocapitalismo pedagógico para o ensino infantil, com um fundo de investimento 80 milhões de reais (25 milhões de euros). "A educação básica escolar é essencial para criar uma sociedade mais justa, pragmática e competitiva no Brasil", disse Lemann, de 76 anos, que atribui seu sucesso em finanças às práticas de surfista de seu passado na praia do Leblon.

»A Escola Eleva cobra 3.800 reais (mais de 1.000 euros) ao mês por aluno, quatro vezes mais do que o salário mínimo. "Lemann está investindo em escolas de alta eficiência da über elite para criar líderes", disse Sergio Martins, historiador da Universidade Católica (PUC). Não é exatamente o que tinha em mente a embaixadora internacional da educação finlandesa Jaana Palojarvi quando, numa visita ao Brasil em 2013, falou: "O Brasil tem que convencer as famílias de diferentes classes sociais a frequentarem as mesmas escolas públicas".

A diferença entre o Brasil, um dos dez países mais desiguais do mundo, e a Finlândia, um dos dez mais iguais, é óbvia: "Esse tipo de ensino tinha que ser para o Brasil inteiro, ou seja, na educação pública. Só assim teríamos uma massa pensando, raciocinando", acrescenta Vivien Santa Maria, diretora da Escola Pólen no Rio.

»No entanto, a Escola Eleva não é o único caso. Em uma conjuntura catastrófica para a educação pública brasileira — primeira vítima de uma série de cortes de gastos em serviços estatais sob o novo governo conservador —, vários fundos têm identificado oportunidades de negócios no campo da educação de ponta no Brasil.

»O grupo financeiro Bahema acaba de assumir a gestão de uma série de escolas tradicionais, muitas de educação progressista, como a Escola Parque, defensora da teoria de Piaget, e a Escola da Vila, em São Paulo, fundada em 1980 pela família do pedagogo Paulo Freire, fonte de inspiração para escolas progressistas em todo o mundo.

»Os pais têm protestado não só pela chegada de um fundo em busca de lucros com a educação dos seus filhos, mas também porque um dos diretores da Bahema, Guilherme Affonso Ferreira Filho, é colaborador do grupo conservador Movimento Brasil Livre, que coordenou a campanha pela destituição da presidente esquerdista Dilma Rousseff. Além disso, um dos diretores da Fundação Estudar de Lemann foi ativista do Vem Pra Rua, outro grupo cidadão que convocou as manifestações "anti-Dilma".

»As novas escolas Concept, do grupo SEB, que pretende abrir capital em Bolsa nos próximos meses, também têm importado sua versão do modelo finlandês. Inscreveram dois educadores finlandeses para a formação dos professores. "Temos métodos ativos de ensino elaborados a partir de estudos de países com experiência de ponta como a Finlândia e a Cingapura", disse ao jornal O Globo Thamila Zaer, diretora executiva do SEB. Essas escolas cobram até 2.000 euros por mês.

»Na verdade, a nova geração de escolas de elite não é tão inovadora como suas campanhas de marketing, adverte Vivien Santa Maria, diretora da Escola Pólen no Rio, que cobra cerca de US$ 600 por mês. "O que eles fazem na prática é aplicar a teoria de Jean Piaget, o que já fazemos há 40 anos". A diferença entre o Brasil, um dos dez países mais desiguais do mundo, e a Finlândia, um dos dez mais iguais, é óbvia: "Esse tipo de ensino tinha que ser para o Brasil inteiro, ou seja, na educação pública. Só assim teríamos uma massa pensando, raciocinando", acrescenta.

»É uma questão fundamental porque, há apenas 20 anos, grande parte da população brasileira foi de fato excluída do sistema de ensino, inclusive o público. Em 1980, o trabalhador médio brasileiro tinha apenas 3,9 anos de escolaridade. Atualmente, são oito anos. Entre 1992 e 2009, o número de crianças brasileiras na escola aumentou de 19 para 57 milhões, graças em grande parte ao programa de subsídio Bolsa Família, implantado pelo governo de esquerda desde 2004, o que tirou 28,6 milhões da pobreza — o programa estava condicionado à escolarização das crianças.

»Mas a chegada de uma massa de excluídos à educação pública, e a falta de investimento necessário para modernizar o sistema, assustou grande parte da classe média, que mandou seus filhos para as escolas particulares. Por conta de um sistema de tributação no qual indivíduos de alta renda pagam apenas 27% de imposto de renda (na Finlândia pagam 51%), a crise do orçamento piorou. "Não é fácil ser pai, porque, embora você acredite na educação pública, há uma degradação constante das escolas e até violência", disse um professor universitário cujo filho estuda na Escola Parque, no Rio.

»Pelo menos os alunos da Escola Eleva estarão preparados para resolver esses dilemas da extrema desigualdade. Entre as várias inovações pedagógicas está um curso ministrado em inglês, inspirado nas idéias do filósofo Michael Sandel, da Universidade de Harvard, adaptado para crianças de 8 anos. O nome do curso é "Justice".


»OCUPAÇÕES NA ESCOLA PÚBLICA

»No bairro do Humaitá, a dois quilômetros da Escola Eleva, alunos do colégio público Pedro II ensaiaram seus próprios métodos inovadores para melhorar o ensino. Assim como os estudantes de mais de 1.000 estabelecimentos de ensino em dezenas de cidades brasileiras, eles ocuparam suas escolas durante vários meses do ano passado para protestar contra os cortes na educação e, em particular, contra uma emenda à constituição que congela o gasto público por 20 anos e elimina a necessidade de priorizar os gastos com educação e saúde. De acordo com a Constituição de 1988, o Estado tinha que alocar 18% de sua renda em educação devido a um déficit histórico nessa área.

»Uma emenda na Constituição congela o gasto público por 20 anos e tira a prioridade da Educação

»Esses alunos entendem perfeitamente os princípios de igualdade do sistema finlandês. "Se você abre uma escola como a de Lemann com a crise que existe no ensino público, perpetua o ciclo da elite e o resto", disse Michael Barbosa, de 17 anos, que morou três meses na escola ocupada.

»Os estudantes também protestaram contra a centralização do currículo baixo o novo governo de Michel Temer, que, ao contrário da filosofia eclética do sistema finlandês, pretende introduzir a especialização precoce. "Eles querem nos forçar a escolher a especialização em humanidades ou ciências aos 14 anos; mas eu não sei que eu quero fazer ainda", diz Mariana Rodrigues, de 16, outra participante da ocupação.

»A maioria dos protestos está suspensa no momento. Mas os alunos continuam bastante motivados. "Foi uma autogestão. Limpávamos, cozinhávamos e alguns professores vinham dar aula. Foi um grande aprendizado", explica Michael. O colégio Pedro II é considerado uma das melhores escolas públicas do Rio. Há uma mistura de classes sociais, e a ocupação teve o apoio de jovens negros e brancos.

»Quase em frente, outra escola pública, a Joaquim Abílio Borges, na mesma Rua Humaitá, talvez seja mais típica. Apesar de sediada em um bairro valorizado como o Humaitá, muitos estudantes são de favelas da cidade. "Os vizinhos do apartamento onde eu trabalho mandam seus filhos para escolas privadas", disse uma mãe, faxineira em um dos edifícios situados na frente da escola, à espera de seu filho para acompanhá-lo até sua casa na favela da Rocinha. Aqui quase todas as crianças são de pele escura.

»Um dos grandes méritos da educação brasileira hoje é que essas crianças de favelas têm a possibilidade de estudar em universidade pública. Não há cobrança de matrícula no sistema de cotas instituído sob o governo de Lula da Silva e Dilma Rousseff, que garantiu vagas na universidade para os jovens negros de famílias pobres.

»Mas há sinais agora de que o setor privado prepara um golpe, o que Naomi Klein poderia chamar de “doutrina de choque”. Começa pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro /UERJ, que já enfrenta uma grave crise de orçamento após o esbanjamento dos Jogos Olímpicos. Em frente ao campus da UERJ está o estádio do Maracanã, cuja reforma custou 300 milhões de euros, incluindo as comissões do então governador do Rio, Sérgio Cabral, preso por suspeita de corrupção.

»Aproveitando a crise, o ministro da Supremo Tribunal Federal, em Brasília, Luis Roberto Barroso, propôs a cobrança de matrícula e a busca de filantropos. "Vamos convidar uma consultoria internacional e as melhores mentes no país para encontrar uma solução", escreveu ele em O Globo. McKinsey e Paulo Lemann seguramente serão candidatos.



»Este artigo foi publicado domingo, 19 de março de 2017, no jornal La Vanguardia, de Barcelona, Espanha.


»Traduzido por Escrita Comunicação


»NOTA DE ESCLARECIMENTO da BAHEMA S.A.

»Em relação ao texto “Rio: aula rica, aula pobre”, de Andy Robinson, publicado em 24/03, gostaríamos de esclarecer que a Bahema não é um fundo de investimento e, sim, uma empresa familiar com mais de 60 anos de história e com foco em investimentos de longo prazo. O diretor de RI, Guilherme Affonso Ferreira filho, não é e nem nunca foi colaborador do Movimento Brasil Livre, como equivocadamente mencionado, assim como não concorda com o ideário do Escola sem Partido. É importante esclarecer que a nova geração da Bahema, que está à frente da empresa, escolheu a área educacional para se associar com o intuito de criar um grupo de escolas com projeto pedagógico baseado no pensamento crítico e em valores como democracia, ética e humanismo. Por isso, se associou também à Escola Parque, no Rio de Janeiro.

»Não há nenhuma intenção de mudar ou alterar os projetos pedagógicos destas escolas, que são seu DNA e a razão de existirem.

»Cabe esclarecer, ainda, que a Escola da Vila existe há 37 anos e que somente nos dois primeiros teve uma das filhas de Paulo Freire como sócia.»





Inovação e discursos

2017/03/27

Newsletter L&I, n.º 141 (2017-03-27)




n.º 141 (2017-03-27)

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«“Decisões do Executivo são menosprezadas”, diz Temer a empresários» [link]

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«Anvisa e INPI chegam a acordo sobre patentes de medicamentos» [link]

«Diretor da Agência de Inovação da Universidade Federal do Paraná (UFPR) fala sobre planos e desafios da nova gestão» [link]



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«Carlos Moedas. Os empreendedores “vão ter de lidar com os políticos. Quer queiram, quer não”» [link]

«Agência industrial da ONU e parceiros lançam iniciativa global de ‘química verde’» [link]

Rui Lima: «A escola não pode ser uma fábrica de alunos» [link]



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2017/03/24

«Diretor da Agência de Inovação da Universidade Federal do Paraná (UFPR) fala sobre planos e desafios da nova gestão»



Helen Mendes. Universidade Federal do Paraná @UFPR



«A Agência de Inovação da UFPR quer ampliar o número de processos de patenteamento e transferência de tecnologia gerados a partir da produção científica da universidade. Responsável por facilitar a transferência para a sociedade dos produtos e processos inovadores desenvolvidos na UFPR, a Agência pretende aproveitar a janela de oportunidades aberta pelo Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação para ampliar a captação de recursos para financiamento de projetos, num momento de dificuldades orçamentárias para as universidades públicas.

»O papel da Agência é dar suporte à comunidade interna nas demandas de proteção do conhecimento, orientar os procedimentos sobre transferência de tecnologia, definir planos para empreendedorismo e projetos de geração de negócios inovadores.

»Desde fevereiro deste ano, a Agência de Inovação tem um novo diretor executivo. Carlos Yamamoto assumiu a direção com o desafio de ampliar a atuação da Agência e aumentar a captação de recursos para projetos em um cenário econômico desfavorável.

»Na opinião de Yamamoto, o cenário atual de restrição orçamentária não deve melhorar em curto prazo. “Existe uma escassez muito grande de recursos, principalmente recurso público para pesquisa”, afirma. Assim, a Agência de Inovação passa a ter o papel estratégico de facilitar a captação de recursos para financiar os próprios projetos internos. De acordo com Yamamoto, o novo Marco Legal pode facilitar esse processo.

»O Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação, lei sancionada pela presidência no início de 2016, desburocratiza e facilita as parcerias entre universidades públicas e empresas privadas. “Não existe inovação sem recursos. A inovação passa por laboratórios altamente capacitados, pessoal treinado e pesquisas gerando novas ideias, novos produtos e novas soluções”, destaca. A UFPR criou uma comissão para estudar e implementar as mudanças internas necessárias para se adaptar à nova lei.

»A ideia é formar parcerias que permitam que empresas usem a infraestrutura da universidade e invistam no complemento dessa infraestrutura, para ao fim alcançar resultados positivos para todos as instituições envolvidas.

»“Eu particularmente enxergo que vamos ter que abraçar a causa de captar recursos para que as pró-reitorias sejam aliviadas nos custos de manutenção de laboratório, capacitação de pessoal. Isso deixa a universidade mais livre para outras ações”, diz.

»Uma mudança de cultura é necessária, acredita Yamamoto. “Alguns grupos acham que interagir com a iniciativa privada, com municípios, estados ou o próprio governo federal não tem o mesmo nível de fazer pesquisa básica”, afirma. “Na minha opinião, isto vai ter que mudar, porque eu não consigo enxergar a Finep ou o CNPq financiando pesquisas como faziam antes”. Para ele, a universidade deve fazer pesquisa aplicada por um período, para que as organizações e empresas conheçam o potencial de trabalho e a responsabilidade dos pesquisadores, para depois começar a investir em pesquisa básica.

»O potencial inovador da UFPR está disseminado por todas as suas áreas. A universidade tem laboratórios de excelência em todos os setores, e é referência em diversas áreas do conhecimento. “Eu acredito que os laboratórios têm que passar a interagir mais entre si, trabalhar de forma mais cooperativa”, opina Yamamoto. Essa mudança começou a acontecer com editais de apoio à infraestrutura da Finep que privilegiaram grupos multidisciplinares, “mas ainda é possível melhorar essa interação”, diz.


Não existe inovação sem recursos. A inovação passa por laboratórios altamente capacitados, pessoal treinado e pesquisas gerando novas ideias, novos produtos e novas soluções.

»Inovação em números

»Na opinião do novo diretor da Agência, ainda é possível melhorar os números de inovação da UFPR, que já são expressivos – a universidade alcançou a quarta posição em inovação no Ranking Universitátio Folha 2016, que avaliou 195 universidades brasileiras.

»Já no mais recente ranking de depósitos de patente do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), a UFPR ficou em quarto lugar geral e no terceiro lugar entre as universidades, com 50 pedidos de patentes depositados em 2015.

»A instituição já depositou, no total, o pedido de 447 patentes e teve oito patentes concedidas. Na área de transferência de tecnologia, foram 15 contratos de licenciamento, 37 contratos de co-titularidade e três contratos de outros tipos. Atualmente, três empresas estão incubadas na Agência de Inovação UFPR e sete já se graduaram.

»“A ideia é multiplicar esses números e gerar mais eficiência na aplicação de recursos”, afirma Yamamoto. Uma maneira de fazer isso é estimular as patentes com maior potencial de transferência de tecnologia.


»O caminho da inovação

»Existem várias maneiras pelas quais uma ideia se desenvolve até virar um produto ou processo patenteado. Às vezes, uma necessidade pública faz com que recursos sejam investidos para solucionar aquele problema. Esse foi o caso do zika vírus, que se tornou uma ameaça à saúde no Brasil, e os especialistas da área se mobilizaram para criar kits de identificação, entre outras soluções.

»Quando um grupo de pesquisa percebe que o seu trabalho pode ser aproveitado pelo mercado, o pesquisador deve entrar em contato com a Agência de Inovação, que vai começar o processo de proteção intelectual.

»A Agência faz uma pesquisa de anterioridade para saber se alguém já patenteou o produto antes, e, se não houver nada similar, solicita a proteção junto ao INPI para manter a patente protegida. Em seguida, a Agência procura algum interessado em licenciar essa patente, e é feita a transferência desse conhecimento para o mercado.

»Uma das metas da Agência é aumentar a transferência de tecnologia. “Vamos fazer uma análise crítica para ver como é possível melhorar o grau de conversão em tecnologia transferida”, destaca Yamamoto.

»Saiba mais no site da Agência de Inovação UFPR. »





Inovação e recursos

2017/03/23

«Anvisa e INPI chegam a acordo sobre patentes de medicamentos»



Estadão Jornal Digital (@Estadao), via Revista ISTOÉ (@RevistaISTOE)




«Após sete anos de impasse, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) [@anvisa_oficial] e Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) [@inpibrasil] chegaram a um acordo sobre as regras para a concessão de patentes de medicamentos.

»Uma portaria conjunta que será publicada nos próximos dias vai definir as atribuições de cada uma das entidades na avaliação dos pedidos.

»Mais do que o fim de uma queda de braço que não se resolveu nem mesmo com parecer da Advocacia-Geral da União, a solução abre caminho para tornar mais ágeis os processos e, com isso, o acesso a medicamentos genéricos no País. “A roda vai voltar a girar”, afirmou em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo o diretor presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa. A estimativa é que, em razão do conflito de entendimento, pelo menos 21 mil pedidos de patentes relacionados a medicamentos estejam acumulados no INPI e na Anvisa.

»Na avaliação de Barbosa, os reflexos desse atraso são incalculáveis. Enquanto o pedido de patente não é avaliado, empresas geralmente se comportam como se o produto estivesse protegido por esse direito. Os preços cobrados pelo medicamento são mais altos e, em virtude da falta de clareza sobre o que vai acontecer com o processo, outras empresas sentem-se desencorajadas a desenvolver versões semelhantes.

»Mas, mais do que isso, tal demora acaba prorrogando o início da contagem regressiva da patente, que se dá apenas na formalização da concessão desse direito. “Quanto mais a análise é prorrogada, mais tempo demora para outras empresas lançarem versões genéricas dos medicamentos”, avaliou Barbosa. Na prática, há uma extensão da patente.

O novo formato, aprovado ontem pela diretoria colegiada da Anvisa, determina que caberá à Anvisa a análise de dados relacionados à saúde e ao INPI, a avaliação de dados de patenteabilidade (inovação, atividade inventiva e utilidade industrial).

»Um estudo feito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro mostra o impacto dessa demora. A análise mostrou que, o Sistema Único de Saúde teve um prejuízo de R$ 2 bilhões com a extensão da patente de apenas sete medicamentos.

»A polêmica entre Anvisa e INPI teve como ponto de partida a anuência prévia, um mecanismo previsto em lei que permitiu à Anvisa opinar sobre os processos para concessão de patente de remédio, a chamada anuência prévia. O INPI considerou a mudança como uma espécie de “intervenção” em seu trabalho. Isso porque a avaliação da Anvisa era feita somente depois da avaliação do INPI.

»Por causa do conflito, uma quantidade considerável de processos ficou sem solução. O impasse se agravou em 2009, quando parecer da Procuradoria-Geral Federal limitou a atuação da Anvisa, determinando que à agência caberia apenas avaliar a segurança e eficácia do medicamento. A decisão foi duramente criticada por defensores da atuação da agência, que consideravam a análise da Anvisa mais criteriosa e mais exigente do que a do INPI.

»Um grupo de trabalho foi formado e, em 2012, um entendimento começou a ser delineado. Ficou determinada uma inversão no processo: a Anvisa passaria a analisar os pedidos antes do INPI. “Essa solução, no entanto, nunca foi colocada em prática. Os problemas continuaram e os processos, avolumaram-se”, disse o diretor da Anvisa.

»O novo formato, aprovado ontem pela diretoria colegiada da Anvisa, determina que caberá à Anvisa a análise de dados relacionados à saúde e ao INPI, a avaliação de dados de patenteabilidade (inovação, atividade inventiva e utilidade industrial). Em temas considerados de fronteira, as regras serão definidas por meio de entendimentos criados por um grupo intersetorial, com representantes tanto da Anvisa quanto do INPI.

»Transparência. Barbosa acredita que o grupo de trabalho deverá ser permanente, por causa do volume de processos e da extensão dos pedidos. Ele compara o grupo a uma espécie de junção de “tribunais.” “Eles vão se reunir e criar súmulas “vinculantes”, entendimentos comuns que serão aplicados em todos os processos semelhantes.” Depois de a Anvisa dar o parecer técnico, o caso é encaminhado para o INPI, a quem caberá ou não acatar a avaliação da Anvisa. Se o entendimento do INPI for contrário da Anvisa, ele prevalecerá. No entanto, o INPI terá de justificar a decisão. “Haverá mais transparência. »





Inovação e invenções

2017/03/22

«Comitê de Inovação apresenta soluções sustentáveis para Fernando de Noronha»



Diario de Pernambuco @DiarioPE



«O Programa Noronha Carbono Zero deu mais um passo importante para Fernando de Noronha. Com a missão de transformar o arquipélago no primeiro território livre de carbono do país, por meio de um modelo de gestão sustentável e de negócios colaborativos, representantes da Ilha e órgãos ambientais integrantes do Comitê de Inovação e Incentivo à Economia de Baixo Carbono (CIIEBC), se reuniram no Palácio São Miguel, em Noronha, para criar diretrizes dentro das políticas públicas voltadas para uma nova economia de baixa emissão de gases que provocam aquecimento global.

»Capitaneado pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Estado (Semas), o projeto foi apresentado pelo secretário Sérgio Xavier, que pontuou exemplos de ações sustentáveis exitosas e avaliou a importância de cooperação das entidades presentes no encontro. “Estamos aqui para obter um conjunto de informações que tornem esta ação o mais eficiente possível. Em abril nós vamos ouvir os especialistas das empresas e, posteriormente, fazer um projeto com muita segurança”.

»Xavier referiu-se à realização do workshop internacional Energia Renovável e Inovações Interconectadas – Mercados Sustentáveis do Século XXI, que será realizado no período de 4 a 6 de abril, no Shopping Paço Alfândega. O evento será em parceria com o Consulado dos Estados Unidos e contará com a participação de representantes de várias empresas e universidades americanas e brasileiras. “Posteriormente, vamos organizar um plano de ação com uma agenda muito objetiva, ponderando as necessidades de recursos e investimentos A ideia é que Fernando de Noronha seja um modelo de futuro. Um polo de inovações, inclusive gerando a possibilidade de altruísmo tecnológico”, destacou.

»A Administração do arquipélago e o Conselho Distrital compõem o CIIEBC. Segundo o administrador Geral da ilha, Luís Eduardo Antunes, o intuito do encontro é escutar as propostas e tirá-las do papel. “Dom Helder Câmara dizia a seguinte frase: “quando você tem um sonho e sonha sozinho, é apenas um sonho. Mas se você tem um sonho e compartilha ele, esse sonho se torna realidade”. E é isso que estou vendo hoje, um sonho sendo compartilhado com importantes atores”.

É uma iniciativa desafiadora e muito bacana. Somos parceiros e estamos a postos para buscar alternativas de melhoria, inclusive com a captação de mais parceiros para o alinhamento de ideias.

»O presidente do Conselho Distrital, Ailton Junior exaltou satisfação pela atenção voltada à Noronha. “O secretário Sérgio Xavier sempre priorizou ouvir as nossas críticas e sugestões. Além dele, desde que assumiu a gestão da ilha, o administrador Luís Eduardo também seguiu com a mesma atitude de primeiro ouvir e entender o que ocorre no âmbito do arquipélago, para depois colocar as ações em prática. Essas tecnologias sugeridas pelo projeto vêm agregar para o desenvolvimento sustentável de verdade, congregando o meio ambiente com os hábitos das pessoas para que elas sejam partícipes desse progresso”, frisou o conselheiro.

»O cônsul-geral dos Estados Unidos no Brasil, Richard Reiter, ressaltou que o estado da Califórnia é o carro-chefe da economia sustentável naquele país, e que vem articulando a parceria desde 2014. “Faz parte da nossa missão aliar uma iniciativa que agrega o âmbito social e comercial. Para instalar o projeto também precisamos conhecer a visão das pessoas daqui para adaptarmos às necessidades locais, de forma que proporcione progresso ao meio ambiente como também à população da ilha, por isso esse encontro. Queremos uma ilha linda e verde”, concluiu.

»Já o presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Ricardo Soavinski explicou que a ação só vem agregar. “É uma iniciativa desafiadora e muito bacana. Somos parceiros e estamos a postos para buscar alternativas de melhoria, inclusive com a captação de mais parceiros para o alinhamento de ideias”.

»Gestor das unidades de conservação da Área de Proteção Ambiental (APA) e do Parque Nacional Marinho, Felipe Mendonça, elogiou a ação e ponderou: “o projeto é uma estratégia para retirar o Noronha +20 do papel. Reforço que abril será um momento de transição, e que será preciso saber perseverar, pois haverá momentos de perdas e ganhos e os parceiros precisam ter uma visão clara disso. Se a gente conseguir implementar tudo o que está proposto daremos um tremendo passo em termos de conservação e desenvolvimento sustentável, incluindo o meio social. Estamos falando de qualidade de vida”.

»Também participaram da reunião, a superintende de Meio Ambiente, Turismo, Esporte e Lazer da ilha, Ângela Tribuzi; a presidente da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), Simone Souza; e a Consulesa para Assuntos Políticos e Econômicos do Consulado Geral dos Estados Unidos Paloma Gonzalez.



»Sobre o CIIEBC

»Criado pelo governador Paulo Câmara no final de 2016 (Decreto 43.815 – 29/11/2016), o Comitê de Inovação e Incentivo à Economia de Baixo Carbono (CIIEBC) visa formular políticas públicas interconectadas para um novo modelo de desenvolvimento sustentável. Reunindo 13 órgãos governamentais, o objetivo do Comitê é estimular a atração de negócios inovadores para o Estado, criando diretrizes para embasar políticas públicas voltadas para uma nova economia de baixa emissão de gases que provocam aquecimento global.

»Além da Semas e CPRH, compõem o comitê as Secretárias de Ciência, Tecnologia e Inovação; de Desenvolvimento Econômico; de Turismo, Esportes e Lazer; de Planejamento e Gestão; de Cultura; a Procuradoria-geral do Estado; o Gabinete do Governador; a Administração de Fernando de Noronha, o Conselho Distrital de Fernando de Noronha, a Compesa e a Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado.

»O objetivo do Comitê é transformar Pernambuco num polo de formulação de novos arranjos ecoprodutivos, interligando múltiplas ideias, produtos e serviços inovadores, integrando empresas, poder público, centros de pesquisas e organizações não governamentais. Serão priorizadas 7 cadeias produtivas: energia, água, resíduos sólidos, mobilidade, arquitetura e urbanismo, gestão sistêmica e educação e profissionalização ambiental.»





Inovação e ideias

2017/03/21

«“Decisões do Executivo são menosprezadas”, diz Temer a empresários»



Luiz Felipe Barbiéri (@LuizBarbieri). Poder360 @Poder_360



«O presidente Michel Temer (PMDB) voltou a jogar luz sobre uma suposta fragilidade das instituições do país. Em discurso a empresários na manhã desta 6ª feira (17.mar.2017), em São Paulo, o peemedebista disse que decisões do Poder Executivo são menosprezadas no Brasil:

»“Ao longo do tempo fomos desconstitucionalizando o nosso país. Esta é uma palavra que eu uso com muita ênfase, porque as pessoas não prestam atenção às instituições do país. As instituições vão sendo deixadas de lado. Leis não são cumpridas, ordem judiciais não são cumpridas, decisões do executivo são menosprezadas. Isto é violação à estrutura do Estado.”

»O presidente falou durante o evento da “Mobilização Empresarial pela Inovação”, promovido pela CNI. Ele fez uma declaração de 36 minutos, com foco nas reformas implantadas pelo governo e a retomada da confiança na economia do país.


O presidente falou durante o evento da “Mobilização Empresarial pela Inovação”, promovido pela CNI. Ele fez uma declaração de 36 minutos, com foco nas reformas implantadas pelo governo e a retomada da confiança na economia do país.

»EM 2016

»Em novembro do ano passado, o peemedebista fez uma exposição semelhante em 1 encontro com empresários organizado pelas empresas de consultoria e lobby Arko Advice e Consulting House, em Brasília.

»À época, Temer afirmou que as instituições no país não são sólidas. E que qualquer “fatozinho” produz abalos. “Os senhores imaginam o capital estrangeiro como está ansioso para aplicar no Brasil. Aliás, acho que os senhores sabem melhor do que eu. Mas é interessante que, de vez em quando, há uma certa instabilidade institucional, um fato ou outro, como nós não temos instituições muito sólidas, qualquer ‘fatozinho’, me permitam a expressão, ela abala as instituições (…) Mas estas instabilidades são passageiras. E elas não podem ser levadas a sério (…)”, disse o presidente na ocasião.»





Inovação e discursos

2017/03/20

Newsletter L&I, n.º 140 (2017-03-20)




n.º 140 (2017-03-20)

TAG: # tecnologia educativa # tecnología educativa # technologie éducative # educational technology
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Index


TAG: # tecnologia educativa # tecnología educativa # technologie éducative # educational technology


Liderar Inovando BR
Discursos e inovação | Ideias e inovação | Invenções e inovação | Recursos e inovação

«As lições que aprendemos no primeiro dia do SXSWedu» [link]

«9 canais do YouTube para ficar de olho e aprender coisas novas» [link]

«Parnaíba tem a segunda escola do Brasil utilizando a robótica» [link]

«Realidade virtual traz à vida dinossauros brasileiros em exposição no Museu Catavento com apoio da Intel» [link]



Liderar Inovando PT
Discursos e inovação | Ideias e inovação | Invenções e inovação | Recursos e inovação

«Secretário de Estado da Educação no “Encontro com a Educação” na Mealhada» [link]

«Metas para a Educação: redifinições» [link]

«A COTEC Portugal- Associação Empresarial para a Inovação lançou a nova edição do COHiTEC 2017» [link]

«Sala de aula “Worklab Future” da Escola Mendonça Furtado no Barreiro Merece prémio e referência internacional» [link]



Liderar Innovando ES
Discursos e innovación | Ideas e innovación | Inventos e innovación | Recursos e innovación

«Proyectan clúster de tecnología educativa en Nayarit» [link]

«Escuelas innovadoras exponen sus experiencias en tecnología» [link]

«Citec desarrolla junto a Campus FP un proyecto pionero para la teleformación inteligente en España» [link]

Encuentro Regional de Virtual Educa en Sucre: «Presentan innovaciones para facilitar la formación escolar» [link]



Mener avec Innovation FR
Discourses et innovation | Idées et innovation | Inventions et innovation | Ressources et innovation

«Promotion de l’enseignement des sciences et des mathématiques à Senegal : Kaffrine étrenne son premier Bloc scientifique et technologique (BST)» [link]

«Oxford Business Group / Ce que l’Algérie est en train de faire pour moderniser son enseignement supérieur» [link]

«Smart City Bruxelles mise sur l'éducation numérique» [link]

«De l'importance d'agir maintenant pour faciliter la révolution numérique dans l’éducation» [link]



Leadership & Innovation EN
Discourses and innovation | Ideas and innovation | Inventions and innovation | Resources and innovation

Valerie Strauss (@valeriestrauss): «Silicon Valley teacher: Don’t confuse educational technology that helps kids learn — and doesn’t» [link]

«Top 6 Vendors in the Global Higher Education Market from 2017 to 2021: Technavio» [link]

«Graduate School of Education lecture addresses how students learn amid flood of technology» [link]

Jens Ischebeckon: «South Africa leading in adoption of online learning» [link]




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L&I Media


«HSM Summit – Leadership & Innovation», @hsmonline [link]

«Investir em formação e inovação para garantir Portugal no pelotão da frente da Europa», Rui Sá e João Fernando Ramos, @RTPNoticias [link]

«El 'insecticida digital' de Nostoc gana el Global Student Entrepreneur», @Elmundoinnov [link]

Julie Le Bolzer: « Sur quoi juge-t-on les leaders ? », @EchosBusiness [link]

«The Innovative Technology Leader Program», @StanfordBiz [link]



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«Microcity (@MicrocityBrasil): há mais de 30 anos vivendo a inovação», Larissa Borges, @minasinova [link]

Carlos Fortes Lopes: «A importância de uma liderança autentica e o seu capital psicológico», A Semana [link]

«Área índigo: La nueva forma de educar», @Analitica [link]

« Innovation et/ou qualité? Entretien avec le DG Industrie du Groupe Atlantic », Philippe Masson, 321leaders.com [link]

David Andre: «Embracing Creativity: A Navy Leadership Challenge», @CIMSEC [link]



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«A liderança humanizada como fator de sucesso», @acaogerencial [link]

«Portugal pediu 153 registo de patentes junto do Instituto Europeu de Patentes», Elisabete Felismino, @ECO_PT [link]

«Reconocen a joven mexicana por liderazgo en RS a nivel mundial. Por segunda vez consecutiva, Esmeralda Araiza es galardonada con el ´Global CSR Leadership Award’ en el World CSR Congress realizado en la India», @Corresponsables [link]

« Les différents styles de management d'un CEO à travers le monde », Marianne Shehadeh, @digiSchool_fr [link]

«“The women’s movement is unfinished everywhere”», @GuelphToday [link]





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«Clarivate Analytics (@clarivate) homenageia o legado do Dr. Eugene Garfield à Ciência da Informação com bolsa de estudo comemorativa», @portalbonde








2017/03/17

«Realidade virtual traz à vida dinossauros brasileiros em exposição no Museu Catavento com apoio da Intel»



Guilherme Izidio. Segs.com.br



«Idealizada pelo startup VR Monkey, com apoio da Intel, a exposição Dinos do Brasil estreia a instalação de sala de realidade virtual interativa.

»A partir do dia 18 de fevereiro, os visitantes do Catavento Cultural e Educacional, instituição de Ciência e Tecnologia da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, poderão conferir a ‘Dinos do Brasil’, exposição que mergulha no passado do planeta e aproxima o público dos dinossauros que habitaram o Brasil por meio de uma experiência imersiva e interativa de áudio e vídeo. Idealizado pela startup brasileira VR Monkey, com apoio da Intel, o projeto trata-se da primeira animação de caráter educacional sobre dinossauros brasileiros feita para óculos de realidade virtual.

»Em uma sala de 100m² especialmente equipada com 25 computadores com processadores Intel, um para cada óculos de realidade virtual, os visitantes deixam de ser simples espectadores e tornam-se exploradores em primeira pessoa, de forma realista, navegando por uma simulação do Brasil pré-histórico e suas criaturas.

»“Queremos ampliar o alcance, a influência e o poder da computação para melhorar a vida das pessoas e acreditamos que a realidade virtual vai criar maneiras de trabalharmos, estudarmos e nos divertir. Nossa parceria com a VR Monkey e o Catavento Cultural é parte de nossos esforços para fomentar a inovação e a cultura no País e ajudar a trazer esse tipo de tecnologia de ponta para o cotidiano do brasileiro”, afirma Carlos Augusto Buarque, diretor de marketing da Intel Brasil.

»Atualmente, a realidade virtual está associada com jogos e entretenimento. Contudo, a tendência é que ganhe popularidade também para uso corporativo e em áreas como educação e saúde e mude a forma de assistir esportes. “A realidade virtual é uma nova maneira de experimentar interações em ambientes físicos e virtuais por meio de um conjunto de tecnologias de sensoriamento e digitalização. A Intel está em uma posição de destaque para fornecer soluções completas para o segmento de VR, além de tornar possível as mais incríveis experiências”, conclui o executivo.


Além da experiência multissensorial, que estimula visão, audição e senso de direção, trata-se também de uma exibição educativa e cultural, perfeita para ensinar crianças, adolescentes e adultos sobre um aspecto ainda desconhecido da pré-história brasileira.

»Uma viagem ao tempo

»A exibição, que dura 32 minutos, leva o público por um passeio guiado pelas paisagens primitivas do Brasil, de norte a sul, nos períodos triássico e cretáceo. Uberabatitan, Abelissauro, Unaissauro e Saturnália são os nomes de algumas das cerca de 20 espécies de dinossauros que habitaram o território brasileiro na era mesozóica, entre 250 milhões e 65 milhões de anos atrás. A bordo de uma cápsula do tempo, o visitante passeia por florestas, desertos e áreas vulcânicas que faziam parte do relevo do território nacional nesses períodos. Enquanto isso, dinossauros e outros bichos pré-históricos interagem com a paisagem e com o visitante.

»Além da experiência multissensorial, que estimula visão, audição e senso de direção, trata-se também de uma exibição educativa e cultural, perfeita para ensinar crianças, adolescentes e adultos sobre um aspecto ainda desconhecido da pré-história brasileira. O projeto contou com a consultoria do Prof. Dr. Luiz Anelli do Instituto de Geociências da USP, com o apoio da FAPESP por meio do PIPE, e com o patrocínio da Intel e da Ambev por meio da Lei Rouanet - trata-se do primeiro projeto de realidade virtual financiado por meio desse mecanismo. [...]


»Sobre a VR Monkey

»A VR Monkey, fundada pelos engenheiros Keila Matsumura e Pedro Kayatt, é uma empresa de desenvolvimento de conteúdo de Realidade Virtual em alta qualidade. Com experiência nas áreas de educação, simuladores, treinamento, jogos, arquitetura e vídeos 360, seus produtos receberam vários prêmios ao redor do mundo. Informações sobre a VRMonkey podem ser encontradas em www.facebook.com/vrmonkeybr ewww.vrmonkey.com.br.


»Sobre a Intel

»A Intel (NASDAQ: INTC) expande as fronteiras da tecnologia para criar as mais incríveis experiências. Informações sobre a Intel podem ser encontradas em newsroom.intel.com, newsroom.intel.com.br e intel.com.

»Siga a Intel no Twitter e no Facebook
www.twitter.com/intelbrasil
www.facebook.com/intelbrasil.


»Sobre o Catavento

»Fruto de parceria entre as Secretarias Estaduais da Cultura e da Educação, o espaço foi inaugurado em março de 2009. São mais de 250 instalações, em oito mil metros quadrados, divididas em quatro seções (Universo, Vida, Engenho e Sociedade), cada uma delas elaborada com iluminação e sons diferentes, que contribuem para criar atmosferas únicas e envolventes. Atrações como aquários de água salgada, anêmonas e peixes carnívoros e venenosos, uma maquete do sol e uma parede de escaladas onde é possível ouvir histórias de personalidades como Gengis Khan, Júlio César e Gandhi, são apenas alguns exemplos de como o visitante pode aprender e se divertir ao mesmo tempo.

»No local também é possível conferir as atrações da Fundação Museu da Tecnologia de São Paulo, que teve seu acervo transferido para o Catavento no início de 2011. Entre os principais equipamentos estão a locomotiva Dübs (fabricada em 1888 na Inglaterra que pertenceu à Cia. Paulista de Estradas de Ferro e foi usada brevemente para o transporte de carga) e o avião DC-3 (1936), que foi utilizado como cargueiro militar na Segunda Guerra Mundial.»





Inovação e recursos

2017/03/16

«Parnaíba tem a segunda escola do Brasil utilizando a robótica»



Kairo Amaral. Meio Norte @portalmeionorte



«Pela primeira vez em Parnaíba a robótica educativa foi aderida por uma escola de ensino infantil dentro do método de ensino escolar já utilizado. A ideia é educar as novas gerações para o crescente uso da tecnologia no presente e futuro. A inauguração oficial da metodologia TRON foi realizada na tarde de quinta-feira (16/02) na Escola Crescer, no bairro São Benedito.

»Segundo um dos idealizadores da “TRON educação com robótica”, professor dr. Gildário Dias Lima, o método desenvolvido pela Drayo Technologies é dividido em duas modalidades: robótica passiva (para crianças de 2 a 7 anos) e a robótica ativa (de 7 a 21 anos).

»“A diferença é que na passiva a criança utilizará a robótica como instrumento para aprender outras disciplinas como a matemática, por exemplo. Já na ativa o aluno irá aprender a robótica de fato, se tornando primeiro um inventor para depois se aperfeiçoar com as noções de eletrônica e programação de sistemas, e se tornar um pesquisador”, explicou.

»Ainda segundo Gildário Lima, doutor em física pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), o método de ensino surge com o propósito de transcender ao presente e apresentar às crianças e jovens uma amostra das inovações, metodologias e problemáticas acerca do uso da tecnologia, seja para solução de problemas corriqueiros ou para aplicações na indústria criativa e na indústria do conhecimento.

A ideia é educar as novas gerações para o crescente uso da tecnologia no presente e futuro. A inauguração oficial da metodologia TRON foi realizada na tarde de quinta-feira (16/02) na Escola Crescer, no bairro São Benedito.

»“Experimentar o futuro é, sem dúvida, olhar adiante e antecipar um pouco de sua compreensão, trazendo elementos fundamentais para o desenvolvimento pessoal e plural. A criança com o binóculo representa bem o talento que desejamos desenvolver com nosso método, um jovem capaz de se antecipar ao cenário vindouro e maximizar suas possibilidades de sucesso no futuro”, completou.

»A diretora da Escola Crescer, Milene Guerra, destacou a estrutura oferecida pela Drayo Technologies que, segundo ela, proporcionou um isolamento do ambiente escolar tradicional, oferecendo uma melhor concentração. Na presença dos pais, ela comentou ainda a importância de se aprender colocando a “mão na massa”.

»“O foco no aprendizado, essa é a maior ferramenta que vejo na robótica. Às vezes, o ensinamento é tão complicado e quando nos colocamos para ensinar através de uma brincadeira fica mais fácil. Além disso, é notório que quem aprende fazendo nunca mais esquece. Toda a Escola Crescer está envolvida com a robótica, a partir das crianças de dois anos”, afirmou Milene Guerra.

»Segundo levantamento, esta é a segunda escola do Brasil a aderir a robótica dentro da metodologia de ensino. Em Parnaíba, na Escola Crescer, todas as turmas do infantil já recebem instruções de robótica. As aulas da Tron também são para o público externo e acontecem na segunda-feira e quarta-feira, das 14h30min às 17h30min. A meta é realizar a cada três meses feiras de ciência para avaliar tudo aquilo que foi produzido pelos alunos.»





Inovação e invenções

2017/03/15

«9 canais do YouTube para ficar de olho e aprender coisas novas»



Revista Exame.com, via Ariquemes Online @ariquemesonline



«Dicas de carreira, liderança, oportunidades de estudos no exterior, videoaulas, bate-papos com presidentes de empresas.

»Há canais do YouTube que prometem agradar a todos os gostos e perfis. Basta que haja um único ponto em comum: a vontade de aprender e conhecer coisas novas. Confira uma seleção para ficar de olho e clique nos nomes dos canais se quiser conhecê-los melhor:


»Na Prática

»Com, 9,5 mil inscritos, o canal do Na Prática mira universitários e recém-formados, mas o que se encontra ali são conteúdos úteis para qualquer fase da carreira já que trata de temas como autoconhecimento, mercado de trabalho, liderança, conexão, produtividade, propósito.

»“Tratamos de temas importantes para embasar reflexões sobre carreira, ajudando o usuário a tomar decisões mais conscientes sobre sua vida profissional”, diz Rafael Carvalho, editor do portal Na Prática, que pertence à Fundação Estudar.

»Seu grande diferencial, segundo Carvalho, é o acesso aos principais executivos do Brasil que explicam em entrevistas exclusivas suas principais decisões profissionais.


»Estudar Fora

»O canal, que também pertence à Fundação Estudar, é para todos os interessados em estudar no exterior, de estudantes do ensino médio que planejam a graduação a profissionais em busca de opções de pós-graduação (MBA, Mestrado ou PhD).

»“Já pensou em ver como é um jogo de futebol em Harvard? Ou um passeio de bicicleta em Stanford? Como é fazer um PhD na Nova Zelândia? Estes são temas de alguns dos vídeos do canal”, diz Nathalia Bustamante, editora do portal Estudar Fora.

»Além disso, há vídeos com dicas de preparação para exames de proficiência, apresentação em inglês, escolha de destino para intercâmbio e, muitas oportunidades, de bolsas de estudo.

»“O estudante tem acesso a uma preparação completa para o seu período de estudos fora”, diz Nathalia, lembrando que também um há minicurso para quem vai prestar o TOEFL.


»Dica do Salamacha

»O canal do professor da FGV Management, Luciano Salamacha, é recente mas já tem uma série de vídeos com dicas de carreira. Ele, que é especialista em neurociência e gestão de pessoas, responde a dúvidas que assombram muitos profissionais.

»Há vídeos que tratam de temas sugeridos por leitores como, por exemplo: “não sou feliz no meu emprego, quero mudar. Por onde começar” ou “ Não querem me contratar porque eu tinha salário alto”.

»“Dica do Salamacha é um projeto que me deixa muito feliz por colaborar com as pessoas que estão em busca de emprego num momento tão preocupante como o que passa o Brasil, com mais de 12 milhões de desempregados”, diz o especialista, em nota sobre o lançamento do canal que tem mais de 600 inscritos.


O canal da universidade de Stanford é do editor do Na Prática, Rafael Carvalho. É uma ótima opção, pois oferece conteúdo direto de uma das universidades mais empreendedoras do mundo. O canal traz vídeos com executivos e empreendedores de sucesso que falam sobre inovação, tecnologia, dão dicas de carreira, entre outras coisas. Para quem ainda está na universidade ou ainda tem curiosidade sobre temas educativos, o canal Me Salva! traz videoaulas sobre matemática, programação, cálculo e até negócios.

»Stanford eCorner

»A dica para seguir o canal da universidade de Stanford é do editor do Na Prática, Rafael Carvalho. “É uma ótima opção, pois oferece conteúdo direto de uma das universidades mais empreendedoras do mundo”, diz.

»O canal traz vídeos com executivos e empreendedores de sucesso que falam sobre inovação, tecnologia, dão dicas de carreira, entre outras coisas.


»School of Life

»Vídeos curtos (em inglês) com insights preciosos não só de carreira, mas para vida, em geral. O canal da School of Life é um sucesso de audiência no Youtube, com 1,9 milhão de inscritos.

»Alguns dos destaques na área de trabalho são vídeos sobre resiliência, como encontrar um trabalho que faça sentido, meritocracia, sucesso.


»Harvard

»Com 368 mil inscritos, o canal da universidade de Harvard é uma das indicações da editora do portal Estudar Fora.

»Os vídeos trazem novidades e informações sobre a vida e aprendizado no campus de uma das mais tradicionais instituições de ensino do mundo. Mas é preciso tempo para vasculhar todo o repertório já que é bem variado.


»Yale Courses

»Esse é um canal dedicado aos cursos desenvolvidos por outra das mais tradicionais do ensino superior: a universidade de Yale. São mais 438 mil inscritos e essa é mais uma indicação de Nathalia Bustamante, editora do portal Estudar Fora.

»Direito, filosofia, história, química, finanças, engenharia, tem cursos em diversas áreas, é so escolher e apertar play.


»Me Salva

»“Para quem ainda está na universidade ou ainda tem curiosidade sobre temas educativos, o canal Me Salva! traz videoaulas sobre matemática, programação, cálculo e até negócios”, diz Nathalia Bustamante, editora do portal Estudar Fora. Com mais de 1 milhão de inscritos, a plataforma educacional está no ar desde 2010.


»Crash Course

»Nathalia também indica o Crash Course, canal que tem cursos e é seguido por mais de 5 milhões de pessoas. “Os cursos são rápidos, ao mesmo tempo, aprofundados sobre temas que vão de história e economia a astronomia e games”, diz.»





Inovação e ideias