2017/05/31

«Programação e codificação serão disciplinas obrigatórias nas escolas primárias da Australia»



GkTech @GkTechoficial. Fonte: Adrenaline



«O conselho de educação da Austrália aprovou um novo currículo para as escolas do país e agora, programação e codificação serão disciplinas obrigatórias nas primeiras séries do colegial.

»Segundo o jornal The Australian, as escolas do país, que é conhecido pela sua fauna e flora exóticas, ensinarão codificação para as crianças de 5 anos e programação para os alunos de 7 anos em breve.

»As novas disciplinas fazem parte de um novo currículo voltado para o desenvolvimento tecnológico e científico, sugerido no ano passado por Christopher Pyne, que era ministro da Educação e hoje, ocupa o ministério de Indústria, Inovação e Ciência do país.

»O currículo é voltado para ciência, tecnologia, engenharia e matemática e tem como principal objetivo melhorar a produtividade e economia do país no futuro.

As escolas do país ensinarão codificação para as crianças de 5 anos e programação para os alunos de 7 anos em breve.

»O governo investirá US$ 12 milhões nessas áreas de ensino nos próximos anos para conseguir uma estrutura ideal para os cursos de codificação e programação, além da criação de campos de estudo voltados para matemática e engenharia.

»Alguns dos membros do parlamento não se animaram tanto com a iniciativa e criticaram o programa.

»Tony Abbott, que já foi Primeiro-ministro da Austrália, não concordou com o ensino das disciplinas nas escolas primárias.

»“Eles querem ensinar codificação para as crianças da escola primária para que consigam emprego no futuro. Eles pretendem mandar as crianças para o mercado de trabalho com 11 anos?”, disse o ministro durante a aprovação do novo currículo.»





Inovação e ideias

2017/05/30

«Visão do especialista: o que esperar das tecnologias de cinema para 2017? —Ricardo Ferrari»



TecMundo (@Tec_Mundo). Equipe Tecmundo

Ricardo Ferrari é diretor da Barco, líder mundial em cinema digital



«Não foram só as poltronas que ficaram mais confortáveis e os ingressos eletrônicos. Por trás das telas o cinema, com seus mais de 117 anos, evoluiu muito. Da química ao elétrico, o tradicional processo fotoquímico aplicado às películas de 35 mm por quase um século, foi substituído por um moderno processo fotoelétrico, em que a luz é transformada em eletricidade e codificada em fileiras de zero e um. Chegaram os efeitos especiais, que custam milhões aos estúdios, marcando o início da era digital nos cinemas, com filmes exibidos em altíssima resolução, em 2D ou 3D.

»No Brasil, temos um parque exibidor com cerca de 3,1 mil salas, das quais 2,7 mil já estão digitalizadas. Desde o início dessa década, os cinemas brasileiros se mobilizaram para trocar as antigas películas – aqueles rolos enormes de filme – por arquivos digitais.


»1. Projeção digital

»Hoje todos os arquivos são filmados em alta resolução e projetados digitalmente. Considerado um ícone no universo cinematográfico, Avatar foi o primeiro filme que teve uma representação de alta qualidade com tecnologia 3D. Uma verdadeira questão de peso, já que os estúdios impuseram a digitalização, pois queriam substituir os rolos de película, que pesavam cerca de 30 quilos, para reduzir os custos de distribuição. O filme digital hoje é distribuído em leves fitas chamadas DLT. Cada uma armazena até quatro filmes de duas horas de duração.


»2. Conteúdo codificado

»A tecnologia digital se consolidou e os fornecedores das películas perderam espaço. O cinema teve então que buscar alternativas para continuar gerando conteúdo seguro contra a pirataria. Isso porque, ao contrário da película, cuja cópia envolve um processo complexo, um filme digital pode ser copiado num simples apertar de botões. Assim, todo filme digital é codificado para evitar a cópia ilegal. Após sair do servidor, ele passa por um decodificador, antes de ser convertido em imagem no projetor.


A tecnologia digital se consolidou e os fornecedores das películas perderam espaço. O cinema teve então que buscar alternativas para continuar gerando conteúdo seguro contra a pirataria. Assim, todo filme digital é codificado para evitar a cópia ilegal. Após sair do servidor, ele passa por um decodificador, antes de ser convertido em imagem no projetor.

»3. Programação variada

»Nem só de filmes vive o cinema. Além de exibir filmes, as salas digitais também podem projetar qualquer mídia digital, desde um simples DVD até programas ao vivo transmitidos por redes de TV que trabalham com imagens de alta definição.

»Isso possibilita que as salas sejam usadas como megatelões para grandes eventos esportivos, como por exemplo, a final da liga dos Campeões da UEFA que é exibida há anos nos cinemas, ou apresentações corporativas.


»4. Som imersivo

»Sabe a sensação de que no cinema o som está em toda parte? Está mesmo. O áudio nos filmes digitais não é compactado e por isso tem melhor qualidade.

»Na sala ele é distribuído por diversos alto-falantes: os próximos à tela são usados para os diálogos, os laterais e os do fundo para sons ambientes e o do meio – posicionado no teto e conhecido como woofer – serve para sons mais graves, como por exemplo, o barulho de uma nave espacial decolando.


»5. Projetores a laser

»Parece complicado, mas é apenas matemática. Os equipamentos a laser tem baixo custo de propriedade em relação aos que usam lâmpadas xênon, funcionam por mais de 40 mil horas, e economizam cerca de 40% de energia elétrica.

»As inovações na indústria cinematográfica trazem economia, então são muito bem-vindas. Ainda mais se trazem recursos que os cinéfilos adoram! Para eles, produções filmadas com tecnologias 4K ganharão cada vez mais espaços nas salas de cinema do mundo todo. É bom que as telonas estejam preparadas, pois o futuro chegou!»





Inovaçãoe discursos

2017/05/29

Newsletter L&I, n.º 150 (2017-05-29)




n.º 150 (2017-05-29)

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«GE aposta em produtos voltados para Pequenas Centrais Hidrelétricas» [link]

«9 itens simples e criativos que todo carro poderia ter» [link]

«China desenvolve veículo policial capaz de reconhecer criminosos instantaneamente» [link]



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«Eficiência Energética: Um desafio para as empresas» [link]

«Este carro elétrico pode ser construído em sua casa» [link]

«Em Portugal, são ainda escassos os projectos estruturados e integrados» [link]

«Vem aí o 5G, a rede que vai colocar as máquinas a falar umas com as outras» [link]



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«VESA crea un grupo de estandarización para las tecnologías de realidad virtual y aumentada» [link]

«Director del IDAC confirma estandarización del sistema aeronáutico nacional» [link]

«La estandarización de IoT llama la atención de Sigfox» [link]

«Cooperativas piden estandarización de normas vitícolas entre Mercosur y la UE» [link]



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La guerre numérique analysée par un ancien agent secret et grand policier. Eric Meillan : « Une attaque peut avoir nécessité plusieurs années de préparation, mais elle va se dérouler à la vitesse de la lumière » [link]

«Harmonisation des normes alimentaires à l’ordre du jour de l’Union africaine» [link]

«La France va développer une filière industrielle de nanosatellites» [link]



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«Offshore Technology Conference OTC 2017: R&D Collaboration, Standardization Are Key To Lower Offshore Costs» [link]

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Goiás na liderança da produção industrial brasileira segundo @ibgecomunica. @marconiperillo:"Sou governador do Estado que mais cresce no Brasil" | @diariodegoias [link]

Mercedes-Benz procura 125 talentos para inovar em Lisboa | @ComputerworldPt [link]

"El Vall d´Hebron es mucho más importante que Forbes": César Velasco @Medicinaglobal | @redaccionmedica, Laura Díez [link]

Université d’entreprise : Entretien avec Omar Benaini, Directeur associé de LMS ORH #lms-conseil.co.ma | @lavieeco, Brahim Habriche [link]

Dubai Women Establishment (@Cultural_Office @UAEGBC @DubaiWomenEst @Ashridge_Biz) graduates first class of Emirati women from Innovative Leaders Programme | @Emirates247 [link]



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Faculdade de Piracicaba promove ciclo de palestras com gestores de RH de multinacionais | @g1piracicaba [link]

Investir para inovar, inovar para internacionalizar | Elisabete Felismino, @ECO_PT [link]

El liderazgo que aburre hasta al mejor empleado | Ivonne Vargas, @ExpansionMx [link]

La generación que transforma a las empresas. La Generación Z crece en México y en el mundo, rompe esquemas organizacionales y construye el futuro de los negocios | Rémy de Cazalet, @Forbes_Mexico [link]

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Navigating clean energy innovation in the age of Trump | Ron Pernick, @GreenBiz [link]



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Liderança em Tecnologia da Informação | Luiz Dias (Allanis Networks) via Administradores - O Portal da Administração [link]

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Se Fixer Des Limites Pour Jamais Ne Les Atteindre | Alban Jarry via Forbes.fr [link]

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Empreendedor negro tem crédito negado 3 vezes mais do que branco no Brasil | Márcia Rodrigues, @UOLEconomia








2017/05/26

«China desenvolve veículo policial capaz de reconhecer criminosos instantaneamente»



Sputnik Brasil @sputnik_brasil



«Os veículos inteligentes desenvolvidos pela Universidade de Ciência e Tecnologia Elétricas da China na província Sichuan serão pela primeira vez testados no leste da província Zhejiang em junho, diz a agência Xinhua alegando a Universidade.

»Os veículos policiais na China são na sua maioria remodelados de veículos comerciais de acordo com as necessidades das autoridades locais. Os novos carros irão resolver muitos problemas que resultam desta estandardização ruim, disse Yin Guangqiang, diretor do Instituto da Tecnologia Avançada, afiliado com a polícia na universidade.

»Várias tecnologias novas foram adicionadas ao novo modelo durante o período de desenvolvimento de sete meses do primeiro veículo policial estandardizado, acrescentou Yin.

»O veículo é equipado com câmeras instaladas no telhado que capturam retratos com um raio de 60 metros, mesmo na velocidade de 120 km/h. As imagens são instantaneamente enviadas à base de dados da polícia e se houver concordância, um alarme sonoro é emitido.

»As outras funções incluem a detecção de informação sobre os veículos e identificação de celulares na sua proximidade. O seu motor também consume menos petróleo e emite menos dióxido de carvão.

»“O novo veículo não só um meio de transporte. É mais como um sistema inteligente de aplicação de lei em rodas”, explicou Yin Guangqiang.»





Inovação e recursos

2017/05/25

«9 itens simples e criativos que todo carro poderia ter»



Preparadopravaler.com.br, João Vítor Castanheira



«A estandardização do espaço interno dos carros tem se mostrado um processo irreversível, o qual desagrada boa parcela dos consumidores atentos aos detalhes. Muito pelas leis rígidas de segurança e de restrições à materiais poluentes, além da produção cada vez mais em larga escala, essa tendência ainda deve se acentuar.

»Entretanto, alguns carros, com um toque suave de criatividade, se diferenciam dos demais, chama atenção, e até pulam à frente concorrência. Porta-objetos debaixo do banco, fundo falso no porta-malas e rebatimento de assentos que poupam espaço da cabine são detalhes que, geralmente, não alteram o preço final e, muitas vezes, fazem valer uma compra. Dá uma olhada nesses exemplos que a gente separou:


»PORTA-OBJETOS DEBAIXO DO BANCO

»A dificuldade de esconder objetos valiosos é uma dificuldade corriqueira para quem carrega seus pertences no carro. O Ford EcoSport, a partir de 2003, resolveu a questão ao implementar um porta-objetos embaixo do banco do passageiro que conseguia acomodar até uma bolsa. Os lançamentos mais recentes da categoria FCA (Jeep Renegade, Jeep Compass e Fiat Toro) também aderiram à solução.


»LANTERNA EMBUTIDA NO PORTA-MALAS

»O Peugeot 3008 e Dodge Journey/ Fiat Freemont encontraram uma solução simples e inteligente para resolver um possível problema de iluminação na hora de descarregar o porta-mala do carro. Os modelos trazem uma lanterna na lateral que, Além de servir como luz de cortesia ao abrir a tampa traseira, está suscetível ao desencaixe. Basta pressioná-la para ter acesso o item do suporte e utilizá-lo, não só para iluminar o bagageiro, mas para trocar um pneu furado, por exemplo.


»PORTA-COPOS QUE DEIXA A BEBIDA GELADA

»Um porta copos que gela a bebida seria de muita utilidade, não é mesmo? Pois os engenheiros da Honda tiveram essa ideia. A segunda geração do Fit traz um suporte para copo em frente à saída de ar condicionado ao lado do volante. Além de não atrapalhar a refrigeração, o item ainda tem o diâmetro regulável, se ajustando a diferente tamanhos de latas e garrafas. Não quer beber nada? O compartimento também é perfeito para acomodar seu celular.


A estandardização do espaço interno dos carros tem se mostrado um processo irreversível, o qual desagrada boa parcela dos consumidores atentos aos detalhes.

»PORTA-COPOS OCULTO

»Como visto acima, o porta-copos, como um item comum, é sempre alvo de ideias criativas. O Polo, já fora de linha, não ficou atrás. O hatch vendido de 2002 a 2015 tinha um porta-copos escondido no painel central, que se abria instantaneamente assim que a tampa era pressionada. Além de impressionar pela discrição, o suporte também era ajustável.


»REBATIMENTO DOS BANCOS DA ZAFIRA

»O Zafira saiu de linha mas o seu sistema de recolhimento de assentos deixou saudades. Batizado de Flex7, ele permitia que a terceira fileira de bancos fosse totalmente escondida no assoalho do carro, formando uma superfície plana quando os lugares extras fossem dispensáveis. O substituto da marca na categoria, a Chevrolet Spin, poderia ter aproveitado a solução mas optou por um rebatimento convencional -e mais barato- dos bancos, roubando espaço do porta-malas.


»REBATIMENTO DOS BANCOS DO HONDA FIT

»O sistema de rebatimento de bancos do Honda Fit prima pela versatilidade. De fácil manuseio, o ULTRa Seat - como foi batizado - permite recolher os bancos traseiros (abrindo espaço para acomodar objetos na diagonal, como uma bicicleta), reclinar o banco do passageiro (possibilitando o transporte de objetos longos), levantar a base do banco (para levar objetos altos), ou reclinar os dois bancos dianteiros (criando uma superfície quase plana para descanso).


»CARRINHO DOBRÁVEL NO PORTA-MALAS

»Fazer compras e ter de descarregá-las não parece uma tarefa confortável. Isso, claro, se você não tem um Citroën C4 Picasso na garagem. A minivan da fábrica francesa vem com um carrinho de mão dobrável oculto junto a uma das laterais do porta-malas, uma "mão na roda" na hora de ir ao supermercado.


»FUNDO FALSO NO PORTA-MALAS

»O Volkswagen Up! , como um bom compacto, sabe "brincar" com seu espaço interno reduzido. O carro foi pioneiro com sistema s.a.v.e, uma bandeja com trilhos que permite ajustar sua posição, criando um fundo falso ou recolhendo-a completamente para abrir mais espaço. Assim, o transporte de itens valiosos deixa, mais uma vez, de ser uma dor de cabeça.


»COMPARTIMENTO NAS LATERAIS DA CAÇAMBA

»Não de tamanho vive RAM 2500. É fato que a camionete chama atenção pela sua gigantesca caçamba mede 1,90 metro de comprimento por 1,3 metro de largura. Mas, para evitar que objetos menores fiquem indo de um lado para o outro, a marca esbanjou criatividade e criou os RAM Box. São duas caixas ocas, de 132 litros cada, interna às laterais da lataria e uteis para inúmeras finalidades.»





Inovação e invenções

2017/05/24

«GE aposta em produtos voltados para Pequenas Centrais Hidrelétricas»



General Electric via Ambiente Energia @AmbienteEnergia



«A GE, com a recém-criada divisão de Renewable Energy, está dedicando cada vez mais esforços para o avanço das energias renováveis no Brasil, que incluem as fontes eólica e hidráulica. A empresa passou a apostar na retomada das Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) para aumentar a oferta de energia renovável complementar e contribuir para a diversificação da matriz elétrica nacional.

»Com baixo impacto ambiental, a GE está apostando em uma nova gama de produtos que fortalecerá a menor complexidade para a construção, já que a instalação não ultrapassa 24 meses.

»O Governo realizará ainda em setembro um leilão exclusivo para negociar energia de PCHs até 30 MW e CGHs de até 3 MW. “Essa é uma iniciativa muito importante. A realização de um leilão envolvendo essa modalidade é uma ótima oportunidade de manter a indústria ativa e incentivar a contratação de energia”, comenta Roberto Miranda, diretor comercial da GE Hydro para o Brasil.

A GE vislumbra o grande potencial de PCHs e investe para oferecer soluções inovadoras para o setor e a estandardização de nosso portfólio que irá trazer aos nossos clientes, além da qualidade, vantagens em relação ao custo e prazos de entrega.

»Para atender a crescente demanda, a GE criou uma “task force” para atualizar seu portfólio de turbinas e geradores aplicáveis à energia hidráulica e trazer o conceito de padronização global, garantindo que o Brasil tenha as melhores soluções possíveis. “A GE vislumbra o grande potencial de PCHs e investe para oferecer soluções inovadoras para o setor e a estandardização de nosso portfólio que irá trazer aos nossos clientes, além da qualidade, vantagens em relação ao custo e prazos de entrega”, explica o executivo.

»Atualmente o Brasil conta com 448 PCHs em operação, 34 empreendimentos em construção e outros 120 aguardam licenças, financiamento, entre outras questões, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). “Hoje temos um grande potencial de energia estocado em projetos ainda em estudo ou em fase de liberação, mas precisamos viabilizá-los. Nossa missão é mostrar a importância das PCHs e incorporá-las à matriz elétrica brasileira”, afirma o executivo.

»De acordo com a Associação Brasileira de Fomento às Pequenas Centrais Hidrelétricas (Abrapch), o potencial de projetos em stand-by pode chegar a 10 GW, que ultrapassa a energia de Itaipu pertencente ao Brasil (7GW).»





Inovação e ideias

2017/05/23

«Alain Guiraudie: "Na Vertical" é o meu filme mais queer»



RFI @RFI_Brasil, Silvano Mendes






«Estreia esta semana no Brasil "Na Vertical", o mais recente filme de Alain Guiraudie. Visto como um dos cineastas franceses mais alternativos do panorama atual, ele traz mais uma vez às telas uma outra imagem da França, longe de Paris e seus clichês, abordando temas raramente mostrados.

»Depois do sucesso de “Um estranho no lago”, premiado em Cannes e selecionado em vários festivais pelo mundo, o diretor rompe novas fronteiras. Se no filme anterior ele deu o que falar ao mostrar – com cenas de nudez e sexo explícito – os flertes homossexuais em uma praia naturista, desta vez o cineasta conta a história de um jovem fascinado por lobos, que tenta escrever um roteiro, mas que acaba vagando pelo interior da França com um bebê nos braços.

»Por mais “bizarro” que pareça, o tom é típico das obras de Guiraudie, conhecido por sua originalidade. "Na Vertical" aborda, por exemplo, temas como a eutanásia e outros e “medos” ocidentais, além de explorar questões como a teoria do gênero e a gerontofilia. “Eu sabia que depois do prêmio em Cannes seria muito mais fácil levantar dinheiro para a produção seguinte, então senti que era o momento de ousar, tentar algo diferente”, comenta o diretor, com seu sotaque típico do sudoeste francês, durante passagem por Paris.

»Em entrevista exclusiva à RFI, o cineasta, que tem entre suas inspirações nomes como o brasileiro Glauber Rocha, fala sobre sua maneira de fazer um cinema com pitadas de estranheza, entre naturalismo e onirismo.


»RFI – Como você definiria “Na Vertical”?

»Alain Guiraudie – Fiz esse filme como algo entre sonho e realidade, entre aventura e cotidiano, entre comédia e tragédia. Podemos falar de um cinema de gênero, bastante onírico.

»Porém, mesmo se é um cinema do sonho, “Na Vertical” aborda uma realidade contemporânea e fala de um mundo que está desaparecendo. Como esses velhinhos sentados na beira da estrada, vendo os carros passar, que eu mostro no filme. Mesmo se me inspirei na minha infância, tem muita coisa que vem de gente como David Lynch e George Romero. Tem uma cena, na qual Léo é atacado por mendigos, que representa um pesadelo ocidental. Mas também tinha na cabeça “A Noite dos mortos-vivos”.


»RFI – Há sempre essa vontade transpor preocupações contemporâneas em seu universo?

»AG – Essa é uma preocupação constante. Sempre tento fazer ficção com coisas do cotidiano. Temas como a teoria de gênero, o casamento gay, a paternidade para homossexuais ou ainda a eutanásia são questões que planam neste filme.

»É muito difícil fazer um cinema político e social que aborde essas questões as inserindo em um projeto estético. Então a solução que eu encontrei, por enquanto, foi misturar o sonho. Quando eu faço um filme, sempre tento propor uma visão singular do mundo, mostrando os problemas da sociedade de um outro ponto de vista.


»RFI – Como quando você mostra uma outra França, filmada sempre fora de Paris e de preferência no mundo rural?

»AG – As pessoas sempre me falam sobre isso, pois há poucos cineastas franceses que não filmam em Paris. Sempre me perguntam se o que eu mostro na tela é verdade ou mentira, se ainda há pessoas que vivem assim na França. E eu gosto de alimentar essa ambiguidade. É como a história do lobo em “Na Vertical”. É um elemento emblemático, pois trata-se ao mesmo tempo de um problema real no país, que dificulta a vida dos agricultores, e de um animal lendário, quase mitológico. Eu filmo esse mundo pois cresci no interior e em cidades pequenas.

»Mas é também uma posição política, que consiste em defender a vida fora das grandes metrópoles. Existe uma vida além das grandes cidades.


Há uma espécie de estandardização na nossa sociedade, que procura mostrar apenas tipos físicos asseptizados. Antes era possível ser uma grande estrela em Hollywood sem entrar em padrões clássicos de beleza. Como Humphrey Bogart ou, aqui na França, Fernandel, Belmondo e Depardieu. Mas no mundo moderno parece que estamos o tempo todo procurando modelos de revistas de moda. Isso é muito penoso para mim, então eu tento ir contra o star system.

»RFI – Seu elenco também sai dos padrões clássicos de beleza, de idade ou de tipo físico.

»AG – Eu gosto de pessoas que têm um físico mais marcado pela vida. Busco a beleza onde não temos o hábito de procurá-la. Mas há também a dimensão política, pois desde os anos 1980, as revistas, a televisão e o cinema nos dão a impressão que os pobres e os agricultores não têm direito a uma sexualidade, a uma homossexualidade e nem mesmo a uma sensualidade. Eles são completamente excluídos. Além disso, há uma espécie de estandardização na nossa sociedade, que procura mostrar apenas tipos físicos asseptizados. Antes era possível ser uma grande estrela em Hollywood sem entrar em padrões clássicos de beleza. Como Humphrey Bogart ou, aqui na França, Fernandel, Belmondo e Depardieu. Mas no mundo moderno parece que estamos o tempo todo procurando modelos de revistas de moda. Isso é muito penoso para mim, então eu tento ir contra o star system.


»RFI – Além disso, você aborda diferentes formas de sexualidade no filme.

»AG – Mesmo se “Um estranho no lago” tinha uma dimensão homoerótica onipresente, vejo “Na Vertical” como o meu filme mais queer. Digo isso porque ele aborda algumas sexualidades que podem ser vistas como depravadas. O personagem principal transa com homens e tem um filho com uma mulher. Mas isso faz dele um homossexual ou um heterossexual? O filme questiona sobre outros tipos de sexualidade e também outros tipos de famílias.


»RFI – O mundo assiste a uma onda de conservadorismo, seja nos Estados Unidos, na Turquia ou na América Latina. Na França, alguns candidatos à eleição presidencial dão a impressão que até mesmo os direitos conquistados podem ser perdidos. Ao mostrar outras formas de família, você espera que seus filmes chamem a atenção para essas questões?

»AG – Eu sempre acreditei no rumo da história. Na minha cabeça, os direitos conquistados eram definitivos. Mas agora, até os valores tradicionalmente de esquerda começam a se aproximar da direita. A gente dizia que a abolição da pena de morte nunca seria contestada, mas vivemos um momento em que tudo pode ser questionado e podemos viver um retrocesso, mesmo se esse retrocesso pode ser visto como um avanço para alguns. Os conservadores têm o dom de apresentar suas ideologias como algo revolucionário.


»RFI – E qual o papel do cinema nesse contexto?

»AG – Abrir os horizontes. Mostrar um mundo diferente, com outras possibilidades. Mesmo se não são meus preferidos, a ficção de esquerda e o cinema social contribuem para que avancemos. Um filme como o brasileiro “Aquarius” tem esse papel. Eu não subestimo a importância desse cinema.

»A imagem de Kléber Mendonça subindo as escadarias do festival de Cannes com sua equipe no ano passado foi um momento muito forte. Até então, pouca gente no exterior sabia o que estava acontecendo no Brasil. Até aquele protesto, muita gente pensava realmente que Dilma havia sido corrompida.


»RFI – Você acompanha o cinema brasileiro?

»AG – Conheço pouco o Brasil, mas lembro que quando estive lá pela última vez vivi uma cena engraçada. Eu disse durante uma conferência que estava muito contente por visitar o país de Glauber Rocha, que foi muito importante na minha carreira. Para minha surpresa, a viúva dele estava na sala e eu pude encontrá-la! Mas vi pouca coisa recente do cinema brasileiro.

»Na região, tenho acompanhado mais o trabalho de gente como os argentinos Lucrecia Martel e Lisandro Alonso. Já aqui na Europa, tenho muita afinidade com o português João Pedro Rodrigues. Sem esquecer os coreanos. Estou numa fase em que vejo muitos bons filmes coreanos.


»RFI – Você concorda quando te definem como um cineasta atípico?

»AG – Eu acho que ser atípico deveria ser a norma no cinema. Cada um deve buscar seu caminho, sua visão do mundo e mostrar sua singularidade. Deveria ser um pleonasmo. Mas se as pessoas falam de atípico em oposição a acadêmico, então sim, me reconheço nessa definição. Se for para fazer como outros já fizeram, não me interessa.»





Inovação e discursos

2017/05/22

Newsletter L&I, n.º 149 (2017-05-22)




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2017/05/19

«Hotéis conectados: confira tendências tecnológicas para o setor»



M&E | Mercado e Eventos @mee_turismo, Lisia Minelli



«A tecnologia se tornou uma parte essencial de nossas vidas. No entanto, existem áreas em que a tecnologia e o seu alcance ainda não atingiram completamente a importância que merecem. Questionada sobre quanto a hotelaria já avançou nessa área, Trícia Neves Levy, sócia-diretora da Mapie, observa que há diversas empresas que estão a frente e transformando a experiência dos clientes. “Existem diversos empreendedores com inúmeras soluções tecnológicas para o mercado de viagens. As soluções já existem, é preciso apetite dos empreendedores para investir nelas”, comenta.

»De acordo com dados do Latin America Hotel & Resort Expansion Summit, a gestão bem-sucedida de hotéis depende não só do aspecto arquitetônico ou de um ambiente agradável, mas de um serviço excelente e completo aos clientes, no qual a tecnologia é um pilar fundamental. Os hóspedes devem sentir que todas as suas necessidades são satisfeitas, o que significa comunicações sem fio confiáveis, diminuição das quedas de conexão e redes fortes, que permitam a conexão em qualquer lugar do hotel, no momento que o hóspede deseje.

»De acordo com Mario Linares, gerente de Contas da CommScope na Colômbia, a indústria hoteleira é um grande desafio para a tecnologia. “A maioria dos hotéis estão mais preocupados com o espaço ou conforto para melhorar a experiência do cliente, prestando pouca atenção ao impacto da tecnologia”, salienta. Para Linares, a ausência de tecnologia adequada não impacta somente os hóspedes, mas também as próprias operações hoteleiras, como administração e comunicação interna.

»Segundo a executiva da Mapie, algumas empresas hoteleiras são pioneiras e entendem que o consumidor exige soluções tecnológicas e que não será diferente para as experiências hoteleiras. Por outro lado, ela admite que hotelaria em geral demora para incorporar soluções inovadoras e tecnológicas à experiência dos hóspedes. Entre as tendências que existem para o mercado hoteleiro, Trícia Levy cita, por exemplo, a robotização de atividades e etapas do processo realizadas pelo cliente através do seu celular ou de dispositivos à disposição (check in, escolha do apartamento, check out, pedido de restaurante, outros).


Entre as tendências que existem para o mercado hoteleiro, Trícia Levy cita, por exemplo, a robotização de atividades e etapas do processo realizadas pelo cliente através do seu celular ou de dispositivos à disposição (check in, escolha do apartamento, check out, pedido de restaurante, outros).

»TENDÊNCIAS TECNOLÓGICAS

»– Acessibilidade e conectividade: Aproximadamente entre 50% e 70% dos hóspedes nos hotéis são pessoas de negócios, que precisam se conectar ao escritório de forma remota;

»– Segurança e tratamento da informação: Os hóspedes precisam ter a certeza de que seus dados são tratados sob rigorosas normas, tanto ao fazer reservas, como usando os serviços dentro do hotel;

»– Convergência em direção à personalização: Na indústria hoteleira existe uma convergência unificada para conhecer os hábitos e preferências dos clientes. Conhecer antecipadamente as necessidades e preferências dos clientes é fundamental para evitar problemas que estes ‘novos hábitos’ podem gerar;

»– Redes preparadas para o futuro: Não é mais suficiente apenas atualizar as redes para o presente, mas se preparar para as novas velocidades e necessidades futuras;

»– Gestão automatizada de infraestrutura de rede: Automatizar os sistemas de gestão facilita a detecção de problemas em menor tempo e permite resolvê-los mais rapidamente, gerando uma redução dos custos operacionais e muito menos impacto para o hóspede, fazendo com que ele tenha a melhor experiência no hotel.


»DESTAQUES NA HOTELARIA

»– A HILTON nos Estados Unidos, por exemplo, já acompanha toda a jornada do hóspede através do seu app, oferecendo check in e check out online e possibilidade de abertura da porta do apartamento com o telefone celular;

»– A STARWOODS e a CROWNE PLAZA já possuem robôs nas funções de mensageiros e concierges;

»– No Brasil, a ACCOR HOTELS já oferece as mesmas funcionalidades de check in e check out online e já estão testando a abertura da porta com celular em uma unidade em São Paulo.»





Inovação e recursos

2017/05/18

«Robotização é caminho sem volta, diz executivo da Microsoft»



EXAME.com @exame, Marina Demartini



«Em entrevista a EXAME.com, Richard Chaves, diretor de inovação e novas tecnologias da Microsoft Brasil, fala sobre robôs, nuvem e ficção científica.

»Os robôs já estão entre nós – e esse é um caminho sem volta. Richard Chaves, diretor de novas tecnologias e inovação da Microsoft Brasil afirmou que podemos não viver em um cenário como o filme Ela (no qual um homem se apaixona pelo sistema operacional de seu computador), mas os robôs são parte do nosso cotidiano. “Quando ligamos para uma rede de atendimento, estamos falando com robôs, com chatbots”, falou Richard Chaves a EXAME.com.

»Para explicar o presente, Chaves volta ao passado. “O robô não é algo novo. O primeiro chatbot (robô de conversação) foi um projeto chamado Eliza, do MIT, em 1966.” Eliza foi um dos primeiros exemplos de processamento de linguagem natural primitivo. Ela era operada por um processo de respostas dos usuários para scripts.

»“Eliza respondia perguntas abertas e não interpretava nada”, lembra o diretor. “Porém, ela gerou uma conexão pessoal que, para mim, é onde acontece a mágica: quando a tecnologia fica transparente e a pessoa não sabe se está conversando com um robô ou um indivíduo.”

»O que mudou de 1966 para cá, segundo Chaves, é a capacidade dos robôs de interpretar emoções humanas. “A linguagem pessoal não pode ser pré-programada, mas com o machine learning o robô vai aprender rapidamente em tempo real como melhorar isso.”

»Para o diretor, essa interação entre homem e máquina será feita por três atores: o ser humano, os robôs e as assistentes pessoais. “O indivíduo irá conversar com os robôs que, por sua vez, irão interagir com as assistentes pessoais para entregar serviços e produtos para o usuário”.

»Por acreditar nisso, a Microsoft está apostando cada vez mais na criação de robôs de conversação para empresas. No entanto, segundo Chaves, para que essa tecnologia seja adotada pelos empreendimentos, a companhia precisou investir ainda mais em computação em nuvem. “A nuvem é uma plataforma democrática e econômica, por isso a adesão está sendo rápida. É literalmente desligar de um lado e ligar do outro”.

»A companhia fundada por Bill Gates tem números que provam esse crescimento. A receita da divisão Azure, solução de nuvem da Microsoft para empresas, cresceu 102% no último trimestre do ano final de 2016 (abril a junho). De acordo com a Microsoft, esse número é mais que o dobro em comparação com o mesmo período do ano fiscal de 2015.

Para Chaves, o problema no caso da robotização é que a dinâmica tecnológica está cada vez mais veloz. Não é uma receita de bolo e a gente não tem grandes referências do passado.

»Para o diretor de inovações, a única coisa que impede a nuvem de crescer ainda mais entre as empresas é a perda de infraestruturas já estabelecidas. “A implementação da nuvem significa reescrever processos e milhões de reais em investimento para algumas companhias.”

»Nesse caso, as startups saem na frente — afinal, elas têm a nuvem como seu principal centro de dados desde a concepção. Além disso, para Chaves, a computação na nuvem ajudou os empreendedores a remover barreiras de entrada. “A gente não podia pensar no NuBank, por exemplo, sem computação na nuvem. O aporte inicial para comprar uma estrutura já os eliminaria da jogada.”


»Data centers e aplicativos

»Apesar de acreditar em um futuro na nuvem, o diretor não acha que os data centers irão acabar. “Vai haver mudanças para cada empresa, dependendo de sua realidade e dos investimentos que foram feitos em estruturas no passado”, aponta.

»Segundo ele, quando a Microsoft foi criada, em 1975, muitas pessoas falavam que o mainframe (computador industrial) iria morrer, pois todo mundo poderia ter um PC em casa. “Quarenta anos depois, ainda existe o mainframe. Assim, o que eu acredito é que as infraestruturas locais dentro de empresas vão diminuir muito e, não, simplesmente acabar.”

»O diretor tem uma concepção mais fatalista quando o assunto é a substituição dos aplicativos por robôs de conversação. Para ele, todos os apps que são muito específicos irão perder espaço ou serão extintos daqui cerca de três anos.

»“Bem na verdade, por que eu preciso de um app de tempo se eu posso perguntar para o bot qual é a temperatura?”, brinca. Contudo, admite: “eu não acho que vou deixar de baixar meu jogos no smartphone.”


»Futuro robótico

»O futuro será robótico, mas bem diferente do mostrado pelos filmes de ficção científica, segundo o diretor. “Eu não acredito em um apocalipse no estilo exterminador do futuro ou que os robôs irão criar consciência.”

»O que preocupa Chaves, na realidade, é como empregar as pessoas que serão substituídas pela tecnologia. “Toda vez que tivemos uma inovação muito forte, profissões foram extintas”, explica. “Por isso a preocupação dos taxistas com Uber não é novidade. Você acha que os bancários também não protestaram quando o primeiro caixa eletrônico foi instalado?”

»Contudo, para ele, isso não é desculpa para não inovar. “Um estudo mostrou que quando os caixas eletrônicos foram instalados, o nível de empregabilidade da rede bancária aumentou”, diz. “Isso foi possível pois os custos em uma área foram reduzidos para que o dinheiro pudesse ser investido em outro setor.”

»Para Chaves, o problema no caso da robotização é que a dinâmica tecnológica está cada vez mais veloz. “Não é uma receita de bolo e a gente não tem grandes referências do passado.”»





Inovação e invenções

2017/05/17

«Sepultura critica ‘robotização’ do mundo»



Jornal Hoje em Dia @jornalhojeemdia. Imagem: A impressionante arte da capa de “Machine Messiah” foi criada pela artista filipina Camille Dela Rosa



«NOVO CLÁSSICO – Sepultura, a banda que não só colocou o Brasil no ringue de gigantes do metal como ainda ousou incorporar ritmos e narrativas regionais em sua sonoridade ultrapassa três décadas de carreira e lançou, ontem, seu 14º álbum.

»Com dez faixas, “Machine Messiah” (Sony Music, R$ 30) tece uma crítica ao que Andreas Kisser, músico à frente do grupo, chama de “robotização” da sociedade.

»“Não podemos perder a capacidade de pensar, de ter pontos de vista. O robô nesse sentido não está ajudando. A gente fica mais preguiçoso e burro, por isso é preocupante”, diz o guitarrista.

»O tema não é totalmente novo no repertório da banda. O antecessor “The Mediator Between Head and Hands Must Be the Heart”, lançado em 2013, bebeu da ficção científica “Metrópolis”, dirigida por Fritz Lang em 1927.

»O título, algo como “o mediador entre a cabeça e as mãos deve ser o coração”, era a mensagem que o longa transmitia e já preparava o terreno para a crítica que a banda constrói desta vez.

»“‘Machine’ se aproxima mais dessa busca pelo equilíbrio, a robotização não é mais ficção científica, mas o que a gente vê hoje”, diz ele, afirmando basear-se no que observa quando está na estrada – a banda já passou por 76 países desde que foi criada pelos irmãos Cavalera, em 1984.


O tema não é totalmente novo no repertório da banda. O antecessor “The Mediator Between Head and Hands Must Be the Heart”, lançado em 2013, bebeu da ficção científica “Metrópolis”, dirigida por Fritz Lang em 1927.

»Teor político

»Além do fio condutor, o álbum traz o teor político para um patamar concreto. A quarta faixa, por exemplo, foi intitulada “Alethea” a partir de uma fase da Lava Jato. “O Brasil está como São Paulo durante a Lei Cidade Limpa, a gente está tirando as placas”, compara. “É uma oportunidade excelente de o povo se tornar mais cidadão e não jogar tudo nas costas dos políticos, de tirar o outdoor da cara e admitir que também está corrompido”.

»Contexto à parte, o disco tem recebido boas avaliações da crítica especializada, em especial pela performance do vocalista Derrick Green. Kisser concorda: “É o melhor trabalho da nossa carreira”.

»Ele afirma que o novo álbum superou, inclusive, “Roots”, de 1996, que marcou o gênero ao incluir faixas gravadas em uma tribo xavante e participação de Carlinhos Brown. “Daqui a 20 anos a gente vê se não se tornou um clássico também”.»





Inovação e ideias

2017/05/16

«Pepe Mujica: “Responsabilidade do Brasil é continental”»



Carta Maior @cartamaior, Tatiana Carlotti





«Nesta semana, em visita ao Brasil, o ex-presidente do Uruguai José “Pepe” Mujica participou da abertura da etapa paulista do 6° do Congresso do PT e, também, da II Feira Nacional da Reforma Agrária, organizada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

»Na sexta-feira (05.05.2017), ao lado do ex-presidente Lula, ele pediu aos trabalhadores brasileiros que se unam aos trabalhadores da América Latina em uma ação conjunta. E aconselhou: “antes de aprender inglês, brasileiros, aprendam espanhol”.

»Destacando a importância do Brasil no destino da América Latina, Pepe Mujica salientou que “a responsabilidade do país é continental”, mas que sozinho o Brasil não poderá cumpri-la, assim como os demais países latino-americanos também não poderão sem o Brasil.

»Apontando o conhecimento enquanto recurso inesgotável, o ex-presidente do Uruguai mencionou a necessidade de unirmos a inteligência e a esperança de construirmos um mundo melhor e sem egoísmo. Ele também alertou os brasileiros sobre os perigos do ódio: “a luta de classes não deve ser uma luta de ódio”.

»“Cuidado, companheiros lutadores, há uma armadilha de ódio plantada pela direita mais reacionária”, afirmou, ao destacar que a direita fascista quer a “confrontação” para aplacar os direitos acumulados pela luta de classes. “Nossa luta não é somente a luta pelos oprimidos, mas também a luta por um mundo que não tenha opressores”, reiterou.


»Força coletiva

»Salientando a importância dos partidos políticos e da força coletiva, Pepe Mujica recomendou a plateia que lotou o Sindicato dos Bancários durante o 6° Congresso: “cuidem do partido. Se querem ter um partido grande, aprendam a tolerar as diferenças”.

»Ele também ironizou a quantidade de partidos políticos no Brasil (35 registrados oficialmente) - “não pode haver 30 projetos de país” - e ponderou sobre as alianças partidárias: “política de alianças, mas sabendo até onde chega esta aliança”.

»Em sua avaliação, agora, a agenda é “ganhar as eleições”; tendo no horizonte, de longo prazo, a luta “pela esperança e pelo direito à vida para todos e com todos”. “Lutamos pelo poder? Não. Lutamos pelo progresso da civilização humana, como lutaram muitos antes nós”, complementou.

Pepe Mujica também elencou alguns cenários e desafios das novas gerações, por exemplo, um cenário de robotização do trabalho em massa e a necessidade de se instituir uma renda básica de caráter universal.

»Pepe Mujica também elencou alguns cenários e desafios das novas gerações, por exemplo, um cenário de robotização do trabalho em massa e a necessidade de se instituir uma renda básica de caráter universal.

»Ele também mencionou os riscos à democracia trazidos pela revolução digital. Lembrando que as novas tecnológicas já permitem “resumir com métodos matemáticos os perfis psicológicos que existem em uma sociedade”, Mujica alertou, sobre a necessidade de uma campanha sistemática de instrução da população.

»O risco é vivermos um nível de dominação e de controle jamais visto na história da humanidade. Uma nova forma de ditadura, “capaz de dominar suas decisões e na qual você entrar sem se dar conta”.


»Desafios

»Neste sábado (06.05.2017), o ex-presidente do Uruguai também participou de uma coletiva à imprensa independente, organizada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), minutos antes de sua participação na II Feira da Reforma Agrária do MST, no Parque da Água Branca, na capital paulista. vTrazendo um panorama dos desafios da humanidade, Pepe Mujica salientou que, tecnicamente, “pela acumulação de capital e conhecimentos”, podemos “varrer as misérias fundamentais que existem na terra”. O homem contemporâneo pode “inventar rios, construir mares no meio deserto”, porque possuiu “força suficiente e capacidade para reverter muitos desastres que fez”.

»No entanto, essa mesma civilização, capaz de inventar as mais incríveis tecnologias, domina o homem. “Nós criamos uma cultura do mercado com uma força impressionante de concentração de riqueza”, salientou, ao lembrar que “há mais de 30 anos, os homens da ciência nos disseram o que tínhamos de fazer, mas, por incompetência política, não fizemos”.

»O resultado é que “estamos contaminando todo o planeta” e vivendo em um mundo que padece pela “pressão do capital financeiro, das multinacionais e da explosão tecnológica”. Muito mais importante do que a indústria do petróleo ou a indústria de automóveis, é conservar o planeta: “faltou luta política para intervir nos interesses que se interpõem. A crise ecológica é consequência da crise política”.

»Cada vez mais, alertou Mujica, o mundo vem se organizando em “fenomenais comunidades continentais”. Daí a importância da união dos países no continente latino-americano.

»Questionado sobre a questão da terra, ele destacou que “a concentração de terra é concentração de poder político” e que “sem luta social não há mudança”. Frisou, ainda, que a luta pela terra engloba a luta pelo conhecimento e pela cultura da terra. “A terra pertence à humanidade” deve ser “propriedade de uso e de trânsito”.

»“Não pode ser um calvário de pobreza, de tristeza e de melancolia. A terra é um instrumento de libertação, instrumento daquilo que se faz com paixão e com poesia e não somente um negócio”, complementou.»





Inovação e discursos

2017/05/15

Newsletter L&I, n.º 148 (2017-05-15)




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«Universitários criam "Uber" do delivery em Itabira» [link]

«Siemens PLM quer reforçar conceito de “gêmeo digital” no mercado» [link]

«A tecnologia como protagonista do novo varejo» | Maurício Trezub (TOTVS) via @portalmoveleiro [link]

«A aposta no fact checking: jornalistas criam mais iniciativas para verificar o discurso público e revelar notícias falsas» [link]



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«Nem só de negócios vive o ambiente» [link]

«Samsung Ocean e Hub Tecnologia e Inovação, da UEA, participam da Rota da Inovação» [link]

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«Como ultrapassar a escassez de talento» | Expresso, João Ramos [link]



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«La aceleradora pesquera gallega elige siete proyectos innovadores entre 200 de todo el mundo» [link]

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«Knowledge17 Día 2: 5 grandes novedades en torno a la automatización de procesos» | Silicon Spain, Bárbara Bécares [link]

«Mercadona comparte con empresas de Execyl las claves de su modelo de co-innovación» [link]



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Estudo da Hitachi South America indica principais fatores para impulsionar a infraestrutura social na América do Sul [link]

Nova presidente da Gulbenkian cita Sophia: "A cultura não existe para enfeitar a vida, mas para a transformar" [link]

Tessa Wernink, cofundadora de @Fairphone, la empresaria que quiere revolucionar los valores del sector de la electrónica [link]

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Innovation at heart of learning: Hamad Bin Khalifa University, Qatar, @HBKU [link]



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“O novo pode alavancar a receita”: uma entrevista-relâmpago com Teresa Vernaglia, VP da @TheAESCorp Brasil [link]

O futuro da Região Centro. Não percamos esta oportunidade! | Hélder Rodrigues via Diário As Beiras @asbeiras [link]

¡Mis abuelos eran innovadores! | Carlos Dorado vía @RunRunesWeb [link]

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