2017/07/31

A Quarta Revolução Industrial do Setor Têxtil e de Confecção: a Visão de Futuro para 2030 | SENAI CETIQT (Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil) (@cetiqtsenaibr)


Info: SENAI (@SENAInacional)

Documento (pdf). Organização, pesquisa, edição e redação: Flavio da Silveira Bruno.






«Este trabalho resultou do Projeto Visão 2030, coordenado pela ABIT, ABDI e SENAI CETIQT. Ao longo de 2014 e 2015, estudos e seminários foram realizados com a participação ativa dos membros do Comitê Superior da Indústria Têxtil e de Confecção Brasileira na seleção de temas e orientações de pesquisa. Membros do Comitê formularam a Visão 2030 e as estratégias apresentadas neste trabalho.



»INTRODUÇÃO


[Nota do blog: Vejam-se as referências na publicação original.]


»Desde o início do Acordo sobre Têxteis e Vestuário (ATC), etapa final do Acordo Multifibras (MFA), em 1 de janeiro de 1995, até seu término, em 31 de dezembro de 2004, as vantagens da exploração do trabalho de baixo custo pelos países asiáticos reconfiguraram a produção mundial (e.g. Gereffi, 1999; Kaplinsky, 2000; Schor, 2005).

»A competição global por preços sempre mais baixos e uma estrutura de custos centrada nos baixos salários pareciam condenar ao fracasso qualquer inciativa de manufatura de massa em países de alto grau de desenvolvimento socioeconômico, ou mesmo em países em desenvolvimento com estruturas industriais tradicionalmente atreladas a modelos nacionais de produção e consumo.

»O uso disseminado de trabalho de baixa qualificação estendeu no tempo o emprego de máquinas intensivas em mão de obra, obsoletas tecnologicamente, desestimulando e postergando qualquer investimento em automação industrial na produção de artigos de massa. Baseados nas capacidades e competências em ciência e tecnologia de alguns países, planos mais realistas (e.g. Euratex, 2004) buscavam alternativas e orientavam governos a adotarem planos de longo prazo para afastarem-se dos commodities em direção a produtos especializados fabricados em processos flexíveis de alta tecnologia, assim como a enfatizarem o emprego de materiais têxteis em outras indústrias e em novos campos mais produtivos e exacerbadamente lucrativos, direcionando-se para uma nova era de customização, personalização, produtos inteligentes e novas soluções de logística e distribuição como forma de diferenciação competitiva.

»Nessa fase, a China, com suas redes de produção em países de baixa complexidade econômica aparecia como a fábrica do mundo, principal origem de toda a atividade manufatureira capaz de suprir as necessidades de produtos de todo o mundo (Martin; Manole, 2004). O deslocamento do centro de gravidade de empregos fabris para a Ásia foi impulsionado pela computadorização do trabalho, pela disseminação da Internet e por redes privadas de dados de alta velocidade (Gereffi, 2006).

»O processo de integração global em cadeias de valor, no entanto, gerou mudanças nos hábitos de consumo e aprendizados que, impulsionados por novos modelos de negócios e pelas redes de comunicação e informação, criaram as bases para uma profunda revisão das previsões. Nos países produtores, a elevação dos custos com transportes e energia, os riscos políticos, sociais e ambientais e a elevação dos salários (Distler et al., 2014) associaram-se às pressões por qualidade mais alta, maiores diversidades de estilo, introduzidos pelo fast fashion (Azmeh; Nadvi, 2014), e à tendência de individualização do consumo, iluminando, gradualmente, novas possibilidades para investimentos em tecnologia para automação e robotização da confecção.

»A necessidade de eliminar qualquer atividade que não agregue valor aos produtos vem intensificando a produção enxuta. Os desejos do consumo exigem a produção ágil. A tendência de aumento da intensidade tecnológica e a racionalização sistemática dos processos de criação de valor produzido alteram o perfil do trabalho e justificam economicamente a contratação de perfis de trabalhadores mais versáteis do que aqueles tradicionalmente restritos a monoatividades em seus postos de trabalho. O controle de custos, combinado com o desenvolvimento de novas formas de competitividade baseadas em princípios da manufatura avançada, poderá alterar em pouco tempo a geografia da manufatura global, incluindo a migração de atividades de países de baixo custo para economias de mercado desenvolvidas (Bryson et alii, 2013). O retorno da manufatura aos países de alta complexidade econômica é tido como certo por diversos trabalhos (Sirkin et alii, 2011; The End, 2012; Euler Hermes, 2013; Foresight, 2013).

»Essas alterações poderão provocar profunda mudança na produção global, criando, ao mesmo tempo, oportunidades e novas ameaças àqueles que não desenvolverem competências para se posicionar, nem global, nem localmente. Os novos modelos de negócios que surgirão nos próximos anos dependerão de investimentos em estruturas fabris mais ágeis e versáteis e na formação de trabalhadores altamente qualificados (e.g. Foresight, 2013).

»Ciente da oportunidade que se vislumbra para o setor têxtil e de confecção, a abit, a abdi e o senai cetiqt promoveram um cuidadoso estudo de futuro para fundamentar a orientação estratégica do setor. Partindo-se do princípio de que todas as instituições que formam a rede de valor associada à capacidade produtiva da sociedade refletem a filosofia da estrutura de sua indústria, o alvorecer da Quarta Revolução Industrial, sinalizado por diversos trabalhos prospectivos revisados, irá requerer profunda reconfiguração não apenas das empresas, mas de toda a rede de atores institucionais que a elas estão ou estarão ligadas.

»As informações, análises e recomendações deste trabalho se propõem a auxiliar a formulação de planos e de narrativas de futuro para todos os atores comprometidos com o caminho até 2030, e além.

»Este trabalho está estruturado em sete capítulos. O primeiro capítulo apresenta a organização e os métodos empregados para levantamento e análise de informações, assim como para garantir a continuidade e a evolução da compreensão do setor ao longo do caminho até 2030.

»No capítulo dois descrevem-se os principais fatos históricos da produção mundial no setor de maneira evolutiva, com o objetivo de mostrar a emergência de uma ruptura profunda nas condições de competição e de consumo atuais que alterará as estruturas e a organização industriais criando oportunidades, mas gerando riscos maiores do que os encontrados até aqui para a preservação das estruturas produtivas nacionais.

»O terceiro capítulo analisa as tendências que moldarão a manufatura têxtil e de confecção, a partir de mudanças econômicas, sociológicas, ambientais e tecnológicas que alterarão as bases da economia e da tecnologia de manufatura no setor.

»Tecnologias ubíquas foram extraídas de trabalhos de prospecção internacional sobre o futuro da manufatura e são apresentadas no capítulo quatro.

»O capítulo cinco reúne as tecnologias e as estratégias de Confecção, Design, Novas Fibras e Novos Canais que orientarão a indústria têxtil e de confecção para a adoção de princípios da Indústria 4.0.

»No capítulo seis estão os produtos do último seminário realizado com os membros do CSITCB, diagramando estratégias, objetivos, pontos de chegada e diretrizes nas seis dimensões originais do estudo prospectivo de 2008. Neste capítulo também é apresentada a Visão 2030.

»Finalmente, as narrativas de aprendizagem nos mesmos elos são propostas no capítulo sete.

»Para facilitar o uso de conceitos e de informações foram criados Blocos de Síntese, que serão empregados para ilustrar ideias e conceitos desenvolvidos no trabalho e opiniões relevantes de especialistas, empresários e outras personalidades notáveis que contribuíram com seu conhecimento para a elaboração desta obra.

»Ao lado de alguns parágrafos e itens do texto, introduzimos imagens de “QR Code”, código de barra bidimensional que permite ao leitor acessar vídeos diretamente na Internet, fazendo uso de um aplicativo leitor de QR Code instalado em seu smartphone ou tablet. A partir desses endereços, outros vídeos podem ser acessados, aumentando o alcance de entendimento e abrindo alternativas de busca individualizada. Este recurso, no entanto, não garante que o acesso à informação seja preservado por seus mantenedores, que podem interrompê-lo a qualquer momento. Trata-se, no entanto, de uma possibilidade cada vez mais presente no mundo do compartilhamento de informações sempre renováveis e efêmeras em forma, conteúdo e mídia.

»Esta obra reúne referências a textos técnicos e de consultorias, projetos governamentais, análises de especialistas e artigos científicos que, por assumirem diversas formas e linguagens para análise e apresentação das informações, constituem-se em um recurso para a elaboração de estudos, cursos, consultorias e projetos de diversos níveis de complexidade nos ambientes acadêmico, de formação profissional, industrial ou do setor público.»




SUMÁRIO


Apresentação


Uma breve história do estudo


Introdução


Capítulo 1

Organização e métodos do estudo

1.1. Gestão, produção e validação do conhecimento

1.2. Ênfases estratégicas do estudo

1.3. A estrutura da obra


Capítulo 2

As mudanças qualitativas no mundo da produção e as oportunidades de renovação industrial

2.1. Evolução da produção global

2.2. Desenvolvimento do fast fashion e o fim das vantagens de baixo custo

2.3. Aproximação entre consumo e produção

2.4. Rumo à Confecção 4.0

2.5. Oportunidades do aumento crescente da complexidade industrial


Capítulo 3

Tendências que moldarão a manufatura têxtil e de confecção no mundo

3.1. Tendências econômicas

3.2. Tendências sociológicas

3.3. Tendências ambientais

3.4. Tendências tecnológicas


Capítulo 4

Tecnologias ubíquas

4.1. Automação & robótica

4.2. Tecnologias de informação e de comunicação

4.3. Sensores & atuadores

4.4. Modelagem & simulação

4.5. Computação em nuvem

4.6. Internet móvel

4.7. Tecnologias sustentáveis

4.8. Biotecnologia

4.9. Materiais

4.10. Big Data, IdC, IdS, 3DP e outras tecnologias


Capítulo 5

Novas tecnologias para a confecção 4.0 brasileira

5.1. Minifábricas

5.2. Purchase Activated Manufacturing

5.3. Active Tunnel Infusion

5.4. Sistemas Automatizados de Confecção

5.5. Social Manufacturing

5.6. Smart Textiles e Wearable Technology

5.7. Impressão 3D


Capítulo 6

A visão 2030, seus objetivos e diretrizes

6.1. Visão 2030

6.2. Estratégias em seis dimensões

6.2.1. Mercado

6.2.2. Tecnologia

6.2.3. Talentos

6.2.4. Infraestrutura político-institucional

6.2.5. Infraestrutura física

6.2.6. Investimentos


Capítulo 7

Narrativas de aprendizagem para a confecção, o design, as fibras e os canais de venda

7.1. Confecção

7.2. Design

7.3. Novas fibras

7.4. Novos canais

Conclusão

Referências





2017/07/28

Longevidade e produtividade no trabalho: visão da indústria | SESI (Serviço Social da Indústria. Departamento Regional do Paraná) (@SESIPR): Instituto SESI de Inovação em Longevidade e Produtividade


Info: Instituto SESI de Inovação em Longevidade e Produtividade

Documento (pdf)






«LONGEVIDADE E PRODUTIVIDADE NO TRABALHO


»De acordo com estudo realizado em 2014, pelo Copenhagen Institute for Futures Studies, duas das principais megatendências mundiais são o desenvolvimento demográfico e o crescimento da população. A expectativa de vida vem crescendo e a idade média da população subindo rapidamente, o que possibilita, às pessoas, permanecerem ativas por mais tempo. Com a diminuição da taxa de crescimento nas últimas décadas, espera-se a estabilização da população global por volta de 2050.

»A pesquisadora Ana Amélia Camarano (2002) também destaca o crescimento mais elevado da população idosa em relação aos demais grupos etários como um proeminente fenômeno mundial, irreversível nas sociedades modernas.

»Essa situação confirma-se, no Brasil, com o aumento acelerado da população maior de 60 anos no total da população nacional, como apontam dados produzidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

»Em dez anos, entre 2000 e 2010, o número de pessoas com mais de 60 anos teve um crescimento superior a 41%, passando de 14,5 milhões para 20,5 milhões, o que corresponde a 10,5% da população. Em 2040, segundo as projeções, serão mais de 54 milhões. A expectativa de vida dos brasileiros, em 1991, era de 64,7 anos; em 2014, passou a 75,2. Por outro lado, o número de crianças de até nove anos caiu de 33 milhões, em 2000, para 29 milhões, em 2010. Brasileiros com 40 anos ou mais representam o principal segmento da População Economicamente Ativa (PEA).

»Analisando-se a dinâmica demográfica da população brasileira a partir de 2000, com projeções até 2060, verifica-se a estabilização da população em idade ativa, com tendência de decréscimo já a partir de 2030. Essa situação terá impactos significativos na composição da força de trabalho do país, com crescente aumento das pessoas com mais de 65 anos.

»A população de 50 anos ou mais deve aumentar 2,4 vezes no período de 2010-2050, vindo a ser responsável por aproximadamente metade da População em Idade Ativa (PIA), em 2050. A população de 15 a 49 anos poderá apresentar uma diminuição, em termos absolutos, de cerca de 20%.

»Esse fenômeno do envelhecimento populacional dá-se em meio a significativas transformações que vêm ocorrendo na sociedade, tanto no âmbito familiar, como no mundo do trabalho. A forte presença das mulheres no mercado de trabalho, que, em 2014, representavam 43,25% (Ministério do Trabalho e Emprego, 2014), vem modificando os papéis tradicionais que antes desempenhavam, inclusive no âmbito familiar, com casamentos realizados mais tarde, queda da fertilidade e consequentes mudanças no estilo de vida das pessoas em geral e na dinâmica do mundo do trabalho.

»E qual seria o reflexo desse fenômeno para as empresas? Estariam preparadas para a nova composição de sua força de trabalho?

»Essa pesquisa, realizada pelo Instituto Sesi de Inovação em Longevidade e Produtividade, junto a empresas paranaenses com mais de 100 colaboradores, pretende oferecer um panorama sobre o que elas pensam e já fazem, ou deveriam fazer, para contribuir com o envelhecimento ativo e saudável dos trabalhadores, de forma a viabilizar a perenidade dos negócios, o bem-estar das pessoas e o progresso das localidades.»




SUMÁRIO


APRESENTAÇÃO

1 LONGEVIDADE E PRODUTIVIDADE NO TRABALHO

2 CONCEITOS E DEFINIÇÕES

3 METODOLOGIA

3.1 PERFIL ATUAL DA FORÇA DE TRABALHO DAS EMPRESAS RESPONDENTES

4 TEMAS TRATADOS E PRINCIPAIS CONSTATAÇÕES

4.1 POLÍTICA EMPRESARIAL DE ENVELHECIMENTO

4.2 IDOSO APOSENTADO QUE TRABALHA

4.3 PRODUTIVIDADE

4.4 CONDIÇÕES DE TRABALHO E LONGEVIDADE

4.5 BENEFÍCIOS E AMEAÇAS DA SENIORIDADE

4.6 GESTÃO DO CONHECIMENTO

4.7 O QUE AS EMPRESAS QUEREM SABER SOBRE LONGEVIDADE

5 ALGUMAS CONSIDERAÇÕES E RECOMENDAÇÕES

6 REFERÊNCIAS





2017/07/27

Bioeconomia: visões internacionais no Brasil | FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) (@AgenciaFAPESP) e FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) (@Fiesp)


Bioeconomia: visões internacionais no Brasil. I Simpósio Internacional de Bioeconomia. São Paulo, 09 e 10 de Dezembro de 2016.

Info:

Apresentação (pdf) via IBQP (Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade) (@IBQP_oficial)

Relatório do 1º Dia e do 2º Dia - World Café (pdf) via IBQP

Programação (pdf) via FIESP

Mais info, via IBQP






«Caracterização do tema: a bioeconomia


»A Bioeconomia nos oferece a oportunidade de focar efetivamente na implementação da agenda para atingir os objetivos do desenvolvimento sustentável (ODS) e da ação positiva. O movimento então, implica em um ciclo de sucesso coletivo, aspirações elevadas e abundância. O tema vem ocupando crescente espaço tanto entre empresários como na academia, nos institutos de ciência e tecnologia, em algumas instâncias de governo e na sociedade civil organizada.

»A Bioeconomia nos chama a Inovar em todos os sentidos, não apenas em novos produtos, serviços o processos, pois também precisa acelerar fortemente a identificação e realização de novos modelos de negócio e ecossistemas o que torna obsoletos os paradigmas até então dominantes.

»E quando um paradigma muda, todas as vantagens até então conquistadas voltam a zero obrigando aos atores a se reinventar para ocupar os novos espaços, em um processo adaptativo sob o novo paradigma nascente. Com a revolução das tecnologias de base biológica a Bioeconomia implica a entrada em uma era de mudança profunda de paradigma, com velocidade até então sequer imaginada pelos atores tradicionais o que impõe oportunidades e responsabilidades.

»Se bem aproveitadas essas oportunidades, o Brasil poderá ocupar um espaço privilegiado no cenário econômico mundial, com base em suas vantagens competitivas. Considerando sua enorme biodiversidade com a maior disponibilidade de sol, água e novas terras agriculturáveis do mundo, os avanços já realizados em pesquisas em agricultura tropical, sua expressiva relevância na matriz bioenergética e o alto grau de capacidade instalada no sistema nacional de Ciência e Tecnologia, é imperioso que o Brasil ocupe seu lugar no contexto das nações.

»Diante da aceleração das mudanças climáticas, todos aos atores públicos e empresariais ganham importantes responsabilidades, para construírem soluções sustentáveis, que atendam aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) e aos compromissos das nações firmados na COP 21 em Paris no ano passado.

»Sensível a este momento, o CONIC - Conselho Superior de Inovação e Competitividade da FIESP iniciou em 2013 um amplo processo de escuta e diálogo sobre estes temas, valendo-se de ampla diversidade de representantes das empresas, academia, governo e sociedade civil, que compõem seu quadro de conselheiros e convidados. Desse trabalho surgiu a parceria com a FAPESP para realizar uma importante reunião de líderes sensíveis aos desafios e oportunidades da nova economia de base biológica. O documento "Bioeconomy Call for Action 2016 Pre Summit Report" descreve as discussões ocorridas nos trés encontros preparatórios do Summit 2017, denominados Pre-Summits.»

(Da Apresentação)



«Através do relato das experiências e debates deste Simpósio Internacional, a Bioeconomia se confirma como um ambiente de inovação sistêmico de alta complexidade. Neste contexto se faz mandatório uma abordagem horizontal, multidisciplinar e multissetorial que utiliza abordagens combinadas e inovações sociais para enfrentar os grandes desafios que se apresentam. A inovação sistêmica se verifica quando o sistema socioeconômico tem uma exigência de mudança estrutural significativa, fenômeno claro em todas as dimensões apresentadas pela Bioeconomia no mundo e no Brasil. Ancorado nessa realidade, o movimento Bioeconomia Brasil faz questão de se manter participativo, inclusivo e colaborativo, tendo neste Simpósio Internacional e no próximo Summit Call for Action Bioeconomia 2017 os fundamentos para a desafiadora jornada que temos à frente.»

(Do Relatório)





2017/07/26

Plano Estratégico do Parque Tecnológico UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) 2016 - 2045 | UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) (@ufrj)


Info: UFRJ

Document (pdf)






«APRESENTAÇÃO


»Construído ao longo de oito meses de debates e reuniões, este Plano Estratégico do Parque Tecnológico UFRJ 2016 - 2045 tem como objetivo definir os grandes rumos da instituição. No contexto atual, o Parque representa um papel relevante na configuração do ecossistema de inovação brasileiro, em especial no setor de O&G. Possui laços de cooperação que abrangem empresas e entidades de Ciência e Tecnologia, nacionais e internacionais, que atuam no desenvolvimento de soluções inovadoras.

»São muito os desafios atuais para o Parque. O Brasil vive um momento de estagnação econômica, com regressão do ecossistema de inovação devido à dependência do Estado para alavancar a inovação e à retração nos investimentos em PD&I das empresas brasileiras. Além disso, para a sua sustentabilidade no longo prazo, o Parque se depara com questões como a diversificação e a superação da sua limitação geográfica.

»Ao olharmos para futuro, as expectativas são positivas. Espera-se a retomada do crescimento econômico e a criação de um ambiente favorável à inovação. Apesar disso, mudanças profundas, em curtos períodos de tempo, nos modos e tecnologias de produção econômica, restrições impostas pelas questões socioambientais e de adaptação às mudanças climáticas globais serão grandes desafios para o Parque.

»Neste contexto, foi construído o Plano Estratégico, que levou a uma série de estudos que incluíram levantamento bibliográfico, pesquisas em profundidade, entrevistas, visitas de campo e seminários. A partir desta coleta de dados e fatos foi realizado um amplo diagnóstico sob a ótica do fortalecimento da capacidade de inovação do ecossistema, assim como a elaboração de cenários e de uma visão de futuro que balizaram a Estratégia do Parque Tecnológico da UFRJ no longo prazo.

»O Plano será concretizado por meio de uma agenda de execução, com projetos e ações estratégicas, que visa orientar o aproveitamento sustentável das oportunidades e potencialidades existentes no Parque, de forma que se alcancem os objetivos estratégicos propostos.

»Para tornar a Visão de Futuro 2045 uma realidade, torna-se fundamental que o Parque Tecnológico UFRJ atue como protagonista na articulação com diferentes atores e estimule um ambiente propício à criatividade e inovação para o fortalecimento do ecossistema de inovação.

»Este plano de longo prazo se configura, assim, no resultado prático de ampla discussão. Seu conteúdo está apresentado em três capítulos: (1). Onde estamos?; (2). Cenários Possíveis e (3). Trajetória Imaginada.

»Boa leitura!»





2017/07/25

Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (ENCTI) 2016-2019 | Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) (@MCTIC)


Info: MCTIC

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«A ENCTI 2016-2019 é o documento de orientação estratégica de médio prazo para a implementação de políticas públicas na área de CT&I, bem como servir de subsídio à formulação de outras políticas de interesse. Elaborada a partir de uma consulta pública e amplamente debatida com os atores do setor, essa Estratégia dá continuidade e aperfeiçoa sua antecessora, reforçando pontos de sucesso ainda por avançar, corrigindo rumos e estabelecendo novas ações oportunas para o contexto vigente e para tendências futuras.

»Estruturado em capítulos que se adicionam progressivamente, o documento busca não apenas traçar a estratégia de CT&I, seu objeto principal, mas demonstrar o estado da arte da política de CT&I promovida no País, justificar as escolhas aqui realizadas e sintetizar a diversidade de entendimentos em um vetor coeso para o usufruto de todos os interessados. Desse modo, o documento é composto por dois conjuntos de capítulos: o primeiro deles caracterizado por uma contextualização abrangente da política nacional do setor e o segundo pelas proposições mais estratégicas que nortearão as iniciativas em CT&I pelos próximos anos.

»O documento começa com uma exposição sobre a composição e o funcionamento do Sistema Nacional de CT&I. A proposta desse capítulo é apresentar a complexidade desse Sistema considerando: os principais atores; as fontes de financiamento; os instrumentos de apoio; os recursos humanos; e as infraestruturas de pesquisa. Trata-se de uma abordagem que busca apresentar aos interessados na temática um panorama geral sobre o atual SNCTI, tomando-se este como o eixo fundamental para a execução das políticas e programas do setor. No segundo capítulo, “Avanços na Política de CT&I”, são apresentados alguns dos principais resultados mais recentes alcançados pelos programas e projetos de maior expressão no setor. Destaque é conferido para as iniciativas envolvendo infraestruturas e recursos humanos, bem como a programas estratégicos como o dos INCT.

»Encerra esse primeiro grupo de capítulos aquele dedicado à identificação das principais tendências internacionais das políticas de CT&I. Nessa parte são explicitadas algumas das estratégias adotadas pelos países com maior desenvolvimento no setor com o fito de ajustarem seus sistemas aos desafios econômicos e sociais hodiernos.

»Tomado como Eixo Estruturante para a construção das iniciativas no setor, o SNCTI é abordado no capítulo seguinte a partir de seus processos essenciais de expansão, consolidação e integração. Esses processos são tratados a partir dos pilares fundamentais que compõem o SNCTI: a promoção da pesquisa; a infraestrutura laboratorial; o financiamento das ações; os recursos humanos; e a inovação empresarial. Para cada um desses pilares são indicadas ações prioritárias que, a partir de uma perspectiva integradora, contribuirão para o fortalecimento do SNCTI, condição necessária para a superação dos desafios elencados na seção anterior.

»É fundamental que a CT&I nacional conte com um SNCTI robusto e articulado a fim de que seja possível avançar nas diversas áreas de conhecimento. Definir como prioritárias algumas dessas áreas é essencial para direcionar os investimentos com consistência e coerência, buscando-se potencializar os resultados dos esforços empreendidos pelos atores envolvidos no assunto. Nesse sentido é que são indicados nesse documento onze temas estratégicos a serem priorizados em consonância com os desafios elencados e com as diretrizes delineadas para o SNCTI.

»Esses temas são apresentados no penúltimo capítulo dessa Estratégia, buscando-se tanto delimitar as principais questões relacionadas com cada um desses temas, como articular o tratamento dessas temáticas a fim de se construir propostas integradoras que potencializem os resultados almejados. Para cada um desses onze temas são definidas estratégias associadas que indicam ações que deverão ser priorizadas pelos atores do setor. Como estratégia para fortalecer o sistema de planejamento de CT&I nacional, para cada um dos temas foi indicada a elaboração de Planos de Ação específicos, nos quais serão detalhadas as iniciativas e recursos que deverão ser mobilizados em cada área.

»Por fim é apresentado um breve capítulo sobre monitoramento e avaliação da Estratégia com alguns apontamentos acerca das possibilidades de atuação nessa etapa fundamental para a definição de possíveis ajustes nas políticas delineadas.

»Um quadro de indicadores compõe essa seção final, buscando-se a partir dele apresentar metas que orientem o esforço necessário para avanços consistentes na CT&I nacional. A brevidade dessa seção decorre da premissa de que os instrumentos de monitoramento e avaliação mais específicos devam ser detalhados nos Planos de Ação previstos para cada um dos temas estratégicos propostos na seção anterior.»





2017/07/24

Transformação global das indústrias até 2025. Como mapear tendências e captar oportunidades | Jürgen Paulus e Aldemir Drummond, Fundação Dom Cabral (FDC) (@DomCabral)


Info: FDC

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«Um dos grandes desafios estratégicos das organizações nos mercados interligados e hiperdinâmicos de hoje é captar e entender as principais mudanças do futuro para o negócio, a fim de garantir um retorno de longo prazo aos acionistas.

»Nessa visão estratégica de longo prazo, podemos questionar, por exemplo: “como o investimento das empresas chinesas nas plantas de soja na Argentina mudaria o posicionamento das empresas na cadeia de agronegócio no Brasil?” ou “O carro eletrônico da Europa e da China vai exigir um reposicionamento dos carros com tecnologia biocombustível (gasolina e/ou álcool)? Até 2025 teremos desenvolvido uma nova rede de postos, com o carregamento rápido para carros elétricos?”.

»Nesse contexto, o Núcleo de Estratégia e Gestão Empresarial da Fundação Dom Cabral está desenvolvendo um projeto que resultará numa metodologia de mapeamento estratégico para compreender as transformações de longo prazo em determinados setores da economia – o Transformação Global das Indústrias 2025 ou TGI.

»Nos próximos dois anos, o projeto-piloto vai focalizar a transformação da cadeia global da indústria automotiva, analisando e pesquisando as mudan- ças na cadeia de valor que ocorrem em países desenvolvidos e emergentes chaves.

»Com o desenvolvimento de uma metodologia própria de Mapeamento Estratégico de Transformações 2025, o projeto focaliza três objetivos principais:

»• Identificar o ecossistema de transformações e as macrotendências até 2025;

»• Identificar os multiplicadores e as barreiras de mudanças-chave até 2025;

»• Identificar as oportunidades e riscos de transições e transformações no ecossistema até 2025.


»O objetivo deste artigo é dar uma introdu- ção às três etapas da metodologia Mapeamento Estratégica de Transformações 2025, com exemplos do projeto-piloto da indústria automotiva.»





2017/07/21

Trabalho / Tecnologia 2050. Três cenários alternativos | Projeto Millennium (@MillenniumProj). Núcleo de Estudos do Futuro. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC SP) (@puc_sp)


Info: PUC SP. Cátedra Ignacy Sachs - Ecossociodesenvolvimento

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Trabalho / Tecnologia 2050. Três cenários alternativos


Cenário 1 - Está complicado: um pouco de tudo

Cenário 2 - Agitação político-econômica: o desespero do futuro

Cenário 3 - Se os humanos fossem livres: a economia auto-realizável




«No ano 2050 o mundo alcançou finalmente uma economia global que parece ser ambientalmente sustentável ao mesmo tempo em que proporciona a quase todas as pessoas as necessidades básicas da vida e à grande maioria, uma vida cômoda. A estabilidade social resultante criou um mundo de relativa paz, explorando os futuros possívels para a segunda metade do século 21.

»Alguns acreditam que as NT (Tecnologias Próximas) foram a chave desde êxito relativo, outros que o desenvolvimento do potencial humano na economia auto-realizável era mais fundamental, e outros pensam que as medidas políticas e econômicas marcaram a diferença. Os três temas são importantes, são sinérgicos e se reforçam mutuamente.

»A diferença entre a consciência humana e a IA em suas múltiplas formas tornou-se cada vez mais difusa ou sem sentido. Nossa interação com a IA é tão complexa e contínua que raramente se sabe quem é quem. Incluindo as diferenças entre a realidade virtual, realidade aumentada e realidade física não têm sentido hoje em dia. A civilização está se transformando numa sequência de consciência e tecnologia.

»Adicionamos nossa racionalidade, o conhecimento e a experiência à tecnologia aumentada através da IA. E ao mesmo tempo, temos integrado a tecnologia aumentada pela IA em nossos corpos pelo que não fica claro de onde começa a tecnologia e onde termina nossa consciência.

»Nossa era tecnológica consciente abre para um futuro muito mais otimista do que podíamos imaginar em épocas anteriores. Então, hoje as duas perguntas-chave são:

»_ Que tipo de vida você está criando?

»_ Você é uma pessoa interessante?»





2017/07/20

O futuro em ciência, tecnologia e inovação. Carta IEDI, edição 775 | Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI) (@iedi)


Info: IEDI

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«Sumário


»O relatório Science, Technology and Innovation Outlook, divulgado no final de 2016 pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), analisa as implicações de várias megatendências para os sistemas de Ciência, Tecnologia e Inovação (C,T&I) e apresenta projeções para os desenvolvimentos nos próximos 10 a 15 anos.

»As megatendências são mudanças sociais, econômicas, políticas, ambientais e tecnológicas, em larga escala, as quais, embora se formem lentamente, operam profunda transformação e influência duradoura em inúmeras atividades humanas, processos e percepções. São exemplos o crescimento populacional mundial e a urbanização, o envelhecimento das sociedades em várias partes do mundo, o aquecimento do planeta e a elevação do nível do mar ou acidez dos oceanos, o aprofundamento da globalização, crescente dinâmica de digitalização, big data e bioengenharia.

»De acordo com o estudo, o envelhecimento da população, a mudança climática, os desafios na área de saúde e a crescente digitalização, entre outros fatores, devem moldar as agendas futuras de pesquisa e desenvolvimento (P&D) e o escopo e a escala da demanda futura de inovação. O rápido desenvolvimento econômico nas economias emergentes, ao lado das atividades transfronteiriças das multinacionais e da fragmentação adicional das cadeias globais de valor, deverá, igualmente, favorecer uma ampla distribuição das atividades de C,T&I em todo o planeta.

»De um lado, a concorrência global por talentos e recursos provavelmente deve se intensificar, bem como a produção e a difusão de novos conhecimentos. De outro lado, entretanto, as atividades de C,T&I poderão se defrontar com fortes restrições financeiras em razão de um possível crescimento insuficiente das economias desenvolvidas e emergentes, o que poderá comprometer o papel dessas atividades no enfrentamento de desafios futuros.

»A OCDE destaca que os desenvolvimentos futuros em C,T&I podem acelerar, intensificar ou mesmo inverter a dinâmica das megatendências, com potencial para oferecer soluções aos desafios enfrentados pelas sociedades. Avanços tecnológicos em diferentes áreas podem contribuir, por exemplo, para o aprofundamento adicional da globalização, para o crescimento da renda, para a redução das emissões de gás carbônico, para melhoria das condições de saúde e elevação da expectativa de vida.

»No que se refere ao futuro tecnológico, foram mapeadas as tendências de desenvolvimento de dez tecnologias emergentes: internet das coisas; análise de big data; inteligência artificial; neurotecnologias; nano e microssatélites; nanotecnologias; manufatura aditiva (impressão 3D); tecnologias avançadas de estocagem de energia; biologia sintética; blockchain. Estas aparecem como as tecnologias promissoras e com maior potencial disruptivo, impactando inúmeros campos de aplicação, muitos deles ainda não previstos.

»As tecnologias de ponta não são isentas de riscos e de incertezas e suscitam, todavia, inúmeras questões éticas e legais, que como ressaltam os pesquisadores da OCDE, precisam ser avaliadas logo no início da pesquisa e desenvolvimento. Os desenvolvimentos em robótica e em inteligência artificial geram, por exemplo, preocupação sobre os empregos futuros, enquanto a internet das coisas e análise de big data, a impressão em 3D, a biologia sintética e a neurociência suscitam dúvidas, respectivamente, quanto à segurança e à privacidade, à pirataria da propriedade intelectual, à biossegurança e à dignidade humana.

»Esses riscos e incertezas requerem uma governança antecipatória da mudança tecnológica, que inclui avaliação dos benefícios e custos e uma ativa formatação dos caminhos futuros desenvolvimento e exploração. Igualmente, sem uma ampla difusão das inovações e da aquisição de conhecimento e habilidades, os avanços tecnológicos poderão exacerbar as desigualdades econômicas e sociais. Os governos terão que enfrentar o desafio de administrar as rendas de inovação, mediante a política de concorrência, e de requalificar a mão-de-obra, através da educação.»





2017/07/19

Brasil 2035, cenários para o desenvolvimento | ASSECOR (Associação Nacional dos Servidores da Carreira de Planejamento e Orçamento) (@assecor) e IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) (@ipeaonline)


Info: IPEA

Documento (pdf)






Sumário


Aprensentação IPEA

Aprensentação ASSECOR

Prefácio

Agradecimentos

Capítulo 1 Introdução


PARTE I – OS CENÁRIOS E SUA ANÁLISE PRELIMINAR

Capítulo 2 Cenário Vai levando

Capítulo 3 Cenário Crescer é o lema

Capítulo 4 Cenário Novo pacto social

Capítulo 5 Cenário Construção

Capítulo 6 Análise dos cenários


PARTE II – METODOLOGIA, SEMENTES E CONDICIONANTES DE FUTURO

Capítulo 7 Metodologia utilizada para a construção dos cenários

Capítulo 8 Panorama internacional: um mundo em transformação até 2035

Capítulo 9 Dimensão social

Capítulo 10 Dimensão econômica

Capítulo 11 Dimensão territorial

Capítulo 12 Dimensão político-institucional

Capítulo 13 Condicionantes do futuro

Capítulo 14 Delphi e impactos cruzados


PARTE III – AS CENAS

Capítulo 15 Cenas – Paz, defesa e segurança internacional

Capítulo 16 Cenas – Financiamento de longo prazo

Capítulo 17 Cenas – Bioeconomia: moldando o futuro

Capítulo 18 Cenas – Energia

Capítulo 19 Cenas – TICs: perspectivas até 2035

Capítulo 20 Cenas – Previdência

Capítulo 21 Cenas – Saúde no Brasil em 2035


PARTE IV – Considerações finais e Apêndices

Capítulo 22 Considerações finais

Apêndices




«Que caminho o Brasil poderá trilhar até 2035 para que tenhamos um país desenvolvido, com uma sociedade mais livre, justa e solidária em 2100? Essa foi a pergunta que orientou a condução do Projeto Brasil 2035, que teve como objetivo principal construir cenários para o Brasil que servissem de subsídio para o debate e a formulação de estratégias de longo prazo para o país, tendo 2035 como horizonte temporal.

»Apesar de muitos desejarem ou mesmo acreditarem em previsões, não é possível saber o que realmente vai acontecer, principalmente quando tratamos de horizontes temporais distantes. Tendências podem ser rompidas e eventos inusitados podem emergir e nos surpreender. Logo, olha-se para o futuro com o objetivo de iluminar as decisões do presente, para decidir que apostas devemos fazer agora para a construção do futuro desejado à luz das possibilidades que ele nos apresenta a partir do hoje.

»Tais reflexões, no entanto, devem sempre considerar que o futuro é múltiplo e incerto e muda a todo instante.

»É fundamental termos consciência de que somos construtores do futuro, seja por termos uma estratégia definida ou por não a termos e, portanto, fazermos parte da estratégia de terceiros.

»O que aconteceria se mudássemos o sistema presidencialista no Brasil? Que saltos poderíamos dar com a ajuda das tecnologias de informação e comunicação? O que seria necessário? A bioeconomia será a nova fronteira para a competência agrícola brasileira? É possível reverter problemas como segurança pública, qualidade da educação, altas taxas de juros e um sistema tributário e legal que penaliza o processo produtivo? Quando seremos capazes de superar a fragmentação da sociedade brasileira?

»Essas são algumas das questões levantadas, analisadas e debatidas durante o Projeto Brasil 2035; e que são apresentadas neste livro por meio das estórias contadas nos cenários fictícios Vai levando, Crescer é o lema, Novo pacto social e Construção.

»As respostas a essas perguntas passam pela necessidade de se pensar o longo prazo e fazer escolhas. Espera-se promover, a partir dos subsídios elucidados nessa publicação, um debate sobre essas escolhas prioritárias.»





2017/07/18

Indústria, inovação e infraestrutura: Construir infraestruturas resilientes, promover a industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação. Documento temático sobre o ODS 9 | ONU Brasil (@ONUBrasil)


Info: ONU Brasil

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«Dados e fatos importantes sobre o ODS 9 no Brasil


»O ODS 9 apresenta três áreas estruturantes que constituem elementos essenciais da área de “Prosperidade” da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável: infraestruturas resilientes, industrialização inclusiva e sustentável e o avanço tecnológico.

»Do ponto de vista econômico, o fato que tem permeado o cenário nacional é a significativa recessão que viveu o país até o início de 2017. Em 2016, observou-se uma queda acentuada no Produto Interno Bruto de −3,6% com amplos efeitos como aumento das taxas de desemprego e fechamento de empresas. O PIB per capita caiu 9,1%, e o investimento agregado, medido pela Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), caiu 10,2%.

»A recessão reduz o espaço fiscal do governo com a redução da arrecadação, limitando sua capacidade de investimento em áreas essenciais. Para o setor público consolidado, a atual meta de déficit para 2018 é de 1,8% do (PIB). Investimentos em infraestrutura que são, sobretudo, realizados pelo setor público em áreas como transporte, energia, habitação, telecomunicações, água e saneamento, tiveram uma ampla redução. Para o setor industrial, o PIB industrial sofreu reduções seguidas de −1,5%, em 2014, −6,3%, em 2015 e −3,8% em 2016, somando uma grande queda na demanda. Em geral, o setor industrial nacional tem o mercado interno como seu principal mercado consumidor e somente alguns setores são capazes de exportar de forma competitiva.

»Neste sentido, a crise gerou o fechamento de fábricas e o cancelamento de investimentos em novos ciclos de investimento, reduzindo a sua capacidade de incorporar novas tecnologias e processos produtivos mais limpos no longo prazo que possam promover uma industrialização mais sustentável. Muitas fábricas, atualmente, operam com taxas de capacidade ociosa elevada, de aproximadamente 20%.

»A produtividade média do setor não acompanhou maiores avanços de outros países. O setor industrial acumulou um crescimento da produtividade média de 1,2%, sendo que o custo real do trabalho aumentou em 2,2%.

»Na área de infraestrutura, o ODS 9 visa a desenvolver infraestrutura de qualidade, confiável, sustentável, resiliente, com acesso equitativo e a preços acessíveis (Meta 9.1); facilitar o desenvolvimento de infraestrutura em países em desenvolvimento (Meta 9.a); e aumentar o acesso às tecnologias de informação e comunicação - TICs (Meta 9.c).

»O Brasil apresentou alguns avanços na área de infraestrutura, especialmente ligados ao aumento da demanda por serviços da população, mas que poderia ter sido acompanhado por uma elevação mais contundente no investimento. Entre 2000 e 2015, o transporte aéreo de passageiros triplicou, mas o de carga caiu 14%. O trânsito de contêineres quadruplicou, mas a avaliação da qualidade da infraestrutura portuária permaneceu em 2,7/7,0. Apesar do transporte ferroviário de carga ter aumentado em 74%, a extensão da malha ferroviária permaneceu em 30.000 km. Houve um aumento na proporção da malha pavimentada rodoviária de 8,9% para 13,5%, mas a extensão existente permaneceu estável, em 1,6 milhão de km.

»Na área da infraestrutura de TICs houve um aumento expressivo no setor. O número de linhas celulares para cada 100 habitantes cresceu exponencialmente (13 para 127), bem como o de usuários de internet (3 para 60) e assinaturas de banda larga (0,06 para 12). O número de servidores de internet com criptografia por milhão de habitantes aumentou de 6 para 77, enquanto o número de linhas fixas per capita aumentou 20%. Entretanto, permanecem lacunas significativas na infraestrutura de transportes e TICs. O Banco Mundial estima que seria necessário investir 7,5% do PIB ao longo de 20 anos para trazer a infraestrutura de telefonia, geração elétrica e rodoviária do Brasil ao patamar da Coréia do Sul.

»Do ponto de vista da indústria, o ODS 9 visa à promoção da industrialização inclusiva e sustentável por meio do aumento significativo da participação da indústria no setor de emprego e o PIB (Meta 9.2); do aumento do acesso das pequenas indústrias e outras empresas, particularmente em países em desenvolvimento, aos serviços financeiros (Meta 9.3); e reabilitação das indústrias para torná-las sustentáveis, com eficiência aumentada no uso de recursos e maior adoção de tecnologias e processos industriais limpos e ambientalmente corretos (Meta 9.4).

»No caso do Brasil, a indústria é central para o tecido econômico do país, especialmente nas regiões mais populosas que concentram empregos que têm o maior valor agregado. Apesar disso, a indústria nacional passa por gradual processo de redução da participação da indústria de transformação, com a drástica redução na quantidade de indústrias e empregos.

»O ODS 9 ressalta, ainda, a relevância do papel que é desempenhado pelas pequenas e médias empresas (PMES) e a necessidade de fomento ao setor com linhas de financiamento específicas. De acordo com dados do SEBRAE nacional, pequenos negócios na economia brasileira representam 27% do Produto Interno Bruto, 52% dos empregos com carteira assinada, 40% dos salários pagos e 8,9 milhões de micro e pequenas empresas. Além disso, no período recessivo enfrentado pelo Brasil até 2017, as PMEs funcionam como “colchão de amortecimento” para muitos trabalhadores que perderam o emprego e acabam estruturando pequenos negócios, normalmente em setores de serviços, como alimentação.

»O ODS 9 ainda aponta para a importância que deve ser dada para o fortalecimento da pesquisa científica como base para a melhoria das capacidades tecnológicas dos setores industriais. Para tanto, indica a necessidade do fomento à inovação, que pode ser medida pela quantidade de pesquisadores envolvidos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) e pelo volume agregado de investimentos públicos e privados destinados à área. Dados de 2013 indicam que a despesa em pesquisa e desenvolvimento como proporção do PIB no Brasil é de 1,24% e que a quantidade de pesquisadores por milhão de habitantes, em 2010, era de 698.»





2017/07/17

Megatendências Mundiais 2030. O que entidades e personalidades internacionais pensam sobre o futuro do mundo? Contribuição para um debate de longo prazo para o Brasil | Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) @ipeaonline


Info: IPEA @ipeaonline

Documento (pdf)





SUMÁRIO


APRESENTAÇÃO

PREFÁCIO

INTRODUÇÃO

CAPÍTULO 1 POPULAÇÃO E SOCIEDADE

CAPÍTULO 2 GEOPOLÍTICA

CAPÍTULO 3 CIÊNCIA E TECNOLOGIA

CAPÍTULO 4 ECONOMIA

5 MEIO AMBIENTE

CONSIDERAÇÕES FINAIS

REFERÊNCIAS

NOTAS BIOGRÁFICAS



APRESENTAÇÃO

«Se o passado pertence à história, o futuro pertence à estratégia. O futuro não é “dado”, mas construído. Não é um conjunto predeterminado de eventos e de situações irreversíveis, mas uma construção coletiva e imprevisível, moldada por diversas variáveis, atores, tendências e vetores da economia, da política, da tecnologia, da psicologia social e da natureza, entre tantos fatores. Visto com otimismo ou pessimismo, com apreensão ou esperança, o futuro projeta fortalezas e fraquezas em um contexto de oportunidades e de ameaças. É fundamental ter consciência das tendências atuais, das incertezas, das estratégias dos principais atores, enfim, de todas as sementes de futuro para construir visões a respeito do futuro que ajudem a fazer as apostas estratégicas corretas, corrigindo fraquezas para enfrentar ameaças e investindo nas fortalezas para aproveitar plenamente as oportunidades. A falta de visão de futuro e de pensamento estratégico pode se tornar um gargalo ao desenvolvimento.

»O Ipea possui como atribuição fornecer suporte técnico e institucional às ações governamentais para a formulação e a reformulação de políticas públicas e de programas brasileiros de desenvolvimento, considerando a situação presente e as possibilidades de futuro, assim como a preparação de políticas públicas e de ações de governo.

»Nessa perspectiva, a fim de investigar e de divulgar as “possibilidades de futuro”, o Ipea apresenta este livro, no qual as ideias resumidas traduzem o pensamento de várias entidades e personalidades internacionais, mas não necessariamente representam a posição deste instituto. Seu objetivo é, simplesmente, revisar a literatura produzida pelos principais atores internacionais – públicos e privados –, a fim de conhecer o que formadores da opinião global pensam sobre o futuro do mundo. Tendo isso em mente e no cumprimento de sua missão institucional, o Ipea contribui para o planejamento estratégico de longo prazo com informações sobre o futuro produzidas pelas mais prestigiosas entidades e personalidades mundiais com competência na matéria, para auxiliar suas congêneres brasileiras na elaboração de diretrizes de longo prazo.

»Dessa forma, esta obra, intitulada Megatendências mundiais 2030: o que entidades e personalidades internacionais pensam sobre o futuro do mundo? tem por objetivo apresentar à sociedade brasileira, em particular aos planejadores e aos executores de políticas públicas, um conjunto de megatendências e de sementes de futuro nas áreas de população e sociedade, de geopolítica, de ciência e tecnologia (C&T), de economia e de meio ambiente.

»Esta publicação é um convite à reflexão sobre os desafios e as oportunidades para o Brasil. Se desejar ocupar um lugar melhor no mundo, o país não pode deixar de conhecer e de acompanhar as tendências e as trajetórias dos diversos campos do conhecimento, a fim de tomar decisões acertadas que permitam concretizar as aspirações de sua sociedade. Espera-se que este livro estimule o aprofundamento de uma cultura e de uma prática de pensamento estratégico e de planejamento de longo prazo em diversas instâncias do país.


»Jessé Souza
Presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
»





2017/07/14

Inovar é criar valor. 22 casos de inovação em micro, pequenas, médias e grandes empresas | Confederação Nacional da Indústria (CNI) (@CNI_br)


Info: Confederação Nacional da Indústria (CNI)

Documento (pdf):

Inovar é criar valor. 22 casos de inovação em micro, pequenas, médias e grandes empresas

Confederação Nacional da Indústria (CNI) @CNI_br, Serviço Social da Indústria (SESI) @SESI_br, Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) @SENAInacional, Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) @sebrae.

Brasília, CNI, 2017.




Video-resumo



Estes 22 casos:

Uma pequena amostra do que se passa no universo inovador na indústria brasileira, mostram a força da inovação e servem de fomento para prosseguirmos em nossa cruzada por um ambiente cada vez mais propício à competitividade do país.

Altave

Artecola

Brasil Ozônio

Cervejaria Insana

Ciser

Cliever

Elekeiroz

Embraco

Intelie

Livre

L´Oreal

Mahle

Nanovetores

Neovech

Nexxto

Preamar

Precon

Prosumir

Rhodia Solvay

Sunew

Tecvix

WaveTech



Apresentação

A indústria direciona o desenvolvimento tecnológico das atividades econômicas, com soluções que materializam os avanços do conhecimento científico e constroem novos modelos para os negócios. Entretanto, os desafios que a setor vem enfrentando no país, desde a concorrência externa até os problemas internos, impactam negativamente a produtividade industrial, fragilizando as bases da sua competitividade e o seu papel de motor da economia. Diante desse quadro de dificuldades crescentes, as mensagens trazidas por esta publicação, produzida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), representam um duplo sinal de esperança.

As 22 inovações descritas consubstanciam todo um processo de revigoramento da indústria brasileira, por meio de métodos, tecnologias e modelos de negócios inovadores, que reforçam a competitividade de suas empresas, e promovem seu reposicionamento nos mercados. Essas inovações também indicam um sucesso importante dos propósitos da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI): a incorporação da inovação no centro da estratégia corporativa.

Há, no livro, exemplos de inovações para inspirar empresas que desejam abrir novos caminhos para seu desenvolvimento. Há, também, exemplos para micro, pequenos, médios e grandes negócios; para companhias nacionais e subsidiárias de multinacionais; e outros baseados em desenvolvimento tecnológico próprio e no aproveitamento oportuno dos conhecimentos disponíveis.

Enfim, informações úteis e valiosas para todos os tipos e tamanhos de empresas, que disponham de recursos generosos ou limitados. Existem dois elementos fundamentais comuns a todos os casos retratados. O primeiro consiste na determinação da empresa para modificar, com algum grau de ousadia, sua inserção nos mercados.

Essa ousadia traduz-se cada vez mais em bases muito sólidas, com equipes mais estruturadas e métodos mais organizados, que identificam e reduzem possíveis riscos. O segundo elemento é a importância crescente dos ecossistemas brasileiros de inovação e da própria institucionalidade brasileira para a inovação: em todos os casos, sem nenhuma exceção, a inovação está inserida em um conjunto de relacionamentos externos, mais facilitadores e menos dificultadores das inovações.

Os leitores interessados em avaliar o papel da MEI no aprimoramento do ambiente brasileiro de inovação encontrarão, nesta publicação, dados que alimentam a reflexão e promovem a difusão do conhecimento sobre a evolução desse ecossistema.

Todos aqueles que queiram se incorporar a esse grande esforço nacional em prol da inovação, da indústria e do desenvolvimento, e que almejam, por meio dele, reforçar a competitividade do setor e promover seu fortalecimento, também vão encontrar, aqui, informações e conhecimentos valiosos. A inovação conta com vocês. Boa leitura a todos.


Robson Braga de Andrade (Presidente da CNI) e Guilherme Afif Domingos (Diretor-Presidente do Sebrae)





2017/07/13

Visão 2014-2034: o futuro do desenvolvimento tecnológico da agricultura brasileira | Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento EMBRAPA (@embrapa)


Info: EMBRAPA

Documento versão completa (pdf)





Sumário


Introdução

A construção do documento


Trajetória da agricultura brasileira

Introdução

Dimensão tecnológica

Dimensão socioeconômica

Dimensão ambiental

Inovação

Aprendendo com o passado


Forças motrizes para o sistema agroalimentar e agroindustrial no horizonte 2014–2034

Introdução

Dimensão demográfica

Conquista de novos mercados

Expansão da renda per capita, escalada da demanda e sofisticação das dietas

Dimensão tecnológica

Dimensão política e social

Uso racional da base de recursos naturais e a realidade de mudança climática

Segurança biológica e defesa agropecuária

Dimensão da oferta


Grandes desdobramentos tecnológicos nas cadeias produtivas agropecuárias

Introdução

Macrotemas

Temas transversais

A lógica da visão que evolui

Agropecuária brasileira na trajetória 2014–2034: tecnologia e inovação como estratégia para o desenvolvimento e para a geração de grandes impactos

A agricultura brasileira em 2034

Desafios organizacionais

Ameaças e riscos à Visão 2034


Trajetória 2014–2034


Referências


Apêndice



«A construção do documento

»A primeira atividade do componente Observatório de Tendências foi uma detalhada revisão de literatura, em que foram analisados os seguintes estudos prospectivos: Alexandratos e Bruinsma (2012), Alston (2010), Conforti (2011), Díaz-Bonilla et. al. (2013), Estados Unidos (2013), Fostering (2011), Freibauer et. al. (2010), Global… (2012), Nelson et. al. (2010), OECD-FAO… (2012), Outlook… (2012), Paillard (2010) e The Future… (2011).

»Esses estudos foram distribuídos a colaboradores ad hoc, que os analisaram e reportaram, de maneira sistematizada, pontos relevantes sobre possíveis futuros para pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) e para o setor agropecuário, de maneira ampla. Tais sinais foram organizados de acordo com a lógica dos macrotemas.

»Como produto dessa análise e juntamente com outros documentos construídos paralelamente a tal ação, elaborou-se o Documento de Apoio 1, que forneceu elementos para a realização da oficina internacional O futuro da inovação na agricultura tropical: oportunidades e responsabilidades para o setor de inovação agrícola brasileiro, em setembro de 2013.

»A oficina permitiu que atores nacionais e internacionais aprofundassem e atualizassem as visões a respeito dos potenciais desdobramentos tecnológicos da agricultura tropical vis-à-vis a sua inserção no mercado mundial de alimentos, fibras e energia. Além de palestras sobre temas associados ao futuro da pesquisa e inovação agropecuária, grupos de trabalho com os especialistas participantes foram mobilizados para consolidar informações sobre alterações institucionais nas organizações de C&T, nas agendas de P&D e de TT, nas políticas públicas, na agenda negocial internacional do setor produtivo e na institucionalização de parcerias público-privadas.

»Entre setembro de 2013 e fevereiro de 2014, três oficinas avaliaram o futuro das cadeias produtivas nacionais, a gestão da informação em organizações de pesquisa e inovação e a visão de futuro da Agricultura Familiar.

»Nesses trabalhos, listaram-se os potenciais desdobramentos tecnológicos para a agropecuária brasileira, decorrentes das tendências culturais, sociais e econômicas, identificadas para cada um dos macrotemas. A partir desse conteúdo, e com a adição de outros documentos, gerou-se o Documento de Apoio 2.

»A partir de janeiro de 2014, colaboradores ad hoc foram acionados. Um grupo de trabalho, reunido em uma oficina, em março de 2014, conciliou o conteúdo de todos os documentos gerados em um único documento, essa primeira versão do documento Visão 2014–2034, que ora se coloca para análise de parceiros e colaboradores da Embrapa. Esse deve ser tratado como um documento em construção permanente, dinâmico e flexível para que, partindo do contexto de intensas mudanças que vivemos, contribua continuamente para a evolução da visão da Empresa.

»Com esse pensamento, entende-se que o Visão 2014–2034 é um ponto de partida importante, um elemento animador e aglutinador, para guiar a consolidação do sistema de inteligência estratégica da Embrapa e as fases seguintes de discussão e revisão do plano diretor e de preparo das agendas de prioridades das Unidades da Empresa. Fortalecendo essa lógica, críticas, sugestões e contribuições para a constante atualização e melhoria do documento Visão 2014–2034 podem ser enviadas ao endereço do Agropensa.»





2017/07/12

Cocriando soluções para mitigar perdas e desperdícios de alimentos no Brasil | BASF (@BASF_Brasil)


Info: BASF

White paper (pdf)





«De acordo com um estudo das Nações Unidas, um terço dos alimentos produzidos no mundo é perdido ou desperdiçado a cada ano como resultado de práticas de produção e consumo pouco sustentáveis. Resolver esse entrave se tornou uma tarefa essencial para garantir o fornecimento sustentável de alimentos a uma população que em 2050 deve alcançar 9 bilhões de pessoas.

»O documento lançado pela BASF, Cocriando soluções para mitigar perdas e desperdícios de alimentos no Brasil: uma visão geral da cadeia de valor de culturas de destaque da agricultura brasileira e dos hábitos de consumo, traz propostas para reduzir as perdas e desperdícios nas cadeias produtivas da batata, trigo e tomate, cultivos que são referências no país. Também apresenta ideias para promover uma maior conscientização da sociedade frente a esses problemas, contribuindo para um consumo mais sustentável.

»Confira um resumo de cada um dos desafios e suas propostas:


»1. Como melhorar a sustentabilidade da produção de batatas no Brasil

»A batata é uma dos alimentos mais consumidos do mundo. A cultura apresenta altos índices de perdas e desperdícios devido a um manejo inadequado na lavoura, danos mecânicos e tempo demasiado entre produção e consumo.

»Um esforço coletivo da cadeia de valor para diminuir o volume de batatas fora de padrão, bem como aprimorar a distribuição desses produtos em mercados alternativos, são, portanto, propostas que iriam colaborar com a redução de perdas e desperdícios nesse cultivo.


»2. Como reduzir perdas e desperdícios na cadeia produtiva de trigo no Brasil

»Apesar de ser um dos maiores consumidores de trigo e derivados, o Brasil tem tido dificuldades em produzir um grão de maior qualidade e em quantidades suficientes para atender a demanda interna. Os agentes envolvidos na oferta doméstica do produto apontam como uma das principais causas de desperdício e perdas do setor a ineficiência causada pela falta de coordenação entre os diferentes elos da cadeia produtiva.

»Como resposta a esse e outros desafios a serem superados, a BASF considera a implementação de um consórcio pré-competitivo, que estabeleceria melhores mecanismos de incentivo, aumento do controle conjunto da cadeia de valor e a aprimoração do desenho dos contratos, via estabelecimento de padrões claros de qualidade e formação de preços. 


»3. Como reduzir as perdas e desperdícios de tomate no Brasil

»Oitavo maior produtor mundial de tomate, o mercado brasileiro sofre com altas taxas de perdas e desperdícios devido à fragilidade do produto que possui de 93% a 97% de água em sua composição. Somam-se a isso fatores como: tempo excessivo gasto entre a fazenda e a mesa do consumidor, danos mecânicos (cortes e esmagamentos acidentais), condições de transporte ruins, embalagens inadequadas, disposição inapropriada nos supermercados, entre outros.

»Durante os debates promovidos no evento da BASF, especialistas concluíram que a embalagem apropriada dos tomates tem papel fundamental na redução dos altos níveis de perdas e desperdícios de alimentos, visto que o manuseio excessivo dos tomates é considerado uma das principais causas do problema. A proposta da BASF inclui, portanto, o desenvolvimento de um sistema multi-caixas, combinando embalagens internas e externas, paletizáveis. A caixa externa teria uma capacidade de 20 kg, que poderia reduzir drasticamente a necessidade de manuseio durante o transporte do produto.


»4. Como promover o consumo mais consciente para redução das perdas e desperdícios de alimentos (PDAs)

»Em todos os cultivos, o aumento da consciência do consumidor sobre os impactos sociais, econômicos e ambientais aparece como fator necessário para a redução dos altos níveis de PDAs no país. Por isso, a BASF propõe a implentação do projeto EduCreator, que além de combater o desperdício de alimentos, incentivará uma melhor educação alimentar. Estão inclusas nessa proposta ações de promoção da cultura do "use e reuse" e do consumo consciente e sustentável de alimentos.»





2017/07/11

Visão de Sustentabilidade 2050 | Natura (@naturanet)


Info: Natura.com

Livro branco (pdf)





«Introdução

»“para bem projetar o futuro, olhemos para o passado”

»“Alarmistas”. “Pessimistas”. Estas eram algumas das reações que, na década de 70, quando se deu a fundação da Natura, acompanhavam as advertências feitas pelos ecologistas da época. A própria palavra ecologia era pouco conhecida, quanto mais imaginar que fossem compreendidas amplamente as implicações sistêmicas de seu significado. Passados 45 anos, as verdades inconvenientes,* com as quais toda a humanidade vem se defrontando neste início de século XXI, demonstram o quanto aquelas previsões antecipavam o impasse que estamos vivendo.

»A degradação ambiental, com o esgotamento progressivo dos recursos naturais, o funcionamento do mundo dependendo de fontes energéticas não renováveis, o aquecimento global, as inúmeras formas de desigualdades sociais, o exercício do poder que apenas busca beneficiar partes em detrimento do todo, são algumas referências do quanto o processo civilizatório, que origina nossa sociedade, induz à alienação do homem.

»Para estes males, acreditamos que o único antídoto será a adoção progressiva do que poderíamos denominar a Ética da Vida. E que unicamente sob a égide desta ética, acima de quaisquer ideologias, ambições, necessidades ou lógicas de mercado, poderemos, um dia, ter os princípios da Sustentabilidade orientando toda a atividade humana no planeta.

»Assim, a partir do fato de que o homem é essencialmente um ser relacional, interdependente do que o cerca, estabelecemos estreita correlação entre Ética e Sustentabilidade como possível caminho para a verdadeira catarse de conscientização de que mais do que viver, nós convivemos, mais do que existir, nós coexistimos, mais do que ser, nós entresomos.

»Tendo estas reflexões em mente, consideremos o futuro humano e planetário: em algumas décadas seremos 9 bilhões de pessoas coexistindo. Como imaginar possível continuar desenvolvendo modelos de negócio, baseados em extração, produção e descarte? Como manter contínuo crescimento, promovendo cada vez mais consumo, como se os recursos fossem infinitos? Como imaginar um mundo mais justo, quando temos os países mais ricos, com menos de 20% da população mundial, consumindo quase 80% dos recursos globais?

»A verdade é que são inúmeros os estudos e evidências de que os modelos econômicos e culturais que prevalecem no mundo são insustentáveis. Mas é verdade também que há todo um movimento crescente de conscientização e busca de soluções para levar a humanidade a um futuro mais equilibrado e justo, do ponto de vista tanto social, quanto econômico e ambiental. Somente assim nosso futuro será sustentável.

»Para exemplificar o quanto esta consciência está presente, basta nos lembrarmos da frase do Secretário-Geral da ONU em Nairóbi, em junho de 2014: “Estamos prontos para uma nova fase no desenvolvimento humano. Com essa finalidade, já foi iniciada uma consulta sobre a elaboração de um novo sistema financeiro mundial sustentável.”

»Sabemos que estamos diante de equações de alta complexidade, mas há mais razões de esperança hoje, apesar de tudo, do que havia 45 anos atrás. Na busca de soluções, certamente devemos encontrar novos significados e valores para nossa existência. Como indivíduos, uma reconexão com a vida que nos habita e com aquela que nos cerca. Coletivamente, em comunidade e em organizações, novas formas de interação e ativismo deverão prosperar, a partir da evidência de que somos todos interligados pela rede da vida.

»Superando egoísmos, entenderemos que a Sustentabilidade, protegendo a vida, a todos protege.

»Às empresas, caberá um papel fundamental em nome da Ética da Vida. Cada vez mais conectada, a sociedade atribuirá conscientemente maior valor àquelas que exercerem um papel de agente de transformação social, pelos diferentes meios de que dispõem. Com transparência, deverão buscar sim o lucro, base de sua sustentabilidade, mas que este não seja a finalidade única de sua existência.

»Aumentos de produtividade são essenciais, mas também é essencial a distribuição mais justa da geração de riqueza. E igualmente fundamentais para todo o ambiente empresarial são os investimentos em inovação tecnológica e institucional, que deverão acompanhar o movimento de uma realidade em contínua e crescente transformação. EBTIDA e Market Share são índices importantes como instrumentos de gestão, mas não mais do que o impacto socioambiental que a atividade empresarial provoca.

»Somos todos, indíviduos, empresas, cidades, países, construtores do século XXI: este é o nosso privilégio. Sentir, pensar e agir sistemicamente, respeitando a vida em todas suas dimensões: este é nosso dever.

»E isto é Sustentabilidade.»





2017/07/10

A tecnologia no mundo, ano 2100 | @saopaulotv






«Como será o mundo em 2100? O renomado cientista Michio Kaku realizou algumas previsões para o futuro da humanidade, mais precisamente para o ano de 2100. Em uma entrevista ele revelou como algumas coisas que hoje soam como ficção científica podem se tornar realidade em futuro não tão distante. Segundo o físico, em 2100 nossos netos e bisnetos serão como deuses. Será possível mover objetos através da força do pensamento e materializá-los assim que necessário. Além disso, ele prevê que iremos desenvolver novos seres vivos, mas ressalta que isso pode trazer alguns problemas. Hoje já temos o genoma de um neandertal armazenado em computador, e é possível trazê-lo de volta ao mundo. No futuro, isso será comum.»





2017/07/02

Newsletter L&I, n.º 155 (2017-07-02)




n.º 155 (2017-07-02)

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Liderar Inovando BR
Discursos e inovação | Ideias e inovação | Invenções e inovação | Recursos e inovação

«Smartphone, uma arma de distração em massa» [link]

«Quem disse que você não é empreendedora?» [link]

Erico Fileno: «O Brasil é muito importante no contexto global de inovação e não damos tanto valor para isso» [link]

«Não é necessário ser uma startup para ser inovador» [link]



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«Quando a inovação corre mal. 13 dos maiores “flops” da História» [link]

Adriana Boghosian: «Vidcon 2017: 4 impressões finais sobre o evento global de creators» [link]

Sérgio Vieira de Nóbrega: «Os reis do ‘copy paste’» [link]

Margarida Pinto Correia: «Precisamos mesmo de interromper os ciclos de exclusão e não de tapar os buracos» [link]



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Eugenio Mallol (@eugemallol): «Innovar de mentiras» [link]

«La innovación aún no despega en España» [link]

«España está llamada a liderar la innovación internacional en turismo» [link]

«La tecnología e innovación de España, en cifras» [link]



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«Remettre en cause la mesure de la performance dans le digital» [link]

Simon Martin : «Pourquoi est-il devenu urgent d’innover pour les entreprises ?» [link]

«L’Industrie 4.0, buzz marketing ou vraie révolution?» [link]

«Biennale d’Architecture de Lyon, une première pour un monde meilleur» [link]



Leadership & Innovation EN
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«Artificial Intelligence - To Fear Or Not To Fear, That Is The Question?» [link]

Michael Power: «The value of partnerships» [link]

Christina Cassotis, CEO of Pittsburgh Airport: «Innovation, innovation and innovation» [link]

«India at No.2 for fintech innovation: CapGemini report» [link]




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Programa de formação de lideranças do @govmatogrosso e a ONG #ensinabrasil.org gera resultado em escolas | @Midia_News [link]

Índice de Inovação Global revela Portugal como o mais inovador dentre os lusófonos | @MundoLusiada [link]

Onnera Group invertirá 40 millones en innovación | @RN_revista ‏ [link]

Les gouvernements africains s'engagent à investir dans l'innovation verte pour stimuler le développement du continent | @Mediaterre [link]

Advanced Micro Devices @AMD exhibits PC innovation leadership at @computex_taipei | @nationnews [link]



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Curso da #SCRural em Liderança e Empreendedorismo para jovens agricultores chega a Tubarão | @oregionalsul [link]

Rede de comunidades sustentáveis quer Europa a liderar combate por Acordo de Paris | @dntwit [link]

Marcos Urarte #Pharos.es cree transformación digital es principal reto para la innovación | @listindiario, Carolis Mella [link]

Le succès de Renault permet d’envisager la place de n°1 mondial pour l’Alliance | @Autoactu [link]

A Grand Canyon Digital Divide Between Employees And Their Bosses | @KarenHigWork via @forbes [link]



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Liderança, a essência de uma organização | Reinaldo Frez via @Callcenterinf [link]

A cidade que ultrapassou Lisboa como Capital Europeia Verde | @revistaSABADO, Mariana Branco [link]

El estilo del liderazgo ante la percepción divergente de empleados y directivos acerca de la cultura de empresa | @TalentStreet360 [link]

Pour des start-up au féminin, programme de la @wide_lu | @paperJam_lu, Jonas Mercier [link]

Interview to the CEO of Children’s National Health System (@childrenshealth), Kurt Newman, on Leadership, Innovation, and Delivering Specialized Care | @HarvardBiz, Katherine Bell [link]





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