2015/10/30

«O horizonte além da crise»



Carlos Boschetti. Diario do Grande ABC



«Apesar de o Brasil viver fortes turbulências política e econômica, ainda assim é um País de oportunidades. O ajuste fiscal que está em negociação com o Congresso tem o propósito de estabilizar o Orçamento da União, fortalecer o equilíbrio das contas e gerar um superavit fiscal que assegure o pagamento da dívida com seus credores locais e internacionais. O ambiente de curto prazo é de muita análise para tomar qualquer decisão de longo prazo, devido às propostas que foram apresentadas no primeiro semestre de privatização e flexibilização de investimentos em infraestrutura e logística, abrangendo portos, aeroportos, rodovias, vendas de ativos da União.

»Mesmo com pouca visibilidade e muita névoa, sabemos que a retomada econômica está já sendo tratada e planejada entre vários ministérios que trabalham nos bastidores para simplificar e tornar mais atrativos os programas já anunciados de privatização para 2016. Como todos sabemos, o segmento da construção civil é o primeiro a sentir o impacto da crise. Todavia, é o primeiro a reagir a investimentos de grande porte em infraestrutura e geração de empregos de várias especialidades, proporcionando um aumento rápido na geração de renda que fatalmente aumenta o consumo, reativando os motores da economia.

»O grande desafio é a passagem pelo vale da retração e recessão que estamos vivendo. A queda no consumo em 2015 foi muito acima da previsão dos mais pessimistas analistas financeiros. No entanto, o empresário nacional já vivenciou grandes desafios nas últimas quatro décadas, desde a escassez do petróleo, hiperinflação, abertura do mercado, planos econômicos e estabilidade econômica. Sabemos que na crise é que se encontram novas oportunidades, e para tanto, torna-se mandatória uma mudança na forma de conduzir o negócio, aproveitando o momento tão delicado, inovar e aumentar a produtividade. Na era do crescimento, pouco se foca na gestão dos custos e na performance da cadeia de valor da empresa.

Sabemos que na crise é que se encontram novas oportunidades, e para tanto, torna-se mandatória uma mudança na forma de conduzir o negócio, aproveitando o momento tão delicado, inovar e aumentar a produtividade. Na era do crescimento, pouco se foca na gestão dos custos e na performance da cadeia de valor da empresa.

»Seguem abaixo algumas dicas para inovar, aumentar a produtividade de sua empresa e preservar os principais ativos:

»1– Levante a cadeia de valor de seu negócio, desde seus fornecedores, ambiente interno de operação e seus clientes, principalmente nos contratos e custos, tornando claras as margens de contribuição;

»2– Mensure todas as atividades e os custos associados, classificando conforme categorias abaixo:

»a – Mandatório;

»b – Importante;

»c – Legal ter.

»3 – Identifique as atividades vitais que assegurem a produtividade e a qualidade do produto e/ou dos serviços prestados;

»4 – Reveja os processos e sistemas buscando uma otimização, simplificação e eliminação de atividades e ações obsoletas e desnecessárias;

»5 – Reveja o portfólio e reflita sobre os ganhos nos preços. Pense em como oferecer uma nova abordagem comercial aos clientes, fortalecendo a parceria e criando um novo ambiente de negócio no conceito ‘win & win’ – ‘ganha & ganha’ em português –, estabelecendo uma nova relação para que ambos superem as adversidades de curto prazo e criem uma abordagem positiva para quando a retomada econômica, a meio prazo, ao longo de 2016, ocorrer;

»6 – Encontre novos mercados. Para exportar, é um bom momento com o câmbio desvalorizado. Mas isso requer estudo específico para cada mercado e conhecimento do consumidor e das leis de proteção ao mesmo.


»Uma das iniciativas que se torna importante em momentos de aumento da carga tributária é a revisão do modelo e regime tributário. Verifique se seu modelo é o mais adequado à realidade da empresa para os próximos três anos.

»Devido à complexidade tributária/contábil, os empreendedores não se envolvem no tema, delegando para os contadores a gestão contábil/fiscal de seus negócios, perdendo uma grande oportunidade de inovarem e reduzirem os impostos e encargos sociais, bem como os riscos fiscais.

»Nesse momento de transição é muito importante a compreensão do futuro e de que forma será a retomada da economia. Para tanto, as empresas médias e pequenas que lutam pela sobrevivência precisam de uma melhor visibilidade do futuro de médio prazo, principalmente para os próximos três anos, para melhorar a assertividade das decisões e isso só é possível através de planos táticos que assegurem a performance financeira e mercadológica em mares revoltos e assegurem a navegabilidade até em mares calmos e previsíveis.

»Para finalizar, o momento requer uma nova postura empresarial, acreditando no futuro sem perder o controle do navio e da trajetória de crescimento. Para tanto é necessária uma nova atitude de gestão de custo, de inovação e aumento de produtividade, seguindo o plano estabelecido nos cenários recessivos, de estabilização e na retomada de crescimento.»





A execução da inovaçao

2015/10/29

«Atividades retratam a luz como matéria do desenvolvimento»



A Voz da Cidade



«Segue até sábado a II Semana Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação, organizada pela prefeitura em parceria com o Ministério de Ciência e Tecnologia. A abertura do evento aconteceu na ultima segunda-feira, no Ginásio Porto Real Country Club. Além da prefeita Maria Aparecida da Rocha Silva, a Cida (PDT) também participaram o deputado federal Alexandre Serfiotis (PSD); o representante do secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Gustavo Tutuca, Fernando Costa; o secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda, Eduardo Linhares, além do vice-prefeito e secretário de Educação e Esporte, Lazer e Cultura, José Roberto Pereira da Silva e o presidente da Câmara de Vereadores, Gilberto Caldas (PSL).

»O evento deste ano tem como tema "Luz, Ciência e Vida", cuja escolha baseou-se na decisão da Assembleia Geral das Nações Unidas, que proclamou 2015 como o Ano Internacional da Luz, com o objetivo de celebrar a “luz” como matéria da ciência e do desenvolvimento tecnológico. A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) tem como colaboradores diversas instituições de ensino e pesquisa, empresas e associações da região. O intuito da iniciativa é compartilhar com a população o conhecimento sobre temas nas áreas de Ciência, Tecnologia e Inovação, que serão mostradas por meio de exposições, palestras, ações educativas e outras atividades. “A importância é disseminar e popularizar a ciência e o empreendedorismo para Porto Real. Estamos aproveitando o momento, uma vez que esse é o ano internacional da luz”, explica a organizadora e subsecretária de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda, Maria Paula Tavares.

»O secretário de Desenvolvimento, Trabalho e Renda, Eduardo Linhares, adianta que o grande sentido do evento, é levar sabedoria através da pesquisa. “A primeira impressão que temos ao nascermos é a luz, que tem ligação direta com nossa ciência e vida. Esse ano a mostra traz essa trilogia: Luz, Ciência e Vida. Nossos jovens precisam estar acostumados com todas as tecnologias, pois Porto Real é o berço da tecnologia com o Tecnopolo e esse é o nosso futuro”, acrescenta o secretário.

»Para o representante do secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Gustavo Tutuca, Fernando Costa, as atividades contribuem para a geração de conhecimento, desenvolvimento intelectual e formação de futuros profissionais da área. Na ocasião ele elogiou o evento e se colocou à disposição para os próximos.


A primeira impressão que temos ao nascermos é a luz, que tem ligação direta com nossa ciência e vida. Esse ano a mostra traz essa trilogia: Luz, Ciência e Vida. Nossos jovens precisam estar acostumados com todas as tecnologias, pois Porto Real é o berço da tecnologia com o Tecnopolo e esse é o nosso futuro.

»Importância

»Para o deputado federal, Alexandre Serfiotis, a realização do evento é importante para o município. “Esse evento é comemorado em todo o Brasil, pois estamos na 12ª edição da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. São mais de 700 cidades engajadas no desenvolvimento da Ciência e Tecnologia e mais de mil instituições parceiras. Porto Real está dentro de tudo isso, pois tem crescido e desenvolvido fortemente, aderindo a tecnologias e inovações. É muito importante trazer todo esse conhecimento para perto da população, um grande ganho para o caráter dos nossos jovens”, enfatizou Serfiotis, que ainda indagou como médico. “O que seria da área da saúde sem as inúmeras inovações tecnológicas presentes no Brasil e no mundo?”.

»Já a prefeita Cida destacou os conhecimentos que os jovens adquirem participando do evento. “Nosso objetivo principal é proporcionar aos nossos jovens conhecimentos importantes para a vida, com a chance de utilizar o que absorveram para serem profissionais de sucesso. Daqui sairão conhecimentos para serem utilizados no decorrer da vida inteira. Somos um polo tecnológico e amanhã serão nossos jovens que estarão inseridos nesse contexto. Por hora podemos proporcionar entendimentos, saberes, enfim, experiências de luz”, disse a chefe do Executivo.


»PSA Peugeot Citroën

»Reforçando seu compromisso com o desenvolvimento social da região e com o município, a PSA Peugeot Citroën participa da II Semana Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação expondo uma maquete do Citroën C3. Trata-se de um veículo especial cortado nos pontos onde se consegue ver as novas tecnologias utilizadas na fabricação do modelo, tais como o motor EC5 (1.6l), os mais de 30 quilos de material verde, além da suspensão, o para-brisa Zenith e as palhetas de câmbio no volante.

»Amanhã, o engenheiro Franck Turkovics, responsável por Inovação de Powertrain na PSA Peugeot Citroën, ministrará a palestra com o “Biocombustíveis e Redução de CO2” aos alunos do Instituto Educacional Porto Real (IEPR).»





Uma inovação

2015/10/28

«Dez razões que explicam por que Uber
não é táxi»



Mariana Barros. Veja



«Faz pouco mais de um ano que o Uber chegou ao Brasil e o período já foi suficiente para que ganhasse admiradores, inimigos e fosse e até suspenso pela Justiça, para voltar a funcionar logo em seguida. É um sintoma da mudança dinâmica das cidades que, com cada vez mais moradores, não conseguem garantir os deslocamentos apenas com base nos meios tradicionais. Surge então a demanda por meios de transportes mais flexíveis e práticos que possam ser combinados às modalidades já existentes. As bicicletas e ciclovias assinalam a tendência, assim como o Uber, aplicativo que cria um sistema de transporte de passageiro em carros particulares. “Ao contrário do que muita gente pode pensar, Uber não é táxi”, diz o porta-voz do Uber no Brasil Fabio Sabba. Segundo ele, é mais uma alternativa de transporte para locais onde a demanda por deslocamento é muito grande, compondo o mix que já inclui táxi, carro próprio, bicicleta, moto, ônibus, trem e metrô.

»Embora tanto o Uber quanto o táxi utilizem carros para transportar pessoas, a maneira como fazem isso é distinta. Isso, é claro, com as vantagens e as desvantagens de cada serviço. Em cidades como Nova York e Londres, o aplicativo também permite acionar um táxi. Abaixo as dez principais diferenças entre Uber e táxi:

»1)

»O táxi está previsto em lei, em vigor desde 1969, há quase cinquenta anos. Por ser novidade, o Uber ainda precisa ser regulado, o que nenhuma cidade ou estado brasileiro se dispôs a fazer até agora. Resta saber o que estão esperando para colocar o assunto em pauta.

»2)

»O Uber permite que o passageiro saia de casa sem dinheiro nem cartões. O número de cartão de crédito do usuário já está armazenado no aplicativo antes de ser iniciada a corrida, de maneira que cada trajeto será cobrado na próxima fatura sem que seja preciso estar com o cartão em mãos. Não há troco nem maquininhas. Basta o motorista apertar o botão que encerra a corrida para o passageiro poder descer do carro. O recibo chega por e-mail instantes depois. Dá para calcular quanto sairá a corrida antes de chamar um motorista.

»3)

»Não é qualquer lugar que tem Uber disponível. As frotas vêm crescendo, mas ainda se concentram em regiões centrais de grandes cidades. No Brasil, existe apenas em Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo. Apesar disso, são mais acessíveis a algumas parcelas da população do que outras opções de transporte. Uma pesquisa feita pelo Uber em Chicago mostra que deficientes visuais, auditivos e físicos se tornaram usuários frequentes do serviço, assim como negros moradores de áreas pobres e afastadas, que se queixavam da desconfiança de taxistas em relação a eles e da falta de linhas de transporte coletivo em seus bairros.

»4)

»O funcionamento do Uber é totalmente dependente do celular. Se a bateria acabar ou o aparelho tiver sido esquecido em casa, o usuário fica a pé. É impossível dar sinal para que um Uber no meio da rua, já que o sistema obriga os motoristas a atenderem apenas pelo aplicativo e os carros não têm nenhum tipo de identificação.

O funcionamento do Uber é totalmente dependente do celular. Se a bateria acabar ou o aparelho tiver sido esquecido em casa, o usuário fica a pé.

»5)

»Nas capitais brasileiras, o número de motoristas de táxi costuma ser o dobro do de alvarás, o que comprova o compartilhamento das permissões. Já os motoristas cadastrados no Uber não precisam adquirir nenhum tipo de licença, nem mesmo pagar pelo uso de um ponto físico. Isso inibe a corrupção e a formação de grupos que se beneficiam atuando como intermediários.

»6)

»Antes de serem aceitos, os candidatos a motoristas do Uber precisam comprovar que não têm antecedentes criminais. Também aprendem práticas de direção segura e boas maneiras, como a abrir e fechar as portas para os passageiros, perguntar se o som ou o ar-condicionado incomodam, não falar demais e manter o carro limpo. Depois de cada corrida, o usuário avalia o motorista dando de zero a cinco estrelas. Motoristas com média inferior a 4,6 estrelas passam por reciclagem. No limite, podem ser expulsos. Usuários também são avaliados pelos motoristas, que registram se algum deles foi inconveniente, por exemplo.

»7)

»O aplicativo não exibe o número de celular nem do passageiro nem do motorista. Isso garante a privacidade de ambos e evita abordagens inconvenientes depois de prestado o serviço.

»8)

»Quem tem filhos ou pais idosos pode recorrer ao Uber quando não puder levá-los e buscá-los pessoalmente. Da tela do celular do usuário é possível chamar um Uber para alguém que esteja sem dinheiro e a quilômetros de distância. O trajeto é exibido em tempo real e a cobrança é endereçada ao cartão de crédito previamente armazenado. Quem está a bordo não se preocupa com a despesa. Pelo mesmo motivo, motoristas do Uber também são solicitados para serviços de entrega e de retirada de produtos e encomendas.

»9)

»No Brasil, a única modalidade disponível é o Uber Black, em que todos os veículos são sedãs pretos (Toyota Corolla, Ford Fusion, Volkswagen Jetta e Honda Civic são os mais usados e os modelos podem ser de, no máximo, quatro anos atrás). Fora do Brasil, dá para pedir veículos ainda mais luxuosos, SUVs ou UberX, que oferece corridas mais baratas em carros menos sofisticados. Segundo levantamento do Uber nos Estados Unidos, o custo anual de um carro que rode 8000 quilômetros por ano é de 11.150 dólares, incluindo seguro, impostos, estacionamento e combustível. Já o custo anual de um usuário do UberX que rode a mesma quilometragem será de 8.741 dólares. Ainda não há previsão de implantação do UberX no país.

»10)

»Por ser discreto e aparentar ser um serviço de motorista particular, o Uber Black tem motivado a classe média e média alta, parcela da população com maior número de veículos, a deixar o carro em casa. Mais de 85% dos usuários têm pelo menos um carro na garagem e metade deles teria saído com o próprio carro se não fosse usar o Uber. A maioria recorre ao aplicativo para sair à noite e assim poder beber e voltar em segurança.»





Um inovador

2015/10/27

«Crise Brasileira - Cenário é de radicalização das incertezas, diz Kandir»



Jornal do Vale do Itapocu



«O ex-ministro do Planejamento e Orçamento no governo FHC e ex-deputado federal Antônio Kandir participou da plenária da Acijs e Apevi na segunda-feira (19) para um auditório superlotado, quando abordou questões relativas à conjuntura econômica e política do País e os cenários futuros que chama de "radicalização das incertezas". Segundo Kandir com o mundo extremamente dinâmico, é preciso ter muito pé no chão e em relação ao momento brasileiro, dada a acentuada fragilidade financeira e política no setor público e a crise de credibilidade do governo, as perspectivas em curso prazo são perturbadoras.

»"Hoje o governo é fraco, não hegemônico, o que causa muita insegurança e incerteza, mas que pode alterar numa eventual mudança política, como a renúncia da presidente Dilma e mudanças constitucionais posteriores necessárias". O ex-ministro disse que o País vive um ciclo negativo, agravado pela crise de liderança, o que afeta a credibilidade e traz desconfiança dos investidores, com isso afetando a taxa de juros, o câmbio e desembocando na inflação e no desemprego.

o País vive um ciclo negativo, agravado pela crise de liderança, o que afeta a credibilidade e traz desconfiança dos investidores, com isso afetando a taxa de juros, o câmbio e desembocando na inflação e no desemprego.

»No cenário político o quadro caminha para a possibilidade de renúncia da presidente Dilma e a assunção do vice-presidente Michel Temer, ou o impeachment, que ampliaria a crise. Para Antônio Kandir, a experiência política de Temer possibilitaria ao País mudar gradativamente o cenário, mas fazendo as mudanças constitucionais necessárias como a reforma da previdência social, reforma trabalhista, reforma tributária, limitação dos gastos pelo governo e dando ênfase total à educação e a inovação.

»A situação da presidente Dilma, com a grave crise de governabilidade e sua condição recorrente de má gestora, poderá desencadear para 2016 uma grande onda anti-petista e o quadro político para 2018 vai depender da oposição articulada, ou da oposição desarticulada para a efetivação da troca ou não do grupo político dominante. Para Kandir, fora a questão partidária, o atual governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, é quem se apresenta no momento como o mais bem preparado para devolver ao País a governança de credibilidade, pela experiência e currículo que possui, caso fosse candidato.»





Administração Pública e inovação

2015/10/26

Newsletter L&I, n.º 75 (2015-10-26)




Administração Pública e inovação | Administración Pública e innovación |
Administration Publique et innovation | Public Administration and innovation

Um inovador | Un innovador | Un innovateur | An innovator

Uma inovação | Una innovación | Une innovation | An innovation

A execução da inovaçao | La ejecución de la innovación | L’exécution de l’innovation |
The innovation execution



Liderar Inovando (BR)

«A inovação precisa estar presente em todas as dimensões de um negócio» [web] [intro]
«Cultura inovadora: como cultivá-la em seu negócio? Respondido por Ricardo Fasti» [web] [intro]
«Startup cria aplicativo que revoluciona a forma que pessoas encontram residência» [web] [intro]
«Recife é o Vale do Silício brasileiro» [web] [intro]

Liderar Inovando (PT)

«Na ilha de Man, as bitcoins são cada vez mais reais» [web] [intro]
«Entrevista. Mário Centeno: “Nada é mais flexível do que um contrato a prazo”» [web] [intro]
«Ferramenta de Avaliação Versão inovação social 2.0» [web] [intro]
«Krugman volta a recorrer a Portugal para exemplificar efeitos negativos do Euro» [web] [intro]

Liderar Innovando (ES)

«Arrancan este jueves 'Los Jueves al Sol' de la UHU, un foro de emprendimiento social como motor de cambio» [web] [intro]
«Voluntariado Corporativo: una gran oportunidad» [web] [intro]
La estación experimental INIA Las Brujas celebró 50 años exhibiendo todo su potencial en investigación hortifrutícola, vitivinicultura, ganadería familiar, genética y biotecnología [web] [intro]
«Festival Internacional de Innovación Social (fiiS) te invita a comenzar el cambio» [web] [intro]

Mener avec Innovation (FR)

«De la finance autrement à la finance pour les autres» [web] [intro]
«Movember invite les innovateurs sociaux à présenter des idées transformatrices»[web] [intro]
«L’“africapitalisme”, des solutions africaines aux enjeux africains» [web] [intro]
«Sinistré, le nord de la France refuse le souverainisme économique» [web] [intro]

Leadership and Innovation (EN)

«SIGEF 2015, Opening New Horizons in Social Innovation» [web] [intro]
«Australian Innovation: Ideapod For Idea Sharing» [web] [intro]
«We are entering a new era of migration – and not just for people» [web] [intro]
«From the Ashoka Change Leaders: Working Towards Becoming an Ashoka Changemaker Campus» [web] [intro]

Licencia Creative Commons Licencia Creative Commons
Atribución-NoComercial 4.0 Internacional








2015/10/23

«Recife é o Vale do Silício brasileiro»



Luiza Belloni (Brasil Post). EXAME.com



«Pernambuco sempre esteve à frente de seu tempo. Desde a ocupação dos holandeses, lá por 1630, o estado tinha um intenso comércio, sobretudo em Recife, onde os comerciantes eram chamados de “mascates”.

»Anos, décadas e séculos se passaram e hoje a cidade pernambucana mostra que tem muito mais a oferecer ao Brasil e ao mundo do que sua bela paisagem e seu famoso Carnaval ao som do frevo e desfile de blocos e troças.

»Berço de importantes centros de inovação e do maior parque tecnológico do País, Recife é atualmente o maior polo tecnológico do Brasil. Cada vez em maior número, multinacionais como IBM, Accenture, Microsoft, HP e Samsung, escolhem a região para instalar fábricas e centros de pesquisa.

»Em março do ano passado, foi a vez da Fiat Chrysler. Ela anunciou que instalará um centro de pesquisa e desenvolvimento em Recife, que será localizado dentro do parque tecnológico Porto Digital, fundado em 2000 para fomentar a área de tecnologia de informação no Nordeste.

»Desde os anos 70, quando foi criado o curso de Ciência da Computação na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a cidade formava um grande número de profissionais qualificados na área de TI, o que gerou de um crescimento de empresas para servir a indústria local.

»“Entre os anos 70 e 80, Recife tinha se tornado uma referência regional na área de TI. Mas, com a crise dos anos 90, a cidade perdeu muitas empresas, que faliram ou foram compradas por outras e tiveram de migrar principalmente para as regiões Sul e Sudeste”, explica o diretor de inovação do Porto Digital, Guilherme Calheiros. “Houve uma quebra no desenvolvimento de todo o estado e as pessoas que se formavam saíram daqui.”

»Na época, Pernambuco se tornou um dos estados com o maior número de exportações de mão de obra qualificada do País, principalmente para o eixo Rio-São Paulo, e até para o exterior -- o que exigiu um movimento para frear esta situação.

»Na contramão da debandada de empresas e profissionais, foi criado o Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (C.E.S.A.R.), em 1996, hoje localizado no já citado Porto Digital, criado em 2000.

»O C.E.S.A.R. é um centro privado de inovação que desenvolve soluções em todo o processo de geração de inovação em e com tecnologias da informação e comunicação. Hoje conta com mais de 600 colaboradores e oferece incubadoras, cursos profissionalizantes, mestrado e pretende criar cursos de graduação (todos voltados para a áreas de Engenharia, Tecnologia da Informação e Design).

»No último ano, o centro faturou R$ 80 milhões e em seu portfólio já passaram grandes empresas como o instituto Coca-Cola e Telefônica VIVO.

»Já o parque tecnológico Porto Digital abriga mais de 250 startups, pequenas, médias e grandes empresas e multinacionais que somam mais de 7.100 trabalhadores em uma área de 149 hectares.

»O parque é gerenciado de forma privada por uma Organização Social (O.S.) sem fins lucrativos, o Núcleo de Gestão do Porto Digital (NGPD), e conta com incentivo do governo para desenvolver empresas nascentes nas áreas de economia criativa, tecnologia da informação e de desenvolvimento de softwares. O parque totalizou um faturamento de R$ 1 bilhão em 2014.

»“Quando os incentivos à tecnologia surgiram, as empresas começaram a crescer, a gerar oportunidades e reter os talentos de Recife”, diz o superintendente do C.E.S.A.R., Sergio Cavalcante. "Por tanto esforço, atualmente Recife é o maior polo tecnológico, em termos de projetos desenvolvidos e nascimento de empresas.”



O Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (C.E.S.A.R.) é um centro privado de inovação que desenvolve soluções em todo o processo de geração de inovação em e com tecnologias da informação e comunicação.

»O tempero pernambucano

»Não só a história ajudou Recife a carregar o título de polo tecnológico. A cidade tem alguns pontos fortes que atraem as empresas.

»De acordo com um estudo da consultoria Urban Systems, Recife é a cidade brasileira com a melhor infraestrutura para negócios -- além, é claro, de ter um ótimo capital humano, como foi dito anteriormente.

»A cidade também se destaca em áreas fundamentais para o desenvolvimento e expansão das empresas, como uma localização estratégica para o Nordeste, e o transporte, com Porto do Recife e com o melhor aeroporto do Brasil, de acordo com a Secretaria de Aviação Civil (SAC).

»Recife também foi a segunda cidade do Brasil a receber fibra óptica da Telefônica Vivo, atrás apenas de São Paulo.

»A boa fama na área de TI e empreendedorismo também trouxe o maior evento de tecnologia do País, a Campus Party, que está rolando até este domingo, dia 26. Esta é a quarta edição do evento na cidade.


»Do gargalo à solução

»Segundo Guilherme, do Porto Digital, com o crescimento, Recife adotou alguns problemas bem conhecidos por outros centros urbanos, como a falta de segurança, falta de iluminação pública e, o principal gargalo da cidade: a mobilidade pública.

»Mas, como uma cidade que reúne poderosos centros de inovação e empreendedorismo, tais limitações se tornaram uma oportunidade de negócio para os pernambucanos. “Projetos como do Itaú, de espalhar bikes laranjas pelos centros urbanos, foram iniciados aqui”, diz Guilherme.

»Partindo da mesma ideia, agora o desafio é outro: o Porto Digital está testando o primeiro sistema de compartilhamento de carros elétricos (car sharing) do Brasil, solução para melhorar a mobilidade urbana. A ideia é que o projeto incentive a carona através de um sistema que facilite o compartilhamento de rotas.

»"Esperamos que, com a consolidação da ideia, o poder público veja seu valor e resolva expandi-la, como aconteceu com o aluguel de bicicletas que hoje já tem mais de 70 estações", disse o Presidente do Porto Digital, Francisco Saboy.»





A execução da inovaçao

2015/10/22

«Startup cria aplicativo que revoluciona a forma que pessoas encontram residência»



Júlia Miozzo. InfoMoney



«Pensando em levar tecnologia a um dos poucos setores que ainda não sofreram muitas transformações, a startup norte-americana Compass, fundada em 2013, ajuda as pessoas a encontrarem bairros e lugares para morar – seja alugando ou comprando.

»Recentemente, ela levantou US$ 50 milhões em investimentos para expandir para todos os Estados do país, totalizando US$ 123 milhões em investimentos, segundo o Business Insider.

»Embora já existam sites que listam os imóveis à venda ou disponíveis para locação, a startup funciona de maneira diferente, reduzindo o tempo que uma pessoa normalmente leva para encontrar uma casa: as listas da Compass aparecem em uma espécie de mapa do Google, incluindo fotos das casas.

»Se o usuário desejar visitar algum dos imóveis, basta agendar no próprio site, que faz um inventário de todas as visitas agendadas. Essa facilidade parece boba, mas é muito útil para ajudar o usuário a encontrar um imóvel no lugar desejado – evitando um problema comum dos portais, onde vendedores listam o imóvel em um bairro adjacente apenas para atrair mais interesse.

A tecnologia, que já atraiu mais de 350 agentes imobiliários em Nova York, age como um corretor, sendo que o serviço equivale a 15% do valor do negócio fechado, caso seja alugado, e um pouco menor para os compradores.

»A tecnologia, que já atraiu mais de 350 agentes imobiliários em Nova York, age como um corretor, sendo que o serviço equivale a 15% do valor do negócio fechado, caso seja alugado, e um pouco menor para os compradores. Esse valor já inclui a comissão do agente.

»Em Nova York, o serviço funciona bem pela baixa taxa de ocupação, principalmente de Manhattan – de 1%. A startup ainda pensa em ter valor extra para seus usuários ao abrir seus produtos para todos os tipos de pessoas envolvidas na indústria imobiliária.

»Por mostrar inovação tanto para o lado do comprador quanto do agente, a Compass pode estar apresentando o futuro modelo do mercado – embora, no momento, esteja focando em imóveis à venda, não para locação.»





Uma inovação

2015/10/21

«Cultura inovadora: como cultivá-la em seu negócio? Respondido por Ricardo Fasti»



Editado por Camila Lam. EXAME.com



«Cultura é o conjunto de valores, crenças, linguagem, códigos e processos que em um contexto organizacional determinam o comportamento das pessoas no que tange à condução dos negócios e das relações internas.

»Cultura inovadora pode ser definida de duas formas. A primeira é tendo a inovação como o valor mais alto da empresa e que acaba por determinar como os demais valores, as crenças, a linguagem e os códigos serão construídos.

»É possível que uma empresa já existente mude sua cultura para essa que descrevi? A resposta é sim, mas, às vezes, demanda que a liderança saia da operação, mesmo que tenha sido ela a determinar que a cultura seja inovadora. Os líderes nem sempre são os mais adequados para implantá-la. Isso pode exigir alterações de governança e longos traumas advindos da gestão de mudança.

»A outra forma de definir cultura inovadora é que a inovação seja o pano de fundo para os outros elementos que a compõe. Em outras palavras, imagine uma empresa cujo valor seja ética, que uma crença seja que o consumidor deve ser servido com lucro, que a linguagem seja informal e que haja códigos que todos compreendam e cujos processos sejam burocráticos, mas esta empresa não é inovadora.

É importante que o gestor comunique de forma assertiva a introdução da plataforma de inovação ao conjunto de elementos da cultura.

»Introduzir inovação como pano de fundo significa dizer que tudo que for lançado como inovação somente o será se aderir aos padrões desse negócio. Por exemplo, atender o consumidor de forma superior com lucro superior, que a linguagem informal seja mais criativa e eficaz para facilitar a inovação, o mesmo acontecendo com os códigos, acompanhados de processos mais flexíveis e adaptativos.

»Essa última forma é menos traumática, pois não exige ruptura, mas sim aprendizado relacionado a um novo elemento na empresa. Entretanto, é importante que o gestor comunique de forma assertiva a introdução da plataforma de inovação ao conjunto de elementos da cultura. É preciso fazer várias reuniões para que a equipe assimile e se envolva com a ideia de que inovação é uma plataforma que irá dirigir suas ações para o futuro.

»Mas nada disso funcionará se a própria liderança não estiver engajada e comprometida com a inovação como processo cultural. A liderança é o exemplo que os colaboradores seguirão e, caso ela envie sinais ambíguos, seja por desavenças internas, seja porque o comportamento dos líderes não mudou, a cultura de inovação não passará de letra morta. Isso pode abalar a credibilidade do grupo gestor.

»Portanto, o primeiro passo para a introdução e o cultivo de uma cultura inovadora é que a liderança se convença e atue conforme o que se pretende. Toda liderança deve adotar essa mudança, sem murmúrio ou conversas de café em que se deixe escapar comentários do tipo “estou apostando para ver”. Sem uma liderança unida e convicta de que inovação é um elemento da cultura não há como se exigir que o restante da organização passe a agir de forma inovadora.

»Os donos das empresas são responsáveis pela criação e pelo cultivo de cultura inovadora. Eles devem ser as primeiras pessoas a se inovarem, pois pelo exemplo é que se constrói a cultura. É assim que fazemos em nossas casas e em nossas famílias, nada diferente em um negócio.»





Um inovador

2015/10/20

«A inovação precisa estar presente em todas as dimensões de um negócio»



Equipe Caminhos para o Futuro. Época NEGÓCIOS



«O argentino Pedro Tarak é advogado, cofundador e presidente do Sistema B , movimento global que tem como objetivo identificar empresas que resolvam problemas sociais e ambientais a partir de seus produtos ou serviços.

»Especialista em política e direito comparado e internacional ambiental pela Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, Tarak já atuou como consultor internacional de instituições como OEA (Organização dos Estados Americanos), PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) e Banco Mundial, entre outras.

»Segundo Tarak, a inovação de uma empresa não depende apenas de um produto ou do seu viés tecnológico. Para ele, é essencial que empreendedores revisem o modelo de negócio se desejam ter um impacto social e ambiental positivo.

»Nesta entrevista ao Caminhos para o Futuro, Tarak fala sobre o papel do empreendedor, a importância da inovação e as tendências que norteiam o futuro das relações entre consumidores e empresas.

»Essas e outras ideias serão apresentadas e debatidas com outros especialistas no evento Sustainable Brands, que acontece no Brasil de 25 a 27 de agosto.


»Qual o papel dos empreendedores para promover uma economia mais sustentável?

»Um empreendedor contemporâneo precisa ser sensível a todas as dimensões da realidade e para todos os tipos de partes interessadas, tanto na estratégia e nas boas práticas quanto na sua governança e estrutura organizacional.

»Eles são os inovadores da economia em relação as necessidades sociais e ambientais de longo prazo em seus modelos de negócios, com melhorias gerais de colaboradores, da comunidade onde eles impactam, os consumidores e cadeias de valor. Além disso, suas necessidades econômicas e financeiras também devem ser cumpridas.


»Como as marcas podem ajudar a solucionar problemas sociais e ambientais?

»Marcas devem continuar a satisfazer as necessidades do mercado, mas ao mesmo tempo, devem permitir que todas as partes interessadas, incluindo os consumidores, façam parte de desafios sociais e ambientais que elas próprias decidiram perseguir. Desta forma, as marcas podem ser "parte de soluções sociais e ambientais", e não apenas atenuar o seu impacto negativo.

»Para fazer isso, elas podem adicionar à sua declaração de missão estatutária um propósito social para além de uma atividade de produção de bens ou serviços. E fazer com que isso esteja presente em todas as dimensões do negócio.


Marcas devem continuar a satisfazer as necessidades do mercado, mas ao mesmo tempo, devem permitir que todas as partes interessadas, incluindo os consumidores, façam parte de desafios sociais e ambientais que elas próprias decidiram perseguir.

»Empreendedores sabem da importância da inovação. Quais são as suas recomendações para quem deseja ter um negócio realmente inovador?

»Vá além de inovações tecnológicas e revise os modelos de negócios para que a igualdade social e a melhoria do meio ambiente tornem-se uma parte natural da empresa. Faça parte da transição de energia para as energias renováveis e do abandono progressivo dos combustíveis fósseis. Faça parte do setor econômico de waste-resource (desperdício-recurso em tradução literal) o mais rápido possível e use TI como uma ferramenta para todos e não para seu próprio bem.


»Para você, quais são os principais erros que empresários cometem ao tentar pensar fora da caixa?

»Esquecer que ainda é preciso ser sensível às necessidades atuais do mercado. Confundir foco fragmentado com enfoque sistêmico, que inclui a integração de políticas econômicas, social e ambiental da criação de valor como parte do negócio. Em outras palavras, você não precisa ser fragmentado para ser focado! Outro exemplo é limitar a inovação à estratégia e boas práticas sem inovar estruturas de governança legais. Em caso de mudanças de gestão, isso bloqueia e protege a missão social em longo prazo.


»Alguns consumidores optam por marcas que têm um discurso sustentável. No futuro, como os consumidores poderão ajudar as empresas nesse processo?

»Os consumidores dão um voto todos os dias para os bens e serviços que adquirem além da qualidade e do preço. Se eles descobrem o que mais as marcas oferecem à sociedade para além de uma "boa prática", eles podem escolher determinada marca por causa do valor agregado para o mundo.

»Se pagar um preço pode satisfazer tanto uma necessidade de mercado quanto uma solução social, o consumidor do futuro vai escolher essa marca pelo mesmo preço e pela mesma qualidade. Isso já é uma possibilidade com muitos B Corps na América do Sul. É o caminho para o futuro.»





Administração Pública e inovação

2015/10/17

Newsletter L&I, n.º 74 (2015-10-19)




Administração Pública e inovação | Administración Pública e innovación |
Administration Publique et innovation | Public Administration and innovation

Um inovador | Un innovador | Un innovateur | An innovator

Uma inovação | Una innovación | Une innovation | An innovation

A execução da inovaçao | La ejecución de la innovación | L’exécution de l’innovation |
The innovation execution



Liderar Inovando (BR)

«Tecnologias Sociais de ensino e pesquisa concorrem ao Prêmio Fundação BB (Banco de Brasil)» [web] [intro]
«Desenvolvimento, indústria e emprego» [web] [intro]
«A financeirização da política social: o caso brasileiro» [web] [intro]
«Como será o CEO do futuro?» [web] [intro]

Liderar Inovando (PT)

«A educadora indiana Kiran Sethi tem uma certeza: toda criança pode, e deve, mudar o mundo ao seu redor» [web] [intro]
«Uma estratégia de crescimento para a Europa» [web] [intro]
«Revolução tecnológica ameaça o futuro do emprego no Mundo» [web] [intro]
«Encontro ESRI 2015: a razão pela qual que a geografia vai dominar o mundo» [web] [intro]

Liderar Innovando (ES)

«Invertir en educación es el motor para el cambio social en América Latina: Microsoft» [web] [intro]
«¿Cómo debería ser la nueva economía del mundo?» [web] [intro]
«Tomando posiciones» [web] [intro]
«José Luis Martínez Guijarro, vicepresidente de Castilla-La Mancha: “No puede haber recuperación económica sin recuperación social”» [web] [intro]

Mener avec Innovation (FR)

«Cheikh Bakhoum, Directeur Général de l’ADIE : “3 fournisseurs d'accès internet sont attendus sur le marché”» [web] [intro]
«Le Salon World Efficiency: des solutions pour les ressources et le climat [web] [intro]
«Chômage, croissance et principe de précaution» [web] [intro]
«Plan de développement 2016-2020: De la nostalgie économique» [web] [intro]

Leadership and Innovation (EN)

«Delhi to host conference on "Competency Building for Excellence, Innovation and Social Change"» [web] [intro]
«The Evolution Of Japanese Startups: Innovation From The Ground Up» [web] [intro]
«Innovation is About People» [web] [intro]
«Social Innovation in Transport & Mobility» [web] [intro]

Licencia Creative Commons Licencia Creative Commons
Atribución-NoComercial 4.0 Internacional








2015/10/16

«Como será o CEO do futuro?»



Tobias Dezordi Pereira. Jornal Contábil



«Apresentar inovações na velocidade da luz já é suficientemente difícil para as operadoras de hoje. Juntem-se a isso as mudanças em curso da regulamentação e a concorrência cada vez maior de players consolidados e de operadoras over-the-top e o cenário fica ainda mais nebuloso. O foco hoje está nos CEOs, que devem conduzir suas organizações ao sucesso através de uma significativa transformação, para que fiquem à frente da concorrência e cresçam de forma rentável. Se estes são os desafios que os CEOs enfrentam hoje, o que podemos esperar para 2020? Mais especificamente, quais são os estilos, qualidades, habilidades e abordagens bem-sucedidas de liderança que os CEOs precisarão possuir para levar suas organizações rumo à próxima década?

»Estas foram as perguntas que um novo estudo global encomendado pela Amdocs junto à consultoria de estratégia Telesperience procurou responder. Entrevistas detalhadas com CEOs, principais executivos e de gerência sênior das operadoras de primeira linha do mundo, incluindo algumas das maiores na América Latina, forneceram dados que revelam os pontos de vista e as previsões de como os CEOs estarão conduzindo as suas organizações daqui a 5 anos. Os resultados também apresentaram diferenças interessantes sobre como os executivos de operadoras locais visualizam o papel do CEO, em comparação com os executivos de operadoras que atuam em mais de uma região.


»Os estilos de gestão estão mudando

»O típico CEO já trabalhou em diversos países ou até regiões, já ocupou pelo menos três cargos diferentes em sua empresa atual, e espera-se que ele traga mais valor à sua organização através de ideias e estratégias. A diversidade profissional poderá não ser, porém, suficiente para que ele seja eficaz em 2020. A pesquisa constatou que a maioria dos executivos seniores na América Latina (75%) acreditam que os estilos atuais de gestão dos CEOs precisarão mudar para que eles continuem a ter sucesso daqui a cinco anos.

»Ou seja, o que torna um CEO bem-sucedido hoje não será mais a receita para atender às necessidades futuras. O setor acredita que serão necessários estilos de colaboração para permitir que as operadoras ganhem escala no futuro. Isto implica afastar-se dos estilos de hoje (estabelecer o ritmo e comandar), segundo os quais se espera que o CEO tenha um roteiro claro de para onde a empresa está indo e a conduza para lá através de exemplos, adotando em seu lugar o coaching, que valoriza a contribuição dos outros, ligando os objetivos dos indivíduos aos da organização.


»A nova face dos Executivos Chefes (C-Suites)

»Na América Latina, não é apenas o estilo de liderança do CEO que deverá mudar. Novas áreas e linhas de negócios já estão gerando novos cargos para os executivos. Os entrevistados citaram que hoje o cargo mais comumente adicionado é o de Chief Customer Officer (CCO), que é responsável pela experiência do cliente. Os cargos responsáveis por inovação, comercial, social, nuvem, privacidade e pessoas estão empatados em segundo lugar. Para 2020, os executivos preveem que as funções mais comumente adicionadas serão para liderar big data (1º lugar) e áreas digitais (2º lugar).

»O grupo de executivos C-level que lidera a estratégia das operadoras hoje será essencial para que o CEO do futuro obtenha sucesso. Por isso, é interessante que as operadoras locais acreditem que o CEO de 2020 terá uma experiência profissional de CCO, sugerindo que enxerguem a experiência do cliente como sendo crítica para o sucesso da empresa e da competitividade. Operadoras multi-regionais, por outro lado, acreditam que os CEOs de 2020 terão a experiência profissional de um CFO, talvez enfatizando a necessidade dessas organizações pelo suporte a atividades como fusões e aquisições, e para lidar com as economias inter-regionais de escala entre as afiliadas do grupo.


»Inovar, minimizando barreiras de despesas e riscos

»As três principais barreiras ao sucesso do CEO até 2020 serão a “falta de estratégia clara”, a “incapacidade de executar as mudanças” e a “falta de pessoal qualificado”. Portanto, é surpreendente que os executivos seniores da região planejem investir em estratégias de terceirização para complementar os recursos internos com o propósito de apoiar as necessidades de investimento em inovação. Em 2020, os CEOs da América Latina estarão mais propensos a investir em:

»1º lugar: Serviços em nuvem.

»2º lugar: Experiência do cliente e operações multicanal.

»3º lugar: Análises de big data.


»Para impulsionar as mudanças, acredita-se que será necessária uma abordagem mista tanto de terceirização como de internalização. Por exemplo, metade (50%) dos executivos prevê a terceirização de pelo menos parte do suporte para serviços em nuvem. É provável que o suporte às operações multicanal e à experiência do cliente também possa ser realizado através de um modelo híbrido de terceirização e internalização, com 25% prevendo investir em estratégias de outsourcing – domínios focados em usuários finais que eram tradicionalmente menos terceirizados.

»O ano de 2020 está situado em um futuro muito próximo e este estudo sugere que a atual geração de executivos seniores já esteja pensando em suas necessidades para a manutenção da liderança no setor. Esperando ser desafiadas em 2020 pelo rápido transformar de boas ideias em resultados concretos, as operadoras acreditam que os CEOs necessitarão de uma variedade de habilidades e de uma abordagem colaborativa para a inovação e os negócios, e planejam recorrer a especialistas e recursos externos, tais como serviços profissionais e terceirização de fornecedores, como uma maneira de romper os gargalos da inovação.


O ano de 2020 está situado em um futuro muito próximo e este estudo sugere que a atual geração de executivos seniores já esteja pensando em suas necessidades para a manutenção da liderança no setor.

»Entregando The New World of Customer ExperienceTM em um mercado consolidado

»No Novo Mundo da Experiência do Cliente (The New World of Customer ExperienceTM) os clientes esperam ser inspirados e animados por um constante fluxo de novos serviços entregues de forma inteligente através da personalização e contextualização, e moldados por uma qualidade dinâmica da experiência, independentemente do dispositivo ou da rede. E tudo isso precisa ser feito de uma maneira que acelere valor de negócio à operadora, diminuindo o tempo para o início da comercialização, otimizando os processos de negócios e reduzindo custos. Enquanto os players continuam a se consolidar, a inovação é cada vez mais desafiada pela complexidade dos sistemas back-end, que afeta a capacidade das operadoras de atender às expectativas dos clientes.

»Os fornecedores de serviços profissionais e gerenciados que ofereçam serviços inovadores de TI e de negócios que proporcionem valor agregado poderão promover melhorias operacionais imediatas sem uma demorada integração de software, juntamente com as melhores práticas globais e um modelo de suporte 24/7 em todo o mundo, assim como ajudar essas grandes empresas a se moverem tão rápido quanto precisem, assegurando uma eficiente estrutura de custos. Este tipo de parceria permite que as operadoras aproveitem as melhores práticas acumuladas de projetos em todo o mundo, permitindo que alcancem mais rapidamente e com menos riscos os resultados desejados. Com um compromisso conjunto de resultados empresariais, as operadoras poderão confiar em tais parcerias para garantir o crescimento do negócio.»





A execução da inovaçao

2015/10/15

«A financeirização da política social: o caso brasileiro»



Lena Lavinas. CartaCapital



«A política social tem por finalidade reduzir vulnerabilidades, prevenir a pobreza, equalizar oportunidades e, sobretudo, desmercantilizar o acesso, garantindo direitos. Combinada a uma política econômica comprometida com o desenvolvimento sustentável, em curto e em médio prazo, ela é a peça-chave para promover o crescimento com redistribuição.

»No Brasil, entretanto, apesar de um novo marco institucional no campo dos direitos sociais consagrado na Carta Constitucional, a política social ganha centralidade como colateral para dar acesso ao sistema financeiro e potencializar um consumo represado por salários relativamente baixos e uma estrutura de preços relativos de bens industriais que se tornou mais favorável ao cair de patamar, em virtude da valorização da taxa de câmbio nos anos recentes e de seu impacto nas importações.

»Porém, o processo de incorporação em massa ao mercado não teria como se viabilizar sem o impulso do crédito e das diversas modalidades que surgem e se acoplam à política social para financiar o acesso a bens e serviços – por lógicas e mecanismos distintos –, levando a que o consumo das famílias brasileiras crescesse mais celeremente que o PIB nesse novo ciclo de expansão econômica. Hoje o mercado açambarca todas as famílias brasileiras. E essa é a novidade que, não por acaso, ganha musculatura em meio ao processo de financeirização global[1], por iniciativa do Estado brasileiro.

»Essa nova ordem financeira (Shiller, 2003) tem-se voltado para a montagem de mecanismos que estendam os limites da inclusão financeira, em particular no mundo em desenvolvimento e nas economias emergentes, reduzindo o risco moral a que estão expostos os detentores do crédito, o capital financeiro. Essa é a lógica que preside a ideia de democratizar o acesso ao setor financeiro – “finance must be for all of us – in deep and fundamental ways[2]” (Shiller, 2003:2). A inclusão financeira é o novo mantra do credo neoliberal. Nesse cenário, a inovação financeira elege a modalidade “empréstimos individuais vinculados à renda” como um dos eixos da dinâmica ampliada de securitização. Essa é apenas uma das frentes de atuação em que ela vai certamente ganhar ainda mais estofo e seguir inovando.

»A finança, na verdade, é, na atualidade, consubstancial a todo tipo de produção de bens e provisão de serviços. Como bem assinala Lazzarato (2012), ela se apropria, através de múltiplos e sofisticados mecanismos de endividamento, da esfera do bem-estar social levando à privatização de seus serviços e transformando a política social num setor antes voltado para a acumulação e o lucro das empresas privadas, notadamente financeiras, do que para sanar inequidades e tornar as sociedades mais igualitárias.

»O ciclo de crescimento recente no Brasil colocou em prática muito do que já é preconizado pelos teóricos da moderna finança, que, além de escala e diversidade sem limite, integra ao seu framework a dimensão comportamental (Shiller, 2003) para acompanhar mudanças demográficas, nos arranjos familiares e no mercado de trabalho.

»O acesso ao mercado financeiro foi a grande novidade na explosão do consumo de massa e na busca de mais capital humano numa sociedade que mantém suas debilidades estruturais e profundas desigualdades. Essa é a marca do que se convencionou denominar de social-desenvolvimentismo. Nele, o investimento social andou manco: saneamento básico insuficiente, moradia digna inexistente para contingentes expressivos, preservação ambiental preterida, água tratada somente para uma parcela da população, saúde pública de ação preventiva e curativa deficitária, educação promovendo oportunidades desiguais, etc. E, o mais grave, a estrutura da Seguridade Social ameaçada por desconstitucionalização de seus princípios. Para não falarmos da violência desmedida e fora de controle que ceifa milhares de vidas todos os anos num país que vive a plenitude da democracia.

O acesso ao mercado financeiro foi a grande novidade na explosão do consumo de massa e na busca de mais capital humano numa sociedade que mantém suas debilidades estruturais e profundas desigualdades. Essa é a marca do que se convencionou denominar de social-desenvolvimentismo.

»Não menos importante é chamar atenção para uma dimensão forte de uma estratégia viciosa, marcadamente neoliberal: novas formas de endividamento se multiplicam e reconfiguram o lugar social de cada um. Ora, se o nível de endividamento das famílias tende a aumentar ainda mais rapidamente em decorrência da forte elevação das taxas de juro real, a saída da crise e a recuperação de um novo ciclo de expansão da demanda evidentemente estarão comprometidas. O resultado dramático de tal estratégia é, portanto, exacerbar a contração da demanda.

»Respeitar e consolidar a grande inovação institucional que nos veio com a criação da Seguridade Social em 1988, isso parece fora do radar. A função da política social é assegurar níveis crescentes de bem-estar e não servir primordialmente ao acesso ao setor financeiro, como colateral a um endividamento crescente, ou à aquisição de serviços que o Estado furta-se a prover.

»Susanne Soederberg, com muita propriedade e lucidez, cunhou a expressão “debtfare State” (2013) para mostrar que “a promoção da dependência ao mercado mediante o acesso ao crédito de consumo para assegurar necessidades básicas essenciais” (p. 540) não é neutra (sem relação de classe) nem natural (inevitável). Exige, portanto, uma nova análise da economia política da dívida no fomento ao desenvolvimento, ao subsumir, nesse processo, a política social à lógica neoliberal e ao processo de financeirização global.


»[1] Por financeirização, adotamos aqui a definição utilizada por Epstein (2014:4), que indica um movimento no capitalismo, em simultâneo à globalização e à predominância do pensamento neoliberal, em que o lucro das instituições financeiras cresce mais rapidamente que o das corporações não financeiras. Nesse sentido, esposa a acepção de Krippner (2004:14), pioneira na categorização desse fenômeno, por ela definido como “um padrão de acumulação no qual a produção do lucro se dá crescentemente através de canais financeiros ao invés de ser pela via do comércio e da produção de commodities”.

»[2] Dito de outra forma por Shiller: “Temos de democratizar a finança e levar as vantagens dos clientes de Wall-Street aos consumidores do Wall-Mart” (2003-2001).»





Uma inovação

2015/10/14

«Desenvolvimento, indústria e emprego»



Clemente Ganz Lúcio. Economia SC



«A produção social do bem-estar, da qualidade de vida e do equilíbrio ambiental no Brasil depende muito da atividade industrial: da ampliação da capacidade de produção, para atender à demanda interna e participar da pauta exportadora; da agregação de valor; do desenvolvimento de processos e produtos com alta eficiência energética, baixas emissões de carbono, entre outros atributos relevantes.

»As dificuldades que a indústria enfrenta não são simples de ser superadas. Exigem uma política econômica de apoio ao desenvolvimento do setor, com câmbio que permita a exportação e iniba as importações espúrias; crédito com juros decentes; financiamento de longo prazo; simplificação tributária; investimento em infraestrutura, entre outros. É necessária também uma política industrial que incentive a inovação tecnológica, a criação de produtos, etc.

»Uma indústria forte deve ser eixo de um projeto de país, mobilizado por uma nação capaz de afirmar seu rumo e conduzi-lo. Um dos objetivos desse eixo estratégico deve ser a geração de empregos que, incorporando novas tecnologias, possam difundir, nos processos de produção, a inovação para todos os setores. O incremento da produtividade aumenta a capacidade produtiva, o volume produzido, o valor agregado à produção, bem como abre espaço para uma repartição desses resultados de maneira que sejam enfrentadas e superadas as desigualdades existentes. Devemos ter claro que a superação das desigualdades e da pobreza depende também do crescimento econômico e este, da atividade industrial forte que se amplia.

Devemos ter claro que a superação das desigualdades e da pobreza depende também do crescimento econômico e este, da atividade industrial forte que se amplia.

»O comportamento do emprego na indústria é um indicador da gravidade da situação no setor. Os dados da Pesquisa Mensal de Emprego e Salário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam o tamanho do problema. Nos primeiros seis meses do ano, o emprego industrial caiu 5,2%. Se comparado ao mesmo período do ano passado, a queda é de 6,3% em termos de pessoal ocupado. Essa redução repercute sobre o volume de horas pagas, que, por sua vez, diminuiu 5,8% no semestre e 7,1% na folha de pagamento real.

»O resultado é observado nos 18 setores pesquisados. Máquinas e aparelhos eletroeletrônicos, produtos de metal e meios de transporte são os mais afetados, com quedas entre 11% e 14%. Os dados já permitem afirmar que, pelo quarto ano consecutivo, haverá redução do emprego industrial (houve queda de 1,4%, em 2012, 1,1%, em 2013, e de 3,2% em 2014) talvez superior a 4%. Os reflexos desses resultados para toda a economia são dramáticos.

»Não há nenhuma solução fácil e, muito menos, mágica. A transição para o crescimento, em um contexto internacional extremamente adverso, com grandes dificuldades internas, exige ampla capacidade de mobilização das forças econômicas e políticas para iniciativas transformadoras da situação atual. É preciso construir convergências, o que necessariamente contrariará interesses. Os conflitos no interior da esfera produtiva, assim como os conflitos entre a inciativa de investimento na produção e o rentismo, são significativos e complexos.

»A saída é política e pública. Política porque exige mobilizar e articular as forças sociais para a construção das saídas. Pública porque requer que esse movimento esteja sustentado no interesse geral da nação, na capacidade de participação dos atores sociais, no uso e fortalecimento de instituições que se renovam ao enfrentar a crise, no insubstituível espaço democrático, na qualidade do debate público e em vigoroso esforço coletivo para fazer escolhas orientadas pelo bem comum, pela promoção do bem-estar social e pela qualidade de vida para todos.»





Um inovador